Foram encontradas 365.228 questões.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Quatro pesquisas científicas que pareciam absurdas,
mas tiveram resultados brilhantes
Há 25 anos, no 11 de setembro de 2001, um grupo
extremista transformou aviões comerciais em armas
contra alvos nos Estados Unidos. Atônito, o mundo
buscou informações na internet, que na época ainda não
suportava um volume tão grande de acessos e
praticamente parou.
Sunil Nakrani, engenheiro elétrico e doutorando em
Oxford, tentou compreender o colapso. Cada site ficava
hospedado em um servidor com capacidade limitada.
Quando milhares de pessoas acessavam o mesmo
conteúdo ao mesmo tempo, o servidor não conseguia
atender a todos, mesmo que outros servidores
estivessem ociosos. A questão era como alocar
servidores de maneira eficiente para acompanhar um
tráfego em constante mudança.
Como viajava com frequência a Atlanta, onde a mulher
trabalhava, Nakrani procurou especialistas do Instituto de
Tecnologia da Geórgia, onde conheceu Craig Tovey,
especialista em engenharia industrial. Depois de ouvir
Nakrani, Tovey percebeu que a resposta estaria nas
abelhas.
Para a colmeia, é essencial armazenar mel suficiente
para o inverno. As abelhas precisam coletar néctar de
milhões de flores que prosperam em épocas e horários
diferentes, disputando recursos com outras espécies.
Mesmo sem uma líder, agem com eficiência graças à
sabedoria da colmeia, explica Tom Seeley, biólogo da
Universidade de Cornell.
Anos antes, Tovey uniu-se a Seeley e a outros dois
engenheiros para entender como as abelhas resolvem
esse problema. A pesquisa envolveu transportar milhares
de abelhas identificadas até fontes artificiais de néctar
para observar seu comportamento. O segredo para
marcá-las era imobilizá-las, reduzindo a temperatura
corporal.
O estudo ajudou a compreender o comportamento das
abelhas, mas até Nakrani encontrar Tovey era o tipo de
pesquisa que críticos consideram inútil. Da parceria
surgiu o algoritmo das abelhas aplicado a servidores,
que lida com picos de acesso e evita o frustrante ícone
de carregamento.
Em 2016, o estudo recebeu o Prêmio Ganso de Ouro, criado para destacar pesquisas aparentemente obscuras
que resultaram em grande impacto social. A premiação
foi idealizada pelo congressista Jim Cooper para
contrapor o Prêmio Velocino de Ouro, que ridicularizava
gastos públicos com ciência.
Segundo Joanne Padrón Carney, da Associação
Americana para o Avanço da Ciência, o prêmio mostra
que descobertas científicas levam tempo e que
pesquisas consideradas tolas podem ter impacto
duradouro. A curiosidade, disse ela, é parte da natureza
humana. Quando os recursos são escassos, prioriza-se
a pesquisa orientada por missão, mas é preciso
equilibrá-la com a pesquisa básica, pois não se sabe de
onde virão os próximos avanços. Esse investimento vem
diminuindo em vários países.
Hoje, o mundo está voltado para a inteligência artificial,
cujas bases vieram da neurociência, não da
computação. Na década de 1970, cientistas modelaram
redes neurais para compreender a cognição humana.
Esse trabalho serviu de base para o aprendizado de
máquina. Geoffrey Hinton, homenageado com o Ganso
de Ouro, ganhou o Nobel em 2024. Ele e seus colegas
James McClelland e David Rumelhart começaram
movidos pela simples curiosidade de entender os
processos cognitivos do cérebro.
Carney citou outro caso: uma indústria de biotecnologia
surgiu porque dois cientistas queriam entender por que
certas bactérias sobrevivem em fontes termais. Na
década de 1960, Thomas Brock e Hudson Freeze foram
a Yellowstone estudar a lama esverdeada das águas
quentes. Descobriram a Thermus aquaticus, que se
desenvolvia em temperaturas extremas. Brock agia por
pura curiosidade.
Décadas depois, Kary Mullis percebeu que uma enzima
dessa bactéria, a Taq polimerase, resistia ao calor
exigido pela técnica PCR, que permite multiplicar
fragmentos de DNA. A técnica viabilizou os testes de
covid-19 em escala mundial e, antes da pandemia, já era
essencial na medicina, na genética e na ciência forense.
O estudo em Yellowstone, financiado com 80 mil dólares,
gerou retorno incalculável. Mullis recebeu o Nobel; Brock
e Freeze, o Ganso de Ouro.
