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4244381 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Flores Cunha-RS
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Culpa: não sinta muito

Por Martha Medeiros

A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente

à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus

pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não

quer saber de explicação.

Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida

afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido __ covardia, ao invés

de tomar a decisão que mudaria nossa história.

É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem

que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico “se correr o bicho pega, se ficar o bicho

come”.

Uns 15 anos atrá...., li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento

de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender

a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em

se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.

Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente,

pela importância que estamos nos dando. Ainda assim, de vez em quando, me pego

alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares,

onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.

São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente

indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o

passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por

que se culpar?

Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto:

os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se

espera. A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos

invade por não termos conseguido realizar o que o outro espera de nós.

Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo

que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem

e....pectativas a atender; é um gostar-se sem exclusividade nem contrato. Se acaso as

afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz

os humores do destino. Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem

___ noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco

tornam-se existenciais e crescem como tumores.

Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que

se deve: deixar ___ culpa morrer de fome.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/05/culpa-nao-sinta-muito-cmokq8t0o01do0123loqadbtf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que NÃO tenha sido formada com o prefixo “in-” de sentido negativo.
 

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4244380 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Flores Cunha-RS
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Culpa: não sinta muito

Por Martha Medeiros

A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente

à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus

pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não

quer saber de explicação.

Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida

afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido __ covardia, ao invés

de tomar a decisão que mudaria nossa história.

É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem

que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico “se correr o bicho pega, se ficar o bicho

come”.

Uns 15 anos atrá...., li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento

de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender

a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em

se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.

Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente,

pela importância que estamos nos dando. Ainda assim, de vez em quando, me pego

alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares,

onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.

São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente

indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o

passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por

que se culpar?

Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto:

os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se

espera. A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos

invade por não termos conseguido realizar o que o outro espera de nós.

Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo

que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem

e....pectativas a atender; é um gostar-se sem exclusividade nem contrato. Se acaso as

afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz

os humores do destino. Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem

___ noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco

tornam-se existenciais e crescem como tumores.

Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que

se deve: deixar ___ culpa morrer de fome.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/05/culpa-nao-sinta-muito-cmokq8t0o01do0123loqadbtf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta uma palavra que poderia substituir o vocábulo “martirizar-se” sem causar alterações significativas ao sentido original em que ele ocorre.

“a verdadeira libertação está em se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.”

 

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4244379 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Flores Cunha-RS
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Culpa: não sinta muito

Por Martha Medeiros

A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente

à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus

pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não

quer saber de explicação.

Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida

afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido __ covardia, ao invés

de tomar a decisão que mudaria nossa história.

É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem

que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico “se correr o bicho pega, se ficar o bicho

come”.

Uns 15 anos atrá...., li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento

de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender

a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em

se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.

Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente,

pela importância que estamos nos dando. Ainda assim, de vez em quando, me pego

alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares,

onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.

São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente

indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o

passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por

que se culpar?

Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto:

os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se

espera. A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos

invade por não termos conseguido realizar o que o outro espera de nós.

Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo

que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem

e....pectativas a atender; é um gostar-se sem exclusividade nem contrato. Se acaso as

afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz

os humores do destino. Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem

___ noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco

tornam-se existenciais e crescem como tumores.

Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que

se deve: deixar ___ culpa morrer de fome.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/05/culpa-nao-sinta-muito-cmokq8t0o01do0123loqadbtf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Na expressão popular “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, a conjunção “se”, em ambas as ocorrências, exprime ideia de ______________ e tem o mesmo sentido do termo ______________.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas do trecho acima.

 

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4244378 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Flores Cunha-RS
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Culpa: não sinta muito

Por Martha Medeiros

A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente

à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus

pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não

quer saber de explicação.

Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida

afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido __ covardia, ao invés

de tomar a decisão que mudaria nossa história.

É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem

que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico “se correr o bicho pega, se ficar o bicho

come”.

Uns 15 anos atrá...., li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento

de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender

a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em

se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.

Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente,

pela importância que estamos nos dando. Ainda assim, de vez em quando, me pego

alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares,

onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.

São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente

indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o

passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por

que se culpar?

Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto:

os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se

espera. A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos

invade por não termos conseguido realizar o que o outro espera de nós.

Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo

que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem

e....pectativas a atender; é um gostar-se sem exclusividade nem contrato. Se acaso as

afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz

os humores do destino. Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem

___ noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco

tornam-se existenciais e crescem como tumores.

Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que

se deve: deixar ___ culpa morrer de fome.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/05/culpa-nao-sinta-muito-cmokq8t0o01do0123loqadbtf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa na qual NÃO tenha havido o emprego de linguagem figurada nos trechos apresentados, retirados do texto.
 

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4244377 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
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Culpa: não sinta muito

Por Martha Medeiros

A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente

à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus

pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não

quer saber de explicação.

Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida

afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido __ covardia, ao invés

de tomar a decisão que mudaria nossa história.

É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem

que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico “se correr o bicho pega, se ficar o bicho

come”.

Uns 15 anos atrá...., li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento

de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender

a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em

se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.

Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente,

pela importância que estamos nos dando. Ainda assim, de vez em quando, me pego

alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares,

onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.

São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente

indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o

passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por

que se culpar?

Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto:

os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se

espera. A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos

invade por não termos conseguido realizar o que o outro espera de nós.

Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo

que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem

e....pectativas a atender; é um gostar-se sem exclusividade nem contrato. Se acaso as

afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz

os humores do destino. Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem

___ noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco

tornam-se existenciais e crescem como tumores.

Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que

se deve: deixar ___ culpa morrer de fome.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/05/culpa-nao-sinta-muito-cmokq8t0o01do0123loqadbtf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a ortografia das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas dos trechos a seguir, retirados do texto.

- “Uns 15 anos atrá....”.

- “Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente”.

- “não há abandono nem e....pectativas a atender”.

 

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4244376 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Flores Cunha-RS
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Culpa: não sinta muito

Por Martha Medeiros

A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente

à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus

pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não

quer saber de explicação.

Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida

afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido __ covardia, ao invés

de tomar a decisão que mudaria nossa história.

É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem

que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico “se correr o bicho pega, se ficar o bicho

come”.

Uns 15 anos atrá...., li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento

de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender

a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em

se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.

Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, incon....ientemente,

pela importância que estamos nos dando. Ainda assim, de vez em quando, me pego

alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares,

onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.

São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente

indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o

passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por

que se culpar?

Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto:

os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se

espera. A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos

invade por não termos conseguido realizar o que o outro espera de nós.

Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo

que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem

e....pectativas a atender; é um gostar-se sem exclusividade nem contrato. Se acaso as

afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz

os humores do destino. Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem

___ noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco

tornam-se existenciais e crescem como tumores.

Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que

se deve: deixar ___ culpa morrer de fome.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/05/culpa-nao-sinta-muito-cmokq8t0o01do0123loqadbtf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas dos trechos a seguir, retirados do texto. 

- “E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido ___ covardia”. 

- “Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem ___ noite”. 

- “não temos coragem de fazer o que se deve: deixar ___ culpa morrer de fome”.
 

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4244333 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Flores Cunha-RS
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As primas de Sapucaia

Por Claudia Laitano

O acaso não morreu, mas anda desprestigiado. Livros que não estávamos procurando,

restaurantes que ninguém recomendou, pessoas que conhecemos .... viramos na esquina

errada na hora certa — enfim, as linhas tortas da vida — são encarados hoje como desvios de

rota desnecessários.

Os oráculos que respondem ___ todas as perguntas e resolvem todas as paradas

tornaram obsoletos os encontros aleatórios, os becos sem saída, os descaminhos. É como se

toda a tecnologia criada pelo homem, desde a primeira machadinha, servisse ao único propósito

de diminuir as chances de nos distrairmos com o que não estava previsto. O inesperado perdeu

a moral.

