Foram encontradas 364.900 questões.
A linguagem corporal do seu gato
Por Pablo Pachón Ramírez
Quem convive com um gato sabe que ele não precisa miar para se comunicar. Um
movimento rápido do rabo, a forma como abre os olhos ou a postura que adota ao descansar
podem revelar muito mais do que aparenta. Compreender esses sinais não só fortalece o vínculo
com seu animal de estimação, como também permite identificar precocemente estados de
estresse, desconforto ou bem-estar.
Ao contrário de outros animais domésticos, os gatos combinam diversos gestos para
expressar como se sentem. Sua comunicação é sutil, porém constante. Portanto, observar toda
a gama de seus movimentos é fundamental para interpretar corretamente seu comportamento.
A posição e o movimento da cauda estão entre os sinais mais visíveis. Quando está erguida
e relaxada, geralmente indica confiança e tranquilidade. Se ela se move rapidamente de um lado
para o outro, pode ser um sinal de irritação ou tensão. Em contraste, uma cauda erguida ou
eriçada pode refletir medo ou uma reação defensiva. Nesses casos, o gato está tentando parecer
maior diante de uma possível ameaça. Também é comum que eles enrolem levemente a cauda
quando se sentem confortáveis ou seguros em seu ambiente.
O olhar de um gato também transmite informações importantes. Uma piscadela lenta é
frequentemente interpretada como um sinal de confiança, até mesmo como uma forma de
cumprimento entre o animal e seu dono. Por outro lado, pupilas muito dilatadas podem indicar
excitação, medo ou surpresa, dependendo do contexto. Se um gato olha fixamente sem piscar,
pode estar alerta ou avaliando uma situação.
A forma como um gato posiciona o corpo pode revelar se ele se sente confortável ou tenso.
Um animal relaxado geralmente se deita de lado ou mostra a barriga, indicando um alto nível de
confiança. No entanto, essa postura nem sempre é um convite para o toque. Em muitos casos,
o gato está simplesmente descansando e pode reagir se sentir que está sendo invadido. Por outro
lado, um corpo curvado, com as costas eriçadas e os pelos eriçados, geralmente é um sinal de
defesa. Essa postura aparece quando o animal percebe uma ameaça e busca intimidar ou se
proteger.
As orelhas são outro elemento fundamental. Quando estão voltadas para a frente, indicam
interesse e curiosidade. Se estiverem viradas para trás ou pressionadas contra a cabeça, podem
refletir irritação, medo ou desconforto. Além disso, existem outros gestos, como o movimento
dos bigodes, a posição da cabeça ou até mesmo a maneira como se aproximam das pessoas.
Todos esses detalhes compõem uma linguagem que os gatos usam constantemente.
Compreender essa linguagem não só melhora _____ convivência, como também permite
que você entenda melhor _____ necessidades do seu gato. Reconhecer quando ele busca
atenção, quando precisa de espaço ou quando algo está errado pode fazer toda a diferença para
o bem-estar dele. Nesse sentido, aprender a interpretar os sinais do seu animal de estimação é
uma ferramenta fundamental para fortalecer o relacionamento e garantir uma melhor qualidade
de vida para ambos. Interpretar corretamente um gato exige observar todo o contexto. O mesmo
gesto pode ter significados diferentes, dependendo do ambiente, da situação e da personalidade
do animal.
Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/04/13/a-linguagem-corporal-do-seu-gato-o-que-significa-os-movimentos-do-rabo-do-animal.ghtml - texto adaptado especialmente para esta prova).
I. Os gatos não se comunicam apenas pelo miado.
II. Compreender as formas de comunicação dos gatos fortalece a relação dos tutores com eles.
III. A comunicação dos gatos engloba uma combinação de gestos, que são facilmente percebidos e entendidos pelos tutores.
Quais estão corretas?
Provas
Pior que o 7 x 1
Por Rafael Battaglia Popp
Meu avô acompanhou a Copa de 1958 no radinho da oficina em que trabalhava. Meu pai
assistiu à de 1982 com a família em volta da TV. Viram Zico, Sócrates e cia. ao vivo e em cores.
