Foram encontradas 364.900 questões.
Entre ciência e afeto: por que os nossos animais também cuidam
Por Arthur Guerra
Outro dia, vi um vídeo que me emocionou. Uma mulher idosa, internada em um hospital
havia semanas, recebe uma visita inesperada: seus gatos, trazidos pelo filho dela. As cenas me
desarmaram: o rosto dela, antes sério e cansado, se iluminou. Por algum tempo, a doença
pareceu perder espaço para dar lugar ao cuidado e ao vínculo com aqueles animais.
Em minha prática clínica, aprendi que nem todo cuidado se resume a uma prescrição
médica. Meu cão Franc foi treinado para dar suporte emocional a pacientes internados no
Instituto HC Perdizes, muitos deles, em estado terminal, afastados de seus familiares e, não
raro, sozinhos no quarto. Já pude testemunhar, de perto, o que esses encontros produzem. O
isolamento se rompe, a emoção toma conta, a ansiedade e o medo diminuem e os pacientes
voltam a se sentir amados.
A ciência vem confirmando algo que, intuitivamente, já sabemos: o contato com animais
reduz níveis de cortisol, diminui a percepção de estresse e pode aumentar a liberação de um
hormônio associado ao vínculo e ao bem-estar, como a ocitocina. Ou seja, esse é um recurso
com efeitos terapêuticos.
Não por acaso, esse efeito tem sido incorporado ao cuidado de pessoas com depressão,
ansiedade, fobias ou em situações de isolamento prolongado, como internações. Cresce também
o número de profissionais que incorporam animais de apoio emocional ao cuidado clínico da
ansiedade e da depressão. Em 2023, só nos Estados Unidos, havia mais de 115 mil animais de
suporte emocional registrados – em sua maioria cães, mas há de tudo, até pavões e cobras.
Animais de suporte emocional não substituem tratamentos. Mas eles reforçam a sensação
de não estar sozinho. Em saúde mental, isso pode mudar tudo.
Talvez seja por isso que aquele vídeo tenha me marcado tanto. Afinal de contas ▲ ele mostra
algo simples e poderoso ■ o vínculo com um animal que nos dá amor incondicional pode nos
devolver a sensação de estar vivos ★ E isso é muito.
(Disponível em: https://forbes.com.br/colunas/2026/05/dr-arthur-guerra-entre-ciencia-e-afeto-por-que-os-nossos-animais-tambem-cuidam/ – texto adaptado especialmente para esta prova)
Provas
Uma fonte de biodiversidade
Por Igor Zolnerkevic
Uma equipe liderada pelos geólogos Cristiano Galeazzi, da Universidade de Tecnologia
de Chengdu, na China, e Renato Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), reconstruiu as
mudanças no curso de oito dos principais rios da Amazônia Central, ao longo de cerca de 5
mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-fonte-de-biodiversidade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego da vírgula hachurada no trecho abaixo, retirado do texto, é correto afirmar que a pontuação foi utilizada para:
“‘Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais distantes uns dos outros’, explica o geólogo”.
Provas
Uma fonte de biodiversidade
Por Igor Zolnerkevic
Uma equipe liderada pelos geólogos Cristiano Galeazzi, da Universidade de Tecnologia
de Chengdu, na China, e Renato Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), reconstruiu as
mudanças no curso de oito dos principais rios da Amazônia Central, ao longo de cerca de 5
mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-fonte-de-biodiversidade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Provas
Uma fonte de biodiversidade
Por Igor Zolnerkevic
Uma equipe liderada pelos geólogos Cristiano Galeazzi, da Universidade de Tecnologia
de Chengdu, na China, e Renato Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), reconstruiu as
mudanças no curso de oito dos principais rios da Amazônia Central, ao longo de cerca de 5
mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-fonte-de-biodiversidade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Provas
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinada Reduzida
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinadas Adverbial
Uma fonte de biodiversidade
Por Igor Zolnerkevic
Uma equipe liderada pelos geólogos Cristiano Galeazzi, da Universidade de Tecnologia
de Chengdu, na China, e Renato Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), reconstruiu as
mudanças no curso de oito dos principais rios da Amazônia Central, ao longo de cerca de 5
mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-fonte-de-biodiversidade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Sobre o trecho retirado do texto “À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais”, analise as assertivas a seguir:
I. A locução “À medida que” introduz uma oração subordinada adverbial proporcional.
II. O sujeito da oração principal é “grandes quantidades de areia e lama”.
III. O segmento “chamadas de leques aluviais” exerce função de oração reduzida de particípio com valor adjetivo.
Quais estão corretas?
Provas
Uma fonte de biodiversidade
Por Igor Zolnerkevic
Uma equipe liderada pelos geólogos Cristiano Galeazzi, da Universidade de Tecnologia
de Chengdu, na China, e Renato Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), reconstruiu as
mudanças no curso de oito dos principais rios da Amazônia Central, ao longo de cerca de 5
mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-fonte-de-biodiversidade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Coluna 1
1. Verbo flexionado no presente do indicativo.
2. Verbo na voz ativa, flexionado no pretérito imperfeito do indicativo.
3. Verbo formado pelo processo de derivação prefixal.
Coluna 2
( ) Reconstruiu.
( ) Migravam.
( ) Antecede.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Provas
Uma fonte de biodiversidade
Por Igor Zolnerkevic
Uma equipe liderada pelos geólogos Cristiano Galeazzi, da Universidade de Tecnologia
de Chengdu, na China, e Renato Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), reconstruiu as
mudanças no curso de oito dos principais rios da Amazônia Central, ao longo de cerca de 5
mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-fonte-de-biodiversidade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Em relação à regência verbal e ao emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas dos trechos a seguir, retirados do texto.
• “O estudo sugere que o deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ____ distribuição atual de seis grandes áreas de endemismo”.
• “A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá [...]”.
• “Esse cenário começou a mudar há cerca 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ____ aumento do gelo nas calotas polares, reduziram o nível dos rios”.
Provas
Uma fonte de biodiversidade
Por Igor Zolnerkevic
Uma equipe liderada pelos geólogos Cristiano Galeazzi, da Universidade de Tecnologia
de Chengdu, na China, e Renato Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), reconstruiu as
mudanças no curso de oito dos principais rios da Amazônia Central, ao longo de cerca de 5
mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-fonte-de-biodiversidade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Provas
Uma fonte de biodiversidade
Por Igor Zolnerkevic
Uma equipe liderada pelos geólogos Cristiano Galeazzi, da Universidade de Tecnologia
de Chengdu, na China, e Renato Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), reconstruiu as
mudanças no curso de oito dos principais rios da Amazônia Central, ao longo de cerca de 5
mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-fonte-de-biodiversidade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
I. A palavra “barrancos” apresenta um dígrafo e um encontro consonantal.
II. Em “pesquisadores”, a letra “s” representa o mesmo fonema em todas as ocorrências, independentemente da posição na palavra.
III. A palavra “paisagem” contém um ditongo decrescente.
Quais estão corretas?
Provas
- SemânticaDenotação e Conotação
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
Uma fonte de biodiversidade
Por Igor Zolnerkevic
Uma equipe liderada pelos geólogos Cristiano Galeazzi, da Universidade de Tecnologia
de Chengdu, na China, e Renato Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), reconstruiu as
mudanças no curso de oito dos principais rios da Amazônia Central, ao longo de cerca de 5
mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-fonte-de-biodiversidade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Provas
Caderno Container