Agora o negócio é ir direto ao ponto. Direto ao endereço certo com o GPS, direto à

paquera mais eficiente com os sites de namoro, direto ao que nos agrada (assuntos, pessoas,

diversão, opiniões políticas) graças ao algoritmo — que por sua vez não faz nenhuma questão

de nos ver adquirindo novos hábitos. O resultado é essa sensação de que estamos

empanturrados de coisas que “interessam” (a maioria delas ___ venda) e carentes de espanto

(que às vezes é de graça). As primas de Sapucaia não nos visitam mais como visitavam antes.

Primas de quem? Essa Sapucaia não é a do Sul, vizinha de Porto Alegre, mas a do nosso

Norte, o Rio de Janeiro. As Primas de Sapucaia é o título de um conto de Machado de Assis sobre

pequenos contratempos capazes de mudar um destino. O elogio do acaso como senhor da

(nossa) história.

No conto, um rapaz se apaixona por uma moça casada — como era moda no final do

século 19, a julgar pela literatura do período. Como não pode mandar mensagem pelo

Instagram nem dar um Google para saber onde ela mora e que ambientes frequenta (o telefone

mal tinha chegado ___ Corte), resta ao jovem enamorado contar com o acaso.

Para seu desconsolo, justo no dia em que surge a oportunidade de aproximar-se da

amada, ele está acompanhado de duas primas que vieram de Sapucaia para passar uns dias

no Rio de Janeiro. Lá se foi a chance de conhecê-la, amá-la, viver com ela o grande amor da

sua vida.

Para piorar, a jovem acaba se envolvendo com um amigo seu, com quem tem o tórrido

romance com o qual ele mesmo havia sonhado — mas que no fim também não dá muito certo.

No léxico machadiano, “as primas de Sapucaia” são a representação daqueles desvios

inesperados que atravessam nosso caminho, para o bem ou para o mal: “Há umas ocasiões

oportunas e fugitivas, em que o acaso nos inflige duas ou três primas de Sapucaia; outras

vezes, ao contrário, as primas de Sapucaia são antes um benefício do que um infortúnio”.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2026/05/as-primas-de-sapucaia-cmoncxlq202970123dgy7nosn.html — texto adaptado especialmente para esta prova)

Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, assinale a alternativa em que a palavra sublinhada NÃO seja formada pela contração de dois outros vocábulos.
 

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4244332 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Flores Cunha-RS
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As primas de Sapucaia

Por Claudia Laitano

O acaso não morreu, mas anda desprestigiado. Livros que não estávamos procurando,

restaurantes que ninguém recomendou, pessoas que conhecemos .... viramos na esquina

errada na hora certa — enfim, as linhas tortas da vida — são encarados hoje como desvios de

rota desnecessários.

Os oráculos que respondem ___ todas as perguntas e resolvem todas as paradas

tornaram obsoletos os encontros aleatórios, os becos sem saída, os descaminhos. É como se

toda a tecnologia criada pelo homem, desde a primeira machadinha, servisse ao único propósito

de diminuir as chances de nos distrairmos com o que não estava previsto. O inesperado perdeu

a moral.

Agora o negócio é ir direto ao ponto. Direto ao endereço certo com o GPS, direto à

paquera mais eficiente com os sites de namoro, direto ao que nos agrada (assuntos, pessoas,

diversão, opiniões políticas) graças ao algoritmo — que por sua vez não faz nenhuma questão

de nos ver adquirindo novos hábitos. O resultado é essa sensação de que estamos

empanturrados de coisas que “interessam” (a maioria delas ___ venda) e carentes de espanto

(que às vezes é de graça). As primas de Sapucaia não nos visitam mais como visitavam antes.

Primas de quem? Essa Sapucaia não é a do Sul, vizinha de Porto Alegre, mas a do nosso

Norte, o Rio de Janeiro. As Primas de Sapucaia é o título de um conto de Machado de Assis sobre

pequenos contratempos capazes de mudar um destino. O elogio do acaso como senhor da

(nossa) história.

