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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Textos para o item.
É próprio da imaginação histórica edificar mitos que, muitas vezes, ajudam a compreender antes o tempo que os forjou do que o universo remoto para o qual foram inventados.
Acreditando nessa proposição, arrisco-me a revisitar um lugar-comum dos comparatistas literários que afinam o indianismo brasileiro pelo diapasão europeu da romantização das origens nacionais. Lá, figuras e cenas medievais; cá, o mundo indígena tal e qual o surpreenderam os descobridores. Cá e lá, uma operação de retorno.
Alfredo Bosi. Dialética da colonização. 3ª ed. São
Paulo: Companhia das Letras, 1996, p. 176.
(...)
— O hóspede é amigo de Tupã; quem ofender o estrangeiro ouvirá rugir o trovão.
— O estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã, roubando a sua virgem, que guarda os sonhos da jurema.
— Tua boca mente como o ronco da jiboia! exclamou Iracema.
Martim disse:
— Irapuã é vil e indigno de ser chefe de guerreiros valentes! O pajé falou grave e lento:[
— Se a virgem abandonou ao guerreiro branco a flor de seu corpo, ela morrerá; mas o hóspede de Tupã é sagrado; ninguém lhe tocará, todos o servirão.
Irapuã bramiu; o grito rouco troou nas arcas do peito, como o frêmito da sucuri na profundeza do rio.
— A raiva de Irapuã não pode mais ouvir-te, velho pajé! Caia ela sobre ti, se ousas subtrair o estrangeiro à vingança dos tabajaras.
O velho Andira, irmão do pajé, entrou na cabana; trazia no punho o terrível tacape; e nos olhos uma raiva ainda mais terrível.
— O morcego vem te chupar o sangue, se é que tens sangue e não mel nas veias, tu que ameaças em sua cabana o velho pajé.
Araquém afastou o irmão:
— Paz e silêncio, Andira.
O pajé desenvolvera a alta e magra estatura, como a caninana assanhada, que se enrista sobre a cauda, para afrontar a vítima em face. As rugas afundaram, e, repuxando as peles engelhadas, esbugalharam os dentes alvos e afilados:
— Ousa um passo mais, e as iras de Tupã te esmagarão sob o peso desta mão seca e mirrada!
— Neste momento, Tupã não é contigo! replicou o chefe. O pajé riu; e o seu riso sinistro reboou pelo espaço como o regougo da ariranha.
— Ouve seu trovão, e treme em teu seio, guerreiro, como a terra em sua profundeza.
Araquém proferindo essa palavra terrível avançou até o meio da cabana; ali ergueu a grande pedra e calcou o pé com força no chão: súbito, abriu-se a terra. Do antro profundo saiu um medonho gemido, que parecia arrancado das entranhas do rochedo.
José de Alencar. Iracema. Rio de Janeiro: Record, 1999, p. 46.
Com base na leitura dos textos acima, julgue o item.
A linguagem poética empregada em Iracema é repleta de elementos comparativos, que apresentam uma imagem realista da colonização brasileira.
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Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Textos para o item.
É próprio da imaginação histórica edificar mitos que, muitas vezes, ajudam a compreender antes o tempo que os forjou do que o universo remoto para o qual foram inventados.
Acreditando nessa proposição, arrisco-me a revisitar um lugar-comum dos comparatistas literários que afinam o indianismo brasileiro pelo diapasão europeu da romantização das origens nacionais. Lá, figuras e cenas medievais; cá, o mundo indígena tal e qual o surpreenderam os descobridores. Cá e lá, uma operação de retorno.
Alfredo Bosi. Dialética da colonização. 3ª ed. São
Paulo: Companhia das Letras, 1996, p. 176.
(...)
— O hóspede é amigo de Tupã; quem ofender o estrangeiro ouvirá rugir o trovão.
— O estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã, roubando a sua virgem, que guarda os sonhos da jurema.
— Tua boca mente como o ronco da jiboia! exclamou Iracema.
