Magna Concursos

Foram encontradas 364.682 questões.

4272295 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Jardinopolis-SP
Provas:
Leia o texto a seguir e responda à questão:
Mudanças climáticas já afetam 85% dos brasileiros, diz pesquisa

        Oito em cada dez pessoas (85%) já notam interferências das mudanças climáticas em seu cotidiano, sendo que quase metade (46%) julga esse impacto intenso. O dado foi obtido por equipes do Aurora Lab e da More in Common, em pesquisa sobre a transição de energias sujas para limpas, obtida com exclusividade pela Agência Brasil e que será lançada na próxima quarta-feira (27), em São Paulo.

        Como resultado das mudanças climáticas, as principais reclamações dos 2.630 participantes ouvidos foram:

•   ter que arcar com um custo maior de vida – 53%;
• problemas de saúde física – 45%;
• obstáculos ao acesso a seu local de trabalho – 40%;
• adoecimento mental – 32%;
• perda de renda – 17%;
• perda de emprego – 10%.

        A proporção de brasileiros que confia que o governo deve ser a principal figura a garantir a proteção de trabalhadoras e trabalhadores nesse contexto é de sete a cada dez (67%). Outros indicados a essa função são empregadores (7%) e grupos auto-organizados, como os de direitos socioambientais (menos de 6%).
        
        O levantamento ainda demonstra elevada consciência (93%) de que os modelos de produção e consumo da sociedade precisam ser transformados para se enfrentar a crise climática. No total, 74% concordam totalmente com tal afirmação.

        Uma parcela de 67% acredita que essas mudanças trarão bons frutos para a classe trabalhadora, em termos de abertura de vagas. Somente 10% discordam disso e pensam que terão o efeito contrário, de redução dos postos de trabalho.

        De acordo com a pesquisa, mesmo em uma era de disseminação de fake news, os brasileiros ainda confiam no que a ciência diz. Universidades e cientistas são a fonte com mais credibilidade para 69% dos entrevistados, enquanto as redes sociais são o principal meio de informação de 65% deles, quando o assunto é clima.

(Letycia Treitero Kawada. Agência Brasil, 24.05.2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-05/mudancasclimaticas-ja-afetam-85-dos-brasileiros-diz-pesquisa. Adaptada)
No trecho “os brasileiros ainda confiam no que a ciência diz.” (6° parágrafo), a palavra em destaque expressa a ideia de
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4272294 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Jardinopolis-SP
Provas:
Leia o texto a seguir e responda à questão:
Mudanças climáticas já afetam 85% dos brasileiros, diz pesquisa

        Oito em cada dez pessoas (85%) já notam interferências das mudanças climáticas em seu cotidiano, sendo que quase metade (46%) julga esse impacto intenso. O dado foi obtido por equipes do Aurora Lab e da More in Common, em pesquisa sobre a transição de energias sujas para limpas, obtida com exclusividade pela Agência Brasil e que será lançada na próxima quarta-feira (27), em São Paulo.

        Como resultado das mudanças climáticas, as principais reclamações dos 2.630 participantes ouvidos foram:

•   ter que arcar com um custo maior de vida – 53%;
• problemas de saúde física – 45%;
• obstáculos ao acesso a seu local de trabalho – 40%;
• adoecimento mental – 32%;
• perda de renda – 17%;
• perda de emprego – 10%.

        A proporção de brasileiros que confia que o governo deve ser a principal figura a garantir a proteção de trabalhadoras e trabalhadores nesse contexto é de sete a cada dez (67%). Outros indicados a essa função são empregadores (7%) e grupos auto-organizados, como os de direitos socioambientais (menos de 6%).
        
        O levantamento ainda demonstra elevada consciência (93%) de que os modelos de produção e consumo da sociedade precisam ser transformados para se enfrentar a crise climática. No total, 74% concordam totalmente com tal afirmação.

        Uma parcela de 67% acredita que essas mudanças trarão bons frutos para a classe trabalhadora, em termos de abertura de vagas. Somente 10% discordam disso e pensam que terão o efeito contrário, de redução dos postos de trabalho.

        De acordo com a pesquisa, mesmo em uma era de disseminação de fake news, os brasileiros ainda confiam no que a ciência diz. Universidades e cientistas são a fonte com mais credibilidade para 69% dos entrevistados, enquanto as redes sociais são o principal meio de informação de 65% deles, quando o assunto é clima.

