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4207347 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Getúlio Vargas-RS

A linguagem corporal do seu gato

Por Pablo Pachón Ramírez

Quem convive com um gato sabe que ele não precisa miar para se comunicar. Um

movimento rápido do rabo, a forma como abre os olhos ou a postura que adota ao descansar

podem revelar muito mais do que aparenta. Compreender esses sinais não só fortalece o vínculo

com seu animal de estimação, como também permite identificar precocemente estados de

estresse, desconforto ou bem-estar.

Ao contrário de outros animais domésticos, os gatos combinam diversos gestos para

expressar como se sentem. Sua comunicação é sutil, porém constante. Portanto, observar toda

a gama de seus movimentos é fundamental para interpretar corretamente seu comportamento.

A posição e o movimento da cauda estão entre os sinais mais visíveis. Quando está erguida

e relaxada, geralmente indica confiança e tranquilidade. Se ela se move rapidamente de um lado

para o outro, pode ser um sinal de irritação ou tensão. Em contraste, uma cauda erguida ou

eriçada pode refletir medo ou uma reação defensiva. Nesses casos, o gato está tentando parecer

maior diante de uma possível ameaça. Também é comum que eles enrolem levemente a cauda

quando se sentem confortáveis ou seguros em seu ambiente.

O olhar de um gato também transmite informações importantes. Uma piscadela lenta é

frequentemente interpretada como um sinal de confiança, até mesmo como uma forma de

cumprimento entre o animal e seu dono. Por outro lado, pupilas muito dilatadas podem indicar

excitação, medo ou surpresa, dependendo do contexto. Se um gato olha fixamente sem piscar,

pode estar alerta ou avaliando uma situação.

A forma como um gato posiciona o corpo pode revelar se ele se sente confortável ou tenso.

Um animal relaxado geralmente se deita de lado ou mostra a barriga, indicando um alto nível de

confiança. No entanto, essa postura nem sempre é um convite para o toque. Em muitos casos,

o gato está simplesmente descansando e pode reagir se sentir que está sendo invadido. Por outro

lado, um corpo curvado, com as costas eriçadas e os pelos eriçados, geralmente é um sinal de

defesa. Essa postura aparece quando o animal percebe uma ameaça e busca intimidar ou se

proteger.

As orelhas são outro elemento fundamental. Quando estão voltadas para a frente, indicam

interesse e curiosidade. Se estiverem viradas para trás ou pressionadas contra a cabeça, podem

refletir irritação, medo ou desconforto. Além disso, existem outros gestos, como o movimento

dos bigodes, a posição da cabeça ou até mesmo a maneira como se aproximam das pessoas.

Todos esses detalhes compõem uma linguagem que os gatos usam constantemente.

Compreender essa linguagem não só melhora _____ convivência, como também permite

que você entenda melhor _____ necessidades do seu gato. Reconhecer quando ele busca

atenção, quando precisa de espaço ou quando algo está errado pode fazer toda a diferença para

o bem-estar dele. Nesse sentido, aprender a interpretar os sinais do seu animal de estimação é

uma ferramenta fundamental para fortalecer o relacionamento e garantir uma melhor qualidade

de vida para ambos. Interpretar corretamente um gato exige observar todo o contexto. O mesmo

gesto pode ter significados diferentes, dependendo do ambiente, da situação e da personalidade

do animal.

Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/04/13/a-linguagem-corporal-do-seu-gato-o-que-significa-os-movimentos-do-rabo-do-animal.ghtml - texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto no texto, analise as assertivas a seguir:

I. Os gatos não se comunicam apenas pelo miado.
II. Compreender as formas de comunicação dos gatos fortalece a relação dos tutores com eles.
III. A comunicação dos gatos engloba uma combinação de gestos, que são facilmente percebidos e entendidos pelos tutores.

Quais estão corretas?
 

