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Feitos para esquecer

Por Pedro Guerra

  1. Guarda-chuvas e livros têm algo em comum: são esquecidos sem alarde. ___ vezes
  2. lembramos tarde demais que deixamos um guarda-chuva para trá....; outras vezes, nem
  3. lembramos quando (ou com quem) um livro ficou. Talvez porque funcionem bem como ausências
  4. — não fazem falta imediata, não cobram, não mandam mensagem. São as ausências mais
  5. silenciosas possíveis. Ficam onde foram deixados, cumprindo um papel que também
  6. reconhecemos em algumas pessoas que passam por nós: presentes em determinado momento,
  7. ausentes no seguinte. Não por crueldade, mas por circunstância.
  8. Um livro esquecido raramente volta. Existe um acordo silencioso de que reivindicá-lo é
  9. deselegante demais para o valor do objeto. Isso quando lembramos onde ele foi parar. Assim, o
  10. livro passa a cumprir outra função: ___ de testemunha. Ele fica ali, na estante de alguém, como
  11. um inquilino sem registro. Presente o bastante para não ser esquecido, distante o suficiente para
  12. não ser devolvido.
  13. É claro que nem todo esquecimento carrega uma metáfora. Em alguns momentos, a
  14. cabeça está cheia demais para se lembrar de um simples guarda-chuva. Pode ser que o objeto
  15. não tenha valor sentimental algum – e isso basta. Nem tudo que não segue conosco quer dizer
  16. algo maior. Algumas coisas apenas são perdidas porque, independentemente do que for, as
  17. perdas tra....em um recado valioso: nem todo desprendimento precisa de uma despedida.
  18. Ou seja, nem tudo o que cai precisa avisar. Há pessoas e coisas que simplesmente deixam
  19. de estar. Não por desintere....e, mas porque permanecer também exige uma forma de presença
  20. que nem sempre é possível. Algumas vezes, ir embora é só a consequência natural de não caber
  21. mais. Outras vezes, é apenas o mundo seguindo, sem pedir licença. E se estamos acostumados
  22. a ritos de passagem que funcionam como marcos simbólicos para términos e despedidas, nem
  23. sempre a vida oferece essa gentileza.
  24. Talvez o esforço esteja menos em interpretar o esquecimento e mais em aceitá-lo. Nem
  25. toda ausência é falta. Algumas coisas — e algumas pessoas — precisam deixar de ser
  26. exclusivamente nossas para continuarem existindo. Há afastamentos que não nascem de
  27. rupturas, mas de circunstâncias. ___ partir dali, seguimos caminhos distintos, tornando-nos,
  28. pouco a pouco, parte da vida de outros. E o tempo, como sempre, cuida do resto.

Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/01/feitos-para-esquecer-cmkpk4kou01fw0168ddulws6k.html – texto adaptado especialmente para esta prova.

Sobre a estruturação do texto, assinale a alternativa INCORRETA.

 

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Feitos para esquecer

Por Pedro Guerra

  1. Guarda-chuvas e livros têm algo em comum: são esquecidos sem alarde. ___ vezes
  2. lembramos tarde demais que deixamos um guarda-chuva para trá....; outras vezes, nem
  3. lembramos quando (ou com quem) um livro ficou. Talvez porque funcionem bem como ausências
  4. — não fazem falta imediata, não cobram, não mandam mensagem. São as ausências mais
  5. silenciosas possíveis. Ficam onde foram deixados, cumprindo um papel que também
  6. reconhecemos em algumas pessoas que passam por nós: presentes em determinado momento,
  7. ausentes no seguinte. Não por crueldade, mas por circunstância.
  8. Um livro esquecido raramente volta. Existe um acordo silencioso de que reivindicá-lo é
  9. deselegante demais para o valor do objeto. Isso quando lembramos onde ele foi parar. Assim, o
  10. livro passa a cumprir outra função: ___ de testemunha. Ele fica ali, na estante de alguém, como
  11. um inquilino sem registro. Presente o bastante para não ser esquecido, distante o suficiente para
  12. não ser devolvido.
  13. É claro que nem todo esquecimento carrega uma metáfora. Em alguns momentos, a
  14. cabeça está cheia demais para se lembrar de um simples guarda-chuva. Pode ser que o objeto
  15. não tenha valor sentimental algum – e isso basta. Nem tudo que não segue conosco quer dizer
  16. algo maior. Algumas coisas apenas são perdidas porque, independentemente do que for, as
  17. perdas tra....em um recado valioso: nem todo desprendimento precisa de uma despedida.
  18. Ou seja, nem tudo o que cai precisa avisar. Há pessoas e coisas que simplesmente deixam
  19. de estar. Não por desintere....e, mas porque permanecer também exige uma forma de presença
  20. que nem sempre é possível. Algumas vezes, ir embora é só a consequência natural de não caber
  21. mais. Outras vezes, é apenas o mundo seguindo, sem pedir licença. E se estamos acostumados
  22. a ritos de passagem que funcionam como marcos simbólicos para términos e despedidas, nem
  23. sempre a vida oferece essa gentileza.
  24. Talvez o esforço esteja menos em interpretar o esquecimento e mais em aceitá-lo. Nem
  25. toda ausência é falta. Algumas coisas — e algumas pessoas — precisam deixar de ser
  26. exclusivamente nossas para continuarem existindo. Há afastamentos que não nascem de
  27. rupturas, mas de circunstâncias. ___ partir dali, seguimos caminhos distintos, tornando-nos,
  28. pouco a pouco, parte da vida de outros. E o tempo, como sempre, cuida do resto.

Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/01/feitos-para-esquecer-cmkpk4kou01fw0168ddulws6k.html – texto adaptado especialmente para esta prova.

Considerando o exposto pelo texto, assinale a alternativa INCORRETA.

 

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Feitos para esquecer

Por Pedro Guerra

  1. Guarda-chuvas e livros têm algo em comum: são esquecidos sem alarde. ___ vezes
  2. lembramos tarde demais que deixamos um guarda-chuva para trá....; outras vezes, nem
  3. lembramos quando (ou com quem) um livro ficou. Talvez porque funcionem bem como ausências
  4. — não fazem falta imediata, não cobram, não mandam mensagem. São as ausências mais
  5. silenciosas possíveis. Ficam onde foram deixados, cumprindo um papel que também
  6. reconhecemos em algumas pessoas que passam por nós: presentes em determinado momento,
  7. ausentes no seguinte. Não por crueldade, mas por circunstância.
  8. Um livro esquecido raramente volta. Existe um acordo silencioso de que reivindicá-lo é
  9. deselegante demais para o valor do objeto. Isso quando lembramos onde ele foi parar. Assim, o
  10. livro passa a cumprir outra função: ___ de testemunha. Ele fica ali, na estante de alguém, como
  11. um inquilino sem registro. Presente o bastante para não ser esquecido, distante o suficiente para
  12. não ser devolvido.
  13. É claro que nem todo esquecimento carrega uma metáfora. Em alguns momentos, a
  14. cabeça está cheia demais para se lembrar de um simples guarda-chuva. Pode ser que o objeto
  15. não tenha valor sentimental algum – e isso basta. Nem tudo que não segue conosco quer dizer
  16. algo maior. Algumas coisas apenas são perdidas porque, independentemente do que for, as
  17. perdas tra....em um recado valioso: nem todo desprendimento precisa de uma despedida.
  18. Ou seja, nem tudo o que cai precisa avisar. Há pessoas e coisas que simplesmente deixam
  19. de estar. Não por desintere....e, mas porque permanecer também exige uma forma de presença
  20. que nem sempre é possível. Algumas vezes, ir embora é só a consequência natural de não caber
  21. mais. Outras vezes, é apenas o mundo seguindo, sem pedir licença. E se estamos acostumados
  22. a ritos de passagem que funcionam como marcos simbólicos para términos e despedidas, nem
  23. sempre a vida oferece essa gentileza.
  24. Talvez o esforço esteja menos em interpretar o esquecimento e mais em aceitá-lo. Nem
  25. toda ausência é falta. Algumas coisas — e algumas pessoas — precisam deixar de ser
  26. exclusivamente nossas para continuarem existindo. Há afastamentos que não nascem de
  27. rupturas, mas de circunstâncias. ___ partir dali, seguimos caminhos distintos, tornando-nos,
  28. pouco a pouco, parte da vida de outros. E o tempo, como sempre, cuida do resto.

Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/01/feitos-para-esquecer-cmkpk4kou01fw0168ddulws6k.html – texto adaptado especialmente para esta prova.

Assinale a alternativa que apresenta a principal ideia desenvolvida pelo texto.

