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Assinale a alternativa em que a colocação pronominal NÃO está de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
 

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São propostas de alteração em trechos retirados do texto que NÃO causam prejuízo ao sentido e à correção gramatical:

I. Inserção do artigo definido “o” após o pronome indefinido “todo” em “embora gostasse muito dos pinhões tardios que ela nos ofertava todo ano”.
II. Substituição de “com que” por “com a qual” em “meus pais iriam conseguir construir a casa com que tanto tinham sonhado”.
III. A substituição da forma verbal “teve” por “precisou” em “Mais dois anos e o terreno teve de ser cercado”.

Quais estão corretas?
 

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Assinale a alternativa que apresenta a correta reescrita do trecho a seguir, retirado do texto, sem causar alterações significativas ao seu sentido.

“No dia em que a derrubaram, o bairro parou para assistir”.
 

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Considerando aspectos de regência, crase e concordância, analise as assertivas a seguir:

I. O emprego da crase é facultativo em “o asfalto chegou ___ nossa rua”, pois é facultativo o uso de artigo definido antes de pronomes possessivos.
II. Em “___ anos convivo com árvores sendo derrubadas”, a lacuna deve ser preenchida por “A”, que indica tempo transcorrido.
III. Em “Aceitei, ___ a contragosto”, deve-se empregar a palavra “meia”, tendo em vista que a autora do texto é uma mulher.

Quais estão corretas?
 

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Um pé de cedro

Por Adriana Antunes

Aos cinco anos de idade, depois de um passeio que eu e meu pai fazíamos pelo interior,

ganhei dele uma muda de cedro, colhida durante o caminhar. Plantamos no pátio de casa, perto

da rua. Cedro é uma árvore nativa de grande porte, tem um perfume marcante. Três anos

depois, o asfalto chegou ___ nossa rua. Lembro das máquinas, do calor do piche e do barulho.

Mais dois anos e o terreno teve de ser cercado. Meu pai dizia que deixar como estava era muito

perigoso, pois se antes só passava tobata e trator, agora passavam carros, caminhões e todo

tipo de gente. Era melhor fechar tudo. Não foi fácil. Meu pé de cedro ficava bem onde um poste

de luz precisava ser posto.

Lembro que foi uma briga, a qual perdi. A pequena árvore fora cortada antes mesmo de

ter engrossado o tronco. Para compensar, meu pai me deu uma araucária. Ela já existia no

terreno, mas ele disse que eu poderia considerar a árvore como sendo minha. Aceitei, ___ a

contragosto, embora gostasse muito dos pinhões tardios que ela nos ofertava todo ano. Aquela

imensa árvore virou minha confidente, no correr dos anos. Sentava junto dela e lhe contava

do meu dia. Você já teve uma árvore-amiga?

O bairro foi crescendo e finalmente meus pais iriam conseguir construir a casa com que

tanto tinham sonhado. Lembro do meu pai me chamando para conversar, dizendo que era para

que eu ficasse atenta, pois um fiscal viria à nossa casa entregar uma autorização para o corte

do pinheiro. A informação chegou como uma traição. Mas desta vez não briguei, tinha 16 anos

e já me sabia perdedora nesta disputa. Conversei longamente com a araucária e, sim, fui eu

quem recebeu o fiscal.

No dia em que a derrubaram, o bairro parou para assistir. Eu saí de casa logo cedo. Me

neguei a ver a árvore tombar. Ela era minha amiga. Só voltei no final do dia. A cena que não

me abandona é de um céu limpo e enlouquecido pelos pássaros que voavam desnorteados com

a ausência da árvore.

___ anos convivo com árvores sendo derrubadas. Tenho uma infinidade de histórias

tristes para contar. Mas encaro a tristeza como um ato político. É preciso que consigamos nos

entristecer diante da degradação do mundo, em todos os sentidos. Estamos alienados demais

pelo consumo, anestesiados de tanta medicação, ficando cada vez mais imbecis pelo uso da

tecnologia e da IA.

