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4217560 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Nosso Rumo
Orgão: Pref. Suzano-SP
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Considerando o contexto em que estão inseridas, assinale a alternativa correta quanto à grafia das palavras, conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa.
 

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4217559 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Nosso Rumo
Orgão: Pref. Suzano-SP
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Leia o texto abaixo para responder à questão.
17 de julho
    Domingo. Um dia maravilhoso. O céu azul sem nuvem. O Sol está tepido. Deixei o leito as 6,30. Fui buscar agua. Fiz café. Tendo só um pedaço de pão e 3 cruzeiros. Dei um pedaço a cada um, puis feijão no fogo que ganhei ontem do Centro Espirita da Rua Vergueiro 103. Fui lavar minhas roupas. Quando retornei do rio o feijão estava cosido. Os filhos pediram pão. Dei os 3 cruzeiros ao João José para ir comprar pão. Hoje é a Nair Mathias quem começou impricar com os meus filhos. A Silvia e o esposo já iniciaram o espetaculo ao ar livre. Ele está lhe espancando. E eu estou revoltada com o que as crianças presenciam. Ouvem palavras de baixo calão. Oh! se eu pudesse mudar daqui para um nucleo mais decente.
    Fui na D. Florela pedir um dente de alho. E fui na D. Analia. E recebi o que esperava:
    — Não tenho!
    Fui torcer as minhas roupas. A D. Aparecida perguntou-me:
    — A senhora está gravida?
    — Não senhora — respondi gentilmente.
    E lhe chinguei interiormente. Se estou gravida não é de sua conta. Tenho pavor destas mulheres da favela. Tudo quer saber! A lingua delas é como os pés de galinha. Tudo espalha. Está circulando rumor que eu estou gravida! E eu, não sabia!
   Saí a noite, e fui catar papel. Quando eu passava perto do campo do São Paulo, varias pessoas saiam do campo. Todas brancas, só um preto. E o preto começou insultar-me:
    — Vai catar papel, minha tia? Olha o buraco, minha tia.
   Eu estava indisposta. Com vontade de deitar. Mas, prossegui. Encontrei varias pessoas amigas e parava para falar. Quando eu subia a Avenida Tiradentes encontrei umas senhoras. Uma perguntou-me:
    — Sarou as pernas?
    Depois que operei, fiquei boa, graças a Deus. E até pude dançar no Carnaval, com minha fantasia de penas. Quem operou-me foi o Dr. José Torres Netto. Bom médico. E falamos de politicos. Quando uma senhora perguntou-me o que acho do Carlos Lacerda, respondi concientemente:
   — Muito inteligente. Mas não tem iducação. É um politico de cortiço. Que gosta de intriga. Um agitador.
    Uma senhora disse que foi pena! A bala que pegou o major podia acertar no Carlos Lacerda.
    — Mas o seu dia… chegará — comentou outra.
   Varias pessoas afluiram-se. Eu, era o alvo das atenções. Fiquei apreensiva, porque eu estava catando papel, andrajosa (…) Depois, não mais quiz falar com ninguem, porque precisava catar papel. Precisava de dinheiro. Eu não tinha dinheiro em casa para comprar pão. Trabalhei até as 11,30. Quando cheguei em casa era 24 horas. Esquentei comida, dei para a Vera Eunice, jantei e deitei-me. Quando despertei, os raios solares penetrava pelas frestas do barracão.
Jesus, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo, 1960. Adaptado. 
A obra “Quarto de despejo: diário de uma favelada”, de Carolina Maria de Jesus, foi escrita em formato de diário. Assinale a alternativa que apresenta as características desse gênero textual.
 