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4207316 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Getúlio Vargas-RS
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Pior que o 7 x 1

Por Rafael Battaglia Popp

Meu avô acompanhou a Copa de 1958 no radinho da oficina em que trabalhava. Meu pai

assistiu à de 1982 com a família em volta da TV. Viram Zico, Sócrates e cia. ao vivo e em cores.

Mágico, até sermos eliminados pela Itália. Eu acompanhei a de 2014 entre uma aula e outra do

colégio. Durante algumas delas também, confesso. Era ensino integral, foi difícil resistir. Mas não

fui o único: no laboratório de informática, a professora pediu a todos que desligassem as abas

com o minuto a minuto de Espanha x Austrália. Só que ela se esqueceu de mutar o próprio

computador, que foi o primeiro a gritar “gol” pelo alto-falante. Eu e meus amigos também

assistimos aos jogos nos sofás de uma loja de eletrodomésticos num shopping perto da escola,

no Centro de São Paulo. Era clima de Copa, e ninguém se importou com a nossa presença – até

um de nós deitar no chão em frente à TV. Não dá pra culpar o vendedor por expulsar um bando

de adolescentes caras de pau, ainda mais em uma época crucial para o varejo, em que as pessoas

aproveitam a data para dar um upgrade na TV de casa.

Parte da beleza da Copa é o sentimento de que todo mundo está ligado na mesma coisa.

Mas, neste ano, não será bem assim. Na matéria de capa, o editor Bruno Carbinatto mostra em

detalhes como a ascensão do futebol nos EUA contrasta com as restrições do evento, de

ingressos a preços impraticáveis às barreiras migratórias, que impedirão torcedores de

acompanhar os seus times. Mas há um outro tipo de barreira, que extrapola os estádios: a falta

de tempo. De que adianta uma TV nova se a impressão é a de que os dias estão cada vez mais

curtos? São expedientes com mais de dez horas diárias, muito comuns entre motoristas e

entregadores de aplicativo. Tempo perdido no trânsito e no transporte público. Poucas folgas nos

fins de semana.

A atual discussão sobre a redução da jornada de trabalho é uma das mais importantes

desta geração. É impossível falar em envelhecimento de qualidade, saúde mental e prática de

atividade física se _____ sobra tempo para aspirar a casa, preparar a marmita e ver um episódio

de The Office no fim do dia. Pior do que o 7 x 1 é a 6 x 1. O impacto econômico precisa ser

considerado, é claro. Mas dá pra fechar essa conta priorizando o bem-estar do

trabalhador, seja ele CLT ou autônomo. Está na Constituição Federal e na Declaração dos Direitos

Humanos: todo mundo tem direito a repouso e ______. Um tempo adequado para fazer o que

quiser – inclusive (e especialmente) assistir a Arábia Saudita x Cabo Verde numa sexta à noite.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/pior-que-o-7-x-1/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita do trecho a seguir, retirado do texto, mantendo-se a correção gramatical e o sentido original. 

“Parte da beleza da Copa é o sentimento de que todo mundo está ligado na mesma coisa”.
 

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4207315 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Getúlio Vargas-RS
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Pior que o 7 x 1

Por Rafael Battaglia Popp

Meu avô acompanhou a Copa de 1958 no radinho da oficina em que trabalhava. Meu pai

assistiu à de 1982 com a família em volta da TV. Viram Zico, Sócrates e cia. ao vivo e em cores.

Mágico, até sermos eliminados pela Itália. Eu acompanhei a de 2014 entre uma aula e outra do

colégio. Durante algumas delas também, confesso. Era ensino integral, foi difícil resistir. Mas não

fui o único: no laboratório de informática, a professora pediu a todos que desligassem as abas

com o minuto a minuto de Espanha x Austrália. Só que ela se esqueceu de mutar o próprio

computador, que foi o primeiro a gritar “gol” pelo alto-falante. Eu e meus amigos também

assistimos aos jogos nos sofás de uma loja de eletrodomésticos num shopping perto da escola,

no Centro de São Paulo. Era clima de Copa, e ninguém se importou com a nossa presença – até

um de nós deitar no chão em frente à TV. Não dá pra culpar o vendedor por expulsar um bando

de adolescentes caras de pau, ainda mais em uma época crucial para o varejo, em que as pessoas

aproveitam a data para dar um upgrade na TV de casa.