 

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4088718 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gravataí-RS
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Vida além do digital

Por Antônio Carlos Macedo

  1. Minha infância nos anos 1960 foi inteiramente analógica. O futuro era imaginado em
  2. revistas de quadrinhos e filmes de ficção científica. Contudo, nenhum __________ foi capaz de
  3. prever a revolução digital que transformaria radicalmente o cotidiano décadas depois.
  4. Naquela época, nossa diversão cabia no tempo e no espaço do bairro: matinês de
  5. cinema, televisão em preto e branco dividida com os vizinhos, brinquedos improvisados e
  6. brincadeiras que exigiam criatividade e interação social. A rua era extensão da casa. Bola de
  7. gude, pião, bambolê, peteca, taco, futebol de meia, _____________ e polícia e ladrão
  8. garantiam tardes inteiras de convivência.
  9. Em dias frios ou chuvosos, a socialização migrava para dentro de casa, em torno de
  10. jogos como moinho, dominó, damas, pega-varetas, mico ou batalha naval. A tecnologia mais
  11. sofisticada era o telefone de latas — e a gente jurava ouvir a voz do amigo do outro lado da
  12. “linha”. Tudo exigia presença, toque e disputa.
  13. Hoje, vivemos o oposto. Casas e escritórios tomados por telas, notificações incessantes,
  14. assistentes virtuais e uma inteligência artificial capaz de executar .... nossas tarefas com rapidez
  15. e precisão impressionantes. O excesso, porém, cobra seu preço: cresce o número de pessoas
  16. em busca de atividades analógicas como forma de desacelerar e respirar fora da Internet. Não
  17. é nostalgia, nem rejeição .... modernidade, mas busca por equilíbrio.
  18. Esse retorno parcial ao off-line vai além de um simples detox digital; é um esforço
  19. consciente de reconexão com o tempo real. Nos Estados Unidos, por exemplo, disparou a
  20. procura por artesanato, tricô e crochê, livros para pintar e __________. Discos de vinil e CDs
  21. voltaram a crescer em vendas, ao passo que os livros impressos seguem soberanos no mercado
  22. editorial.
  23. Pequenos gestos, como usar um relógio despertador ou tirar uma única foto, ganham
  24. novo significado. O vinil exige ritual: escolher o disco, retirar da capa, conferir o encarte, pousar
  25. a agulha na faixa desejada. A audição vira evento. Também tenho buscado esse caminho.
  26. Como sou jornalista, dependo das redes sociais para ficar mais próximo do público,
  27. entretanto, fora delas, busco refúgio na jardinagem, na cozinha e em tarefas manuais.
  28. Recentemente, passei horas pintando um deck, pincel na mão, celular distante. Saí fisicamente
  29. cansado, mas mentalmente leve. O esforço manual devolve .... sensação de realidade que o
  30. pixel nos rouba.
  31. É um contraste com o gesto automático de rolar o feed infinitamente, o que nos deixa
  32. estressados e vazios. Não se trata de renegar a tecnologia, indispensável e maravilhosa. Longe
  33. disso. A proposta é encontrar um meio-termo que nos garanta melhor qualidade de vida,
  34. permitindo que o digital seja ferramenta — e não a única janela pela qual enxergamos o mundo.

Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/antonio-carlos-macedo/noticia/2026/01/vida-alem-do-digital-cmkmq1rzu00b501df8vzzlkul.html – texto adaptado especialmente para esta prova.

Assinale a alternativa INCORRETA a respeito do período a seguir, retirado do texto:

“A proposta é encontrar um meio-termo que nos garanta melhor qualidade de vida, permitindo que o digital seja ferramenta — e não a única janela pela qual enxergamos o mundo”.

