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O Rio começou a correr porque a cidade precisava respirar de novo
    Tem uma cena que se repete nas manhãs do Rio. Antes de a cidade terminar de acordar, já tem gente correndo na orla, na Lagoa, no Aterro, na Quinta da Boa Vista, no Maracanã, no Parque Madureira, na Barra, no Recreio, na Tijuca, em Jacarepaguá, em Campo Grande, em Niterói e em tantos outros caminhos onde o carioca transforma rua, praça e calçadão em pista. Alguns estão em grupo, outros sozinhos. Uns olham o relógio, outros só seguem o ritmo do corpo. Há quem corra para melhorar o pace, emagrecer, estrear numa prova. Mas tenho a impressão de que muita gente está correndo por outro motivo: para conseguir respirar.
     Não é pouca coisa viver num tempo em que tudo nos atravessa rápido demais. Mensagens, cobranças, telas, comparações, notícias, metas, urgências. A cabeça fica cheia, o peito fica apertado e o corpo vira o lugar onde essa pressão se acumula. Talvez por isso a corrida tenha crescido tanto. Ela devolve uma coisa rara: um começo simples. Um pé depois do outro. Uma respiração depois da outra.
    O Rio sempre foi uma cidade física. Aqui, a vida passa pelo corpo, mas não apenas na praia. Passa no calçadão, na praça, no parque, na rua fechada no domingo, na pista improvisada perto de casa, no grupo que se encontra ainda escuro para treinar antes do trabalho. A paisagem ajuda, claro. Às vezes é o mar. Às vezes é uma árvore no caminho, uma praça cheia, um viaduto atravessado, uma rua conhecida. O que importa é que, em algum ponto da cidade, o corpo encontra uma forma de organizar algo por dentro. Mas não é só beleza. É pertencimento. É grupo. É ritual. É perceber que você não está sozinho tentando dar conta da vida.
    A Maratona do Rio se aproxima e, com ela, a cidade parece entrar nesse estado coletivo de movimento. Em 2026, o evento chega a um recorde de cerca de 70 mil inscritos e conquista o selo Elite Label da World Athletics, consolidando-se como o maior festival de corrida de rua da América Latina. Para João Traven, da Spiridon, organizador da prova desde 2003, a maratona deixa de ser apenas uma competição técnica: durante cinco dias, toma conta das ruas, transforma a orla e as avenidas em celebração ao ar livre e faz da Marina da Glória um grande ponto de encontro.
Fonte: Veja Rio. Adaptado.
No trecho “O que importa é que, em algum ponto da cidade, o corpo encontra uma forma de organizar algo por dentro.” (3º parágrafo), as vírgulas foram utilizadas para:
 

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O Rio começou a correr porque a cidade precisava respirar de novo
    Tem uma cena que se repete nas manhãs do Rio. Antes de a cidade terminar de acordar, já tem gente correndo na orla, na Lagoa, no Aterro, na Quinta da Boa Vista, no Maracanã, no Parque Madureira, na Barra, no Recreio, na Tijuca, em Jacarepaguá, em Campo Grande, em Niterói e em tantos outros caminhos onde o carioca transforma rua, praça e calçadão em pista. Alguns estão em grupo, outros sozinhos. Uns olham o relógio, outros só seguem o ritmo do corpo. Há quem corra para melhorar o pace, emagrecer, estrear numa prova. Mas tenho a impressão de que muita gente está correndo por outro motivo: para conseguir respirar.
     Não é pouca coisa viver num tempo em que tudo nos atravessa rápido demais. Mensagens, cobranças, telas, comparações, notícias, metas, urgências. A cabeça fica cheia, o peito fica apertado e o corpo vira o lugar onde essa pressão se acumula. Talvez por isso a corrida tenha crescido tanto. Ela devolve uma coisa rara: um começo simples. Um pé depois do outro. Uma respiração depois da outra.
    O Rio sempre foi uma cidade física. Aqui, a vida passa pelo corpo, mas não apenas na praia. Passa no calçadão, na praça, no parque, na rua fechada no domingo, na pista improvisada perto de casa, no grupo que se encontra ainda escuro para treinar antes do trabalho. A paisagem ajuda, claro. Às vezes é o mar. Às vezes é uma árvore no caminho, uma praça cheia, um viaduto atravessado, uma rua conhecida. O que importa é que, em algum ponto da cidade, o corpo encontra uma forma de organizar algo por dentro. Mas não é só beleza. É pertencimento. É grupo. É ritual. É perceber que você não está sozinho tentando dar conta da vida.
    A Maratona do Rio se aproxima e, com ela, a cidade parece entrar nesse estado coletivo de movimento. Em 2026, o evento chega a um recorde de cerca de 70 mil inscritos e conquista o selo Elite Label da World Athletics, consolidando-se como o maior festival de corrida de rua da América Latina. Para João Traven, da Spiridon, organizador da prova desde 2003, a maratona deixa de ser apenas uma competição técnica: durante cinco dias, toma conta das ruas, transforma a orla e as avenidas em celebração ao ar livre e faz da Marina da Glória um grande ponto de encontro.
Fonte: Veja Rio. Adaptado.
Considerando as informações contidas no texto, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) Apenas as pessoas que realizam provas de corrida correm.
( ) O mundo em que se vive atualmente acaba pressionando as pessoas, e a corrida é uma forma de aliviar essa pressão.
( ) A Maratona do Rio mobiliza grande parte da cidade.
 

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4261327 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Benevides-PA
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

COMBO-FAMILIA

Com a recente transformação da estrutura familiar, hoje formada por madrastas, padrastos e meios-irmãos, e diante do rearranjo veloz dos relacionamentos ao longo da vida, ficou comum a expressão "arcar com o pacote".

Quando alguém casa com mulher ou homem com filhos de outros casamentos, logo fala aos amigos que terá que comprar o pacote inteiro.

Mesmo soando como uma manifestação de amor ("se eu não te amasse não assumia todo o pacote"), a frase tem um quê de pesar. É, na verdade, uma confissão de sacrifício

A declaração é infeliz pois sublinha o apesar, ressalta o desconto, enfatiza a restrição. O pacote é uma inevitabilidade forçada, aponta os malefícios do benefício.

As crianças são tratadas com uma conotação de contrariedade Não adianta elogiar a companhia cometendo uma crítica velada à paternidade ou à maternidade.

Não adianta homenagear o namoro e atacar os filhos, compreendidos como fardo e juros de antigos amores

É necessário entender que o filho não é opcional, não se abandona o laço, é parte irreversível do caráter do pai e da mãe.

Na hipótese do pai e da mãe desprezarem as crias em nome de uma relação recente serão também péssimos amantes e cuidadores.

O natural é não falar nada, deixar as coisas acontecerem, permitir que a amizade nasça da espontaneidade e se fortaleça com o decorrer do tempo.

Não hả como gostar de alguém por antecipação, mas tampouco é justo desgostar prematuramente; que a rejeição não seja herança de condicionamentos culturais e preconceitos sumários com quem já tem um passado.

Recorrer à ideia de combo é anunciar nitidamente que está levando algo que se quer com algo que não se quer.

A gravidez desejada não acontece uma única vez na vida, com os pais da criança, acontece sempre que se inicia uma nova família com os filhos já crescidos.

(CARPINEJAR, Fabrício. Amizade é também amor. Bertrand Brasil. p. 143/144)

Analise as afirmativas e marque a alternativa correta:

I- "(...) filhos de outros casamentos (...)" a preposição indica posse.

II- "pacote, frase, restrição" apresentam mesma tonicidade, paroxítona.

III- "É necessário (...)" exerce função de sujeito da oração principal.

IV- Em "(...) frase tem um quê de pesar." acontece a substantivação da partícula quê.

 

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4261326 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Benevides-PA
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

COMBO-FAMILIA

Com a recente transformação da estrutura familiar, hoje formada por madrastas, padrastos e meios-irmãos, e diante do rearranjo veloz dos relacionamentos ao longo da vida, ficou comum a expressão "arcar com o pacote".

Quando alguém casa com mulher ou homem com filhos de outros casamentos, logo fala aos amigos que terá que comprar o pacote inteiro.

Mesmo soando como uma manifestação de amor ("se eu não te amasse não assumia todo o pacote"), a frase tem um quê de pesar. É, na verdade, uma confissão de sacrifício

A declaração é infeliz pois sublinha o apesar, ressalta o desconto, enfatiza a restrição. O pacote é uma inevitabilidade forçada, aponta os malefícios do benefício.

As crianças são tratadas com uma conotação de contrariedade Não adianta elogiar a companhia cometendo uma crítica velada à paternidade ou à maternidade.

Não adianta homenagear o namoro e atacar os filhos, compreendidos como fardo e juros de antigos amores

É necessário entender que o filho não é opcional, não se abandona o laço, é parte irreversível do caráter do pai e da mãe.

Na hipótese do pai e da mãe desprezarem as crias em nome de uma relação recente serão também péssimos amantes e cuidadores.

O natural é não falar nada, deixar as coisas acontecerem, permitir que a amizade nasça da espontaneidade e se fortaleça com o decorrer do tempo.

Não hả como gostar de alguém por antecipação, mas tampouco é justo desgostar prematuramente; que a rejeição não seja herança de condicionamentos culturais e preconceitos sumários com quem já tem um passado.

Recorrer à ideia de combo é anunciar nitidamente que está levando algo que se quer com algo que não se quer.

A gravidez desejada não acontece uma única vez na vida, com os pais da criança, acontece sempre que se inicia uma nova família com os filhos já crescidos.

(CARPINEJAR, Fabrício. Amizade é também amor. Bertrand Brasil. p. 143/144)

Sobre o excerto "(se eu não te amasse não assumia todo o pacote)", é inadequado afirmar:
 

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4261325 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Benevides-PA
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

COMBO-FAMILIA

Com a recente transformação da estrutura familiar, hoje formada por madrastas, padrastos e meios-irmãos, e diante do rearranjo veloz dos relacionamentos ao longo da vida, ficou comum a expressão "arcar com o pacote".

Quando alguém casa com mulher ou homem com filhos de outros casamentos, logo fala aos amigos que terá que comprar o pacote inteiro.

Mesmo soando como uma manifestação de amor ("se eu não te amasse não assumia todo o pacote"), a frase tem um quê de pesar. É, na verdade, uma confissão de sacrifício

A declaração é infeliz pois sublinha o apesar, ressalta o desconto, enfatiza a restrição. O pacote é uma inevitabilidade forçada, aponta os malefícios do benefício.

As crianças são tratadas com uma conotação de contrariedade Não adianta elogiar a companhia cometendo uma crítica velada à paternidade ou à maternidade.

Não adianta homenagear o namoro e atacar os filhos, compreendidos como fardo e juros de antigos amores

É necessário entender que o filho não é opcional, não se abandona o laço, é parte irreversível do caráter do pai e da mãe.

Na hipótese do pai e da mãe desprezarem as crias em nome de uma relação recente serão também péssimos amantes e cuidadores.

O natural é não falar nada, deixar as coisas acontecerem, permitir que a amizade nasça da espontaneidade e se fortaleça com o decorrer do tempo.

Não hả como gostar de alguém por antecipação, mas tampouco é justo desgostar prematuramente; que a rejeição não seja herança de condicionamentos culturais e preconceitos sumários com quem já tem um passado.

Recorrer à ideia de combo é anunciar nitidamente que está levando algo que se quer com algo que não se quer.

A gravidez desejada não acontece uma única vez na vida, com os pais da criança, acontece sempre que se inicia uma nova família com os filhos já crescidos.

(CARPINEJAR, Fabrício. Amizade é também amor. Bertrand Brasil. p. 143/144)

Assinale a alternativa em que a regência do verbo não é transitiva:
 

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4261324 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Benevides-PA
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

COMBO-FAMILIA

Com a recente transformação da estrutura familiar, hoje formada por madrastas, padrastos e meios-irmãos, e diante do rearranjo veloz dos relacionamentos ao longo da vida, ficou comum a expressão "arcar com o pacote".

Quando alguém casa com mulher ou homem com filhos de outros casamentos, logo fala aos amigos que terá que comprar o pacote inteiro.

Mesmo soando como uma manifestação de amor ("se eu não te amasse não assumia todo o pacote"), a frase tem um quê de pesar. É, na verdade, uma confissão de sacrifício

A declaração é infeliz pois sublinha o apesar, ressalta o desconto, enfatiza a restrição. O pacote é uma inevitabilidade forçada, aponta os malefícios do benefício.

As crianças são tratadas com uma conotação de contrariedade Não adianta elogiar a companhia cometendo uma crítica velada à paternidade ou à maternidade.

Não adianta homenagear o namoro e atacar os filhos, compreendidos como fardo e juros de antigos amores

É necessário entender que o filho não é opcional, não se abandona o laço, é parte irreversível do caráter do pai e da mãe.

Na hipótese do pai e da mãe desprezarem as crias em nome de uma relação recente serão também péssimos amantes e cuidadores.

O natural é não falar nada, deixar as coisas acontecerem, permitir que a amizade nasça da espontaneidade e se fortaleça com o decorrer do tempo.

Não hả como gostar de alguém por antecipação, mas tampouco é justo desgostar prematuramente; que a rejeição não seja herança de condicionamentos culturais e preconceitos sumários com quem já tem um passado.

Recorrer à ideia de combo é anunciar nitidamente que está levando algo que se quer com algo que não se quer.

A gravidez desejada não acontece uma única vez na vida, com os pais da criança, acontece sempre que se inicia uma nova família com os filhos já crescidos.

(CARPINEJAR, Fabrício. Amizade é também amor. Bertrand Brasil. p. 143/144)

O parágrafo 4°, primeiro período "A declaração é infeliz pois sublinha o apesar, ressalta o desconto, enfatiza a restrição."apresenta falha de:
 

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4261323 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Benevides-PA
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

COMBO-FAMILIA

Com a recente transformação da estrutura familiar, hoje formada por madrastas, padrastos e meios-irmãos, e diante do rearranjo veloz dos relacionamentos ao longo da vida, ficou comum a expressão "arcar com o pacote".

Quando alguém casa com mulher ou homem com filhos de outros casamentos, logo fala aos amigos que terá que comprar o pacote inteiro.

Mesmo soando como uma manifestação de amor ("se eu não te amasse não assumia todo o pacote"), a frase tem um quê de pesar. É, na verdade, uma confissão de sacrifício

A declaração é infeliz pois sublinha o apesar, ressalta o desconto, enfatiza a restrição. O pacote é uma inevitabilidade forçada, aponta os malefícios do benefício.

As crianças são tratadas com uma conotação de contrariedade Não adianta elogiar a companhia cometendo uma crítica velada à paternidade ou à maternidade.

Não adianta homenagear o namoro e atacar os filhos, compreendidos como fardo e juros de antigos amores

É necessário entender que o filho não é opcional, não se abandona o laço, é parte irreversível do caráter do pai e da mãe.

Na hipótese do pai e da mãe desprezarem as crias em nome de uma relação recente serão também péssimos amantes e cuidadores.

O natural é não falar nada, deixar as coisas acontecerem, permitir que a amizade nasça da espontaneidade e se fortaleça com o decorrer do tempo.

Não hả como gostar de alguém por antecipação, mas tampouco é justo desgostar prematuramente; que a rejeição não seja herança de condicionamentos culturais e preconceitos sumários com quem já tem um passado.

Recorrer à ideia de combo é anunciar nitidamente que está levando algo que se quer com algo que não se quer.

A gravidez desejada não acontece uma única vez na vida, com os pais da criança, acontece sempre que se inicia uma nova família com os filhos já crescidos.

(CARPINEJAR, Fabrício. Amizade é também amor. Bertrand Brasil. p. 143/144)

A crônica tem como tema:
 

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4261277 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Benevides-PA
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Meninos
Estrofe 1
meninos pedindo comida na porta das casas.
meninos esguios macilentos
filhos da fome
crias do medo
bichinhos escuros
melados de sujo
procriados em catres imundos
em horas escusas
botados no mundo
porque o remédio falhou
Estrofe 2
meninos pedindo comida
ratos de esgoto
saídos da lama
de dia se escondem
de noite se espalham
correndo de porta em porta
só comem no escuro
ratos de esgoto
que a noite soltou
Estrofe 3
meninos pedindo comida nas casas burguesas
meninos pisando pés sujos
nos pátios de são caetano
escorando as mãos sujas no espelho
dos azulejos coloridos do hall
meninos apertando o botão da campainha
esperando o milagre da explosão
da ternura e da comida
que não vem
lá dentro há risos e arrotos
e estômagos cheios se sacodem de gozo
e velhos gulosos caminham pro enfarte
Estrofe 4
e um lindo fogão colorido espreme no ar
um cheiro gostoso de assado e fritura 
que ri dos meninos passando-lhes o dedo
no nariz
Estrofe 5
meninos pedindo comida na porta das casas
a fome fazendo barulho apertando a campainha
chegando em hora incômoda
(esses meninos não respeitam temos visitas pro jantar)
meninos batendo na porta das almas
sujando o assoalho encerado
de nossa paz espiritual
Estrofe 6
meninos ouvindo um não perfumado
cheirando a comida
um não muito limpo
dá água na boca
diga que o que sobrou é pros cachorros
eles que voltem amanhã
meninos recolhem sua fome num saco de plástico
irão bater noutra porta
escrevendo nas ruas as linhas sinuosas do clamor da miséria que sobe até Deus
(Autor: Ápio Campos)
Analise as afirmativas e marque a alternativa correta:
I- A temática do poema expõe a insensibilidade humana diante da pobreza; 
II- O poeta, na estrofe 5, também se sente incomodado com a fome inconveniente dos pequenos pedintes; 
III- "porque o remédio falhou" mostra que os meninos não foram planejados. 
IV- "diga que o que sobrou é pros cachorros" é um exemplo de norma padrão da Língua Portuguesa.
 

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4261276 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Benevides-PA
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Meninos
Estrofe 1
meninos pedindo comida na porta das casas.
meninos esguios macilentos
filhos da fome
crias do medo
bichinhos escuros
melados de sujo
procriados em catres imundos
em horas escusas
botados no mundo
porque o remédio falhou
Estrofe 2
meninos pedindo comida
ratos de esgoto
saídos da lama
de dia se escondem
de noite se espalham
correndo de porta em porta
só comem no escuro
ratos de esgoto
que a noite soltou
Estrofe 3
meninos pedindo comida nas casas burguesas
meninos pisando pés sujos
nos pátios de são caetano
escorando as mãos sujas no espelho
dos azulejos coloridos do hall
meninos apertando o botão da campainha
esperando o milagre da explosão
da ternura e da comida
que não vem
lá dentro há risos e arrotos
e estômagos cheios se sacodem de gozo
e velhos gulosos caminham pro enfarte
Estrofe 4
e um lindo fogão colorido espreme no ar
um cheiro gostoso de assado e fritura 
que ri dos meninos passando-lhes o dedo
no nariz
Estrofe 5
meninos pedindo comida na porta das casas
a fome fazendo barulho apertando a campainha
chegando em hora incômoda
(esses meninos não respeitam temos visitas pro jantar)
meninos batendo na porta das almas
sujando o assoalho encerado
de nossa paz espiritual
Estrofe 6
meninos ouvindo um não perfumado
cheirando a comida
um não muito limpo
dá água na boca
diga que o que sobrou é pros cachorros
eles que voltem amanhã
meninos recolhem sua fome num saco de plástico
irão bater noutra porta
escrevendo nas ruas as linhas sinuosas do clamor da miséria que sobe até Deus
(Autor: Ápio Campos)
Não consta no excerto: "e estômagos cheios se sacodem de gozo" a classe de palavra:
 

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4261275 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Benevides-PA
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Meninos
Estrofe 1
meninos pedindo comida na porta das casas.
meninos esguios macilentos
filhos da fome
crias do medo
bichinhos escuros
melados de sujo
procriados em catres imundos
em horas escusas
botados no mundo
porque o remédio falhou
Estrofe 2
meninos pedindo comida
ratos de esgoto
saídos da lama
de dia se escondem
de noite se espalham
correndo de porta em porta
só comem no escuro
ratos de esgoto
que a noite soltou
Estrofe 3
meninos pedindo comida nas casas burguesas
meninos pisando pés sujos
nos pátios de são caetano
escorando as mãos sujas no espelho
dos azulejos coloridos do hall
meninos apertando o botão da campainha
esperando o milagre da explosão
da ternura e da comida
que não vem
lá dentro há risos e arrotos
e estômagos cheios se sacodem de gozo
e velhos gulosos caminham pro enfarte
Estrofe 4
e um lindo fogão colorido espreme no ar
um cheiro gostoso de assado e fritura 
que ri dos meninos passando-lhes o dedo
no nariz
Estrofe 5
meninos pedindo comida na porta das casas
a fome fazendo barulho apertando a campainha
chegando em hora incômoda
(esses meninos não respeitam temos visitas pro jantar)
meninos batendo na porta das almas
sujando o assoalho encerado
de nossa paz espiritual
Estrofe 6
meninos ouvindo um não perfumado
cheirando a comida
um não muito limpo
dá água na boca
diga que o que sobrou é pros cachorros
eles que voltem amanhã
meninos recolhem sua fome num saco de plástico
irão bater noutra porta
escrevendo nas ruas as linhas sinuosas do clamor da miséria que sobe até Deus
(Autor: Ápio Campos)
De: "de dia se escondem/de noite se espalham", é correto afirmar:
 

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