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4216798 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Pref. Prado Ferreira-PR
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Informar sobre benefícios à saúde em rótulos influencia escolhas alimentares?
Prevenção de saúde cardiovascular, óssea, muscular, metabólica, digestiva e ocular, além de promessas relacionadas ao bem-estar geral estão entre as alegações presentes nas embalagens
Por Ivanir Ferreira
09/04/2026, atualizado 16/04/2026
Informações nos rótulos de alimentos e bebidas que destacam benefícios à saúde influenciam positivamente o comportamento do consumidor, aumentando a percepção de valor do produto e a disposição de pagar mais por ele. No entanto, a decisão de compra também é afetada por fatores individuais e contextuais, como estado de saúde da pessoa no momento da compra, faixa etária, conhecimento nutricional, preço, sabor e acesso à marca.
A conclusão é de um estudo conduzido por pesquisadores da USP sobre o impacto das chamadas "alegações funcionais e de saúde" nas escolhas alimentares. Entre as mais comuns, estão aquelas associadas à saúde cardiovascular, óssea, muscular, metabólica, digestiva e ocular, além de promessas relacionadas ao bem-estar geral. Propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, desempenho cognitivo e mental, suporte ao sistema imunológico e prevenção de doenças também foram citadas.
Segundo a orientadora da pesquisa, a professora da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres, os consumidores estão cada vez mais atentos à composição nutricional dos alimentos e tendem a considerar as alegações funcionais e de saúde um diferencial no momento da compra. Especialista em Nutrição e Ciência e Tecnologia de Alimentos, a pesquisadora afirma que "compreender como essas alegações influenciam o comportamento e as escolhas do consumidor é fundamental para orientar regulamentações, políticas públicas e estratégias de comunicação que incentivem hábitos alimentares mais saudáveis e também as práticas da indústria alimentícia".
O estudo incluiu a revisão de 71 artigos publicados entre 2019 e 2024 em bases de dados científicos de mais de dez países. O objetivo foi compreender como as pesquisas sobre alegações de saúde em alimentos têm evoluído. Os resultados estão no artigo "The Role of Health Claims on Consumer Behavior and Food Choice: a Narrative Review", que tem a nutricionista Helena F. Martins Tavares como primeira autora.
Comportamento multifatorial
Com base em teorias do comportamento, a pesquisa indica que as alegações não produzem o mesmo efeito em todos os consumidores. "A decisão de comprar ou consumir um produto não depende apenas da informação presente no rótulo, mas também de fatores psicológicos, sociais e perceptivos que influenciam a interpretação dessas mensagens", explica Helena Tavares.
Dentre esses fatores estão o grau de escolaridade, idade, gênero, o tempo disponível para compra (mais ou menos apressado), a finalidade do produto – se para o consumo próprio ou de familiares –, a presença de doenças pré-existentes e o estado emocional, além da percepção do consumidor sobre a marca ou empresa responsável pelo produto.
Para a nutricionista, alegações funcionais e de saúde bem elaboradas podem apoiar escolhas alimentares mais saudáveis quando alinhadas às capacidades cognitivas e aos estados motivacionais dos consumidores.
Assinale a análise CORRETA acerca dos usos dos elementos de coesão na reportagem.
 

