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As primas de Sapucaia
Por Claudia Laitano
- O acaso não morreu, mas anda desprestigiado. Livros que não estávamos procurando,
- restaurantes que ninguém recomendou, pessoas que conhecemos .... viramos na esquina
- errada na hora certa — enfim, as linhas tortas da vida — são encarados hoje como desvios de
- rota desnecessários.
- Os oráculos que respondem ___ todas as perguntas e resolvem todas as paradas
- tornaram obsoletos os encontros aleatórios, os becos sem saída, os descaminhos. É como se
- toda a tecnologia criada pelo homem, desde a primeira machadinha, servisse ao único propósito
- de diminuir as chances de nos distrairmos com o que não estava previsto. O inesperado perdeu
- a moral.
- Agora o negócio é ir direto ao ponto. Direto ao endereço certo com o GPS, direto à
- paquera mais eficiente com os sites de namoro, direto ao que nos agrada (assuntos, pessoas,
- diversão, opiniões políticas) graças ao algoritmo — que por sua vez não faz nenhuma questão
- de nos ver adquirindo novos hábitos. O resultado é essa sensação de que estamos
- empanturrados de coisas que “interessam” (a maioria delas ___ venda) e carentes de espanto
- (que às vezes é de graça). As primas de Sapucaia não nos visitam mais como visitavam antes.
- Primas de quem? Essa Sapucaia não é a do Sul, vizinha de Porto Alegre, mas a do nosso
- Norte, o Rio de Janeiro. As Primas de Sapucaia é o título de um conto de Machado de Assis sobre
- pequenos contratempos capazes de mudar um destino. O elogio do acaso como senhor da
- (nossa) história.
- No conto, um rapaz se apaixona por uma moça casada — como era moda no final do
- século 19, a julgar pela literatura do período. Como não pode mandar mensagem pelo
- Instagram nem dar um Google para saber onde ela mora e que ambientes frequenta (o telefone
- mal tinha chegado ___ Corte), resta ao jovem enamorado contar com o acaso.
- Para seu desconsolo, justo no dia em que surge a oportunidade de aproximar-se da
- amada, ele está acompanhado de duas primas que vieram de Sapucaia para passar uns dias
- no Rio de Janeiro. Lá se foi a chance de conhecê-la, amá-la, viver com ela o grande amor da
- sua vida.
- Para piorar, a jovem acaba se envolvendo com um amigo seu, com quem tem o tórrido
- romance com o qual ele mesmo havia sonhado — mas que no fim também não dá muito certo.
- No léxico machadiano, “as primas de Sapucaia” são a representação daqueles desvios
- inesperados que atravessam nosso caminho, para o bem ou para o mal: “Há umas ocasiões
- oportunas e fugitivas, em que o acaso nos inflige duas ou três primas de Sapucaia; outras
- vezes, ao contrário, as primas de Sapucaia são antes um benefício do que um infortúnio”
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2026/05/as-primas-desapucaia-cmoncxlq202970123dgy7nosn.html — texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna pontilhada no trecho a seguir, retirado do texto.
“Livros que não estávamos procurando, restaurantes que ninguém recomendou, pessoas que conhecemos .... viramos na esquina errada na hora certa”.
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As primas de Sapucaia
Por Claudia Laitano
- O acaso não morreu, mas anda desprestigiado. Livros que não estávamos procurando,
- restaurantes que ninguém recomendou, pessoas que conhecemos .... viramos na esquina
- errada na hora certa — enfim, as linhas tortas da vida — são encarados hoje como desvios de
- rota desnecessários.
- Os oráculos que respondem ___ todas as perguntas e resolvem todas as paradas
- tornaram obsoletos os encontros aleatórios, os becos sem saída, os descaminhos. É como se
- toda a tecnologia criada pelo homem, desde a primeira machadinha, servisse ao único propósito
- de diminuir as chances de nos distrairmos com o que não estava previsto. O inesperado perdeu
- a moral.
- Agora o negócio é ir direto ao ponto. Direto ao endereço certo com o GPS, direto à
- paquera mais eficiente com os sites de namoro, direto ao que nos agrada (assuntos, pessoas,
- diversão, opiniões políticas) graças ao algoritmo — que por sua vez não faz nenhuma questão
- de nos ver adquirindo novos hábitos. O resultado é essa sensação de que estamos
- empanturrados de coisas que “interessam” (a maioria delas ___ venda) e carentes de espanto
- (que às vezes é de graça). As primas de Sapucaia não nos visitam mais como visitavam antes.
- Primas de quem? Essa Sapucaia não é a do Sul, vizinha de Porto Alegre, mas a do nosso
- Norte, o Rio de Janeiro. As Primas de Sapucaia é o título de um conto de Machado de Assis sobre
- pequenos contratempos capazes de mudar um destino. O elogio do acaso como senhor da
- (nossa) história.
- No conto, um rapaz se apaixona por uma moça casada — como era moda no final do
- século 19, a julgar pela literatura do período. Como não pode mandar mensagem pelo
- Instagram nem dar um Google para saber onde ela mora e que ambientes frequenta (o telefone
- mal tinha chegado ___ Corte), resta ao jovem enamorado contar com o acaso.
- Para seu desconsolo, justo no dia em que surge a oportunidade de aproximar-se da
- amada, ele está acompanhado de duas primas que vieram de Sapucaia para passar uns dias
- no Rio de Janeiro. Lá se foi a chance de conhecê-la, amá-la, viver com ela o grande amor da
- sua vida.
- Para piorar, a jovem acaba se envolvendo com um amigo seu, com quem tem o tórrido
- romance com o qual ele mesmo havia sonhado — mas que no fim também não dá muito certo.
- No léxico machadiano, “as primas de Sapucaia” são a representação daqueles desvios
- inesperados que atravessam nosso caminho, para o bem ou para o mal: “Há umas ocasiões
- oportunas e fugitivas, em que o acaso nos inflige duas ou três primas de Sapucaia; outras
- vezes, ao contrário, as primas de Sapucaia são antes um benefício do que um infortúnio”
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2026/05/as-primas-desapucaia-cmoncxlq202970123dgy7nosn.html — texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas dos trechos a seguir, retirados do texto:
● “Os oráculos que respondem ___ todas as perguntas e resolvem todas as paradas tornaram obsoletos os encontros aleatórios”.
● “O resultado é essa sensação de que estamos empanturrados de coisas que “interessam” (a maioria delas ___ venda)”.
● “Como não pode mandar mensagem pelo Instagram nem dar um Google para saber onde ela mora e que ambientes frequenta (o telefone mal tinha chegado ___ Corte), resta ao jovem enamorado contar com o acaso”.
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As primas de Sapucaia
Por Claudia Laitano
- O acaso não morreu, mas anda desprestigiado. Livros que não estávamos procurando,
- restaurantes que ninguém recomendou, pessoas que conhecemos .... viramos na esquina
- errada na hora certa — enfim, as linhas tortas da vida — são encarados hoje como desvios de
- rota desnecessários.
- Os oráculos que respondem ___ todas as perguntas e resolvem todas as paradas
- tornaram obsoletos os encontros aleatórios, os becos sem saída, os descaminhos. É como se
- toda a tecnologia criada pelo homem, desde a primeira machadinha, servisse ao único propósito
- de diminuir as chances de nos distrairmos com o que não estava previsto. O inesperado perdeu
- a moral.
- Agora o negócio é ir direto ao ponto. Direto ao endereço certo com o GPS, direto à
- paquera mais eficiente com os sites de namoro, direto ao que nos agrada (assuntos, pessoas,
- diversão, opiniões políticas) graças ao algoritmo — que por sua vez não faz nenhuma questão
- de nos ver adquirindo novos hábitos. O resultado é essa sensação de que estamos
- empanturrados de coisas que “interessam” (a maioria delas ___ venda) e carentes de espanto
- (que às vezes é de graça). As primas de Sapucaia não nos visitam mais como visitavam antes.
- Primas de quem? Essa Sapucaia não é a do Sul, vizinha de Porto Alegre, mas a do nosso
- Norte, o Rio de Janeiro. As Primas de Sapucaia é o título de um conto de Machado de Assis sobre
- pequenos contratempos capazes de mudar um destino. O elogio do acaso como senhor da
- (nossa) história.
- No conto, um rapaz se apaixona por uma moça casada — como era moda no final do
- século 19, a julgar pela literatura do período. Como não pode mandar mensagem pelo
- Instagram nem dar um Google para saber onde ela mora e que ambientes frequenta (o telefone
- mal tinha chegado ___ Corte), resta ao jovem enamorado contar com o acaso.
- Para seu desconsolo, justo no dia em que surge a oportunidade de aproximar-se da
- amada, ele está acompanhado de duas primas que vieram de Sapucaia para passar uns dias
- no Rio de Janeiro. Lá se foi a chance de conhecê-la, amá-la, viver com ela o grande amor da
- sua vida.
- Para piorar, a jovem acaba se envolvendo com um amigo seu, com quem tem o tórrido
- romance com o qual ele mesmo havia sonhado — mas que no fim também não dá muito certo.
- No léxico machadiano, “as primas de Sapucaia” são a representação daqueles desvios
- inesperados que atravessam nosso caminho, para o bem ou para o mal: “Há umas ocasiões
- oportunas e fugitivas, em que o acaso nos inflige duas ou três primas de Sapucaia; outras
- vezes, ao contrário, as primas de Sapucaia são antes um benefício do que um infortúnio”
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2026/05/as-primas-desapucaia-cmoncxlq202970123dgy7nosn.html — texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta um ditado popular que veicula um sentido próximo ao que se pretende no fragmento sublinhado.
“Há umas ocasiões oportunas e fugitivas, em que o acaso nos inflige duas ou três primas de Sapucaia; outras vezes, ao contrário, as primas de Sapucaia são antes um benefício do que um infortúnio”.
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As primas de Sapucaia
Por Claudia Laitano
- O acaso não morreu, mas anda desprestigiado. Livros que não estávamos procurando,
- restaurantes que ninguém recomendou, pessoas que conhecemos .... viramos na esquina
- errada na hora certa — enfim, as linhas tortas da vida — são encarados hoje como desvios de
- rota desnecessários.
- Os oráculos que respondem ___ todas as perguntas e resolvem todas as paradas
- tornaram obsoletos os encontros aleatórios, os becos sem saída, os descaminhos. É como se
- toda a tecnologia criada pelo homem, desde a primeira machadinha, servisse ao único propósito
- de diminuir as chances de nos distrairmos com o que não estava previsto. O inesperado perdeu
- a moral.
- Agora o negócio é ir direto ao ponto. Direto ao endereço certo com o GPS, direto à
- paquera mais eficiente com os sites de namoro, direto ao que nos agrada (assuntos, pessoas,
- diversão, opiniões políticas) graças ao algoritmo — que por sua vez não faz nenhuma questão
- de nos ver adquirindo novos hábitos. O resultado é essa sensação de que estamos
- empanturrados de coisas que “interessam” (a maioria delas ___ venda) e carentes de espanto
- (que às vezes é de graça). As primas de Sapucaia não nos visitam mais como visitavam antes.
- Primas de quem? Essa Sapucaia não é a do Sul, vizinha de Porto Alegre, mas a do nosso
- Norte, o Rio de Janeiro. As Primas de Sapucaia é o título de um conto de Machado de Assis sobre
- pequenos contratempos capazes de mudar um destino. O elogio do acaso como senhor da
- (nossa) história.
- No conto, um rapaz se apaixona por uma moça casada — como era moda no final do
- século 19, a julgar pela literatura do período. Como não pode mandar mensagem pelo
- Instagram nem dar um Google para saber onde ela mora e que ambientes frequenta (o telefone
- mal tinha chegado ___ Corte), resta ao jovem enamorado contar com o acaso.
- Para seu desconsolo, justo no dia em que surge a oportunidade de aproximar-se da
- amada, ele está acompanhado de duas primas que vieram de Sapucaia para passar uns dias
- no Rio de Janeiro. Lá se foi a chance de conhecê-la, amá-la, viver com ela o grande amor da
- sua vida.
- Para piorar, a jovem acaba se envolvendo com um amigo seu, com quem tem o tórrido
- romance com o qual ele mesmo havia sonhado — mas que no fim também não dá muito certo.
- No léxico machadiano, “as primas de Sapucaia” são a representação daqueles desvios
- inesperados que atravessam nosso caminho, para o bem ou para o mal: “Há umas ocasiões
- oportunas e fugitivas, em que o acaso nos inflige duas ou três primas de Sapucaia; outras
- vezes, ao contrário, as primas de Sapucaia são antes um benefício do que um infortúnio”
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2026/05/as-primas-desapucaia-cmoncxlq202970123dgy7nosn.html — texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. Para a autora, os acasos da vida podem nos trazer boas surpresas e não apenas serem encarados como perda de tempo.
II. A autora defende que a tecnologia tem um papel fundamentalmente positivo para manter o acaso e o inesperado, uma vez que nos estimula a novas experiências que rompem a nossa bolha.
III. Pode-se inferir certa crítica ao fato de que o funcionamento de algumas das novas tecnologias tem caráter comercial.
Quais estão corretas?
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O ovo ou a galinha?
Por Helô Bacichette
- De tempos em tempos, a velha pergunta reaparece: quem veio primeiro, o ovo ou a
- galinha?
- A dúvida atravessou séculos. Dizem que até filósofos se debru....aram sobre ela, tentando
- compreender a ordem das coisas e o começo do mundo. Mais tarde, a literatura também deu
- suas voltas em torno dos bichos. George Orwell, em A Revolução dos Bichos, mostrou que,
- quando os animais resolvem tomar o poder, a história pode ficar bem parecida com a dos
- homens. E, por aqui, Clarice Lispector deu à humilde galinha um inesperado momento de glória
- no conto Uma galinha, onde o destino de um simples almoço revela algo quase filosófico sobre
- a vida, a fra....ilidade e o acaso.
- Curiosamente, a ciência já arriscou uma resposta: tudo indica que o ovo veio primeiro,
- muito antes de as galinhas existirem como as conhecemos. Ainda assim, a pergunta
- permanece, quem sabe porque não esteja interessada apenas em soluções.
- No cinema, então, nem se fala. O personagem Forrest Gump atravessa a vida
- respondendo a grandes questões com uma simplicidade desconcertante. Enquanto outros
- discutem teorias, ele simplesmente vai vivendo e, curiosamente, entende mais da vida do que
- muita gente cheia de respostas. Talvez _______ algumas perguntas não tenham sido feitas
- para serem resolvidas, mas para nos acompanhar.
- Mas, no meio da vida comum, a pergunta provoca outra reação: o que importa?
- No quintal de quem acorda cedo para trabalhar, no pensamento de quem tem contas para
- pagar, no coração de quem carrega suas batalhas silenciosas, essa discussão parece distante.
- As galinhas seguem ciscando o chão, os ovos surgem nos ninhos, e o mundo gira sem pedir
- licen....a para a filosofia.
- Talvez o mundo seja um grande quintal de perguntas soltas. Algumas são ovos, outras
- são galinhas, e muitas são apenas gente tentando descobrir por onde começar.
- Porque, enquanto se discute há milênios, a vida segue acontecendo. E talvez nunca tenha
- sido sobre descobrir quem veio primeiro, mas sobre perceber que há perguntas que existem
- apenas para nos lembrar de que nem tudo precisa ser resolvido.
(Disponível em: //gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/04/o-ovo-ou-a-galinha-cmog18kh102mi0161f7zmb0wf.html – texto especialmente adaptado para esta prova).
No trecho a seguir, retirado do texto, o núcleo do sujeito da oração é:
“o destino de um simples almoço revela algo quase filosófico sobre a vida”.
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O ovo ou a galinha?
Por Helô Bacichette
- De tempos em tempos, a velha pergunta reaparece: quem veio primeiro, o ovo ou a
- galinha?
- A dúvida atravessou séculos. Dizem que até filósofos se debru....aram sobre ela, tentando
- compreender a ordem das coisas e o começo do mundo. Mais tarde, a literatura também deu
- suas voltas em torno dos bichos. George Orwell, em A Revolução dos Bichos, mostrou que,
- quando os animais resolvem tomar o poder, a história pode ficar bem parecida com a dos
- homens. E, por aqui, Clarice Lispector deu à humilde galinha um inesperado momento de glória
- no conto Uma galinha, onde o destino de um simples almoço revela algo quase filosófico sobre
- a vida, a fra....ilidade e o acaso.
- Curiosamente, a ciência já arriscou uma resposta: tudo indica que o ovo veio primeiro,
- muito antes de as galinhas existirem como as conhecemos. Ainda assim, a pergunta
- permanece, quem sabe porque não esteja interessada apenas em soluções.
- No cinema, então, nem se fala. O personagem Forrest Gump atravessa a vida
- respondendo a grandes questões com uma simplicidade desconcertante. Enquanto outros
- discutem teorias, ele simplesmente vai vivendo e, curiosamente, entende mais da vida do que
- muita gente cheia de respostas. Talvez _______ algumas perguntas não tenham sido feitas
- para serem resolvidas, mas para nos acompanhar.
- Mas, no meio da vida comum, a pergunta provoca outra reação: o que importa?
- No quintal de quem acorda cedo para trabalhar, no pensamento de quem tem contas para
- pagar, no coração de quem carrega suas batalhas silenciosas, essa discussão parece distante.
- As galinhas seguem ciscando o chão, os ovos surgem nos ninhos, e o mundo gira sem pedir
- licen....a para a filosofia.
- Talvez o mundo seja um grande quintal de perguntas soltas. Algumas são ovos, outras
- são galinhas, e muitas são apenas gente tentando descobrir por onde começar.
- Porque, enquanto se discute há milênios, a vida segue acontecendo. E talvez nunca tenha
- sido sobre descobrir quem veio primeiro, mas sobre perceber que há perguntas que existem
- apenas para nos lembrar de que nem tudo precisa ser resolvido.
(Disponível em: //gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/04/o-ovo-ou-a-galinha-cmog18kh102mi0161f7zmb0wf.html – texto especialmente adaptado para esta prova).
Considerando os termos sublinhados no trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que indica o verbo de ligação presente no fragmento:
“No quintal de quem acorda cedo para trabalhar, no pensamento de quem tem contas para pagar, no coração de quem carrega suas batalhas silenciosas, essa discussão parece distante”.
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O ovo ou a galinha?
Por Helô Bacichette
- De tempos em tempos, a velha pergunta reaparece: quem veio primeiro, o ovo ou a
- galinha?
- A dúvida atravessou séculos. Dizem que até filósofos se debru....aram sobre ela, tentando
- compreender a ordem das coisas e o começo do mundo. Mais tarde, a literatura também deu
- suas voltas em torno dos bichos. George Orwell, em A Revolução dos Bichos, mostrou que,
- quando os animais resolvem tomar o poder, a história pode ficar bem parecida com a dos
- homens. E, por aqui, Clarice Lispector deu à humilde galinha um inesperado momento de glória
- no conto Uma galinha, onde o destino de um simples almoço revela algo quase filosófico sobre
- a vida, a fra....ilidade e o acaso.
- Curiosamente, a ciência já arriscou uma resposta: tudo indica que o ovo veio primeiro,
- muito antes de as galinhas existirem como as conhecemos. Ainda assim, a pergunta
- permanece, quem sabe porque não esteja interessada apenas em soluções.
- No cinema, então, nem se fala. O personagem Forrest Gump atravessa a vida
- respondendo a grandes questões com uma simplicidade desconcertante. Enquanto outros
- discutem teorias, ele simplesmente vai vivendo e, curiosamente, entende mais da vida do que
- muita gente cheia de respostas. Talvez _______ algumas perguntas não tenham sido feitas
- para serem resolvidas, mas para nos acompanhar.
- Mas, no meio da vida comum, a pergunta provoca outra reação: o que importa?
- No quintal de quem acorda cedo para trabalhar, no pensamento de quem tem contas para
- pagar, no coração de quem carrega suas batalhas silenciosas, essa discussão parece distante.
- As galinhas seguem ciscando o chão, os ovos surgem nos ninhos, e o mundo gira sem pedir
- licen....a para a filosofia.
- Talvez o mundo seja um grande quintal de perguntas soltas. Algumas são ovos, outras
- são galinhas, e muitas são apenas gente tentando descobrir por onde começar.
- Porque, enquanto se discute há milênios, a vida segue acontecendo. E talvez nunca tenha
- sido sobre descobrir quem veio primeiro, mas sobre perceber que há perguntas que existem
- apenas para nos lembrar de que nem tudo precisa ser resolvido.
(Disponível em: //gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/04/o-ovo-ou-a-galinha-cmog18kh102mi0161f7zmb0wf.html – texto especialmente adaptado para esta prova).
Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, assinale a alternativa na qual a expressão sublinhada indique uma noção de repetição no tempo.
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O ovo ou a galinha?
Por Helô Bacichette
- De tempos em tempos, a velha pergunta reaparece: quem veio primeiro, o ovo ou a
- galinha?
- A dúvida atravessou séculos. Dizem que até filósofos se debru....aram sobre ela, tentando
- compreender a ordem das coisas e o começo do mundo. Mais tarde, a literatura também deu
- suas voltas em torno dos bichos. George Orwell, em A Revolução dos Bichos, mostrou que,
- quando os animais resolvem tomar o poder, a história pode ficar bem parecida com a dos
- homens. E, por aqui, Clarice Lispector deu à humilde galinha um inesperado momento de glória
- no conto Uma galinha, onde o destino de um simples almoço revela algo quase filosófico sobre
- a vida, a fra....ilidade e o acaso.
- Curiosamente, a ciência já arriscou uma resposta: tudo indica que o ovo veio primeiro,
- muito antes de as galinhas existirem como as conhecemos. Ainda assim, a pergunta
- permanece, quem sabe porque não esteja interessada apenas em soluções.
- No cinema, então, nem se fala. O personagem Forrest Gump atravessa a vida
- respondendo a grandes questões com uma simplicidade desconcertante. Enquanto outros
- discutem teorias, ele simplesmente vai vivendo e, curiosamente, entende mais da vida do que
- muita gente cheia de respostas. Talvez _______ algumas perguntas não tenham sido feitas
- para serem resolvidas, mas para nos acompanhar.
- Mas, no meio da vida comum, a pergunta provoca outra reação: o que importa?
- No quintal de quem acorda cedo para trabalhar, no pensamento de quem tem contas para
- pagar, no coração de quem carrega suas batalhas silenciosas, essa discussão parece distante.
- As galinhas seguem ciscando o chão, os ovos surgem nos ninhos, e o mundo gira sem pedir
- licen....a para a filosofia.
- Talvez o mundo seja um grande quintal de perguntas soltas. Algumas são ovos, outras
- são galinhas, e muitas são apenas gente tentando descobrir por onde começar.
- Porque, enquanto se discute há milênios, a vida segue acontecendo. E talvez nunca tenha
- sido sobre descobrir quem veio primeiro, mas sobre perceber que há perguntas que existem
- apenas para nos lembrar de que nem tudo precisa ser resolvido.
(Disponível em: //gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/04/o-ovo-ou-a-galinha-cmog18kh102mi0161f7zmb0wf.html – texto especialmente adaptado para esta prova).
Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta a correta classificação dos pronomes sublinhados:
“Algumas são ovos, outras são galinhas”.
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O ovo ou a galinha?
Por Helô Bacichette
- De tempos em tempos, a velha pergunta reaparece: quem veio primeiro, o ovo ou a
- galinha?
- A dúvida atravessou séculos. Dizem que até filósofos se debru....aram sobre ela, tentando
- compreender a ordem das coisas e o começo do mundo. Mais tarde, a literatura também deu
- suas voltas em torno dos bichos. George Orwell, em A Revolução dos Bichos, mostrou que,
- quando os animais resolvem tomar o poder, a história pode ficar bem parecida com a dos
- homens. E, por aqui, Clarice Lispector deu à humilde galinha um inesperado momento de glória
- no conto Uma galinha, onde o destino de um simples almoço revela algo quase filosófico sobre
- a vida, a fra....ilidade e o acaso.
- Curiosamente, a ciência já arriscou uma resposta: tudo indica que o ovo veio primeiro,
- muito antes de as galinhas existirem como as conhecemos. Ainda assim, a pergunta
- permanece, quem sabe porque não esteja interessada apenas em soluções.
- No cinema, então, nem se fala. O personagem Forrest Gump atravessa a vida
- respondendo a grandes questões com uma simplicidade desconcertante. Enquanto outros
- discutem teorias, ele simplesmente vai vivendo e, curiosamente, entende mais da vida do que
- muita gente cheia de respostas. Talvez _______ algumas perguntas não tenham sido feitas
- para serem resolvidas, mas para nos acompanhar.
- Mas, no meio da vida comum, a pergunta provoca outra reação: o que importa?
- No quintal de quem acorda cedo para trabalhar, no pensamento de quem tem contas para
- pagar, no coração de quem carrega suas batalhas silenciosas, essa discussão parece distante.
- As galinhas seguem ciscando o chão, os ovos surgem nos ninhos, e o mundo gira sem pedir
- licen....a para a filosofia.
- Talvez o mundo seja um grande quintal de perguntas soltas. Algumas são ovos, outras
- são galinhas, e muitas são apenas gente tentando descobrir por onde começar.
- Porque, enquanto se discute há milênios, a vida segue acontecendo. E talvez nunca tenha
- sido sobre descobrir quem veio primeiro, mas sobre perceber que há perguntas que existem
- apenas para nos lembrar de que nem tudo precisa ser resolvido.
(Disponível em: //gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/04/o-ovo-ou-a-galinha-cmog18kh102mi0161f7zmb0wf.html – texto especialmente adaptado para esta prova).
Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa na qual as formas verbais sublinhadas estejam corretamente conjugadas no futuro do presente do indicativo:
“Ainda assim, a pergunta permanece, quem sabe porque não esteja interessada apenas em soluções”.
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O ovo ou a galinha?
Por Helô Bacichette
- De tempos em tempos, a velha pergunta reaparece: quem veio primeiro, o ovo ou a
- galinha?
- A dúvida atravessou séculos. Dizem que até filósofos se debru....aram sobre ela, tentando
- compreender a ordem das coisas e o começo do mundo. Mais tarde, a literatura também deu
- suas voltas em torno dos bichos. George Orwell, em A Revolução dos Bichos, mostrou que,
- quando os animais resolvem tomar o poder, a história pode ficar bem parecida com a dos
- homens. E, por aqui, Clarice Lispector deu à humilde galinha um inesperado momento de glória
- no conto Uma galinha, onde o destino de um simples almoço revela algo quase filosófico sobre
- a vida, a fra....ilidade e o acaso.
- Curiosamente, a ciência já arriscou uma resposta: tudo indica que o ovo veio primeiro,
- muito antes de as galinhas existirem como as conhecemos. Ainda assim, a pergunta
- permanece, quem sabe porque não esteja interessada apenas em soluções.
- No cinema, então, nem se fala. O personagem Forrest Gump atravessa a vida
- respondendo a grandes questões com uma simplicidade desconcertante. Enquanto outros
- discutem teorias, ele simplesmente vai vivendo e, curiosamente, entende mais da vida do que
- muita gente cheia de respostas. Talvez _______ algumas perguntas não tenham sido feitas
- para serem resolvidas, mas para nos acompanhar.
- Mas, no meio da vida comum, a pergunta provoca outra reação: o que importa?
- No quintal de quem acorda cedo para trabalhar, no pensamento de quem tem contas para
- pagar, no coração de quem carrega suas batalhas silenciosas, essa discussão parece distante.
- As galinhas seguem ciscando o chão, os ovos surgem nos ninhos, e o mundo gira sem pedir
- licen....a para a filosofia.
- Talvez o mundo seja um grande quintal de perguntas soltas. Algumas são ovos, outras
- são galinhas, e muitas são apenas gente tentando descobrir por onde começar.
- Porque, enquanto se discute há milênios, a vida segue acontecendo. E talvez nunca tenha
- sido sobre descobrir quem veio primeiro, mas sobre perceber que há perguntas que existem
- apenas para nos lembrar de que nem tudo precisa ser resolvido.
(Disponível em: //gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/04/o-ovo-ou-a-galinha-cmog18kh102mi0161f7zmb0wf.html – texto especialmente adaptado para esta prova).
Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa INCORRETA sobre palavra “humilde”:
“Clarice Lispector deu à humilde galinha um inesperado momento de glória”.
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