O mundo é um acontecer junto e o modo como nos relacionamos com ele fala da nossa

(in)capacidade de nos responsabilizarmos. Me questiono sobre o modo como tratamos o meio

ambiente. Estamos iludidos, demasiadamente iludidos para achar que a fatura do modo como

tratamos a natureza não vai chegar. Ou já chegou e nem nos demos conta?

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/um-pe-de-cedro-cmqznhwxg00c2015tlwtwlvqp.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Com base no texto e na charge abaixo, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:

 

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Um pé de cedro

Por Adriana Antunes

Aos cinco anos de idade, depois de um passeio que eu e meu pai fazíamos pelo interior,

ganhei dele uma muda de cedro, colhida durante o caminhar. Plantamos no pátio de casa, perto

da rua. Cedro é uma árvore nativa de grande porte, tem um perfume marcante. Três anos

depois, o asfalto chegou ___ nossa rua. Lembro das máquinas, do calor do piche e do barulho.

Mais dois anos e o terreno teve de ser cercado. Meu pai dizia que deixar como estava era muito

perigoso, pois se antes só passava tobata e trator, agora passavam carros, caminhões e todo

tipo de gente. Era melhor fechar tudo. Não foi fácil. Meu pé de cedro ficava bem onde um poste

de luz precisava ser posto.

Lembro que foi uma briga, a qual perdi. A pequena árvore fora cortada antes mesmo de

ter engrossado o tronco. Para compensar, meu pai me deu uma araucária. Ela já existia no

terreno, mas ele disse que eu poderia considerar a árvore como sendo minha. Aceitei, ___ a

contragosto, embora gostasse muito dos pinhões tardios que ela nos ofertava todo ano. Aquela

imensa árvore virou minha confidente, no correr dos anos. Sentava junto dela e lhe contava

do meu dia. Você já teve uma árvore-amiga?

O bairro foi crescendo e finalmente meus pais iriam conseguir construir a casa com que

tanto tinham sonhado. Lembro do meu pai me chamando para conversar, dizendo que era para

que eu ficasse atenta, pois um fiscal viria à nossa casa entregar uma autorização para o corte

do pinheiro. A informação chegou como uma traição. Mas desta vez não briguei, tinha 16 anos

e já me sabia perdedora nesta disputa. Conversei longamente com a araucária e, sim, fui eu

quem recebeu o fiscal.

No dia em que a derrubaram, o bairro parou para assistir. Eu saí de casa logo cedo. Me

neguei a ver a árvore tombar. Ela era minha amiga. Só voltei no final do dia. A cena que não

me abandona é de um céu limpo e enlouquecido pelos pássaros que voavam desnorteados com

a ausência da árvore.

___ anos convivo com árvores sendo derrubadas. Tenho uma infinidade de histórias

tristes para contar. Mas encaro a tristeza como um ato político. É preciso que consigamos nos

entristecer diante da degradação do mundo, em todos os sentidos. Estamos alienados demais

pelo consumo, anestesiados de tanta medicação, ficando cada vez mais imbecis pelo uso da

tecnologia e da IA.

O mundo é um acontecer junto e o modo como nos relacionamos com ele fala da nossa

(in)capacidade de nos responsabilizarmos. Me questiono sobre o modo como tratamos o meio

ambiente. Estamos iludidos, demasiadamente iludidos para achar que a fatura do modo como

tratamos a natureza não vai chegar. Ou já chegou e nem nos demos conta?

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/um-pe-de-cedro-cmqznhwxg00c2015tlwtwlvqp.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:

I. Não fosse pelos dois últimos parágrafos do texto, seria possível dizer que se trata apenas de uma narrativa breve.
II. Pode-se identificar que o assunto principal do texto é a história da família da autora e a relação deles com as árvores.
III. A relação da autora com os presentes que ganhou do pai teve de ser interrompida em virtude do progresso da cidade e da família.

Quais estão corretas?

 

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Mulheres barbadas

Por Martha Medeiros

Nem leões banguelas rugindo para o domador, nem os equilibristas que quase

escorregavam enquanto caminhavam pela corda estendida no alto, nem mesmo um elefante

avançando sobre a plateia numa cidade da Alemanha, cena que me aterrorizou na infância,

pois não era armação.

