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Texto CG1A2-II
Um levantamento sobre startups de
base científica e tecnológica na América Latina mostrou uma disparidade entre o
Brasil e alguns de seus vizinhos na capacidade de atrair financiamento privado
para essas empresas. Se, por um lado, o Brasil concentra o maior número
de startups deep techs — 72,3% das 1.316 empresas mapeadas na
região são brasileiras —, por outro, aparece apenas em terceiro lugar em
volumes de investimentos privados em 2024. Tais empresas, referidas como deep
techs, se distinguem por propor inovações com potencial disruptivo,
apresentar ciclos de pesquisa e desenvolvimento demorados e exigir
investimentos consideráveis de longo prazo.
Estudo recente expõe a dificuldade das empresas
brasileiras: 47% declararam não ter recebido nenhum tipo de investimento e,
entre as que conseguiram, o número de beneficiadas com recursos públicos foi
cinco vezes superior ao das que atraíram capital privado. A maioria das deep
techs do Chile e da Argentina também teve dificuldade de obter
recursos, mas um número restrito de startups obtiveram aportes
extraordinários. Uma única empresa chilena, que oferece alternativas veganas a
produtos de origem animal, como leite, maionese, hambúrgueres, feitos à base de
plantas, levantou US$ 466 milhões, o equivalente a 75% da captação das deep
techs do país. Já a Argentina se distingue por atrair investimentos
para startups de tecnologia aeroespacial. O principal destaque
é uma empresa operadora de satélites destinados a fornecer dados e serviços de
monitoramento ambiental, que levantou US$ 287 milhões.
Os recursos conquistados em 2024 pelas deep
techs brasileiras mais bem-sucedidas estão bem abaixo desse patamar,
de acordo com os dados disponíveis. Na liderança, com US$ 23,6 milhões
captados, consta uma empresa que criou uma tecnologia não invasiva de
monitoramento da pressão intracraniana utilizada por mais de 80 hospitais e
clínicas no Brasil.
O desempenho do Brasil se explica por uma
característica peculiar de suas startups, pois a maioria delas
surge para atender o mercado interno, que é grande o suficiente para sustentar
as empresas. No entanto, as soluções não são escaláveis para outros mercados e,
por isso, há mais dificuldade de atrair investimentos de fundos internacionais.
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Texto CG1A2-II
Um levantamento sobre startups de
base científica e tecnológica na América Latina mostrou uma disparidade entre o
Brasil e alguns de seus vizinhos na capacidade de atrair financiamento privado
para essas empresas. Se, por um lado, o Brasil concentra o maior número
de startups deep techs — 72,3% das 1.316 empresas mapeadas na
região são brasileiras —, por outro, aparece apenas em terceiro lugar em
volumes de investimentos privados em 2024. Tais empresas, referidas como deep
techs, se distinguem por propor inovações com potencial disruptivo,
apresentar ciclos de pesquisa e desenvolvimento demorados e exigir
investimentos consideráveis de longo prazo.
Estudo recente expõe a dificuldade das empresas
brasileiras: 47% declararam não ter recebido nenhum tipo de investimento e,
entre as que conseguiram, o número de beneficiadas com recursos públicos foi
cinco vezes superior ao das que atraíram capital privado. A maioria das deep
techs do Chile e da Argentina também teve dificuldade de obter
recursos, mas um número restrito de startups obtiveram aportes
extraordinários. Uma única empresa chilena, que oferece alternativas veganas a
produtos de origem animal, como leite, maionese, hambúrgueres, feitos à base de
plantas, levantou US$ 466 milhões, o equivalente a 75% da captação das deep
techs do país. Já a Argentina se distingue por atrair investimentos
para startups de tecnologia aeroespacial. O principal destaque
é uma empresa operadora de satélites destinados a fornecer dados e serviços de
monitoramento ambiental, que levantou US$ 287 milhões.
Os recursos conquistados em 2024 pelas deep
techs brasileiras mais bem-sucedidas estão bem abaixo desse patamar,
de acordo com os dados disponíveis. Na liderança, com US$ 23,6 milhões
captados, consta uma empresa que criou uma tecnologia não invasiva de
monitoramento da pressão intracraniana utilizada por mais de 80 hospitais e
clínicas no Brasil.
