Foram encontradas 349.813 questões.
Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
Resumo
As Feiras de Ciências (FC) constituem-se em oportunidades de estimular o gosto pela pesquisa e afastar os estudantes da postura de meros recebedores do conhecimento, partindo da investigação para torná-los protagonistas de seu aprendizado. O objetivo deste trabalho foi identificar a percepção de estudantes de uma escola pública do Rio de Janeiro sobre o desenvolvimento de projetos e a FC. A coleta de dados ocorreu mediante aplicação de questionário após o evento. As respostas foram analisadas segundo a Tematização de Fontoura e revelaram que os estudantes percebem as FC como espaço formativo constituído por múltiplas perspectivas. Observa-se que os alunos entendem a importância de se tornarem protagonistas de seu aprendizado vivenciando o desenvolvimento das etapas de um projeto, perpassando pelo trabalho em grupo e desenvolvendo o pensamento crítico. Tais habilidades vão ao encontro do que almeja um ensino de ciências emancipatório e adequado às demandas da sociedade do século XXI.
DELL ASEM, Erica Cavalcanti de Albuquerque; OLIVEIRA, Maria de Fatima
Alves. “As feiras de ciências como espaço formativo sob o olhar de discentes
da educação básica”. REnBIO – Revista de Ensino de Biologia. V. 18, n. 2
(Jul./dez 2025), p. 637. Disponível em:
https://renbio.org.br/index.php/sbenbio/article/view/1979/586. Acesso em: 18
dez. 2025.
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Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
Resumo
As Feiras de Ciências (FC) constituem-se em oportunidades de estimular o gosto pela pesquisa e afastar os estudantes da postura de meros recebedores do conhecimento, partindo da investigação para torná-los protagonistas de seu aprendizado. O objetivo deste trabalho foi identificar a percepção de estudantes de uma escola pública do Rio de Janeiro sobre o desenvolvimento de projetos e a FC. A coleta de dados ocorreu mediante aplicação de questionário após o evento. As respostas foram analisadas segundo a Tematização de Fontoura e revelaram que os estudantes percebem as FC como espaço formativo constituído por múltiplas perspectivas. Observa-se que os alunos entendem a importância de se tornarem protagonistas de seu aprendizado vivenciando o desenvolvimento das etapas de um projeto, perpassando pelo trabalho em grupo e desenvolvendo o pensamento crítico. Tais habilidades vão ao encontro do que almeja um ensino de ciências emancipatório e adequado às demandas da sociedade do século XXI.
DELL ASEM, Erica Cavalcanti de Albuquerque; OLIVEIRA, Maria de Fatima
Alves. “As feiras de ciências como espaço formativo sob o olhar de discentes
da educação básica”. REnBIO – Revista de Ensino de Biologia. V. 18, n. 2
(Jul./dez 2025), p. 637. Disponível em:
https://renbio.org.br/index.php/sbenbio/article/view/1979/586. Acesso em: 18
dez. 2025.
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Leia o texto a seguir.
O Agente Secreto (2025) - Crítica
O filme é impecavelmente inteligente, sem pontas soltas e não deixa espaço para qualquer sentimento que não seja diretamente ligado à trama; somos completamente engolidos por uma fotografia espetacular que não tem medo da luz e tem a cor como sua maior aliada; o filme tem uma edição e montagem criativas e ousadas que desafiam uma indústria datada e monótona com cortes entre planos com uma difusão longa e momentos em que a tela se divide entre dois planos, um som desenhado e articuladamente planejado para nos imergir em uma experiência única e extraordinária que a direção proporciona.
MENDES, Nicolas. “O Agente Secreto (2025) Crítica”. Universidade Federal
Fluminense. Jul 30, 2025 (fragmento). Disponível em:
https://oca.observatorio.uff.br/?p=8587. Acesso em: 23 dez. 2025.
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I- Os supostos autores da fraude se dizem inocentes, o que se deduz da expressão “bom menino”, empregada pelo personagem 1, quando assiste ao noticiário sobre a prisão de um dos envolvidos.
II - A inocência dos prováveis “fraudadores” é rejeitada pelo personagem 2, o que se depreende da oração “se fossem bons meninos”, que pressupõe “eles não são bons meninos”.
III- O personagem 2 é um senhor que tem idade de se aposentar, mas optou em continuar na ativa e complementando a renda com outra atividade a ter que se aposentar com baixo salário.
IV- A fraude fica atestada quando o personagem 2 declara: “se fossem ... minha aposentadoria não viria com tantos descontos”, que, nesse contexto, alude a descontos indevidos.
V- O trabalho informal, referido pelo personagem 2 por “fazer bico”, surge como uma alternativa muito lucrativa e viável para quem depende de aposentadoria.
É CORRETO o que se afirma em:
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Com base na leitura dos dois textos abaixo expostos: a crônica de Ricardo Freire e o comentário do linguista Sírio Possenti, responda à questão.
TEXTO III
PARA você estar passando adiante (Ricardo Freire)
Este artigo foi feito especialmente para que você possa estar recortando e possa estar deixando discretamente sobre a mesa de alguém que não consiga estar falando sem estar espalhando essa praga terrível da comunicação moderna, o futuro do gerúndio.
Você pode também estar passando por fax, estar mandando pelo correio ou estar enviando pela Internet. O importante é estar garantindo que a pessoa em questão vá estar recebendo esta mensagem, de modo que ela possa estar lendo e, quem sabe, consiga até mesmo estar se dando conta da maneira como tudo o que ela costuma estar falando deve estar soando nos ouvidos de quem precisa estar escutando.
[...]
As pessoas precisam estar entendendo a maneira como esse vício maldito conseguiu estar entrando na linguagem do dia-a-dia. Tudo começou a estar acontecendo quando alguém precisou estar traduzindo manuais de atendimento por telemarketing. Daí a estar pensando que “We'll be sending it tomorrow” possa estar tendo o mesmo significado que “Nós vamos estar mandando isso amanhã” acabou por estar sendo só um passo.
Pouco a pouco a coisa deixou de estar acontecendo apenas no âmbito dos atendentes de telemarketing para estar ganhando os escritórios. Todo o mundo passou a estar marcando reuniões, a estar considerando pedidos e a estar retornando ligações.
[...]
Deus. O que a gente pode tá fazendo pra que as pessoas tejam entendendo o que esse negócio pode tá provocando no cérebro das novas gerações?
A única solução vai estar sendo submeter o futuro do gerúndio à mesma campanha de desmoralização à qual precisaram estar sendo expostos seus coleguinhas contagiosos, como o “a nível de”, o “enquanto”, o “pra se ter uma ideia” e outros menos votados.
A nível de linguagem, enquanto pessoa, o que você acha de tá insistindo em tá falando desse jeito?
Fonte: As cem melhores crônicas brasileiras / Joaquim Ferreira dos Santos, organização e introdução. - Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.
TEXTO IV
Gerundismo
[...] Assim, a nova locução está em perfeito acordo com a sintaxe do português: sua ordem auxiliar+ estar + -ndo é absolutamente gramatical.
Vejamos agora o que a locução significa. Os que não gostam da forma dizem que não serve para nada, que há outra melhor para expressar a mesma coisa. Em vez de Vou estar mandando, que se diga Vou mandar ou Mandarei. Pode ser que nem todos os casos sejam claros, mas em muitos, nitidamente, a nova forma veicula um aspecto progressivo (ou seja, anuncia um evento que durará algum tempo para se realizar). Para que isso não pareça estranho, relembre-se de que o conhecido imperfeito do indicativo apresenta o mesmo aspecto: formas como amanhecia, pintava, etc. descrevem eventos ou ações não instantâneos, mas que têm alguma duração. Por isso, não é a mesma coisa dizer Vou mandar e Vou estar mandando , exatamente por causa da diferença entre “ir” (que marca só futuro) e “ir + estar” (que marca futuro, por causa do “ir” e “duração” por causa de “estar”). Vou estar providenciando significa, entre outras coisas, que a providência não se dará instantaneamente. Além disso, o compromisso expresso em Vou providenciar é mais incisivo do que o expresso em Vou estar providenciando , assim como é mais incisivo dizer Providenciarei do que Vou providenciar.
Além desses, a meu ver, há outro aspecto importante, de cunho pragmático ou interpessoal: a expressão conota gentileza, formalidade, deferência (se verdadeira ou simulada, pouco importa). [...]
Fonte: Possenti, Sírio. In: Questões de linguagem : passeio gramatical dirigido, São Paulo: Parábola editorial, 2011. p.160-161.
Sírio Possenti não repudia o uso do gerúndio para a expressão de futuro, pois a nova locução em uso na língua
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Com base na leitura dos dois textos abaixo expostos: a crônica de Ricardo Freire e o comentário do linguista Sírio Possenti, responda à questão.
TEXTO III
PARA você estar passando adiante (Ricardo Freire)
Este artigo foi feito especialmente para que você possa estar recortando e possa estar deixando discretamente sobre a mesa de alguém que não consiga estar falando sem estar espalhando essa praga terrível da comunicação moderna, o futuro do gerúndio.
Você pode também estar passando por fax, estar mandando pelo correio ou estar enviando pela Internet. O importante é estar garantindo que a pessoa em questão vá estar recebendo esta mensagem, de modo que ela possa estar lendo e, quem sabe, consiga até mesmo estar se dando conta da maneira como tudo o que ela costuma estar falando deve estar soando nos ouvidos de quem precisa estar escutando.
[...]
As pessoas precisam estar entendendo a maneira como esse vício maldito conseguiu estar entrando na linguagem do dia-a-dia. Tudo começou a estar acontecendo quando alguém precisou estar traduzindo manuais de atendimento por telemarketing. Daí a estar pensando que “We'll be sending it tomorrow” possa estar tendo o mesmo significado que “Nós vamos estar mandando isso amanhã” acabou por estar sendo só um passo.