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4216797 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Pref. Prado Ferreira-PR
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Informar sobre benefícios à saúde em rótulos influencia escolhas alimentares?
Prevenção de saúde cardiovascular, óssea, muscular, metabólica, digestiva e ocular, além de promessas relacionadas ao bem-estar geral estão entre as alegações presentes nas embalagens
Por Ivanir Ferreira
09/04/2026, atualizado 16/04/2026
Informações nos rótulos de alimentos e bebidas que destacam benefícios à saúde influenciam positivamente o comportamento do consumidor, aumentando a percepção de valor do produto e a disposição de pagar mais por ele. No entanto, a decisão de compra também é afetada por fatores individuais e contextuais, como estado de saúde da pessoa no momento da compra, faixa etária, conhecimento nutricional, preço, sabor e acesso à marca.
A conclusão é de um estudo conduzido por pesquisadores da USP sobre o impacto das chamadas "alegações funcionais e de saúde" nas escolhas alimentares. Entre as mais comuns, estão aquelas associadas à saúde cardiovascular, óssea, muscular, metabólica, digestiva e ocular, além de promessas relacionadas ao bem-estar geral. Propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, desempenho cognitivo e mental, suporte ao sistema imunológico e prevenção de doenças também foram citadas.
Segundo a orientadora da pesquisa, a professora da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres, os consumidores estão cada vez mais atentos à composição nutricional dos alimentos e tendem a considerar as alegações funcionais e de saúde um diferencial no momento da compra. Especialista em Nutrição e Ciência e Tecnologia de Alimentos, a pesquisadora afirma que "compreender como essas alegações influenciam o comportamento e as escolhas do consumidor é fundamental para orientar regulamentações, políticas públicas e estratégias de comunicação que incentivem hábitos alimentares mais saudáveis e também as práticas da indústria alimentícia".
O estudo incluiu a revisão de 71 artigos publicados entre 2019 e 2024 em bases de dados científicos de mais de dez países. O objetivo foi compreender como as pesquisas sobre alegações de saúde em alimentos têm evoluído. Os resultados estão no artigo "The Role of Health Claims on Consumer Behavior and Food Choice: a Narrative Review", que tem a nutricionista Helena F. Martins Tavares como primeira autora.
Comportamento multifatorial
Com base em teorias do comportamento, a pesquisa indica que as alegações não produzem o mesmo efeito em todos os consumidores. "A decisão de comprar ou consumir um produto não depende apenas da informação presente no rótulo, mas também de fatores psicológicos, sociais e perceptivos que influenciam a interpretação dessas mensagens", explica Helena Tavares.
Dentre esses fatores estão o grau de escolaridade, idade, gênero, o tempo disponível para compra (mais ou menos apressado), a finalidade do produto – se para o consumo próprio ou de familiares –, a presença de doenças pré-existentes e o estado emocional, além da percepção do consumidor sobre a marca ou empresa responsável pelo produto.
Para a nutricionista, alegações funcionais e de saúde bem elaboradas podem apoiar escolhas alimentares mais saudáveis quando alinhadas às capacidades cognitivas e aos estados motivacionais dos consumidores.
A concordância do verbo "estão", no segundo parágrafo, é estabelecida com o termo:
 

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4216796 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Pref. Prado Ferreira-PR
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Informar sobre benefícios à saúde em rótulos influencia escolhas alimentares?
Prevenção de saúde cardiovascular, óssea, muscular, metabólica, digestiva e ocular, além de promessas relacionadas ao bem-estar geral estão entre as alegações presentes nas embalagens
Por Ivanir Ferreira
09/04/2026, atualizado 16/04/2026
Informações nos rótulos de alimentos e bebidas que destacam benefícios à saúde influenciam positivamente o comportamento do consumidor, aumentando a percepção de valor do produto e a disposição de pagar mais por ele. No entanto, a decisão de compra também é afetada por fatores individuais e contextuais, como estado de saúde da pessoa no momento da compra, faixa etária, conhecimento nutricional, preço, sabor e acesso à marca.
A conclusão é de um estudo conduzido por pesquisadores da USP sobre o impacto das chamadas "alegações funcionais e de saúde" nas escolhas alimentares. Entre as mais comuns, estão aquelas associadas à saúde cardiovascular, óssea, muscular, metabólica, digestiva e ocular, além de promessas relacionadas ao bem-estar geral. Propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, desempenho cognitivo e mental, suporte ao sistema imunológico e prevenção de doenças também foram citadas.
Segundo a orientadora da pesquisa, a professora da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres, os consumidores estão cada vez mais atentos à composição nutricional dos alimentos e tendem a considerar as alegações funcionais e de saúde um diferencial no momento da compra. Especialista em Nutrição e Ciência e Tecnologia de Alimentos, a pesquisadora afirma que "compreender como essas alegações influenciam o comportamento e as escolhas do consumidor é fundamental para orientar regulamentações, políticas públicas e estratégias de comunicação que incentivem hábitos alimentares mais saudáveis e também as práticas da indústria alimentícia".
O estudo incluiu a revisão de 71 artigos publicados entre 2019 e 2024 em bases de dados científicos de mais de dez países. O objetivo foi compreender como as pesquisas sobre alegações de saúde em alimentos têm evoluído. Os resultados estão no artigo "The Role of Health Claims on Consumer Behavior and Food Choice: a Narrative Review", que tem a nutricionista Helena F. Martins Tavares como primeira autora.
Comportamento multifatorial
Com base em teorias do comportamento, a pesquisa indica que as alegações não produzem o mesmo efeito em todos os consumidores. "A decisão de comprar ou consumir um produto não depende apenas da informação presente no rótulo, mas também de fatores psicológicos, sociais e perceptivos que influenciam a interpretação dessas mensagens", explica Helena Tavares.
Dentre esses fatores estão o grau de escolaridade, idade, gênero, o tempo disponível para compra (mais ou menos apressado), a finalidade do produto – se para o consumo próprio ou de familiares –, a presença de doenças pré-existentes e o estado emocional, além da percepção do consumidor sobre a marca ou empresa responsável pelo produto.
Para a nutricionista, alegações funcionais e de saúde bem elaboradas podem apoiar escolhas alimentares mais saudáveis quando alinhadas às capacidades cognitivas e aos estados motivacionais dos consumidores.
Nomeie a função CORRETA exercida pelos termos "cardiovascular, óssea, muscular, metabólica, digestiva e ocular" no subtítulo da reportagem.
 

