Foram encontradas 100 questões.
Hoje acordei beija-flor
Hoje vi um beija-flor assentado no batente de minha janela.
Ele riu para mim com suas asas a mil.
Pensei nas palavras de minha avó: “Beija-flor é bicho que liga o mundo de cá com o mundo de lá. É mensageiro das notícias dos céus. Aquele-que-tudo-pode fez deles seres ligeiros para que pudessem levar notícias para seus escolhidos. Quando a gente dorme para sempre, acorda beija-flor”.
Achava vovó estranha quando assim falava. Parecia que não pensava direito! Mamãe diz que é por causa da idade. Vovó já está doente faz tempo. Mas eu sempre achei bonito o jeito dela de contar histórias. Diz coisas bonitas, de tempos antigos. Eu gostava de ficar ouvindo. Ela sempre começava assim: “Tininha, há um mundo dentro da gente. Esse mundo sai quando a gente abre o coração”.
E contava coisas que ela tinha vivido. E contava coisas de papai e mamãe. E contava coisas de hoje e de ontem. Ela só não gostava de falar do futuro, pois dizia que não valia a pena. Futuro é tempo que não veio, ela dizia.
Pensei nisso tudo por causa do beija-flor. Até me esqueci de visitar vovó em seu quarto. Fazia isso sempre que acordava. Vou fazer isso agora.
Nesse exato momento mamãe entrou no meu quarto.
Estava triste. Trazia um papel na mão. Sentou-se na borda da cama e esticou para mim o papel. Abri-o devagar. Dentro tinha uma mensagem escrita com a caligrafia de vovó. Lá estava escrito: “Tininha, hoje acordei beija-flor”.
Sorri para mamãe, que nada entendeu. Eu entendi.
Daniel Munduruku. Internet: <www.contioutra.com> (com adaptações).
Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto precedente, julgue o item a seguir.
A mensagem “hoje acordei beija-flor”, que a avó deixou para Tininha, foi escrita em linguagem conotativa.
Provas
Hoje acordei beija-flor
Hoje vi um beija-flor assentado no batente de minha janela.
Ele riu para mim com suas asas a mil.
Pensei nas palavras de minha avó: “Beija-flor é bicho que liga o mundo de cá com o mundo de lá. É mensageiro das notícias dos céus. Aquele-que-tudo-pode fez deles seres ligeiros para que pudessem levar notícias para seus escolhidos. Quando a gente dorme para sempre, acorda beija-flor”.
Achava vovó estranha quando assim falava. Parecia que não pensava direito! Mamãe diz que é por causa da idade. Vovó já está doente faz tempo. Mas eu sempre achei bonito o jeito dela de contar histórias. Diz coisas bonitas, de tempos antigos. Eu gostava de ficar ouvindo. Ela sempre começava assim: “Tininha, há um mundo dentro da gente. Esse mundo sai quando a gente abre o coração”.
E contava coisas que ela tinha vivido. E contava coisas de papai e mamãe. E contava coisas de hoje e de ontem. Ela só não gostava de falar do futuro, pois dizia que não valia a pena. Futuro é tempo que não veio, ela dizia.
Pensei nisso tudo por causa do beija-flor. Até me esqueci de visitar vovó em seu quarto. Fazia isso sempre que acordava. Vou fazer isso agora.
Nesse exato momento mamãe entrou no meu quarto.
Estava triste. Trazia um papel na mão. Sentou-se na borda da cama e esticou para mim o papel. Abri-o devagar. Dentro tinha uma mensagem escrita com a caligrafia de vovó. Lá estava escrito: “Tininha, hoje acordei beija-flor”.
Sorri para mamãe, que nada entendeu. Eu entendi.
Daniel Munduruku. Internet: <www.contioutra.com> (com adaptações).
Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto precedente, julgue o item a seguir.
Há dois tempos narrativos no texto: um que representa o presente de Tininha e outro em que ela se lembra de falas da sua avó.
Provas
Hoje acordei beija-flor
Hoje vi um beija-flor assentado no batente de minha janela.