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4217558 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Nosso Rumo
Orgão: Pref. Suzano-SP
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Leia o texto abaixo para responder à questão.
17 de julho
    Domingo. Um dia maravilhoso. O céu azul sem nuvem. O Sol está tepido. Deixei o leito as 6,30. Fui buscar agua. Fiz café. Tendo só um pedaço de pão e 3 cruzeiros. Dei um pedaço a cada um, puis feijão no fogo que ganhei ontem do Centro Espirita da Rua Vergueiro 103. Fui lavar minhas roupas. Quando retornei do rio o feijão estava cosido. Os filhos pediram pão. Dei os 3 cruzeiros ao João José para ir comprar pão. Hoje é a Nair Mathias quem começou impricar com os meus filhos. A Silvia e o esposo já iniciaram o espetaculo ao ar livre. Ele está lhe espancando. E eu estou revoltada com o que as crianças presenciam. Ouvem palavras de baixo calão. Oh! se eu pudesse mudar daqui para um nucleo mais decente.
    Fui na D. Florela pedir um dente de alho. E fui na D. Analia. E recebi o que esperava:
    — Não tenho!
    Fui torcer as minhas roupas. A D. Aparecida perguntou-me:
    — A senhora está gravida?
    — Não senhora — respondi gentilmente.
    E lhe chinguei interiormente. Se estou gravida não é de sua conta. Tenho pavor destas mulheres da favela. Tudo quer saber! A lingua delas é como os pés de galinha. Tudo espalha. Está circulando rumor que eu estou gravida! E eu, não sabia!
   Saí a noite, e fui catar papel. Quando eu passava perto do campo do São Paulo, varias pessoas saiam do campo. Todas brancas, só um preto. E o preto começou insultar-me:
    — Vai catar papel, minha tia? Olha o buraco, minha tia.
   Eu estava indisposta. Com vontade de deitar. Mas, prossegui. Encontrei varias pessoas amigas e parava para falar. Quando eu subia a Avenida Tiradentes encontrei umas senhoras. Uma perguntou-me:
    — Sarou as pernas?
    Depois que operei, fiquei boa, graças a Deus. E até pude dançar no Carnaval, com minha fantasia de penas. Quem operou-me foi o Dr. José Torres Netto. Bom médico. E falamos de politicos. Quando uma senhora perguntou-me o que acho do Carlos Lacerda, respondi concientemente:
   — Muito inteligente. Mas não tem iducação. É um politico de cortiço. Que gosta de intriga. Um agitador.
    Uma senhora disse que foi pena! A bala que pegou o major podia acertar no Carlos Lacerda.
    — Mas o seu dia… chegará — comentou outra.
   Varias pessoas afluiram-se. Eu, era o alvo das atenções. Fiquei apreensiva, porque eu estava catando papel, andrajosa (…) Depois, não mais quiz falar com ninguem, porque precisava catar papel. Precisava de dinheiro. Eu não tinha dinheiro em casa para comprar pão. Trabalhei até as 11,30. Quando cheguei em casa era 24 horas. Esquentei comida, dei para a Vera Eunice, jantei e deitei-me. Quando despertei, os raios solares penetrava pelas frestas do barracão.
Jesus, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo, 1960. Adaptado. 
Considere o trecho abaixo, retirado do texto.

    “Varias pessoas afluiram-se. Eu, era o alvo das atenções. Fiquei apreensiva, porque eu estava catando papel, andrajosa (…) Depois, não mais quiz falar com ninguem, porque precisava catar papel.”

Assinale a alternativa que apresenta um sinônimo da palavra em destaque.
 

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4217557 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Nosso Rumo
Orgão: Pref. Suzano-SP
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Leia o texto abaixo para responder à questão.
17 de julho
    Domingo. Um dia maravilhoso. O céu azul sem nuvem. O Sol está tepido. Deixei o leito as 6,30. Fui buscar agua. Fiz café. Tendo só um pedaço de pão e 3 cruzeiros. Dei um pedaço a cada um, puis feijão no fogo que ganhei ontem do Centro Espirita da Rua Vergueiro 103. Fui lavar minhas roupas. Quando retornei do rio o feijão estava cosido. Os filhos pediram pão. Dei os 3 cruzeiros ao João José para ir comprar pão. Hoje é a Nair Mathias quem começou impricar com os meus filhos. A Silvia e o esposo já iniciaram o espetaculo ao ar livre. Ele está lhe espancando. E eu estou revoltada com o que as crianças presenciam. Ouvem palavras de baixo calão. Oh! se eu pudesse mudar daqui para um nucleo mais decente.
    Fui na D. Florela pedir um dente de alho. E fui na D. Analia. E recebi o que esperava:
    — Não tenho!
    Fui torcer as minhas roupas. A D. Aparecida perguntou-me:
    — A senhora está gravida?
    — Não senhora — respondi gentilmente.
    E lhe chinguei interiormente. Se estou gravida não é de sua conta. Tenho pavor destas mulheres da favela. Tudo quer saber! A lingua delas é como os pés de galinha. Tudo espalha. Está circulando rumor que eu estou gravida! E eu, não sabia!
   Saí a noite, e fui catar papel. Quando eu passava perto do campo do São Paulo, varias pessoas saiam do campo. Todas brancas, só um preto. E o preto começou insultar-me:
    — Vai catar papel, minha tia? Olha o buraco, minha tia.
   Eu estava indisposta. Com vontade de deitar. Mas, prossegui. Encontrei varias pessoas amigas e parava para falar. Quando eu subia a Avenida Tiradentes encontrei umas senhoras. Uma perguntou-me:
    — Sarou as pernas?
    Depois que operei, fiquei boa, graças a Deus. E até pude dançar no Carnaval, com minha fantasia de penas. Quem operou-me foi o Dr. José Torres Netto. Bom médico. E falamos de politicos. Quando uma senhora perguntou-me o que acho do Carlos Lacerda, respondi concientemente:
   — Muito inteligente. Mas não tem iducação. É um politico de cortiço. Que gosta de intriga. Um agitador.
    Uma senhora disse que foi pena! A bala que pegou o major podia acertar no Carlos Lacerda.
    — Mas o seu dia… chegará — comentou outra.
   Varias pessoas afluiram-se. Eu, era o alvo das atenções. Fiquei apreensiva, porque eu estava catando papel, andrajosa (…) Depois, não mais quiz falar com ninguem, porque precisava catar papel. Precisava de dinheiro. Eu não tinha dinheiro em casa para comprar pão. Trabalhei até as 11,30. Quando cheguei em casa era 24 horas. Esquentei comida, dei para a Vera Eunice, jantei e deitei-me. Quando despertei, os raios solares penetrava pelas frestas do barracão.
Jesus, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo, 1960. Adaptado. 
Com base no trecho retirado da obra “Quarto de despejo: diário de uma favelada”, de Carolina Maria de Jesus, analise as proposições abaixo.