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4216795 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Pref. Prado Ferreira-PR
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Informar sobre benefícios à saúde em rótulos influencia escolhas alimentares?
Prevenção de saúde cardiovascular, óssea, muscular, metabólica, digestiva e ocular, além de promessas relacionadas ao bem-estar geral estão entre as alegações presentes nas embalagens
Por Ivanir Ferreira
09/04/2026, atualizado 16/04/2026
Informações nos rótulos de alimentos e bebidas que destacam benefícios à saúde influenciam positivamente o comportamento do consumidor, aumentando a percepção de valor do produto e a disposição de pagar mais por ele. No entanto, a decisão de compra também é afetada por fatores individuais e contextuais, como estado de saúde da pessoa no momento da compra, faixa etária, conhecimento nutricional, preço, sabor e acesso à marca.
A conclusão é de um estudo conduzido por pesquisadores da USP sobre o impacto das chamadas "alegações funcionais e de saúde" nas escolhas alimentares. Entre as mais comuns, estão aquelas associadas à saúde cardiovascular, óssea, muscular, metabólica, digestiva e ocular, além de promessas relacionadas ao bem-estar geral. Propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, desempenho cognitivo e mental, suporte ao sistema imunológico e prevenção de doenças também foram citadas.
Segundo a orientadora da pesquisa, a professora da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres, os consumidores estão cada vez mais atentos à composição nutricional dos alimentos e tendem a considerar as alegações funcionais e de saúde um diferencial no momento da compra. Especialista em Nutrição e Ciência e Tecnologia de Alimentos, a pesquisadora afirma que "compreender como essas alegações influenciam o comportamento e as escolhas do consumidor é fundamental para orientar regulamentações, políticas públicas e estratégias de comunicação que incentivem hábitos alimentares mais saudáveis e também as práticas da indústria alimentícia".
O estudo incluiu a revisão de 71 artigos publicados entre 2019 e 2024 em bases de dados científicos de mais de dez países. O objetivo foi compreender como as pesquisas sobre alegações de saúde em alimentos têm evoluído. Os resultados estão no artigo "The Role of Health Claims on Consumer Behavior and Food Choice: a Narrative Review", que tem a nutricionista Helena F. Martins Tavares como primeira autora.
Comportamento multifatorial
Com base em teorias do comportamento, a pesquisa indica que as alegações não produzem o mesmo efeito em todos os consumidores. "A decisão de comprar ou consumir um produto não depende apenas da informação presente no rótulo, mas também de fatores psicológicos, sociais e perceptivos que influenciam a interpretação dessas mensagens", explica Helena Tavares.
Dentre esses fatores estão o grau de escolaridade, idade, gênero, o tempo disponível para compra (mais ou menos apressado), a finalidade do produto – se para o consumo próprio ou de familiares –, a presença de doenças pré-existentes e o estado emocional, além da percepção do consumidor sobre a marca ou empresa responsável pelo produto.
Para a nutricionista, alegações funcionais e de saúde bem elaboradas podem apoiar escolhas alimentares mais saudáveis quando alinhadas às capacidades cognitivas e aos estados motivacionais dos consumidores.
Assinale a alternativa que sintetiza a resposta à pergunta realizada no título do texto.
 

