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Culpa: não sinta muito
Por Martha Medeiros
A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente
à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus
pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não
quer saber de explicação.
Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida
afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido __ covardia, ao invés
de tomar a decisão que mudaria nossa história.
É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem
que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico “se correr o bicho pega, se ficar o bicho
come”.
Uns 15 anos atrá...., li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento
de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender
a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em
se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.
Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente,
pela importância que estamos nos dando. Ainda assim, de vez em quando, me pego
alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares,
onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.
São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente
indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o
passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por
que se culpar?
Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto:
os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se
espera. A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos
invade por não termos conseguido realizar o que o outro espera de nós.
Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo
que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem
e....pectativas a atender; é um gostar-se sem exclusividade nem contrato. Se acaso as
afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz
os humores do destino. Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem
___ noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco
tornam-se existenciais e crescem como tumores.
Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que
se deve: deixar ___ culpa morrer de fome.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/05/culpa-nao-sinta-muito-cmokq8t0o01do0123loqadbtf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Culpa: não sinta muito
Por Martha Medeiros
A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente
à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus
pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não
quer saber de explicação.
Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida
afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido __ covardia, ao invés
de tomar a decisão que mudaria nossa história.
É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem
que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico “se correr o bicho pega, se ficar o bicho
come”.
Uns 15 anos atrá...., li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento
de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender
a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em
se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.
Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente,
pela importância que estamos nos dando. Ainda assim, de vez em quando, me pego
alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares,
onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.
São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente
indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o
passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por
que se culpar?
Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto:
os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se
espera. A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos
invade por não termos conseguido realizar o que o outro espera de nós.
Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo
que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem
e....pectativas a atender; é um gostar-se sem exclusividade nem contrato. Se acaso as
afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz
os humores do destino. Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem
___ noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco
tornam-se existenciais e crescem como tumores.
Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que
se deve: deixar ___ culpa morrer de fome.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/05/culpa-nao-sinta-muito-cmokq8t0o01do0123loqadbtf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta uma palavra que poderia substituir o vocábulo “martirizar-se” sem causar alterações significativas ao sentido original em que ele ocorre.
“a verdadeira libertação está em se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.”
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- SintaxePalavras com Múltiplas FunçõesFunções da Palavra “se”
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinadas Adverbial
Culpa: não sinta muito
Por Martha Medeiros
A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente
à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus
pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não
quer saber de explicação.
Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida
afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido __ covardia, ao invés
de tomar a decisão que mudaria nossa história.
É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem
que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico “se correr o bicho pega, se ficar o bicho
come”.
Uns 15 anos atrá...., li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento
de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender
a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em
se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.
Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente,
pela importância que estamos nos dando. Ainda assim, de vez em quando, me pego
alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares,
onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.
São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente
indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o
passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por
que se culpar?
Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto:
os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se
espera. A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos
invade por não termos conseguido realizar o que o outro espera de nós.
Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo
que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem
e....pectativas a atender; é um gostar-se sem exclusividade nem contrato. Se acaso as
afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz
os humores do destino. Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem
___ noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco
tornam-se existenciais e crescem como tumores.
Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que
se deve: deixar ___ culpa morrer de fome.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/05/culpa-nao-sinta-muito-cmokq8t0o01do0123loqadbtf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Na expressão popular “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, a conjunção “se”, em ambas as ocorrências, exprime ideia de ______________ e tem o mesmo sentido do termo ______________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas do trecho acima.
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- SemânticaDenotação e Conotação
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
Culpa: não sinta muito
Por Martha Medeiros
A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente
à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus
pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não
quer saber de explicação.
Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida
afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido __ covardia, ao invés
de tomar a decisão que mudaria nossa história.
É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem
que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico “se correr o bicho pega, se ficar o bicho
come”.
Uns 15 anos atrá...., li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento
de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender
a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em
se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.
Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente,
pela importância que estamos nos dando. Ainda assim, de vez em quando, me pego
alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares,
onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.
São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente
indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o
passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por
que se culpar?
Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto:
os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se
espera. A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos
invade por não termos conseguido realizar o que o outro espera de nós.
Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo
que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem
e....pectativas a atender; é um gostar-se sem exclusividade nem contrato. Se acaso as
afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz
os humores do destino. Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem
___ noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco
tornam-se existenciais e crescem como tumores.
Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que
se deve: deixar ___ culpa morrer de fome.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/05/culpa-nao-sinta-muito-cmokq8t0o01do0123loqadbtf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Culpa: não sinta muito
Por Martha Medeiros
A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente
à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus
pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não
quer saber de explicação.
Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida
afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido __ covardia, ao invés
de tomar a decisão que mudaria nossa história.
É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem
que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico “se correr o bicho pega, se ficar o bicho
come”.