O exemplo seguinte é ainda mais improvável. Na década
de 1960, o biofísico Barnett Rosenberg e sua equipe
estudavam como campos elétricos afetavam bactérias
quando algo inesperado aconteceu: as bactérias
pararam de se dividir. A equipe atribuiu o efeito ao
campo elétrico, mas estava errada. Os eletrodos de
platina liberavam compostos que impediam a
multiplicação celular. Essa observação, quase
descartada, levou à cisplatina, um dos quimioterápicos
mais importantes, aprovado em 1978. Antes dela, a
sobrevivência ao câncer de testículo era de cerca de
10%; com a cisplatina, passou de 90%. Em 2025, os três
pesquisadores receberam o Prêmio Ganso de Ouro. Não
buscavam a cura do câncer. Queriam apenas
compreender a natureza. Muitas vezes, isso basta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c07rk5lrl38o.adaptado.
No trecho apresentado, as vírgulas foram empregadas para:
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Quatro pesquisas científicas que pareciam absurdas,
mas tiveram resultados brilhantes
Há 25 anos, no 11 de setembro de 2001, um grupo
extremista transformou aviões comerciais em armas
contra alvos nos Estados Unidos. Atônito, o mundo
buscou informações na internet, que na época ainda não
suportava um volume tão grande de acessos e
praticamente parou.
Sunil Nakrani, engenheiro elétrico e doutorando em
Oxford, tentou compreender o colapso. Cada site ficava
hospedado em um servidor com capacidade limitada.
Quando milhares de pessoas acessavam o mesmo
conteúdo ao mesmo tempo, o servidor não conseguia
atender a todos, mesmo que outros servidores
estivessem ociosos. A questão era como alocar
servidores de maneira eficiente para acompanhar um
tráfego em constante mudança.
Como viajava com frequência a Atlanta, onde a mulher
trabalhava, Nakrani procurou especialistas do Instituto de
Tecnologia da Geórgia, onde conheceu Craig Tovey,
especialista em engenharia industrial. Depois de ouvir
Nakrani, Tovey percebeu que a resposta estaria nas
abelhas.
Para a colmeia, é essencial armazenar mel suficiente
para o inverno. As abelhas precisam coletar néctar de
milhões de flores que prosperam em épocas e horários
diferentes, disputando recursos com outras espécies.
Mesmo sem uma líder, agem com eficiência graças à
sabedoria da colmeia, explica Tom Seeley, biólogo da
Universidade de Cornell.
Anos antes, Tovey uniu-se a Seeley e a outros dois
engenheiros para entender como as abelhas resolvem
esse problema. A pesquisa envolveu transportar milhares
de abelhas identificadas até fontes artificiais de néctar
para observar seu comportamento. O segredo para
marcá-las era imobilizá-las, reduzindo a temperatura
corporal.
O estudo ajudou a compreender o comportamento das
abelhas, mas até Nakrani encontrar Tovey era o tipo de
pesquisa que críticos consideram inútil. Da parceria
surgiu o algoritmo das abelhas aplicado a servidores,
que lida com picos de acesso e evita o frustrante ícone
de carregamento.
Em 2016, o estudo recebeu o Prêmio Ganso de Ouro, criado para destacar pesquisas aparentemente obscuras
que resultaram em grande impacto social. A premiação
foi idealizada pelo congressista Jim Cooper para
contrapor o Prêmio Velocino de Ouro, que ridicularizava
gastos públicos com ciência.
Segundo Joanne Padrón Carney, da Associação
Americana para o Avanço da Ciência, o prêmio mostra
que descobertas científicas levam tempo e que
pesquisas consideradas tolas podem ter impacto
duradouro. A curiosidade, disse ela, é parte da natureza
humana. Quando os recursos são escassos, prioriza-se
a pesquisa orientada por missão, mas é preciso
equilibrá-la com a pesquisa básica, pois não se sabe de
onde virão os próximos avanços. Esse investimento vem
diminuindo em vários países.
Hoje, o mundo está voltado para a inteligência artificial,
cujas bases vieram da neurociência, não da
computação. Na década de 1970, cientistas modelaram
redes neurais para compreender a cognição humana.
Esse trabalho serviu de base para o aprendizado de
máquina. Geoffrey Hinton, homenageado com o Ganso
de Ouro, ganhou o Nobel em 2024. Ele e seus colegas
James McClelland e David Rumelhart começaram
movidos pela simples curiosidade de entender os
processos cognitivos do cérebro.
Carney citou outro caso: uma indústria de biotecnologia
surgiu porque dois cientistas queriam entender por que
certas bactérias sobrevivem em fontes termais. Na
década de 1960, Thomas Brock e Hudson Freeze foram
a Yellowstone estudar a lama esverdeada das águas
quentes. Descobriram a Thermus aquaticus, que se
desenvolvia em temperaturas extremas. Brock agia por
pura curiosidade.
Décadas depois, Kary Mullis percebeu que uma enzima
dessa bactéria, a Taq polimerase, resistia ao calor
exigido pela técnica PCR, que permite multiplicar
fragmentos de DNA. A técnica viabilizou os testes de
covid-19 em escala mundial e, antes da pandemia, já era
essencial na medicina, na genética e na ciência forense.
O estudo em Yellowstone, financiado com 80 mil dólares,
gerou retorno incalculável. Mullis recebeu o Nobel; Brock
e Freeze, o Ganso de Ouro.
O exemplo seguinte é ainda mais improvável. Na década
de 1960, o biofísico Barnett Rosenberg e sua equipe
estudavam como campos elétricos afetavam bactérias
quando algo inesperado aconteceu: as bactérias
pararam de se dividir. A equipe atribuiu o efeito ao
campo elétrico, mas estava errada. Os eletrodos de
platina liberavam compostos que impediam a
multiplicação celular. Essa observação, quase
descartada, levou à cisplatina, um dos quimioterápicos
mais importantes, aprovado em 1978. Antes dela, a
sobrevivência ao câncer de testículo era de cerca de
10%; com a cisplatina, passou de 90%. Em 2025, os três
pesquisadores receberam o Prêmio Ganso de Ouro. Não
buscavam a cura do câncer. Queriam apenas
compreender a natureza. Muitas vezes, isso basta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c07rk5lrl38o.adaptado.
A progressão temática do texto é construída, principalmente, por meio da:
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Quatro pesquisas científicas que pareciam absurdas,
mas tiveram resultados brilhantes
Há 25 anos, no 11 de setembro de 2001, um grupo
extremista transformou aviões comerciais em armas
contra alvos nos Estados Unidos. Atônito, o mundo
buscou informações na internet, que na época ainda não
suportava um volume tão grande de acessos e
praticamente parou.
Sunil Nakrani, engenheiro elétrico e doutorando em
Oxford, tentou compreender o colapso. Cada site ficava
hospedado em um servidor com capacidade limitada.
Quando milhares de pessoas acessavam o mesmo
conteúdo ao mesmo tempo, o servidor não conseguia
atender a todos, mesmo que outros servidores
estivessem ociosos. A questão era como alocar
servidores de maneira eficiente para acompanhar um
tráfego em constante mudança.
Como viajava com frequência a Atlanta, onde a mulher
trabalhava, Nakrani procurou especialistas do Instituto de
Tecnologia da Geórgia, onde conheceu Craig Tovey,
especialista em engenharia industrial. Depois de ouvir
Nakrani, Tovey percebeu que a resposta estaria nas
abelhas.
Para a colmeia, é essencial armazenar mel suficiente
para o inverno. As abelhas precisam coletar néctar de
milhões de flores que prosperam em épocas e horários
diferentes, disputando recursos com outras espécies.
Mesmo sem uma líder, agem com eficiência graças à
sabedoria da colmeia, explica Tom Seeley, biólogo da
Universidade de Cornell.
Anos antes, Tovey uniu-se a Seeley e a outros dois
engenheiros para entender como as abelhas resolvem
esse problema. A pesquisa envolveu transportar milhares
de abelhas identificadas até fontes artificiais de néctar
para observar seu comportamento. O segredo para
marcá-las era imobilizá-las, reduzindo a temperatura
corporal.
O estudo ajudou a compreender o comportamento das
abelhas, mas até Nakrani encontrar Tovey era o tipo de
pesquisa que críticos consideram inútil. Da parceria
surgiu o algoritmo das abelhas aplicado a servidores,
que lida com picos de acesso e evita o frustrante ícone
de carregamento.
Em 2016, o estudo recebeu o Prêmio Ganso de Ouro, criado para destacar pesquisas aparentemente obscuras
que resultaram em grande impacto social. A premiação
foi idealizada pelo congressista Jim Cooper para
contrapor o Prêmio Velocino de Ouro, que ridicularizava
gastos públicos com ciência.
Segundo Joanne Padrón Carney, da Associação
Americana para o Avanço da Ciência, o prêmio mostra
que descobertas científicas levam tempo e que
pesquisas consideradas tolas podem ter impacto
duradouro. A curiosidade, disse ela, é parte da natureza
humana. Quando os recursos são escassos, prioriza-se
a pesquisa orientada por missão, mas é preciso
equilibrá-la com a pesquisa básica, pois não se sabe de
onde virão os próximos avanços. Esse investimento vem
diminuindo em vários países.
Hoje, o mundo está voltado para a inteligência artificial,
cujas bases vieram da neurociência, não da
computação. Na década de 1970, cientistas modelaram
redes neurais para compreender a cognição humana.
Esse trabalho serviu de base para o aprendizado de
máquina. Geoffrey Hinton, homenageado com o Ganso
de Ouro, ganhou o Nobel em 2024. Ele e seus colegas
James McClelland e David Rumelhart começaram
movidos pela simples curiosidade de entender os
processos cognitivos do cérebro.