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4216794 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Pref. Prado Ferreira-PR
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Informar sobre benefícios à saúde em rótulos influencia escolhas alimentares?
Prevenção de saúde cardiovascular, óssea, muscular, metabólica, digestiva e ocular, além de promessas relacionadas ao bem-estar geral estão entre as alegações presentes nas embalagens
Por Ivanir Ferreira
09/04/2026, atualizado 16/04/2026
Informações nos rótulos de alimentos e bebidas que destacam benefícios à saúde influenciam positivamente o comportamento do consumidor, aumentando a percepção de valor do produto e a disposição de pagar mais por ele. No entanto, a decisão de compra também é afetada por fatores individuais e contextuais, como estado de saúde da pessoa no momento da compra, faixa etária, conhecimento nutricional, preço, sabor e acesso à marca.
A conclusão é de um estudo conduzido por pesquisadores da USP sobre o impacto das chamadas "alegações funcionais e de saúde" nas escolhas alimentares. Entre as mais comuns, estão aquelas associadas à saúde cardiovascular, óssea, muscular, metabólica, digestiva e ocular, além de promessas relacionadas ao bem-estar geral. Propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, desempenho cognitivo e mental, suporte ao sistema imunológico e prevenção de doenças também foram citadas.
Segundo a orientadora da pesquisa, a professora da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres, os consumidores estão cada vez mais atentos à composição nutricional dos alimentos e tendem a considerar as alegações funcionais e de saúde um diferencial no momento da compra. Especialista em Nutrição e Ciência e Tecnologia de Alimentos, a pesquisadora afirma que "compreender como essas alegações influenciam o comportamento e as escolhas do consumidor é fundamental para orientar regulamentações, políticas públicas e estratégias de comunicação que incentivem hábitos alimentares mais saudáveis e também as práticas da indústria alimentícia".
O estudo incluiu a revisão de 71 artigos publicados entre 2019 e 2024 em bases de dados científicos de mais de dez países. O objetivo foi compreender como as pesquisas sobre alegações de saúde em alimentos têm evoluído. Os resultados estão no artigo "The Role of Health Claims on Consumer Behavior and Food Choice: a Narrative Review", que tem a nutricionista Helena F. Martins Tavares como primeira autora.
Comportamento multifatorial
Com base em teorias do comportamento, a pesquisa indica que as alegações não produzem o mesmo efeito em todos os consumidores. "A decisão de comprar ou consumir um produto não depende apenas da informação presente no rótulo, mas também de fatores psicológicos, sociais e perceptivos que influenciam a interpretação dessas mensagens", explica Helena Tavares.
Dentre esses fatores estão o grau de escolaridade, idade, gênero, o tempo disponível para compra (mais ou menos apressado), a finalidade do produto – se para o consumo próprio ou de familiares –, a presença de doenças pré-existentes e o estado emocional, além da percepção do consumidor sobre a marca ou empresa responsável pelo produto.
Para a nutricionista, alegações funcionais e de saúde bem elaboradas podem apoiar escolhas alimentares mais saudáveis quando alinhadas às capacidades cognitivas e aos estados motivacionais dos consumidores.
Qual efeito de sentido o sinal de pontuação utilizado no título da reportagem produz?
 