Mágico, até sermos eliminados pela Itália. Eu acompanhei a de 2014 entre uma aula e outra do
colégio. Durante algumas delas também, confesso. Era ensino integral, foi difícil resistir. Mas não
fui o único: no laboratório de informática, a professora pediu a todos que desligassem as abas
com o minuto a minuto de Espanha x Austrália. Só que ela se esqueceu de mutar o próprio
computador, que foi o primeiro a gritar “gol” pelo alto-falante. Eu e meus amigos também
assistimos aos jogos nos sofás de uma loja de eletrodomésticos num shopping perto da escola,
no Centro de São Paulo. Era clima de Copa, e ninguém se importou com a nossa presença – até
um de nós deitar no chão em frente à TV. Não dá pra culpar o vendedor por expulsar um bando
de adolescentes caras de pau, ainda mais em uma época crucial para o varejo, em que as pessoas
aproveitam a data para dar um upgrade na TV de casa.
Parte da beleza da Copa é o sentimento de que todo mundo está ligado na mesma coisa.
Mas, neste ano, não será bem assim. Na matéria de capa, o editor Bruno Carbinatto mostra em
detalhes como a ascensão do futebol nos EUA contrasta com as restrições do evento, de
ingressos a preços impraticáveis às barreiras migratórias, que impedirão torcedores de
acompanhar os seus times. Mas há um outro tipo de barreira, que extrapola os estádios: a falta
de tempo. De que adianta uma TV nova se a impressão é a de que os dias estão cada vez mais
curtos? São expedientes com mais de dez horas diárias, muito comuns entre motoristas e
entregadores de aplicativo. Tempo perdido no trânsito e no transporte público. Poucas folgas nos
fins de semana.
A atual discussão sobre a redução da jornada de trabalho é uma das mais importantes
desta geração. É impossível falar em envelhecimento de qualidade, saúde mental e prática de
atividade física se _____ sobra tempo para aspirar a casa, preparar a marmita e ver um episódio
de The Office no fim do dia. Pior do que o 7 x 1 é a 6 x 1. O impacto econômico precisa ser
considerado, é claro. Mas dá pra fechar essa conta priorizando o bem-estar do
trabalhador, seja ele CLT ou autônomo. Está na Constituição Federal e na Declaração dos Direitos
Humanos: todo mundo tem direito a repouso e ______. Um tempo adequado para fazer o que
quiser – inclusive (e especialmente) assistir a Arábia Saudita x Cabo Verde numa sexta à noite.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/pior-que-o-7-x-1/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
“Parte da beleza da Copa é o sentimento de que todo mundo está ligado na mesma coisa”.
Provas
Pior que o 7 x 1
Por Rafael Battaglia Popp
Meu avô acompanhou a Copa de 1958 no radinho da oficina em que trabalhava. Meu pai
assistiu à de 1982 com a família em volta da TV. Viram Zico, Sócrates e cia. ao vivo e em cores.
Mágico, até sermos eliminados pela Itália. Eu acompanhei a de 2014 entre uma aula e outra do
colégio. Durante algumas delas também, confesso. Era ensino integral, foi difícil resistir. Mas não
fui o único: no laboratório de informática, a professora pediu a todos que desligassem as abas
com o minuto a minuto de Espanha x Austrália. Só que ela se esqueceu de mutar o próprio
computador, que foi o primeiro a gritar “gol” pelo alto-falante. Eu e meus amigos também
assistimos aos jogos nos sofás de uma loja de eletrodomésticos num shopping perto da escola,
no Centro de São Paulo. Era clima de Copa, e ninguém se importou com a nossa presença – até
um de nós deitar no chão em frente à TV. Não dá pra culpar o vendedor por expulsar um bando
de adolescentes caras de pau, ainda mais em uma época crucial para o varejo, em que as pessoas
aproveitam a data para dar um upgrade na TV de casa.
Parte da beleza da Copa é o sentimento de que todo mundo está ligado na mesma coisa.
Mas, neste ano, não será bem assim. Na matéria de capa, o editor Bruno Carbinatto mostra em
detalhes como a ascensão do futebol nos EUA contrasta com as restrições do evento, de
ingressos a preços impraticáveis às barreiras migratórias, que impedirão torcedores de
acompanhar os seus times. Mas há um outro tipo de barreira, que extrapola os estádios: a falta
de tempo. De que adianta uma TV nova se a impressão é a de que os dias estão cada vez mais
curtos? São expedientes com mais de dez horas diárias, muito comuns entre motoristas e
entregadores de aplicativo. Tempo perdido no trânsito e no transporte público. Poucas folgas nos
fins de semana.
