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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Poema do jornal
O fato ainda não acabou de acontecer
e já a mão nervosa do repórter
o transforma em notícia.
O marido está matando a mulher.
A mulher ensanguentada grita.
Ladrões arrombam o cofre.
A polícia dissolve o meeting.
A pena escreve.
Vem da sala de linotipos a doce música mecânica.
Carlos Drummond de Andrade. Antologia poética. Rio de Janeiro: Record, 2002, p.45.
Tendo como ponto de partida o poema apresentado acima, de Carlos Drummond de Andrade, julgue o item, acerca da linguagem literária.
O poema aborda, prioritariamente, a produção da notícia e da informação.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Poema do jornal
O fato ainda não acabou de acontecer
e já a mão nervosa do repórter
o transforma em notícia.
O marido está matando a mulher.
A mulher ensanguentada grita.
Ladrões arrombam o cofre.
A polícia dissolve o meeting.
A pena escreve.
Vem da sala de linotipos a doce música mecânica.
Carlos Drummond de Andrade. Antologia poética. Rio de Janeiro: Record, 2002, p.45.
Tendo como ponto de partida o poema apresentado acima, de Carlos Drummond de Andrade, julgue o item, acerca da linguagem literária.
Nos cinco últimos versos da primeira estrofe, a objetividade e o emprego de períodos curtos evidenciam a tentativa do poeta de imprimir ao texto poético o imediatismo da linguagem jornalística.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
— O que espreme as lágrimas do coração de Iracema?
— Chora o cajueiro quando fica o tronco seco e triste. Iracema perdeu sua felicidade, depois que te separaste dela.
— Não estou eu junto de ti?
— Teu corpo está aqui; mas tua alma voa à terra de teus pais e busca a virgem branca, que te espera.
(...)
Sorriu em sua tristeza a formosa tabajara:
— Quanto tempo há que retiraste de Iracema teu espírito? Dantes, teu passo te guiava para as frescas serras e alegres tabuleiros: teu pé gostava de pisar a terra da felicidade, e seguir o rasto da esposa. Agora só buscas as praias ardentes, porque o mar que lá murmura vem dos campos em que nasceste.
(...)
— A voz do guerreiro branco chama seus irmãos para defender a cabana de Iracema e a terra de seu filho, quando o inimigo vier.
A esposa meneou a cabeça:
— Quando tu passas no tabuleiro, teus olhos fogem do fruto do jenipapo e buscam a flor do espinheiro; a fruta é saborosa, mas tem a cor dos tabajaras; a flor tem a alvura das faces da virgem branca: Se cantam as aves, teu ouvido não gosta já de escutar o canto mavioso da graúna, mas tua alma se abre para o grito do japim, porque ele tem as penas douradas como os cabelos daquela que tu amas!
José de Alencar. Iracema. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, s/d, p.169-71.
O trecho acima, da obra Iracema, apresenta o diálogo entre o português Martim e sua esposa indígena Iracema. A partir dele, julgue o item.
No trecho acima, a realidade social e histórica do dilema entre local e cosmopolita é representada literariamente pela oposição entre terra e mar, jenipapo e flor do espinheiro, graúna e japim, Iracema e virgem branca.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
— O que espreme as lágrimas do coração de Iracema?
— Chora o cajueiro quando fica o tronco seco e triste. Iracema perdeu sua felicidade, depois que te separaste dela.
— Não estou eu junto de ti?
— Teu corpo está aqui; mas tua alma voa à terra de teus pais e busca a virgem branca, que te espera.
(...)
Sorriu em sua tristeza a formosa tabajara:
— Quanto tempo há que retiraste de Iracema teu espírito? Dantes, teu passo te guiava para as frescas serras e alegres tabuleiros: teu pé gostava de pisar a terra da felicidade, e seguir o rasto da esposa. Agora só buscas as praias ardentes, porque o mar que lá murmura vem dos campos em que nasceste.
(...)
— A voz do guerreiro branco chama seus irmãos para defender a cabana de Iracema e a terra de seu filho, quando o inimigo vier.
