Foram encontradas 40 questões.
Texto para as questões 9 e 10.
PARA QUE NINGUÉM A QUISESSE
Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar.
Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as jóias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.
Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair. Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.
Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.
Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.
Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.
Marina Colasanti http://www.contioutra.com/paraque-ninguem-aquisesse- marina-colasanti/
No texto, Marina Colasanti tematiza a violência contra a mulher. tanto a violência física quanto a simbólica. Em qual fragmento abaixo há a indicação de violência física?
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Leia o poema para responder às questões 7 e 8 :
MAR PORTUGUÊS
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
(Fernando Pessoa, in Mensagem) Disponível em: https://nova-acropole.org.br/blog/mar-portuguesfernando-pessoa/. Acesso 5 de junho de 2022.
No poema, ocorre um processo anafórico com a palavra nele (linha 12) que tem como referente o vocábulo:
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Leia o poema para responder às questões 7 e 8 :
MAR PORTUGUÊS
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
(Fernando Pessoa, in Mensagem) Disponível em: https://nova-acropole.org.br/blog/mar-portuguesfernando-pessoa/. Acesso 5 de junho de 2022.
Que efeito de sentido produz o verbo flexionado na primeira pessoa do plural “cruzarmos” no terceiro verso da primeira estrofe?
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Texto para as questões 5 e 6

O que provocou a dupla interpretação da pergunta da professora, produzindo o efeito humorístico do texto?
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Texto para as questões 5 e 6

Charge é um gênero textual carregado de ironia que reflete situações do cotidiano. A charge em questão tem como objetivo principal:
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- Interpretação de TextosPressupostos e Subentendidos
- Interpretação de TextosVariação da LinguagemLinguagem Verbal e Não Verbal
A propaganda abaixo é a base para a questão número 4:

Disponível em: <https://acontecendoaqui.com.br/propaganda/seterb-e-free-alertam-sobre-bebida-edirecao-no-maio-amarelo/>>Acesso em 6 de junho de 2022.
O Movimento Maio Amarelo nasceu com uma só proposta: chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo. Um dos temas mais abordados é a combinação nada perfeita do álcool e direção. Analisando o anúncio em questão, é possível afirmar que:
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Leia o texto para responder às questões 1 a 3
A DITADURA DO BEM-ESTAR
Tudo começou com um cristal. Afinal, que mal uma simples pedrinha pode fazer? Não que fosse estranha a esoterismos. Como muitos de sua geração, cresceu lendo seu horóscopo diariamente nos jornais e sites, ouvindo como a astrologia é coisa de gente jovem, bonita, legal e descolada. Tanto que pediu para uma amiga fazer seu mapa astral, e ficou impressionada em como achou que lhe descrevia tão bem, exatamente como esperava para uma libriana como ela.
Já na academia que frequentava, o papo era outro. Carboidratos eram um veneno. Açúcares então, nem pensar. Pode nem a frutose daquela sua maçã diária de que tanto gostava. Isso sem contar os venenos “de verdade” que colocavam na comida: agrotóxicos. Por isso, procurava só comprar produtos orgânicos, ovos de “galinhas felizes”, reduzindo o consumo de carnes, “cheias de hormônios e antibióticos”. Compensava as possíveis deficiências nutricionais da dieta com suplementos, sem deixar de lado, claro, o colágeno para a pele.
A personagem é fictícia, mas suas atitudes e decisões, bem reais e comuns num mundo em que o bem-estar se transformou, de uma sensação subjetiva de satisfação pessoal, em uma poderosa ferramenta de marketing, que se aproveita de sentimentos e atitudes inerentes à condição humana, como desejo, medo e tristeza, para alimentar lucrativos mercados, de livros de autoajuda a “milagrosos”, e caríssimos, cremes “antienvelhecimento” (não é por nada que o apelo à emoção também é uma estratégia muito usada na disseminação de desinformação e fake news, dos movimentos antivacina às mais mirabolantes teorias conspiratórias).
Um dos segredos por trás deste crescimento é o chamado “marketing do medo”, aponta Nick Tiller, pesquisador em fisiologia aplicada da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), em artigo recente para a revista Skeptical Inquirer. “Na sua essência, o marketing baseado no medo é um argumento emocional”, explica. “O marketing do medo é tão eficaz porque ele explora o ‘viés de pessimismo’ – a tendência de nos anteciparmos a eventos negativos para melhor evitá-los. A publicidade baseada no medo estimula o sistema nervoso simpático, e a subsequente liberação de cortisol e adrenalina. Ansiedade é o resultado, seguida pela urgência em agir para ‘reduzir esta ansiedade adotando, continuando, descontinuando ou evitando um determinado curso de ação’. Em outras palavras, más notícias e medo chamam nossa atenção, ativando nossos instintos de sobrevivência primitivos e provocando poderosos efeitos psicológicos”.
Cesar Baima é jornalista e editor-assistente da Revista Questão de Ciência
Disponível em: https://www.revistaquestaodeciencia. com.br/artigo/2022/05/26/ditadura-do-bem-estar. Acesso em 5 de junho de 2022.
A frase “Tanto que pediu para uma amiga fazer seu mapa astral, e ficou impressionada em como achou que lhe descrevia tão bem” se refere à
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Leia o texto para responder às questões 1 a 3
A DITADURA DO BEM-ESTAR
Tudo começou com um cristal. Afinal, que mal uma simples pedrinha pode fazer? Não que fosse estranha a esoterismos. Como muitos de sua geração, cresceu lendo seu horóscopo diariamente nos jornais e sites, ouvindo como a astrologia é coisa de gente jovem, bonita, legal e descolada. Tanto que pediu para uma amiga fazer seu mapa astral, e ficou impressionada em como achou que lhe descrevia tão bem, exatamente como esperava para uma libriana como ela.
Já na academia que frequentava, o papo era outro. Carboidratos eram um veneno. Açúcares então, nem pensar. Pode nem a frutose daquela sua maçã diária de que tanto gostava. Isso sem contar os venenos “de verdade” que colocavam na comida: agrotóxicos. Por isso, procurava só comprar produtos orgânicos, ovos de “galinhas felizes”, reduzindo o consumo de carnes, “cheias de hormônios e antibióticos”. Compensava as possíveis deficiências nutricionais da dieta com suplementos, sem deixar de lado, claro, o colágeno para a pele.
A personagem é fictícia, mas suas atitudes e decisões, bem reais e comuns num mundo em que o bem-estar se transformou, de uma sensação subjetiva de satisfação pessoal, em uma poderosa ferramenta de marketing, que se aproveita de sentimentos e atitudes inerentes à condição humana, como desejo, medo e tristeza, para alimentar lucrativos mercados, de livros de autoajuda a “milagrosos”, e caríssimos, cremes “antienvelhecimento” (não é por nada que o apelo à emoção também é uma estratégia muito usada na disseminação de desinformação e fake news, dos movimentos antivacina às mais mirabolantes teorias conspiratórias).
Um dos segredos por trás deste crescimento é o chamado “marketing do medo”, aponta Nick Tiller, pesquisador em fisiologia aplicada da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), em artigo recente para a revista Skeptical Inquirer. “Na sua essência, o marketing baseado no medo é um argumento emocional”, explica. “O marketing do medo é tão eficaz porque ele explora o ‘viés de pessimismo’ – a tendência de nos anteciparmos a eventos negativos para melhor evitá-los. A publicidade baseada no medo estimula o sistema nervoso simpático, e a subsequente liberação de cortisol e adrenalina. Ansiedade é o resultado, seguida pela urgência em agir para ‘reduzir esta ansiedade adotando, continuando, descontinuando ou evitando um determinado curso de ação’. Em outras palavras, más notícias e medo chamam nossa atenção, ativando nossos instintos de sobrevivência primitivos e provocando poderosos efeitos psicológicos”.
Cesar Baima é jornalista e editor-assistente da Revista Questão de Ciência
Disponível em: https://www.revistaquestaodeciencia. com.br/artigo/2022/05/26/ditadura-do-bem-estar. Acesso em 5 de junho de 2022.
O texto é classificado como um artigo de opinião, gênero argumentativo no qual se defende um ponto de vista. Aponte a alternativa em que são apresentados argumentos para o convencimento do leitor em potencial acerca da tese defendida.
