Foram encontradas 4.894 questões.
117260
Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo do seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num incidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo o meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu queria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
Fernando Sabino. In: Antonio Candido. Recortes.
Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2004, p. 31.
Com relação ao fragmento de texto de Fernando Sabino, apresentado acima, julgue o item seguinte.
No texto, o escritor desenvolve uma breve reflexão acerca da crônica: gênero literário em que predominam o circunstancial e o episódico para o qual o escritor não encontra assunto e percebe-se incapaz de “recolher da vida diária algo do seu disperso conteúdo humano”.
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117241
Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Cidadezinha qualquer
Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar ... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
Carlos Drummond de Andrade.
Seleta em prosa e verso. Rio de
Janeiro: Record, 1995, p. 137.
Julgue o próximo item, considerando o poema acima, de Carlos Drummond de Andrade.
Levando-se em conta os movimentos de rotação da terra, o autor não poderia utilizar a terra como referencial inercial para “Um cachorro vai devagar”.
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117219
Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Não poderíamos encontrar no Brasil, em todo o século XIX, escritor mais ajustado à via de comunicação fácil do que Joaquim Manoel de Macedo. O pequeno valor literário da sua obra é principalmente social, pelo fato de ele ter se esforçado em transpor a um gênero novo entre nós os tipos, as cenas, a vida de uma sociedade em fase de estabilização, lançando mão de estilo, construção, recursos narrativos os mais próximos possíveis da maneira de ser e falar das pessoas que o iriam ler. Ajustando-se estritamente ao meio fluminense do tempo, proporcionou aos leitores duas coisas que lhe garantiram popularidade e, ao mesmo tempo, a modesta imortalidade que desfruta: narrativa cujo cenário e personagens eram familiares, de todo dia; peripécias e sentimentos enredados e poéticos, de acordo com as necessidades médias de sonho e de aventura. Enquanto fornecia elementos gratos à sensibilidade do público, ia extraindo deles as consequências que não ocorrem no quotidiano e, desta forma, influindo no gosto, dando estilo às aspirações literárias do burguês carioca. E, assim como Alencar inventou um mito heróico, Macedo deu origem a um mito sentimental, a Moreninha, padroeira de namoros que ainda faz sonhar as adolescentes.
Antonio Candido. Formação da literatura brasileira, v. II.
Belo Horizonte: Itatiaia, 2000, p. 122 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir.
De acordo com o texto, se comparada à de José de Alencar, a obra de Joaquim Manoel de Macedo tem pouco valor literário, pois evidencia apego a temas do cotidiano, além de não ter influenciado o gosto e a mentalidade da sociedade do século XIX.
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117194
Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Cidadezinha qualquer
Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar ... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
Carlos Drummond de Andrade.
Seleta em prosa e verso. Rio de
Janeiro: Record, 1995, p. 137.
Julgue o próximo item, considerando o poema acima, de Carlos Drummond de Andrade.
No poema, o tipo de rima dos versos 1 e 2 e a repetição da palavra “devagar” contribuem para a composição do tema do poema, sintetizado no verso final: “Eta vida besta, meu Deus” (v.8).
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117182
Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Namoro a cavalo
Eu moro em Catumbi. Mas a desgraça
Que rege minha vida malfadada
Pôs lá no fim da rua do Catete
A minha Dulcinéia namorada.
Alugo (três mil-réis) por uma tarde
Um cavalo de trote (que esparrela!)
Só para erguer meus olhos suspirando
A minha namorada na janela...
Todo o meu ordenado vai-se em flores
E em lindas folhas de papel bordado
Onde eu escrevo trêmulo, amoroso,
Algum verso bonito... mas furtado.
Álvares de Azevedo. Antologia de poesia
brasileira: Romantismo. São Paulo: Ática.
Com relação ao poema Namoro a Cavalo, de Álvares de Azevedo, julgue o item subsequente.