Parte da beleza da Copa é o sentimento de que todo mundo está ligado na mesma coisa.

Mas, neste ano, não será bem assim. Na matéria de capa, o editor Bruno Carbinatto mostra em

detalhes como a ascensão do futebol nos EUA contrasta com as restrições do evento, de

ingressos a preços impraticáveis às barreiras migratórias, que impedirão torcedores de

acompanhar os seus times. Mas há um outro tipo de barreira, que extrapola os estádios: a falta

de tempo. De que adianta uma TV nova se a impressão é a de que os dias estão cada vez mais

curtos? São expedientes com mais de dez horas diárias, muito comuns entre motoristas e

entregadores de aplicativo. Tempo perdido no trânsito e no transporte público. Poucas folgas nos

fins de semana.

A atual discussão sobre a redução da jornada de trabalho é uma das mais importantes

desta geração. É impossível falar em envelhecimento de qualidade, saúde mental e prática de

atividade física se _____ sobra tempo para aspirar a casa, preparar a marmita e ver um episódio

de The Office no fim do dia. Pior do que o 7 x 1 é a 6 x 1. O impacto econômico precisa ser

considerado, é claro. Mas dá pra fechar essa conta priorizando o bem-estar do

trabalhador, seja ele CLT ou autônomo. Está na Constituição Federal e na Declaração dos Direitos

Humanos: todo mundo tem direito a repouso e ______. Um tempo adequado para fazer o que

quiser – inclusive (e especialmente) assistir a Arábia Saudita x Cabo Verde numa sexta à noite.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/pior-que-o-7-x-1/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o trecho retirado do texto “ainda mais em uma época crucial para o varejo”, qual das seguintes palavras pode substituir o termo “crucial”, sem alterar o sentido do trecho?
 

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4207314 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Getúlio Vargas-RS
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Pior que o 7 x 1

Por Rafael Battaglia Popp

Meu avô acompanhou a Copa de 1958 no radinho da oficina em que trabalhava. Meu pai

assistiu à de 1982 com a família em volta da TV. Viram Zico, Sócrates e cia. ao vivo e em cores.

Mágico, até sermos eliminados pela Itália. Eu acompanhei a de 2014 entre uma aula e outra do

colégio. Durante algumas delas também, confesso. Era ensino integral, foi difícil resistir. Mas não

fui o único: no laboratório de informática, a professora pediu a todos que desligassem as abas

com o minuto a minuto de Espanha x Austrália. Só que ela se esqueceu de mutar o próprio

computador, que foi o primeiro a gritar “gol” pelo alto-falante. Eu e meus amigos também

assistimos aos jogos nos sofás de uma loja de eletrodomésticos num shopping perto da escola,

no Centro de São Paulo. Era clima de Copa, e ninguém se importou com a nossa presença – até

um de nós deitar no chão em frente à TV. Não dá pra culpar o vendedor por expulsar um bando

de adolescentes caras de pau, ainda mais em uma época crucial para o varejo, em que as pessoas

aproveitam a data para dar um upgrade na TV de casa.

Parte da beleza da Copa é o sentimento de que todo mundo está ligado na mesma coisa.

Mas, neste ano, não será bem assim. Na matéria de capa, o editor Bruno Carbinatto mostra em

detalhes como a ascensão do futebol nos EUA contrasta com as restrições do evento, de

ingressos a preços impraticáveis às barreiras migratórias, que impedirão torcedores de

acompanhar os seus times. Mas há um outro tipo de barreira, que extrapola os estádios: a falta

de tempo. De que adianta uma TV nova se a impressão é a de que os dias estão cada vez mais

curtos? São expedientes com mais de dez horas diárias, muito comuns entre motoristas e

entregadores de aplicativo. Tempo perdido no trânsito e no transporte público. Poucas folgas nos

fins de semana.

