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Uma fonte de biodiversidade
Por Igor Zolnerkevic
Uma equipe liderada pelos geólogos Cristiano Galeazzi, da Universidade de Tecnologia
de Chengdu, na China, e Renato Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), reconstruiu as
mudanças no curso de oito dos principais rios da Amazônia Central, ao longo de cerca de 5
mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-fonte-de-biodiversidade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Uma fonte de biodiversidade
Por Igor Zolnerkevic
Uma equipe liderada pelos geólogos Cristiano Galeazzi, da Universidade de Tecnologia
de Chengdu, na China, e Renato Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), reconstruiu as
mudanças no curso de oito dos principais rios da Amazônia Central, ao longo de cerca de 5
mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-fonte-de-biodiversidade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Sobre os mecanismos de coesão textual utilizados no texto, analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa correta.
I. A conjunção “mas”, em “mas começou na frente do computador” (l. 10) estabelece uma relação de contraste entre a realização de viagens de campo e o início da pesquisa.
II. A locução conjuntiva “À medida que”, no trecho “À medida que mudava de curso” (l.21), estabelece uma relação de proporcionalidade entre os fatos apresentados na oração.
III. O pronome demonstrativo “Essas”, em “Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa” (l. 33), refere-se aos padrões atuais de distribuição das espécies na Amazônia Central.
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de Chengdu, na China, e Renato Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), reconstruiu as
mudanças no curso de oito dos principais rios da Amazônia Central, ao longo de cerca de 5
mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-fonte-de-biodiversidade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, as palavras que poderiam substituir os vocábulos “reconstruiu”, “vestígios” e “atual” nos trechos abaixo, retirados do texto, sem prejuízo ao sentido dos trechos em que ocorrem.
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Uma fonte de biodiversidade
Por Igor Zolnerkevic
Uma equipe liderada pelos geólogos Cristiano Galeazzi, da Universidade de Tecnologia
de Chengdu, na China, e Renato Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), reconstruiu as
mudanças no curso de oito dos principais rios da Amazônia Central, ao longo de cerca de 5
mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-fonte-de-biodiversidade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o gênero textual e a intertextualidade presente no texto, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A utilização de dados temporais e as referências a instituições, pesquisadores e periódicos científicos contribuem para a legitimação das informações apresentadas.
( ) A menção à hipótese proposta por Alfred Russel Wallace constitui um exemplo de intertextualidade, pois o texto dialoga com uma teoria científica de outro autor.
( ) O texto caracteriza-se como artigo de opinião, uma vez que o autor defende explicitamente seu posicionamento acerca da origem da biodiversidade amazônica.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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de Chengdu, na China, e Renato Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), reconstruiu as
mudanças no curso de oito dos principais rios da Amazônia Central, ao longo de cerca de 5
mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-fonte-de-biodiversidade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Uma equipe liderada pelos geólogos Cristiano Galeazzi, da Universidade de Tecnologia
de Chengdu, na China, e Renato Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), reconstruiu as
mudanças no curso de oito dos principais rios da Amazônia Central, ao longo de cerca de 5
mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-fonte-de-biodiversidade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o contexto de produção do texto e a linguagem nele empregada, analise as assertivas a seguir:
I. O texto apresenta predomínio da tipologia expositiva e emprega vocabulário técnico-científico, elementos que reforçam seu caráter de divulgação científica.
II. A inclusão de certas explicações ao longo do texto demonstra a preocupação do autor em tornar as informações acessíveis a leitores não especializados.
III. O texto apresenta marcas linguísticas regionais características da Amazônia, utilizadas para aproximar o autor de seu público-alvo.
Quais estão corretas?
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Desafios e oportunidades do envelhecimento populacional brasileiro
Por José Eustáquio Diniz Alves
Durante os primeiros 500 anos de sua história, o Brasil apresentou uma estrutura etária
predominantemente jovem, com a maioria da população composta por pessoas com menos de
anos. No entanto, esse cenário começou a mudar nas últimas décadas, e o país iniciou um
rápido e profundo processo de envelhecimento populacional ao longo do século XXI. Esse
fenômeno traz desafios significativos, mas também oportunidades importantes para a
economia e a sociedade brasileira.