A atual discussão sobre a redução da jornada de trabalho é uma das mais importantes
desta geração. É impossível falar em envelhecimento de qualidade, saúde mental e prática de
atividade física se _____ sobra tempo para aspirar a casa, preparar a marmita e ver um episódio
de The Office no fim do dia. Pior do que o 7 x 1 é a 6 x 1. O impacto econômico precisa ser
considerado, é claro. Mas dá pra fechar essa conta priorizando o bem-estar do
trabalhador, seja ele CLT ou autônomo. Está na Constituição Federal e na Declaração dos Direitos
Humanos: todo mundo tem direito a repouso e ______. Um tempo adequado para fazer o que
quiser – inclusive (e especialmente) assistir a Arábia Saudita x Cabo Verde numa sexta à noite.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/pior-que-o-7-x-1/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Provas
Pior que o 7 x 1
Por Rafael Battaglia Popp
Meu avô acompanhou a Copa de 1958 no radinho da oficina em que trabalhava. Meu pai
assistiu à de 1982 com a família em volta da TV. Viram Zico, Sócrates e cia. ao vivo e em cores.
Mágico, até sermos eliminados pela Itália. Eu acompanhei a de 2014 entre uma aula e outra do
colégio. Durante algumas delas também, confesso. Era ensino integral, foi difícil resistir. Mas não
fui o único: no laboratório de informática, a professora pediu a todos que desligassem as abas
com o minuto a minuto de Espanha x Austrália. Só que ela se esqueceu de mutar o próprio
computador, que foi o primeiro a gritar “gol” pelo alto-falante. Eu e meus amigos também
assistimos aos jogos nos sofás de uma loja de eletrodomésticos num shopping perto da escola,
no Centro de São Paulo. Era clima de Copa, e ninguém se importou com a nossa presença – até
um de nós deitar no chão em frente à TV. Não dá pra culpar o vendedor por expulsar um bando
de adolescentes caras de pau, ainda mais em uma época crucial para o varejo, em que as pessoas
aproveitam a data para dar um upgrade na TV de casa.
Parte da beleza da Copa é o sentimento de que todo mundo está ligado na mesma coisa.
Mas, neste ano, não será bem assim. Na matéria de capa, o editor Bruno Carbinatto mostra em
detalhes como a ascensão do futebol nos EUA contrasta com as restrições do evento, de
ingressos a preços impraticáveis às barreiras migratórias, que impedirão torcedores de
acompanhar os seus times. Mas há um outro tipo de barreira, que extrapola os estádios: a falta
de tempo. De que adianta uma TV nova se a impressão é a de que os dias estão cada vez mais
curtos? São expedientes com mais de dez horas diárias, muito comuns entre motoristas e
entregadores de aplicativo. Tempo perdido no trânsito e no transporte público. Poucas folgas nos
fins de semana.
A atual discussão sobre a redução da jornada de trabalho é uma das mais importantes
desta geração. É impossível falar em envelhecimento de qualidade, saúde mental e prática de
atividade física se _____ sobra tempo para aspirar a casa, preparar a marmita e ver um episódio
de The Office no fim do dia. Pior do que o 7 x 1 é a 6 x 1. O impacto econômico precisa ser
considerado, é claro. Mas dá pra fechar essa conta priorizando o bem-estar do
trabalhador, seja ele CLT ou autônomo. Está na Constituição Federal e na Declaração dos Direitos
Humanos: todo mundo tem direito a repouso e ______. Um tempo adequado para fazer o que
quiser – inclusive (e especialmente) assistir a Arábia Saudita x Cabo Verde numa sexta à noite.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/pior-que-o-7-x-1/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Provas
Pior que o 7 x 1
Por Rafael Battaglia Popp
Meu avô acompanhou a Copa de 1958 no radinho da oficina em que trabalhava. Meu pai
assistiu à de 1982 com a família em volta da TV. Viram Zico, Sócrates e cia. ao vivo e em cores.
Mágico, até sermos eliminados pela Itália. Eu acompanhei a de 2014 entre uma aula e outra do
colégio. Durante algumas delas também, confesso. Era ensino integral, foi difícil resistir. Mas não
fui o único: no laboratório de informática, a professora pediu a todos que desligassem as abas
com o minuto a minuto de Espanha x Austrália. Só que ela se esqueceu de mutar o próprio
computador, que foi o primeiro a gritar “gol” pelo alto-falante. Eu e meus amigos também
assistimos aos jogos nos sofás de uma loja de eletrodomésticos num shopping perto da escola,
no Centro de São Paulo. Era clima de Copa, e ninguém se importou com a nossa presença – até
um de nós deitar no chão em frente à TV. Não dá pra culpar o vendedor por expulsar um bando
de adolescentes caras de pau, ainda mais em uma época crucial para o varejo, em que as pessoas
aproveitam a data para dar um upgrade na TV de casa.
Parte da beleza da Copa é o sentimento de que todo mundo está ligado na mesma coisa.
Mas, neste ano, não será bem assim. Na matéria de capa, o editor Bruno Carbinatto mostra em
detalhes como a ascensão do futebol nos EUA contrasta com as restrições do evento, de
ingressos a preços impraticáveis às barreiras migratórias, que impedirão torcedores de
acompanhar os seus times. Mas há um outro tipo de barreira, que extrapola os estádios: a falta
de tempo. De que adianta uma TV nova se a impressão é a de que os dias estão cada vez mais
curtos? São expedientes com mais de dez horas diárias, muito comuns entre motoristas e
entregadores de aplicativo. Tempo perdido no trânsito e no transporte público. Poucas folgas nos
fins de semana.
A atual discussão sobre a redução da jornada de trabalho é uma das mais importantes
desta geração. É impossível falar em envelhecimento de qualidade, saúde mental e prática de
atividade física se _____ sobra tempo para aspirar a casa, preparar a marmita e ver um episódio
de The Office no fim do dia. Pior do que o 7 x 1 é a 6 x 1. O impacto econômico precisa ser
considerado, é claro. Mas dá pra fechar essa conta priorizando o bem-estar do
trabalhador, seja ele CLT ou autônomo. Está na Constituição Federal e na Declaração dos Direitos
Humanos: todo mundo tem direito a repouso e ______. Um tempo adequado para fazer o que
quiser – inclusive (e especialmente) assistir a Arábia Saudita x Cabo Verde numa sexta à noite.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/pior-que-o-7-x-1/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Provas
Pior que o 7 x 1
Por Rafael Battaglia Popp
Meu avô acompanhou a Copa de 1958 no radinho da oficina em que trabalhava. Meu pai
assistiu à de 1982 com a família em volta da TV. Viram Zico, Sócrates e cia. ao vivo e em cores.
Mágico, até sermos eliminados pela Itália. Eu acompanhei a de 2014 entre uma aula e outra do
colégio. Durante algumas delas também, confesso. Era ensino integral, foi difícil resistir. Mas não
fui o único: no laboratório de informática, a professora pediu a todos que desligassem as abas
com o minuto a minuto de Espanha x Austrália. Só que ela se esqueceu de mutar o próprio
computador, que foi o primeiro a gritar “gol” pelo alto-falante. Eu e meus amigos também
assistimos aos jogos nos sofás de uma loja de eletrodomésticos num shopping perto da escola,
no Centro de São Paulo. Era clima de Copa, e ninguém se importou com a nossa presença – até
um de nós deitar no chão em frente à TV. Não dá pra culpar o vendedor por expulsar um bando
de adolescentes caras de pau, ainda mais em uma época crucial para o varejo, em que as pessoas
aproveitam a data para dar um upgrade na TV de casa.
Parte da beleza da Copa é o sentimento de que todo mundo está ligado na mesma coisa.
Mas, neste ano, não será bem assim. Na matéria de capa, o editor Bruno Carbinatto mostra em
detalhes como a ascensão do futebol nos EUA contrasta com as restrições do evento, de
ingressos a preços impraticáveis às barreiras migratórias, que impedirão torcedores de
acompanhar os seus times. Mas há um outro tipo de barreira, que extrapola os estádios: a falta
de tempo. De que adianta uma TV nova se a impressão é a de que os dias estão cada vez mais
curtos? São expedientes com mais de dez horas diárias, muito comuns entre motoristas e
entregadores de aplicativo. Tempo perdido no trânsito e no transporte público. Poucas folgas nos
fins de semana.