Pouco a pouco a coisa deixou de estar acontecendo apenas no âmbito dos atendentes de telemarketing para estar ganhando os escritórios. Todo o mundo passou a estar marcando reuniões, a estar considerando pedidos e a estar retornando ligações.
[...]
Deus. O que a gente pode tá fazendo pra que as pessoas tejam entendendo o que esse negócio pode tá provocando no cérebro das novas gerações?
A única solução vai estar sendo submeter o futuro do gerúndio à mesma campanha de desmoralização à qual precisaram estar sendo expostos seus coleguinhas contagiosos, como o “a nível de”, o “enquanto”, o “pra se ter uma ideia” e outros menos votados.
A nível de linguagem, enquanto pessoa, o que você acha de tá insistindo em tá falando desse jeito?
Fonte: As cem melhores crônicas brasileiras / Joaquim Ferreira dos Santos, organização e introdução. - Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.
TEXTO IV
Gerundismo
[...] Assim, a nova locução está em perfeito acordo com a sintaxe do português: sua ordem auxiliar+ estar + -ndo é absolutamente gramatical.
Vejamos agora o que a locução significa. Os que não gostam da forma dizem que não serve para nada, que há outra melhor para expressar a mesma coisa. Em vez de Vou estar mandando, que se diga Vou mandar ou Mandarei. Pode ser que nem todos os casos sejam claros, mas em muitos, nitidamente, a nova forma veicula um aspecto progressivo (ou seja, anuncia um evento que durará algum tempo para se realizar). Para que isso não pareça estranho, relembre-se de que o conhecido imperfeito do indicativo apresenta o mesmo aspecto: formas como amanhecia, pintava, etc. descrevem eventos ou ações não instantâneos, mas que têm alguma duração. Por isso, não é a mesma coisa dizer Vou mandar e Vou estar mandando , exatamente por causa da diferença entre “ir” (que marca só futuro) e “ir + estar” (que marca futuro, por causa do “ir” e “duração” por causa de “estar”). Vou estar providenciando significa, entre outras coisas, que a providência não se dará instantaneamente. Além disso, o compromisso expresso em Vou providenciar é mais incisivo do que o expresso em Vou estar providenciando , assim como é mais incisivo dizer Providenciarei do que Vou providenciar.
Além desses, a meu ver, há outro aspecto importante, de cunho pragmático ou interpessoal: a expressão conota gentileza, formalidade, deferência (se verdadeira ou simulada, pouco importa). [...]
Fonte: Possenti, Sírio. In: Questões de linguagem : passeio gramatical dirigido, São Paulo: Parábola editorial, 2011. p.160-161.
A respeito do Texto III, podem ser feitas as seguintes asserções:
I - O autor considera o gerundismo um vício de linguagem, por não ser a forma verbal apropriada para sinalizar futuro.
II - O autor apela para que o futuro do gerúndio não seja utilizado, argumentando que tal estrutura fere as regras de formação de locução verbal e gera problema de compreensão, dificultando o ensino dos tempos verbais.
III - Para demonstrar o quão chato é uso do dessa estrutura que tem se fixado na língua, o cronista se utiliza da estratégia da repetição, configurando uma ironia.
Está em conformidade com o texto, o que se assevera apenas em:
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I- O verbo “posso” e o pronome oblíquo “me” são formas dêiticas que se referem ao emissor/locutor Antônio da Conceição.
II- O advérbio relativo “onde” é uma forma referencial anafórica que recupera o sintagma “no Méier.”
III- O verbo “carregamos” é uma forma referencial dêitica que faz referência genérica a todos os cidadãos, incluindo o falante/locutor – Antônio da Conceição.
IV- O pronome demonstrativo “esta” é uma forma referencial catafórica que integra um sintagma nominal, fazendo remissão ao sintagma “a rua José Bonifácio”.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Analise o emprego do pronome relativo nos fragmentos abaixo relacionados, de forma a identificar a função sintática assumida por ele.

Os pronomes relativos em destaque assumem, respectivamente, as funções sintáticas de:
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I - “ESTAVA certo de ir direitinho para o céu” quando, por culpa do Senhor e da Repartição que o Senhor dirige, tive que ir para o inferno [...]”. (O verbo no pretérito imperfeito na primeira frase pressupõe a informação de que o destino de todo aquele que morre é o céu).
II - “NUNCA fui ao espiritismo, NUNCA fui aos “bíblias”, nem a feiticeiros, e [...] nunca procurei macumbeiros nem médiuns”. (O advérbio de negação pressupõe uma declaração afirmativa – outras pessoas procuram macumbeiros ou médiuns).
III - “Está aí como, meu caro Senhor Doutor Prefeito, AINDA estou penando por sua culpa”. (O advérbio de tempo pressupõe que a penalidade iniciada anteriormente se encerra no momento em que o personagem profere a frase).
IV - “EMBORA a pena seja leve, eu me amolei, por não ter contribuído para ela de forma alguma”. (O elemento de conexão introduz uma oração subordinada que pressupõe uma estrutura afirmativa – a pena foi/é leve).
V - É CORRETO o que se afirma apenas em:
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