 

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4088717 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gravataí-RS
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Vida além do digital

Por Antônio Carlos Macedo

  1. Minha infância nos anos 1960 foi inteiramente analógica. O futuro era imaginado em
  2. revistas de quadrinhos e filmes de ficção científica. Contudo, nenhum __________ foi capaz de
  3. prever a revolução digital que transformaria radicalmente o cotidiano décadas depois.
  4. Naquela época, nossa diversão cabia no tempo e no espaço do bairro: matinês de
  5. cinema, televisão em preto e branco dividida com os vizinhos, brinquedos improvisados e
  6. brincadeiras que exigiam criatividade e interação social. A rua era extensão da casa. Bola de
  7. gude, pião, bambolê, peteca, taco, futebol de meia, _____________ e polícia e ladrão
  8. garantiam tardes inteiras de convivência.
  9. Em dias frios ou chuvosos, a socialização migrava para dentro de casa, em torno de
  10. jogos como moinho, dominó, damas, pega-varetas, mico ou batalha naval. A tecnologia mais
  11. sofisticada era o telefone de latas — e a gente jurava ouvir a voz do amigo do outro lado da
  12. “linha”. Tudo exigia presença, toque e disputa.
  13. Hoje, vivemos o oposto. Casas e escritórios tomados por telas, notificações incessantes,
  14. assistentes virtuais e uma inteligência artificial capaz de executar .... nossas tarefas com rapidez
  15. e precisão impressionantes. O excesso, porém, cobra seu preço: cresce o número de pessoas
  16. em busca de atividades analógicas como forma de desacelerar e respirar fora da Internet. Não
  17. é nostalgia, nem rejeição .... modernidade, mas busca por equilíbrio.
  18. Esse retorno parcial ao off-line vai além de um simples detox digital; é um esforço
  19. consciente de reconexão com o tempo real. Nos Estados Unidos, por exemplo, disparou a
  20. procura por artesanato, tricô e crochê, livros para pintar e __________. Discos de vinil e CDs
  21. voltaram a crescer em vendas, ao passo que os livros impressos seguem soberanos no mercado
  22. editorial.
  23. Pequenos gestos, como usar um relógio despertador ou tirar uma única foto, ganham
  24. novo significado. O vinil exige ritual: escolher o disco, retirar da capa, conferir o encarte, pousar
  25. a agulha na faixa desejada. A audição vira evento. Também tenho buscado esse caminho.
  26. Como sou jornalista, dependo das redes sociais para ficar mais próximo do público,
  27. entretanto, fora delas, busco refúgio na jardinagem, na cozinha e em tarefas manuais.
  28. Recentemente, passei horas pintando um deck, pincel na mão, celular distante. Saí fisicamente
  29. cansado, mas mentalmente leve. O esforço manual devolve .... sensação de realidade que o
  30. pixel nos rouba.
  31. É um contraste com o gesto automático de rolar o feed infinitamente, o que nos deixa
  32. estressados e vazios. Não se trata de renegar a tecnologia, indispensável e maravilhosa. Longe
  33. disso. A proposta é encontrar um meio-termo que nos garanta melhor qualidade de vida,
  34. permitindo que o digital seja ferramenta — e não a única janela pela qual enxergamos o mundo.

Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/antonio-carlos-macedo/noticia/2026/01/vida-alem-do-digital-cmkmq1rzu00b501df8vzzlkul.html – texto adaptado especialmente para esta prova.

Assinale a alternativa na qual a conjunção sublinhada NÃO estabeleça uma relação de oposição entre as ideias que ela conecta.

 

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Questão presente nas seguintes provas
4088716 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gravataí-RS
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Vida além do digital