Uns 15 anos atrá...., li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento
de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender
a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em
se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.
Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente,
pela importância que estamos nos dando. Ainda assim, de vez em quando, me pego
alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares,
onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.
São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente
indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o
passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por
que se culpar?
Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto:
os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se
espera. A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos
invade por não termos conseguido realizar o que o outro espera de nós.
Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo
que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem
e....pectativas a atender; é um gostar-se sem exclusividade nem contrato. Se acaso as
afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz
os humores do destino. Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem
___ noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco
tornam-se existenciais e crescem como tumores.
Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que
se deve: deixar ___ culpa morrer de fome.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/05/culpa-nao-sinta-muito-cmokq8t0o01do0123loqadbtf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a ortografia das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas dos trechos a seguir, retirados do texto.
- “Uns 15 anos atrá....”.
- “Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente”.
- “não há abandono nem e....pectativas a atender”.
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Culpa: não sinta muito
Por Martha Medeiros
A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente
à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus
pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não
quer saber de explicação.
Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida
afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido __ covardia, ao invés
de tomar a decisão que mudaria nossa história.
É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem
que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico “se correr o bicho pega, se ficar o bicho
come”.
Uns 15 anos atrá...., li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento
de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender
a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em
se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.
Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente,
pela importância que estamos nos dando. Ainda assim, de vez em quando, me pego
alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares,
onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.
São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente
indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o
passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por
que se culpar?
Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto:
os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se
espera. A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos
invade por não termos conseguido realizar o que o outro espera de nós.
Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo
que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem
e....pectativas a atender; é um gostar-se sem exclusividade nem contrato. Se acaso as
afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz
os humores do destino. Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem
___ noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco
tornam-se existenciais e crescem como tumores.
Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que
se deve: deixar ___ culpa morrer de fome.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/05/culpa-nao-sinta-muito-cmokq8t0o01do0123loqadbtf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
- “E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido ___ covardia”.
- “Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem ___ noite”.
- “não temos coragem de fazer o que se deve: deixar ___ culpa morrer de fome”.
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As primas de Sapucaia
Por Claudia Laitano
O acaso não morreu, mas anda desprestigiado. Livros que não estávamos procurando,
restaurantes que ninguém recomendou, pessoas que conhecemos .... viramos na esquina
errada na hora certa — enfim, as linhas tortas da vida — são encarados hoje como desvios de
rota desnecessários.
Os oráculos que respondem ___ todas as perguntas e resolvem todas as paradas
tornaram obsoletos os encontros aleatórios, os becos sem saída, os descaminhos. É como se
toda a tecnologia criada pelo homem, desde a primeira machadinha, servisse ao único propósito
de diminuir as chances de nos distrairmos com o que não estava previsto. O inesperado perdeu
a moral.
Agora o negócio é ir direto ao ponto. Direto ao endereço certo com o GPS, direto à
paquera mais eficiente com os sites de namoro, direto ao que nos agrada (assuntos, pessoas,
diversão, opiniões políticas) graças ao algoritmo — que por sua vez não faz nenhuma questão
de nos ver adquirindo novos hábitos. O resultado é essa sensação de que estamos
empanturrados de coisas que “interessam” (a maioria delas ___ venda) e carentes de espanto
(que às vezes é de graça). As primas de Sapucaia não nos visitam mais como visitavam antes.
Primas de quem? Essa Sapucaia não é a do Sul, vizinha de Porto Alegre, mas a do nosso
Norte, o Rio de Janeiro. As Primas de Sapucaia é o título de um conto de Machado de Assis sobre
pequenos contratempos capazes de mudar um destino. O elogio do acaso como senhor da
(nossa) história.
No conto, um rapaz se apaixona por uma moça casada — como era moda no final do
século 19, a julgar pela literatura do período. Como não pode mandar mensagem pelo
Instagram nem dar um Google para saber onde ela mora e que ambientes frequenta (o telefone
mal tinha chegado ___ Corte), resta ao jovem enamorado contar com o acaso.
Para seu desconsolo, justo no dia em que surge a oportunidade de aproximar-se da
amada, ele está acompanhado de duas primas que vieram de Sapucaia para passar uns dias
no Rio de Janeiro. Lá se foi a chance de conhecê-la, amá-la, viver com ela o grande amor da
sua vida.
Para piorar, a jovem acaba se envolvendo com um amigo seu, com quem tem o tórrido
romance com o qual ele mesmo havia sonhado — mas que no fim também não dá muito certo.