A atual discussão sobre a redução da jornada de trabalho é uma das mais importantes
desta geração. É impossível falar em envelhecimento de qualidade, saúde mental e prática de
atividade física se _____ sobra tempo para aspirar a casa, preparar a marmita e ver um episódio
de The Office no fim do dia. Pior do que o 7 x 1 é a 6 x 1. O impacto econômico precisa ser
considerado, é claro. Mas dá pra fechar essa conta priorizando o bem-estar do
trabalhador, seja ele CLT ou autônomo. Está na Constituição Federal e na Declaração dos Direitos
Humanos: todo mundo tem direito a repouso e ______. Um tempo adequado para fazer o que
quiser – inclusive (e especialmente) assistir a Arábia Saudita x Cabo Verde numa sexta à noite.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/pior-que-o-7-x-1/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Provas
Pior que o 7 x 1
Por Rafael Battaglia Popp
Meu avô acompanhou a Copa de 1958 no radinho da oficina em que trabalhava. Meu pai
assistiu à de 1982 com a família em volta da TV. Viram Zico, Sócrates e cia. ao vivo e em cores.
Mágico, até sermos eliminados pela Itália. Eu acompanhei a de 2014 entre uma aula e outra do
colégio. Durante algumas delas também, confesso. Era ensino integral, foi difícil resistir. Mas não
fui o único: no laboratório de informática, a professora pediu a todos que desligassem as abas
com o minuto a minuto de Espanha x Austrália. Só que ela se esqueceu de mutar o próprio
computador, que foi o primeiro a gritar “gol” pelo alto-falante. Eu e meus amigos também
assistimos aos jogos nos sofás de uma loja de eletrodomésticos num shopping perto da escola,
no Centro de São Paulo. Era clima de Copa, e ninguém se importou com a nossa presença – até
um de nós deitar no chão em frente à TV. Não dá pra culpar o vendedor por expulsar um bando
de adolescentes caras de pau, ainda mais em uma época crucial para o varejo, em que as pessoas
aproveitam a data para dar um upgrade na TV de casa.
Parte da beleza da Copa é o sentimento de que todo mundo está ligado na mesma coisa.
Mas, neste ano, não será bem assim. Na matéria de capa, o editor Bruno Carbinatto mostra em
detalhes como a ascensão do futebol nos EUA contrasta com as restrições do evento, de
ingressos a preços impraticáveis às barreiras migratórias, que impedirão torcedores de
acompanhar os seus times. Mas há um outro tipo de barreira, que extrapola os estádios: a falta
de tempo. De que adianta uma TV nova se a impressão é a de que os dias estão cada vez mais
curtos? São expedientes com mais de dez horas diárias, muito comuns entre motoristas e
entregadores de aplicativo. Tempo perdido no trânsito e no transporte público. Poucas folgas nos
fins de semana.
A atual discussão sobre a redução da jornada de trabalho é uma das mais importantes
desta geração. É impossível falar em envelhecimento de qualidade, saúde mental e prática de
atividade física se _____ sobra tempo para aspirar a casa, preparar a marmita e ver um episódio
de The Office no fim do dia. Pior do que o 7 x 1 é a 6 x 1. O impacto econômico precisa ser
considerado, é claro. Mas dá pra fechar essa conta priorizando o bem-estar do
trabalhador, seja ele CLT ou autônomo. Está na Constituição Federal e na Declaração dos Direitos
Humanos: todo mundo tem direito a repouso e ______. Um tempo adequado para fazer o que
quiser – inclusive (e especialmente) assistir a Arábia Saudita x Cabo Verde numa sexta à noite.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/pior-que-o-7-x-1/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Provas
- SemânticaSinônimos e Antônimos
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemVícios de Linguagem
Pior que o 7 x 1
Por Rafael Battaglia Popp
Meu avô acompanhou a Copa de 1958 no radinho da oficina em que trabalhava. Meu pai
assistiu à de 1982 com a família em volta da TV. Viram Zico, Sócrates e cia. ao vivo e em cores.