Carney citou outro caso: uma indústria de biotecnologia
surgiu porque dois cientistas queriam entender por que
certas bactérias sobrevivem em fontes termais. Na
década de 1960, Thomas Brock e Hudson Freeze foram
a Yellowstone estudar a lama esverdeada das águas
quentes. Descobriram a Thermus aquaticus, que se
desenvolvia em temperaturas extremas. Brock agia por
pura curiosidade.
Décadas depois, Kary Mullis percebeu que uma enzima
dessa bactéria, a Taq polimerase, resistia ao calor
exigido pela técnica PCR, que permite multiplicar
fragmentos de DNA. A técnica viabilizou os testes de
covid-19 em escala mundial e, antes da pandemia, já era
essencial na medicina, na genética e na ciência forense.
O estudo em Yellowstone, financiado com 80 mil dólares,
gerou retorno incalculável. Mullis recebeu o Nobel; Brock
e Freeze, o Ganso de Ouro.
O exemplo seguinte é ainda mais improvável. Na década
de 1960, o biofísico Barnett Rosenberg e sua equipe
estudavam como campos elétricos afetavam bactérias
quando algo inesperado aconteceu: as bactérias
pararam de se dividir. A equipe atribuiu o efeito ao
campo elétrico, mas estava errada. Os eletrodos de
platina liberavam compostos que impediam a
multiplicação celular. Essa observação, quase
descartada, levou à cisplatina, um dos quimioterápicos
mais importantes, aprovado em 1978. Antes dela, a
sobrevivência ao câncer de testículo era de cerca de
10%; com a cisplatina, passou de 90%. Em 2025, os três
pesquisadores receberam o Prêmio Ganso de Ouro. Não
buscavam a cura do câncer. Queriam apenas
compreender a natureza. Muitas vezes, isso basta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c07rk5lrl38o.adaptado.
Mesmo sem uma líder, agem com eficiência graças "à" sabedoria da colmeia, explica Tom Seeley, biólogo da Universidade de Cornell.
Analise as proposições a seguir sobre o emprego da crase nos trechos destacados.
I.No trecho "Como viajava com frequência "a" Atlanta", a ausência do acento indicativo de crase decorre do fato de os nomes de cidades serem empregados, em regra, sem artigo definido.
II.No trecho "Como viajava com frequência "a" Atlanta", a ausência do acento indicativo de crase está correta, pois, no contexto, o topônimo foi empregado sem artigo definido.
III.No trecho "graças "à" sabedoria da colmeia", o emprego do acento indicativo de crase está correto, pois ocorre a fusão entre a preposição exigida pela locução "graças a" e o artigo feminino que acompanha o substantivo "sabedoria".
IV.No trecho "graças "à" sabedoria da colmeia", o acento indicativo de crase decorre da regência do verbo "agem", que exige a preposição "a" antes do substantivo "sabedoria".
Assinale a alternativa correta.
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Quatro pesquisas científicas que pareciam absurdas,
mas tiveram resultados brilhantes
Há 25 anos, no 11 de setembro de 2001, um grupo
extremista transformou aviões comerciais em armas
contra alvos nos Estados Unidos. Atônito, o mundo
buscou informações na internet, que na época ainda não
suportava um volume tão grande de acessos e
praticamente parou.
Sunil Nakrani, engenheiro elétrico e doutorando em
Oxford, tentou compreender o colapso. Cada site ficava
hospedado em um servidor com capacidade limitada.
Quando milhares de pessoas acessavam o mesmo
conteúdo ao mesmo tempo, o servidor não conseguia
atender a todos, mesmo que outros servidores
estivessem ociosos. A questão era como alocar
servidores de maneira eficiente para acompanhar um
tráfego em constante mudança.
Como viajava com frequência a Atlanta, onde a mulher
trabalhava, Nakrani procurou especialistas do Instituto de
Tecnologia da Geórgia, onde conheceu Craig Tovey,
especialista em engenharia industrial. Depois de ouvir
Nakrani, Tovey percebeu que a resposta estaria nas
abelhas.
Para a colmeia, é essencial armazenar mel suficiente
para o inverno. As abelhas precisam coletar néctar de
milhões de flores que prosperam em épocas e horários
diferentes, disputando recursos com outras espécies.
Mesmo sem uma líder, agem com eficiência graças à
sabedoria da colmeia, explica Tom Seeley, biólogo da
Universidade de Cornell.
Anos antes, Tovey uniu-se a Seeley e a outros dois
engenheiros para entender como as abelhas resolvem
esse problema. A pesquisa envolveu transportar milhares
de abelhas identificadas até fontes artificiais de néctar
para observar seu comportamento. O segredo para
marcá-las era imobilizá-las, reduzindo a temperatura
corporal.