As referências espaciais e a exposição das condições de produção do eu-lírico associadas à imagem da “Dulcinéia namorada” (v.4), personagem do D. Quixote, evidenciam um traço marcante da literatura brasileira: a relação entre a realidade nacional e os modelos literários europeus.
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117171
Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Cidadezinha qualquer
Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar ... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
Carlos Drummond de Andrade.
Seleta em prosa e verso. Rio de
Janeiro: Record, 1995, p. 137.
Julgue o próximo item, considerando o poema acima, de Carlos Drummond de Andrade.
No poema, a descrição ressalta o espaço campestre e idílico do bucolismo árcade.
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117137
Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Não poderíamos encontrar no Brasil, em todo o século XIX, escritor mais ajustado à via de comunicação fácil do que Joaquim Manoel de Macedo. O pequeno valor literário da sua obra é principalmente social, pelo fato de ele ter se esforçado em transpor a um gênero novo entre nós os tipos, as cenas, a vida de uma sociedade em fase de estabilização, lançando mão de estilo, construção, recursos narrativos os mais próximos possíveis da maneira de ser e falar das pessoas que o iriam ler. Ajustando-se estritamente ao meio fluminense do tempo, proporcionou aos leitores duas coisas que lhe garantiram popularidade e, ao mesmo tempo, a modesta imortalidade que desfruta: narrativa cujo cenário e personagens eram familiares, de todo dia; peripécias e sentimentos enredados e poéticos, de acordo com as necessidades médias de sonho e de aventura. Enquanto fornecia elementos gratos à sensibilidade do público, ia extraindo deles as consequências que não ocorrem no quotidiano e, desta forma, influindo no gosto, dando estilo às aspirações literárias do burguês carioca. E, assim como Alencar inventou um mito heróico, Macedo deu origem a um mito sentimental, a Moreninha, padroeira de namoros que ainda faz sonhar as adolescentes.
Antonio Candido. Formação da literatura brasileira, v. II.
Belo Horizonte: Itatiaia, 2000, p. 122 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir.
A construção de uma narrativa que representava, de forma poética e sentimental, o cotidiano da sociedade fluminense foi, entre outras razões, o que garantiu ao autor de A Moreninha uma “modesta imortalidade”, à qual o texto se refere.
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117097
Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Cidadezinha qualquer
Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar ... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
Carlos Drummond de Andrade.
Seleta em prosa e verso. Rio de
Janeiro: Record, 1995, p. 137.
Julgue o próximo item, considerando o poema acima, de Carlos Drummond de Andrade.
Em “Pomar amor cantar” (v.3), a justaposição das palavras evoca, em tom irônico, o lirismo tradicional, recusado pelo modernismo em favor de um lirismo associado a temas do cotidiano nacional.
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117090
Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Namoro a cavalo
Eu moro em Catumbi. Mas a desgraça
Que rege minha vida malfadada
Pôs lá no fim da rua do Catete
A minha Dulcinéia namorada.
Alugo (três mil-réis) por uma tarde
Um cavalo de trote (que esparrela!)
Só para erguer meus olhos suspirando
A minha namorada na janela...
Todo o meu ordenado vai-se em flores
E em lindas folhas de papel bordado
Onde eu escrevo trêmulo, amoroso,
Algum verso bonito... mas furtado.
Álvares de Azevedo. Antologia de poesia
brasileira: Romantismo. São Paulo: Ática.
Com relação ao poema Namoro a Cavalo, de Álvares de Azevedo, julgue o item subsequente.
Infere-se do poema que não é muito grande a distância entre o Catete e Catumbi e que o amor por Dulcinéia, a namorada, teve o poder de transformar o autor do texto em poeta.
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117055
Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Cidadezinha qualquer
Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar ... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
Carlos Drummond de Andrade.
Seleta em prosa e verso. Rio de
Janeiro: Record, 1995, p. 137.
Julgue o próximo item, considerando o poema acima, de Carlos Drummond de Andrade.
Integrando a função poética, predominante, o último verso do poema, que expressa um comentário, contrasta com os versos anteriores, que são predominantemente descritivos.
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