Foram encontradas 50 questões.
Para responder a questão, leia parte de um artigo publicado na revista Diversa, edição de número 17, de autoria de Ana Rita Araújo.
A onipresença do urbano
Final de semana de sol. O homem resolve fugir da agitação da cidade e dirige por estradas de terra, vê árvores, casas esparsas ao longe, horizonte sem prédios. Finalmente chega ao hotel-fazenda, onde poderá andar a cavalo, tomar banho de cachoeira e, de quebra, checar seus e-mails sob as árvores, ouvindo o canto dos pássaros. Ele saiu da cidade, mas não se dá conta de que está mergulhado no urbano, ambiente que perpassa todo o espaço social contemporâneo, no dizer do pesquisador Roberto Luís de Melo Monte-Mór, também professor do Núcleo de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Escola de Arquitetura da UFMG. Para Monte-Mór, o urbano não é adjetivo de cidade, mas um novo substantivo que surgiu com características próprias. É esse “tecido” que nasce nas cidades e se estende para além delas. “O urbano aparece como um terceiro elemento que engloba cidade e campo, mas não se confunde com nenhum dos dois, porque possui características que ambos, isoladamente, não têm”, afirma. Inclui, por exemplo, condomínios fechados, hotéis-fazenda, luz elétrica, sistema viário e telefonia, além de condições de produção e de consumo que eram próprias da cidade.
Pressionado por essa configuração social, o que restou do campo está diante de duas opções: “Ou se industrializa ou se urbaniza”, decreta Monte-Mór. Na primeira hipótese, passa a se subordinar a uma lógica típica da produção industrial e do agronegócio, regida pelo grande capital. A segunda opção inclui os sítios de lazer e as atividades do pequeno produtor que trabalha sem a perspectiva de enriquecer, mas quer garantir aos filhos aquilo que já possui. “Fazem parte do que se tem chamado do 'novo rural' as pousadas, casas de campo, segunda residência ou até aqueles que se mudam para regiões ditas rurais, mas que na verdade são uma clara extensão do urbano”, enumera Monte-Mór.
Coexistência
Os dois caminhos – urbanização e industrialização –, no entanto, não são antagônicos. “Em muitas situações eles coexistem, até porque na grande produção agrícola muitas vezes a mão de obra vem desses bolsões de pequenos produtores. Mas tende a haver sempre um embate, posto com muita força pela questão ambiental”, alerta o pesquisador. Se as atividades classificadas como urbanização têm compromisso com as condições de vida, já que dependem da preservação do meio ambiente, a industrialização utiliza os recursos naturais apenas para viabilizar a produção.
A entrada do urbano em cena, na década de 1970, também redefine as cidades, pois permite a emergência de uma metrópole diferente daquela moderna e industrial que conhecemos. “É uma metrópole muito mais fragmentada e estendida, onde a necessidade de outras centralidades se faz necessária”, explica o professor. Belo Horizonte vive hoje um processo que bem exemplifica as reflexões de Monte-Mór. A transferência do centro administrativo do governo estadual para uma das regiões mais pobres da cidade e, no outro extremo, a expansão de espaços de galerias de arte e a instalação do Instituto Cultural Inhotim abrem novas fronteiras e permitem à população deslocamentos diferenciados, para atividades específicas.
Fonte: Disponível em <http://www.ufmg.br/diversa/17>. Acesso em: 04 mar. 2013. (adaptado)
De acordo com o texto,
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Complete as lacunas:
Na maioria dos indivíduos infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), sem tratamento com antirretrovirais, é encontrado geralmente após 20 a 60 dias da infecção aguda. Na fase crônica, apresenta-se em níveis relativamente estáveis. Na fase final de infecção, ocorre , dando início à AIDS.
Assinale a sequência correta.
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Sobre anemia carencial, é possível afirmar:
I - A deficiência de ferro é a causa mais comum de anemia no mundo.
II - A absorção de ferro inorgânico é favorecida por fatores, como ácidos que mantêm o Ferro na luz do intestino na forma de Ferro3+ em vez de Ferro2+ .
III - A dieta carente de ferro é a causa mais comum de anemia.
IV - O aumento das necessidades de ferro em lactentes, na adolescência, na gravidez e na amamentação, favorece o risco de anemia nesses grupos.
Está(ão) correta(s)
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É(São) prática(s) de risco durante o manuseio de objetos perfurocortantes:
I - transportar ou manipular agulhas desprotegidas.
II - descartar agulhas em recipientes resistentes à perfuração.
III - não reencapar, com o auxílio das duas mãos, agulhas já utilizadas.
IV - dispor os recipientes para o descarte de objetos perfurocortantes próximos à área de uso.
Está(ão) correta(s)
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Dentre os patógenos a seguir, o que geralmente está associado ao desenvolvimento de vaginose bacteriana é
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Para responder a questão, leia parte de um artigo publicado na revista Diversa, edição de número 17, de autoria de Ana Rita Araújo.