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4216303 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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Os ombros suportam o mundo

Carlos Drummond de Andrade

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil.

E os olhos não choram.

E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

E o coração está seco.

-

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,

mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.

És todo certeza, já não sabes sofrer.

E nada esperas de teus amigos.

-

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?

Teus ombros suportam o mundo

e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios

provam apenas que a vida prossegue

e nem todos se libertaram ainda.

-

Alguns, achando bárbaro o espetáculo,

prefeririam (os delicados) morrer.

Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do mundo. 1ª ed. — São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

Pode-se perceber, no Texto IV, a alternância no uso dos modos e tempos verbais. Dessa forma, analise a assertiva abaixo.
A passagem do presente para o futuro em “não abrirás” (nono verso) não indica mera possibilidade temporal, mas assume um valor injuntivo e determinístico, consolidando a transição de um estado de sofrimento passivo para uma postura de indiferença, em que a vida passa a ser encarada como uma ordem.

Assinale a alternativa que descreve corretamente a função desempenhada pela alternância verbal.

 

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4216302 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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Os ombros suportam o mundo

Carlos Drummond de Andrade

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil.

E os olhos não choram.

E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

E o coração está seco.

-

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,

mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.

És todo certeza, já não sabes sofrer.

E nada esperas de teus amigos.

-

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?

Teus ombros suportam o mundo

e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios

provam apenas que a vida prossegue

e nem todos se libertaram ainda.

-

Alguns, achando bárbaro o espetáculo,

prefeririam (os delicados) morrer.

Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do mundo. 1ª ed. — São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

Acerca da ocorrência da crase no trecho “Em vão mulheres batem à porta, não abrirás” (Texto IV, nono verso) e das transformações semânticas e sintáticas que a sua manutenção ou retirada provocariam, assinale a alternativa que apresenta uma assertiva INCORRETA.

 

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4216301 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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Os ombros suportam o mundo

Carlos Drummond de Andrade

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil.

E os olhos não choram.

E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

E o coração está seco.

-

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,

mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.

És todo certeza, já não sabes sofrer.

E nada esperas de teus amigos.

-

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?

Teus ombros suportam o mundo

e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios

provam apenas que a vida prossegue

e nem todos se libertaram ainda.

-

Alguns, achando bárbaro o espetáculo,

prefeririam (os delicados) morrer.

Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do mundo. 1ª ed. — São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

No segundo verso do Texto IV, “Tempo de absoluta depuração”, a palavra sublinhada pode ser substituída, sem a perda do sentido, pelas seguintes palavras, EXCETO:

 

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4216300 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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Os ombros suportam o mundo

Carlos Drummond de Andrade

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil.

E os olhos não choram.

E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

E o coração está seco.

-

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,

mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.

És todo certeza, já não sabes sofrer.

E nada esperas de teus amigos.

-

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?

Teus ombros suportam o mundo

e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios

provam apenas que a vida prossegue

e nem todos se libertaram ainda.

-

Alguns, achando bárbaro o espetáculo,

prefeririam (os delicados) morrer.

Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do mundo. 1ª ed. — São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

No título do poema, há uma metáfora estruturante que sugere:

 

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4216299 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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TEXTO III

A tirania da produtividade

Ronaldo Nezo

Vamos combinar uma coisa: estar sempre ocupado é

ótimo, não é? É a nossa medalha de honra no século 21. A

gente exibe a agenda lotada como se fosse um troféu de

campeão mundial. A gente fala da nossa “correria” com um

certo orgulho, como se dissesse: “Vejam como eu sou

importante, como sou necessário”.

A ocupação virou a desculpa perfeita para tudo.

“Não posso ir, tô numa correria.” “Não te liguei de volta,

o dia foi uma loucura.” “Não brinquei com você, filho, porque

o papai tinha muito trabalho.”

A vida apressada virou justificativa pra tudo. Estar

ocupado se tornou nosso escudo. Nosso salvo-conduto para

uma vida de desconexão.