I. A autora utiliza gírias e expressões regionais para ambientar melhor o contexto em que se passa a história.
II. A autora narra sua luta contra a fome, as dificuldades enfrentadas diariamente e a marginalização social sob uma perspectiva intensa, profunda e autobiográfica.
III. A obra preserva a escrita original da autora, com erros ortográficos e marcas de oralidade, conferindo autenticidade à narrativa.

Está correto o que se apresenta em:
 

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4217556 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: CEFET-RJ

A IA e eu

No GLOBO de 17/12, Pedro Dória escreveu que, em breve, “será possível ligar a câmera do celular, mostrar para o ChatGPT ou o Gemini o que está à nossa volta e fazer perguntas.”

– IA, não olhe agora, mas quem é aquela loira ali na mesa em frente, que volta e meia vira pra cá?

– A de blusa azul cobalto de linho misto com viscose, tamanho M, R$ 78,00 no Magazine Regina?

– Não, a do lado, de…

– De camiseta rosa, dry fit, tamanho P, 100% poliéster, R$…

– Não quero saber o preço! Quero saber da moça.

– Ok. Carolina Medeiros

– Carol, para os íntimos –, 27 anos, solteira, terminou há quatro dias um relacionamento…

– Pra valer?

– Excluiu 47 fotos no insta e postou frase de autoajuda por três dias seguidos. Psicóloga, Aquário com ascendente em Peixes, voltou a morar com os pais no Leme, tem um husky chamado Tsar, veio para cá direto da academia – onde hoje malhou coxa e panturrilha –, votou em…

– Como você sabe em quem ela votou?

– Passou férias em Camboriú. Gosta de Aperol, acha que “Ainda estou aqui” não vai ganhar o Oscar, colocou faceta nos dentes, tem próteses de silicone de 300 ml e…

– Tá bom. Me passa o zap dela.

– Lamento. Ela me pediu agora há pouco todas as suas informações. E já te bloqueou.

No mesmo artigo, Dória avança em outras possibilidades da Inteligência Artificial: “Mostre os ingredientes na mesa da cozinha e peça ajuda para fazer um bolo de laranja. O app não dará só a receita. Também dirá para você botar um pouco menos de farinha.”

AFFONSO, Eduardo. A IA e eu. In: vejario.abril.com.br/coluna/lu-lacerda/cronica-por-eduardo-affonso-a-ia-e-eu/ (Acesso em: 28/05/25)

No trecho “Ela me pediu agora há pouco todas as suas informações. E já te bloqueou.”, a palavra “ela” retoma a:
 

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4217555 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: CEFET-RJ

A IA e eu

No GLOBO de 17/12, Pedro Dória escreveu que, em breve, “será possível ligar a câmera do celular, mostrar para o ChatGPT ou o Gemini o que está à nossa volta e fazer perguntas.”

– IA, não olhe agora, mas quem é aquela loira ali na mesa em frente, que volta e meia vira pra cá?