(Letycia Treitero Kawada. Agência Brasil, 24.05.2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-05/mudancasclimaticas-ja-afetam-85-dos-brasileiros-diz-pesquisa. Adaptada)
No trecho “No total, 74% concordam totalmente com tal afirmação.” (4° parágrafo), a vírgula foi utilizada para
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4272293 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Jardinopolis-SP
Provas:
Leia o texto a seguir e responda à questão:
Mudanças climáticas já afetam 85% dos brasileiros, diz pesquisa

        Oito em cada dez pessoas (85%) já notam interferências das mudanças climáticas em seu cotidiano, sendo que quase metade (46%) julga esse impacto intenso. O dado foi obtido por equipes do Aurora Lab e da More in Common, em pesquisa sobre a transição de energias sujas para limpas, obtida com exclusividade pela Agência Brasil e que será lançada na próxima quarta-feira (27), em São Paulo.

        Como resultado das mudanças climáticas, as principais reclamações dos 2.630 participantes ouvidos foram:

•   ter que arcar com um custo maior de vida – 53%;
• problemas de saúde física – 45%;
• obstáculos ao acesso a seu local de trabalho – 40%;
• adoecimento mental – 32%;
• perda de renda – 17%;
• perda de emprego – 10%.

        A proporção de brasileiros que confia que o governo deve ser a principal figura a garantir a proteção de trabalhadoras e trabalhadores nesse contexto é de sete a cada dez (67%). Outros indicados a essa função são empregadores (7%) e grupos auto-organizados, como os de direitos socioambientais (menos de 6%).
        
        O levantamento ainda demonstra elevada consciência (93%) de que os modelos de produção e consumo da sociedade precisam ser transformados para se enfrentar a crise climática. No total, 74% concordam totalmente com tal afirmação.

        Uma parcela de 67% acredita que essas mudanças trarão bons frutos para a classe trabalhadora, em termos de abertura de vagas. Somente 10% discordam disso e pensam que terão o efeito contrário, de redução dos postos de trabalho.

        De acordo com a pesquisa, mesmo em uma era de disseminação de fake news, os brasileiros ainda confiam no que a ciência diz. Universidades e cientistas são a fonte com mais credibilidade para 69% dos entrevistados, enquanto as redes sociais são o principal meio de informação de 65% deles, quando o assunto é clima.

(Letycia Treitero Kawada. Agência Brasil, 24.05.2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-05/mudancasclimaticas-ja-afetam-85-dos-brasileiros-diz-pesquisa. Adaptada)
Está em sentido figurado a expressão destacada em:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4272292 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Jardinopolis-SP
Provas:
Leia o texto a seguir e responda à questão:
Mudanças climáticas já afetam 85% dos brasileiros, diz pesquisa

        Oito em cada dez pessoas (85%) já notam interferências das mudanças climáticas em seu cotidiano, sendo que quase metade (46%) julga esse impacto intenso. O dado foi obtido por equipes do Aurora Lab e da More in Common, em pesquisa sobre a transição de energias sujas para limpas, obtida com exclusividade pela Agência Brasil e que será lançada na próxima quarta-feira (27), em São Paulo.

        Como resultado das mudanças climáticas, as principais reclamações dos 2.630 participantes ouvidos foram:

•   ter que arcar com um custo maior de vida – 53%;
• problemas de saúde física – 45%;
• obstáculos ao acesso a seu local de trabalho – 40%;
• adoecimento mental – 32%;
• perda de renda – 17%;
• perda de emprego – 10%.

        A proporção de brasileiros que confia que o governo deve ser a principal figura a garantir a proteção de trabalhadoras e trabalhadores nesse contexto é de sete a cada dez (67%). Outros indicados a essa função são empregadores (7%) e grupos auto-organizados, como os de direitos socioambientais (menos de 6%).
        
        O levantamento ainda demonstra elevada consciência (93%) de que os modelos de produção e consumo da sociedade precisam ser transformados para se enfrentar a crise climática. No total, 74% concordam totalmente com tal afirmação.

        Uma parcela de 67% acredita que essas mudanças trarão bons frutos para a classe trabalhadora, em termos de abertura de vagas. Somente 10% discordam disso e pensam que terão o efeito contrário, de redução dos postos de trabalho.

