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Foram encontradas 4.894 questões.

1320795 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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No último livro que publicou em vida, Teia (1996), a escritora Orides Fontela escreveu o poema ao lado.
Enunciado 1320795-1
Podemos afirmar que:
I. nem a parte I nem a II indicam que o pássaro “joão-de-barro” pode ser visto como metáfora de um determinado tipo social.
II. apenas a parte III sugere que o trabalho feito pelo joão-de-barro aproxima-se daquele feito por um operário.
III. o poema, em seu todo, aproxima metaforicamente o “joão-de-barro” de um trabalhador brasileiro (um “João”, como o título indica).
IV. como no caso do pássaro, também para o operário vale a idéia de que o homem faz o trabalho e o trabalho faz o homem.
Estão corretas apenas as afirmações:
 

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1311259 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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Na obra Quaderna (1960), João Cabral de Melo Neto incluiu um conjunto de textos, intitulado “Poemas da cabra”, cujo tema é o papel desse animal no universo social e cultural nordestino. Um desses poemas é reproduzido ao lado:
Um núcleo de cabra é visível
por debaixo de muitas coisas.
Com a natureza da cabra
Outras aprendem sua crosta.
Um núcleo de cabra é visível
em certos atributos roucos
que têm as coisas obrigadas
a fazer de seu corpo couro.
A fazer de seu couro sola.
a armar-se em couraças, escamas:
como se dá com certas coisas
e muitas condições humanas.
Os jumentos são animais
que muito aprenderam da cabra.
O nordestino, convivendo-a,
fez-se de sua mesma casta.
Acerca desse poema, NÃO se pode afirmar que:
 

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1310829 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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Acerca de Paulo Honório, narrador protagonista do romance São Bernardo (1934), de Graciliano Ramos, é INCORRETO dizer que:
 

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1310549 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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O poema ao lado faz parte da obra Livro sobre nada (1996), de Manoel de Barros:
A ciência pode classificar e nomear os órgãos de um
sabiá
mas não pode medir seus encantos.
A ciência não pode calcular quantos cavalos de força
existem
nos encantos de um sabiá.
Quem acumula muita informação perde o condão de
adivinhar: divinare.
Os sabiás divinam.
É certo dizer que estamos diante de um poema
 

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1300613 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNCISAL
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Leia o poema de Manuel Bandeira e responda à questão.
Pneumotórax
Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.
Mandou chamar o médico:
– Diga trinta e três.
– Trinta e três ... trinta e três ... trinta e três ...
– Respire.
..................................................................................................
– O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
– Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
– Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.
Considere as afirmações:
I. No 1.º verso, as vírgulas são usadas em uma enumeração, assim como ocorre no penúltimo verso.
II. O tom grave da 1.ª estrofe contrasta com a resposta inesperada do médico no último verso do poema.
III. O poema possui características narrativas, como a descrição de ações, personagens e diálogos.
Está correto, apenas, o que se afirma em
 

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1300596 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNCISAL
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Leia o poema de Augusto dos Anjos e responda à questão.
Psicologia de um Vencido
Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênesis da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.
Profundissimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.
Já o verme – este operário das ruínas –
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,
Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há-de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!
Ao apresentar-se como “filho do carbono e do amoníaco”, o eu lírico
 

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1300442 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

Não me deixes!

Debruçada nas águas dum regato
A flor dizia em vão
À corrente, onde bela se mirava:
“Ai, não me deixes, não!

Comigo fica ou leva-me contigo
Dos mares à amplidão;
Límpido ou turvo, te amarei constante;
Mas não me deixes, não!”

E a corrente passava; novas águas
Após as outras vão;
E a flor sempre a dizer curva na fonte:
“Ai, não me deixes, não!”

E das águas que fogem incessantes
À eterna sucessão
Dizia sempre a flor, e sempre embalde:
“Ai, não me deixes, não!”

Por fim desfalecida e a cor murchada,
Quase a lamber o chão,
Buscava inda a corrente por dizer-lhe
Que a não deixasse, não.

A corrente impiedosa a flor enleia,
Leva-a do seu torrão;
A afundar-se dizia a pobrezinha:
“Não me deixaste, não!”

Gonçalves Dias. Gonçalves Dias – literatura comentada. São Paulo: Abril, 1982, p. 34.

Esse poema de Gonçalves Dias é exemplo de texto lírico do Romantismo. Com base nessa informação, julgue os itens que se seguem, relativos ao poema.

O refinamento da forma poética, a ausência de rimas e o tratamento denso e difícil do tema amoroso imprimem ao poema um tom erudito.

 

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1300439 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

Não me deixes!