Parece até que gostamos dessa loucura toda. Na

verdade, tenho a impressão que a gente sente certa

vergonha de dizer: estou tranquilo, agenda calma…

Mas… escuta o Ronaldo: já parou pra pensar no que

realmente significa essa vida sempre ocupada? E se essa

armadura de “pessoa importante e ocupada” for, na verdade,

uma prisão?

E se, por trás do nosso orgulho de sermos “produtivos”,

a gente estiver escondendo um medo terrível? Se tudo não

passar de uma espécie de estratégia inconsciente de nos

sentirmos importantes? E não passar de um pânico de ficar

em silêncio? Um pavor de encontrar a única pessoa da qual

a gente não consegue fugir: nós mesmos?

Dias atrás, falava sobre isso em sala de aula e uma

aluna comentou: “ah… professor, não dá. Não consigo ficar

sozinha com meus pensamentos. Se fizer isso, enlouqueço.

Preciso me ocupar”.

Pois é, gente… Essa necessidade de preencher cada

segundo do dia com uma tarefa, com uma notificação, com

um podcast, com um problema para resolver, muitas vezes

não é sinal de sucesso. É sintoma de ansiedade. É o medo

do vazio. É o medo de encarar as perguntas que a nossa

alma só faz quando a gente aquieta o barulho de fora.

E a gente paga um preço caríssimo por essa fuga. As

grandes ideias, os insights que mudam o rumo da nossa

vida… eles não nascem no meio do furacão de tarefas.

Ninguém dá sequer de conhecer a si mesmo, de olhar para

dentro de si, se não acalmar a mente. O processo de

introspecção precisa da calmaria, precisa do tédio. E a

nossa cultura parece odiar o tédio. Nós declaramos uma

guerra implacável ao tédio. Mal sabemos que, ao fazer isso,

estamos bombardeando nossa capacidade de pensar

criativamente, de refletir, de elaborar as próprias ideias.

Então, como a gente sai dessa prisão? Como a gente

para de ser escravo da própria produtividade? A resposta

não está em um novo aplicativo de organização. A resposta

está em pequenos e corajosos atos de rebeldia.

O primeiro ato de rebeldia: roube de volta 10 minutos

do seu dia. Dez minutos para não fazer absolutamente nada.

Sem celular, sem música, sem livro. Apenas você e sua

respiração, olhando pela janela. No começo, vai ser uma

tortura. Sua mente, viciada em estímulos, vai gritar por

distração. Mas se você insistir, depois de alguns dias, algo

incrível acontece. Vem a paz. Vem a clareza.

O segundo ato de rebeldia: pratique o “monotasking” –

a arte esquecida de fazer uma coisa de cada vez. Vai tomar

seu café? Tome só o café. Sinta o gosto, o cheiro, a

temperatura. Sem ler mensagens de whatsapp, sem ver o

Instagram, sem ouvir notícia. É um treino poderoso para

trazer sua mente de volta para o presente, o único lugar

onde a vida realmente acontece.

O terceiro ato de rebeldia: trate o descanso com a

mesma seriedade de uma reunião de negócios. Agende o

ócio. Proteja seu tempo livre como um leão. Dizer “não” a

um compromisso para poder descansar não é preguiça. É

estratégia de sobrevivência para a sua saúde mental

Pegou a ideia?

A verdadeira força no mundo de hoje não é aguentar a

agenda mais cheia. É ter a coragem de esvaziá-la um pouco.

Produtividade não é fazer mais coisas; produtividade é fazer

as coisas certas. E isso só é possível para quem tem a

ousadia de, de vez em quando, simplesmente parar.

NEZO, Ronaldo. A Tirania da produtividade. Saúde emocional, 03 set. 2025. Disponível em: https://blogdoronaldo.wordpress.com/2025/09/03/a-tirania-da-produtividade. Acesso em: 19/11/2025.

Leia o trecho a seguir.

“Parece até que gostamos dessa loucura toda. Na verdade, tenho a impressão que a gente sente certa vergonha de dizer: estou tranquilo, agenda calma…”   (Texto III, l. 14-16)


Na transcrição acima, há incorreção gramatical na relação

 

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