O estudo ajudou a compreender o comportamento das
abelhas, mas até Nakrani encontrar Tovey era o tipo de
pesquisa que críticos consideram inútil. Da parceria
surgiu o algoritmo das abelhas aplicado a servidores,
que lida com picos de acesso e evita o frustrante ícone
de carregamento.
Em 2016, o estudo recebeu o Prêmio Ganso de Ouro, criado para destacar pesquisas aparentemente obscuras
que resultaram em grande impacto social. A premiação
foi idealizada pelo congressista Jim Cooper para
contrapor o Prêmio Velocino de Ouro, que ridicularizava
gastos públicos com ciência.
Segundo Joanne Padrón Carney, da Associação
Americana para o Avanço da Ciência, o prêmio mostra
que descobertas científicas levam tempo e que
pesquisas consideradas tolas podem ter impacto
duradouro. A curiosidade, disse ela, é parte da natureza
humana. Quando os recursos são escassos, prioriza-se
a pesquisa orientada por missão, mas é preciso
equilibrá-la com a pesquisa básica, pois não se sabe de
onde virão os próximos avanços. Esse investimento vem
diminuindo em vários países.
Hoje, o mundo está voltado para a inteligência artificial,
cujas bases vieram da neurociência, não da
computação. Na década de 1970, cientistas modelaram
redes neurais para compreender a cognição humana.
Esse trabalho serviu de base para o aprendizado de
máquina. Geoffrey Hinton, homenageado com o Ganso
de Ouro, ganhou o Nobel em 2024. Ele e seus colegas
James McClelland e David Rumelhart começaram
movidos pela simples curiosidade de entender os
processos cognitivos do cérebro.
Carney citou outro caso: uma indústria de biotecnologia
surgiu porque dois cientistas queriam entender por que
certas bactérias sobrevivem em fontes termais. Na
década de 1960, Thomas Brock e Hudson Freeze foram
a Yellowstone estudar a lama esverdeada das águas
quentes. Descobriram a Thermus aquaticus, que se
desenvolvia em temperaturas extremas. Brock agia por
pura curiosidade.
Décadas depois, Kary Mullis percebeu que uma enzima
dessa bactéria, a Taq polimerase, resistia ao calor
exigido pela técnica PCR, que permite multiplicar
fragmentos de DNA. A técnica viabilizou os testes de
covid-19 em escala mundial e, antes da pandemia, já era
essencial na medicina, na genética e na ciência forense.
O estudo em Yellowstone, financiado com 80 mil dólares,
gerou retorno incalculável. Mullis recebeu o Nobel; Brock
e Freeze, o Ganso de Ouro.
O exemplo seguinte é ainda mais improvável. Na década
de 1960, o biofísico Barnett Rosenberg e sua equipe
estudavam como campos elétricos afetavam bactérias
quando algo inesperado aconteceu: as bactérias
pararam de se dividir. A equipe atribuiu o efeito ao
campo elétrico, mas estava errada. Os eletrodos de
platina liberavam compostos que impediam a
multiplicação celular. Essa observação, quase
descartada, levou à cisplatina, um dos quimioterápicos
mais importantes, aprovado em 1978. Antes dela, a
sobrevivência ao câncer de testículo era de cerca de
10%; com a cisplatina, passou de 90%. Em 2025, os três
pesquisadores receberam o Prêmio Ganso de Ouro. Não
buscavam a cura do câncer. Queriam apenas
compreender a natureza. Muitas vezes, isso basta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c07rk5lrl38o.adaptado.
A leitura do texto permite concluir que a utilização sucessiva de exemplos de áreas distintas da ciência tem a finalidade de:
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Questão presente nas seguintes provas
O ex-cineclubista
Aquele homem meio estrábico, ostentando um mau humor maior do que realmente poderia dedicar a quem lhe cruzasse o caminho e que agora entrava no cinema, numa segunda-feira à tarde, para assistir a um filme nem tão esperado, a não ser entre pingados amantes de cinematografias de cantões os mais exóticos, aquele homem, sim, sentou-se na sala de espera e chorou, simplesmente isso: chorou. Vieram lhe trazer um copo d'água logo afastado, alguém sentou-se ao lado e lhe perguntou se não passava bem, mas ele nada disse, rosnou, passou as narinas pela manga, levantou-se num ímpeto e assistiu ao melhor filme em muitos meses, só isso. Ao sair do cinema, chovia. Ficou sob a marquise, à espera da estiagem. Tão absorto no filme que se esqueceu de si. E não soube mais voltar. (João Gilberto Noll)
Considere o vocábulo ex-cineclubista, presente no título do conto de João Gilberto Noll e analise as assertivas a seguir:
I.O elemento cine, em cineclube, resulta de um processo de redução vocabular da palavra cinema.