Martim disse:
— Irapuã é vil e indigno de ser chefe de guerreiros valentes! O pajé falou grave e lento:[
— Se a virgem abandonou ao guerreiro branco a flor de seu corpo, ela morrerá; mas o hóspede de Tupã é sagrado; ninguém lhe tocará, todos o servirão.
Irapuã bramiu; o grito rouco troou nas arcas do peito, como o frêmito da sucuri na profundeza do rio.
— A raiva de Irapuã não pode mais ouvir-te, velho pajé! Caia ela sobre ti, se ousas subtrair o estrangeiro à vingança dos tabajaras.
O velho Andira, irmão do pajé, entrou na cabana; trazia no punho o terrível tacape; e nos olhos uma raiva ainda mais terrível.
— O morcego vem te chupar o sangue, se é que tens sangue e não mel nas veias, tu que ameaças em sua cabana o velho pajé.
Araquém afastou o irmão:
— Paz e silêncio, Andira.
O pajé desenvolvera a alta e magra estatura, como a caninana assanhada, que se enrista sobre a cauda, para afrontar a vítima em face. As rugas afundaram, e, repuxando as peles engelhadas, esbugalharam os dentes alvos e afilados:
— Ousa um passo mais, e as iras de Tupã te esmagarão sob o peso desta mão seca e mirrada!
— Neste momento, Tupã não é contigo! replicou o chefe. O pajé riu; e o seu riso sinistro reboou pelo espaço como o regougo da ariranha.
— Ouve seu trovão, e treme em teu seio, guerreiro, como a terra em sua profundeza.
Araquém proferindo essa palavra terrível avançou até o meio da cabana; ali ergueu a grande pedra e calcou o pé com força no chão: súbito, abriu-se a terra. Do antro profundo saiu um medonho gemido, que parecia arrancado das entranhas do rochedo.
José de Alencar. Iracema. Rio de Janeiro: Record, 1999, p. 46.
Com base na leitura dos textos acima, julgue o item.
A literatura nacional do período romântico, sobretudo no âmbito de suas características indianistas, tem por finalidade fundar uma mitologia romantizada
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
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É próprio da imaginação histórica edificar mitos que, muitas vezes, ajudam a compreender antes o tempo que os forjou do que o universo remoto para o qual foram inventados.
Acreditando nessa proposição, arrisco-me a revisitar um lugar-comum dos comparatistas literários que afinam o indianismo brasileiro pelo diapasão europeu da romantização das origens nacionais. Lá, figuras e cenas medievais; cá, o mundo indígena tal e qual o surpreenderam os descobridores. Cá e lá, uma operação de retorno.
Alfredo Bosi. Dialética da colonização. 3ª ed. São
Paulo: Companhia das Letras, 1996, p. 176.
(...)
— O hóspede é amigo de Tupã; quem ofender o estrangeiro ouvirá rugir o trovão.
— O estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã, roubando a sua virgem, que guarda os sonhos da jurema.
— Tua boca mente como o ronco da jiboia! exclamou Iracema.
Martim disse:
— Irapuã é vil e indigno de ser chefe de guerreiros valentes! O pajé falou grave e lento:[
— Se a virgem abandonou ao guerreiro branco a flor de seu corpo, ela morrerá; mas o hóspede de Tupã é sagrado; ninguém lhe tocará, todos o servirão.
Irapuã bramiu; o grito rouco troou nas arcas do peito, como o frêmito da sucuri na profundeza do rio.
— A raiva de Irapuã não pode mais ouvir-te, velho pajé! Caia ela sobre ti, se ousas subtrair o estrangeiro à vingança dos tabajaras.
O velho Andira, irmão do pajé, entrou na cabana; trazia no punho o terrível tacape; e nos olhos uma raiva ainda mais terrível.
— O morcego vem te chupar o sangue, se é que tens sangue e não mel nas veias, tu que ameaças em sua cabana o velho pajé.
Araquém afastou o irmão:
— Paz e silêncio, Andira.
