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Foram encontradas 4.894 questões.

117048 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Não poderíamos encontrar no Brasil, em todo o século XIX, escritor mais ajustado à via de comunicação fácil do que Joaquim Manoel de Macedo. O pequeno valor literário da sua obra é principalmente social, pelo fato de ele ter se esforçado em transpor a um gênero novo entre nós os tipos, as cenas, a vida de uma sociedade em fase de estabilização, lançando mão de estilo, construção, recursos narrativos os mais próximos possíveis da maneira de ser e falar das pessoas que o iriam ler. Ajustando-se estritamente ao meio fluminense do tempo, proporcionou aos leitores duas coisas que lhe garantiram popularidade e, ao mesmo tempo, a modesta imortalidade que desfruta: narrativa cujo cenário e personagens eram familiares, de todo dia; peripécias e sentimentos enredados e poéticos, de acordo com as necessidades médias de sonho e de aventura. Enquanto fornecia elementos gratos à sensibilidade do público, ia extraindo deles as consequências que não ocorrem no quotidiano e, desta forma, influindo no gosto, dando estilo às aspirações literárias do burguês carioca. E, assim como Alencar inventou um mito heróico, Macedo deu origem a um mito sentimental, a Moreninha, padroeira de namoros que ainda faz sonhar as adolescentes.
Antonio Candido. Formação da literatura brasileira, v. II.
Belo Horizonte: Itatiaia, 2000, p. 122 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir.
O texto descreve uma época da literatura brasileira em que a prosa romântica nacional enfrentava uma contradição essencial: o gênero romanesco já estava consolidado no país durante o Romantismo, mas a burguesia brasileira, público-alvo do romance, estava ainda “em fase de estabilização”, como mencionado.
 

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113866 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Cidadezinha qualquer
Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar ... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
Carlos Drummond de Andrade.
Seleta em prosa e verso. Rio de
Janeiro: Record, 1995, p. 137.
Julgue o próximo item, considerando o poema acima, de Carlos Drummond de Andrade.
A fim de que o verso “Um homem vai devagar” (v.4) tenha significado no domínio da Física, deve-se definir um referencial, e, se esse referencial for inercial, a primeira lei de Newton é válida.
 

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113785 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Namoro a cavalo
Eu moro em Catumbi. Mas a desgraça
Que rege minha vida malfadada
Pôs lá no fim da rua do Catete
A minha Dulcinéia namorada.
Alugo (três mil-réis) por uma tarde
Um cavalo de trote (que esparrela!)
Só para erguer meus olhos suspirando
A minha namorada na janela...
Todo o meu ordenado vai-se em flores
E em lindas folhas de papel bordado
Onde eu escrevo trêmulo, amoroso,
Algum verso bonito... mas furtado.
Álvares de Azevedo. Antologia de poesia
brasileira: Romantismo. São Paulo: Ática.
Com relação ao poema Namoro a Cavalo, de Álvares de Azevedo, julgue o item subsequente.
Considerando que as informações entre parênteses, na segunda estrofe constituem informações adicionais, sua retirada não prejudica a coerência nem a estrutura do poema.
 

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112246 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
Provas:
Namoro a cavalo
Eu moro em Catumbi. Mas a desgraça
Que rege minha vida malfadada
Pôs lá no fim da rua do Catete
A minha Dulcinéia namorada.
Alugo (três mil-réis) por uma tarde
Um cavalo de trote (que esparrela!)
Só para erguer meus olhos suspirando
A minha namorada na janela...
Todo o meu ordenado vai-se em flores
E em lindas folhas de papel bordado
Onde eu escrevo trêmulo, amoroso,
Algum verso bonito... mas furtado.
Álvares de Azevedo. Antologia de poesia
brasileira: Romantismo. São Paulo: Ática.
Com relação ao poema Namoro a Cavalo, de Álvares de Azevedo, julgue o item subsequente.
O tema central do poema é o amor romântico, idealizado e associado ao sofrimento, como demonstram os seguintes versos: “Só para erguer meus olhos suspirando / A minha namorada na janela...” (v.7-8).
 

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51887 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITCO
Orgão: IF-TO

Sobre a noção de texto literário e texto não-literário, analise as afirmativas a seguir.

I- Uma das características que permitem distinguir um texto literário de um não-literário é o assunto do texto.

II- O texto literário é de caráter ficcional, podendo recriar o real num plano imaginário.

III- Modernamente, afirma-se que o que diferencia um texto literário de um não-literário é o fato de o primeiro ter função estética enquanto o segundo tem função utilitária.

IV- O texto literário é denotativo e, assim, vale-se de mecanismos como a metáfora e a metonímia.

São corretas:

 

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51885 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITCO
Orgão: IF-TO

Noção introduzida para o estudo da literatura, e que hoje designa mais amplamente a forma como a produção e recepção de um texto dependem do conhecimento que se tenha de outros textos com os quais, de alguma forma, se relaciona. Assinale a alternativa correta para indicar o conceito definido acima:

 

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3525161 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Seria uma felicidade para mim, decerto, a morte de Adrião. Desgraçadamente aquela criatura tinha sete fôlegos. Hoje quase a morrer, de olho duro, vela debaixo do travesseiro, a casa cheia. Padre ao lado, os amigos escovando a roupa preta — e amanhã arrimado à bengala, perna aqui, perna acolá, manquejando.