Ele riu para mim com suas asas a mil.
Pensei nas palavras de minha avó: “Beija-flor é bicho que liga o mundo de cá com o mundo de lá. É mensageiro das notícias dos céus. Aquele-que-tudo-pode fez deles seres ligeiros para que pudessem levar notícias para seus escolhidos. Quando a gente dorme para sempre, acorda beija-flor”.
Achava vovó estranha quando assim falava. Parecia que não pensava direito! Mamãe diz que é por causa da idade. Vovó já está doente faz tempo. Mas eu sempre achei bonito o jeito dela de contar histórias. Diz coisas bonitas, de tempos antigos. Eu gostava de ficar ouvindo. Ela sempre começava assim: “Tininha, há um mundo dentro da gente. Esse mundo sai quando a gente abre o coração”.
E contava coisas que ela tinha vivido. E contava coisas de papai e mamãe. E contava coisas de hoje e de ontem. Ela só não gostava de falar do futuro, pois dizia que não valia a pena. Futuro é tempo que não veio, ela dizia.
Pensei nisso tudo por causa do beija-flor. Até me esqueci de visitar vovó em seu quarto. Fazia isso sempre que acordava. Vou fazer isso agora.
Nesse exato momento mamãe entrou no meu quarto.
Estava triste. Trazia um papel na mão. Sentou-se na borda da cama e esticou para mim o papel. Abri-o devagar. Dentro tinha uma mensagem escrita com a caligrafia de vovó. Lá estava escrito: “Tininha, hoje acordei beija-flor”.
Sorri para mamãe, que nada entendeu. Eu entendi.
Daniel Munduruku. Internet: <www.contioutra.com> (com adaptações).
Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto precedente, julgue o item a seguir.
O narrador do texto é classificado como narrador em terceira pessoa, pois apresenta fatos dos quais não participa.
Provas
Hoje acordei beija-flor
Hoje vi um beija-flor assentado no batente de minha janela.
Ele riu para mim com suas asas a mil.
Pensei nas palavras de minha avó: “Beija-flor é bicho que liga o mundo de cá com o mundo de lá. É mensageiro das notícias dos céus. Aquele-que-tudo-pode fez deles seres ligeiros para que pudessem levar notícias para seus escolhidos. Quando a gente dorme para sempre, acorda beija-flor”.
Achava vovó estranha quando assim falava. Parecia que não pensava direito! Mamãe diz que é por causa da idade. Vovó já está doente faz tempo. Mas eu sempre achei bonito o jeito dela de contar histórias. Diz coisas bonitas, de tempos antigos. Eu gostava de ficar ouvindo. Ela sempre começava assim: “Tininha, há um mundo dentro da gente. Esse mundo sai quando a gente abre o coração”.
E contava coisas que ela tinha vivido. E contava coisas de papai e mamãe. E contava coisas de hoje e de ontem. Ela só não gostava de falar do futuro, pois dizia que não valia a pena. Futuro é tempo que não veio, ela dizia.
Pensei nisso tudo por causa do beija-flor. Até me esqueci de visitar vovó em seu quarto. Fazia isso sempre que acordava. Vou fazer isso agora.
Nesse exato momento mamãe entrou no meu quarto.
Estava triste. Trazia um papel na mão. Sentou-se na borda da cama e esticou para mim o papel. Abri-o devagar. Dentro tinha uma mensagem escrita com a caligrafia de vovó. Lá estava escrito: “Tininha, hoje acordei beija-flor”.
Sorri para mamãe, que nada entendeu. Eu entendi.
Daniel Munduruku. Internet: <www.contioutra.com> (com adaptações).
Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto precedente, julgue o item a seguir.
O texto acima é um texto ficcional em prosa no qual predominam, principalmente, recursos narrativos.
Provas
Por causa do português muito ruim que eu falava, as aulas eram terríveis. Quase não entendia nada. Matemática, ciências, história ou geografia eram gregos. No entanto, sempre procurava me esforçar ao máximo, porque eu sabia que, se não o fizesse, receberia castigos que eram, às vezes, físicos e, outras, uma penca de exercícios pra fazer em casa. As lições de casa roubavam meu tempo de brincar e me divertir. Havia apenas duas coisas de que eu gostava na escola: as aulas de educação física e a professora de português. A primeira vocês podem entender o porquê, né? Era nas aulas de educação física que eu me vingava dos meus colegas. Eles eram todos muito fracos, lentos, preguiçosos, e eu o mais rápido, o mais preparado, o mais forte. As corridas pela mata, as subidas constantes nos pés de açaizeiro, as braçadas no igarapé e o café da manhã que minha mãe preparava me davam energia de sobra e me faziam ser mais desenvolvido que os frangotes da cidade. Eu procurava mostrar todo o meu vigor nessas horas e meus colegas tinham mesmo que admirar o “bicho do mato”, como diziam.
Daniel Munduruku. Professora de português. Internet:
<www.danielmunduruku.blogspot.com.br> (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
O emprego da forma reduzida “pra”, no trecho “exercícios pra fazer em casa”, é adequado ao texto porque imprime imparcialidade e neutralidade à narrativa.
Provas
Por causa do português muito ruim que eu falava, as aulas eram terríveis. Quase não entendia nada. Matemática, ciências, história ou geografia eram gregos. No entanto, sempre procurava me esforçar ao máximo, porque eu sabia que, se não o fizesse, receberia castigos que eram, às vezes, físicos e, outras, uma penca de exercícios pra fazer em casa. As lições de casa roubavam meu tempo de brincar e me divertir. Havia apenas duas coisas de que eu gostava na escola: as aulas de educação física e a professora de português. A primeira vocês podem entender o porquê, né? Era nas aulas de educação física que eu me vingava dos meus colegas. Eles eram todos muito fracos, lentos, preguiçosos, e eu o mais rápido, o mais preparado, o mais forte. As corridas pela mata, as subidas constantes nos pés de açaizeiro, as braçadas no igarapé e o café da manhã que minha mãe preparava me davam energia de sobra e me faziam ser mais desenvolvido que os frangotes da cidade. Eu procurava mostrar todo o meu vigor nessas horas e meus colegas tinham mesmo que admirar o “bicho do mato”, como diziam.
Daniel Munduruku. Professora de português. Internet:
<www.danielmunduruku.blogspot.com.br> (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
De acordo com o personagem, ele se destacava nas aulas de educação física porque, além de se alimentar bem, praticava diferentes atividades físicas fora da escola.
Provas
Por causa do português muito ruim que eu falava, as aulas eram terríveis. Quase não entendia nada. Matemática, ciências, história ou geografia eram gregos. No entanto, sempre procurava me esforçar ao máximo, porque eu sabia que, se não o fizesse, receberia castigos que eram, às vezes, físicos e, outras, uma penca de exercícios pra fazer em casa. As lições de casa roubavam meu tempo de brincar e me divertir. Havia apenas duas coisas de que eu gostava na escola: as aulas de educação física e a professora de português. A primeira vocês podem entender o porquê, né? Era nas aulas de educação física que eu me vingava dos meus colegas. Eles eram todos muito fracos, lentos, preguiçosos, e eu o mais rápido, o mais preparado, o mais forte. As corridas pela mata, as subidas constantes nos pés de açaizeiro, as braçadas no igarapé e o café da manhã que minha mãe preparava me davam energia de sobra e me faziam ser mais desenvolvido que os frangotes da cidade. Eu procurava mostrar todo o meu vigor nessas horas e meus colegas tinham mesmo que admirar o “bicho do mato”, como diziam.
Daniel Munduruku. Professora de português. Internet:
<www.danielmunduruku.blogspot.com.br> (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
Se o pronome “eles”, em “Eles eram todos muito fracos”, fosse substituído por “elas”, a oração ficaria assim “Elas eram todas muita fracas”.