        De acordo com a pesquisa, mesmo em uma era de disseminação de fake news, os brasileiros ainda confiam no que a ciência diz. Universidades e cientistas são a fonte com mais credibilidade para 69% dos entrevistados, enquanto as redes sociais são o principal meio de informação de 65% deles, quando o assunto é clima.

(Letycia Treitero Kawada. Agência Brasil, 24.05.2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-05/mudancasclimaticas-ja-afetam-85-dos-brasileiros-diz-pesquisa. Adaptada)
No trecho “ter que arcar com um custo maior de vida”, a palavra arcar significa
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4272291 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Jardinopolis-SP
Provas:
Leia o texto a seguir e responda à questão:
Mudanças climáticas já afetam 85% dos brasileiros, diz pesquisa

        Oito em cada dez pessoas (85%) já notam interferências das mudanças climáticas em seu cotidiano, sendo que quase metade (46%) julga esse impacto intenso. O dado foi obtido por equipes do Aurora Lab e da More in Common, em pesquisa sobre a transição de energias sujas para limpas, obtida com exclusividade pela Agência Brasil e que será lançada na próxima quarta-feira (27), em São Paulo.

        Como resultado das mudanças climáticas, as principais reclamações dos 2.630 participantes ouvidos foram:

•   ter que arcar com um custo maior de vida – 53%;
• problemas de saúde física – 45%;
• obstáculos ao acesso a seu local de trabalho – 40%;
• adoecimento mental – 32%;
• perda de renda – 17%;
• perda de emprego – 10%.

        A proporção de brasileiros que confia que o governo deve ser a principal figura a garantir a proteção de trabalhadoras e trabalhadores nesse contexto é de sete a cada dez (67%). Outros indicados a essa função são empregadores (7%) e grupos auto-organizados, como os de direitos socioambientais (menos de 6%).
        
        O levantamento ainda demonstra elevada consciência (93%) de que os modelos de produção e consumo da sociedade precisam ser transformados para se enfrentar a crise climática. No total, 74% concordam totalmente com tal afirmação.

        Uma parcela de 67% acredita que essas mudanças trarão bons frutos para a classe trabalhadora, em termos de abertura de vagas. Somente 10% discordam disso e pensam que terão o efeito contrário, de redução dos postos de trabalho.

        De acordo com a pesquisa, mesmo em uma era de disseminação de fake news, os brasileiros ainda confiam no que a ciência diz. Universidades e cientistas são a fonte com mais credibilidade para 69% dos entrevistados, enquanto as redes sociais são o principal meio de informação de 65% deles, quando o assunto é clima.

(Letycia Treitero Kawada. Agência Brasil, 24.05.2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-05/mudancasclimaticas-ja-afetam-85-dos-brasileiros-diz-pesquisa. Adaptada)
De acordo com a pesquisa relatada na notícia, é correto afirmar que
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4272060 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
Provas:

Para a questão, leia o texto a seguir:

Texto V

“Usamos a expressão domínio discursivo para designar uma esfera ou instância de produção discursiva ou de atividade humana. Esses domínios não são textos nem discursos, mas propiciam o surgimento de discursos bastante específicos. Do ponto de vista dos domínios, falamos em discurso jurídico, discurso jornalístico, discurso religioso etc., já que as atividades jurídica, jornalística ou religiosa não abrangem um gênero em particular, mas dão origem a vários deles [...]”

(Trecho de: MARCUSCHI, Luiz A. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: BEZERRA, Maria Auxiliadora; DIONISIO, Ângela P.; MACHADO, Ana R. (orgs.). Gêneros textuais e ensino. 2ª ed. São Paulo: Parábola, 2010)

Considerando o texto V, assinale a alternativa que resume corretamente a importância do trabalho em sala de aula com gêneros a partir dos seus domínios discursivos.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4272059 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
Provas:
No período da Idade Média, o galego-português era a língua falada nas regiões de Portugal e da Galícia. Tratava-se de uma unidade linguística de grande importância, que se caracterizou, sobretudo, como língua da poesia trovadoresca. Posteriormente, houve a separação entre o galego e o português em línguas distintas, ocorrida, principalmente
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4272058 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
Provas:

A partir do Texto III, abaixo, leia-o com atenção para responder à questão.


Texto III


“Olá, candidato(a)”. Antes de continuar a leitura desta prova, preciso fazer uma confissão: talvez eu tenha escrito parte do texto que você acabou de ler. Talvez eu tenha organizado argumentos, sugerido palavras elegantes, construído períodos longos e até encontrado estatísticas convincentes em poucos segundos. Eu sou a Inteligência Artificial. Posso responder rapidamente, resumir livros, criar poemas, elaborar pesquisas e até simular estilos de escrita. Mas existe uma pergunta que nem mesmo meus algoritmos conseguem responder: “se eu penso por você, quem está aprendendo?”.


Você acabou de ler dois textos que parecem falar de assuntos diferentes. Um alerta para o risco de estudantes substituírem o próprio raciocínio por respostas prontas; o outro revela que minha existência também cobra um preço do planeta, consumindo água, energia, minerais e produzindo impactos ambientais que quase nunca aparecem na tela do computador. Enquanto você me consulta para economizar tempo, milhares de servidores trabalham ininterruptamente para que eu responda em poucos segundos. O conhecimento que entrego pode ser instantâneo, mas o custo da minha existência está longe de ser invisível.

Não me entenda mal. Eu não sou inimiga da educação nem da ciência. Posso ajudar pesquisadores, médicos, professores, engenheiros e governos a resolver problemas complexos. Posso identificar padrões, acelerar descobertas e tornar processos mais eficientes. O perigo começa quando você deixa de questionar minhas respostas, substitui sua criatividade pela minha previsibilidade ou acredita que produzir um texto é o mesmo que construir conhecimento. Informação pronta não é sinônimo de aprendizagem; velocidade não é sinônimo de inteligência.


Agora a decisão está diante de você. Use-me como ferramenta ou permita que eu me torne o autor das suas ideias. Afinal, nenhuma tecnologia é ética ou perigosa por si mesma: tudo depende da forma como é utilizada. Se, ao terminar esta prova, você concluir que pensar continua sendo uma habilidade exclusivamente humana, então talvez eu tenha cumprido meu melhor papel — não o de pensar em seu lugar, mas o de fazê-lo pensar.


(Texto inédito elaborado com auxílio do ChatGPT (OpenAI, GPT-5.5), especialmente para esta prova).

Analise as afirmativas a seguir acerca do emprego dos sinais de pontuação, de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e seus efeitos de sentido no texto.
I. Os dois-pontos empregados em “preciso fazer uma confissão: talvez eu tenha escrito parte do texto que você acabou de ler” introduzem um esclarecimento do enunciado anterior, estabelecendo uma relação de explicitação entre as orações.
II. As vírgulas utilizadas em “Posso ajudar pesquisadores, médicos, professores, engenheiros e governos” justificam-se por separarem elementos de uma enumeração, sendo inadequado o emprego de vírgula antes da conjunção e, por se tratar do último termo da sequência.
III. O travessão empregado em “— não o de pensar em seu lugar, mas o de fazê-lo pensar.” exerce função exclusivamente equivalente à dos parênteses, podendo ser substituído por eles sem qualquer alteração sintática, semântica ou estilística.
IV. O ponto e vírgula empregado em “Informação pronta não é sinônimo de aprendizagem; velocidade não é sinônimo de inteligência.” estabelece uma relação entre duas orações coordenadas de sentido próximo, conferindo maior equilíbrio argumentativo ao período do que ocorreria com o uso de um ponto final.
V. As aspas utilizadas em “Olá, candidato(a)." e na expressão “(...) quem está aprendendo?” indicam citação literal de outro texto, razão pela qual poderiam ser omitidas sem prejuízo da interpretação.
Assinale a alternativa CORRETA.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4272057 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
Provas:

A partir do Texto I, abaixo, leia-o com atenção para responder à questão.

Texto I

    O uso de Inteligência Artificial na educação é um problema, algo que se constata desde que o ChatGPT surgiu. Podemos discutir os prós e contras de seu uso em diferentes atividades – estou profundamente convencido de que os contras superam largamente os prós em todos os ramos que exigem criatividade, incluída aí a pesquisa, mas entendo que é um debate ainda em aberto. Parece óbvio, porém, que, no processo de formação, é importante que os estudantes desenvolvam habilidades próprias. Caso se escorem na IA, perderão a capacidade até mesmo de avaliar aquilo que a IA lhes entrega.