Decididamente o Dr. Liberato é um sujeito desastrado: deixa que se vão os doentes que fazem falta e adia o fim dos inúteis. Guiomar Mesquita, com dezoito anos, flor de graça e bondade, como diz Xavier Filho, depois de quatro meses ora arriba ora abaixo, lá se foi em março. E a mulher do sapateiro, a tísica, ainda vive. Enquanto, carregado de apreensões, eu tentava acrescentar uma página aos meus caetés, ouvia-lhe a tosse cavernosa.

Vendo Adrião estirado, a gente perguntava:

— Há perigo, Doutor?

E o Dr. Liberato falava no ventrículo, na aurícula, nas válvulas, e opinava:

— Se não sobrevierem complicações, julgo que não há perigo.

Não sobrevinham complicações. A aurícula, o ventrículo, as válvulas continuavam a funcionar — e Adrião, combalido, existia.

Graciliano Ramos. Caetés. Rio, São Paulo: Record, Martins, 1975, p. 165.

Julgue os itens de 91 a 101, a seguir, acerca do trecho acima, do romance Caetés, de Graciliano Ramos, e do contexto literário e histórico em que a obra foi produzida, bem como das idéias e estruturas lingüísticas do texto.

Mais do que pela trama, pelo espaço e pelo tempo, o mundo romanesco, nesse fragmento, caracteriza-se pela apresentação ao leitor de muitos personagens, pelo ponto de vista do narrador em primeira pessoa.

 

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3525128 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Seria uma felicidade para mim, decerto, a morte de AdriãoE. Desgraçadamente aquela criatura tinha sete fôlegos. Hoje quase a morrer, de olho duro, vela debaixo do travesseiro, a casa cheia. Padre ao lado, os amigos escovando a roupa preta — e amanhã arrimado à bengala, perna aqui, perna acolá, manquejando.

Decididamente o Dr. Liberato é um sujeito desastrado: deixa que se vão os doentes que fazem falta e adia o fim dos inúteis. Guiomar Mesquita, com dezoito anos, flor de graça e bondade, como diz Xavier Filho, depois de quatro meses ora arriba ora abaixo, lá se foi em março. E a mulher do sapateiro, a tísica, ainda vive. Enquanto, carregado de apreensões, eu tentava acrescentar uma página aos meus caetés, ouvia-lhe a tosse cavernosa.

Vendo Adrião estirado, a gente perguntava:

— Há perigo, Doutor?

E o Dr. Liberato falava no ventrículo, na aurícula, nas válvulas, e opinava:

— Se não sobrevierem complicações, julgo que não há perigo.

Não sobrevinham complicações. A aurícula, o ventrículo, as válvulas continuavam a funcionar — e Adrião, combalido, existia.

Graciliano Ramos. Caetés. Rio, São Paulo: Record, Martins, 1975, p. 165.

Julgue os itens de 91 a 101, a seguir, acerca do trecho acima, do romance Caetés, de Graciliano Ramos, e do contexto literário e histórico em que a obra foi produzida, bem como das idéias e estruturas lingüísticas do texto.

A afirmação “Seria uma felicidade para mim, decerto, a morte de Adrião” (l.1-2) evidencia elementos constantes na obra de Graciliano Ramos: os personagens centrais são sempre narradores, como Paulo Honório, em São Bernardo, e Fabiano, em Vidas Secas, e enfrentam, de forma idealizada e heróica, as suas próprias contradições.

 

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3525121 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Pneumotórax

Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.

A vida inteira que podia ter sido e que não foi.

Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:

— Diga trinta e três.

— Trinta e três... trinta e três... trinta e três...

— Respire.
.................................................................................................

— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.

— Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

— Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

Manuel Bandeira. In: O melhor da poesia brasileira. Rio de Janeiro: José Olympio, 2004, p. 101.

Julgue os itens seguintes, considerando as idéias e características da linguagem do texto Pneumotórax, bem como o momento de sua produção na literatura brasileira e o contexto histórico a ele associado.

A sociedade brasileira republicana vivenciou a experiência do movimento tenentista, contestador das práticas políticas oligárquicas, bem como do Modernismo, cuja manifestação mais conhecida foi a Semana de Arte Moderna e sua crítica à cultura.

 

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3525120 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Provas:

Pneumotórax

Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.

A vida inteira que podia ter sido e que não foi.

Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:

— Diga trinta e três.

— Trinta e três... trinta e três... trinta e três...

— Respire.
.................................................................................................

— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.

— Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

— Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

Manuel Bandeira. In: O melhor da poesia brasileira. Rio de Janeiro: José Olympio, 2004, p. 101.

Julgue os itens seguintes, considerando as idéias e características da linguagem do texto Pneumotórax, bem como o momento de sua produção na literatura brasileira e o contexto histórico a ele associado.

Apesar das marcas de oralidade e do tom coloquial do texto, características pregadas pelo Modernismo de 22, as referências a termos específicos do vocabulário médico fazem de Pneumotórax um texto erudito, de difícil entendimento para aqueles que não dominam a linguagem científica.

 

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