A atual discussão sobre a redução da jornada de trabalho é uma das mais importantes

desta geração. É impossível falar em envelhecimento de qualidade, saúde mental e prática de

atividade física se _____ sobra tempo para aspirar a casa, preparar a marmita e ver um episódio

de The Office no fim do dia. Pior do que o 7 x 1 é a 6 x 1. O impacto econômico precisa ser

considerado, é claro. Mas dá pra fechar essa conta priorizando o bem-estar do

trabalhador, seja ele CLT ou autônomo. Está na Constituição Federal e na Declaração dos Direitos

Humanos: todo mundo tem direito a repouso e ______. Um tempo adequado para fazer o que

quiser – inclusive (e especialmente) assistir a Arábia Saudita x Cabo Verde numa sexta à noite.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/pior-que-o-7-x-1/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho retirado do texto “Até quem não acompanha futebol costuma entrar na onda da Copa”, qual é a figura de linguagem empregada pelo autor?
 

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4207313 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
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Pior que o 7 x 1

Por Rafael Battaglia Popp

Meu avô acompanhou a Copa de 1958 no radinho da oficina em que trabalhava. Meu pai

assistiu à de 1982 com a família em volta da TV. Viram Zico, Sócrates e cia. ao vivo e em cores.

Mágico, até sermos eliminados pela Itália. Eu acompanhei a de 2014 entre uma aula e outra do

colégio. Durante algumas delas também, confesso. Era ensino integral, foi difícil resistir. Mas não

fui o único: no laboratório de informática, a professora pediu a todos que desligassem as abas

com o minuto a minuto de Espanha x Austrália. Só que ela se esqueceu de mutar o próprio

computador, que foi o primeiro a gritar “gol” pelo alto-falante. Eu e meus amigos também

assistimos aos jogos nos sofás de uma loja de eletrodomésticos num shopping perto da escola,

no Centro de São Paulo. Era clima de Copa, e ninguém se importou com a nossa presença – até

um de nós deitar no chão em frente à TV. Não dá pra culpar o vendedor por expulsar um bando

de adolescentes caras de pau, ainda mais em uma época crucial para o varejo, em que as pessoas

aproveitam a data para dar um upgrade na TV de casa.

Parte da beleza da Copa é o sentimento de que todo mundo está ligado na mesma coisa.

Mas, neste ano, não será bem assim. Na matéria de capa, o editor Bruno Carbinatto mostra em

detalhes como a ascensão do futebol nos EUA contrasta com as restrições do evento, de

ingressos a preços impraticáveis às barreiras migratórias, que impedirão torcedores de

acompanhar os seus times. Mas há um outro tipo de barreira, que extrapola os estádios: a falta

de tempo. De que adianta uma TV nova se a impressão é a de que os dias estão cada vez mais

curtos? São expedientes com mais de dez horas diárias, muito comuns entre motoristas e

entregadores de aplicativo. Tempo perdido no trânsito e no transporte público. Poucas folgas nos

fins de semana.

A atual discussão sobre a redução da jornada de trabalho é uma das mais importantes

desta geração. É impossível falar em envelhecimento de qualidade, saúde mental e prática de

atividade física se _____ sobra tempo para aspirar a casa, preparar a marmita e ver um episódio

de The Office no fim do dia. Pior do que o 7 x 1 é a 6 x 1. O impacto econômico precisa ser

considerado, é claro. Mas dá pra fechar essa conta priorizando o bem-estar do

trabalhador, seja ele CLT ou autônomo. Está na Constituição Federal e na Declaração dos Direitos

Humanos: todo mundo tem direito a repouso e ______. Um tempo adequado para fazer o que

quiser – inclusive (e especialmente) assistir a Arábia Saudita x Cabo Verde numa sexta à noite.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/pior-que-o-7-x-1/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho retirado do texto “no laboratório de informática, a professora pediu a todos que desligassem as abas com o minuto a minuto de Espanha x Austrália”, a vírgula foi empregada para:
 

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4207312 Ano: 2026
Disciplina: Português
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Pior que o 7 x 1

Por Rafael Battaglia Popp

Meu avô acompanhou a Copa de 1958 no radinho da oficina em que trabalhava. Meu pai

assistiu à de 1982 com a família em volta da TV. Viram Zico, Sócrates e cia. ao vivo e em cores.

