E e F foram denunciados pela prática de dois crimes de
furto qualificados pelo concurso de pessoas. Proferida a
sentença, E e F foram condenados, nos exatos termos da
denúncia, sendo-lhes aplicadas as idênticas penas de 2 anos
e 4 meses de reclusão, por cada crime de furto qualificado.
Reconhecida a continuidade delitiva entre os dois crimes de
furto qualificado, as penas foram exasperadas em 1/6, de
modo que E e F restaram condenados à mesma pena total
de 2 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão, a ser cumprida em
regime aberto, substituída por penas restritivas de direitos.
Inconformados, E e F apelaram. Destaque-se que a pena de
até 2 anos de reclusão já está prescrita tanto para E quanto
para F. Ao julgar a apelação de E e F, o TJXX, por maioria,
negou provimento aos recursos interpostos, restando
vencido o desembargador G, que absolveu o apelante E,
ao fundamento de que ele não praticou um dos crimes de
furto lhe imputado, estando o corréu F sozinho quando do
cometimento da subtração. Acontece que o desembargador
G não aplicou uma nova pena para o crime de furto simples
a F, pois entendeu que, em razão da continuidade delitiva,
a maior das penas que lhe foi aplicada pelo crime de
furto qualificado, de 2 anos e 4 meses de reclusão, ao ser
exasperada, em razão da continuidade delitiva, na fração
de 1/6, alcançaria os mesmos 2 anos, 8 meses e 20 dias de
reclusão.
Com base nessas informações, qual é o recurso adequado a
ser primeiramente interposto / oposto e por qual fundamento?
Considere hipoteticamente que D foi denunciada pela
prática do delito descrito no artigo 155, §4°, incisos I e IV,
do Código Penal. Devidamente citada, D pediu a assistência
da Defensoria Pública Estadual, que apresentou resposta
à acusação, arrolando as mesmas testemunhas da
denúncia, vez que D não forneceu o nome e endereço de
testemunhas. Na audiência de instrução e julgamento, foram
ouvidas as testemunhas arroladas. Interrogada, D negou
veementemente a prática do crime, alegando que estava
em outro lugar no dia e horário em que ele foi cometido
e que estava na companhia de um conhecido, pessoa
que pode comprovar seu álibi. Ao final do interrogatório,
a defensora pública que estava na audiência pleiteou ao
juiz que fosse designada outra data para a continuação
da audiência, com a intimação desse conhecido como
testemunha. O juiz, acatando o parecer do MP sobre o pleito
da defensora pública, o indeferiu.
Acerca do caso narrado, assinale a alternativa correta.
Considere hipoteticamente que um defensor público
estadual foi devidamente intimado da sentença condenatória
no dia 04/09, uma sexta-feira do ano XXXX. Ao analisar a
sentença condenatória, foi identificada a não apreciação de
uma importante tese defensiva.
Diante desse cenário, qual o recurso adequado para
o Defensor Público impugnar a questão identificada
e qual o último dia possível do prazo para sua
interposição / oposição?
Considere hipoteticamente que C foi preso em
flagrante delito pela pretensa prática do crime descrito
no artigo 33 da Lei n° 11.343/06. Em audiência de
apresentação / custódia, o MP entendeu ser desnecessária
a prisão, opinando pela concessão de liberdade provisória
sem fiança. Já a Defensoria Pública Estadual apenas
reiterou a manifestação do MP. A juíza competente decidiu
converter a prisão em flagrante em prisão preventiva, em
razão da reincidência de C, pela gravidade concreta do
crime, dada a quantidade, variedade e nocividade das
drogas ilícitas apreendidas, além de balança de precisão
e anotação típicas de contabilidade do tráfico ilegal de
substâncias entorpecentes, e também pelo fato de que a C
fora concedida liberdade provisória anteriormente em data
bem recente, há menos de 30 dias.
Acerca desse caso, assinale a alternativa correta.
Considere hipoteticamente que A foi condenado pela prática
do crime descrito no artigo 157, §2°, inciso II, do Código Penal.
Na sentença foram consideradas como desfavoráveis para
A três circunstâncias judiciais: culpabilidade, antecedentes
e conduta social, sendo fixada a pena-base em 4 anos e
9 meses de reclusão, agravada em 1/6 pela reincidência
e majorada em 1/3 pelo concurso de agentes, totalizando
a pena em 7 anos, 4 meses e 15 dias de reclusão.
O TJXX, ao julgar recurso de apelação interposto pela
Defensoria Pública Estadual, que pleiteou tão só a
absolvição de A, apenas desconsiderou, como negativa,
a circunstância judicial relativa à conduta social de A, mas
manteve o mesmo quantum da pena-base fixada.
Acerca da situação apresentada, assinale a alternativa
correta.
B foi denunciada pela prática do delito descrito no artigo
155, caput, do Código Penal. Encerrada a instrução criminal,
surgiu prova nova de que B teria empregado violência para
a subtração da coisa. O Ministério Público, com vista dos
autos, apresentou alegações finais pleiteando a condenação
de B pelo cometimento do crime de roubo simples, artigo
157, caput, do Código Penal. Já a Defensoria Pública
Estadual pediu a absolvição de B por insuficiência de provas
de autoria ou participação no crime. Na sentença, B foi
condenada pela prática do crime de roubo simples, artigo
157, caput, do Código Penal, sendo-lhe aplicada uma pena de
4 anos e 8 meses de reclusão, a ser cumprida em regime
semiaberto. Apenas a Defensoria Pública Estadual interpôs
recurso de apelação, insistindo no pedido de absolvição por
insuficiência de provas.
Ao julgar o recurso de apelação interposto, o TJXX deve
Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. A competência para julgar crimes praticados por prefeitos é do tribunal de justiça nos crimes de competência da justiça comum estadual, enquanto, no caso dos demais crimes, a competência é do respectivo tribunal de segundo grau da jurisdição que seria competente para aquele crime.
II. No âmbito de um processo penal contra prefeito, antes de receber a denúncia, o órgão julgador ordenará a notificação do acusado para apresentar defesa prévia, no prazo de cinco dias.
III. O rito processual dos processos de crimes cometidos por prefeitos é especial e é disciplinado por lei complementar.
IV. O processo por crime comum contra prefeito só terá curso se houver autorização da câmara de vereadores, sendo essa uma condição objetiva de procedibilidade.
V. O rito processual dos processos de crimes cometidos por prefeitos é o comum, mas os prazos processuais para atos da defesa contar-se-ão em dobro.
Com a Constituição de 1988, ganharam renovada relevância os princípios garantistas do processo penal. Sobre tais princípios, assinale a alternativa INCORRETA.