Provas
Por causa do português muito ruim que eu falava, as aulas eram terríveis. Quase não entendia nada. Matemática, ciências, história ou geografia eram gregos. No entanto, sempre procurava me esforçar ao máximo, porque eu sabia que, se não o fizesse, receberia castigos que eram, às vezes, físicos e, outras, uma penca de exercícios pra fazer em casa. As lições de casa roubavam meu tempo de brincar e me divertir. Havia apenas duas coisas de que eu gostava na escola: as aulas de educação física e a professora de português. A primeira vocês podem entender o porquê, né? Era nas aulas de educação física que eu me vingava dos meus colegas. Eles eram todos muito fracos, lentos, preguiçosos, e eu o mais rápido, o mais preparado, o mais forte. As corridas pela mata, as subidas constantes nos pés de açaizeiro, as braçadas no igarapé e o café da manhã que minha mãe preparava me davam energia de sobra e me faziam ser mais desenvolvido que os frangotes da cidade. Eu procurava mostrar todo o meu vigor nessas horas e meus colegas tinham mesmo que admirar o “bicho do mato”, como diziam.
Daniel Munduruku. Professora de português. Internet:
<www.danielmunduruku.blogspot.com.br> (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
No período “Quase não entendia nada”, o sujeito da forma verbal “entendia” é correspondente ao pronome “eu”.
Provas
Por causa do português muito ruim que eu falava, as aulas eram terríveis. Quase não entendia nada. Matemática, ciências, história ou geografia eram gregos. No entanto, sempre procurava me esforçar ao máximo, porque eu sabia que, se não o fizesse, receberia castigos que eram, às vezes, físicos e, outras, uma penca de exercícios pra fazer em casa. As lições de casa roubavam meu tempo de brincar e me divertir. Havia apenas duas coisas de que eu gostava na escola: as aulas de educação física e a professora de português. A primeira vocês podem entender o porquê, né? Era nas aulas de educação física que eu me vingava dos meus colegas. Eles eram todos muito fracos, lentos, preguiçosos, e eu o mais rápido, o mais preparado, o mais forte. As corridas pela mata, as subidas constantes nos pés de açaizeiro, as braçadas no igarapé e o café da manhã que minha mãe preparava me davam energia de sobra e me faziam ser mais desenvolvido que os frangotes da cidade. Eu procurava mostrar todo o meu vigor nessas horas e meus colegas tinham mesmo que admirar o “bicho do mato”, como diziam.
Daniel Munduruku. Professora de português. Internet:
<www.danielmunduruku.blogspot.com.br> (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
Os sentidos do texto seriam preservados caso o trecho “se não o fizesse” fosse substituído por se não me esforçasse ao máximo.
Provas
Por causa do português muito ruim que eu falava, as aulas eram terríveis. Quase não entendia nada. Matemática, ciências, história ou geografia eram gregos. No entanto, sempre procurava me esforçar ao máximo, porque eu sabia que, se não o fizesse, receberia castigos que eram, às vezes, físicos e, outras, uma penca de exercícios pra fazer em casa. As lições de casa roubavam meu tempo de brincar e me divertir. Havia apenas duas coisas de que eu gostava na escola: as aulas de educação física e a professora de português. A primeira vocês podem entender o porquê, né? Era nas aulas de educação física que eu me vingava dos meus colegas. Eles eram todos muito fracos, lentos, preguiçosos, e eu o mais rápido, o mais preparado, o mais forte. As corridas pela mata, as subidas constantes nos pés de açaizeiro, as braçadas no igarapé e o café da manhã que minha mãe preparava me davam energia de sobra e me faziam ser mais desenvolvido que os frangotes da cidade. Eu procurava mostrar todo o meu vigor nessas horas e meus colegas tinham mesmo que admirar o “bicho do mato”, como diziam.
Daniel Munduruku. Professora de português. Internet:
<www.danielmunduruku.blogspot.com.br> (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
Entende-se do texto que, apesar de dominar a língua portuguesa, o personagem não conseguia acompanhar os conteúdos trabalhados em outras disciplinas.
Provas
Caderno Container