No conto, um rapaz se apaixona por uma moça casada — como era moda no final do

século 19, a julgar pela literatura do período. Como não pode mandar mensagem pelo

Instagram nem dar um Google para saber onde ela mora e que ambientes frequenta (o telefone

mal tinha chegado ___ Corte), resta ao jovem enamorado contar com o acaso.

Para seu desconsolo, justo no dia em que surge a oportunidade de aproximar-se da

amada, ele está acompanhado de duas primas que vieram de Sapucaia para passar uns dias

no Rio de Janeiro. Lá se foi a chance de conhecê-la, amá-la, viver com ela o grande amor da

sua vida.

Para piorar, a jovem acaba se envolvendo com um amigo seu, com quem tem o tórrido

romance com o qual ele mesmo havia sonhado — mas que no fim também não dá muito certo.

No léxico machadiano, “as primas de Sapucaia” são a representação daqueles desvios

inesperados que atravessam nosso caminho, para o bem ou para o mal: “Há umas ocasiões

oportunas e fugitivas, em que o acaso nos inflige duas ou três primas de Sapucaia; outras

vezes, ao contrário, as primas de Sapucaia são antes um benefício do que um infortúnio”.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2026/05/as-primas-de-sapucaia-cmoncxlq202970123dgy7nosn.html — texto adaptado especialmente para esta prova)

Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta corretamente a classificação gramatical da partícula “se” em “aproximar-se”.

“Para seu desconsolo, justo no dia em que surge a oportunidade de aproximar-se da amada, ele está acompanhado de duas primas”.
 

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4244331 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Flores Cunha-RS
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As primas de Sapucaia

Por Claudia Laitano

O acaso não morreu, mas anda desprestigiado. Livros que não estávamos procurando,

restaurantes que ninguém recomendou, pessoas que conhecemos .... viramos na esquina

errada na hora certa — enfim, as linhas tortas da vida — são encarados hoje como desvios de

rota desnecessários.

Os oráculos que respondem ___ todas as perguntas e resolvem todas as paradas

tornaram obsoletos os encontros aleatórios, os becos sem saída, os descaminhos. É como se

toda a tecnologia criada pelo homem, desde a primeira machadinha, servisse ao único propósito

de diminuir as chances de nos distrairmos com o que não estava previsto. O inesperado perdeu

a moral.

Agora o negócio é ir direto ao ponto. Direto ao endereço certo com o GPS, direto à

paquera mais eficiente com os sites de namoro, direto ao que nos agrada (assuntos, pessoas,

diversão, opiniões políticas) graças ao algoritmo — que por sua vez não faz nenhuma questão

de nos ver adquirindo novos hábitos. O resultado é essa sensação de que estamos

empanturrados de coisas que “interessam” (a maioria delas ___ venda) e carentes de espanto

(que às vezes é de graça). As primas de Sapucaia não nos visitam mais como visitavam antes.

Primas de quem? Essa Sapucaia não é a do Sul, vizinha de Porto Alegre, mas a do nosso

Norte, o Rio de Janeiro. As Primas de Sapucaia é o título de um conto de Machado de Assis sobre

pequenos contratempos capazes de mudar um destino. O elogio do acaso como senhor da

(nossa) história.

No conto, um rapaz se apaixona por uma moça casada — como era moda no final do

século 19, a julgar pela literatura do período. Como não pode mandar mensagem pelo

Instagram nem dar um Google para saber onde ela mora e que ambientes frequenta (o telefone

mal tinha chegado ___ Corte), resta ao jovem enamorado contar com o acaso.

Para seu desconsolo, justo no dia em que surge a oportunidade de aproximar-se da

amada, ele está acompanhado de duas primas que vieram de Sapucaia para passar uns dias

no Rio de Janeiro. Lá se foi a chance de conhecê-la, amá-la, viver com ela o grande amor da

sua vida.