II.O vocábulo cineclube é formado por composição, por reunir dois radicais em uma única palavra.
III.O vocábulo cineclubista é formado por derivação sufixal, mediante o acréscimo do sufixo-ista ao substantivo cineclube.
IV.O vocábulo ex-cineclubista é formado exclusivamente por derivação prefixal, uma vez que o prefixo ex- é acrescentado à palavra já formada.
Está(ão) correta(s):
Aquele homem meio estrábico, ostentando um mau humor maior do que realmente poderia dedicar a quem lhe cruzasse o caminho e que agora entrava no cinema, numa segunda-feira à tarde, para assistir a um filme nem tão esperado, a não ser entre pingados amantes de cinematografias de cantões os mais exóticos, aquele homem, sim, sentou-se na sala de espera e chorou, simplesmente isso: chorou. Vieram lhe trazer um copo d'água logo afastado, alguém sentou-se ao lado e lhe perguntou se não passava bem, mas ele nada disse, rosnou, passou as narinas pela manga, levantou-se num ímpeto e assistiu ao melhor filme em muitos meses, só isso. Ao sair do cinema, chovia. Ficou sob a marquise, à espera da estiagem. Tão absorto no filme que se esqueceu de si. E não soube mais voltar. (João Gilberto Noll)
Considere o vocábulo ex-cineclubista, presente no título do conto de João Gilberto Noll e analise as assertivas a seguir:
I.O elemento cine, em cineclube, resulta de um processo de redução vocabular da palavra cinema.
II.O vocábulo cineclube é formado por composição, por reunir dois radicais em uma única palavra.
III.O vocábulo cineclubista é formado por derivação sufixal, mediante o acréscimo do sufixo-ista ao substantivo cineclube.
IV.O vocábulo ex-cineclubista é formado exclusivamente por derivação prefixal, uma vez que o prefixo ex- é acrescentado à palavra já formada.
Está(ão) correta(s):
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Questão presente nas seguintes provas
Nas conversas diárias, utiliza-se frequentemente a
palavra "próprio" e ela se ajusta a várias situações. Leia
os exemplos de diálogos:
I. - A Vera se veste diferente!
- É mesmo, é que ela tem um estilo próprio.
II. - A Lena já viu esse filme uma dezena de vezes! Eu não consigo ver o que ele tem de tão maravilhoso assim.
- É que ele é próprio para adolescente.
III. - Dora, o que eu faço? Ando tão preocupada com o Fabinho! Meu filho está impossível!
- Relaxa, Tânia! É próprio da idade. Com o tempo, ele se acomoda.
Nas ocorrências I, II e III, "próprio" − adjetivo - é sinônimo de, respectivamente:
I. - A Vera se veste diferente!
- É mesmo, é que ela tem um estilo próprio.
II. - A Lena já viu esse filme uma dezena de vezes! Eu não consigo ver o que ele tem de tão maravilhoso assim.
- É que ele é próprio para adolescente.
III. - Dora, o que eu faço? Ando tão preocupada com o Fabinho! Meu filho está impossível!
- Relaxa, Tânia! É próprio da idade. Com o tempo, ele se acomoda.
Nas ocorrências I, II e III, "próprio" − adjetivo - é sinônimo de, respectivamente:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Tire os homens da estante
Se não compro livros de forma consciente, atento para o
perfil dos autores e das temáticas que consumo, alguém
está tomando essa decisão por mim
Eu te proponho um desafio: retire todos os livros escritos
por homens da sua estante. Preste atenção no resultado.
Provavelmente, há grandes lacunas, espaços em branco
que refletem a falta de diversidade na escolha das
nossas leituras. Se essa tarefa te parece muito desafiadora, fique tranquilo, porque eu já fiz isso com a
minha estante há alguns anos. E, realmente, restou
muito mais parede do que livros naquele cenário.
Agora imagina se a gente começar a fazer isso
pensando em autoras e autores negros ou obras escritas
por pessoas da comunidade LGBTQIA+. Vamos além:
deixar apenas livros de autores do Norte e do Nordeste
do Brasil. O resultado chega a ser assustador. Será,
então, que eu preciso começar a prestar atenção em
quem estou lendo na hora de comprar a minha próxima
leitura?
Quando trago esse tipo de reflexão nas minhas redes
sociais, sempre recebo comentários como "eu escolho
uma obra pela história e não pela autoria" ou "não me
importa se o autor é homem ou branco". De acordo com
essas pessoas, os espaços vazios na estante não
passariam de uma mera coincidência. Eu não tenho
dúvidas de que muita gente não faz essa escolha de
forma proposital e realmente se deixa levar pelo
automático. Mas o problema está justamente aí: se eu
não estou comprando livros de forma consciente, atento
para o perfil dos autores e das temáticas que consumo,
alguém está tomando essa decisão por mim.
