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4257197 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Ipameri-GO
Texto 2
Futebol se joga no estádio?
Futebol se joga na praia,
futebol se joga na rua,
futebol se joga na alma.
A bola é a mesma: forma sacra
para craques e pernas de pau.
Mesma a volúpia de chutar
na delirante copa-mundo
ou no árido espaço do morro.
São voos de estátuas súbitas,
desenhos feéricos, bailados
de pés e troncos entrançados.
Instantes lúdicos: flutua
o jogador, gravado no ar
- afinal, o corpo triunfante
da triste lei da gravidade.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Futebol. In: Quando é dia de futebol. São
Paulo: Companhia das Letras, 2014.
No trecho “Mesma a volúpia de chutar na delirante copamundo ou no árido espaço do morro”, a palavra destacada expressa uma ideia de
 

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4257196 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Ipameri-GO

Leia a tirinha a seguir.

Enunciado 4640340-1

No texto, a articulação entre a linguagem verbal e a composição visual produz um efeito de sentido que se constrói progressivamente. Essa progressão discursiva evidencia que o texto

 

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4257195 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Ipameri-GO
Texto 1


O boleirês que domina o português
Talvez a maneira em que o futebol se expressa mais intensamente no cotidiano do brasileiro, além de si mesmo, é no vocabulário. E de uma maneira como quase ninguém percebe, porque já se tornou corriqueiro. As expressões que nasceram nos estádios foram incorporadas no linguajar comum. Da crônica esportiva ou da própria conversa de arquibancada, ganharam as ruas e os livros, em um conceito cultural muito mais abrangente. A linguagem específica do futebol é fenômeno estudado faz tempo. Por exemplo, o primeiro “Dicionário do Futebol”, para explicar os verbetes tradicionais do boleirês, surgiu quando o Uruguai sequer havia levantado a Jules Rimet pela primeira vez: em 1929, escrito e organizado pelo jornalista Haroldo Maranhão. Ao mesmo tempo, os dicionários comuns adicionavam significados futebolísticos para tantas outras palavras. “Chutar”, por exemplo. Mais do que o ato em si de bater com o pé, se tornou sinônimo de arriscar ou dar um palpite. O mesmo acontece com vários termos que, literalmente, representam o que acontece dentro de campo, mas servem de metáfora para vários assuntos da vida. É o caso de “show de bola”, “suar a camisa”, “dar um chapéu”, “tirar de letra” e tantas outras expressões que se tornaram corriqueiras além do futebol. Demonstram a importância do esporte para a cultura. E também tornam a língua mais rica e viva, adaptando-se com as mudanças da sociedade. Dos 228,5 mil verbetes listados pelo Dicionário Houaiss, 502 possuem a palavra “futebol” em suas explicações. Número significativo da força do jogo sobre o português, especialmente pelas variações que ganham conforme a região do país. “O brasileiro é um povo que expressa sua emoção de uma maneira muito espontânea, fato que se reflete na linguagem”, escreve a pesquisadora Simone Nejaim Ribeiro, autora da dissertação A Linguagem do Futebol: estilo e produtividade lexical. “A linguagem especial do futebol é bastante expressiva e, muitas vezes, ultrapassa a esfera das narrações e dos textos referentes ao esporte. Isto se deve, entre outras coisas, à grande paixão do brasileiro por ele”. Por mais que as gírias exijam um conhecimento prévio sobre o assunto, a popularidade do futebol facilita a compreensão pela maioria.
Disponível em: https://trivela.com.br/brasil/como-o-futebol-moldou-aidentidade-cultural-do-brasileiro/. Acesso em: 02 jul. 2026.
Considerando a forma como o Texto 1 encontra-se estruturado e em especial a linguagem empregada em sua constituição, sua finalidade social é
 

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4257194 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Ipameri-GO
Texto 1


O boleirês que domina o português
Talvez a maneira em que o futebol se expressa mais intensamente no cotidiano do brasileiro, além de si mesmo, é no vocabulário. E de uma maneira como quase ninguém percebe, porque já se tornou corriqueiro. As expressões que nasceram nos estádios foram incorporadas no linguajar comum. Da crônica esportiva ou da própria conversa de arquibancada, ganharam as ruas e os livros, em um conceito cultural muito mais abrangente. A linguagem específica do futebol é fenômeno estudado faz tempo. Por exemplo, o primeiro “Dicionário do Futebol”, para explicar os verbetes tradicionais do boleirês, surgiu quando o Uruguai sequer havia levantado a Jules Rimet pela primeira vez: em 1929, escrito e organizado pelo jornalista Haroldo Maranhão. Ao mesmo tempo, os dicionários comuns adicionavam significados futebolísticos para tantas outras palavras. “Chutar”, por exemplo. Mais do que o ato em si de bater com o pé, se tornou sinônimo de arriscar ou dar um palpite. O mesmo acontece com vários termos que, literalmente, representam o que acontece dentro de campo, mas servem de metáfora para vários assuntos da vida. É o caso de “show de bola”, “suar a camisa”, “dar um chapéu”, “tirar de letra” e tantas outras expressões que se tornaram corriqueiras além do futebol. Demonstram a importância do esporte para a cultura. E também tornam a língua mais rica e viva, adaptando-se com as mudanças da sociedade. Dos 228,5 mil verbetes listados pelo Dicionário Houaiss, 502 possuem a palavra “futebol” em suas explicações. Número significativo da força do jogo sobre o português, especialmente pelas variações que ganham conforme a região do país. “O brasileiro é um povo que expressa sua emoção de uma maneira muito espontânea, fato que se reflete na linguagem”, escreve a pesquisadora Simone Nejaim Ribeiro, autora da dissertação A Linguagem do Futebol: estilo e produtividade lexical. “A linguagem especial do futebol é bastante expressiva e, muitas vezes, ultrapassa a esfera das narrações e dos textos referentes ao esporte. Isto se deve, entre outras coisas, à grande paixão do brasileiro por ele”. Por mais que as gírias exijam um conhecimento prévio sobre o assunto, a popularidade do futebol facilita a compreensão pela maioria.
Disponível em: https://trivela.com.br/brasil/como-o-futebol-moldou-aidentidade-cultural-do-brasileiro/. Acesso em: 02 jul. 2026.
A partir da leitura do Texto 1, a incorporação de expressões originalmente futebolísticas à comunicação diária do brasileiro evidencia que
 

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4257092 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Verbena
Orgão: Pref. Buriti Alegre-GO
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Durante uma palestra, um participante afirmou que a Libras possui uma única forma de utilização em todo o território nacional, razão pela qual diferenças regionais deveriam ser consideradas erros linguísticos. Sob a perspectiva da Linguística, a análise dos aspectos estruturais e sociolinguísticos da Libras indica que essa língua
 

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4256982 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Verbena
Orgão: Pref. Buriti Alegre-GO
Texto 4

O fim do livro de papel
       Só 122 livros. Era o que a Universidade de Cambridge tinha em 1427. Eram manuscritos lindos, que valiam cada um o preço de uma casa. Isso foi três décadas antes de a Bíblia de Gutenberg chegar às ruas. Depois dela, os livros deixaram de ser obras artesanais exclusivas de milionários e viraram o que viraram. Graças a uma novidade: a prensa de tipos móveis, que era capaz de fazer milhares de cópias no tempo que um monge levava para terminar um manuscrito.
      Foi uma revolução sem igual na história e blá, blá, blá. Só que uma revolução que já acabou. Há 10 anos, pelo menos. Quando a internet começou a crescer para valer, ficou claro que ela passaria uma borracha na história do papel impresso e começaria outra. Mas aconteceu justamente o que ninguém esperava: nada. A internet nunca arranhou o prestígio nem as vendas dos livros. Muito pelo contrário. O segundo negócio on-line que mais deu certo (depois do Google) é uma livraria, a Amazon. Se um extraterrestre pousasse na Terra hoje, acharia que nada disso faz sentido. Por que o livro não morreu? Como uma plataforma que, se comparada à internet, é tão arcaica quanto folhas de pergaminho ou tábuas de argila continua firme?
       Você sabe por quê. Ler um livro inteiro no computador é insuportável. A melhor tecnologia para uma leitura profunda e demorada continua sendo tinta preta em papel branco. Tudo embalado num pacote portátil e fácil de manusear. Igual à Bíblia de Gutenberg. Isso sem falar em outro ingrediente: quem gosta de ler sente um afeto físico pelos livros. Curte tocar neles, sentir o fluxo das páginas, exibir a estante cheia. Uma relação de fetiche. Amor até.
      Mas esse amor só dura porque ainda não apareceu nada melhor que um livro para a atividade de ler um livro. Se aparecer… Se aparecer, não: quando aparecer. Depois do CD, que já morreu, e do DVD, que está respirando com a ajuda de aparelhos, o livro impresso é o próximo da lista.  
VERSIGNASSI, Alexandre. O fim do livro de papel. Superinteressante, 23 mar.
2010. Disponível em: https://super.abril.com.br/tecnologia/o-fim-do-livro-depapel/. Acesso em: 06 jul. 2026.
No texto, a afirmação de que “o livro impresso é o próximo da lista” não entra em contradição com a defesa de que o papel ainda constitui o suporte mais adequado para a leitura profunda porque o autor sustenta que a
 

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4256981 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Verbena
Orgão: Pref. Buriti Alegre-GO
Texto 4

O fim do livro de papel
       Só 122 livros. Era o que a Universidade de Cambridge tinha em 1427. Eram manuscritos lindos, que valiam cada um o preço de uma casa. Isso foi três décadas antes de a Bíblia de Gutenberg chegar às ruas. Depois dela, os livros deixaram de ser obras artesanais exclusivas de milionários e viraram o que viraram. Graças a uma novidade: a prensa de tipos móveis, que era capaz de fazer milhares de cópias no tempo que um monge levava para terminar um manuscrito.
      Foi uma revolução sem igual na história e blá, blá, blá. Só que uma revolução que já acabou. Há 10 anos, pelo menos. Quando a internet começou a crescer para valer, ficou claro que ela passaria uma borracha na história do papel impresso e começaria outra. Mas aconteceu justamente o que ninguém esperava: nada. A internet nunca arranhou o prestígio nem as vendas dos livros. Muito pelo contrário. O segundo negócio on-line que mais deu certo (depois do Google) é uma livraria, a Amazon. Se um extraterrestre pousasse na Terra hoje, acharia que nada disso faz sentido. Por que o livro não morreu? Como uma plataforma que, se comparada à internet, é tão arcaica quanto folhas de pergaminho ou tábuas de argila continua firme?
       Você sabe por quê. Ler um livro inteiro no computador é insuportável. A melhor tecnologia para uma leitura profunda e demorada continua sendo tinta preta em papel branco. Tudo embalado num pacote portátil e fácil de manusear. Igual à Bíblia de Gutenberg. Isso sem falar em outro ingrediente: quem gosta de ler sente um afeto físico pelos livros. Curte tocar neles, sentir o fluxo das páginas, exibir a estante cheia. Uma relação de fetiche. Amor até.
      Mas esse amor só dura porque ainda não apareceu nada melhor que um livro para a atividade de ler um livro. Se aparecer… Se aparecer, não: quando aparecer. Depois do CD, que já morreu, e do DVD, que está respirando com a ajuda de aparelhos, o livro impresso é o próximo da lista.  
VERSIGNASSI, Alexandre. O fim do livro de papel. Superinteressante, 23 mar.
2010. Disponível em: https://super.abril.com.br/tecnologia/o-fim-do-livro-depapel/. Acesso em: 06 jul. 2026.
No terceiro parágrafo, na passagem “acharia que nada disso faz sentido”, o pronome demonstrativo “isso”, na contração prepositiva “disso”, contribui para a coesão textual ao retomar a
 

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4256980 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Verbena
Orgão: Pref. Buriti Alegre-GO
Enunciado 4640295-1
BECK, Alexandre. Armandinho. [Tirinha]. 2017. Disponível em: https://www.facebook.com/tirasarmandinho/posts/2457406454304646. Acesso em: 06 jul. 2026
A construção de sentido do texto decorre principalmente da
 

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4256979 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Verbena
Orgão: Pref. Buriti Alegre-GO
Enunciado 4640294-1
BECK, Alexandre. Armandinho. [Tirinha]. 2017. Disponível em: https://www.facebook.com/tirasarmandinho/posts/2457406454304646. Acesso em: 06 jul. 2026
O texto permite inferir que Pudim
 

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4256978 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Verbena
Orgão: Pref. Buriti Alegre-GO
Texto 2
Tempo de sentir
Para escrever e, também, para ler, é preciso deixar de lado o celular
      É sempre interessante ouvir o que dizem os escritores sobre seu processo criativo. Afinal, como as ideias se transformam em um texto? Recentemente, Itamar Vieira Junior, autor do premiado Torto Arado e de outras obras literárias, disse que “o celular é o grande inimigo de quem escreve” e acrescentou que, “no momento da escrita, todas as distrações precisam ser eliminadas”. O conselho, à primeira vista, pode parecer óbvio, mas, no fundo, é provocativo. Somos capazes de deixar de lado o celular?
    Não apenas a escrita depende de sossego e concentração. Esses são requisitos também para uma boa leitura. Como adentrar o universo de um romance sem deixar de lado todo o resto? Às vezes, tenho a impressão de que muita gente lê a crítica ou o resumo do livro, mas não vive a experiência de sorver, uma a uma, as palavras e frases que compõem o tecido literário. [...]
    Para escrever e, também, para ler, é preciso um pouco de solidão. Estar só é diferente de saber-se irremediavelmente só e desamparado. Coisas distintas. Esse estar só, no entanto, vai deixando de existir. Basta nos pegarmos sós que logo alcançamos o celular para saber se alguém nos enviou mensagem ou se, ao menos, publicou alguma novidade nas redes sociais. Com milhares de “amigos”, o que não nos falta são notícias.
    No meio disso tudo, uma moça bonita ensina a usar o delineador (como parece fácil!), um sujeito engraçado mostra como limpar o ventilador, uma mocinha empoderada garante que qualquer um pode trocar o seu varal de teto, depois vêm os gatinhos, vídeos que já chegam com milhares de curtidas (seremos apenas mais um a dar o “like” para as fofuras) e, de repente tomamos conhecimento da morte do papa, de um bolo envenenado que matou várias pessoas, de um novo remédio para emagrecer – e isso sem falar nos anúncios, que se imiscuem até no meio das notícias. [...]
   Estamos presos a esse hábito coletivo. Queremos informação rápida sobre uma infinidade de assuntos, alguns importantes, outros não, e estamos sempre com pressa. Quando diz que, para escrever, é preciso afastar o celular, Itamar Vieira Junior mostra como é difícil o seu ofício nos dias de hoje e, ao mesmo tempo, provoca o leitor: é preciso sair dessa rotina do celular também para ler um bom livro. E livro é livro, filme é filme, experiências diversas.
NICOLETI, Thaís. Tempo de sentir. Folha de São Paulo, 30 abr. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/thaisnicoleti/2025/04/tempo-de-sentir.shtml. Acesso em: 04 jul. 2026.
Na organização do último parágrafo do texto, predomina a sequência textual
 

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