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Qual é a origem da palavra “tarifa”?
Por Amanda Nascimento
A palavra vem do árabe ta'rif, que significa "notificação", "informação" ou "definição". Nos
tempos medievais da Península Arábica, o termo fazia referência a uma tabela ou lista de taxas
a serem pagas.
É uma herança do Império Islâmico, que se estendeu da Ásia .... Europa e, entre os séculos
e 13, foi uma superpotência que permaneceu na vanguarda da pesquisa científica global.
Usando de base os conhecimentos gregos, persas e andinos, os árabes deixaram contribuições
na medicina, na física, nas artes e na matemática.
Parte desse legado ficou marcada na língua. Além de "tarifa", palavras como "alquimia",
"algarismo" e "algoritmo" carregam o artigo "al" até hoje. No céu, dezenas de estrelas têm nomes
árabes, como Betelgeuse ("mão do gigante") e Aldebaran ("o seguidor").
A expansão do Império levou o termo a outras partes do globo. "Ta'rif", assim como tantos
outros, acabou sendo adotado por comerciantes europeus que tiveram contato com mercadores
de língua árabe no Mediterrâneo.
A palavra ainda passou pelo italiano, como "tariffa", e chegou até nós graças aos espanhóis.
"Tarifa", inclusive, é o nome de uma cidade na Espanha, bem ao sul da Península Ibérica, perto
do Estreito de Gibraltar.
Há quem diga que o nome do lugar pode ter vindo das taxas cobradas aos navios, mas as
principais fontes apontam para uma referência .... ilha de Tarif, na costa da cidade. Ela, por sua
vez, recebeu esse nome no ano 710 por ter abrigado .... primeiras tropas do comandante Tarif
ibn Malik. Tarif servia ao general Talik, responsável pela conquista da Península Ibérica durante
a dinastia Omíada, que governou o Império Islâmico entre 661 e 750.
O primeiro uso documentado da palavra "tarifa" na língua inglesa ("tariff") remonta a 1592,
mas, neste caso, referia-se a uma tabela aritmética. Foi no século 17 que o termo passou a
designar, no idioma, uma lista de impostos sobre importações.
Já em sua forma mais contemporânea, "tarifa" corresponde comumente ao preço cobrado
pela prestação de um serviço ou uso de um bem. Ela foi descrita como "a palavra mais bonita
do dicionário" pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A palavra ganhou manchetes
ao redor do mundo, principalmente no Brasil, pelos tarifaços impostos por ele.
Desde sua volta à Casa Branca, Trump tem investido pesado em tarifas sobre produtos
estrangeiros. O objetivo principal do tarifaço seria proteger a indústria nacional americana.
________ também outras ocasiões em que as tarifas norte-americanas provocaram
conflitos ao longo da história. Em 1828, os estados do Norte dos EUA fizeram lobby para que o
governo aprovasse impostos elevados sobre produtos importados, para proteger a nascente
indústria do país (concentrada na região). Isso enfureceu os estados do Sul, ________ economia
era predominantemente agrária e ________ ainda dependiam dos produtos da Europa. Os
sulistas batizaram esse imposto de "Tarifa das Abominações". As tensões econômicas entre Norte
e Sul seriam, décadas depois, um dos motores para a Guerra Civil dos EUA (1861–1865).
(Disponível em: super.abril.com.br/historia/qual-e-a-origem-da-palavra-tarifa/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Como as cidades criaram a escrita e a gramática
Por Mayra Trinca
Estamos tão acostumados a organizar palavras e frases de acordo com as regras do
português que muitas vezes esquecemos de um detalhe: a gramática não é algo intrínseco às
línguas. Um idioma pode existir muito bem sem ela. Assim como a escrita e os dicionários, a
gramática é considerada uma ferramenta que aumenta as possibilidades de usar uma língua.
Na linguística, essas três ferramentas são chamadas de tecnologias de linguagem. E elas
só surgiram com as revoluções urbanas que deram origem ___ cidades. A professora Carolina
Rodríguez-Alcalá, do Laboratório de Estudos Urbanos da Unicamp, explica que essas tecnologias
de linguagem são formas de fixar uma língua no tempo, do mesmo modo que as cidades fixam
as pessoas na cidade. E há uma “coincidência histórica” entre elas.
Os primeiros signos escritos (versões antigas de letras e palavras) ainda não apresentavam
um sistema bem articulado. Eles surgiram no período Neolítico, cerca de 8 mil anos atrás, na
região da Mesopotâmia. Esses registros coincidem com os primeiros assentamentos
permanentes, que também ainda não tinham exatamente as características de uma cidade.
Segundo Rodríguez, o desenvolvimento da escrita e de assentamentos urbanos passou por
um longo processo, que durou séculos ou milênios. “Até que houve um salto qualitativo o qual
chamamos de revolução da escrita e revolução urbana”, explica a pesquisadora. O exemplo mais
conhecido – por ser o mais antigo e bem preservado até então – é o da escrita cuneiforme em
Uruk, considerada a primeira cidade da História, há 5 mil anos.
“O surgimento da escrita está associado ___ cidade, mas a história urbana é também uma
história do Estado como forma política de organização estreitamente ligada ao mercado e ao
comércio”, continua Rodríguez. Com o aumento da concentração de pessoas nas cidades, houve
uma especialização do trabalho e crescimento das trocas comerciais, que exigiam alguma forma
de registro para driblar o esquecimento de quem estava em dívida com quem.
E essa é uma das características que diferenciam sociedades com e sem escrita: a
necessidade de anotar a posse, o acúmulo e a troca de bens. Em lugares com invernos mais
rigorosos, como é o caso de boa parte do hemisfério norte, essa forma de organização social
surge como uma estratégia de sobrevivência. Já nas regiões tropicais, como na América do Sul,
o clima mais constante e a alta biodiversidade tornam o estoque de alimentos dispensável.
“Não é porque certas sociedades foram mais inteligentes que elas desenvolveram a escrita”,
explica Rodríguez. “Mas é porque isso responde ___ uma necessidade colocada por essas formas
de vida”. E ainda que a Mesopotâmia seja o caso mais popular, outras sociedades se urbanizaram
e desenvolveram suas formas de registro e de escrita mais ou menos ao mesmo tempo, como o
Egito, a Índia, a China ou o México e o Peru, no caso das Américas.
Com o desenvolvimento dos Estados, surgiu a necessidade de regras de organização sociais,
como as leis, e a centralização do poder na figura dos reis e governantes. A partir daí, a escrita
deixa de ser uma ferramenta de memória e ganha também a função de mensagem e registro.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/como-as-cidades-criaram-a-escrita-e-a-gramatica/ – texto adaptado especialmente para esta prova)
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Como as cidades criaram a escrita e a gramática
Por Mayra Trinca
Estamos tão acostumados a organizar palavras e frases de acordo com as regras do
português que muitas vezes esquecemos de um detalhe: a gramática não é algo intrínseco às
línguas. Um idioma pode existir muito bem sem ela. Assim como a escrita e os dicionários, a
gramática é considerada uma ferramenta que aumenta as possibilidades de usar uma língua.
Na linguística, essas três ferramentas são chamadas de tecnologias de linguagem. E elas
só surgiram com as revoluções urbanas que deram origem ___ cidades. A professora Carolina
Rodríguez-Alcalá, do Laboratório de Estudos Urbanos da Unicamp, explica que essas tecnologias
de linguagem são formas de fixar uma língua no tempo, do mesmo modo que as cidades fixam
as pessoas na cidade. E há uma “coincidência histórica” entre elas.
Os primeiros signos escritos (versões antigas de letras e palavras) ainda não apresentavam
um sistema bem articulado. Eles surgiram no período Neolítico, cerca de 8 mil anos atrás, na
região da Mesopotâmia. Esses registros coincidem com os primeiros assentamentos
permanentes, que também ainda não tinham exatamente as características de uma cidade.
Segundo Rodríguez, o desenvolvimento da escrita e de assentamentos urbanos passou por
um longo processo, que durou séculos ou milênios. “Até que houve um salto qualitativo o qual
chamamos de revolução da escrita e revolução urbana”, explica a pesquisadora. O exemplo mais
conhecido – por ser o mais antigo e bem preservado até então – é o da escrita cuneiforme em
Uruk, considerada a primeira cidade da História, há 5 mil anos.
“O surgimento da escrita está associado ___ cidade, mas a história urbana é também uma
história do Estado como forma política de organização estreitamente ligada ao mercado e ao
comércio”, continua Rodríguez. Com o aumento da concentração de pessoas nas cidades, houve
uma especialização do trabalho e crescimento das trocas comerciais, que exigiam alguma forma
de registro para driblar o esquecimento de quem estava em dívida com quem.
E essa é uma das características que diferenciam sociedades com e sem escrita: a
necessidade de anotar a posse, o acúmulo e a troca de bens. Em lugares com invernos mais
rigorosos, como é o caso de boa parte do hemisfério norte, essa forma de organização social
surge como uma estratégia de sobrevivência. Já nas regiões tropicais, como na América do Sul,
o clima mais constante e a alta biodiversidade tornam o estoque de alimentos dispensável.
“Não é porque certas sociedades foram mais inteligentes que elas desenvolveram a escrita”,
explica Rodríguez. “Mas é porque isso responde ___ uma necessidade colocada por essas formas
de vida”. E ainda que a Mesopotâmia seja o caso mais popular, outras sociedades se urbanizaram
e desenvolveram suas formas de registro e de escrita mais ou menos ao mesmo tempo, como o
Egito, a Índia, a China ou o México e o Peru, no caso das Américas.
Com o desenvolvimento dos Estados, surgiu a necessidade de regras de organização sociais,
como as leis, e a centralização do poder na figura dos reis e governantes. A partir daí, a escrita
deixa de ser uma ferramenta de memória e ganha também a função de mensagem e registro.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/como-as-cidades-criaram-a-escrita-e-a-gramatica/ – texto adaptado especialmente para esta prova)
Coluna 1
1. Adjunto adnominal.
2. Complemento nominal.
Coluna 2
( ) “o desenvolvimento da escrita e de assentamentos urbanos passou por um longo processo”.
( ) “ainda não tinham exatamente as características de uma cidade”.
( ) “essa forma de organização social surge como uma estratégia de sobrevivência”.
( ) “e a centralização do poder na figura dos reis e governantes”.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Como as cidades criaram a escrita e a gramática
Por Mayra Trinca
Estamos tão acostumados a organizar palavras e frases de acordo com as regras do
português que muitas vezes esquecemos de um detalhe: a gramática não é algo intrínseco às
línguas. Um idioma pode existir muito bem sem ela. Assim como a escrita e os dicionários, a
gramática é considerada uma ferramenta que aumenta as possibilidades de usar uma língua.
Na linguística, essas três ferramentas são chamadas de tecnologias de linguagem. E elas
só surgiram com as revoluções urbanas que deram origem ___ cidades. A professora Carolina
Rodríguez-Alcalá, do Laboratório de Estudos Urbanos da Unicamp, explica que essas tecnologias
de linguagem são formas de fixar uma língua no tempo, do mesmo modo que as cidades fixam
as pessoas na cidade. E há uma “coincidência histórica” entre elas.
Os primeiros signos escritos (versões antigas de letras e palavras) ainda não apresentavam
um sistema bem articulado. Eles surgiram no período Neolítico, cerca de 8 mil anos atrás, na
região da Mesopotâmia. Esses registros coincidem com os primeiros assentamentos
permanentes, que também ainda não tinham exatamente as características de uma cidade.
Segundo Rodríguez, o desenvolvimento da escrita e de assentamentos urbanos passou por
um longo processo, que durou séculos ou milênios. “Até que houve um salto qualitativo o qual
chamamos de revolução da escrita e revolução urbana”, explica a pesquisadora. O exemplo mais
conhecido – por ser o mais antigo e bem preservado até então – é o da escrita cuneiforme em
Uruk, considerada a primeira cidade da História, há 5 mil anos.
“O surgimento da escrita está associado ___ cidade, mas a história urbana é também uma
história do Estado como forma política de organização estreitamente ligada ao mercado e ao
comércio”, continua Rodríguez. Com o aumento da concentração de pessoas nas cidades, houve
uma especialização do trabalho e crescimento das trocas comerciais, que exigiam alguma forma
de registro para driblar o esquecimento de quem estava em dívida com quem.
E essa é uma das características que diferenciam sociedades com e sem escrita: a
necessidade de anotar a posse, o acúmulo e a troca de bens. Em lugares com invernos mais
rigorosos, como é o caso de boa parte do hemisfério norte, essa forma de organização social
surge como uma estratégia de sobrevivência. Já nas regiões tropicais, como na América do Sul,
o clima mais constante e a alta biodiversidade tornam o estoque de alimentos dispensável.
“Não é porque certas sociedades foram mais inteligentes que elas desenvolveram a escrita”,
explica Rodríguez. “Mas é porque isso responde ___ uma necessidade colocada por essas formas
de vida”. E ainda que a Mesopotâmia seja o caso mais popular, outras sociedades se urbanizaram
e desenvolveram suas formas de registro e de escrita mais ou menos ao mesmo tempo, como o
Egito, a Índia, a China ou o México e o Peru, no caso das Américas.
Com o desenvolvimento dos Estados, surgiu a necessidade de regras de organização sociais,
como as leis, e a centralização do poder na figura dos reis e governantes. A partir daí, a escrita
deixa de ser uma ferramenta de memória e ganha também a função de mensagem e registro.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/como-as-cidades-criaram-a-escrita-e-a-gramatica/ – texto adaptado especialmente para esta prova)
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Como as cidades criaram a escrita e a gramática
Por Mayra Trinca
Estamos tão acostumados a organizar palavras e frases de acordo com as regras do
português que muitas vezes esquecemos de um detalhe: a gramática não é algo intrínseco às
línguas. Um idioma pode existir muito bem sem ela. Assim como a escrita e os dicionários, a
gramática é considerada uma ferramenta que aumenta as possibilidades de usar uma língua.
Na linguística, essas três ferramentas são chamadas de tecnologias de linguagem. E elas
só surgiram com as revoluções urbanas que deram origem ___ cidades. A professora Carolina
Rodríguez-Alcalá, do Laboratório de Estudos Urbanos da Unicamp, explica que essas tecnologias
de linguagem são formas de fixar uma língua no tempo, do mesmo modo que as cidades fixam
as pessoas na cidade. E há uma “coincidência histórica” entre elas.
Os primeiros signos escritos (versões antigas de letras e palavras) ainda não apresentavam
um sistema bem articulado. Eles surgiram no período Neolítico, cerca de 8 mil anos atrás, na
região da Mesopotâmia. Esses registros coincidem com os primeiros assentamentos
permanentes, que também ainda não tinham exatamente as características de uma cidade.
Segundo Rodríguez, o desenvolvimento da escrita e de assentamentos urbanos passou por
um longo processo, que durou séculos ou milênios. “Até que houve um salto qualitativo o qual
chamamos de revolução da escrita e revolução urbana”, explica a pesquisadora. O exemplo mais
conhecido – por ser o mais antigo e bem preservado até então – é o da escrita cuneiforme em
Uruk, considerada a primeira cidade da História, há 5 mil anos.
“O surgimento da escrita está associado ___ cidade, mas a história urbana é também uma
história do Estado como forma política de organização estreitamente ligada ao mercado e ao
comércio”, continua Rodríguez. Com o aumento da concentração de pessoas nas cidades, houve
uma especialização do trabalho e crescimento das trocas comerciais, que exigiam alguma forma
de registro para driblar o esquecimento de quem estava em dívida com quem.
E essa é uma das características que diferenciam sociedades com e sem escrita: a
necessidade de anotar a posse, o acúmulo e a troca de bens. Em lugares com invernos mais
rigorosos, como é o caso de boa parte do hemisfério norte, essa forma de organização social
surge como uma estratégia de sobrevivência. Já nas regiões tropicais, como na América do Sul,
o clima mais constante e a alta biodiversidade tornam o estoque de alimentos dispensável.
“Não é porque certas sociedades foram mais inteligentes que elas desenvolveram a escrita”,
explica Rodríguez. “Mas é porque isso responde ___ uma necessidade colocada por essas formas
de vida”. E ainda que a Mesopotâmia seja o caso mais popular, outras sociedades se urbanizaram
e desenvolveram suas formas de registro e de escrita mais ou menos ao mesmo tempo, como o
Egito, a Índia, a China ou o México e o Peru, no caso das Américas.
Com o desenvolvimento dos Estados, surgiu a necessidade de regras de organização sociais,
como as leis, e a centralização do poder na figura dos reis e governantes. A partir daí, a escrita
deixa de ser uma ferramenta de memória e ganha também a função de mensagem e registro.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/como-as-cidades-criaram-a-escrita-e-a-gramatica/ – texto adaptado especialmente para esta prova)
“Já nas regiões tropicais, como na América do Sul, o clima mais constante e a alta biodiversidade tornam o estoque de alimentos dispensável”.
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- OrtografiaProblemas da Norma CultaAcerca de/Há cerca de/a cerca de
- MorfologiaAdjetivos
- MorfologiaAdvérbios
Como as cidades criaram a escrita e a gramática
Por Mayra Trinca
Estamos tão acostumados a organizar palavras e frases de acordo com as regras do
português que muitas vezes esquecemos de um detalhe: a gramática não é algo intrínseco às
línguas. Um idioma pode existir muito bem sem ela. Assim como a escrita e os dicionários, a
gramática é considerada uma ferramenta que aumenta as possibilidades de usar uma língua.
Na linguística, essas três ferramentas são chamadas de tecnologias de linguagem. E elas
só surgiram com as revoluções urbanas que deram origem ___ cidades. A professora Carolina
Rodríguez-Alcalá, do Laboratório de Estudos Urbanos da Unicamp, explica que essas tecnologias
de linguagem são formas de fixar uma língua no tempo, do mesmo modo que as cidades fixam
as pessoas na cidade. E há uma “coincidência histórica” entre elas.
Os primeiros signos escritos (versões antigas de letras e palavras) ainda não apresentavam
um sistema bem articulado. Eles surgiram no período Neolítico, cerca de 8 mil anos atrás, na
região da Mesopotâmia. Esses registros coincidem com os primeiros assentamentos
permanentes, que também ainda não tinham exatamente as características de uma cidade.
Segundo Rodríguez, o desenvolvimento da escrita e de assentamentos urbanos passou por
um longo processo, que durou séculos ou milênios. “Até que houve um salto qualitativo o qual
chamamos de revolução da escrita e revolução urbana”, explica a pesquisadora. O exemplo mais
conhecido – por ser o mais antigo e bem preservado até então – é o da escrita cuneiforme em
Uruk, considerada a primeira cidade da História, há 5 mil anos.
“O surgimento da escrita está associado ___ cidade, mas a história urbana é também uma
história do Estado como forma política de organização estreitamente ligada ao mercado e ao
comércio”, continua Rodríguez. Com o aumento da concentração de pessoas nas cidades, houve
uma especialização do trabalho e crescimento das trocas comerciais, que exigiam alguma forma
de registro para driblar o esquecimento de quem estava em dívida com quem.
E essa é uma das características que diferenciam sociedades com e sem escrita: a
necessidade de anotar a posse, o acúmulo e a troca de bens. Em lugares com invernos mais
rigorosos, como é o caso de boa parte do hemisfério norte, essa forma de organização social
surge como uma estratégia de sobrevivência. Já nas regiões tropicais, como na América do Sul,
o clima mais constante e a alta biodiversidade tornam o estoque de alimentos dispensável.
“Não é porque certas sociedades foram mais inteligentes que elas desenvolveram a escrita”,
explica Rodríguez. “Mas é porque isso responde ___ uma necessidade colocada por essas formas
de vida”. E ainda que a Mesopotâmia seja o caso mais popular, outras sociedades se urbanizaram
e desenvolveram suas formas de registro e de escrita mais ou menos ao mesmo tempo, como o
Egito, a Índia, a China ou o México e o Peru, no caso das Américas.
Com o desenvolvimento dos Estados, surgiu a necessidade de regras de organização sociais,
como as leis, e a centralização do poder na figura dos reis e governantes. A partir daí, a escrita
deixa de ser uma ferramenta de memória e ganha também a função de mensagem e registro.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/como-as-cidades-criaram-a-escrita-e-a-gramatica/ – texto adaptado especialmente para esta prova)
I. Em “a gramática não é algo intrínseco às línguas”, é possível substituir “intrínseco” por “inerente”.
II. Em “Eles surgiram no período Neolítico, cerca de 8 mil anos atrás, na região da Mesopotâmia”, é possível substituir “cerca de” por “há aproximadamente”.
III. Em “por ser o mais antigo e bem preservado até então”, é possível substituir “bem” por “melhor”.
Quais propostas NÃO acarretam alterações de sentido ou incorreções ao período?
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Como as cidades criaram a escrita e a gramática
Por Mayra Trinca
Estamos tão acostumados a organizar palavras e frases de acordo com as regras do
português que muitas vezes esquecemos de um detalhe: a gramática não é algo intrínseco às
línguas. Um idioma pode existir muito bem sem ela. Assim como a escrita e os dicionários, a
gramática é considerada uma ferramenta que aumenta as possibilidades de usar uma língua.
Na linguística, essas três ferramentas são chamadas de tecnologias de linguagem. E elas
só surgiram com as revoluções urbanas que deram origem ___ cidades. A professora Carolina
Rodríguez-Alcalá, do Laboratório de Estudos Urbanos da Unicamp, explica que essas tecnologias
de linguagem são formas de fixar uma língua no tempo, do mesmo modo que as cidades fixam
as pessoas na cidade. E há uma “coincidência histórica” entre elas.
Os primeiros signos escritos (versões antigas de letras e palavras) ainda não apresentavam
um sistema bem articulado. Eles surgiram no período Neolítico, cerca de 8 mil anos atrás, na
região da Mesopotâmia. Esses registros coincidem com os primeiros assentamentos
permanentes, que também ainda não tinham exatamente as características de uma cidade.
Segundo Rodríguez, o desenvolvimento da escrita e de assentamentos urbanos passou por
um longo processo, que durou séculos ou milênios. “Até que houve um salto qualitativo o qual
chamamos de revolução da escrita e revolução urbana”, explica a pesquisadora. O exemplo mais
conhecido – por ser o mais antigo e bem preservado até então – é o da escrita cuneiforme em
Uruk, considerada a primeira cidade da História, há 5 mil anos.
“O surgimento da escrita está associado ___ cidade, mas a história urbana é também uma
história do Estado como forma política de organização estreitamente ligada ao mercado e ao
comércio”, continua Rodríguez. Com o aumento da concentração de pessoas nas cidades, houve
uma especialização do trabalho e crescimento das trocas comerciais, que exigiam alguma forma
de registro para driblar o esquecimento de quem estava em dívida com quem.
E essa é uma das características que diferenciam sociedades com e sem escrita: a
necessidade de anotar a posse, o acúmulo e a troca de bens. Em lugares com invernos mais
rigorosos, como é o caso de boa parte do hemisfério norte, essa forma de organização social
surge como uma estratégia de sobrevivência. Já nas regiões tropicais, como na América do Sul,
o clima mais constante e a alta biodiversidade tornam o estoque de alimentos dispensável.
“Não é porque certas sociedades foram mais inteligentes que elas desenvolveram a escrita”,
explica Rodríguez. “Mas é porque isso responde ___ uma necessidade colocada por essas formas
de vida”. E ainda que a Mesopotâmia seja o caso mais popular, outras sociedades se urbanizaram
e desenvolveram suas formas de registro e de escrita mais ou menos ao mesmo tempo, como o
Egito, a Índia, a China ou o México e o Peru, no caso das Américas.
Com o desenvolvimento dos Estados, surgiu a necessidade de regras de organização sociais,
como as leis, e a centralização do poder na figura dos reis e governantes. A partir daí, a escrita
deixa de ser uma ferramenta de memória e ganha também a função de mensagem e registro.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/como-as-cidades-criaram-a-escrita-e-a-gramatica/ – texto adaptado especialmente para esta prova)
I. Em “a gramática é considerada uma ferramenta que aumenta as possibilidades de usar uma língua”, substituir “possibilidades” por “formas”.
II. Em “o desenvolvimento da escrita e de assentamentos urbanos passou por um longo processo, que durou séculos ou milênios”, substituir a forma verbal “durou” por “perdurou”.
III. Em “para driblar o esquecimento de quem estava em dívida com quem”, substituir “estava em dívida” por “tinha dívida”.
Quais propostas NÃO acarretam alteração de regência no trecho?
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Como as cidades criaram a escrita e a gramática
Por Mayra Trinca
Estamos tão acostumados a organizar palavras e frases de acordo com as regras do
português que muitas vezes esquecemos de um detalhe: a gramática não é algo intrínseco às
línguas. Um idioma pode existir muito bem sem ela. Assim como a escrita e os dicionários, a
gramática é considerada uma ferramenta que aumenta as possibilidades de usar uma língua.
Na linguística, essas três ferramentas são chamadas de tecnologias de linguagem. E elas
só surgiram com as revoluções urbanas que deram origem ___ cidades. A professora Carolina
Rodríguez-Alcalá, do Laboratório de Estudos Urbanos da Unicamp, explica que essas tecnologias
de linguagem são formas de fixar uma língua no tempo, do mesmo modo que as cidades fixam
as pessoas na cidade. E há uma “coincidência histórica” entre elas.
Os primeiros signos escritos (versões antigas de letras e palavras) ainda não apresentavam
um sistema bem articulado. Eles surgiram no período Neolítico, cerca de 8 mil anos atrás, na
região da Mesopotâmia. Esses registros coincidem com os primeiros assentamentos
permanentes, que também ainda não tinham exatamente as características de uma cidade.
Segundo Rodríguez, o desenvolvimento da escrita e de assentamentos urbanos passou por
um longo processo, que durou séculos ou milênios. “Até que houve um salto qualitativo o qual
chamamos de revolução da escrita e revolução urbana”, explica a pesquisadora. O exemplo mais
conhecido – por ser o mais antigo e bem preservado até então – é o da escrita cuneiforme em
Uruk, considerada a primeira cidade da História, há 5 mil anos.
“O surgimento da escrita está associado ___ cidade, mas a história urbana é também uma
história do Estado como forma política de organização estreitamente ligada ao mercado e ao
comércio”, continua Rodríguez. Com o aumento da concentração de pessoas nas cidades, houve
uma especialização do trabalho e crescimento das trocas comerciais, que exigiam alguma forma
de registro para driblar o esquecimento de quem estava em dívida com quem.
E essa é uma das características que diferenciam sociedades com e sem escrita: a
necessidade de anotar a posse, o acúmulo e a troca de bens. Em lugares com invernos mais
rigorosos, como é o caso de boa parte do hemisfério norte, essa forma de organização social
surge como uma estratégia de sobrevivência. Já nas regiões tropicais, como na América do Sul,
o clima mais constante e a alta biodiversidade tornam o estoque de alimentos dispensável.
“Não é porque certas sociedades foram mais inteligentes que elas desenvolveram a escrita”,
explica Rodríguez. “Mas é porque isso responde ___ uma necessidade colocada por essas formas
de vida”. E ainda que a Mesopotâmia seja o caso mais popular, outras sociedades se urbanizaram
e desenvolveram suas formas de registro e de escrita mais ou menos ao mesmo tempo, como o
Egito, a Índia, a China ou o México e o Peru, no caso das Américas.
Com o desenvolvimento dos Estados, surgiu a necessidade de regras de organização sociais,
como as leis, e a centralização do poder na figura dos reis e governantes. A partir daí, a escrita
deixa de ser uma ferramenta de memória e ganha também a função de mensagem e registro.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/como-as-cidades-criaram-a-escrita-e-a-gramatica/ – texto adaptado especialmente para esta prova)
• “E elas só surgiram com as revoluções urbanas que deram origem ___ cidades”.
• “O surgimento da escrita está associado ___ cidade”.
• “Mas é porque isso responde ___ uma necessidade colocada por essas formas de vida”.
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Como as cidades criaram a escrita e a gramática
Por Mayra Trinca
Estamos tão acostumados a organizar palavras e frases de acordo com as regras do
português que muitas vezes esquecemos de um detalhe: a gramática não é algo intrínseco às
línguas. Um idioma pode existir muito bem sem ela. Assim como a escrita e os dicionários, a
gramática é considerada uma ferramenta que aumenta as possibilidades de usar uma língua.
Na linguística, essas três ferramentas são chamadas de tecnologias de linguagem. E elas
só surgiram com as revoluções urbanas que deram origem ___ cidades. A professora Carolina
Rodríguez-Alcalá, do Laboratório de Estudos Urbanos da Unicamp, explica que essas tecnologias
de linguagem são formas de fixar uma língua no tempo, do mesmo modo que as cidades fixam
as pessoas na cidade. E há uma “coincidência histórica” entre elas.
Os primeiros signos escritos (versões antigas de letras e palavras) ainda não apresentavam
um sistema bem articulado. Eles surgiram no período Neolítico, cerca de 8 mil anos atrás, na
região da Mesopotâmia. Esses registros coincidem com os primeiros assentamentos
permanentes, que também ainda não tinham exatamente as características de uma cidade.
Segundo Rodríguez, o desenvolvimento da escrita e de assentamentos urbanos passou por
um longo processo, que durou séculos ou milênios. “Até que houve um salto qualitativo o qual
chamamos de revolução da escrita e revolução urbana”, explica a pesquisadora. O exemplo mais
conhecido – por ser o mais antigo e bem preservado até então – é o da escrita cuneiforme em
Uruk, considerada a primeira cidade da História, há 5 mil anos.
“O surgimento da escrita está associado ___ cidade, mas a história urbana é também uma
história do Estado como forma política de organização estreitamente ligada ao mercado e ao
comércio”, continua Rodríguez. Com o aumento da concentração de pessoas nas cidades, houve
uma especialização do trabalho e crescimento das trocas comerciais, que exigiam alguma forma
de registro para driblar o esquecimento de quem estava em dívida com quem.
E essa é uma das características que diferenciam sociedades com e sem escrita: a
necessidade de anotar a posse, o acúmulo e a troca de bens. Em lugares com invernos mais
rigorosos, como é o caso de boa parte do hemisfério norte, essa forma de organização social
surge como uma estratégia de sobrevivência. Já nas regiões tropicais, como na América do Sul,
o clima mais constante e a alta biodiversidade tornam o estoque de alimentos dispensável.
“Não é porque certas sociedades foram mais inteligentes que elas desenvolveram a escrita”,
explica Rodríguez. “Mas é porque isso responde ___ uma necessidade colocada por essas formas
de vida”. E ainda que a Mesopotâmia seja o caso mais popular, outras sociedades se urbanizaram
e desenvolveram suas formas de registro e de escrita mais ou menos ao mesmo tempo, como o
Egito, a Índia, a China ou o México e o Peru, no caso das Américas.
Com o desenvolvimento dos Estados, surgiu a necessidade de regras de organização sociais,
como as leis, e a centralização do poder na figura dos reis e governantes. A partir daí, a escrita
deixa de ser uma ferramenta de memória e ganha também a função de mensagem e registro.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/como-as-cidades-criaram-a-escrita-e-a-gramatica/ – texto adaptado especialmente para esta prova)
I. Já nos primeiros assentamentos permanentes surgiram os primeiros sistemas de escrita estruturados.
II. É possível inferir que existe uma relação entre o nível de organização e complexidade da língua e o nível de organização e complexidade da comunidade em que ela é utilizada.
III. As sociedades com e sem escrita não são diferenciadas por sua capacidade intelectual, mas pelas estratégias necessárias, em muitos casos, para garantir a sobrevivência.
Quais estão corretas?
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Segurança e saúde no trabalho em instituições federais de ensino superior no Brasil
Por Gustavo Caetano e Carlos Sérgio da Silva
As IFES, entre elas, as Universidades Federais (UF) e os Institutos Federais de Educação,
Ciência e Tecnologia (IF), são entidades responsáveis ________ promover o ensino, a pesquisa
e a extensão, conforme art. 207 da Constituição Federal (1988) do Brasil.
Essas instituições, em resumo, cumprem um papel estratégico no desenvolvimento do país,
promovendo conhecimento, principalmente ________ pesquisas. Estas, por sua vez, trazem não
só crescimento social, mas também econômico e cultural e têm como princípio incondicional ....
pluralidade de ideias e concepções.
Devido .... complexidade que envolve o mundo acadêmico, as IFES possuem diversos
ambientes físicos. Neles, existem não só máquinas e equipamentos (nos laboratórios de
graduação, de pesquisas e nas oficinas), como também há atividades e produtos (tais como
substâncias químicas, físicas e biológicas) que dão origem a riscos à saúde e à integridade física
da comunidade universitária e, em alguns casos, de toda a população residente ao redor dos
campi, como nos casos onde as pesquisas envolvem materiais radioativos, pois nessas situações
pode ocorrer uma contaminação pelo ar, envolvendo grandes áreas.
No plano nacional e internacional, tais situações de perigos e riscos são objetos de estudos.
Segundo descrevem Venables e Allender (2007, p. 165), “as universidades têm necessidades
complexas por causa dos perigos associados à pesquisa”. As pesquisas, sim, necessitam de
medidas de ações de segurança e saúde no trabalho (SST) e meio ambiente, todavia, deve-se
ter em mente que os perigos e riscos também advêm de fontes que não se restringem somente
a elas, como é o caso de atividades de manutenção, reformas e ampliações dos campi, por
exemplo.
Nesse cenário, recentemente no Brasil houve acidentes que se tornaram públicos. Em 20
uma explosão na sala de polimento de amostras do Laboratório Multiusuário do Programa de
Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) teve
como consequência três feridos. Em decorrência dessa situação, houve a necessidade de
acionamento da Brigada de Incêndio e do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro
(UFRJ, 2018). Meses depois, um incêndio de grandes proporções atingiu o Museu Nacional,
instituição ________ gestão da UFRJ.
Nesse momento, já é possível não só reconhecer a importância das IFES para o Brasil, mas
também admitir que essas instituições necessitam de SST, área considerada multidisciplinar e
que, em essência, tem como meta garantir a saúde e a integridade física de todos os envolvidos.
Este estudo, em resumo, engloba toda a comunidade universitária e os ambientes físicos das
IFES, instituições vinculadas .... Administração Pública Federal (APF).
Cabe ainda esclarecer que, segundo o art. 8º da Portaria Normativa nº 3 (Brasil, 2013),
ações de promoção de saúde no âmbito da APF devem constar em planos, programas, projetos
e ações gerenciais dos órgãos. Ainda, no art. 9º da supracitada Portaria (Brasil, 2013) consta
que as ações de promoção da saúde devem contemplar abordagens coletivas que possam
influenciar ou modificar hábitos individuais e culturas organizacionais. Logo, analisar as
condições de trabalho das IFES também colabora para o acompanhamento da efetividade das
políticas de SST até então implantadas na APF ou, ainda, para propor mudanças no rumo dessas
ações.
(Disponível em: researchgate.net/publication/343307265 – texto adaptado especialmente para esta prova)
“Área esta que, por sua vez, é considerada multidisciplinar e que, em essência, tem como meta garantir a saúde e a integridade física de todos os envolvidos”.
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