Mágico, até sermos eliminados pela Itália. Eu acompanhei a de 2014 entre uma aula e outra do

colégio. Durante algumas delas também, confesso. Era ensino integral, foi difícil resistir. Mas não

fui o único: no laboratório de informática, a professora pediu a todos que desligassem as abas

com o minuto a minuto de Espanha x Austrália. Só que ela se esqueceu de mutar o próprio

computador, que foi o primeiro a gritar “gol” pelo alto-falante. Eu e meus amigos também

assistimos aos jogos nos sofás de uma loja de eletrodomésticos num shopping perto da escola,

no Centro de São Paulo. Era clima de Copa, e ninguém se importou com a nossa presença – até

um de nós deitar no chão em frente à TV. Não dá pra culpar o vendedor por expulsar um bando

de adolescentes caras de pau, ainda mais em uma época crucial para o varejo, em que as pessoas

aproveitam a data para dar um upgrade na TV de casa.

Parte da beleza da Copa é o sentimento de que todo mundo está ligado na mesma coisa.

Mas, neste ano, não será bem assim. Na matéria de capa, o editor Bruno Carbinatto mostra em

detalhes como a ascensão do futebol nos EUA contrasta com as restrições do evento, de

ingressos a preços impraticáveis às barreiras migratórias, que impedirão torcedores de

acompanhar os seus times. Mas há um outro tipo de barreira, que extrapola os estádios: a falta

de tempo. De que adianta uma TV nova se a impressão é a de que os dias estão cada vez mais

curtos? São expedientes com mais de dez horas diárias, muito comuns entre motoristas e

entregadores de aplicativo. Tempo perdido no trânsito e no transporte público. Poucas folgas nos

fins de semana.

A atual discussão sobre a redução da jornada de trabalho é uma das mais importantes

desta geração. É impossível falar em envelhecimento de qualidade, saúde mental e prática de

atividade física se _____ sobra tempo para aspirar a casa, preparar a marmita e ver um episódio

de The Office no fim do dia. Pior do que o 7 x 1 é a 6 x 1. O impacto econômico precisa ser

considerado, é claro. Mas dá pra fechar essa conta priorizando o bem-estar do

trabalhador, seja ele CLT ou autônomo. Está na Constituição Federal e na Declaração dos Direitos

Humanos: todo mundo tem direito a repouso e ______. Um tempo adequado para fazer o que

quiser – inclusive (e especialmente) assistir a Arábia Saudita x Cabo Verde numa sexta à noite.

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No trecho retirado do texto “Eu e meus amigos também assistimos aos jogos nos sofás de uma loja de eletrodomésticos”, o sujeito da oração é classificado como:
 

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4207311 Ano: 2026
Disciplina: Português
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Pior que o 7 x 1

Por Rafael Battaglia Popp

Meu avô acompanhou a Copa de 1958 no radinho da oficina em que trabalhava. Meu pai

assistiu à de 1982 com a família em volta da TV. Viram Zico, Sócrates e cia. ao vivo e em cores.

