Menino de 2 anos e 3 meses é levado pela mãe a uma Unidade Básica de Saúde para consulta de rotina. Ela refere palidez progressiva e redução do apetite nos últimos dois meses. O exame físico mostra palidez cutaneomucosa, sem outros achados relevantes. O hemograma mostra os seguintes resultados.
Homem de 49 anos, com diabetes mellitus tipo 2, em uso irregular de metformina e dapaglifozina, procura uma Unidade de Pronto Atendimento com queixa de poliúria, polidipsia, fadiga e visão turva há 3 dias. Ao exame físico, apresenta-se hemodinamicamente estável, discretamente desidratado, sem sinais de infecção, sem dor abdominal e sem náuseas ou vômitos. Glicemia capilar: 420 mg/dL. Glicemia plasmática confirmatória: 460 mg/dL. Foram realizados exames para avaliação do quadro clínico do paciente, cujos resultados são apresentados na seguinte tabela.
Homem de 58 anos, que era residente em território adscrito a
uma Unidade de Saúde da Família, vinha sendo acompanhado,
há alguns meses, por queixa de dor abdominal recorrente,
constipação crônica, anemia normocítica persistente,
parestesias e alterações da memória. Era casado, sem filhos,
e trabalhava há mais de 20 anos em sua própria oficina de
reciclagem de bateria automotiva. Em determinada ocasião,
procurou atendimento em uma Unidade Básica de Saúde
devido à exacerbação dos sintomas, com forte dor abdominal.
O exame físico feito no momento revelou confusão mental
e dor difusa à palpação do abdome. O paciente foi, então,
encaminhado para o pronto-socorro; porém, nas primeiras
24 horas da internação, evoluiu com insuficiência renal,
convulsão, coma e óbito, devido a uma provável intoxicação
por chumbo.
Qual é o papel da atenção primária em saúde com relação à
vigilância do caso?
Mulher de 23 anos, G2P0A1, com última menstruação há 8
semanas, é atendida em uma emergência com dor pélvica
leve e sangramento vaginal em pequena quantidade.
PA 120 x 70 mmHg e FC 82 bpm. Ao exame físico, apresentase lúcida e orientada, sem dor à palpação de abdômen e
pelve. Tem beta-HCG quantitativo de 1920 mUI/mL na
primeira dosagem e 700 mUI/mL na segunda dosagem. Na
ultrassonografia transvaginal: ausência de saco gestacional
na cavidade uterina; presença de massa anexial esquerda de
2,0 cm com sinal de anel tubário e ausência de batimento
cardíaco fetal ou de líquido livre na cavidade pélvica.
Qual é a estratégia de manejo indicada nesse caso?
Mulher de 54 anos, com obesidade moderada, procura
a emergência clínica de um hospital terciário, relatando
dor contínua em hipocôndrio direito, há 72 horas, que se
intensificou nas últimas 6 horas, acompanhada de náuseas
e febre baixa. Durante a palpação profunda do hipocôndrio
direito, apresenta interrupção súbita da inspiração
profunda. O hemograma mostra contagem de leucócitos de
12.000 células/mm3
(VR: 4.450 a 10.950 células/mm3
), e a
ultrassonografia revela vesícula biliar com paredes de 0,8 cm
de espessura, múltiplas imagens arredondadas com sombra
acústica posterior e colédoco com 0,4 cm de diâmetro.
Com base na principal hipótese diagnóstica, qual é a conduta
indicada nesse caso?
Criança de 1 ano e 9 meses, previamente hígida, é levada
a uma Unidade Básica de Saúde devido a quadro de rash
cutâneo iniciado há 12 horas. Nos últimos três dias, vinha
apresentando febre, irritabilidade e inapetência, sem outras
manifestações. A febre cessou quando o rash cutâneo surgiu,
de maneira repentina, inicialmente no tórax, seguido pelos
braços. O exame físico revela paciente em estado geral
preservado, ativo, brincando durante avaliação e afebril.
Constata-se presença de exantema maculopapular de
coloração rosada em face, tronco e extremidades. Palpado
linfonodo em região cervical anterior direita, indolor, móvel,
fibroelástico, de aproximadamente 0,5 cm. Não há outros
achados.
Homem de 64 anos, agricultor, residente em zona rural,
está em investigação em uma Unidade Básica de Saúde por
insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida. De
antecedentes relevantes, informa 2 episódios de malária há
10 anos e hipertensão arterial controlada. A mãe faleceu de
arritmia aos 48 anos. Exames laboratoriais descartam diabetes
mellitus e dislipidemia. Eletrocardiograma apresenta bloqueio
de ramo direito. Ecocardiograma mostra dilatação ventricular
excêntrica bilateral.
Considerando-se a principal hipótese clínica e a fase
da doença, qual método laboratorial é indicado para a
confirmação diagnóstica nesse caso?
Adolescente de 14 anos foi levada a uma Unidade Básica de
Saúde pelos pais por apresentar “medo intenso de engordar”.
Refere preocupação excessiva com ganho de peso há 1 ano,
razão pela qual tem feito restrição alimentar progressiva
durante o dia. Relata, porém, episódios de compulsão
alimentar quase todas as noites da semana, nos últimos
4 meses, quando não consegue controlar a quantidade e a
qualidade do que come. Menciona compensar os episódios
de compulsão alimentar com jejuns prolongados e exercícios
físicos excessivos. Nega histórico de vômitos autoinduzidos
ou uso de laxantes. Não há comorbidades clínicas prévias. O
exame físico revela: paciente consciente e orientada; sinais
vitais estáveis; IMC 23 kg/m2
; pele levemente ressecada e
ausência de sinais de desnutrição ou outras alterações.
Qual é a principal hipótese diagnóstica nesse caso?
Gestante de 38 anos, G3PC1A1, com 38 semanas de gestação,
comparece a um pronto atendimento referindo sangramento
vaginal, iniciado há 1 hora. Ela descreve o sangramento
como moderado, de cor vermelho vivo, e afirma que iniciou
após um episódio de forte dor abdominal. Relata que, desde
então, o útero permanece “muito duro” e que percebeu
redução dos movimentos fetais. Nega perda de líquido.
A paciente possui histórico de hipertensão gestacional
na gravidez atual. Ao exame físico, mostra-se pálida, com
PA 150 x 95 mmHg e FC 105 bpm. O abdome está doloroso
à palpação, com hipertonia uterina. Identifica-se batimento
cardíaco fetal variando de 100 a 110 bpm de forma sustentada.
A inspeção especular revela moderada quantidade de sangue
vermelho vivo no fundo vaginal.
Homem de 45 anos, sem comorbidades, realizou hernioplastia
inguinal aberta com tela há 7 dias, e retorna ao ambulatório
com dor no local da cirurgia. Nega febre ou calafrios. Ao exame
físico, apresenta, no terço médio da ferida operatória: área de
tumefação; rubor e calor. Não há evidências de acometimento
de fáscia ou plano muscular.
Diante do quadro apresentado, qual é a conduta nesse
momento?