Mágico, até sermos eliminados pela Itália. Eu acompanhei a de 2014 entre uma aula e outra do
colégio. Durante algumas delas também, confesso. Era ensino integral, foi difícil resistir. Mas não
fui o único: no laboratório de informática, a professora pediu a todos que desligassem as abas
com o minuto a minuto de Espanha x Austrália. Só que ela se esqueceu de mutar o próprio
computador, que foi o primeiro a gritar “gol” pelo alto-falante. Eu e meus amigos também
assistimos aos jogos nos sofás de uma loja de eletrodomésticos num shopping perto da escola,
no Centro de São Paulo. Era clima de Copa, e ninguém se importou com a nossa presença – até
um de nós deitar no chão em frente à TV. Não dá pra culpar o vendedor por expulsar um bando
de adolescentes caras de pau, ainda mais em uma época crucial para o varejo, em que as pessoas
aproveitam a data para dar um upgrade na TV de casa.
Parte da beleza da Copa é o sentimento de que todo mundo está ligado na mesma coisa.
Mas, neste ano, não será bem assim. Na matéria de capa, o editor Bruno Carbinatto mostra em
detalhes como a ascensão do futebol nos EUA contrasta com as restrições do evento, de
ingressos a preços impraticáveis às barreiras migratórias, que impedirão torcedores de
acompanhar os seus times. Mas há um outro tipo de barreira, que extrapola os estádios: a falta
de tempo. De que adianta uma TV nova se a impressão é a de que os dias estão cada vez mais
curtos? São expedientes com mais de dez horas diárias, muito comuns entre motoristas e
entregadores de aplicativo. Tempo perdido no trânsito e no transporte público. Poucas folgas nos
fins de semana.
A atual discussão sobre a redução da jornada de trabalho é uma das mais importantes
desta geração. É impossível falar em envelhecimento de qualidade, saúde mental e prática de
atividade física se _____ sobra tempo para aspirar a casa, preparar a marmita e ver um episódio
de The Office no fim do dia. Pior do que o 7 x 1 é a 6 x 1. O impacto econômico precisa ser
considerado, é claro. Mas dá pra fechar essa conta priorizando o bem-estar do
trabalhador, seja ele CLT ou autônomo. Está na Constituição Federal e na Declaração dos Direitos
Humanos: todo mundo tem direito a repouso e ______. Um tempo adequado para fazer o que
quiser – inclusive (e especialmente) assistir a Arábia Saudita x Cabo Verde numa sexta à noite.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/pior-que-o-7-x-1/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Provas
Pior que o 7 x 1
Por Rafael Battaglia Popp
Meu avô acompanhou a Copa de 1958 no radinho da oficina em que trabalhava. Meu pai
assistiu à de 1982 com a família em volta da TV. Viram Zico, Sócrates e cia. ao vivo e em cores.
Mágico, até sermos eliminados pela Itália. Eu acompanhei a de 2014 entre uma aula e outra do
colégio. Durante algumas delas também, confesso. Era ensino integral, foi difícil resistir. Mas não
fui o único: no laboratório de informática, a professora pediu a todos que desligassem as abas
com o minuto a minuto de Espanha x Austrália. Só que ela se esqueceu de mutar o próprio
computador, que foi o primeiro a gritar “gol” pelo alto-falante. Eu e meus amigos também
assistimos aos jogos nos sofás de uma loja de eletrodomésticos num shopping perto da escola,
no Centro de São Paulo. Era clima de Copa, e ninguém se importou com a nossa presença – até
um de nós deitar no chão em frente à TV. Não dá pra culpar o vendedor por expulsar um bando
de adolescentes caras de pau, ainda mais em uma época crucial para o varejo, em que as pessoas
aproveitam a data para dar um upgrade na TV de casa.
Parte da beleza da Copa é o sentimento de que todo mundo está ligado na mesma coisa.
Mas, neste ano, não será bem assim. Na matéria de capa, o editor Bruno Carbinatto mostra em
detalhes como a ascensão do futebol nos EUA contrasta com as restrições do evento, de
ingressos a preços impraticáveis às barreiras migratórias, que impedirão torcedores de
acompanhar os seus times. Mas há um outro tipo de barreira, que extrapola os estádios: a falta
de tempo. De que adianta uma TV nova se a impressão é a de que os dias estão cada vez mais
curtos? São expedientes com mais de dez horas diárias, muito comuns entre motoristas e
entregadores de aplicativo. Tempo perdido no trânsito e no transporte público. Poucas folgas nos
fins de semana.
