As eleições legislativas foram realizadas para a Câmara e o Senado. As duas casas se reuniriam conjuntamente como Congresso Constituinte até ser aprovada uma Constituição. Em setembro de 1946 era promulgada a nova Constituição brasileira, que se afastava da Carta de 1937, optando pelo figurino liberal -democrático.
(Boris Fausto. História Concisa do Brasil, 2001, p. 220 de 401, Edição do Kindle. Adaptado)
Considerando as duas Constituições mencionadas pelo texto, uma das mudanças trazidas pela Carta de 1946 identifica-se com o fato de que
Os ataques aos navios brasileiros foram apenas o empurrão final que levou o Brasil a passar totalmente para a órbita dos Aliados, em especial dos americanos. O Brasil já havia se alinhado com os EUA em janeiro de 1942, quando decidiu romper relações com o Eixo – formado por Itália, Alemanha e Japão –, que já estava em guerra com os americanos. Ainda demoraria dois anos para que o Brasil enviasse tropas para lutar contra os alemães na Europa.
(Jean-Philip Struck. Há 80 anos, Brasil declarava
guerra à Alemanha. Disponível em: https://x.gd/oxCog. Acesso em 18.02.2024. Adaptado)
Antes do envio de tropas à Europa, a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ocorreu por meio
A questão nacionalista mais complexa envolvia os Bálcãs, região no sudeste do continente europeu.
A grande tensão nos Bálcãs envolvia a Sérvia e a Áustria- -Hungria na questão referente ao controle da Bósnia. Os sérvios lutavam pela formação da Grande Sérvia e, por isso, desejavam anexar a Bósnia ao seu território (a Bósnia era parte da Áustria -Hungria). Esse movimento nacionalista de sérvios era apoiado pela Rússia por meio do pan -eslavismo, ideal em que todos os eslavos estariam unidos em uma nação liderada pelo czar russo.
(Daniel Neves Silva. Brasil Escola. Disponível em: https://x.gd/arRCG. Adaptado)
Associada ao antissemitismo estava a noção racista e eugenista da superioridade do homem branco germânico e a construção de um “espaço vital”, para que essa raça construísse seu império mundial. Esse espaço vital compreendia vastas regiões do continente europeu que, segundo os planos de Hitler, deveriam ser invadidas e conquistadas pelos germânicos. As proposições de Hitler convenceram boa parte da população alemã, que acreditava que a sua figura de líder era a garantia de uma Alemanha próspera e triunfante. (Cláudio Fernandes. Nazismo.
A cidade nasce da água. A história urbana pode ser traçada tendo
como eixos as formas de apropriação das dinâmicas hídricas. A
trajetória das relações entre cidades e corpos d’água reflete,
assim, os ciclos históricos da relação entre homem e natureza.
MELLO, S. S. Na beira do rio tem uma cidade: urbanidade e valorização dos corpos
d’água. Tese Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Brasília: UNB, 2008, p. 7.
As opções a seguir descrevem corretamente aspectos históricos
das relações das sociedades com as águas e os rios, à exceção de
uma. Assinale-a.
Descrever a teoria essencial do anarquismo é um pouco como
tentar lutar com Proteu, pois as próprias características da
atitude libertária – a rejeição ao dogma, a deliberada fuga a
sistemas teóricos rígidos e, acima de tudo, a ênfase que dá à total
liberdade de escolha, à primazia do julgamento individual - criam
imediatamente a possibilidade de uma imensa variedade de
pontos de vista, inconcebíveis num sistema rigorosamente
dogmático. Na verdade , o anarquismo é a um só tempo
diversificado e inconstante e, à perspectiva histórica, apresenta a
aparência, não de um curso d’água cada vez mais forte, correndo
em direção ao mar do seu destino (uma imagem que bem
poderia ser aplicada ao marxismo), mas de um fio d’água
filtrando-se através do sol poroso – formando aqui uma corrente
subterrânea, ali um poço turbulento, escorrendo pelas fendas,
desaparecendo de vista para surgir onde as rachaduras da
estrutura social possam lhe oferecer uma oportunidade de fluir.
Como doutrina, muda constantemente, com movimento, cresce e
se desintegra, em permanente flutuação, mas jamais se acaba.
Existe na Europa desde 1840 ininterruptamente, e, por suas
próprias características multiformes, conseguiu sobreviver onde
muitos outros movimentos do século anterior, bem mais
poderosos, mas com menor capacidade de adaptação,
desaparecerem totalmente.(WOODCOCK, George. História das ideias e movimentos anarquistas. Porto Alegre:
L&PM, 2002, p 17)
A partir da análise do texto, é correto inferir que
Como outros reis do início da Idade Moderna, especialmente após
1648, Luís tentou se apresentar como igual ao imperador, e seu
reinado como um império. Assim, por exemplo, na descrição
oficial da entrada de 1660, a famosa frase da Eneida, de Virgilio,
“foi-me dado um império sem limite” [imperium sine fine dedi] foi
aplicada aos reis de França, que foram apresentados como
sucessores dos imperadores romanos. A reivindicação foi feita de
modo mais explícito e cabal em 1667, no panfleto escrito por
Aubéry sobre os direitos de Luís sobre o império.