– A de blusa azul cobalto de linho misto com viscose, tamanho M, R$ 78,00 no Magazine Regina?

– Não, a do lado, de…

– De camiseta rosa, dry fit, tamanho P, 100% poliéster, R$…

– Não quero saber o preço! Quero saber da moça.

– Ok. Carolina Medeiros

– Carol, para os íntimos –, 27 anos, solteira, terminou há quatro dias um relacionamento…

– Pra valer?

– Excluiu 47 fotos no insta e postou frase de autoajuda por três dias seguidos. Psicóloga, Aquário com ascendente em Peixes, voltou a morar com os pais no Leme, tem um husky chamado Tsar, veio para cá direto da academia – onde hoje malhou coxa e panturrilha –, votou em…

– Como você sabe em quem ela votou?

– Passou férias em Camboriú. Gosta de Aperol, acha que “Ainda estou aqui” não vai ganhar o Oscar, colocou faceta nos dentes, tem próteses de silicone de 300 ml e…

– Tá bom. Me passa o zap dela.

– Lamento. Ela me pediu agora há pouco todas as suas informações. E já te bloqueou.

No mesmo artigo, Dória avança em outras possibilidades da Inteligência Artificial: “Mostre os ingredientes na mesa da cozinha e peça ajuda para fazer um bolo de laranja. O app não dará só a receita. Também dirá para você botar um pouco menos de farinha.”

AFFONSO, Eduardo. A IA e eu. In: vejario.abril.com.br/coluna/lu-lacerda/cronica-por-eduardo-affonso-a-ia-e-eu/ (Acesso em: 28/05/25)

No trecho “Não quero saber o preço! Quero saber da moça.”, a palavra “preço” foi usada em sentido:
 

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4217554 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: CEFET-RJ

A IA e eu

No GLOBO de 17/12, Pedro Dória escreveu que, em breve, “será possível ligar a câmera do celular, mostrar para o ChatGPT ou o Gemini o que está à nossa volta e fazer perguntas.”

– IA, não olhe agora, mas quem é aquela loira ali na mesa em frente, que volta e meia vira pra cá?

– A de blusa azul cobalto de linho misto com viscose, tamanho M, R$ 78,00 no Magazine Regina?

– Não, a do lado, de…

– De camiseta rosa, dry fit, tamanho P, 100% poliéster, R$…

– Não quero saber o preço! Quero saber da moça.

– Ok. Carolina Medeiros

– Carol, para os íntimos –, 27 anos, solteira, terminou há quatro dias um relacionamento…

– Pra valer?

– Excluiu 47 fotos no insta e postou frase de autoajuda por três dias seguidos. Psicóloga, Aquário com ascendente em Peixes, voltou a morar com os pais no Leme, tem um husky chamado Tsar, veio para cá direto da academia – onde hoje malhou coxa e panturrilha –, votou em…

– Como você sabe em quem ela votou?

– Passou férias em Camboriú. Gosta de Aperol, acha que “Ainda estou aqui” não vai ganhar o Oscar, colocou faceta nos dentes, tem próteses de silicone de 300 ml e…

– Tá bom. Me passa o zap dela.

– Lamento. Ela me pediu agora há pouco todas as suas informações. E já te bloqueou.

No mesmo artigo, Dória avança em outras possibilidades da Inteligência Artificial: “Mostre os ingredientes na mesa da cozinha e peça ajuda para fazer um bolo de laranja. O app não dará só a receita. Também dirá para você botar um pouco menos de farinha.”

AFFONSO, Eduardo. A IA e eu. In: vejario.abril.com.br/coluna/lu-lacerda/cronica-por-eduardo-affonso-a-ia-e-eu/ (Acesso em: 28/05/25)

No trecho “Ela me pediu agora há pouco todas as suas informações”, o verbo “pediu” está na voz ativa porque o sujeito:
 

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4217553 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: CEFET-RJ

A IA e eu

No GLOBO de 17/12, Pedro Dória escreveu que, em breve, “será possível ligar a câmera do celular, mostrar para o ChatGPT ou o Gemini o que está à nossa volta e fazer perguntas.”

– IA, não olhe agora, mas quem é aquela loira ali na mesa em frente, que volta e meia vira pra cá?

– A de blusa azul cobalto de linho misto com viscose, tamanho M, R$ 78,00 no Magazine Regina?

– Não, a do lado, de…

– De camiseta rosa, dry fit, tamanho P, 100% poliéster, R$…

– Não quero saber o preço! Quero saber da moça.