E a resposta é simples, já que, quando entro em grandes
livrarias ou nas listas de mais vendidos, a tendência é
que os autores em destaque sigam um mesmo padrão.
O que chega com mais facilidade para o consumidor não
é diverso. E isso é o resultado de anos e anos de um
mercado editorial que privilegiou e abriu mais portas para
um certo perfil de autores e narrativas. Ou seja, o que
aprendemos a enxergar como literatura universal nada
mais era do que um recorte específico de um certo
grupo.
Para que se tenha ideia, uma pesquisa realizada pela
Universidade de Brasília, em 2017, revelou que, entre os
anos de 1965 e 2014, mais de 70% dos romances
lançados foram escritos por homens, 90% por brancos e
mais da metade com origem em São Paulo ou Rio de
Janeiro. Ainda que na última década a preocupação com
a diversidade no mercado editorial tenha crescido, a
situação ainda está longe de ser equilibrada.
Por outro lado, a recente pesquisa "Panorama do
consumo de livros" no Brasil concluiu que as mulheres
pretas e pardas da classe C formam o maior grupo
consumidor de livros no país (15% do total do público
que adquiriu um livro em 2025). Ou seja, há um
desencontro entre quem mais consome livros e quem
mais vende.
A proposta não é ignorar o enredo da história, mas sim
prestar atenção também em quem a escreveu ou na
diversidade das temáticas consumidas, para que a sua
estante não reflita a decisão de um sistema que pensa
diferente de você. Acreditar em uma ideia de
neutralidade no consumo cultural é ignorar que escolha
consciente e escolha automática vão produzir estantes
muito diferentes, e só você pode escolher qual será a
sua.
Texto de: Jornal O Globo. "Tire os homens da estante". Publicado em
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Tire os homens da estante
Se não compro livros de forma consciente, atento para o
perfil dos autores e das temáticas que consumo, alguém
está tomando essa decisão por mim
Eu te proponho um desafio: retire todos os livros escritos
por homens da sua estante. Preste atenção no resultado.
Provavelmente, há grandes lacunas, espaços em branco
que refletem a falta de diversidade na escolha das
nossas leituras. Se essa tarefa te parece muito desafiadora, fique tranquilo, porque eu já fiz isso com a
minha estante há alguns anos. E, realmente, restou
muito mais parede do que livros naquele cenário.
Agora imagina se a gente começar a fazer isso
pensando em autoras e autores negros ou obras escritas
por pessoas da comunidade LGBTQIA+. Vamos além:
deixar apenas livros de autores do Norte e do Nordeste
do Brasil. O resultado chega a ser assustador. Será,
então, que eu preciso começar a prestar atenção em
quem estou lendo na hora de comprar a minha próxima
leitura?
Quando trago esse tipo de reflexão nas minhas redes
sociais, sempre recebo comentários como "eu escolho
uma obra pela história e não pela autoria" ou "não me
importa se o autor é homem ou branco". De acordo com
essas pessoas, os espaços vazios na estante não
passariam de uma mera coincidência. Eu não tenho
dúvidas de que muita gente não faz essa escolha de
forma proposital e realmente se deixa levar pelo
automático. Mas o problema está justamente aí: se eu
não estou comprando livros de forma consciente, atento
para o perfil dos autores e das temáticas que consumo,
alguém está tomando essa decisão por mim.
E a resposta é simples, já que, quando entro em grandes
livrarias ou nas listas de mais vendidos, a tendência é
que os autores em destaque sigam um mesmo padrão.
O que chega com mais facilidade para o consumidor não
é diverso. E isso é o resultado de anos e anos de um
mercado editorial que privilegiou e abriu mais portas para
um certo perfil de autores e narrativas. Ou seja, o que
aprendemos a enxergar como literatura universal nada
mais era do que um recorte específico de um certo
grupo.
Para que se tenha ideia, uma pesquisa realizada pela
Universidade de Brasília, em 2017, revelou que, entre os
anos de 1965 e 2014, mais de 70% dos romances
lançados foram escritos por homens, 90% por brancos e
mais da metade com origem em São Paulo ou Rio de
Janeiro. Ainda que na última década a preocupação com
a diversidade no mercado editorial tenha crescido, a
situação ainda está longe de ser equilibrada.
Por outro lado, a recente pesquisa "Panorama do
consumo de livros" no Brasil concluiu que as mulheres
pretas e pardas da classe C formam o maior grupo
consumidor de livros no país (15% do total do público
que adquiriu um livro em 2025). Ou seja, há um
desencontro entre quem mais consome livros e quem
mais vende.
A proposta não é ignorar o enredo da história, mas sim
prestar atenção também em quem a escreveu ou na
diversidade das temáticas consumidas, para que a sua
estante não reflita a decisão de um sistema que pensa
diferente de você. Acreditar em uma ideia de
neutralidade no consumo cultural é ignorar que escolha
consciente e escolha automática vão produzir estantes
muito diferentes, e só você pode escolher qual será a
sua.
