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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ZAMBINI
Orgão: Câm. Embu Artes-SP
Odê ao burguês
Eu insulto o burguês! O burguês-níquel,
o burguês-burguês!
A digestão bem-feita de São Paulo!
O homem-curva! o homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
Eu insulto as aristocracias cautelosas!
(ANDRADE, Mario de. in; TELES, Gilberto de Mendonça. Vanguarda Europeia
e Modernismo Brasileiro, Rio de Janeiro. Vozes, 1972.)
Pronominais
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.
(Oswald de Andrade ANDRADE, O. Obras completas.
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.)
Considerando que os dois textos pertencem a um estilo literário chamado Modernismo, observa-se que um elemento comum neles é:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-Sertão
Orgão: IF Sertão
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Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é
[falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada
[nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações
alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
ANDRADE, C. D. Poesia completa. Rio de Janeiro:
Nova Aguilar, 2003.
Carlos Drummond de Andrade foi um dos maiores representantes do Modernismo brasileiro, também se destacando pelos seus poemas. Considerando esse aspecto, atente para o que se afirma a seguir e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.
( ) Drummond foi um dos mais importantes representantes da Poesia de 30.
( ) O poema Ausência possui versos livres (sem métricas) e brancos (sem rimas).
( ) A linguagem impessoal era característica dos poetas modernistas da 2ª Geração.
( ) Carlos Drummond de Andrade abordava temas variados e cotidianos em sua poesia.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
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Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é
[falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada
[nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações
alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
ANDRADE, C. D. Poesia completa. Rio de Janeiro:
Nova Aguilar, 2003.
Atente para as seguintes afirmações sobre o poema Ausência:
I. Pode-se considerar que o eu lírico do poema, inicialmente, sentia falta de alguém ou alguma coisa. No entanto, com o passar do tempo, ele ignorou esse sentimento e não sofre mais.
II. É possível afirmar que, de tanto sentir falta de uma pessoa ou de algo que estava ausente, o eu lírico, através de sua experiência, passou a sentir que essa pessoa ou esse objeto estava presente.
III. O eu lírico sempre lastimou a ausência da pessoa amada ou a falta de algo, no entanto, após ter sido roubado, parou de lastimar a ausência, porque descobriu que a vida é para rir e para dançar.
É correto o que se declara em
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Obras de Monteiro Lobato entram para
domínio público
Saiba o que muda e quais repercussões isso poderá
ter na relação dos leitores com as obras do escritor
Ele dá nome a ruas, escolas e bibliotecas por todo o Brasil. O Dia Nacional do Livro Infantil, comemorado em 18 de abril, homenageia a data de nascimento desse escritor, autor de mais de 50 livros que mexeram, como ninguém, com o imaginário de crianças e jovens de todo o Brasil. A personalidade em destaque é Monteiro Lobato, cujas obras ingressaram em domínio público em 1º de janeiro deste ano.
“Quando a obra ingressa no domínio público, qualquer pessoa pode utilizá-la, fazer adaptações, traduzir, veicular, imprimir, ou seja, fazer qualquer tipo de uso econômico sem ter de pedir autorização prévia para o autor ou titular de direitos”, explica a diretora da Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Carolina Panzolini. [...] A legislação brasileira estipula o prazo de 70 anos a partir de 1º de janeiro ao ano subsequente à morte do autor para que as obras dele entrem em domínio público.
Especialista na obra de Monteiro Lobato, a professora de Literatura Brasileira Milena Ribeiro Martins, da Universidade Federal do Paraná, acredita que o ingresso da obra do escritor paulista em domínio público vai aumentar a atenção do público e reaquecer o interesse pela obra de Lobato. [...] “O número de leitores de Lobato tende a aumentar porque, comercialmente, vai haver novas edições e o número de criações com base na obra de Lobato deve aumentar”, avalia.
Milena defende que, apesar de alguns terem quase 100 anos, os livros de Lobato, em especial os voltados ao público infantil, podem ser muito atraentes para os jovens leitores que vivem cercados de experiências multimídias. “Há um misto de fantasia, de ciência, de imaginação e de criatividade na obra do Lobato, que ainda é atraente para as crianças”, argumenta.
[...]
Uma das ousadias de Lobato foi, em uma época em que o conservadorismo era grande, dar voz às crianças, que não costumavam ter espaço na maioria das famílias para expor seus pensamentos. “Ele não vai pensar numa criança simplesmente obediente, mas ele vai pensar numa criança reflexiva, criativa, produzindo novos significados para o seu momento histórico. E, nesse sentido, ele muda muito a literatura nacional e discute produção literária estrangeira dentro da sua obra”, destaca a especialista.
CAMPANERUT, Camila. Obras de Monteiro Lobato entram
para domínio público. Brasília: Ministério da Cidadania,
2019. Disponível em: http://cultura.gov.br/obras-de-
monteiro-lobato-entram-para-dominio-publico/. Acesso em:
30/08/2019.
Monteiro Lobato é um importante escritor da literatura brasileira, principalmente, pelos seus livros escritos para o público infanto-juvenil. Considerando o autor e seu contexto histórico, atente para as seguintes afirmações:
I. Monteiro Lobato também criou obras que tratam de questões sociais, o que faz com que se possa enquadrá-lo no Movimento Modernista.
II. Monteiro Lobato retratou, em algumas de suas obras, questões relacionadas à Geografia, Matemática e Língua Portuguesa.
III. As obras infanto-juvenis de Monteiro Lobato revolucionaram a literatura para este público porque traziam a imagem de crianças à frente de sua época.
Está correto o que se afirma em
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNTEF
Orgão: IF-PR
Poema em linha reta
Álvaro de Campos
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titube-ar?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Considerando o "Poema em linha reta", sobretudo os versos "Quem me dera ouvir de alguém a voz humana" e "Onde é que há gente no mundo?", assinale a alternativa INCORRETA.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: UNIFAGOC
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