– Ok. Carolina Medeiros

– Carol, para os íntimos –, 27 anos, solteira, terminou há quatro dias um relacionamento…

– Pra valer?

– Excluiu 47 fotos no insta e postou frase de autoajuda por três dias seguidos. Psicóloga, Aquário com ascendente em Peixes, voltou a morar com os pais no Leme, tem um husky chamado Tsar, veio para cá direto da academia – onde hoje malhou coxa e panturrilha –, votou em…

– Como você sabe em quem ela votou?

– Passou férias em Camboriú. Gosta de Aperol, acha que “Ainda estou aqui” não vai ganhar o Oscar, colocou faceta nos dentes, tem próteses de silicone de 300 ml e…

– Tá bom. Me passa o zap dela.

– Lamento. Ela me pediu agora há pouco todas as suas informações. E já te bloqueou.

No mesmo artigo, Dória avança em outras possibilidades da Inteligência Artificial: “Mostre os ingredientes na mesa da cozinha e peça ajuda para fazer um bolo de laranja. O app não dará só a receita. Também dirá para você botar um pouco menos de farinha.”

AFFONSO, Eduardo. A IA e eu. In: vejario.abril.com.br/coluna/lu-lacerda/cronica-por-eduardo-affonso-a-ia-e-eu/ (Acesso em: 28/05/25)

No trecho “Me passa o zap dela”, a palavra “zap” é usada como forma popular e atual para se referir ao aplicativo de mensagens WhatsApp. Esse uso mostra uma palavra:
 

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4217552 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: CEFET-RJ

A IA e eu

No GLOBO de 17/12, Pedro Dória escreveu que, em breve, “será possível ligar a câmera do celular, mostrar para o ChatGPT ou o Gemini o que está à nossa volta e fazer perguntas.”

– IA, não olhe agora, mas quem é aquela loira ali na mesa em frente, que volta e meia vira pra cá?

– A de blusa azul cobalto de linho misto com viscose, tamanho M, R$ 78,00 no Magazine Regina?

– Não, a do lado, de…

– De camiseta rosa, dry fit, tamanho P, 100% poliéster, R$…

– Não quero saber o preço! Quero saber da moça.

– Ok. Carolina Medeiros

– Carol, para os íntimos –, 27 anos, solteira, terminou há quatro dias um relacionamento…

– Pra valer?

– Excluiu 47 fotos no insta e postou frase de autoajuda por três dias seguidos. Psicóloga, Aquário com ascendente em Peixes, voltou a morar com os pais no Leme, tem um husky chamado Tsar, veio para cá direto da academia – onde hoje malhou coxa e panturrilha –, votou em…

– Como você sabe em quem ela votou?

– Passou férias em Camboriú. Gosta de Aperol, acha que “Ainda estou aqui” não vai ganhar o Oscar, colocou faceta nos dentes, tem próteses de silicone de 300 ml e…

– Tá bom. Me passa o zap dela.

– Lamento. Ela me pediu agora há pouco todas as suas informações. E já te bloqueou.

No mesmo artigo, Dória avança em outras possibilidades da Inteligência Artificial: “Mostre os ingredientes na mesa da cozinha e peça ajuda para fazer um bolo de laranja. O app não dará só a receita. Também dirá para você botar um pouco menos de farinha.”

AFFONSO, Eduardo. A IA e eu. In: vejario.abril.com.br/coluna/lu-lacerda/cronica-por-eduardo-affonso-a-ia-e-eu/ (Acesso em: 28/05/25)

No diálogo entre o narrador e a IA, o uso predominante de travessões contribui para:
 

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4217536 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: CEFET-RJ
Considere o seguinte diálogo fictício em um grupo de WhatsApp de alunos do 9º ano.

• Pedro: "gnt, cês viram o q caiu no teste?? Enunciado 4761610-1"
• Mariana: "kkkk nem estudei, achei q ia dar ruim d+"
• Pedro: "tbm... dps me passa o resumo da prô prfvr Enunciado 4761610-2"

A comunicação via WhatsApp, especialmente entre o público jovem, opera sob a lógica da instantaneidade. Abreviações como "gnt" (gente), "cês" (vocês) e "d+" (demais) reduzem o tempo de digitação, enquanto os emojis ( Enunciado 4761610-3, Enunciado 4761610-4) funcionam como substitutos dos elementos não verbais da fala (expressões faciais, tom de voz e gestos).
Analisando as marcas linguísticas empregadas pelos adolescentes no diálogo acima, pode-se afirmar, sobre o "Internetês" (a linguagem do ambiente digital), que:
 

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