О сontrolador interno de uma Prefeitura Municipal está analisando a proposta de
Lei Orçamentária Anual (LOA) e verifica que a Secretaria da Fazenda apresentou como receita líquida
os valores que seriam transferidos a um consórcio público regional, subtraindo-os diretamente da
previsão de arrecadação. O controlador alerta que tal prática fere um princípio orçamentário
consagrado na Lei nº 4.320/1964, pois mascara o montante real das receitas e despesas públicas. O
princípio orçamentário violado pela prática descrita é o princípio do(a)
Sobre os Restos a Pagar no âmbito da Administração Pública brasileira, analise as
assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Os Restos a Pagar não processados correspondem às despesas empenhadas, mas ainda não
liquidadas até 31 de dezembro do exercício financeiro.
( ) É vedado o cancelamento de Restos a Pagar processados, mesmo que constatada a
impossibilidade de pagamento ou erro no empenho.
( ) O pagamento de Restos a Pagar está condicionado à disponibilidade financeira no exercício em
que se efetiva a quitação.
( ) Conforme a LRF, os Restos a Pagar não processados integram o cálculo da despesa primária,
independentemente de sua liquidação.
( ) O prazo máximo para a inscrição de uma despesa em Restos a Pagar é até 31 de dezembro, desde
que haja empenho regularmente emitido.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
A Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento do Estado de Mato Grosso (ARIS-MT) precisa
considerar as normas da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) ao definir tarifas de saneamento e avaliar a
sustentabilidade financeira dos serviços prestados.
Suponha que um município consorciado à ARIS-MT esteja enfrentando dificuldades orçamentárias e
proponha uma redução tarifária para a população, visando aliviar o impacto econômico sobre os
consumidores. No entanto, essa medida pode comprometer o equilíbrio financeiro da prestação dos serviços.
Com base na LRF, qual deve ser a principal preocupação da ARIS-MT ao avaliar essa proposta?
Sobre Transparência da Gestão Fiscal, analise as afirmativas.
I. Há instrumentos específicos que asseguram a transparência da gestão fiscal, tais como: certificações,
relatórios, auditorias internas e externas, mecanismos que assegurem a transparência via participação
popular em audiências públicas fragilizam a eficácia do processo de transparência.
II. Os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias; as prestações de contas e o respectivo parecer
prévio; o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal; e versões
simplificadas são instrumentos de transparência da gestão fiscal, a estes deve ser dada ampla
divulgação, inclusive em meios eletrônicos de acesso público.
III. A transparência será assegurada também mediante incentivo à participação popular e realização de
audiências públicas, durante os processos de elaboração e discussão dos planos, lei de diretrizes
orçamentárias e orçamentos; liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em
tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira, em meios
eletrônicos de acesso público; adoção de sistema integrado de administração financeira e controle, que
atenda a padrão mínimo de qualidade estabelecido pelo Poder Executivo da União.
O artigo 8º da Lei de Responsabilidade Fiscal prevê que “A classificação orçamentária por
fontes/destinações de recursos tem como objetivo identificar as fontes de financiamento dos gastos
públicos”. Sobre a utilização dessa classificação, é correto afirmar:
Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle
externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da lei.
Tendo em vista as normas gerais previstas na Lei nº 4.320/1964, que versam sobre o controle interno da
execução orçamentária, assinale a afirmativa INCORRETA.
De acordo com as normas gerais sobre dívida pública e endividamento previstas na Lei Complementar nº
101/2000 e na Lei nº 4.320/1964, conhecida como Lei Geral de Orçamentos, analise as afirmativas.
I. A dívida pública consolidada ou fundada é definida como montante total, apurado sem duplicidade, das
obrigações financeiras do ente da federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou
tratados e da realização de operações de crédito, para amortização em prazo igual ou superior a doze
meses.
II. Os precatórios judiciais não pagos durante a execução do orçamento em que houverem sido incluídos
integram a dívida consolidada, para fins de aplicação dos limites fixados para o montante dessa dívida.
III. A dívida flutuante compreende os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida, os serviços da dívida a
pagar, os depósitos e os débitos de tesouraria.
IV. O refinanciamento do principal da dívida mobiliária não excederá, ao término de cada exercício
financeiro, o montante do final do exercício anterior, somado ao das operações de crédito autorizadas no
orçamento para este efeito e efetivamente realizadas, acrescido de atualização monetária.
Segundo a Lei Complementar nº 101/2000, conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal, são
consideradas não autorizadas, irregulares e lesivas ao patrimônio público a geração de despesa ou assunção
de obrigação que não atendam aos requisitos legais. Neste sentido, constituem condição prévia para
empenho e licitação de serviços, fornecimento de bens ou execução de obras,
Instrução: Leia o excerto de artigo jurídico para responder à questão.
J. Teixeira Machado Jr. e Heraldo da Costa Reis ressaltam que há uma profunda diferença entre os créditos
adicionais e as técnicas de transposição, remanejamento e transferência de recursos orçamentários. No caso
dos créditos adicionais, o fator determinante é a necessidade da existência de recursos; para as demais
alterações, é a reprogramação por repriorização das ações o motivo que indicará como se materializarão.
Esses autores apontam quatro motivos que podem dar origem aos créditos adicionais: a) variações de preço
de mercado dos bens e serviços a serem adquiridos para consumo imediato ou futuro; b) incorreção no
planejamento, programação e orçamentação das ações governamentais; c) omissões orçamentárias; d) fatos
que independem da ação volitiva do gestor. Por outro lado, os remanejamentos, transposições e
transferências de recursos de uma dotação para outra ou de um órgão para outro terão sempre um único
motivo: repriorizações das ações governamentais.
(FURTADO, José de Ribamar Caldas. Créditos adicionais versus transposição, remanejamento ou transferência de recursos.
Revista do TCU 106, out/dez 2005.)
As mencionadas técnicas de transposição, remanejamento e transferência de recursos orçamentários,
embora, conforme o texto, indiquem realocações de tais recursos fundadas em um único motivo, contêm
significados distintos. Considerando a distinção conceitual entre esses termos, é correto afirmar:
Conforme a Lei nº 101/2000, Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), sobre os aspectos legais e normativos da despesa pública, analise as assertivas a seguir:
I. O relatório de gestão fiscal é um instrumento obrigatório previsto pela LRF.
II. O controle de despesa pública é de responsabilidade exclusiva dos Tribunais de Contas.
III. A LRF impõe limites para despesas com pessoal e dívida pública.
IV. O acompanhamento da execução orçamentária é dispensável nos casos de programas com boa execução financeira histórica.
V. A execução orçamentária deve respeitar os princípios da legalidade, legitimidade e economicidade.