Debruçada nas águas dum regato
A flor dizia em vão
À corrente, onde bela se mirava:
“Ai, não me deixes, não!

Comigo fica ou leva-me contigo
Dos mares à amplidão;
Límpido ou turvo, te amarei constante;
Mas não me deixes, não!”

E a corrente passava; novas águas
Após as outras vão;
E a flor sempre a dizer curva na fonte:
“Ai, não me deixes, não!”

E das águas que fogem incessantes
À eterna sucessão
Dizia sempre a flor, e sempre embalde:
“Ai, não me deixes, não!”

Por fim desfalecida e a cor murchada,
Quase a lamber o chão,
Buscava inda a corrente por dizer-lhe
Que a não deixasse, não.

A corrente impiedosa a flor enleia,
Leva-a do seu torrão;
A afundar-se dizia a pobrezinha:
“Não me deixaste, não!”

Gonçalves Dias. Gonçalves Dias – literatura comentada. São Paulo: Abril, 1982, p. 34.

Esse poema de Gonçalves Dias é exemplo de texto lírico do Romantismo. Com base nessa informação, julgue os itens que se seguem, relativos ao poema.

Nesse poema, o lirismo amoroso é tipicamente romântico, pois está vinculado a uma visão otimista do amor, segundo a qual o amor ameniza o sofrimento e conduz à vida plena.

 

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1300397 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

O povo a gritar por todos os lados. E o barulho das águas que cresciam em ondas nos enchendo os ouvidos. Num instante não se via mais nem um banco de areia descoberto. Tudo estava inundado. E as águas subiam pelas barreiras. Começavam, então, a descer grandes tábuas de espumas, árvores inteiras arrancadas pela raiz. — Lá vem um boi morto. Olha uma cangalha! E uma linha de madeira lavrada. — Aquilo é cumeeira de casa que a cheia botou abaixo. Longe ouvia-se um gemido como um urro de boi. Estavam botando o búzio para os que ficavam mais distantes. O rumor que as águas faziam nem deixava mais se ouvir o que gritavam do outro lado do rio. As ribanceiras que a correnteza ruía por baixo arriavam com estrondo abafado de terra caída. Com a noite, um coro melancólico de não sei quantos sapos roncava sinistramente, como vozes que viessem do fundo da terra, cavada de seus confins pela verruma dos redemoinhos. Eu fiquei a pensar donde viria tanta água barrenta, tanta espuma, tantos pedaços de pau. E custava a crer que uma chuvada no sertão desse para tanta coisa.

José Lins do Rego. Menino de engenho. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980, p. 25-27.

O texto acima consiste em um fragmento extraído de um romance regionalista de 1930, de José Lins do Rego. A partir desse texto, julgue os itens seguintes, relativos a esse momento da produção literária brasileira e a aspectos gramaticais do texto.

O personagem popular no romance regionalista de 1930, representado de forma nova, diverge da caracterização idealizada e pitoresca do regionalismo romântico.

 

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1300396 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

O povo a gritar por todos os lados. E o barulho das águas que cresciam em ondas nos enchendo os ouvidos. Num instante não se via mais nem um banco de areia descoberto. Tudo estava inundado. E as águas subiam pelas barreiras. Começavam, então, a descer grandes tábuas de espumas, árvores inteiras arrancadas pela raiz. — Lá vem um boi morto. Olha uma cangalha! E uma linha de madeira lavrada. — Aquilo é cumeeira de casa que a cheia botou abaixo. Longe ouvia-se um gemido como um urro de boi. Estavam botando o búzio para os que ficavam mais distantes. O rumor que as águas faziam nem deixava mais se ouvir o que gritavam do outro lado do rio. As ribanceiras que a correnteza ruía por baixo arriavam com estrondo abafado de terra caída. Com a noite, um coro melancólico de não sei quantos sapos roncava sinistramente, como vozes que viessem do fundo da terra, cavada de seus confins pela verruma dos redemoinhos. Eu fiquei a pensar donde viria tanta água barrenta, tanta espuma, tantos pedaços de pau. E custava a crer que uma chuvada no sertão desse para tanta coisa.

José Lins do Rego. Menino de engenho. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980, p. 25-27.

O texto acima consiste em um fragmento extraído de um romance regionalista de 1930, de José Lins do Rego. A partir desse texto, julgue os itens seguintes, relativos a esse momento da produção literária brasileira e a aspectos gramaticais do texto.

No romance regionalista de 1930, como exemplificado no texto apresentado, a descrição da natureza ultrapassa a caracterização geográfica do sertão, para sugerir as causas sociais dos conflitos entre homem e natureza.

 

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