Mágico, até sermos eliminados pela Itália. Eu acompanhei a de 2014 entre uma aula e outra do

colégio. Durante algumas delas também, confesso. Era ensino integral, foi difícil resistir. Mas não

fui o único: no laboratório de informática, a professora pediu a todos que desligassem as abas

com o minuto a minuto de Espanha x Austrália. Só que ela se esqueceu de mutar o próprio

computador, que foi o primeiro a gritar “gol” pelo alto-falante. Eu e meus amigos também

assistimos aos jogos nos sofás de uma loja de eletrodomésticos num shopping perto da escola,

no Centro de São Paulo. Era clima de Copa, e ninguém se importou com a nossa presença – até

um de nós deitar no chão em frente à TV. Não dá pra culpar o vendedor por expulsar um bando

de adolescentes caras de pau, ainda mais em uma época crucial para o varejo, em que as pessoas

aproveitam a data para dar um upgrade na TV de casa.

Parte da beleza da Copa é o sentimento de que todo mundo está ligado na mesma coisa.

Mas, neste ano, não será bem assim. Na matéria de capa, o editor Bruno Carbinatto mostra em

detalhes como a ascensão do futebol nos EUA contrasta com as restrições do evento, de

ingressos a preços impraticáveis às barreiras migratórias, que impedirão torcedores de

acompanhar os seus times. Mas há um outro tipo de barreira, que extrapola os estádios: a falta

de tempo. De que adianta uma TV nova se a impressão é a de que os dias estão cada vez mais

curtos? São expedientes com mais de dez horas diárias, muito comuns entre motoristas e

entregadores de aplicativo. Tempo perdido no trânsito e no transporte público. Poucas folgas nos

fins de semana.

A atual discussão sobre a redução da jornada de trabalho é uma das mais importantes

desta geração. É impossível falar em envelhecimento de qualidade, saúde mental e prática de

atividade física se _____ sobra tempo para aspirar a casa, preparar a marmita e ver um episódio

de The Office no fim do dia. Pior do que o 7 x 1 é a 6 x 1. O impacto econômico precisa ser

considerado, é claro. Mas dá pra fechar essa conta priorizando o bem-estar do

trabalhador, seja ele CLT ou autônomo. Está na Constituição Federal e na Declaração dos Direitos

Humanos: todo mundo tem direito a repouso e ______. Um tempo adequado para fazer o que

quiser – inclusive (e especialmente) assistir a Arábia Saudita x Cabo Verde numa sexta à noite.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/pior-que-o-7-x-1/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o trecho retirado do texto “Meu avô acompanhou a Copa de 1958 no radinho da oficina em que trabalhava”, em qual tempo e modo o verbo “trabalhava” está conjugado?
 

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4207310 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
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Pior que o 7 x 1

Por Rafael Battaglia Popp

Meu avô acompanhou a Copa de 1958 no radinho da oficina em que trabalhava. Meu pai

assistiu à de 1982 com a família em volta da TV. Viram Zico, Sócrates e cia. ao vivo e em cores.

Mágico, até sermos eliminados pela Itália. Eu acompanhei a de 2014 entre uma aula e outra do

colégio. Durante algumas delas também, confesso. Era ensino integral, foi difícil resistir. Mas não

fui o único: no laboratório de informática, a professora pediu a todos que desligassem as abas

com o minuto a minuto de Espanha x Austrália. Só que ela se esqueceu de mutar o próprio

computador, que foi o primeiro a gritar “gol” pelo alto-falante. Eu e meus amigos também

assistimos aos jogos nos sofás de uma loja de eletrodomésticos num shopping perto da escola,

no Centro de São Paulo. Era clima de Copa, e ninguém se importou com a nossa presença – até

um de nós deitar no chão em frente à TV. Não dá pra culpar o vendedor por expulsar um bando

de adolescentes caras de pau, ainda mais em uma época crucial para o varejo, em que as pessoas

aproveitam a data para dar um upgrade na TV de casa.

Parte da beleza da Copa é o sentimento de que todo mundo está ligado na mesma coisa.