O pajé desenvolvera a alta e magra estatura, como a caninana assanhada, que se enrista sobre a cauda, para afrontar a vítima em face. As rugas afundaram, e, repuxando as peles engelhadas, esbugalharam os dentes alvos e afilados:
— Ousa um passo mais, e as iras de Tupã te esmagarão sob o peso desta mão seca e mirrada!
— Neste momento, Tupã não é contigo! replicou o chefe. O pajé riu; e o seu riso sinistro reboou pelo espaço como o regougo da ariranha.
— Ouve seu trovão, e treme em teu seio, guerreiro, como a terra em sua profundeza.
Araquém proferindo essa palavra terrível avançou até o meio da cabana; ali ergueu a grande pedra e calcou o pé com força no chão: súbito, abriu-se a terra. Do antro profundo saiu um medonho gemido, que parecia arrancado das entranhas do rochedo.
José de Alencar. Iracema. Rio de Janeiro: Record, 1999, p. 46.
Com base na leitura dos textos acima, julgue o item.
No texto de Alencar, a palavra do pajé impõe aos índios envolvidos na situação o cumprimento da ordem da hospitalidade e do respeito a Tupã
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É próprio da imaginação histórica edificar mitos que, muitas vezes, ajudam a compreender antes o tempo que os forjou do que o universo remoto para o qual foram inventados.
Acreditando nessa proposição, arrisco-me a revisitar um lugar-comum dos comparatistas literários que afinam o indianismo brasileiro pelo diapasão europeu da romantização das origens nacionais. Lá, figuras e cenas medievais; cá, o mundo indígena tal e qual o surpreenderam os descobridores. Cá e lá, uma operação de retorno.
Alfredo Bosi. Dialética da colonização. 3ª ed. São
Paulo: Companhia das Letras, 1996, p. 176.
(...)
— O hóspede é amigo de Tupã; quem ofender o estrangeiro ouvirá rugir o trovão.
— O estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã, roubando a sua virgem, que guarda os sonhos da jurema.
— Tua boca mente como o ronco da jiboia! exclamou Iracema.
Martim disse:
— Irapuã é vil e indigno de ser chefe de guerreiros valentes! O pajé falou grave e lento:[
— Se a virgem abandonou ao guerreiro branco a flor de seu corpo, ela morrerá; mas o hóspede de Tupã é sagrado; ninguém lhe tocará, todos o servirão.
Irapuã bramiu; o grito rouco troou nas arcas do peito, como o frêmito da sucuri na profundeza do rio.
— A raiva de Irapuã não pode mais ouvir-te, velho pajé! Caia ela sobre ti, se ousas subtrair o estrangeiro à vingança dos tabajaras.
O velho Andira, irmão do pajé, entrou na cabana; trazia no punho o terrível tacape; e nos olhos uma raiva ainda mais terrível.
— O morcego vem te chupar o sangue, se é que tens sangue e não mel nas veias, tu que ameaças em sua cabana o velho pajé.
Araquém afastou o irmão:
— Paz e silêncio, Andira.
O pajé desenvolvera a alta e magra estatura, como a caninana assanhada, que se enrista sobre a cauda, para afrontar a vítima em face. As rugas afundaram, e, repuxando as peles engelhadas, esbugalharam os dentes alvos e afilados:
— Ousa um passo mais, e as iras de Tupã te esmagarão sob o peso desta mão seca e mirrada!
— Neste momento, Tupã não é contigo! replicou o chefe. O pajé riu; e o seu riso sinistro reboou pelo espaço como o regougo da ariranha.
— Ouve seu trovão, e treme em teu seio, guerreiro, como a terra em sua profundeza.
Araquém proferindo essa palavra terrível avançou até o meio da cabana; ali ergueu a grande pedra e calcou o pé com força no chão: súbito, abriu-se a terra. Do antro profundo saiu um medonho gemido, que parecia arrancado das entranhas do rochedo.
José de Alencar. Iracema. Rio de Janeiro: Record, 1999, p. 46.
Com base na leitura dos textos acima, julgue o item.
A crítica alencariana à colonização brasileira é explicitada no texto pelo questionamento da união entre Iracema e Martim.
