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Apenas 15% das escolas públicas brasileiras têm psicólogos
Lei que prevê profissionais em toda rede pública só será cumprida em 2058 se país
seguir o ritmo atual de contratações.
Apesar da saúde mental dos estudantes ter se consolidado como um grande tema
no ambiente educacional, apenas 15,7% das escolas públicas brasileiras possuem
psicólogos. O dado é do Censo da Educação, realizado pelo Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Eles mostram que ainda há um grande caminho para o cumprimento da Lei nº
13.935/2019, que assegura a presença de psicólogos e assistentes sociais na rede básica de ensino. Se o ritmo atual das contratações dos profissionais seguir pelos próximos
anos, demorará 33 anos para que todas as escolas sejam contempladas.
Isso porque desde quando a Lei foi sancionada, em dezembro de 2019, o avanço
foi lento: 2,47 pontos percentuais por ano. Em 2020, os psicólogos estavam presentes em
5,8% das escolas da rede básica.
A coordenadora pedagógica Renata Grinfeld, que atua na Roda Educativa,
organização que desenvolve ações para melhoria de práticas educativas na rede pública
de ensino, pontua que as escolas devem ser um espaço onde estudantes encontrem uma
rede de proteção dos seus direitos.
"Isso impacta o desenvolvimento emocional, físico e cultural. Se a criança ou
adolescente não se sente ouvida na escola, ela pode se sentir ouvida em outros ambientes
que não são positivos, como em algumas plataformas de internet”, diz Grinfeld. Segundo
ela, é necessário que a escuta no ambiente educacional ocorra como parte da rotina.
Os maiores desafios, no entanto, passam pela questão orçamentária, assim como
por uma mudança de mentalidade da sociedade. "É preciso uma mudança cultural. A
gente tem uma herança de que é melhor não falar, melhor deixar pra lá", completa.
Em nota, o Ministério da Educação (MEC) disse que acompanha, monitora e
apoia a expansão e a melhoria contínua dos serviços de psicologia e serviço social que
devem ser disponibilizados pelas redes de ensino.
A pasta cita o Programa Saúde na Escola, além de um Grupo de Trabalho “com o
objetivo de coligir e sistematizar subsídios e recomendações para a aperfeiçoar e
fortalecer a implementação da Lei nº 13.935/2019”.
https://g1.globo.com/educacao/noticia/2025/07/09/apenas-15percent-das-escolas-publicasbrasileiras-tem-psicologos.ghtml
I. No trecho “apenas 15,7% das escolas públicas brasileiras possuem psicólogos”, o verbo destacado está no presente do indicativo, indicando um fato atual.
II. Na frase “a Lei nº 13.935/2019, que assegura a presença de psicólogos”, o verbo está no pretérito perfeito, pois se refere a uma lei já sancionada.
III. Em “demorará 33 anos para que todas as escolas sejam contempladas”, o verbo está no futuro do presente do indicativo.
IV. No trecho “desde quando a Lei foi sancionada”, a locução verbal destacada está no pretérito perfeito do indicativo.
Assinale a alternativa CORRETA:
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Considere fragmento do artigo “Grêmio Estudantil e Convivência Escolar: espaço
de participação e construção da coletividade” para responder à questão.
A atuação com os grêmios tem produzido muitas inquietações e questões para
investigação, em um movimento interessante de articulação entre a extensão universitária
e a pesquisa acadêmica. Tem gerado, assim, pesquisas em níveis de iniciação científica,
mestrado e doutorado, concebidas a partir da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e
extensão como um princípio constitucional e epistemológico da universidade pública. [...]
Entendemos o trabalho junto ao grêmio estudantil como espaço privilegiado para
rompermos com práticas verticalizadas e autoritárias presentes na educação escolar,
assim como para a transformação da relação entre aluno e escola. No caso da
implementação de grêmios escolares, é necessário que este tenha condições objetivas para
ser livre e independente, como preconiza a Lei dos Grêmios Livres (Brasil, 1985). Ou
seja, que não haja interferência direta da equipe gestora ou das professoras nas eleições e
deliberações do grêmio, mas que ao invés disso seja defendida, propiciada e desenvolvida
a autonomia deste coletivo estudantil. Temos defendido que os grêmios têm um papel
importante no âmbito da educação para a democracia, da formação de cidadãos críticos,
que participem mais ativamente da vida pública, da defesa e da conquista de direitos
(Paro, 2001; Asbahr, 2022).