O desempenho do Brasil se explica por uma
característica peculiar de suas startups, pois a maioria delas
surge para atender o mercado interno, que é grande o suficiente para sustentar
as empresas. No entanto, as soluções não são escaláveis para outros mercados e,
por isso, há mais dificuldade de atrair investimentos de fundos internacionais.
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Texto CG1A2-I
Ainda há muito o que estudar sobre a árvore
genealógica das línguas de todo o continente americano. Como na África, a
linguística moderna chegou tarde a essa região e encontrou um cenário marcado
pela destruição, pelo desaparecimento não documentado de uma quantidade de
idiomas que mal conseguimos avaliar. Os idiomas que se viram mais diretamente
envolvidos no processo de formação do português que viríamos a falar no Brasil
são os do grupo tupi, falados por nações como os caetés, potiguara, tamoio,
tupinambá, tupiniquim... Esses povos parecem ter iniciado uma imigração a
partir da Amazônia, no início da Era Comum, ou seja, há mais de 2.000 anos. Por
um lado, eles se expandiram para o litoral norte, depois rumo ao nordeste e ao
sudeste do Brasil; por outro, desceram a região central rumo ao sul do país.
A presença mais ou menos uniforme de grupos tupis nas
costas do Brasil teria um papel fundamental na história linguística do que um
dia viria a ser essa imensa nação lusófona na América do Sul. Numa região de
vegetação fechada e rala densidade populacional, o litoral era o fio condutor
mais vigoroso de contatos e aproximações. E como os povos que habitavam um
trecho gigantesco do litoral brasileiro eram relacionados, isso gerava um tipo
de uniformidade de hábitos, tradições e idioma, que possibilitou que os
portugueses os considerassem como “um povo”, falante de uma mesma língua, uma
forma do tupi, que, ao que parece, variava pouco entre um grupo e outro. Essa
foi a língua cuja gramática, afinal, seria descrita pelos jesuítas europeus — a
língua que estaria na base de uma das legítimas “línguas brasileiras” que foram
desenvolvidas aqui e que, séculos depois da chegada dos portugueses, ainda
representariam uma direta concorrência para o sucesso do idioma de Portugal
nessas plagas.
Julgue os itens a seguir, em relação ao vocábulo “cuja”, empregado em “Essa foi a língua cuja gramática, afinal, seria descrita pelos jesuítas europeus”, no último período do texto CG1A2-I.
I O referente do vocábulo em questão é “a língua”.
II O referido vocábulo concorda em pessoa e número com o termo “gramática”.
III O vocábulo em questão poderia ser substituído corretamente, sem prejuízo do sentido original do texto, por em que a.
Assinale a opção correta.
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Texto CG1A2-I
Ainda há muito o que estudar sobre a árvore
genealógica das línguas de todo o continente americano. Como na África, a
linguística moderna chegou tarde a essa região e encontrou um cenário marcado
pela destruição, pelo desaparecimento não documentado de uma quantidade de
idiomas que mal conseguimos avaliar. Os idiomas que se viram mais diretamente
envolvidos no processo de formação do português que viríamos a falar no Brasil
são os do grupo tupi, falados por nações como os caetés, potiguara, tamoio,
tupinambá, tupiniquim... Esses povos parecem ter iniciado uma imigração a
partir da Amazônia, no início da Era Comum, ou seja, há mais de 2.000 anos. Por
um lado, eles se expandiram para o litoral norte, depois rumo ao nordeste e ao
sudeste do Brasil; por outro, desceram a região central rumo ao sul do país.
A presença mais ou menos uniforme de grupos tupis nas
costas do Brasil teria um papel fundamental na história linguística do que um
dia viria a ser essa imensa nação lusófona na América do Sul. Numa região de
vegetação fechada e rala densidade populacional, o litoral era o fio condutor
mais vigoroso de contatos e aproximações. E como os povos que habitavam um
trecho gigantesco do litoral brasileiro eram relacionados, isso gerava um tipo
de uniformidade de hábitos, tradições e idioma, que possibilitou que os
portugueses os considerassem como “um povo”, falante de uma mesma língua, uma
forma do tupi, que, ao que parece, variava pouco entre um grupo e outro. Essa
foi a língua cuja gramática, afinal, seria descrita pelos jesuítas europeus — a
língua que estaria na base de uma das legítimas “línguas brasileiras” que foram
desenvolvidas aqui e que, séculos depois da chegada dos portugueses, ainda
representariam uma direta concorrência para o sucesso do idioma de Portugal
nessas plagas.
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Texto CG1A2-I
Ainda há muito o que estudar sobre a árvore
genealógica das línguas de todo o continente americano. Como na África, a
linguística moderna chegou tarde a essa região e encontrou um cenário marcado
pela destruição, pelo desaparecimento não documentado de uma quantidade de
idiomas que mal conseguimos avaliar. Os idiomas que se viram mais diretamente
envolvidos no processo de formação do português que viríamos a falar no Brasil
são os do grupo tupi, falados por nações como os caetés, potiguara, tamoio,
tupinambá, tupiniquim... Esses povos parecem ter iniciado uma imigração a
partir da Amazônia, no início da Era Comum, ou seja, há mais de 2.000 anos. Por
um lado, eles se expandiram para o litoral norte, depois rumo ao nordeste e ao
sudeste do Brasil; por outro, desceram a região central rumo ao sul do país.
A presença mais ou menos uniforme de grupos tupis nas
costas do Brasil teria um papel fundamental na história linguística do que um
dia viria a ser essa imensa nação lusófona na América do Sul. Numa região de
vegetação fechada e rala densidade populacional, o litoral era o fio condutor
mais vigoroso de contatos e aproximações. E como os povos que habitavam um
trecho gigantesco do litoral brasileiro eram relacionados, isso gerava um tipo
de uniformidade de hábitos, tradições e idioma, que possibilitou que os
portugueses os considerassem como “um povo”, falante de uma mesma língua, uma
forma do tupi, que, ao que parece, variava pouco entre um grupo e outro. Essa
foi a língua cuja gramática, afinal, seria descrita pelos jesuítas europeus — a
língua que estaria na base de uma das legítimas “línguas brasileiras” que foram
desenvolvidas aqui e que, séculos depois da chegada dos portugueses, ainda
representariam uma direta concorrência para o sucesso do idioma de Portugal
nessas plagas.
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Texto CG1A2-I
Ainda há muito o que estudar sobre a árvore
genealógica das línguas de todo o continente americano. Como na África, a
linguística moderna chegou tarde a essa região e encontrou um cenário marcado
pela destruição, pelo desaparecimento não documentado de uma quantidade de
idiomas que mal conseguimos avaliar. Os idiomas que se viram mais diretamente
envolvidos no processo de formação do português que viríamos a falar no Brasil
são os do grupo tupi, falados por nações como os caetés, potiguara, tamoio,
tupinambá, tupiniquim... Esses povos parecem ter iniciado uma imigração a
partir da Amazônia, no início da Era Comum, ou seja, há mais de 2.000 anos. Por
um lado, eles se expandiram para o litoral norte, depois rumo ao nordeste e ao
sudeste do Brasil; por outro, desceram a região central rumo ao sul do país.
A presença mais ou menos uniforme de grupos tupis nas
costas do Brasil teria um papel fundamental na história linguística do que um
dia viria a ser essa imensa nação lusófona na América do Sul. Numa região de
vegetação fechada e rala densidade populacional, o litoral era o fio condutor
mais vigoroso de contatos e aproximações. E como os povos que habitavam um
trecho gigantesco do litoral brasileiro eram relacionados, isso gerava um tipo
de uniformidade de hábitos, tradições e idioma, que possibilitou que os
portugueses os considerassem como “um povo”, falante de uma mesma língua, uma
forma do tupi, que, ao que parece, variava pouco entre um grupo e outro. Essa
foi a língua cuja gramática, afinal, seria descrita pelos jesuítas europeus — a
língua que estaria na base de uma das legítimas “línguas brasileiras” que foram
desenvolvidas aqui e que, séculos depois da chegada dos portugueses, ainda
representariam uma direta concorrência para o sucesso do idioma de Portugal
nessas plagas.
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Texto CG1A1
A adoção da Agenda 2030 para o Desenvolvimento
Sustentável firmou um compromisso de todos os países com um conjunto de
objetivos e metas universais, integradas e transformacionais, codificados nos
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), cuja tradução em ação
representa um grande desafio.
A tributação é um importante mecanismo de estímulo ao
desenvolvimento sustentável, que pode aumentar a eficiência da utilização de
recursos naturais, impulsionar a inovação e possibilitar a transformação para o
alcance do bem comum. Uma política fiscal que promova a criação de adequados
incentivos na economia, acoplada a um uso otimizado dos recursos, é fator chave
para o alcance dos ODS.
Uma parceria entre o Fundo Monetário Internacional
(FMI), a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a
Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco Mundial identificou que a
tributação é um fator significativo em, pelo menos, 10 dos 17 ODS, estruturando
uma plataforma específica para tratar a inter-relação entre esses elementos.
A conexão entre os tributos e os ODS estabelecida pela
plataforma tem por fundamento diversos grandes elementos.
O primeiro deles é a importância dos recursos gerados
pelos tributos, os quais são essenciais para financiar as atividades públicas
que servem à implementação dos ODS. Decerto, todos os ODS encontram-se
contemplados por esse elemento, na medida em que recursos públicos são
imprescindíveis para a implementação de quaisquer políticas públicas. Há uma
relação especial desse aspecto com o disposto no ODS 17, que trata da
construção de parcerias e meios de implementação para o atendimento às metas
dos ODS.
Um segundo aspecto diz respeito à equidade e ao
crescimento econômico, os quais são intrinsecamente afetados pela estrutura
tributária. Esse elemento encontra-se diretamente correlacionado ao ODS 1, que
trata da erradicação da pobreza, bem como ao ODS 8, que indica metas de
crescimento econômico com trabalho decente, ao ODS 10, relativo ao objetivo de
redução das desigualdades, e ao ODS 5, relacionado à igualdade de gênero.
Adicione-se a isso o fato de que os tributos
influenciam o comportamento e as escolhas das pessoas, com implicações para os
resultados em saúde, educação, consumo sustentável, energia limpa e luta contra
as mudanças climáticas, abordados pelos ODS 3, 4, 12, 7 e 13, respectivamente.
Além disso, uma tributação justa e equitativa promove
a confiança do contribuinte no governo e fortalece os contratos sociais que
sustentam o desenvolvimento, relacionando-se ao ODS 16, voltado à promoção da
justiça, da paz e de instituições sólidas e eficazes.
É interessante notar que o aumento do esforço fiscal
interno aos países vem sendo destacado pelas instituições internacionais como
um elemento-chave nesse cenário. De fato, a falta de capacidade imponível vem
sendo vista como um sintoma, mas também como uma das causas da dificuldade de
desenvolvimento. Nesse sentido, instituições internacionais indicam como
prioridade a mobilização de fundos nacionais, por meio da otimização dos
sistemas tributários e da capacidade impositiva, para que se possam alcançar os
ODS. Porém, os benefícios do aumento da arrecadação dependem, por óbvio, da
forma como se dá a alocação dos recursos públicos, ou seja, a obtenção de
recursos ou o aumento da tributação, de forma isolada, é insuficiente, de modo
que sua influência na implementação dos ODS depende de como os recursos são
gerenciados e utilizados.
Assim, ao se voltar a atenção para a otimização dos
sistemas de obtenção de recursos internos aos países, a necessária
implementação dos ODS demanda que um eventual aumento da carga tributária venha
realmente acompanhado de uma efetiva melhoria da alocação em gastos sociais.
O alcance do desenvolvimento sustentável sistêmico
deixa evidente, portanto, que o fenômeno tributário deve ser estruturado de
forma conjunta com o fenômeno financeiro, correlacionando-se com a forma como
os recursos são aplicados, bem como com o uso das renúncias fiscais e dos
fundos financeiros que vinculam a receita a uma determinada despesa específica,
voltada ao atendimento dos ODS.
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Texto CG1A1
A adoção da Agenda 2030 para o Desenvolvimento
Sustentável firmou um compromisso de todos os países com um conjunto de
objetivos e metas universais, integradas e transformacionais, codificados nos
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), cuja tradução em ação
representa um grande desafio.
A tributação é um importante mecanismo de estímulo ao
desenvolvimento sustentável, que pode aumentar a eficiência da utilização de
recursos naturais, impulsionar a inovação e possibilitar a transformação para o
alcance do bem comum. Uma política fiscal que promova a criação de adequados
incentivos na economia, acoplada a um uso otimizado dos recursos, é fator chave
para o alcance dos ODS.
Uma parceria entre o Fundo Monetário Internacional
(FMI), a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a
Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco Mundial identificou que a
tributação é um fator significativo em, pelo menos, 10 dos 17 ODS, estruturando
uma plataforma específica para tratar a inter-relação entre esses elementos.
A conexão entre os tributos e os ODS estabelecida pela
plataforma tem por fundamento diversos grandes elementos.
O primeiro deles é a importância dos recursos gerados
pelos tributos, os quais são essenciais para financiar as atividades públicas
que servem à implementação dos ODS. Decerto, todos os ODS encontram-se
contemplados por esse elemento, na medida em que recursos públicos são
imprescindíveis para a implementação de quaisquer políticas públicas. Há uma
relação especial desse aspecto com o disposto no ODS 17, que trata da
construção de parcerias e meios de implementação para o atendimento às metas
dos ODS.
Um segundo aspecto diz respeito à equidade e ao
crescimento econômico, os quais são intrinsecamente afetados pela estrutura
tributária. Esse elemento encontra-se diretamente correlacionado ao ODS 1, que
trata da erradicação da pobreza, bem como ao ODS 8, que indica metas de
crescimento econômico com trabalho decente, ao ODS 10, relativo ao objetivo de
redução das desigualdades, e ao ODS 5, relacionado à igualdade de gênero.
Adicione-se a isso o fato de que os tributos
influenciam o comportamento e as escolhas das pessoas, com implicações para os
resultados em saúde, educação, consumo sustentável, energia limpa e luta contra
as mudanças climáticas, abordados pelos ODS 3, 4, 12, 7 e 13, respectivamente.
Além disso, uma tributação justa e equitativa promove
a confiança do contribuinte no governo e fortalece os contratos sociais que
sustentam o desenvolvimento, relacionando-se ao ODS 16, voltado à promoção da
justiça, da paz e de instituições sólidas e eficazes.
É interessante notar que o aumento do esforço fiscal
interno aos países vem sendo destacado pelas instituições internacionais como
um elemento-chave nesse cenário. De fato, a falta de capacidade imponível vem
sendo vista como um sintoma, mas também como uma das causas da dificuldade de
desenvolvimento. Nesse sentido, instituições internacionais indicam como
prioridade a mobilização de fundos nacionais, por meio da otimização dos
sistemas tributários e da capacidade impositiva, para que se possam alcançar os
ODS. Porém, os benefícios do aumento da arrecadação dependem, por óbvio, da
forma como se dá a alocação dos recursos públicos, ou seja, a obtenção de
recursos ou o aumento da tributação, de forma isolada, é insuficiente, de modo
que sua influência na implementação dos ODS depende de como os recursos são
gerenciados e utilizados.
Assim, ao se voltar a atenção para a otimização dos
sistemas de obtenção de recursos internos aos países, a necessária
implementação dos ODS demanda que um eventual aumento da carga tributária venha
realmente acompanhado de uma efetiva melhoria da alocação em gastos sociais.
O alcance do desenvolvimento sustentável sistêmico
deixa evidente, portanto, que o fenômeno tributário deve ser estruturado de
forma conjunta com o fenômeno financeiro, correlacionando-se com a forma como
os recursos são aplicados, bem como com o uso das renúncias fiscais e dos
fundos financeiros que vinculam a receita a uma determinada despesa específica,
voltada ao atendimento dos ODS.
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Texto CG1A1
A adoção da Agenda 2030 para o Desenvolvimento
Sustentável firmou um compromisso de todos os países com um conjunto de
objetivos e metas universais, integradas e transformacionais, codificados nos
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), cuja tradução em ação
representa um grande desafio.
A tributação é um importante mecanismo de estímulo ao
desenvolvimento sustentável, que pode aumentar a eficiência da utilização de
recursos naturais, impulsionar a inovação e possibilitar a transformação para o
alcance do bem comum. Uma política fiscal que promova a criação de adequados
incentivos na economia, acoplada a um uso otimizado dos recursos, é fator chave
para o alcance dos ODS.
Uma parceria entre o Fundo Monetário Internacional
(FMI), a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a
Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco Mundial identificou que a
tributação é um fator significativo em, pelo menos, 10 dos 17 ODS, estruturando
uma plataforma específica para tratar a inter-relação entre esses elementos.
A conexão entre os tributos e os ODS estabelecida pela
plataforma tem por fundamento diversos grandes elementos.
O primeiro deles é a importância dos recursos gerados
pelos tributos, os quais são essenciais para financiar as atividades públicas
que servem à implementação dos ODS. Decerto, todos os ODS encontram-se
contemplados por esse elemento, na medida em que recursos públicos são
imprescindíveis para a implementação de quaisquer políticas públicas. Há uma
relação especial desse aspecto com o disposto no ODS 17, que trata da
construção de parcerias e meios de implementação para o atendimento às metas
dos ODS.
Um segundo aspecto diz respeito à equidade e ao
crescimento econômico, os quais são intrinsecamente afetados pela estrutura
tributária. Esse elemento encontra-se diretamente correlacionado ao ODS 1, que
trata da erradicação da pobreza, bem como ao ODS 8, que indica metas de
crescimento econômico com trabalho decente, ao ODS 10, relativo ao objetivo de
redução das desigualdades, e ao ODS 5, relacionado à igualdade de gênero.
Adicione-se a isso o fato de que os tributos
influenciam o comportamento e as escolhas das pessoas, com implicações para os
resultados em saúde, educação, consumo sustentável, energia limpa e luta contra
as mudanças climáticas, abordados pelos ODS 3, 4, 12, 7 e 13, respectivamente.
Além disso, uma tributação justa e equitativa promove
a confiança do contribuinte no governo e fortalece os contratos sociais que
sustentam o desenvolvimento, relacionando-se ao ODS 16, voltado à promoção da
justiça, da paz e de instituições sólidas e eficazes.
É interessante notar que o aumento do esforço fiscal
interno aos países vem sendo destacado pelas instituições internacionais como
um elemento-chave nesse cenário. De fato, a falta de capacidade imponível vem
sendo vista como um sintoma, mas também como uma das causas da dificuldade de
desenvolvimento. Nesse sentido, instituições internacionais indicam como
prioridade a mobilização de fundos nacionais, por meio da otimização dos
sistemas tributários e da capacidade impositiva, para que se possam alcançar os
ODS. Porém, os benefícios do aumento da arrecadação dependem, por óbvio, da
forma como se dá a alocação dos recursos públicos, ou seja, a obtenção de
recursos ou o aumento da tributação, de forma isolada, é insuficiente, de modo
que sua influência na implementação dos ODS depende de como os recursos são
gerenciados e utilizados.
Assim, ao se voltar a atenção para a otimização dos
sistemas de obtenção de recursos internos aos países, a necessária
implementação dos ODS demanda que um eventual aumento da carga tributária venha
realmente acompanhado de uma efetiva melhoria da alocação em gastos sociais.
O alcance do desenvolvimento sustentável sistêmico
deixa evidente, portanto, que o fenômeno tributário deve ser estruturado de
forma conjunta com o fenômeno financeiro, correlacionando-se com a forma como
os recursos são aplicados, bem como com o uso das renúncias fiscais e dos
fundos financeiros que vinculam a receita a uma determinada despesa específica,
voltada ao atendimento dos ODS.
Provas
Texto CG1A1
A adoção da Agenda 2030 para o Desenvolvimento
Sustentável firmou um compromisso de todos os países com um conjunto de
objetivos e metas universais, integradas e transformacionais, codificados nos
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), cuja tradução em ação
representa um grande desafio.
A tributação é um importante mecanismo de estímulo ao
desenvolvimento sustentável, que pode aumentar a eficiência da utilização de
recursos naturais, impulsionar a inovação e possibilitar a transformação para o
alcance do bem comum. Uma política fiscal que promova a criação de adequados
incentivos na economia, acoplada a um uso otimizado dos recursos, é fator chave
para o alcance dos ODS.
Uma parceria entre o Fundo Monetário Internacional
(FMI), a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a
Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco Mundial identificou que a
tributação é um fator significativo em, pelo menos, 10 dos 17 ODS, estruturando
uma plataforma específica para tratar a inter-relação entre esses elementos.
A conexão entre os tributos e os ODS estabelecida pela
plataforma tem por fundamento diversos grandes elementos.
O primeiro deles é a importância dos recursos gerados
pelos tributos, os quais são essenciais para financiar as atividades públicas
que servem à implementação dos ODS. Decerto, todos os ODS encontram-se
contemplados por esse elemento, na medida em que recursos públicos são
imprescindíveis para a implementação de quaisquer políticas públicas. Há uma
relação especial desse aspecto com o disposto no ODS 17, que trata da
construção de parcerias e meios de implementação para o atendimento às metas
dos ODS.
Um segundo aspecto diz respeito à equidade e ao
crescimento econômico, os quais são intrinsecamente afetados pela estrutura
tributária. Esse elemento encontra-se diretamente correlacionado ao ODS 1, que
trata da erradicação da pobreza, bem como ao ODS 8, que indica metas de
crescimento econômico com trabalho decente, ao ODS 10, relativo ao objetivo de
redução das desigualdades, e ao ODS 5, relacionado à igualdade de gênero.
Adicione-se a isso o fato de que os tributos
influenciam o comportamento e as escolhas das pessoas, com implicações para os
resultados em saúde, educação, consumo sustentável, energia limpa e luta contra
as mudanças climáticas, abordados pelos ODS 3, 4, 12, 7 e 13, respectivamente.
Além disso, uma tributação justa e equitativa promove
a confiança do contribuinte no governo e fortalece os contratos sociais que
sustentam o desenvolvimento, relacionando-se ao ODS 16, voltado à promoção da
justiça, da paz e de instituições sólidas e eficazes.
É interessante notar que o aumento do esforço fiscal
interno aos países vem sendo destacado pelas instituições internacionais como
um elemento-chave nesse cenário. De fato, a falta de capacidade imponível vem
sendo vista como um sintoma, mas também como uma das causas da dificuldade de
desenvolvimento. Nesse sentido, instituições internacionais indicam como
prioridade a mobilização de fundos nacionais, por meio da otimização dos
sistemas tributários e da capacidade impositiva, para que se possam alcançar os
ODS. Porém, os benefícios do aumento da arrecadação dependem, por óbvio, da
forma como se dá a alocação dos recursos públicos, ou seja, a obtenção de
recursos ou o aumento da tributação, de forma isolada, é insuficiente, de modo
que sua influência na implementação dos ODS depende de como os recursos são
gerenciados e utilizados.
Assim, ao se voltar a atenção para a otimização dos
sistemas de obtenção de recursos internos aos países, a necessária
implementação dos ODS demanda que um eventual aumento da carga tributária venha
realmente acompanhado de uma efetiva melhoria da alocação em gastos sociais.
O alcance do desenvolvimento sustentável sistêmico
deixa evidente, portanto, que o fenômeno tributário deve ser estruturado de
forma conjunta com o fenômeno financeiro, correlacionando-se com a forma como
os recursos são aplicados, bem como com o uso das renúncias fiscais e dos
fundos financeiros que vinculam a receita a uma determinada despesa específica,
voltada ao atendimento dos ODS.
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