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É próprio da imaginação histórica edificar mitos que, muitas vezes, ajudam a compreender antes o tempo que os forjou do que o universo remoto para o qual foram inventados.
Acreditando nessa proposição, arrisco-me a revisitar um lugar-comum dos comparatistas literários que afinam o indianismo brasileiro pelo diapasão europeu da romantização das origens nacionais. Lá, figuras e cenas medievais; cá, o mundo indígena tal e qual o surpreenderam os descobridores. Cá e lá, uma operação de retorno.
Alfredo Bosi. Dialética da colonização. 3ª ed. São
Paulo: Companhia das Letras, 1996, p. 176.
(...)
— O hóspede é amigo de Tupã; quem ofender o estrangeiro ouvirá rugir o trovão.
— O estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã, roubando a sua virgem, que guarda os sonhos da jurema.
— Tua boca mente como o ronco da jiboia! exclamou Iracema.
Martim disse:
— Irapuã é vil e indigno de ser chefe de guerreiros valentes! O pajé falou grave e lento:[
— Se a virgem abandonou ao guerreiro branco a flor de seu corpo, ela morrerá; mas o hóspede de Tupã é sagrado; ninguém lhe tocará, todos o servirão.
Irapuã bramiu; o grito rouco troou nas arcas do peito, como o frêmito da sucuri na profundeza do rio.
— A raiva de Irapuã não pode mais ouvir-te, velho pajé! Caia ela sobre ti, se ousas subtrair o estrangeiro à vingança dos tabajaras.
O velho Andira, irmão do pajé, entrou na cabana; trazia no punho o terrível tacape; e nos olhos uma raiva ainda mais terrível.
— O morcego vem te chupar o sangue, se é que tens sangue e não mel nas veias, tu que ameaças em sua cabana o velho pajé.
Araquém afastou o irmão:
— Paz e silêncio, Andira.
O pajé desenvolvera a alta e magra estatura, como a caninana assanhada, que se enrista sobre a cauda, para afrontar a vítima em face. As rugas afundaram, e, repuxando as peles engelhadas, esbugalharam os dentes alvos e afilados:
— Ousa um passo mais, e as iras de Tupã te esmagarão sob o peso desta mão seca e mirrada!
— Neste momento, Tupã não é contigo! replicou o chefe. O pajé riu; e o seu riso sinistro reboou pelo espaço como o regougo da ariranha.
— Ouve seu trovão, e treme em teu seio, guerreiro, como a terra em sua profundeza.
Araquém proferindo essa palavra terrível avançou até o meio da cabana; ali ergueu a grande pedra e calcou o pé com força no chão: súbito, abriu-se a terra. Do antro profundo saiu um medonho gemido, que parecia arrancado das entranhas do rochedo.
José de Alencar. Iracema. Rio de Janeiro: Record, 1999, p. 46.
Com base na leitura dos textos acima, julgue o item.
O fragmento de Iracema revela as marcas da tradição oral, que é a característica épica presente no romance.
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Acreditando nessa proposição, arrisco-me a revisitar um lugar-comum dos comparatistas literários que afinam o indianismo brasileiro pelo diapasão europeu da romantização das origens nacionais. Lá, figuras e cenas medievais; cá, o mundo indígena tal e qual o surpreenderam os descobridores. Cá e lá, uma operação de retorno.
Alfredo Bosi. Dialética da colonização. 3ª ed. São
Paulo: Companhia das Letras, 1996, p. 176.
(...)
— O hóspede é amigo de Tupã; quem ofender o estrangeiro ouvirá rugir o trovão.
— O estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã, roubando a sua virgem, que guarda os sonhos da jurema.
— Tua boca mente como o ronco da jiboia! exclamou Iracema.
Martim disse:
— Irapuã é vil e indigno de ser chefe de guerreiros valentes! O pajé falou grave e lento:[
— Se a virgem abandonou ao guerreiro branco a flor de seu corpo, ela morrerá; mas o hóspede de Tupã é sagrado; ninguém lhe tocará, todos o servirão.
Irapuã bramiu; o grito rouco troou nas arcas do peito, como o frêmito da sucuri na profundeza do rio.