A atual discussão sobre a redução da jornada de trabalho é uma das mais importantes
desta geração. É impossível falar em envelhecimento de qualidade, saúde mental e prática de
atividade física se _____ sobra tempo para aspirar a casa, preparar a marmita e ver um episódio
de The Office no fim do dia. Pior do que o 7 x 1 é a 6 x 1. O impacto econômico precisa ser
considerado, é claro. Mas dá pra fechar essa conta priorizando o bem-estar do
trabalhador, seja ele CLT ou autônomo. Está na Constituição Federal e na Declaração dos Direitos
Humanos: todo mundo tem direito a repouso e ______. Um tempo adequado para fazer o que
quiser – inclusive (e especialmente) assistir a Arábia Saudita x Cabo Verde numa sexta à noite.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/pior-que-o-7-x-1/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
• “É impossível falar em envelhecimento de qualidade, saúde mental e prática de atividade física se _____ sobra tempo para aspirar a casa, preparar a marmita e ver um episódio de The Office no fim do dia”.
• “Está na Constituição Federal e na Declaração dos Direitos Humanos: todo mundo tem direito a repouso e ______”.
Provas
Pior que o 7 x 1
Por Rafael Battaglia Popp
Meu avô acompanhou a Copa de 1958 no radinho da oficina em que trabalhava. Meu pai
assistiu à de 1982 com a família em volta da TV. Viram Zico, Sócrates e cia. ao vivo e em cores.
Mágico, até sermos eliminados pela Itália. Eu acompanhei a de 2014 entre uma aula e outra do
colégio. Durante algumas delas também, confesso. Era ensino integral, foi difícil resistir. Mas não
fui o único: no laboratório de informática, a professora pediu a todos que desligassem as abas
com o minuto a minuto de Espanha x Austrália. Só que ela se esqueceu de mutar o próprio
computador, que foi o primeiro a gritar “gol” pelo alto-falante. Eu e meus amigos também
assistimos aos jogos nos sofás de uma loja de eletrodomésticos num shopping perto da escola,
no Centro de São Paulo. Era clima de Copa, e ninguém se importou com a nossa presença – até
um de nós deitar no chão em frente à TV. Não dá pra culpar o vendedor por expulsar um bando
de adolescentes caras de pau, ainda mais em uma época crucial para o varejo, em que as pessoas
aproveitam a data para dar um upgrade na TV de casa.
Parte da beleza da Copa é o sentimento de que todo mundo está ligado na mesma coisa.
Mas, neste ano, não será bem assim. Na matéria de capa, o editor Bruno Carbinatto mostra em
detalhes como a ascensão do futebol nos EUA contrasta com as restrições do evento, de
ingressos a preços impraticáveis às barreiras migratórias, que impedirão torcedores de
acompanhar os seus times. Mas há um outro tipo de barreira, que extrapola os estádios: a falta
de tempo. De que adianta uma TV nova se a impressão é a de que os dias estão cada vez mais
curtos? São expedientes com mais de dez horas diárias, muito comuns entre motoristas e
entregadores de aplicativo. Tempo perdido no trânsito e no transporte público. Poucas folgas nos
fins de semana.
A atual discussão sobre a redução da jornada de trabalho é uma das mais importantes
desta geração. É impossível falar em envelhecimento de qualidade, saúde mental e prática de
atividade física se _____ sobra tempo para aspirar a casa, preparar a marmita e ver um episódio
de The Office no fim do dia. Pior do que o 7 x 1 é a 6 x 1. O impacto econômico precisa ser
considerado, é claro. Mas dá pra fechar essa conta priorizando o bem-estar do
trabalhador, seja ele CLT ou autônomo. Está na Constituição Federal e na Declaração dos Direitos
Humanos: todo mundo tem direito a repouso e ______. Um tempo adequado para fazer o que
quiser – inclusive (e especialmente) assistir a Arábia Saudita x Cabo Verde numa sexta à noite.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/pior-que-o-7-x-1/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Provas
Caderno Container