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Leia o texto para responder às questões 1 a 3
A DITADURA DO BEM-ESTAR
Tudo começou com um cristal. Afinal, que mal uma simples pedrinha pode fazer? Não que fosse estranha a esoterismos. Como muitos de sua geração, cresceu lendo seu horóscopo diariamente nos jornais e sites, ouvindo como a astrologia é coisa de gente jovem, bonita, legal e descolada. Tanto que pediu para uma amiga fazer seu mapa astral, e ficou impressionada em como achou que lhe descrevia tão bem, exatamente como esperava para uma libriana como ela.
Já na academia que frequentava, o papo era outro. Carboidratos eram um veneno. Açúcares então, nem pensar. Pode nem a frutose daquela sua maçã diária de que tanto gostava. Isso sem contar os venenos “de verdade” que colocavam na comida: agrotóxicos. Por isso, procurava só comprar produtos orgânicos, ovos de “galinhas felizes”, reduzindo o consumo de carnes, “cheias de hormônios e antibióticos”. Compensava as possíveis deficiências nutricionais da dieta com suplementos, sem deixar de lado, claro, o colágeno para a pele.
A personagem é fictícia, mas suas atitudes e decisões, bem reais e comuns num mundo em que o bem-estar se transformou, de uma sensação subjetiva de satisfação pessoal, em uma poderosa ferramenta de marketing, que se aproveita de sentimentos e atitudes inerentes à condição humana, como desejo, medo e tristeza, para alimentar lucrativos mercados, de livros de autoajuda a “milagrosos”, e caríssimos, cremes “antienvelhecimento” (não é por nada que o apelo à emoção também é uma estratégia muito usada na disseminação de desinformação e fake news, dos movimentos antivacina às mais mirabolantes teorias conspiratórias).
Um dos segredos por trás deste crescimento é o chamado “marketing do medo”, aponta Nick Tiller, pesquisador em fisiologia aplicada da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), em artigo recente para a revista Skeptical Inquirer. “Na sua essência, o marketing baseado no medo é um argumento emocional”, explica. “O marketing do medo é tão eficaz porque ele explora o ‘viés de pessimismo’ – a tendência de nos anteciparmos a eventos negativos para melhor evitá-los. A publicidade baseada no medo estimula o sistema nervoso simpático, e a subsequente liberação de cortisol e adrenalina. Ansiedade é o resultado, seguida pela urgência em agir para ‘reduzir esta ansiedade adotando, continuando, descontinuando ou evitando um determinado curso de ação’. Em outras palavras, más notícias e medo chamam nossa atenção, ativando nossos instintos de sobrevivência primitivos e provocando poderosos efeitos psicológicos”.
Cesar Baima é jornalista e editor-assistente da Revista Questão de Ciência
Disponível em: https://www.revistaquestaodeciencia. com.br/artigo/2022/05/26/ditadura-do-bem-estar. Acesso em 5 de junho de 2022.
O texto, inserido na Revista Questão de Ciência, aborda uma questão relacionada ao marketing do medo, segundo as ideias do autor, expostas no artigo, podemos afirmar que:
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Disciplina: Legislação Específica das Agências Reguladoras
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: UNICENTRO
A resolução da ANEEL º 456, de 29 de novembro de 2000, é o principal instrumento regulatório sobre Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica. O sistema tarifário de energia elétrica é um conjunto de normas e regulamentos que tem por finalidade estabelecer o valor monetário a ser cobrado das unidades consumidoras. Acerca dessa resolução e da estrutura tarifária vigente no país, julgue as afirmações a seguir.
I. Grupo A é composto por unidades consumidoras com fornecimento em tensão igual ou superior a 2,3 kV, ou, ainda, atendidas em tensão inferior a 2,3 kV a partir de sistema subterrâneo de distribuição. (V)
II. Grupo B é composto por unidades consumidoras com fornecimento exclusivamente inferior a 2,3 kV. (F)
III. Tarifa Verde é a modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia os períodos do ano, bem como de uma tarifa de demanda de potência. (V)
IV. Período Úmido é composto por cinco meses consecutivos, compreendendo os fornecimentos abrangidos pelas leituras de dezembro de um ano a abril do ano seguinte.
São afirmações verdadeiras:
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