Mas, neste ano, não será bem assim. Na matéria de capa, o editor Bruno Carbinatto mostra em

detalhes como a ascensão do futebol nos EUA contrasta com as restrições do evento, de

ingressos a preços impraticáveis às barreiras migratórias, que impedirão torcedores de

acompanhar os seus times. Mas há um outro tipo de barreira, que extrapola os estádios: a falta

de tempo. De que adianta uma TV nova se a impressão é a de que os dias estão cada vez mais

curtos? São expedientes com mais de dez horas diárias, muito comuns entre motoristas e

entregadores de aplicativo. Tempo perdido no trânsito e no transporte público. Poucas folgas nos

fins de semana.

A atual discussão sobre a redução da jornada de trabalho é uma das mais importantes

desta geração. É impossível falar em envelhecimento de qualidade, saúde mental e prática de

atividade física se _____ sobra tempo para aspirar a casa, preparar a marmita e ver um episódio

de The Office no fim do dia. Pior do que o 7 x 1 é a 6 x 1. O impacto econômico precisa ser

considerado, é claro. Mas dá pra fechar essa conta priorizando o bem-estar do

trabalhador, seja ele CLT ou autônomo. Está na Constituição Federal e na Declaração dos Direitos

Humanos: todo mundo tem direito a repouso e ______. Um tempo adequado para fazer o que

quiser – inclusive (e especialmente) assistir a Arábia Saudita x Cabo Verde numa sexta à noite.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/pior-que-o-7-x-1/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho retirado do texto “as pessoas aproveitam a data para dar um upgrade na TV de casa”, o autor emprega o termo upgrade, que é um estrangeirismo já muito utilizado pelos brasileiros. Qual outra palavra presente no texto também é um estrangeirismo?
 

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4207309 Ano: 2026
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Pior que o 7 x 1

Por Rafael Battaglia Popp

Meu avô acompanhou a Copa de 1958 no radinho da oficina em que trabalhava. Meu pai

assistiu à de 1982 com a família em volta da TV. Viram Zico, Sócrates e cia. ao vivo e em cores.

Mágico, até sermos eliminados pela Itália. Eu acompanhei a de 2014 entre uma aula e outra do

colégio. Durante algumas delas também, confesso. Era ensino integral, foi difícil resistir. Mas não

fui o único: no laboratório de informática, a professora pediu a todos que desligassem as abas

com o minuto a minuto de Espanha x Austrália. Só que ela se esqueceu de mutar o próprio

computador, que foi o primeiro a gritar “gol” pelo alto-falante. Eu e meus amigos também

assistimos aos jogos nos sofás de uma loja de eletrodomésticos num shopping perto da escola,

no Centro de São Paulo. Era clima de Copa, e ninguém se importou com a nossa presença – até

um de nós deitar no chão em frente à TV. Não dá pra culpar o vendedor por expulsar um bando

de adolescentes caras de pau, ainda mais em uma época crucial para o varejo, em que as pessoas

aproveitam a data para dar um upgrade na TV de casa.

Parte da beleza da Copa é o sentimento de que todo mundo está ligado na mesma coisa.

Mas, neste ano, não será bem assim. Na matéria de capa, o editor Bruno Carbinatto mostra em

detalhes como a ascensão do futebol nos EUA contrasta com as restrições do evento, de

ingressos a preços impraticáveis às barreiras migratórias, que impedirão torcedores de

acompanhar os seus times. Mas há um outro tipo de barreira, que extrapola os estádios: a falta

de tempo. De que adianta uma TV nova se a impressão é a de que os dias estão cada vez mais

curtos? São expedientes com mais de dez horas diárias, muito comuns entre motoristas e

entregadores de aplicativo. Tempo perdido no trânsito e no transporte público. Poucas folgas nos

fins de semana.

