A Classificação Internacional de Funcionalidade
(CIF) adota um modelo da deficiência baseado numa
perspectiva biopsicossocial, que está fundamentada
na funcionalidade e cobre os componentes de
funções e estruturas do corpo, atividade e
participação social (Classificação Internacional de
Funcionalidade, 2004). Neste modelo, a surdez é
encarada como uma caraterística específica e
singular da pessoa e não como uma incapacidade.
Este modelo é compreendido como:
Os sinais são formados a partir da combinação do
movimento de mãos com um determinado formato
em um determinado lugar. Estas articulações das
mãos, que podem ser comparados aos fonemas e às
vezes aos morfemas, são chamados de parâmetros.
Muitos sinais, além dos quatro parâmetros, tem outro
traço diferenciador em sua configuração. É o caso
dos sinais ALEGRE e TRISTE, entre outros, que
utilizam a:
Pelo mundo, há, pelo menos, uma língua de sinais
usada amplamente na comunidade surda de cada
país, diferente daquela da língua falada utilizada na
mesma área geográfica. Isto se dá porque essas
línguas são independentes das línguas orais, pois
foram produzidas dentro das comunidades surdas.
A alternativa que corresponde à definição da variação
social é a seguinte:
Para Padden, Humpries (1996); Ladd (2003); Thoma
(2006), “O conhecimento e a reflexão sobre os
espaços e tempos que delinearam a história dos
surdos – que vão desde sacrifícios em praças
públicas, reclusão em instituições, políticas
integracionistas até os discursos atuais de inclusão –
ampliam a compreensão de quem é esse sujeito. A
surdez vem sendo pensada e definida historicamente
por ouvintes; logo, é instigante o questionamento
proposto pela visão que compreende o surdo como
parte de um grupo linguisticamente minoritário, não
valorando o desvio patológico”. Trata-se da visão:
“É usada, na língua de sinais, para expressar nome
de pessoas, de localidades e outras palavras que não
possuem um sinal, está representada pela palavra,
separada letra por letra por hífen”.
A população de surdos constitui grupo heterogêneo e
inclui pessoas que têm vários graus de perda
auditiva, utilizam diversos meios para se comunicar e
pertencem a diferentes culturas (Meador, Zazove,
2005). Segundo Silva (1999) “... A cultura é onde se
define não apenas a forma que o mundo deve ter, mas
também a forma como as pessoas e os grupos devem
ser (...)”, sendo, portanto, um campo de lutas em
torno da:
Leia a seguinte situação para responder à questão.
Durante uma conversa entre alunos ouvintes e surdos, um aluno afirma que a Libras é inferior à Língua Portuguesa, já que na Língua Brasileira de Sinais as frases são básicas, seguindo sempre a ordem SVO - Sujeito + Verbo + Objeto. Por exemplo: Eu gosto de estudar.
Discordando da afirmação descrita nessa situação, um instrutor usa uma frase do cotidiano para mostrar a flexibilidade da ordem das frases em Libras, e em seu exemplo, utiliza a estrutura de topicalização, onde a ordem visualizada é OSV. Apresenta-se a estrutura de topicalização correta (t= tópico e mc= movimento de cabeça) na seguinte alternativa: