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3166723 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: PM-SP
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As eleições legislativas foram realizadas para a Câmara e o Senado. As duas casas se reuniriam conjuntamente como Congresso Constituinte até ser aprovada uma Constituição. Em setembro de 1946 era promulgada a nova Constituição brasileira, que se afastava da Carta de 1937, optando pelo figurino liberal -democrático.

 

(Boris Fausto. História Concisa do Brasil, 2001, p. 220 de 401, Edição do Kindle. Adaptado)

 

Considerando as duas Constituições mencionadas pelo texto, uma das mudanças trazidas pela Carta de 1946 identifica-se com o fato de que

 

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3166722 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: PM-SP
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Os ataques aos navios brasileiros foram apenas o empurrão final que levou o Brasil a passar totalmente para a órbita dos Aliados, em especial dos americanos. O Brasil já havia se alinhado com os EUA em janeiro de 1942, quando decidiu romper relações com o Eixo – formado por Itália, Alemanha e Japão –, que já estava em guerra com os americanos. Ainda demoraria dois anos para que o Brasil enviasse tropas para lutar contra os alemães na Europa.

 

(Jean-Philip Struck. Há 80 anos, Brasil declarava

guerra à Alemanha. Disponível em: https://x.gd/oxCog. Acesso em 18.02.2024. Adaptado)

 

Antes do envio de tropas à Europa, a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ocorreu por meio

 

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3166721 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: PM-SP
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A questão nacionalista mais complexa envolvia os Bálcãs, região no sudeste do continente europeu.

 

A grande tensão nos Bálcãs envolvia a Sérvia e a Áustria- -Hungria na questão referente ao controle da Bósnia. Os sérvios lutavam pela formação da Grande Sérvia e, por isso, desejavam anexar a Bósnia ao seu território (a Bósnia era parte da Áustria -Hungria). Esse movimento nacionalista de sérvios era apoiado pela Rússia por meio do pan -eslavismo, ideal em que todos os eslavos estariam unidos em uma nação liderada pelo czar russo.

 

(Daniel Neves Silva. Brasil Escola. Disponível em: https://x.gd/arRCG. Adaptado)

 

O fragmento descreve contexto relativo

 

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3166720 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: PM-SP
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Associada ao antissemitismo estava a noção racista e eugenista da superioridade do homem branco germânico e a construção de um “espaço vital”, para que essa raça construísse seu império mundial. Esse espaço vital compreendia vastas regiões do continente europeu que, segundo os planos de Hitler, deveriam ser invadidas e conquistadas pelos germânicos. As proposições de Hitler convenceram boa parte da população alemã, que acreditava que a sua figura de líder era a garantia de uma Alemanha próspera e triunfante. (Cláudio Fernandes. Nazismo.

 

Disponível em: https://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/nazismo.htm. Adaptado)

 

Uma das estratégias utilizadas pelo regime nazista para o convencimento de boa parte da população alemã foi

 

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3165581 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: Pref. Vitória-ES

A cidade nasce da água. A história urbana pode ser traçada tendo como eixos as formas de apropriação das dinâmicas hídricas. A trajetória das relações entre cidades e corpos d’água reflete, assim, os ciclos históricos da relação entre homem e natureza.

MELLO, S. S. Na beira do rio tem uma cidade: urbanidade e valorização dos corpos d’água. Tese Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Brasília: UNB, 2008, p. 7.

As opções a seguir descrevem corretamente aspectos históricos das relações das sociedades com as águas e os rios, à exceção de uma. Assinale-a.

 

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3165472 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: Pref. Vitória-ES
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Descrever a teoria essencial do anarquismo é um pouco como tentar lutar com Proteu, pois as próprias características da atitude libertária – a rejeição ao dogma, a deliberada fuga a sistemas teóricos rígidos e, acima de tudo, a ênfase que dá à total liberdade de escolha, à primazia do julgamento individual - criam imediatamente a possibilidade de uma imensa variedade de pontos de vista, inconcebíveis num sistema rigorosamente dogmático. Na verdade , o anarquismo é a um só tempo diversificado e inconstante e, à perspectiva histórica, apresenta a aparência, não de um curso d’água cada vez mais forte, correndo em direção ao mar do seu destino (uma imagem que bem poderia ser aplicada ao marxismo), mas de um fio d’água filtrando-se através do sol poroso – formando aqui uma corrente subterrânea, ali um poço turbulento, escorrendo pelas fendas, desaparecendo de vista para surgir onde as rachaduras da estrutura social possam lhe oferecer uma oportunidade de fluir. Como doutrina, muda constantemente, com movimento, cresce e se desintegra, em permanente flutuação, mas jamais se acaba. Existe na Europa desde 1840 ininterruptamente, e, por suas próprias características multiformes, conseguiu sobreviver onde muitos outros movimentos do século anterior, bem mais poderosos, mas com menor capacidade de adaptação, desaparecerem totalmente. (WOODCOCK, George. História das ideias e movimentos anarquistas. Porto Alegre: L&PM, 2002, p 17)
A partir da análise do texto, é correto inferir que
 

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3165471 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: Pref. Vitória-ES
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Como outros reis do início da Idade Moderna, especialmente após 1648, Luís tentou se apresentar como igual ao imperador, e seu reinado como um império. Assim, por exemplo, na descrição oficial da entrada de 1660, a famosa frase da Eneida, de Virgilio, “foi-me dado um império sem limite” [imperium sine fine dedi] foi aplicada aos reis de França, que foram apresentados como sucessores dos imperadores romanos. A reivindicação foi feita de modo mais explícito e cabal em 1667, no panfleto escrito por Aubéry sobre os direitos de Luís sobre o império. Muitas referências aparentemente casuais reforçam essa pretensão. Vernon, um dos historiógrafos reais, por exemplo compôs uma inscrição que intitulava Luís de “o imperador dos francos” [Imperator Francorium]. As frequentes referências a Luís como “augusto” ou como o maior monarca do mundo deveriam ser interpretadas tanto como apoio a pretensões políticas particulares quanto como uma forma geral de glorificação. O mesmo se aplica a seu uso do tradicional símbolo imperial, o sol, com a implicação de que há um soberano supremo na terra assim como há um sol no céu. (BURKE, A fabricação do rei; a construção da imagem pública de Luís XIV. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994. p. 191-192)
Conforme o autor nos informa, a construção da imagem do monarca absolutista fundamentou-se em representações sobre o mundo antigo clássico. Podemos também acrescentar outros elementos de referência para compor a imagem de um monarca universal. Nesse sentido, para analisar a construção da imagem de Luís XIV, devemos considerar
 

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3165470 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: Pref. Vitória-ES
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Enquanto o debate político esteve limitado aos notáveis, a história referia-se elite culta e era ministrada apenas no ensino médio. No entanto, com a democracia, a política tornou-se o negócio de todos; neste caso, levantou-se a questão da história no ensino fundamental. Neste ponto, as datas são eloquentes: em 1867, quando o 2° Império se liberalizava, a história tornou-se em princípio, matéria obrigatória, no ensino fundamental. Entretanto, na prática, ela se impôs nas classes somente após o triunfo dos republicanos; em 1880, fazia parte da prova oral para a obtenção do Certificado de Estudos e foi necessário esperar o ano de 1882 para que viesse a ocupar seu lugar definitivo nos horários – 2 horas por semana – e programas da escola elementar. O ensino da história foi implementado, com seu desenrolar regular e seus suportes pedagógicos; por sua vez, o compêndio tornou-se obrigatório em 1890. A história na escola primária atingiu seu apogeu após a Grande Guerra: por uma portaria de 1917, foi instituída uma prova escrita de história ou de ciências (por sorteio) para a obtenção do Certificado, já mencionado. (PROST, Antoine. Doze lições sobre a História. Belo Horizonte: Autêntica, 2008. p. 26-27)
As pesquisas sobre a constituição do campo da História na condição de disciplina acadêmica e escolar têm tido como referência os estudos franceses. Assim sendo, a partir da leitura do texto podemos inferir que
 

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3165469 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: Pref. Vitória-ES
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A “memória” não pode ocupar o lugar que foi ou ainda é da história. Ela deve ocupar um lugar com certeza, mas não o mesmo. Todo um conjunto de operações passa a ser da sua competência ou de seu magistério: as relações com o passado em geral e, mais especificamente, o vasto domínio dos crimes perpetrados, recentes ou menos recentes, o lugar concedido aos testemunhos, a escuta das vítimas, as reparações, quando possível, as injustiças sofridas, a votação das “leis memoriais”, a implementação de “políticas de memória”" , a gestão do dever de memória, pedidos de transformação ou mesmo de remoção de monumentos históricos. Estátuas para as quais já não olhávamos de repente se tornam visíveis novamente e, ao mesmo tempo, ofensivas, conflituosas. Elas ferem a memória, pois impõem uma história no que nos Estados Unidos, por exemplo, os afro-americanos nunca poderão compartilhar. Elevado, portanto, é o papel da memória. Resta, no entanto, uma diferença entre ela e a história; suas respectivas relações com o futuro. A história, a do conceito moderno de história, via o passado à luz do futuro. A memória vê o passado à luz do presente. Eis aí uma grande diferença de ponto de vista, que é melhor ser mensurada do que levada a julgamento. Ela é, de fato, a marca de uma mudança de época. (HARTOG, François. Os impasses do presentismo. In: In: IEGELSKI, Francine; MÜLLER, Angélica (orgs). História do Tempo presente: mutações e reflexões. Rio de Janeiro: FGV, 2022. p. 141)

A partir da análise desse trecho de um artigo do historiador, é correto inferir que o autor considera que
 

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3165468 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: Pref. Vitória-ES
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O Movimento Negro conquistou um lugar de existência afirmativa no Brasil. Ao trazer o debate sobre o racismo para a cena pública e indagar as políticas públicas e seu compromisso com a superação das desigualdades raciais, esse movimento social ressignifica e politiza a raça, dando-lhe um trato emancipatório e não inferiorizante. No caso do Brasil, o Movimento Negro ressignifica e politiza afirmativamente a ideia de raça, entendendo-a como potência de emancipação, e não como uma regulação conservadora; explicita como ela opera na construção de identidades étnico-raciais. (GOMES, Nilma Lino O Movimento Negro educador: saberes construídos nas lutas por emancipação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017. p. 21)
Para analisar o impacto do movimento negro na sociedade brasileira desde os anos 1970, vale destacar que
 

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