Para piorar, a jovem acaba se envolvendo com um amigo seu, com quem tem o tórrido

romance com o qual ele mesmo havia sonhado — mas que no fim também não dá muito certo.

No léxico machadiano, “as primas de Sapucaia” são a representação daqueles desvios

inesperados que atravessam nosso caminho, para o bem ou para o mal: “Há umas ocasiões

oportunas e fugitivas, em que o acaso nos inflige duas ou três primas de Sapucaia; outras

vezes, ao contrário, as primas de Sapucaia são antes um benefício do que um infortúnio”.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2026/05/as-primas-de-sapucaia-cmoncxlq202970123dgy7nosn.html — texto adaptado especialmente para esta prova)

Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, o sentido veiculado por cada uma das preposições sublinhadas.

- “Direto ao endereço certo com o GPS”.

- “um conto de Machado de Assis sobre pequenos contratempos”.

- “dar um Google para saber onde ela mora”.

 

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4244330 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Flores Cunha-RS
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As primas de Sapucaia

Por Claudia Laitano

O acaso não morreu, mas anda desprestigiado. Livros que não estávamos procurando,

restaurantes que ninguém recomendou, pessoas que conhecemos .... viramos na esquina

errada na hora certa — enfim, as linhas tortas da vida — são encarados hoje como desvios de

rota desnecessários.

Os oráculos que respondem ___ todas as perguntas e resolvem todas as paradas

tornaram obsoletos os encontros aleatórios, os becos sem saída, os descaminhos. É como se

toda a tecnologia criada pelo homem, desde a primeira machadinha, servisse ao único propósito

de diminuir as chances de nos distrairmos com o que não estava previsto. O inesperado perdeu

a moral.

Agora o negócio é ir direto ao ponto. Direto ao endereço certo com o GPS, direto à

paquera mais eficiente com os sites de namoro, direto ao que nos agrada (assuntos, pessoas,

diversão, opiniões políticas) graças ao algoritmo — que por sua vez não faz nenhuma questão

de nos ver adquirindo novos hábitos. O resultado é essa sensação de que estamos

empanturrados de coisas que “interessam” (a maioria delas ___ venda) e carentes de espanto

(que às vezes é de graça). As primas de Sapucaia não nos visitam mais como visitavam antes.

Primas de quem? Essa Sapucaia não é a do Sul, vizinha de Porto Alegre, mas a do nosso

Norte, o Rio de Janeiro. As Primas de Sapucaia é o título de um conto de Machado de Assis sobre

pequenos contratempos capazes de mudar um destino. O elogio do acaso como senhor da

(nossa) história.

No conto, um rapaz se apaixona por uma moça casada — como era moda no final do

século 19, a julgar pela literatura do período. Como não pode mandar mensagem pelo

Instagram nem dar um Google para saber onde ela mora e que ambientes frequenta (o telefone

mal tinha chegado ___ Corte), resta ao jovem enamorado contar com o acaso.

Para seu desconsolo, justo no dia em que surge a oportunidade de aproximar-se da

amada, ele está acompanhado de duas primas que vieram de Sapucaia para passar uns dias

no Rio de Janeiro. Lá se foi a chance de conhecê-la, amá-la, viver com ela o grande amor da

sua vida.

Para piorar, a jovem acaba se envolvendo com um amigo seu, com quem tem o tórrido

romance com o qual ele mesmo havia sonhado — mas que no fim também não dá muito certo.

No léxico machadiano, “as primas de Sapucaia” são a representação daqueles desvios

inesperados que atravessam nosso caminho, para o bem ou para o mal: “Há umas ocasiões

oportunas e fugitivas, em que o acaso nos inflige duas ou três primas de Sapucaia; outras

vezes, ao contrário, as primas de Sapucaia são antes um benefício do que um infortúnio”.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2026/05/as-primas-de-sapucaia-cmoncxlq202970123dgy7nosn.html — texto adaptado especialmente para esta prova)

Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, bem como a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa que indica uma proposta de alteração que NÃO acarretaria incorreção ou alteração de sentido no contexto em que ocorrem.
 

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