O marco inicial dessa transformação ocorreu no final da década de 1960, quando as taxas
de fecundidade começaram a diminuir. Essa redução marcou o início do envelhecimento da
pirâmide etária brasileira, um processo que se desdobra ao longo do tempo em duas fases
distintas.
Na primeira fase, ocorreu a criação de uma janela de oportunidade demográfica,
caracterizada pela redução da proporção de crianças e jovens e pelo aumento da participação
de pessoas em idade produtiva. Famílias menores tenderam a favorecer ...... autonomia das
mulheres, facilitando sua maior integração ao mercado de trabalho.
Quando bem aproveitada, essa fase oferece ...... possibilidade de um bônus demográfico
bem-estar social.
― um período temporário, mas crucial, para impulsionar o desenvolvimento econômico e o
No Brasil, o bônus demográfico teve início na década de 1970 e está previsto para
terminar na década de 2030, quando a população em idade ativa atingirá seu pico de
137,5 milhões de pessoas em 2033, conforme dados das projeções populacionais do IBGE.
A população total do Brasil deverá alcançar seu ápice em 2041, com 220,4 milhões de
habitantes, antes de iniciar um processo de declínio, atingindo 199,2 milhões em 2070.
A população em idade ativa, por sua vez, começará a diminuir a partir de 2034, com uma
projeção de queda para 100,2 milhões de pessoas em 2070. A idade mediana da população
brasileira está projetada para atingir 52 anos em 2070, o que significa que a chamada geração
prateada, formada por pessoas com 50 anos ou mais, será a maioria da população a partir da
década de 2060. Nesse contexto, o grande desafio associado ao envelhecimento populacional
será o aumento da razão de dependência demográfica, que pode levar ao crescimento
descontrolado dos gastos com previdência social e saúde.
Contudo, o envelhecimento populacional não deve ser visto apenas como um obstáculo.
Ele também pode gerar oportunidades, desde que políticas públicas, iniciativas privadas e a
sociedade civil abandonem a percepção de que a população idosa é um “peso morto” para o
sistema produtivo. O combate ao etarismo e o investimento no potencial das gerações com
anos ou mais são fundamentais para aproveitar a base da economia prateada.
A chamada economia prateada, embora ainda esteja em processo de consolidação como
conceito, refere-se ao conjunto de atividades econômicas relacionadas ...... população idosa,
considerando seu consumo, trabalho e contribuição social. Essa oportunidade está intimamente
ligada a um envelhecimento populacional ativo e saudável.
(Disponível em: https://exame.com/economia/os-desafios-e-oportunidades-do-envelhecimento-populacional-brasileiro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
“Essa oportunidade está intimamente ligada a um envelhecimento populacional ativo e saudável”.
Coluna 1
1. Adjetivo e adjunto adnominal.
2. Adjetivo e predicativo do sujeito.
3. Pronome e adjunto adnominal.
4. Advérbio e adjunto adverbial.
Coluna 2
( ) “Essa”.
( ) “intimamente”.
( ) “ligada”.
( ) “populacional”.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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- SintaxeTermos Integrantes da Oração
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinadas Adverbial
Desafios e oportunidades do envelhecimento populacional brasileiro
Por José Eustáquio Diniz Alves
Durante os primeiros 500 anos de sua história, o Brasil apresentou uma estrutura etária
predominantemente jovem, com a maioria da população composta por pessoas com menos de
anos. No entanto, esse cenário começou a mudar nas últimas décadas, e o país iniciou um
rápido e profundo processo de envelhecimento populacional ao longo do século XXI. Esse
fenômeno traz desafios significativos, mas também oportunidades importantes para a
economia e a sociedade brasileira.
O marco inicial dessa transformação ocorreu no final da década de 1960, quando as taxas
de fecundidade começaram a diminuir. Essa redução marcou o início do envelhecimento da
pirâmide etária brasileira, um processo que se desdobra ao longo do tempo em duas fases
distintas.
Na primeira fase, ocorreu a criação de uma janela de oportunidade demográfica,
caracterizada pela redução da proporção de crianças e jovens e pelo aumento da participação
de pessoas em idade produtiva. Famílias menores tenderam a favorecer ...... autonomia das
mulheres, facilitando sua maior integração ao mercado de trabalho.