Claudino-Kamazaki, S. G., Santos, C. C. P., & Asbahr, F. da S. F. (2025). Grêmio Estudantil e Convivência
Escolar: espaço de participação e construção da coletividade. Obutchénie. Revista De Didática E
Psicologia Pedagógica, 9 (Contínua), e 2025-36. https://doi.org/10.14393/OBv9.e2025-36
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Considere fragmento do artigo “Grêmio Estudantil e Convivência Escolar: espaço
de participação e construção da coletividade” para responder à questão.
A atuação com os grêmios tem produzido muitas inquietações e questões para
investigação, em um movimento interessante de articulação entre a extensão universitária
e a pesquisa acadêmica. Tem gerado, assim, pesquisas em níveis de iniciação científica,
mestrado e doutorado, concebidas a partir da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e
extensão como um princípio constitucional e epistemológico da universidade pública. [...]
Entendemos o trabalho junto ao grêmio estudantil como espaço privilegiado para
rompermos com práticas verticalizadas e autoritárias presentes na educação escolar,
assim como para a transformação da relação entre aluno e escola. No caso da
implementação de grêmios escolares, é necessário que este tenha condições objetivas para
ser livre e independente, como preconiza a Lei dos Grêmios Livres (Brasil, 1985). Ou
seja, que não haja interferência direta da equipe gestora ou das professoras nas eleições e
deliberações do grêmio, mas que ao invés disso seja defendida, propiciada e desenvolvida
a autonomia deste coletivo estudantil. Temos defendido que os grêmios têm um papel
importante no âmbito da educação para a democracia, da formação de cidadãos críticos,
que participem mais ativamente da vida pública, da defesa e da conquista de direitos
(Paro, 2001; Asbahr, 2022).
Claudino-Kamazaki, S. G., Santos, C. C. P., & Asbahr, F. da S. F. (2025). Grêmio Estudantil e Convivência
Escolar: espaço de participação e construção da coletividade. Obutchénie. Revista De Didática E
Psicologia Pedagógica, 9 (Contínua), e 2025-36. https://doi.org/10.14393/OBv9.e2025-36
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Considere fragmento do artigo “Grêmio Estudantil e Convivência Escolar: espaço
de participação e construção da coletividade” para responder à questão.
A atuação com os grêmios tem produzido muitas inquietações e questões para
investigação, em um movimento interessante de articulação entre a extensão universitária
e a pesquisa acadêmica. Tem gerado, assim, pesquisas em níveis de iniciação científica,
mestrado e doutorado, concebidas a partir da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e
extensão como um princípio constitucional e epistemológico da universidade pública. [...]
Entendemos o trabalho junto ao grêmio estudantil como espaço privilegiado para
rompermos com práticas verticalizadas e autoritárias presentes na educação escolar,
assim como para a transformação da relação entre aluno e escola. No caso da
implementação de grêmios escolares, é necessário que este tenha condições objetivas para
ser livre e independente, como preconiza a Lei dos Grêmios Livres (Brasil, 1985). Ou
seja, que não haja interferência direta da equipe gestora ou das professoras nas eleições e
deliberações do grêmio, mas que ao invés disso seja defendida, propiciada e desenvolvida
a autonomia deste coletivo estudantil. Temos defendido que os grêmios têm um papel
importante no âmbito da educação para a democracia, da formação de cidadãos críticos,
que participem mais ativamente da vida pública, da defesa e da conquista de direitos
(Paro, 2001; Asbahr, 2022).
Claudino-Kamazaki, S. G., Santos, C. C. P., & Asbahr, F. da S. F. (2025). Grêmio Estudantil e Convivência
Escolar: espaço de participação e construção da coletividade. Obutchénie. Revista De Didática E
Psicologia Pedagógica, 9 (Contínua), e 2025-36. https://doi.org/10.14393/OBv9.e2025-36
I. O artigo científico caracteriza-se pela defesa de um ponto de vista ou de resultados de pesquisa, sustentados por argumentação e fundamentação teórica.
II. Esse gênero faz uso de linguagem objetiva, impessoal e formal, com vocabulário técnico e emprego recorrente de referências a autores, leis ou pesquisas.
III. O artigo científico tem como finalidade principal narrar fatos de maneira imediata, priorizando a subjetividade do autor.
IV. A organização do artigo científico envolve a apresentação de um problema, o desenvolvimento argumentativo e considerações finais fundamentadas.
V. O artigo científico exige, como característica obrigatória, o uso exclusivo de dados estatísticos e gráficos.
Assinale a alternativa CORRETA:
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A questão se refere ao texto a seguir.
Leia o excerto a seguir:
"A sala de jantar, vasta e sombria, cheirava a café fresco e a um leve mofo de cortinas
velhas. Dona Constança, com sua calma aristocrática, observava a filha, Sofia, que
distribuía o açúcar com uma precisão cirúrgica, como se o destino da família dependesse
da quantidade de sacarose na xícara. O noivo, um rapaz de boas intenções e pouco
dinheiro, gaguejava sobre o custo de vida, enquanto o pai de Sofia, o conselheiro, fingia
ler o jornal, mas na verdade contava, mentalmente, a fortuna que o genro esperava herdar.
Não havia amor ali, apenas uma transação elegante, disfarçada de casamento por
conveniência. Sofia sorriu, um sorriso vazio, e o conselheiro baixou o jornal para
confirmar com o olhar se a herança estava garantida. Era o retrato da sociedade
fluminense da época: tudo era fachada, tudo era superfície. O noivo agradeceu o café, o
pai assentiu com a cabeça, e a escravidão, ainda latente na casa, era esquecida, escondida
nas costas da mulata que servia a mesa em silêncio. A vida passava, lenta e mentirosa,
sobre aquela mesa, enquanto a fome e a pobreza batiam à porta, ignoradas. Dona
Constança suspirou, o conselheiro tossiu, e a verdade, essa velha senhora, ficou esperando
na sala de espera do tempo, enquanto o casal se amava... de boca para fora."
(Texto gerado por IA em 24 jan. 2026.)
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A questão se refere ao texto a seguir.
Leia o excerto a seguir:
"A sala de jantar, vasta e sombria, cheirava a café fresco e a um leve mofo de cortinas
velhas. Dona Constança, com sua calma aristocrática, observava a filha, Sofia, que
distribuía o açúcar com uma precisão cirúrgica, como se o destino da família dependesse
da quantidade de sacarose na xícara. O noivo, um rapaz de boas intenções e pouco
dinheiro, gaguejava sobre o custo de vida, enquanto o pai de Sofia, o conselheiro, fingia
ler o jornal, mas na verdade contava, mentalmente, a fortuna que o genro esperava herdar.
Não havia amor ali, apenas uma transação elegante, disfarçada de casamento por
conveniência. Sofia sorriu, um sorriso vazio, e o conselheiro baixou o jornal para
confirmar com o olhar se a herança estava garantida. Era o retrato da sociedade
fluminense da época: tudo era fachada, tudo era superfície. O noivo agradeceu o café, o
pai assentiu com a cabeça, e a escravidão, ainda latente na casa, era esquecida, escondida
nas costas da mulata que servia a mesa em silêncio. A vida passava, lenta e mentirosa,
sobre aquela mesa, enquanto a fome e a pobreza batiam à porta, ignoradas. Dona
Constança suspirou, o conselheiro tossiu, e a verdade, essa velha senhora, ficou esperando
na sala de espera do tempo, enquanto o casal se amava... de boca para fora."
(Texto gerado por IA em 24 jan. 2026.)
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A questão se refere ao texto a seguir.
Educação no Brasil: 4,2 milhões de alunos em atraso escolar
O Brasil tem avançado nos indicadores de educação, mas ainda convive com um desafio
persistente: 4,2 milhões de estudantes estão dois anos ou mais atrasados em relação à
série ideal para sua idade, segundo análise do Censo Escolar 2024 realizada pelo Fundo
das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
Esse número representa 12,5% das matrículas da educação básica em todo o país. Embora
alto, o índice mostra queda em comparação a 2023, quando a distorção idade-série atingia
13,4%. O dado revela que políticas e ações locais têm surtido efeito, mas também que os
obstáculos para garantir a permanência escolar ainda são significativos.
A pesquisa mostra que o atraso escolar não é homogêneo. Entre estudantes negros, 15,2%
apresentam defasagem, percentual quase duas vezes maior que o dos brancos (8,1%). A
desigualdade também se expressa entre gêneros: 14,6% dos meninos estão atrasados,
frente a 10,3% das meninas.
Essas disparidades revelam que a questão vai além da sala de aula e está enraizada
em fatores sociais e estruturais. O atraso escolar é reflexo de contextos de desigualdade
que afetam principalmente jovens negros, pobres e moradores de regiões mais
vulneráveis.
De acordo com a especialista de educação do Unicef no Brasil, Julia Ribeiro, é preciso
superar a visão de que o atraso escolar é responsabilidade individual do aluno. “Quando
a gente fala em fracasso escolar, muitas vezes a gente responsabiliza o estudante.
Precisamos compreender que existe um conjunto de fatores sociais, econômicos e
institucionais que contribui para esse cenário”, afirma.
Ela acrescenta que os alunos em distorção idade-série tendem a se sentir deslocados e
menos pertencentes à escola, o que pode aumentar o risco de evasão. A percepção de
fracasso impacta a autoestima, o desempenho acadêmico e a motivação para continuar os
estudos.
Outro desafio apontado pelo Unicef é a falta de conexão da escola com a vida dos
estudantes. Uma pesquisa realizada em 2022 em parceria com o Instituto Ipec mostrou
que 33% dos adolescentes acreditam que a escola não sabe nada sobre a sua vida e a de
sua família. Esse distanciamento fragiliza o vínculo escolar.
Em vez de ser um espaço de acolhimento e de construção de pertencimento, a escola pode
se tornar um ambiente de exclusão para aqueles que já enfrentam dificuldades sociais e
educacionais.
O atraso escolar está diretamente ligado ao risco de abandono, com consequências que se
estendem para a vida adulta. Ainda que o país tenha registrado avanços na escolaridade,
com 56% dos brasileiros com 25 anos ou mais concluindo o ensino médio em 2024,
segundo o IBGE, milhões de pessoas ainda ficam para trás.
O nível educacional é determinante para a inserção profissional. De acordo com a OCDE,
possuir ensino superior no Brasil pode mais que dobrar a renda de um trabalhador.
Portanto, combater a defasagem escolar desde a infância e a adolescência é também um
investimento em mobilidade social e em produtividade econômica.
Com o objetivo de enfrentar o problema, o Unicef, em parceria com o Instituto Claro e
com apoio da Fundação Itaú, desenvolveu a estratégia “Trajetórias de Sucesso Escolar”. O programa busca apoiar redes de ensino na criação de políticas e práticas
pedagógicas que combatam a cultura do fracasso escolar.
A proposta é monitorar, acompanhar e implementar ações que garantam a permanência
dos estudantes, respeitando as especificidades de cada território. Mais do que indicadores,
a estratégia defende a escuta ativa dos alunos e de suas famílias, reconhecendo que cada
trajetória é única e exige soluções adaptadas.
O Brasil tem feito progressos no combate ao atraso escolar, mas os números de 2024
mostram que a questão ainda é urgente. Enfrentar a distorção idade-série requer esforços
conjuntos de governos, famílias, escolas, comunidades e sociedade civil, para que todos
os estudantes possam construir trajetórias educacionais plenas e alcançar melhores
oportunidades de vida.
(Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/educacao-no-brasil-42-
milhoes-de-alunos-em-atraso-escolar. Acesso em: 27 jan. 2026)
( ) O atraso escolar apresenta maior incidência entre estudantes negros do que entre estudantes brancos.
( ) A falta de conexão entre a escola e a vida dos estudantes contribui para o enfraquecimento do vínculo escolar.
( ) O texto afirma que a distorção idade-série decorre exclusivamente de falhas individuais dos alunos.
( ) Entre os meninos, a taxa de atraso escolar é superior à observada entre as meninas.
( ) O aumento da escolaridade da população adulta elimina os efeitos do atraso escolar sobre a inserção profissional.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
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A questão se refere ao texto a seguir.
Educação no Brasil: 4,2 milhões de alunos em atraso escolar
O Brasil tem avançado nos indicadores de educação, mas ainda convive com um desafio
persistente: 4,2 milhões de estudantes estão dois anos ou mais atrasados em relação à
série ideal para sua idade, segundo análise do Censo Escolar 2024 realizada pelo Fundo
das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
Esse número representa 12,5% das matrículas da educação básica em todo o país. Embora
alto, o índice mostra queda em comparação a 2023, quando a distorção idade-série atingia
13,4%. O dado revela que políticas e ações locais têm surtido efeito, mas também que os
obstáculos para garantir a permanência escolar ainda são significativos.
A pesquisa mostra que o atraso escolar não é homogêneo. Entre estudantes negros, 15,2%
apresentam defasagem, percentual quase duas vezes maior que o dos brancos (8,1%). A
desigualdade também se expressa entre gêneros: 14,6% dos meninos estão atrasados,
frente a 10,3% das meninas.
Essas disparidades revelam que a questão vai além da sala de aula e está enraizada
em fatores sociais e estruturais. O atraso escolar é reflexo de contextos de desigualdade
que afetam principalmente jovens negros, pobres e moradores de regiões mais
vulneráveis.
De acordo com a especialista de educação do Unicef no Brasil, Julia Ribeiro, é preciso
superar a visão de que o atraso escolar é responsabilidade individual do aluno. “Quando
a gente fala em fracasso escolar, muitas vezes a gente responsabiliza o estudante.
Precisamos compreender que existe um conjunto de fatores sociais, econômicos e
institucionais que contribui para esse cenário”, afirma.
Ela acrescenta que os alunos em distorção idade-série tendem a se sentir deslocados e
menos pertencentes à escola, o que pode aumentar o risco de evasão. A percepção de
fracasso impacta a autoestima, o desempenho acadêmico e a motivação para continuar os
estudos.
Outro desafio apontado pelo Unicef é a falta de conexão da escola com a vida dos
estudantes. Uma pesquisa realizada em 2022 em parceria com o Instituto Ipec mostrou
que 33% dos adolescentes acreditam que a escola não sabe nada sobre a sua vida e a de
sua família. Esse distanciamento fragiliza o vínculo escolar.
Em vez de ser um espaço de acolhimento e de construção de pertencimento, a escola pode
se tornar um ambiente de exclusão para aqueles que já enfrentam dificuldades sociais e
educacionais.
O atraso escolar está diretamente ligado ao risco de abandono, com consequências que se
estendem para a vida adulta. Ainda que o país tenha registrado avanços na escolaridade,
com 56% dos brasileiros com 25 anos ou mais concluindo o ensino médio em 2024,
segundo o IBGE, milhões de pessoas ainda ficam para trás.
O nível educacional é determinante para a inserção profissional. De acordo com a OCDE,
possuir ensino superior no Brasil pode mais que dobrar a renda de um trabalhador.
Portanto, combater a defasagem escolar desde a infância e a adolescência é também um
investimento em mobilidade social e em produtividade econômica.
Com o objetivo de enfrentar o problema, o Unicef, em parceria com o Instituto Claro e
com apoio da Fundação Itaú, desenvolveu a estratégia “Trajetórias de Sucesso Escolar”. O programa busca apoiar redes de ensino na criação de políticas e práticas
pedagógicas que combatam a cultura do fracasso escolar.
A proposta é monitorar, acompanhar e implementar ações que garantam a permanência
dos estudantes, respeitando as especificidades de cada território. Mais do que indicadores,
a estratégia defende a escuta ativa dos alunos e de suas famílias, reconhecendo que cada
trajetória é única e exige soluções adaptadas.
O Brasil tem feito progressos no combate ao atraso escolar, mas os números de 2024
mostram que a questão ainda é urgente. Enfrentar a distorção idade-série requer esforços
conjuntos de governos, famílias, escolas, comunidades e sociedade civil, para que todos
os estudantes possam construir trajetórias educacionais plenas e alcançar melhores
oportunidades de vida.
(Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/educacao-no-brasil-42-
milhoes-de-alunos-em-atraso-escolar. Acesso em: 27 jan. 2026)
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A questão se refere ao texto a seguir.
Educação no Brasil: 4,2 milhões de alunos em atraso escolar
O Brasil tem avançado nos indicadores de educação, mas ainda convive com um desafio
persistente: 4,2 milhões de estudantes estão dois anos ou mais atrasados em relação à
série ideal para sua idade, segundo análise do Censo Escolar 2024 realizada pelo Fundo
das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
Esse número representa 12,5% das matrículas da educação básica em todo o país. Embora
alto, o índice mostra queda em comparação a 2023, quando a distorção idade-série atingia
13,4%. O dado revela que políticas e ações locais têm surtido efeito, mas também que os
obstáculos para garantir a permanência escolar ainda são significativos.
A pesquisa mostra que o atraso escolar não é homogêneo. Entre estudantes negros, 15,2%
apresentam defasagem, percentual quase duas vezes maior que o dos brancos (8,1%). A
desigualdade também se expressa entre gêneros: 14,6% dos meninos estão atrasados,
frente a 10,3% das meninas.
Essas disparidades revelam que a questão vai além da sala de aula e está enraizada
em fatores sociais e estruturais. O atraso escolar é reflexo de contextos de desigualdade
que afetam principalmente jovens negros, pobres e moradores de regiões mais
vulneráveis.
De acordo com a especialista de educação do Unicef no Brasil, Julia Ribeiro, é preciso
superar a visão de que o atraso escolar é responsabilidade individual do aluno. “Quando
a gente fala em fracasso escolar, muitas vezes a gente responsabiliza o estudante.
Precisamos compreender que existe um conjunto de fatores sociais, econômicos e
institucionais que contribui para esse cenário”, afirma.
Ela acrescenta que os alunos em distorção idade-série tendem a se sentir deslocados e
menos pertencentes à escola, o que pode aumentar o risco de evasão. A percepção de
fracasso impacta a autoestima, o desempenho acadêmico e a motivação para continuar os
estudos.
Outro desafio apontado pelo Unicef é a falta de conexão da escola com a vida dos
estudantes. Uma pesquisa realizada em 2022 em parceria com o Instituto Ipec mostrou
que 33% dos adolescentes acreditam que a escola não sabe nada sobre a sua vida e a de
sua família. Esse distanciamento fragiliza o vínculo escolar.
Em vez de ser um espaço de acolhimento e de construção de pertencimento, a escola pode
se tornar um ambiente de exclusão para aqueles que já enfrentam dificuldades sociais e
educacionais.
O atraso escolar está diretamente ligado ao risco de abandono, com consequências que se
estendem para a vida adulta. Ainda que o país tenha registrado avanços na escolaridade,
com 56% dos brasileiros com 25 anos ou mais concluindo o ensino médio em 2024,
segundo o IBGE, milhões de pessoas ainda ficam para trás.
O nível educacional é determinante para a inserção profissional. De acordo com a OCDE,
possuir ensino superior no Brasil pode mais que dobrar a renda de um trabalhador.
Portanto, combater a defasagem escolar desde a infância e a adolescência é também um
investimento em mobilidade social e em produtividade econômica.
Com o objetivo de enfrentar o problema, o Unicef, em parceria com o Instituto Claro e
com apoio da Fundação Itaú, desenvolveu a estratégia “Trajetórias de Sucesso Escolar”. O programa busca apoiar redes de ensino na criação de políticas e práticas
pedagógicas que combatam a cultura do fracasso escolar.
A proposta é monitorar, acompanhar e implementar ações que garantam a permanência
dos estudantes, respeitando as especificidades de cada território. Mais do que indicadores,
a estratégia defende a escuta ativa dos alunos e de suas famílias, reconhecendo que cada
trajetória é única e exige soluções adaptadas.
O Brasil tem feito progressos no combate ao atraso escolar, mas os números de 2024
mostram que a questão ainda é urgente. Enfrentar a distorção idade-série requer esforços
conjuntos de governos, famílias, escolas, comunidades e sociedade civil, para que todos
os estudantes possam construir trajetórias educacionais plenas e alcançar melhores
oportunidades de vida.
(Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/educacao-no-brasil-42-
milhoes-de-alunos-em-atraso-escolar. Acesso em: 27 jan. 2026)
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Educação no Brasil: 4,2 milhões de alunos em atraso escolar
O Brasil tem avançado nos indicadores de educação, mas ainda convive com um desafio
persistente: 4,2 milhões de estudantes estão dois anos ou mais atrasados em relação à
série ideal para sua idade, segundo análise do Censo Escolar 2024 realizada pelo Fundo
das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
Esse número representa 12,5% das matrículas da educação básica em todo o país. Embora
alto, o índice mostra queda em comparação a 2023, quando a distorção idade-série atingia
13,4%. O dado revela que políticas e ações locais têm surtido efeito, mas também que os
obstáculos para garantir a permanência escolar ainda são significativos.
A pesquisa mostra que o atraso escolar não é homogêneo. Entre estudantes negros, 15,2%
apresentam defasagem, percentual quase duas vezes maior que o dos brancos (8,1%). A
desigualdade também se expressa entre gêneros: 14,6% dos meninos estão atrasados,
frente a 10,3% das meninas.
Essas disparidades revelam que a questão vai além da sala de aula e está enraizada
em fatores sociais e estruturais. O atraso escolar é reflexo de contextos de desigualdade
que afetam principalmente jovens negros, pobres e moradores de regiões mais
vulneráveis.
De acordo com a especialista de educação do Unicef no Brasil, Julia Ribeiro, é preciso
superar a visão de que o atraso escolar é responsabilidade individual do aluno. “Quando
a gente fala em fracasso escolar, muitas vezes a gente responsabiliza o estudante.
Precisamos compreender que existe um conjunto de fatores sociais, econômicos e
institucionais que contribui para esse cenário”, afirma.
Ela acrescenta que os alunos em distorção idade-série tendem a se sentir deslocados e
menos pertencentes à escola, o que pode aumentar o risco de evasão. A percepção de
fracasso impacta a autoestima, o desempenho acadêmico e a motivação para continuar os
estudos.
Outro desafio apontado pelo Unicef é a falta de conexão da escola com a vida dos
estudantes. Uma pesquisa realizada em 2022 em parceria com o Instituto Ipec mostrou
que 33% dos adolescentes acreditam que a escola não sabe nada sobre a sua vida e a de
sua família. Esse distanciamento fragiliza o vínculo escolar.
Em vez de ser um espaço de acolhimento e de construção de pertencimento, a escola pode
se tornar um ambiente de exclusão para aqueles que já enfrentam dificuldades sociais e
educacionais.
O atraso escolar está diretamente ligado ao risco de abandono, com consequências que se
estendem para a vida adulta. Ainda que o país tenha registrado avanços na escolaridade,
com 56% dos brasileiros com 25 anos ou mais concluindo o ensino médio em 2024,
segundo o IBGE, milhões de pessoas ainda ficam para trás.
O nível educacional é determinante para a inserção profissional. De acordo com a OCDE,
possuir ensino superior no Brasil pode mais que dobrar a renda de um trabalhador.
Portanto, combater a defasagem escolar desde a infância e a adolescência é também um
investimento em mobilidade social e em produtividade econômica.
Com o objetivo de enfrentar o problema, o Unicef, em parceria com o Instituto Claro e
com apoio da Fundação Itaú, desenvolveu a estratégia “Trajetórias de Sucesso Escolar”. O programa busca apoiar redes de ensino na criação de políticas e práticas
pedagógicas que combatam a cultura do fracasso escolar.
A proposta é monitorar, acompanhar e implementar ações que garantam a permanência
dos estudantes, respeitando as especificidades de cada território. Mais do que indicadores,
a estratégia defende a escuta ativa dos alunos e de suas famílias, reconhecendo que cada
trajetória é única e exige soluções adaptadas.
O Brasil tem feito progressos no combate ao atraso escolar, mas os números de 2024
mostram que a questão ainda é urgente. Enfrentar a distorção idade-série requer esforços
conjuntos de governos, famílias, escolas, comunidades e sociedade civil, para que todos
os estudantes possam construir trajetórias educacionais plenas e alcançar melhores
oportunidades de vida.
(Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/educacao-no-brasil-42-
milhoes-de-alunos-em-atraso-escolar. Acesso em: 27 jan. 2026)
I. Os dados apresentados indicam que houve redução no percentual de estudantes em distorção idade-série entre 2023 e 2024.
II. O texto defende que o atraso escolar deve ser compreendido apenas como consequência de problemas pedagógicos internos à escola.
III. A estratégia “Trajetórias de Sucesso Escolar” propõe ações que consideram as especificidades dos contextos locais e as trajetórias individuais dos estudantes.
Assinale a alternativa CORRETA:
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