Texto de: Jornal O Globo. "Tire os homens da estante". Publicado em
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A remada viking e a herança cultural da Noruega
Na Copa do Mundo de 2026, a seleção da Noruega
chamou a atenção por uma comemoração que
rapidamente se tornou uma marca registrada de seus
jogadores e torcedores. Após as vitórias, os atletas se
sentavam no gramado e simulavam movimentos de
remada em perfeita sincronia, enquanto o capitão Martin ⌀degaard comandava um tambor. O gesto fazia
referência aos antigos navegadores escandinavos
conhecidos como vikings.
Os vikings eram povos originários da Escandinávia —
especialmente das regiões que hoje correspondem à
Noruega, à Suécia e à Dinamarca. Entre os séculos VIII
e XI, eles se destacaram por suas viagens marítimas,
atividades comerciais e expedições por diversas partes
da Europa e até da América do Norte.
A tecnologia naval desenvolvida por esse povo permitia
a construção de embarcações rápidas e resistentes,
capazes de navegar em mares e rios. Por isso, os navios
vikings tornaram-se símbolos de exploração, mobilidade
e expansão cultural.
Durante muito tempo, a cultura popular difundiu a
imagem dos vikings como guerreiros loiros, de olhos
azuis e pertencentes a um povo homogêneo. Entretanto,
estudos genéticos recentes demonstraram que eles
possuíam grande diversidade étnica, com ascendência
proveniente de diferentes regiões da Europa e da Ásia.
As pesquisas também indicam que a identidade viking
não dependia da origem genética, mas de um modo de
vida compartilhado. Segundo os cientistas, havia vikings
que sequer possuíam genes escandinavos, o que reforça
a ideia de que as identidades culturais são construções
históricas e sociais, frequentemente mais diversas do
que os estereótipos sugerem.
Por essa razão, a remada viking adotada pela torcida
norueguesa durante a Copa do Mundo de 2026
ultrapassa uma simples comemoração esportiva. O gesto
representa a valorização de uma herança cultural que, à
luz das pesquisas atuais, revela-se mais plural e diversa
do que tradicionalmente se imaginava.
Texto adaptado de: BBC News Brasil. "Quem eram os vikings e por
que a Noruega celebra a 'remada viking' na Copa do Mundo".
Publicado em 23 jun. 2026.
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- SintaxeTermos Essenciais da Oração
- SintaxeConcordância
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Número
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A remada viking e a herança cultural da Noruega
Na Copa do Mundo de 2026, a seleção da Noruega
chamou a atenção por uma comemoração que
rapidamente se tornou uma marca registrada de seus
jogadores e torcedores. Após as vitórias, os atletas se
sentavam no gramado e simulavam movimentos de
remada em perfeita sincronia, enquanto o capitão Martin ⌀degaard comandava um tambor. O gesto fazia
referência aos antigos navegadores escandinavos
conhecidos como vikings.
Os vikings eram povos originários da Escandinávia —
especialmente das regiões que hoje correspondem à
Noruega, à Suécia e à Dinamarca. Entre os séculos VIII
e XI, eles se destacaram por suas viagens marítimas,
atividades comerciais e expedições por diversas partes
da Europa e até da América do Norte.
A tecnologia naval desenvolvida por esse povo permitia
a construção de embarcações rápidas e resistentes,
capazes de navegar em mares e rios. Por isso, os navios
vikings tornaram-se símbolos de exploração, mobilidade
e expansão cultural.
Durante muito tempo, a cultura popular difundiu a
imagem dos vikings como guerreiros loiros, de olhos
azuis e pertencentes a um povo homogêneo. Entretanto,
estudos genéticos recentes demonstraram que eles
possuíam grande diversidade étnica, com ascendência
proveniente de diferentes regiões da Europa e da Ásia.
As pesquisas também indicam que a identidade viking
não dependia da origem genética, mas de um modo de
vida compartilhado. Segundo os cientistas, havia vikings
que sequer possuíam genes escandinavos, o que reforça
a ideia de que as identidades culturais são construções
históricas e sociais, frequentemente mais diversas do
que os estereótipos sugerem.
Por essa razão, a remada viking adotada pela torcida
norueguesa durante a Copa do Mundo de 2026
ultrapassa uma simples comemoração esportiva. O gesto
representa a valorização de uma herança cultural que, à
luz das pesquisas atuais, revela-se mais plural e diversa
do que tradicionalmente se imaginava.
Texto adaptado de: BBC News Brasil. "Quem eram os vikings e por
que a Noruega celebra a 'remada viking' na Copa do Mundo".
Publicado em 23 jun. 2026.
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