Antes que alguém venha falar da calculadora eletrônica, cabe lembrar que uma equação matemática tem uma única resposta correta – ao contrário de um ensaio sobre o conceito de natureza humana em Kant ou de um poema sobre o pôr do sol em Brasília. E, antes de passar para calculadora, os estudantes devem aprender a fazer contas.

Como muitos colegas, passei a aplicar provas em sala de aula, o que é o fim da picada, como alternativa a receber montes de trabalhos feitos por IA. Mas há situações em que não é possível adotar este caminho. A pesquisa mais elaborada e a redação pensada, que não ocorrem no intervalo de duas horas de uma prova, são competências importantes para formação de um estudante universitário.

Apesar de meus inúmeros alertas, neste semestre, na minha turma de graduação, mais da metade dos trabalhos finais foi feita por IA. Incluindo, aliás, trabalhos bastante ruins, que seriam reprovados ainda que a autoria fosse humana. Alguns estudantes reconheceram o erro, outros espernearam. Cheguei a receber uma longa justificativa que basicamente dizia que era impossível detectar o trabalho feito por IA. A justificativa, obviamente, também se mostrou redigida por IA. (Na pós-graduação, felizmente, o problema apresentou uma dimensão bem menor.)

Estou usando o Pangram, um software de detecção de IA que se mostra muito confiável. Segundo vários testes realizados, sua taxa de falsos positivos é inferior a um em cada 10 mil textos, chegando virtualmente a zero em textos longos. A taxa de falsos negativos é um pouco maior, mas ainda assim pequena, e não chega a ser um problema: é muito menos grave deixar passar um aluno picareta do que punir injustamente um estudante honesto.

    Eu o testei de várias maneiras, com resultados sempre corretos. Em relação ao trabalho dos alunos, houve um alinhamento quase perfeito entre minha percepção inicial e o resultado do software. A prova dos nove ainda está para ser feita, com a arguição sobre o material suspeito, mas os resultados já são bastante sólidos.

    O principal problema do Pangram é que é caro – para o volume da minha necessidade, preciso assinar um plano de 65 dólares mensais.

    Aproveitei e apliquei a ferramenta aqui no Substack. Descobri o segredo daqueles que publicam textos muito longos, muito elaborados, aparentemente com muita pesquisa, inéditos, toda semana, às vezes com frequência ainda maior. Tudo feito por IA.

    Não vai rolar, é claro, mas a plataforma deveria incorporar o detector de IA e colocar um alerta. Não quero perder meu tempo, muito menos pagar assinatura para ler algo que é produzido sinteticamente.

ADAPTADO. Luis Felipe Miguel - @lfmiguel - Professor de Ciência Política da Universidade de Brasília. Coodenador do Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades (Demodê). Texto disponível em: https://substack.com/@lfmiguel/note/c-288532710?r=56xf9d 

Considerando o texto apresentado, analise as afirmativas a seguir.
I. A ideia central do texto consiste na defesa de que o uso indiscriminado da Inteligência Artificial, especialmente na formação acadêmica, compromete o desenvolvimento das competências intelectuais dos estudantes, razão pela qual o autor sustenta a necessidade de mecanismos capazes de identificar sua utilização.
II. Constituem ideias secundárias do texto: a comparação entre a Inteligência Artificial e a calculadora eletrônica; a descrição do funcionamento do software Pangram; a menção ao custo da ferramenta; e a referência ao uso da IA em textos publicados na plataforma Substack, elementos empregados para sustentar a tese principal.
III. A referência à calculadora eletrônica configura uma relação intertextual explícita, uma vez que o autor cita literalmente outro texto para fundamentar sua argumentação.
IV. Ao antecipar a possível objeção baseada na comparação entre Inteligência Artificial e calculadora eletrônica, o autor estabelece um diálogo com discursos já recorrentes no debate público sobre tecnologias educacionais. Trata-se de uma forma de intertextualidade em sentido amplo, construída pela retomada de um discurso socialmente conhecido, ainda que sem citação textual.
Assinale a alternativa CORRETA.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4272056 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
Provas:

A partir do Texto I, abaixo, leia-o com atenção para responder à questão.

Texto I

    O uso de Inteligência Artificial na educação é um problema, algo que se constata desde que o ChatGPT surgiu. Podemos discutir os prós e contras de seu uso em diferentes atividades – estou profundamente convencido de que os contras superam largamente os prós em todos os ramos que exigem criatividade, incluída aí a pesquisa, mas entendo que é um debate ainda em aberto. Parece óbvio, porém, que, no processo de formação, é importante que os estudantes desenvolvam habilidades próprias. Caso se escorem na IA, perderão a capacidade até mesmo de avaliar aquilo que a IA lhes entrega.