Por Antônio Carlos Macedo

  1. Minha infância nos anos 1960 foi inteiramente analógica. O futuro era imaginado em
  2. revistas de quadrinhos e filmes de ficção científica. Contudo, nenhum __________ foi capaz de
  3. prever a revolução digital que transformaria radicalmente o cotidiano décadas depois.
  4. Naquela época, nossa diversão cabia no tempo e no espaço do bairro: matinês de
  5. cinema, televisão em preto e branco dividida com os vizinhos, brinquedos improvisados e
  6. brincadeiras que exigiam criatividade e interação social. A rua era extensão da casa. Bola de
  7. gude, pião, bambolê, peteca, taco, futebol de meia, _____________ e polícia e ladrão
  8. garantiam tardes inteiras de convivência.
  9. Em dias frios ou chuvosos, a socialização migrava para dentro de casa, em torno de
  10. jogos como moinho, dominó, damas, pega-varetas, mico ou batalha naval. A tecnologia mais
  11. sofisticada era o telefone de latas — e a gente jurava ouvir a voz do amigo do outro lado da
  12. “linha”. Tudo exigia presença, toque e disputa.
  13. Hoje, vivemos o oposto. Casas e escritórios tomados por telas, notificações incessantes,
  14. assistentes virtuais e uma inteligência artificial capaz de executar .... nossas tarefas com rapidez
  15. e precisão impressionantes. O excesso, porém, cobra seu preço: cresce o número de pessoas
  16. em busca de atividades analógicas como forma de desacelerar e respirar fora da Internet. Não
  17. é nostalgia, nem rejeição .... modernidade, mas busca por equilíbrio.
  18. Esse retorno parcial ao off-line vai além de um simples detox digital; é um esforço
  19. consciente de reconexão com o tempo real. Nos Estados Unidos, por exemplo, disparou a
  20. procura por artesanato, tricô e crochê, livros para pintar e __________. Discos de vinil e CDs
  21. voltaram a crescer em vendas, ao passo que os livros impressos seguem soberanos no mercado
  22. editorial.
  23. Pequenos gestos, como usar um relógio despertador ou tirar uma única foto, ganham
  24. novo significado. O vinil exige ritual: escolher o disco, retirar da capa, conferir o encarte, pousar
  25. a agulha na faixa desejada. A audição vira evento. Também tenho buscado esse caminho.
  26. Como sou jornalista, dependo das redes sociais para ficar mais próximo do público,
  27. entretanto, fora delas, busco refúgio na jardinagem, na cozinha e em tarefas manuais.
  28. Recentemente, passei horas pintando um deck, pincel na mão, celular distante. Saí fisicamente
  29. cansado, mas mentalmente leve. O esforço manual devolve .... sensação de realidade que o
  30. pixel nos rouba.
  31. É um contraste com o gesto automático de rolar o feed infinitamente, o que nos deixa
  32. estressados e vazios. Não se trata de renegar a tecnologia, indispensável e maravilhosa. Longe
  33. disso. A proposta é encontrar um meio-termo que nos garanta melhor qualidade de vida,
  34. permitindo que o digital seja ferramenta — e não a única janela pela qual enxergamos o mundo.

Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/antonio-carlos-macedo/noticia/2026/01/vida-alem-do-digital-cmkmq1rzu00b501df8vzzlkul.html – texto adaptado especialmente para esta prova.

Assinale a alternativa INCORRETA a respeito da palavra “para”, considerando suas ocorrências nos trechos a seguir:

1. “Em dias frios ou chuvosos, a socialização migrava para dentro de casa”.

2. “Como sou jornalista, dependo das redes sociais para ficar mais próximo do público”.

 

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Questão presente nas seguintes provas
4088715 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gravataí-RS
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Vida além do digital

Por Antônio Carlos Macedo

  1. Minha infância nos anos 1960 foi inteiramente analógica. O futuro era imaginado em
  2. revistas de quadrinhos e filmes de ficção científica. Contudo, nenhum __________ foi capaz de
  3. prever a revolução digital que transformaria radicalmente o cotidiano décadas depois.
  4. Naquela época, nossa diversão cabia no tempo e no espaço do bairro: matinês de
  5. cinema, televisão em preto e branco dividida com os vizinhos, brinquedos improvisados e
  6. brincadeiras que exigiam criatividade e interação social. A rua era extensão da casa. Bola de
  7. gude, pião, bambolê, peteca, taco, futebol de meia, _____________ e polícia e ladrão
  8. garantiam tardes inteiras de convivência.
  9. Em dias frios ou chuvosos, a socialização migrava para dentro de casa, em torno de
  10. jogos como moinho, dominó, damas, pega-varetas, mico ou batalha naval. A tecnologia mais
  11. sofisticada era o telefone de latas — e a gente jurava ouvir a voz do amigo do outro lado da
  12. “linha”. Tudo exigia presença, toque e disputa.
  13. Hoje, vivemos o oposto. Casas e escritórios tomados por telas, notificações incessantes,
  14. assistentes virtuais e uma inteligência artificial capaz de executar .... nossas tarefas com rapidez
  15. e precisão impressionantes. O excesso, porém, cobra seu preço: cresce o número de pessoas
  16. em busca de atividades analógicas como forma de desacelerar e respirar fora da Internet. Não
  17. é nostalgia, nem rejeição .... modernidade, mas busca por equilíbrio.
  18. Esse retorno parcial ao off-line vai além de um simples detox digital; é um esforço
  19. consciente de reconexão com o tempo real. Nos Estados Unidos, por exemplo, disparou a
  20. procura por artesanato, tricô e crochê, livros para pintar e __________. Discos de vinil e CDs
  21. voltaram a crescer em vendas, ao passo que os livros impressos seguem soberanos no mercado
  22. editorial.
  23. Pequenos gestos, como usar um relógio despertador ou tirar uma única foto, ganham
  24. novo significado. O vinil exige ritual: escolher o disco, retirar da capa, conferir o encarte, pousar
  25. a agulha na faixa desejada. A audição vira evento. Também tenho buscado esse caminho.
  26. Como sou jornalista, dependo das redes sociais para ficar mais próximo do público,
  27. entretanto, fora delas, busco refúgio na jardinagem, na cozinha e em tarefas manuais.
  28. Recentemente, passei horas pintando um deck, pincel na mão, celular distante. Saí fisicamente
  29. cansado, mas mentalmente leve. O esforço manual devolve .... sensação de realidade que o
  30. pixel nos rouba.
  31. É um contraste com o gesto automático de rolar o feed infinitamente, o que nos deixa
  32. estressados e vazios. Não se trata de renegar a tecnologia, indispensável e maravilhosa. Longe
  33. disso. A proposta é encontrar um meio-termo que nos garanta melhor qualidade de vida,
  34. permitindo que o digital seja ferramenta — e não a única janela pela qual enxergamos o mundo.

Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/antonio-carlos-macedo/noticia/2026/01/vida-alem-do-digital-cmkmq1rzu00b501df8vzzlkul.html – texto adaptado especialmente para esta prova.

Considerando o Acordo Ortográfico vigente, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas dos trechos a seguir, retirados do texto:

“nenhum __________ foi capaz de prever a revolução digital”.

“futebol de meia, _____________ e polícia e ladrão garantiam tardes inteiras de convivência”.

“disparou a procura por artesanato, tricô e crochê, livros para pintar e __________”.

 

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Questão presente nas seguintes provas
4088714 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gravataí-RS
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Vida além do digital

Por Antônio Carlos Macedo

  1. Minha infância nos anos 1960 foi inteiramente analógica. O futuro era imaginado em
  2. revistas de quadrinhos e filmes de ficção científica. Contudo, nenhum __________ foi capaz de
  3. prever a revolução digital que transformaria radicalmente o cotidiano décadas depois.
  4. Naquela época, nossa diversão cabia no tempo e no espaço do bairro: matinês de
  5. cinema, televisão em preto e branco dividida com os vizinhos, brinquedos improvisados e
  6. brincadeiras que exigiam criatividade e interação social. A rua era extensão da casa. Bola de
  7. gude, pião, bambolê, peteca, taco, futebol de meia, _____________ e polícia e ladrão
  8. garantiam tardes inteiras de convivência.
  9. Em dias frios ou chuvosos, a socialização migrava para dentro de casa, em torno de
  10. jogos como moinho, dominó, damas, pega-varetas, mico ou batalha naval. A tecnologia mais
  11. sofisticada era o telefone de latas — e a gente jurava ouvir a voz do amigo do outro lado da
  12. “linha”. Tudo exigia presença, toque e disputa.
  13. Hoje, vivemos o oposto. Casas e escritórios tomados por telas, notificações incessantes,
  14. assistentes virtuais e uma inteligência artificial capaz de executar .... nossas tarefas com rapidez
  15. e precisão impressionantes. O excesso, porém, cobra seu preço: cresce o número de pessoas
  16. em busca de atividades analógicas como forma de desacelerar e respirar fora da Internet. Não
  17. é nostalgia, nem rejeição .... modernidade, mas busca por equilíbrio.
  18. Esse retorno parcial ao off-line vai além de um simples detox digital; é um esforço
  19. consciente de reconexão com o tempo real. Nos Estados Unidos, por exemplo, disparou a
  20. procura por artesanato, tricô e crochê, livros para pintar e __________. Discos de vinil e CDs
  21. voltaram a crescer em vendas, ao passo que os livros impressos seguem soberanos no mercado
  22. editorial.
  23. Pequenos gestos, como usar um relógio despertador ou tirar uma única foto, ganham
  24. novo significado. O vinil exige ritual: escolher o disco, retirar da capa, conferir o encarte, pousar
  25. a agulha na faixa desejada. A audição vira evento. Também tenho buscado esse caminho.
  26. Como sou jornalista, dependo das redes sociais para ficar mais próximo do público,
  27. entretanto, fora delas, busco refúgio na jardinagem, na cozinha e em tarefas manuais.
  28. Recentemente, passei horas pintando um deck, pincel na mão, celular distante. Saí fisicamente
  29. cansado, mas mentalmente leve. O esforço manual devolve .... sensação de realidade que o
  30. pixel nos rouba.
  31. É um contraste com o gesto automático de rolar o feed infinitamente, o que nos deixa
  32. estressados e vazios. Não se trata de renegar a tecnologia, indispensável e maravilhosa. Longe
  33. disso. A proposta é encontrar um meio-termo que nos garanta melhor qualidade de vida,
  34. permitindo que o digital seja ferramenta — e não a única janela pela qual enxergamos o mundo.

Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/antonio-carlos-macedo/noticia/2026/01/vida-alem-do-digital-cmkmq1rzu00b501df8vzzlkul.html – texto adaptado especialmente para esta prova.

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas dos trechos a seguir, retirados do texto:

“uma inteligência artificial capaz de executar .... nossas tarefas com rapidez”.

“Não é nostalgia, nem rejeição .... modernidade”.

“O esforço manual devolve .... sensação de realidade que o pixel nos rouba”.

 

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4088713 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gravataí-RS
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Vida além do digital

Por Antônio Carlos Macedo

  1. Minha infância nos anos 1960 foi inteiramente analógica. O futuro era imaginado em
  2. revistas de quadrinhos e filmes de ficção científica. Contudo, nenhum __________ foi capaz de
  3. prever a revolução digital que transformaria radicalmente o cotidiano décadas depois.
  4. Naquela época, nossa diversão cabia no tempo e no espaço do bairro: matinês de
  5. cinema, televisão em preto e branco dividida com os vizinhos, brinquedos improvisados e
  6. brincadeiras que exigiam criatividade e interação social. A rua era extensão da casa. Bola de
  7. gude, pião, bambolê, peteca, taco, futebol de meia, _____________ e polícia e ladrão
  8. garantiam tardes inteiras de convivência.
  9. Em dias frios ou chuvosos, a socialização migrava para dentro de casa, em torno de
  10. jogos como moinho, dominó, damas, pega-varetas, mico ou batalha naval. A tecnologia mais
  11. sofisticada era o telefone de latas — e a gente jurava ouvir a voz do amigo do outro lado da
  12. “linha”. Tudo exigia presença, toque e disputa.
  13. Hoje, vivemos o oposto. Casas e escritórios tomados por telas, notificações incessantes,
  14. assistentes virtuais e uma inteligência artificial capaz de executar .... nossas tarefas com rapidez
  15. e precisão impressionantes. O excesso, porém, cobra seu preço: cresce o número de pessoas
  16. em busca de atividades analógicas como forma de desacelerar e respirar fora da Internet. Não
  17. é nostalgia, nem rejeição .... modernidade, mas busca por equilíbrio.
  18. Esse retorno parcial ao off-line vai além de um simples detox digital; é um esforço
  19. consciente de reconexão com o tempo real. Nos Estados Unidos, por exemplo, disparou a
  20. procura por artesanato, tricô e crochê, livros para pintar e __________. Discos de vinil e CDs
  21. voltaram a crescer em vendas, ao passo que os livros impressos seguem soberanos no mercado
  22. editorial.
  23. Pequenos gestos, como usar um relógio despertador ou tirar uma única foto, ganham
  24. novo significado. O vinil exige ritual: escolher o disco, retirar da capa, conferir o encarte, pousar
  25. a agulha na faixa desejada. A audição vira evento. Também tenho buscado esse caminho.
  26. Como sou jornalista, dependo das redes sociais para ficar mais próximo do público,
  27. entretanto, fora delas, busco refúgio na jardinagem, na cozinha e em tarefas manuais.
  28. Recentemente, passei horas pintando um deck, pincel na mão, celular distante. Saí fisicamente
  29. cansado, mas mentalmente leve. O esforço manual devolve .... sensação de realidade que o
  30. pixel nos rouba.
  31. É um contraste com o gesto automático de rolar o feed infinitamente, o que nos deixa
  32. estressados e vazios. Não se trata de renegar a tecnologia, indispensável e maravilhosa. Longe
  33. disso. A proposta é encontrar um meio-termo que nos garanta melhor qualidade de vida,
  34. permitindo que o digital seja ferramenta — e não a única janela pela qual enxergamos o mundo.

Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/antonio-carlos-macedo/noticia/2026/01/vida-alem-do-digital-cmkmq1rzu00b501df8vzzlkul.html – texto adaptado especialmente para esta prova.

Considerando o exposto pelo texto, assinale a alternativa que apresenta uma inferência INCORRETA.

 

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4088712 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gravataí-RS
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Vida além do digital

Por Antônio Carlos Macedo

  1. Minha infância nos anos 1960 foi inteiramente analógica. O futuro era imaginado em
  2. revistas de quadrinhos e filmes de ficção científica. Contudo, nenhum __________ foi capaz de
  3. prever a revolução digital que transformaria radicalmente o cotidiano décadas depois.
  4. Naquela época, nossa diversão cabia no tempo e no espaço do bairro: matinês de
  5. cinema, televisão em preto e branco dividida com os vizinhos, brinquedos improvisados e
  6. brincadeiras que exigiam criatividade e interação social. A rua era extensão da casa. Bola de
  7. gude, pião, bambolê, peteca, taco, futebol de meia, _____________ e polícia e ladrão
  8. garantiam tardes inteiras de convivência.
  9. Em dias frios ou chuvosos, a socialização migrava para dentro de casa, em torno de
  10. jogos como moinho, dominó, damas, pega-varetas, mico ou batalha naval. A tecnologia mais
  11. sofisticada era o telefone de latas — e a gente jurava ouvir a voz do amigo do outro lado da
  12. “linha”. Tudo exigia presença, toque e disputa.
  13. Hoje, vivemos o oposto. Casas e escritórios tomados por telas, notificações incessantes,
  14. assistentes virtuais e uma inteligência artificial capaz de executar .... nossas tarefas com rapidez
  15. e precisão impressionantes. O excesso, porém, cobra seu preço: cresce o número de pessoas
  16. em busca de atividades analógicas como forma de desacelerar e respirar fora da Internet. Não
  17. é nostalgia, nem rejeição .... modernidade, mas busca por equilíbrio.
  18. Esse retorno parcial ao off-line vai além de um simples detox digital; é um esforço
  19. consciente de reconexão com o tempo real. Nos Estados Unidos, por exemplo, disparou a
  20. procura por artesanato, tricô e crochê, livros para pintar e __________. Discos de vinil e CDs
  21. voltaram a crescer em vendas, ao passo que os livros impressos seguem soberanos no mercado
  22. editorial.
  23. Pequenos gestos, como usar um relógio despertador ou tirar uma única foto, ganham
  24. novo significado. O vinil exige ritual: escolher o disco, retirar da capa, conferir o encarte, pousar
  25. a agulha na faixa desejada. A audição vira evento. Também tenho buscado esse caminho.
  26. Como sou jornalista, dependo das redes sociais para ficar mais próximo do público,
  27. entretanto, fora delas, busco refúgio na jardinagem, na cozinha e em tarefas manuais.
  28. Recentemente, passei horas pintando um deck, pincel na mão, celular distante. Saí fisicamente
  29. cansado, mas mentalmente leve. O esforço manual devolve .... sensação de realidade que o
  30. pixel nos rouba.
  31. É um contraste com o gesto automático de rolar o feed infinitamente, o que nos deixa
  32. estressados e vazios. Não se trata de renegar a tecnologia, indispensável e maravilhosa. Longe
  33. disso. A proposta é encontrar um meio-termo que nos garanta melhor qualidade de vida,
  34. permitindo que o digital seja ferramenta — e não a única janela pela qual enxergamos o mundo.

Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/antonio-carlos-macedo/noticia/2026/01/vida-alem-do-digital-cmkmq1rzu00b501df8vzzlkul.html – texto adaptado especialmente para esta prova.

Analise a charge a seguir:

Enunciado 4600850-1

Fonte: Charges Bruno Blogspot (2021).

Analise as seguintes asserções sobre a charge e o texto-base da prova e a relação proposta entre eles:

I. Pode-se inferir que a charge apresenta, em outra linguagem, o mesmo debate que o texto-base.

POIS

II. Na charge, pode-se ver crianças optando por ficarem ao celular em vez de usar os brinquedos analógicos. A diferença entre as cores presentes na charge e a expressão no olhar das crianças destaca algumas das camadas de oposição entre os dois mundos mencionadas no texto-base.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.

 

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