A atual discussão sobre a redução da jornada de trabalho é uma das mais importantes

desta geração. É impossível falar em envelhecimento de qualidade, saúde mental e prática de

atividade física se _____ sobra tempo para aspirar a casa, preparar a marmita e ver um episódio

de The Office no fim do dia. Pior do que o 7 x 1 é a 6 x 1. O impacto econômico precisa ser

considerado, é claro. Mas dá pra fechar essa conta priorizando o bem-estar do

trabalhador, seja ele CLT ou autônomo. Está na Constituição Federal e na Declaração dos Direitos

Humanos: todo mundo tem direito a repouso e ______. Um tempo adequado para fazer o que

quiser – inclusive (e especialmente) assistir a Arábia Saudita x Cabo Verde numa sexta à noite.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/pior-que-o-7-x-1/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a norma ortográfica vigente, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas dos trechos a seguir, retirados do texto.

•  “É impossível falar em envelhecimento de qualidade, saúde mental e prática de atividade física se _____ sobra tempo para aspirar a casa, preparar a marmita e ver um episódio de The Office no fim do dia”.
• “Está na Constituição Federal e na Declaração dos Direitos Humanos: todo mundo tem direito a repouso e ______”.
 

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Por Rafael Battaglia Popp

Meu avô acompanhou a Copa de 1958 no radinho da oficina em que trabalhava. Meu pai

assistiu à de 1982 com a família em volta da TV. Viram Zico, Sócrates e cia. ao vivo e em cores.

Mágico, até sermos eliminados pela Itália. Eu acompanhei a de 2014 entre uma aula e outra do

colégio. Durante algumas delas também, confesso. Era ensino integral, foi difícil resistir. Mas não

fui o único: no laboratório de informática, a professora pediu a todos que desligassem as abas

com o minuto a minuto de Espanha x Austrália. Só que ela se esqueceu de mutar o próprio

computador, que foi o primeiro a gritar “gol” pelo alto-falante. Eu e meus amigos também

assistimos aos jogos nos sofás de uma loja de eletrodomésticos num shopping perto da escola,

no Centro de São Paulo. Era clima de Copa, e ninguém se importou com a nossa presença – até

um de nós deitar no chão em frente à TV. Não dá pra culpar o vendedor por expulsar um bando

de adolescentes caras de pau, ainda mais em uma época crucial para o varejo, em que as pessoas

aproveitam a data para dar um upgrade na TV de casa.

Parte da beleza da Copa é o sentimento de que todo mundo está ligado na mesma coisa.

Mas, neste ano, não será bem assim. Na matéria de capa, o editor Bruno Carbinatto mostra em

detalhes como a ascensão do futebol nos EUA contrasta com as restrições do evento, de

ingressos a preços impraticáveis às barreiras migratórias, que impedirão torcedores de

acompanhar os seus times. Mas há um outro tipo de barreira, que extrapola os estádios: a falta

de tempo. De que adianta uma TV nova se a impressão é a de que os dias estão cada vez mais

curtos? São expedientes com mais de dez horas diárias, muito comuns entre motoristas e

entregadores de aplicativo. Tempo perdido no trânsito e no transporte público. Poucas folgas nos

fins de semana.

A atual discussão sobre a redução da jornada de trabalho é uma das mais importantes

desta geração. É impossível falar em envelhecimento de qualidade, saúde mental e prática de

atividade física se _____ sobra tempo para aspirar a casa, preparar a marmita e ver um episódio

de The Office no fim do dia. Pior do que o 7 x 1 é a 6 x 1. O impacto econômico precisa ser

considerado, é claro. Mas dá pra fechar essa conta priorizando o bem-estar do

trabalhador, seja ele CLT ou autônomo. Está na Constituição Federal e na Declaração dos Direitos

Humanos: todo mundo tem direito a repouso e ______. Um tempo adequado para fazer o que

quiser – inclusive (e especialmente) assistir a Arábia Saudita x Cabo Verde numa sexta à noite.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/pior-que-o-7-x-1/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

No texto, o autor afirma que “pior do que o 7 x 1 é a 6 x 1”, fazendo referência à derrota do Brasil para a Alemanha na Copa do Mundo de 2014. Ao comparar a escala 6 x 1 a esse episódio, o autor quer dizer que:
 

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