— A raiva de Irapuã não pode mais ouvir-te, velho pajé! Caia ela sobre ti, se ousas subtrair o estrangeiro à vingança dos tabajaras.
O velho Andira, irmão do pajé, entrou na cabana; trazia no punho o terrível tacape; e nos olhos uma raiva ainda mais terrível.
— O morcego vem te chupar o sangue, se é que tens sangue e não mel nas veias, tu que ameaças em sua cabana o velho pajé.
Araquém afastou o irmão:
— Paz e silêncio, Andira.
O pajé desenvolvera a alta e magra estatura, como a caninana assanhada, que se enrista sobre a cauda, para afrontar a vítima em face. As rugas afundaram, e, repuxando as peles engelhadas, esbugalharam os dentes alvos e afilados:
— Ousa um passo mais, e as iras de Tupã te esmagarão sob o peso desta mão seca e mirrada!
— Neste momento, Tupã não é contigo! replicou o chefe. O pajé riu; e o seu riso sinistro reboou pelo espaço como o regougo da ariranha.
— Ouve seu trovão, e treme em teu seio, guerreiro, como a terra em sua profundeza.
Araquém proferindo essa palavra terrível avançou até o meio da cabana; ali ergueu a grande pedra e calcou o pé com força no chão: súbito, abriu-se a terra. Do antro profundo saiu um medonho gemido, que parecia arrancado das entranhas do rochedo.
José de Alencar. Iracema. Rio de Janeiro: Record, 1999, p. 46.
Com base na leitura dos textos acima, julgue o item.
O indianismo característico das obras de José de Alencar não pode ser concebido fora do imaginário medievalista europeu, visto que há uma neutralização das oposições propostas por Alfredo Bosi.
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Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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É próprio da imaginação histórica edificar mitos que, muitas vezes, ajudam a compreender antes o tempo que os forjou do que o universo remoto para o qual foram inventados.
Acreditando nessa proposição, arrisco-me a revisitar um lugar-comum dos comparatistas literários que afinam o indianismo brasileiro pelo diapasão europeu da romantização das origens nacionais. Lá, figuras e cenas medievais; cá, o mundo indígena tal e qual o surpreenderam os descobridores. Cá e lá, uma operação de retorno.
Alfredo Bosi. Dialética da colonização. 3ª ed. São
Paulo: Companhia das Letras, 1996, p. 176.
(...)
— O hóspede é amigo de Tupã; quem ofender o estrangeiro ouvirá rugir o trovão.
— O estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã, roubando a sua virgem, que guarda os sonhos da jurema.
— Tua boca mente como o ronco da jiboia! exclamou Iracema.
Martim disse:
— Irapuã é vil e indigno de ser chefe de guerreiros valentes! O pajé falou grave e lento:[
— Se a virgem abandonou ao guerreiro branco a flor de seu corpo, ela morrerá; mas o hóspede de Tupã é sagrado; ninguém lhe tocará, todos o servirão.
Irapuã bramiu; o grito rouco troou nas arcas do peito, como o frêmito da sucuri na profundeza do rio.
— A raiva de Irapuã não pode mais ouvir-te, velho pajé! Caia ela sobre ti, se ousas subtrair o estrangeiro à vingança dos tabajaras.
O velho Andira, irmão do pajé, entrou na cabana; trazia no punho o terrível tacape; e nos olhos uma raiva ainda mais terrível.
— O morcego vem te chupar o sangue, se é que tens sangue e não mel nas veias, tu que ameaças em sua cabana o velho pajé.
Araquém afastou o irmão:
— Paz e silêncio, Andira.
O pajé desenvolvera a alta e magra estatura, como a caninana assanhada, que se enrista sobre a cauda, para afrontar a vítima em face. As rugas afundaram, e, repuxando as peles engelhadas, esbugalharam os dentes alvos e afilados:
— Ousa um passo mais, e as iras de Tupã te esmagarão sob o peso desta mão seca e mirrada!
— Neste momento, Tupã não é contigo! replicou o chefe. O pajé riu; e o seu riso sinistro reboou pelo espaço como o regougo da ariranha.
— Ouve seu trovão, e treme em teu seio, guerreiro, como a terra em sua profundeza.
Araquém proferindo essa palavra terrível avançou até o meio da cabana; ali ergueu a grande pedra e calcou o pé com força no chão: súbito, abriu-se a terra. Do antro profundo saiu um medonho gemido, que parecia arrancado das entranhas do rochedo.
José de Alencar. Iracema. Rio de Janeiro: Record, 1999, p. 46.
Com base na leitura dos textos acima, julgue o item.
Os dilemas literários do Romantismo brasileiro representam a comunhão entre o colonizador e o indígena, como pode ser visto na obra de José de Alencar
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Figura I: arqueiro com arco e flecha Figura II: arco tencionado

Figura III: diagrama de forças naflecha Figura IV: diagrama de forças no arco
Internet: <ciencia.hsw.uol.com.br> (com adaptações
Organizado pelo Comitê Intertribal Indígena, com apoio do Ministério dos Esportes, os Jogos dos Povos Indígenas têm como princípio a celebração, e não a competição, visando à integração das diferentes etnias. A edição dos Jogos de 2003, por exemplo, teve a participação de sessenta etnias. A periodicidade dos jogos é anual e, entre as categorias esportivas disputadas, o arco e flecha é uma das principais, pois está associada à caça e à guerra e sempre está presente nos rituais indígenas. Nas figuras de I a IV acima, são ilustrados um arqueiro com arco e flecha e as forças que atuam na flecha e no arco.
Com base nas informações acima, julgue o item a seguir,
Na figura III, as componentes verticais das forças f1 e f2 têm módulos iguais, mesma direção e sentidos opostos.
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Figura I: arqueiro com arco e flecha Figura II: arco tencionado

Figura III: diagrama de forças naflecha Figura IV: diagrama de forças no arco
Internet: <ciencia.hsw.uol.com.br> (com adaptações
Organizado pelo Comitê Intertribal Indígena, com apoio do Ministério dos Esportes, os Jogos dos Povos Indígenas têm como princípio a celebração, e não a competição, visando à integração das diferentes etnias. A edição dos Jogos de 2003, por exemplo, teve a participação de sessenta etnias. A periodicidade dos jogos é anual e, entre as categorias esportivas disputadas, o arco e flecha é uma das principais, pois está associada à caça e à guerra e sempre está presente nos rituais indígenas. Nas figuras de I a IV acima, são ilustrados um arqueiro com arco e flecha e as forças que atuam na flecha e no arco.
Com base nas informações acima, julgue o item a seguir,
Considere que dois arqueiros, de alturas diferentes, arremessem flechas com a mesma velocidade e nas mesmas condições. Nesse caso, o torque sofrido pelo arqueiro de altura maior é superior ao torque sofrido pelo arqueiro de altura menor.
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Figura I: arqueiro com arco e flecha Figura II: arco tencionado

Figura III: diagrama de forças naflecha Figura IV: diagrama de forças no arco
Internet: <ciencia.hsw.uol.com.br> (com adaptações
Organizado pelo Comitê Intertribal Indígena, com apoio do Ministério dos Esportes, os Jogos dos Povos Indígenas têm como princípio a celebração, e não a competição, visando à integração das diferentes etnias. A edição dos Jogos de 2003, por exemplo, teve a participação de sessenta etnias. A periodicidade dos jogos é anual e, entre as categorias esportivas disputadas, o arco e flecha é uma das principais, pois está associada à caça e à guerra e sempre está presente nos rituais indígenas. Nas figuras de I a IV acima, são ilustrados um arqueiro com arco e flecha e as forças que atuam na flecha e no arco.
Com base nas informações acima, julgue o item a seguir,
Considere que a componente da velocidade da flecha na direção vertical, ao deixar o arco, seja igual a zero. Nesse caso, se a flecha foi arremessada de uma altura h do solo, então, ao atingir o solo, essa componente da velocidade é proporcional a h 1/2.
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