No léxico machadiano, “as primas de Sapucaia” são a representação daqueles desvios
inesperados que atravessam nosso caminho, para o bem ou para o mal: “Há umas ocasiões
oportunas e fugitivas, em que o acaso nos inflige duas ou três primas de Sapucaia; outras
vezes, ao contrário, as primas de Sapucaia são antes um benefício do que um infortúnio”.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2026/05/as-primas-de-sapucaia-cmoncxlq202970123dgy7nosn.html — texto adaptado especialmente para esta prova)
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- SintaxePalavras com Múltiplas FunçõesFunções da Palavra “se”
- MorfologiaVerbosClassificação dos Verbos
- MorfologiaVerbosVozes Verbais
As primas de Sapucaia
Por Claudia Laitano
O acaso não morreu, mas anda desprestigiado. Livros que não estávamos procurando,
restaurantes que ninguém recomendou, pessoas que conhecemos .... viramos na esquina
errada na hora certa — enfim, as linhas tortas da vida — são encarados hoje como desvios de
rota desnecessários.
Os oráculos que respondem ___ todas as perguntas e resolvem todas as paradas
tornaram obsoletos os encontros aleatórios, os becos sem saída, os descaminhos. É como se
toda a tecnologia criada pelo homem, desde a primeira machadinha, servisse ao único propósito
de diminuir as chances de nos distrairmos com o que não estava previsto. O inesperado perdeu
a moral.
Agora o negócio é ir direto ao ponto. Direto ao endereço certo com o GPS, direto à
paquera mais eficiente com os sites de namoro, direto ao que nos agrada (assuntos, pessoas,
diversão, opiniões políticas) graças ao algoritmo — que por sua vez não faz nenhuma questão
de nos ver adquirindo novos hábitos. O resultado é essa sensação de que estamos
empanturrados de coisas que “interessam” (a maioria delas ___ venda) e carentes de espanto
(que às vezes é de graça). As primas de Sapucaia não nos visitam mais como visitavam antes.
Primas de quem? Essa Sapucaia não é a do Sul, vizinha de Porto Alegre, mas a do nosso
Norte, o Rio de Janeiro. As Primas de Sapucaia é o título de um conto de Machado de Assis sobre
pequenos contratempos capazes de mudar um destino. O elogio do acaso como senhor da
(nossa) história.
No conto, um rapaz se apaixona por uma moça casada — como era moda no final do
século 19, a julgar pela literatura do período. Como não pode mandar mensagem pelo
Instagram nem dar um Google para saber onde ela mora e que ambientes frequenta (o telefone
mal tinha chegado ___ Corte), resta ao jovem enamorado contar com o acaso.
Para seu desconsolo, justo no dia em que surge a oportunidade de aproximar-se da
amada, ele está acompanhado de duas primas que vieram de Sapucaia para passar uns dias
no Rio de Janeiro. Lá se foi a chance de conhecê-la, amá-la, viver com ela o grande amor da
sua vida.
Para piorar, a jovem acaba se envolvendo com um amigo seu, com quem tem o tórrido
romance com o qual ele mesmo havia sonhado — mas que no fim também não dá muito certo.
No léxico machadiano, “as primas de Sapucaia” são a representação daqueles desvios
inesperados que atravessam nosso caminho, para o bem ou para o mal: “Há umas ocasiões
oportunas e fugitivas, em que o acaso nos inflige duas ou três primas de Sapucaia; outras
vezes, ao contrário, as primas de Sapucaia são antes um benefício do que um infortúnio”.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2026/05/as-primas-de-sapucaia-cmoncxlq202970123dgy7nosn.html — texto adaptado especialmente para esta prova)
“Para seu desconsolo, justo no dia em que surge a oportunidade de aproximar-se da amada, ele está acompanhado de duas primas”.
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As primas de Sapucaia
Por Claudia Laitano
O acaso não morreu, mas anda desprestigiado. Livros que não estávamos procurando,
restaurantes que ninguém recomendou, pessoas que conhecemos .... viramos na esquina
errada na hora certa — enfim, as linhas tortas da vida — são encarados hoje como desvios de
rota desnecessários.
Os oráculos que respondem ___ todas as perguntas e resolvem todas as paradas
tornaram obsoletos os encontros aleatórios, os becos sem saída, os descaminhos. É como se
toda a tecnologia criada pelo homem, desde a primeira machadinha, servisse ao único propósito
de diminuir as chances de nos distrairmos com o que não estava previsto. O inesperado perdeu
a moral.
Agora o negócio é ir direto ao ponto. Direto ao endereço certo com o GPS, direto à
paquera mais eficiente com os sites de namoro, direto ao que nos agrada (assuntos, pessoas,
diversão, opiniões políticas) graças ao algoritmo — que por sua vez não faz nenhuma questão
de nos ver adquirindo novos hábitos. O resultado é essa sensação de que estamos
empanturrados de coisas que “interessam” (a maioria delas ___ venda) e carentes de espanto
(que às vezes é de graça). As primas de Sapucaia não nos visitam mais como visitavam antes.
Primas de quem? Essa Sapucaia não é a do Sul, vizinha de Porto Alegre, mas a do nosso
Norte, o Rio de Janeiro. As Primas de Sapucaia é o título de um conto de Machado de Assis sobre
pequenos contratempos capazes de mudar um destino. O elogio do acaso como senhor da
(nossa) história.
No conto, um rapaz se apaixona por uma moça casada — como era moda no final do
século 19, a julgar pela literatura do período. Como não pode mandar mensagem pelo
Instagram nem dar um Google para saber onde ela mora e que ambientes frequenta (o telefone
mal tinha chegado ___ Corte), resta ao jovem enamorado contar com o acaso.
Para seu desconsolo, justo no dia em que surge a oportunidade de aproximar-se da
amada, ele está acompanhado de duas primas que vieram de Sapucaia para passar uns dias
no Rio de Janeiro. Lá se foi a chance de conhecê-la, amá-la, viver com ela o grande amor da
sua vida.
Para piorar, a jovem acaba se envolvendo com um amigo seu, com quem tem o tórrido
romance com o qual ele mesmo havia sonhado — mas que no fim também não dá muito certo.
No léxico machadiano, “as primas de Sapucaia” são a representação daqueles desvios
inesperados que atravessam nosso caminho, para o bem ou para o mal: “Há umas ocasiões
oportunas e fugitivas, em que o acaso nos inflige duas ou três primas de Sapucaia; outras
vezes, ao contrário, as primas de Sapucaia são antes um benefício do que um infortúnio”.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2026/05/as-primas-de-sapucaia-cmoncxlq202970123dgy7nosn.html — texto adaptado especialmente para esta prova)
Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, o sentido veiculado por cada uma das preposições sublinhadas.
- “Direto ao endereço certo com o GPS”.
- “um conto de Machado de Assis sobre pequenos contratempos”.
- “dar um Google para saber onde ela mora”.
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As primas de Sapucaia
Por Claudia Laitano
O acaso não morreu, mas anda desprestigiado. Livros que não estávamos procurando,
restaurantes que ninguém recomendou, pessoas que conhecemos .... viramos na esquina
errada na hora certa — enfim, as linhas tortas da vida — são encarados hoje como desvios de
rota desnecessários.
Os oráculos que respondem ___ todas as perguntas e resolvem todas as paradas
tornaram obsoletos os encontros aleatórios, os becos sem saída, os descaminhos. É como se
toda a tecnologia criada pelo homem, desde a primeira machadinha, servisse ao único propósito
de diminuir as chances de nos distrairmos com o que não estava previsto. O inesperado perdeu
a moral.
Agora o negócio é ir direto ao ponto. Direto ao endereço certo com o GPS, direto à
paquera mais eficiente com os sites de namoro, direto ao que nos agrada (assuntos, pessoas,
diversão, opiniões políticas) graças ao algoritmo — que por sua vez não faz nenhuma questão
de nos ver adquirindo novos hábitos. O resultado é essa sensação de que estamos
empanturrados de coisas que “interessam” (a maioria delas ___ venda) e carentes de espanto
(que às vezes é de graça). As primas de Sapucaia não nos visitam mais como visitavam antes.
Primas de quem? Essa Sapucaia não é a do Sul, vizinha de Porto Alegre, mas a do nosso
Norte, o Rio de Janeiro. As Primas de Sapucaia é o título de um conto de Machado de Assis sobre
pequenos contratempos capazes de mudar um destino. O elogio do acaso como senhor da
(nossa) história.
No conto, um rapaz se apaixona por uma moça casada — como era moda no final do
século 19, a julgar pela literatura do período. Como não pode mandar mensagem pelo
Instagram nem dar um Google para saber onde ela mora e que ambientes frequenta (o telefone
mal tinha chegado ___ Corte), resta ao jovem enamorado contar com o acaso.
Para seu desconsolo, justo no dia em que surge a oportunidade de aproximar-se da
amada, ele está acompanhado de duas primas que vieram de Sapucaia para passar uns dias
no Rio de Janeiro. Lá se foi a chance de conhecê-la, amá-la, viver com ela o grande amor da
sua vida.
Para piorar, a jovem acaba se envolvendo com um amigo seu, com quem tem o tórrido
romance com o qual ele mesmo havia sonhado — mas que no fim também não dá muito certo.
No léxico machadiano, “as primas de Sapucaia” são a representação daqueles desvios
inesperados que atravessam nosso caminho, para o bem ou para o mal: “Há umas ocasiões
oportunas e fugitivas, em que o acaso nos inflige duas ou três primas de Sapucaia; outras
vezes, ao contrário, as primas de Sapucaia são antes um benefício do que um infortúnio”.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2026/05/as-primas-de-sapucaia-cmoncxlq202970123dgy7nosn.html — texto adaptado especialmente para esta prova)
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