Quando bem aproveitada, essa fase oferece ...... possibilidade de um bônus demográfico
bem-estar social.
― um período temporário, mas crucial, para impulsionar o desenvolvimento econômico e o
No Brasil, o bônus demográfico teve início na década de 1970 e está previsto para
terminar na década de 2030, quando a população em idade ativa atingirá seu pico de
137,5 milhões de pessoas em 2033, conforme dados das projeções populacionais do IBGE.
A população total do Brasil deverá alcançar seu ápice em 2041, com 220,4 milhões de
habitantes, antes de iniciar um processo de declínio, atingindo 199,2 milhões em 2070.
A população em idade ativa, por sua vez, começará a diminuir a partir de 2034, com uma
projeção de queda para 100,2 milhões de pessoas em 2070. A idade mediana da população
brasileira está projetada para atingir 52 anos em 2070, o que significa que a chamada geração
prateada, formada por pessoas com 50 anos ou mais, será a maioria da população a partir da
década de 2060. Nesse contexto, o grande desafio associado ao envelhecimento populacional
será o aumento da razão de dependência demográfica, que pode levar ao crescimento
descontrolado dos gastos com previdência social e saúde.
Contudo, o envelhecimento populacional não deve ser visto apenas como um obstáculo.
Ele também pode gerar oportunidades, desde que políticas públicas, iniciativas privadas e a
sociedade civil abandonem a percepção de que a população idosa é um “peso morto” para o
sistema produtivo. O combate ao etarismo e o investimento no potencial das gerações com
anos ou mais são fundamentais para aproveitar a base da economia prateada.
A chamada economia prateada, embora ainda esteja em processo de consolidação como
conceito, refere-se ao conjunto de atividades econômicas relacionadas ...... população idosa,
considerando seu consumo, trabalho e contribuição social. Essa oportunidade está intimamente
ligada a um envelhecimento populacional ativo e saudável.
(Disponível em: https://exame.com/economia/os-desafios-e-oportunidades-do-envelhecimento-populacional-brasileiro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
“desde que políticas públicas, iniciativas privadas e a sociedade civil abandonem a percepção de que a população idosa é um ‘peso morto’”.
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Desafios e oportunidades do envelhecimento populacional brasileiro
Por José Eustáquio Diniz Alves
Durante os primeiros 500 anos de sua história, o Brasil apresentou uma estrutura etária
predominantemente jovem, com a maioria da população composta por pessoas com menos de
anos. No entanto, esse cenário começou a mudar nas últimas décadas, e o país iniciou um
rápido e profundo processo de envelhecimento populacional ao longo do século XXI. Esse
fenômeno traz desafios significativos, mas também oportunidades importantes para a
economia e a sociedade brasileira.
O marco inicial dessa transformação ocorreu no final da década de 1960, quando as taxas
de fecundidade começaram a diminuir. Essa redução marcou o início do envelhecimento da
pirâmide etária brasileira, um processo que se desdobra ao longo do tempo em duas fases
distintas.
Na primeira fase, ocorreu a criação de uma janela de oportunidade demográfica,
caracterizada pela redução da proporção de crianças e jovens e pelo aumento da participação
de pessoas em idade produtiva. Famílias menores tenderam a favorecer ...... autonomia das
mulheres, facilitando sua maior integração ao mercado de trabalho.
Quando bem aproveitada, essa fase oferece ...... possibilidade de um bônus demográfico
bem-estar social.
― um período temporário, mas crucial, para impulsionar o desenvolvimento econômico e o
No Brasil, o bônus demográfico teve início na década de 1970 e está previsto para
terminar na década de 2030, quando a população em idade ativa atingirá seu pico de
137,5 milhões de pessoas em 2033, conforme dados das projeções populacionais do IBGE.
A população total do Brasil deverá alcançar seu ápice em 2041, com 220,4 milhões de
habitantes, antes de iniciar um processo de declínio, atingindo 199,2 milhões em 2070.
A população em idade ativa, por sua vez, começará a diminuir a partir de 2034, com uma
projeção de queda para 100,2 milhões de pessoas em 2070. A idade mediana da população
brasileira está projetada para atingir 52 anos em 2070, o que significa que a chamada geração
prateada, formada por pessoas com 50 anos ou mais, será a maioria da população a partir da
década de 2060. Nesse contexto, o grande desafio associado ao envelhecimento populacional
será o aumento da razão de dependência demográfica, que pode levar ao crescimento
descontrolado dos gastos com previdência social e saúde.
Contudo, o envelhecimento populacional não deve ser visto apenas como um obstáculo.
Ele também pode gerar oportunidades, desde que políticas públicas, iniciativas privadas e a
sociedade civil abandonem a percepção de que a população idosa é um “peso morto” para o
sistema produtivo. O combate ao etarismo e o investimento no potencial das gerações com
anos ou mais são fundamentais para aproveitar a base da economia prateada.
A chamada economia prateada, embora ainda esteja em processo de consolidação como
conceito, refere-se ao conjunto de atividades econômicas relacionadas ...... população idosa,
considerando seu consumo, trabalho e contribuição social. Essa oportunidade está intimamente
ligada a um envelhecimento populacional ativo e saudável.
(Disponível em: https://exame.com/economia/os-desafios-e-oportunidades-do-envelhecimento-populacional-brasileiro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Desafios e oportunidades do envelhecimento populacional brasileiro
Por José Eustáquio Diniz Alves
Durante os primeiros 500 anos de sua história, o Brasil apresentou uma estrutura etária
predominantemente jovem, com a maioria da população composta por pessoas com menos de
anos. No entanto, esse cenário começou a mudar nas últimas décadas, e o país iniciou um
rápido e profundo processo de envelhecimento populacional ao longo do século XXI. Esse
fenômeno traz desafios significativos, mas também oportunidades importantes para a
economia e a sociedade brasileira.
O marco inicial dessa transformação ocorreu no final da década de 1960, quando as taxas
de fecundidade começaram a diminuir. Essa redução marcou o início do envelhecimento da
pirâmide etária brasileira, um processo que se desdobra ao longo do tempo em duas fases
distintas.
Na primeira fase, ocorreu a criação de uma janela de oportunidade demográfica,
caracterizada pela redução da proporção de crianças e jovens e pelo aumento da participação
de pessoas em idade produtiva. Famílias menores tenderam a favorecer ...... autonomia das
mulheres, facilitando sua maior integração ao mercado de trabalho.
Quando bem aproveitada, essa fase oferece ...... possibilidade de um bônus demográfico
bem-estar social.
― um período temporário, mas crucial, para impulsionar o desenvolvimento econômico e o
No Brasil, o bônus demográfico teve início na década de 1970 e está previsto para
terminar na década de 2030, quando a população em idade ativa atingirá seu pico de
137,5 milhões de pessoas em 2033, conforme dados das projeções populacionais do IBGE.
A população total do Brasil deverá alcançar seu ápice em 2041, com 220,4 milhões de
habitantes, antes de iniciar um processo de declínio, atingindo 199,2 milhões em 2070.
A população em idade ativa, por sua vez, começará a diminuir a partir de 2034, com uma
projeção de queda para 100,2 milhões de pessoas em 2070. A idade mediana da população
brasileira está projetada para atingir 52 anos em 2070, o que significa que a chamada geração
prateada, formada por pessoas com 50 anos ou mais, será a maioria da população a partir da
década de 2060. Nesse contexto, o grande desafio associado ao envelhecimento populacional
será o aumento da razão de dependência demográfica, que pode levar ao crescimento
descontrolado dos gastos com previdência social e saúde.
Contudo, o envelhecimento populacional não deve ser visto apenas como um obstáculo.
Ele também pode gerar oportunidades, desde que políticas públicas, iniciativas privadas e a
sociedade civil abandonem a percepção de que a população idosa é um “peso morto” para o
sistema produtivo. O combate ao etarismo e o investimento no potencial das gerações com
anos ou mais são fundamentais para aproveitar a base da economia prateada.
A chamada economia prateada, embora ainda esteja em processo de consolidação como
conceito, refere-se ao conjunto de atividades econômicas relacionadas ...... população idosa,
considerando seu consumo, trabalho e contribuição social. Essa oportunidade está intimamente
ligada a um envelhecimento populacional ativo e saudável.
(Disponível em: https://exame.com/economia/os-desafios-e-oportunidades-do-envelhecimento-populacional-brasileiro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
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