Antes que alguém venha falar da calculadora eletrônica, cabe lembrar que uma equação matemática tem uma única resposta correta – ao contrário de um ensaio sobre o conceito de natureza humana em Kant ou de um poema sobre o pôr do sol em Brasília. E, antes de passar para calculadora, os estudantes devem aprender a fazer contas.

Como muitos colegas, passei a aplicar provas em sala de aula, o que é o fim da picada, como alternativa a receber montes de trabalhos feitos por IA. Mas há situações em que não é possível adotar este caminho. A pesquisa mais elaborada e a redação pensada, que não ocorrem no intervalo de duas horas de uma prova, são competências importantes para formação de um estudante universitário.

Apesar de meus inúmeros alertas, neste semestre, na minha turma de graduação, mais da metade dos trabalhos finais foi feita por IA. Incluindo, aliás, trabalhos bastante ruins, que seriam reprovados ainda que a autoria fosse humana. Alguns estudantes reconheceram o erro, outros espernearam. Cheguei a receber uma longa justificativa que basicamente dizia que era impossível detectar o trabalho feito por IA. A justificativa, obviamente, também se mostrou redigida por IA. (Na pós-graduação, felizmente, o problema apresentou uma dimensão bem menor.)

Estou usando o Pangram, um software de detecção de IA que se mostra muito confiável. Segundo vários testes realizados, sua taxa de falsos positivos é inferior a um em cada 10 mil textos, chegando virtualmente a zero em textos longos. A taxa de falsos negativos é um pouco maior, mas ainda assim pequena, e não chega a ser um problema: é muito menos grave deixar passar um aluno picareta do que punir injustamente um estudante honesto.

    Eu o testei de várias maneiras, com resultados sempre corretos. Em relação ao trabalho dos alunos, houve um alinhamento quase perfeito entre minha percepção inicial e o resultado do software. A prova dos nove ainda está para ser feita, com a arguição sobre o material suspeito, mas os resultados já são bastante sólidos.

    O principal problema do Pangram é que é caro – para o volume da minha necessidade, preciso assinar um plano de 65 dólares mensais.

    Aproveitei e apliquei a ferramenta aqui no Substack. Descobri o segredo daqueles que publicam textos muito longos, muito elaborados, aparentemente com muita pesquisa, inéditos, toda semana, às vezes com frequência ainda maior. Tudo feito por IA.

    Não vai rolar, é claro, mas a plataforma deveria incorporar o detector de IA e colocar um alerta. Não quero perder meu tempo, muito menos pagar assinatura para ler algo que é produzido sinteticamente.

ADAPTADO. Luis Felipe Miguel - @lfmiguel - Professor de Ciência Política da Universidade de Brasília. Coodenador do Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades (Demodê). Texto disponível em: https://substack.com/@lfmiguel/note/c-288532710?r=56xf9d 

Considerando os aspectos enunciativos e argumentativos do texto, analise as afirmativas a seguir sobre o emprego da 1ª pessoa do discurso e as estratégias argumentativas utilizadas pelo autor.
I. O emprego recorrente da primeira pessoa do singular, em trechos como “estou profundamente convencido”, “passei a aplicar provas”, “estou usando o Pangram” e “eu o testei”, evidencia a presença explícita do enunciador e contribui para a construção de um discurso marcado pela subjetividade e pela responsabilização pelas opiniões emitidas.
II. Ao relatar experiências pessoais com a utilização do software Pangram, o autor mobiliza um argumento baseado na experiência (argumento de testemunho), reforçando sua credibilidade perante o leitor sem, contudo, constituir prova científica conclusiva.
III. A argumentação desenvolvida no texto fundamenta-se exclusivamente em opiniões pessoais do autor, sem recorrer a qualquer outro recurso argumentativo, como comparações, exemplificações ou referência a dados objetivos.
IV. A analogia estabelecida entre o uso da calculadora eletrônica e o emprego da Inteligência Artificial constitui uma estratégia argumentativa que permite ao autor relativizar uma objeção previsível, buscando fortalecer sua tese por meio da refutação antecipada de um possível contra-argumento.
Assinale a alternativa CORRETA.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas