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Leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage, para responder à questão.
De cima dessas pedras escabrosas1,
Que pouco a pouco as ondas têm minado,
Da lua com o reflexo prateado
Distingo de Marília as mãos formosas.
Ah!, que lindas que são, que melindrosas2!
Sinto-me louco, sinto-me encantado.
Ah!, quando elas vos colhem lá no prado,
Nem vós, lírios, brilhais, nem vós, ó rosas!
Deuses! Céus! Tudo o mais que tendes feito,
Vendo tão belas mãos, me dá desgosto;
Nada, onde elas estão, nada é perfeito.
Oh!, quem pudera uni-las ao meu rosto!
Quem pudera apertá-las no meu peito!
Dar-lhes mil beijos e expirar3 de gosto!
(Manuel Maria Barbosa du Bocage. Poemas escolhidos, 1974)
Uma característica presente no soneto que antecipa a estética romântica é
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Leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage, para responder à questão.
A loira Fílis na estação das flores,
Comigo passeou por este prado1
Mil vezes; por sinal, trazia ao lado
As Graças, os Prazeres e os Amores.
Quantos mimos2 então, quantos favores,
Que inocente afeição, que puro agrado
Me não viram gozar (oh, doce estado!),
Mordendo-se de inveja, os mais pastores!
Porém, segundo o feminil3 costume,
Já Fílis se esqueceu do amor mais terno,
E como Jônio se ri de meu queixume4.
Ah!, se nos corações fosses eterno,
Tormento abrasador, negro ciúme,
Serias tão cruel como os do Inferno!
Uma característica da estética árcade presente nesse soneto é
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O fragmento a seguir pertence ao livro Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto:
“Além disto, os subúrbios têm mais aspectos interessantes [...] as casas de cômodos (quem as suporia lá!) constituem um deles bem inédito. Casas que mal dariam para uma pequena família, são divididas, subdivididas, e os minúsculos aposentos assim obtidos, alugados à população miserável da cidade. Aí, nesses caixotins humanos, é que se encontra a fauna menos observada da nossa vida, sobre a qual a miséria paira com um rigor londrino.”
É CORRETO afirmar que:
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São características do Naturalismo, EXCETO:
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Analise os fragmentos a seguir, do livro O Cortiço, de Aluísio Azevedo:
I. “Rita havia parado em meio do pátio. Cercavam-na homens, mulheres e crianças; todos queriam novas dela. Não vinha em traje de domingo; trazia casaquinho branco, uma saia que lhe deixava ver o pé sem meia num chinelo de polimento com enfeites de marroquim de diversas cores.”
II. “A portuguesa não dizia nada, sorria contrafeita, no íntimo, ressentida contra aquela invasão de uma estranha nos cuidados pelo seu homem. Não era a inteligência nem a razão o que lhe apontava o perigo, mas o instinto, o faro sutil e desconfiado de toda a fêmea pelas outras, quando sente o seu ninho exposto.”
III. “E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade quente e lodosa, começou a minhocar, a esfervilhar, a crescer, um mundo, uma coisa viva, uma geração, que parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro, e multiplicar-se como larvas no esterco.”
Há características do Naturalismo:
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Considere o excerto a seguir: Nenhum defeito, pois, exceto o de retardar os anos; mas é isso um defeito? Há, não me lembra em que página da Escritura, naturalmente nos Profetas, uma comparação dos dias com as águas de um rio que não voltam mais. D. Camila queria fazer uma represa para seu uso. No tumulto desta marcha contínua entre o nascimento e a morte, ela apegava-se à ilusão da estabilidade.
No excerto, o narrador refere-se a D. Camila, uma das personagens do conto “Uma senhora”, de Machado de Assis. Sobre esse trecho, podemos afirmar que:
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O fragmento a seguir faz parte do poema “Lembrança de morrer”, de Álvares de Azevedo:
No more! O never more!
(Shelley)
Quando em meu peito rebentar-se a fibra,
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nem uma lágrima
Em pálpebra demente.
E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.
Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro
— Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;
[...]
A partir da leitura dos fragmentos, podemos afirmar que:
I. A temática desenvolvida corrobora a ideia de que nele (poema) se pode perceber a presença do “mal do século” e a sedução da Segunda Geração Romântica pela morte.
II. Na primeira estrofe, associa-se a vida a um estado de dor e sofrimento, em que o espírito está ligado pela fibra; na mesma estrofe, é pedido que ninguém chore pela morte do eu-lírico.
III. Nas duas primeiras estrofes, o eu-lírico pede que chorem a sua morte.
Assinale a alternativa CORRETA:
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Sobre o Romantismo, é INCORRETO afirmar que:
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Considere as seguintes afirmativas:
I. O Urgauai é um poema épico de Basílio da Gama. Tem como tema a guerra que portugueses e espanhóis empreenderam contra indígenas e jesuítas em Sete Povos das Missões do Uraguai.
II. Caramuru também é uma poesia épica, escrita por Frei José de Santa Rita Durão, pensada a partir do modelo camoniano (dez cantos, versos decassílabos e organizados em oitava rima). O período literário a que pertence é o Barroco brasileiro.
III. O Uraguai é escrito em cinco cantos, em versos decassílabos brancos: “Fumam ainda nas desertas praias”. Um dos episódios mais importantes da narrativa é a morte de Lindoia, narrada no canto IV, no qual a personagem suicida-se picada por uma serpente.
Assinale a alternativa CORRETA:
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Leia o poema a seguir, de Gregório de Matos, que descreve o que era, naquele tempo, a cidade da Bahia:
A cada canto um grande conselheiro,
Que nos quer governar cabana e vinha;
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro.
[...]
Estupendas usuras nos mercados,
Todos os que não furtam muito pobres:
E eis aqui a cidade da Bahia.
Assinale a alternativa CORRETA:
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