Muitas referências aparentemente casuais reforçam essa
pretensão. Vernon, um dos historiógrafos reais, por exemplo
compôs uma inscrição que intitulava Luís de “o imperador dos
francos” [Imperator Francorium]. As frequentes referências a Luís
como “augusto” ou como o maior monarca do mundo deveriam
ser interpretadas tanto como apoio a pretensões políticas
particulares quanto como uma forma geral de glorificação.
O mesmo se aplica a seu uso do tradicional símbolo imperial, o
sol, com a implicação de que há um soberano supremo na terra
assim como há um sol no céu.
(BURKE, A fabricação do rei; a construção da imagem pública de Luís XIV. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar, 1994. p. 191-192) Conforme o autor nos informa, a construção da imagem do
monarca absolutista fundamentou-se em representações sobre o
mundo antigo clássico. Podemos também acrescentar outros
elementos de referência para compor a imagem de um monarca
universal.
Nesse sentido, para analisar a construção da imagem de Luís XIV,
devemos considerar
Enquanto o debate político esteve limitado aos notáveis, a
história referia-se elite culta e era ministrada apenas no ensino
médio. No entanto, com a democracia, a política tornou-se o
negócio de todos; neste caso, levantou-se a questão da história
no ensino fundamental.
Neste ponto, as datas são eloquentes: em 1867, quando o 2°
Império se liberalizava, a história tornou-se em princípio, matéria
obrigatória, no ensino fundamental. Entretanto, na prática, ela se
impôs nas classes somente após o triunfo dos republicanos; em
1880, fazia parte da prova oral para a obtenção do Certificado de
Estudos e foi necessário esperar o ano de 1882 para que viesse a
ocupar seu lugar definitivo nos horários – 2 horas por semana – e
programas da escola elementar. O ensino da história foi
implementado, com seu desenrolar regular e seus suportes
pedagógicos; por sua vez, o compêndio tornou-se obrigatório em
1890. A história na escola primária atingiu seu apogeu após a
Grande Guerra: por uma portaria de 1917, foi instituída uma
prova escrita de história ou de ciências (por sorteio) para a
obtenção do Certificado, já mencionado.(PROST, Antoine. Doze lições sobre a História.
Belo Horizonte: Autêntica, 2008. p. 26-27) As pesquisas sobre a constituição do campo da História na
condição de disciplina acadêmica e escolar têm tido como
referência os estudos franceses. Assim sendo, a partir da leitura
do texto podemos inferir que
A “memória” não pode ocupar o lugar que foi ou ainda é da
história. Ela deve ocupar um lugar com certeza, mas não o mesmo.
Todo um conjunto de operações passa a ser da sua competência ou
de seu magistério: as relações com o passado em geral e, mais
especificamente, o vasto domínio dos crimes perpetrados, recentes
ou menos recentes, o lugar concedido aos testemunhos, a escuta
das vítimas, as reparações, quando possível, as injustiças sofridas, a
votação das “leis memoriais”, a implementação de “políticas de
memória”" , a gestão do dever de memória, pedidos de
transformação ou mesmo de remoção de monumentos históricos.
Estátuas para as quais já não olhávamos de repente se tornam
visíveis novamente e, ao mesmo tempo, ofensivas, conflituosas.
Elas ferem a memória, pois impõem uma história no que nos
Estados Unidos, por exemplo, os afro-americanos nunca poderão
compartilhar. Elevado, portanto, é o papel da memória. Resta, no
entanto, uma diferença entre ela e a história; suas respectivas
relações com o futuro. A história, a do conceito moderno de
história, via o passado à luz do futuro. A memória vê o passado à
luz do presente. Eis aí uma grande diferença de ponto de vista, que
é melhor ser mensurada do que levada a julgamento. Ela é, de fato,
a marca de uma mudança de época.(HARTOG, François. Os impasses do presentismo. In: In: IEGELSKI, Francine; MÜLLER,
Angélica (orgs). História do Tempo presente: mutações e reflexões. Rio de Janeiro:
FGV, 2022. p. 141)
A partir da análise desse trecho de um artigo do historiador, é
correto inferir que o autor considera que
O Movimento Negro conquistou um lugar de existência afirmativa
no Brasil. Ao trazer o debate sobre o racismo para a cena pública
e indagar as políticas públicas e seu compromisso com a
superação das desigualdades raciais, esse movimento social
ressignifica e politiza a raça, dando-lhe um trato emancipatório e
não inferiorizante.
No caso do Brasil, o Movimento Negro ressignifica e politiza
afirmativamente a ideia de raça, entendendo-a como potência de
emancipação, e não como uma regulação conservadora; explicita
como ela opera na construção de identidades étnico-raciais.(GOMES, Nilma Lino O Movimento Negro educador: saberes construídos nas lutas
por emancipação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017. p. 21) Para analisar o impacto do movimento negro na sociedade
brasileira desde os anos 1970, vale destacar que