Nada me apavorava tanto quanto a possibilidade de aparecer na minha frente uma mulher

barbada. Eu nem era tão fã de circo, só ia quando não havia jeito de recusar o convite. Mas

mulher barbada eu não suportaria, e como nunca levei esse assunto ___ terapia, tento

diagnosticar aqui mesmo: seria um medo oculto de me transformar em homem?

A crônica poderia seguir esse raciocínio para denunciar ___ animalidade de alguns

exemplares da espécie que cometem barbáries, mas não irei por aí. Este singelo texto

ambiciona apenas arrancar seu sorriso ao término da leitura.

Voltando. Existe uma condição chamada hirsutismo, que faz .... pelos grossos e escuros

no rosto e demais partes da anatomia feminina, caso de uma famosa mulher barbada

americana chamada Jane Barnell, que viajou com circos ao longo da vida e inclusive destacou-

se no cinema, lá nos idos de 1932.

No Brasil, imagino que os donos de circo fossem mais práticos: colocavam um aplique no

queixo da moça da bilheteria e a empurravam para o picadeiro, que criança engole qualquer

coisa. Deus me privou de ver isso.

Até o bigode da Frida me provocava certa ...., mesmo sabendo que a intenção dela era

desafiar os padrões de beleza europeus e afirmar a singularidade de sua identidade mexicana.

Um ato político, apenas. Aderisse quem estivesse com vontade.

Nunca ...., mas preciso confessar (preciso nada, é mera falta de assunto) que tenho

observado, em frente ao espelho, os desaforos da passagem do tempo e isso me faz refletir.

As marcas de expressão entre o nariz e a boca, chamadas de bigode chinês. O excesso de pele

no contorno da face conhecido como bochecha de buldogue. Sem falar no popular pescoço de

galinha.

Nada animador. Para eliminá-los, só com liftings e demais procedimentos invasivos. Quem

prefere fugir de anestesia, como eu, apela ___ autenticidade, que sempre cai bem (e cai

mesmo).

Até que assisti a um vídeo em que a IA providenciava uma barba para o Halland, nosso

algoz na Copa, que nasceu loiro com olhos azuis, o que foi insuficiente para torná-lo belo. Pois

não é que ele daria um caldo se adotasse o visual de lenhador?

Então me lembrei de todos os homens que não têm queixo ou têm queixo demais, além

de bigodes chineses e bochechas de buldogue, e que basta dispensarem a gilete e o barbeador

para se tornarem uns coroas charmosos. E me deu uma vontade súbita de entrar para o circo.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/07/mulheres-barbadas-nada-me-apavorava-tanto-cmrf4t5yk01ue013vgnls7qnl.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que poderia substituir corretamente o vocábulo “mera” sem causar alterações significativas ao sentido original do trecho a seguir:

“(preciso nada, é mera falta de assunto)”
 

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Mulheres barbadas

Por Martha Medeiros

Nem leões banguelas rugindo para o domador, nem os equilibristas que quase

escorregavam enquanto caminhavam pela corda estendida no alto, nem mesmo um elefante

avançando sobre a plateia numa cidade da Alemanha, cena que me aterrorizou na infância,

pois não era armação.

Nada me apavorava tanto quanto a possibilidade de aparecer na minha frente uma mulher

barbada. Eu nem era tão fã de circo, só ia quando não havia jeito de recusar o convite. Mas

mulher barbada eu não suportaria, e como nunca levei esse assunto ___ terapia, tento

diagnosticar aqui mesmo: seria um medo oculto de me transformar em homem?

A crônica poderia seguir esse raciocínio para denunciar ___ animalidade de alguns

exemplares da espécie que cometem barbáries, mas não irei por aí. Este singelo texto

ambiciona apenas arrancar seu sorriso ao término da leitura.

Voltando. Existe uma condição chamada hirsutismo, que faz .... pelos grossos e escuros

no rosto e demais partes da anatomia feminina, caso de uma famosa mulher barbada

americana chamada Jane Barnell, que viajou com circos ao longo da vida e inclusive destacou-

se no cinema, lá nos idos de 1932.

No Brasil, imagino que os donos de circo fossem mais práticos: colocavam um aplique no

queixo da moça da bilheteria e a empurravam para o picadeiro, que criança engole qualquer

coisa. Deus me privou de ver isso.

Até o bigode da Frida me provocava certa ...., mesmo sabendo que a intenção dela era

desafiar os padrões de beleza europeus e afirmar a singularidade de sua identidade mexicana.

Um ato político, apenas. Aderisse quem estivesse com vontade.

Nunca ...., mas preciso confessar (preciso nada, é mera falta de assunto) que tenho

observado, em frente ao espelho, os desaforos da passagem do tempo e isso me faz refletir.

As marcas de expressão entre o nariz e a boca, chamadas de bigode chinês. O excesso de pele

no contorno da face conhecido como bochecha de buldogue. Sem falar no popular pescoço de

galinha.

Nada animador. Para eliminá-los, só com liftings e demais procedimentos invasivos. Quem

prefere fugir de anestesia, como eu, apela ___ autenticidade, que sempre cai bem (e cai

mesmo).

Até que assisti a um vídeo em que a IA providenciava uma barba para o Halland, nosso

algoz na Copa, que nasceu loiro com olhos azuis, o que foi insuficiente para torná-lo belo. Pois

não é que ele daria um caldo se adotasse o visual de lenhador?

Então me lembrei de todos os homens que não têm queixo ou têm queixo demais, além

de bigodes chineses e bochechas de buldogue, e que basta dispensarem a gilete e o barbeador

para se tornarem uns coroas charmosos. E me deu uma vontade súbita de entrar para o circo.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/07/mulheres-barbadas-nada-me-apavorava-tanto-cmrf4t5yk01ue013vgnls7qnl.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa na qual a palavra “que” NÃO tenha sido empregada como pronome relativo.
 

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Mulheres barbadas

Por Martha Medeiros

Nem leões banguelas rugindo para o domador, nem os equilibristas que quase

escorregavam enquanto caminhavam pela corda estendida no alto, nem mesmo um elefante

avançando sobre a plateia numa cidade da Alemanha, cena que me aterrorizou na infância,

pois não era armação.

Nada me apavorava tanto quanto a possibilidade de aparecer na minha frente uma mulher

barbada. Eu nem era tão fã de circo, só ia quando não havia jeito de recusar o convite. Mas

mulher barbada eu não suportaria, e como nunca levei esse assunto ___ terapia, tento

diagnosticar aqui mesmo: seria um medo oculto de me transformar em homem?

A crônica poderia seguir esse raciocínio para denunciar ___ animalidade de alguns

exemplares da espécie que cometem barbáries, mas não irei por aí. Este singelo texto

ambiciona apenas arrancar seu sorriso ao término da leitura.

Voltando. Existe uma condição chamada hirsutismo, que faz .... pelos grossos e escuros

no rosto e demais partes da anatomia feminina, caso de uma famosa mulher barbada

americana chamada Jane Barnell, que viajou com circos ao longo da vida e inclusive destacou-

se no cinema, lá nos idos de 1932.

No Brasil, imagino que os donos de circo fossem mais práticos: colocavam um aplique no

queixo da moça da bilheteria e a empurravam para o picadeiro, que criança engole qualquer

coisa. Deus me privou de ver isso.

Até o bigode da Frida me provocava certa ...., mesmo sabendo que a intenção dela era

desafiar os padrões de beleza europeus e afirmar a singularidade de sua identidade mexicana.

Um ato político, apenas. Aderisse quem estivesse com vontade.

Nunca ...., mas preciso confessar (preciso nada, é mera falta de assunto) que tenho

observado, em frente ao espelho, os desaforos da passagem do tempo e isso me faz refletir.

As marcas de expressão entre o nariz e a boca, chamadas de bigode chinês. O excesso de pele

no contorno da face conhecido como bochecha de buldogue. Sem falar no popular pescoço de

galinha.

Nada animador. Para eliminá-los, só com liftings e demais procedimentos invasivos. Quem

prefere fugir de anestesia, como eu, apela ___ autenticidade, que sempre cai bem (e cai

mesmo).

Até que assisti a um vídeo em que a IA providenciava uma barba para o Halland, nosso

algoz na Copa, que nasceu loiro com olhos azuis, o que foi insuficiente para torná-lo belo. Pois

não é que ele daria um caldo se adotasse o visual de lenhador?

Então me lembrei de todos os homens que não têm queixo ou têm queixo demais, além

de bigodes chineses e bochechas de buldogue, e que basta dispensarem a gilete e o barbeador

para se tornarem uns coroas charmosos. E me deu uma vontade súbita de entrar para o circo.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/07/mulheres-barbadas-nada-me-apavorava-tanto-cmrf4t5yk01ue013vgnls7qnl.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as ideias expressas pelos advérbios aos respectivos trechos em que eles aparecem sublinhados. 

Coluna 1
1. Modo.
2. Exclusão.
3. Lugar.

Coluna 2
( ) “Este singelo texto ambiciona apenas arrancar seu sorriso”.
( ) “tento diagnosticar aqui mesmo”.
( ) “que sempre cai bem (e cai mesmo)”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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Mulheres barbadas

Por Martha Medeiros

Nem leões banguelas rugindo para o domador, nem os equilibristas que quase

escorregavam enquanto caminhavam pela corda estendida no alto, nem mesmo um elefante

avançando sobre a plateia numa cidade da Alemanha, cena que me aterrorizou na infância,

pois não era armação.

Nada me apavorava tanto quanto a possibilidade de aparecer na minha frente uma mulher

barbada. Eu nem era tão fã de circo, só ia quando não havia jeito de recusar o convite. Mas

mulher barbada eu não suportaria, e como nunca levei esse assunto ___ terapia, tento

diagnosticar aqui mesmo: seria um medo oculto de me transformar em homem?

A crônica poderia seguir esse raciocínio para denunciar ___ animalidade de alguns

exemplares da espécie que cometem barbáries, mas não irei por aí. Este singelo texto

ambiciona apenas arrancar seu sorriso ao término da leitura.

Voltando. Existe uma condição chamada hirsutismo, que faz .... pelos grossos e escuros

no rosto e demais partes da anatomia feminina, caso de uma famosa mulher barbada

americana chamada Jane Barnell, que viajou com circos ao longo da vida e inclusive destacou-

se no cinema, lá nos idos de 1932.

No Brasil, imagino que os donos de circo fossem mais práticos: colocavam um aplique no

queixo da moça da bilheteria e a empurravam para o picadeiro, que criança engole qualquer

coisa. Deus me privou de ver isso.

Até o bigode da Frida me provocava certa ...., mesmo sabendo que a intenção dela era

desafiar os padrões de beleza europeus e afirmar a singularidade de sua identidade mexicana.

Um ato político, apenas. Aderisse quem estivesse com vontade.

Nunca ...., mas preciso confessar (preciso nada, é mera falta de assunto) que tenho

observado, em frente ao espelho, os desaforos da passagem do tempo e isso me faz refletir.

As marcas de expressão entre o nariz e a boca, chamadas de bigode chinês. O excesso de pele

no contorno da face conhecido como bochecha de buldogue. Sem falar no popular pescoço de

galinha.

Nada animador. Para eliminá-los, só com liftings e demais procedimentos invasivos. Quem

prefere fugir de anestesia, como eu, apela ___ autenticidade, que sempre cai bem (e cai

mesmo).

Até que assisti a um vídeo em que a IA providenciava uma barba para o Halland, nosso

algoz na Copa, que nasceu loiro com olhos azuis, o que foi insuficiente para torná-lo belo. Pois

não é que ele daria um caldo se adotasse o visual de lenhador?

Então me lembrei de todos os homens que não têm queixo ou têm queixo demais, além

de bigodes chineses e bochechas de buldogue, e que basta dispensarem a gilete e o barbeador

para se tornarem uns coroas charmosos. E me deu uma vontade súbita de entrar para o circo.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/07/mulheres-barbadas-nada-me-apavorava-tanto-cmrf4t5yk01ue013vgnls7qnl.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma conjunção ou locução conjuntiva de mesmo sentido que a conjunção “pois” no trecho a seguir, retirado do texto.

“cena que me aterrorizou na infância, pois não era armação”.
 

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