A esposa meneou a cabeça:
— Quando tu passas no tabuleiro, teus olhos fogem do fruto do jenipapo e buscam a flor do espinheiro; a fruta é saborosa, mas tem a cor dos tabajaras; a flor tem a alvura das faces da virgem branca: Se cantam as aves, teu ouvido não gosta já de escutar o canto mavioso da graúna, mas tua alma se abre para o grito do japim, porque ele tem as penas douradas como os cabelos daquela que tu amas!
José de Alencar. Iracema. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, s/d, p.169-71.
O trecho acima, da obra Iracema, apresenta o diálogo entre o português Martim e sua esposa indígena Iracema. A partir dele, julgue o item.
Nesse trecho da obra Iracema, José de Alencar supera o nacionalismo literário romântico, ao relegar a descrição da natureza local a um plano secundário em relação ao enredo lírico-amoroso.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
— O que espreme as lágrimas do coração de Iracema?
— Chora o cajueiro quando fica o tronco seco e triste. Iracema perdeu sua felicidade, depois que te separaste dela.
— Não estou eu junto de ti?
— Teu corpo está aqui; mas tua alma voa à terra de teus pais e busca a virgem branca, que te espera.
(...)
Sorriu em sua tristeza a formosa tabajara:
— Quanto tempo há que retiraste de Iracema teu espírito? Dantes, teu passo te guiava para as frescas serras e alegres tabuleiros: teu pé gostava de pisar a terra da felicidade, e seguir o rasto da esposa. Agora só buscas as praias ardentes, porque o mar que lá murmura vem dos campos em que nasceste.
(...)
— A voz do guerreiro branco chama seus irmãos para defender a cabana de Iracema e a terra de seu filho, quando o inimigo vier.
A esposa meneou a cabeça:
— Quando tu passas no tabuleiro, teus olhos fogem do fruto do jenipapo e buscam a flor do espinheiro; a fruta é saborosa, mas tem a cor dos tabajaras; a flor tem a alvura das faces da virgem branca: Se cantam as aves, teu ouvido não gosta já de escutar o canto mavioso da graúna, mas tua alma se abre para o grito do japim, porque ele tem as penas douradas como os cabelos daquela que tu amas!
José de Alencar. Iracema. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, s/d, p.169-71.
O trecho acima, da obra Iracema, apresenta o diálogo entre o português Martim e sua esposa indígena Iracema. A partir dele, julgue o item.
O trecho “Chora o cajueiro quando fica o tronco seco e triste” é um exemplo da força poética da narrativa de José de Alencar, a qual deriva da associação entre a figura do indígena e a descrição da paisagem nacional.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
— O que espreme as lágrimas do coração de Iracema?
— Chora o cajueiro quando fica o tronco seco e triste. Iracema perdeu sua felicidade, depois que te separaste dela.
— Não estou eu junto de ti?
— Teu corpo está aqui; mas tua alma voa à terra de teus pais e busca a virgem branca, que te espera.
(...)
Sorriu em sua tristeza a formosa tabajara:
— Quanto tempo há que retiraste de Iracema teu espírito? Dantes, teu passo te guiava para as frescas serras e alegres tabuleiros: teu pé gostava de pisar a terra da felicidade, e seguir o rasto da esposa. Agora só buscas as praias ardentes, porque o mar que lá murmura vem dos campos em que nasceste.
(...)
— A voz do guerreiro branco chama seus irmãos para defender a cabana de Iracema e a terra de seu filho, quando o inimigo vier.
A esposa meneou a cabeça:
— Quando tu passas no tabuleiro, teus olhos fogem do fruto do jenipapo e buscam a flor do espinheiro; a fruta é saborosa, mas tem a cor dos tabajaras; a flor tem a alvura das faces da virgem branca: Se cantam as aves, teu ouvido não gosta já de escutar o canto mavioso da graúna, mas tua alma se abre para o grito do japim, porque ele tem as penas douradas como os cabelos daquela que tu amas!
José de Alencar. Iracema. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, s/d, p.169-71.
O trecho acima, da obra Iracema, apresenta o diálogo entre o português Martim e sua esposa indígena Iracema. A partir dele, julgue o item.
A literatura indianista de José de Alencar, mais que informar o leitor acerca da natureza local, colaborou para formar a consciência do público leitor acerca do atraso do país em relação à civilização europeia.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
COM BASE NO TEXTO ABAIXO, RESPONDA À QUESTÃO A SEGUIR.
Como e porque sou romancista
Minha mãe e minha tia se ocupavam com trabalhos de costuras, e as amigas para não ficarem ociosas as ajudavam. Dados os primeiros momentos à conversação, passava-se à leitura e era eu chamado ao lugar de honra.
Muitas vezes, confesso, essa honra me arrancava bem a contragosto de um sono começado ou de um folguedo querido; já naquela idade a reputação é um fardo e bem pesado.
Lia-se até a hora do chá, e tópicos havia tão interessantes que eu era obrigado à repetição. Compensavam esse excesso, as pausas para dar lugar às expansões do auditório, o qual desfazia-se em recriminações contra algum mau personagem, ou acompanhava de seus votos e simpatias o herói perseguido.
Uma noite, daquelas em que eu estava mais possuído do livro, lia com expressão uma das páginas mais comoventes da nossa biblioteca. As senhoras, de cabeça baixa, levavam o lenço ao rosto, e poucos momentos depois não puderam conter os soluços que rompiam-lhes o seio.
Com a voz afogada pela comoção e a vista empanada pelas lágrimas, eu também cerrando ao peito o livro aberto, disparei em pranto e respondia com palavras de consolo às lamentações de minha mãe e suas amigas.
Nesse instante assomava à porta um parente nosso, o Revd.º Padre Carlos Peixoto de Alencar, já assustado com o choro que ouvira ao entrar – Vendo-nos a todos naquele estado de aflição, ainda mais perturbou-se:
- Que aconteceu? Alguma desgraça? Perguntou arrebatadamente.
As senhoras, escondendo o rosto no lenço para ocultar do Padre Carlos o pranto e evitar seus remoques1, não proferiram palavra. Tomei eu a mim responder:
- Foi o pai de Amanda que morreu! Disse, mostrando-lhe o livro aberto.
Compreendeu o Padre Carlos e soltou uma gargalhada, como ele as sabia dar, verdadeira gargalhada homérica, que mais parecia uma salva de sinos a repicarem do que riso humano. E após esta, outra e outra, que era ele inesgotável, quando ria de abundância de coração, com o gênio prazenteiro de que a natureza o dotara.
Foi essa leitura contínua e repetida de novelas e romances que primeiro imprimiu em meu espírito a tendência para essa forma literária [o romance] que é entre todas a de minha predileção?
Não me animo a resolver esta questão psicológica, mas creio que ninguém contestará a influência das primeiras impressões.
JOSÉ DE ALENCAR
Como e porque sou romancista. Campinas: Pontes, 1990.
1remoque: zombaria, caçoada
A reação do Padre Carlos é muito diferente daquela que apresentam as senhoras diante da “morte” do personagem, situação que, no texto, é demarcada também pelo emprego de certas palavras.
A diferença entre a reação das senhoras e a do Padre Carlos é indicada pelo uso das seguintes palavras:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNCISAL
A frase; e, enfim,
No verso de ouro engasta a rima,
Como um rubim.
Quero que a estrofe cristalina,
Dobrada ao jeito
Do ourives, saia da oficina
Sem um defeito.
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Porém se acaba o Sol, por que nascia?
Se formosa a Luz é, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Os meus lares,
Meus amores ficam lá!
– Onde canta nos retiros
Seus suspiros,
Suspiros o sabiá!
(...)
Oh! que saudades tamanhas
Das montanhas,
Daqueles campos natais!
Daquele céu de safira
Que se mira,
Que se mira nos cristais!
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Caderno Container