A onipresença do urbano
Final de semana de sol. O homem resolve fugir da agitação da cidade e dirige por estradas de terra, vê árvores, casas esparsas ao longe, horizonte sem prédios. Finalmente chega ao hotel-fazenda, onde poderá andar a cavalo, tomar banho de cachoeira e, de quebra, checar seus e-mails sob as árvores, ouvindo o canto dos pássaros. Ele saiu da cidade, mas não se dá conta de que está mergulhado no urbano, ambiente que perpassa todo o espaço social contemporâneo, no dizer do pesquisador Roberto Luís de Melo Monte-Mór, também professor do Núcleo de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Escola de Arquitetura da UFMG. Para Monte-Mór, o urbano não é adjetivo de cidade, mas um novo substantivo que surgiu com características próprias. É esse “tecido” que nasce nas cidades e se estende para além delas. “O urbano aparece como um terceiro elemento que engloba cidade e campo, mas não se confunde com nenhum dos dois, porque possui características que ambos, isoladamente, não têm”, afirma. Inclui, por exemplo, condomínios fechados, hotéis-fazenda, luz elétrica, sistema viário e telefonia, além de condições de produção e de consumo que eram próprias da cidade.
Pressionado por essa configuração social, o que restou do campo está diante de duas opções: “Ou se industrializa ou se urbaniza”, decreta Monte-Mór. Na primeira hipótese, passa a se subordinar a uma lógica típica da produção industrial e do agronegócio, regida pelo grande capital. A segunda opção inclui os sítios de lazer e as atividades do pequeno produtor que trabalha sem a perspectiva de enriquecer, mas quer garantir aos filhos aquilo que já possui. “Fazem parte do que se tem chamado do 'novo rural' as pousadas, casas de campo, segunda residência ou até aqueles que se mudam para regiões ditas rurais, mas que na verdade são uma clara extensão do urbano”, enumera Monte-Mór.
Coexistência
Os dois caminhos – urbanização e industrialização –, no entanto, não são antagônicos. “Em muitas situações eles coexistem, até porque na grande produção agrícola muitas vezes a mão de obra vem desses bolsões de pequenos produtores. Mas tende a haver sempre um embate, posto com muita força pela questão ambiental”, alerta o pesquisador. Se as atividades classificadas como urbanização têm compromisso com as condições de vida, já que dependem da preservação do meio ambiente, a industrialização utiliza os recursos naturais apenas para viabilizar a produção.
A entrada do urbano em cena, na década de 1970, também redefine as cidades, pois permite a emergência de uma metrópole diferente daquela moderna e industrial que conhecemos. “É uma metrópole muito mais fragmentada e estendida, onde a necessidade de outras centralidades se faz necessária”, explica o professor. Belo Horizonte vive hoje um processo que bem exemplifica as reflexões de Monte-Mór. A transferência do centro administrativo do governo estadual para uma das regiões mais pobres da cidade e, no outro extremo, a expansão de espaços de galerias de arte e a instalação do Instituto Cultural Inhotim abrem novas fronteiras e permitem à população deslocamentos diferenciados, para atividades específicas.
Fonte: Disponível em <http://www.ufmg.br/diversa/17>. Acesso em: 04 mar. 2013. (adaptado)
O texto é parte de um artigo publicado em uma revista de circulação no âmbito acadêmico, porém busca-se atrair também leitores fora desse domínio, razão de serem empregadas algumas estratégias para melhor compreensão e articulação dos conceitos discutidos. Tendo essas informações em mente, associe as colunas relacionando a estratégia com o parágrafo que a desenvolve.
| 1. Descrição de detalhes, possibilitando um contraste entre a | ( ) Primeiro Parágrafo |
| 2. Pequena narrativa, permitindo a retomada do que foi antecipado | ( ) Segundo Parágrafo |
| 3. Apresentação de um exemplo concreto como ilustração do que | ( ) Quarto Parágrafo |
| 4. Enumeração das possibilidades diante das quais se encontra |
A sequência correta é
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Para responder a questão, leia parte de um artigo publicado na revista Diversa, edição de número 17, de autoria de Ana Rita Araújo.
A onipresença do urbano
Final de semana de sol. O homem resolve fugir da agitação da cidade e dirige por estradas de terra, vê árvores, casas esparsas ao longe, horizonte sem prédios. Finalmente chega ao hotel-fazenda, onde poderá andar a cavalo, tomar banho de cachoeira e, de quebra, checar seus e-mails sob as árvores, ouvindo o canto dos pássaros. Ele saiu da cidade, mas não se dá conta de que está mergulhado no urbano, ambiente que perpassa todo o espaço social contemporâneo, no dizer do pesquisador Roberto Luís de Melo Monte-Mór, também professor do Núcleo de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Escola de Arquitetura da UFMG. Para Monte-Mór, o urbano não é adjetivo de cidade, mas um novo substantivo que surgiu com características próprias. É esse “tecido” que nasce nas cidades e se estende para além delas. “O urbano aparece como um terceiro elemento que engloba cidade e campo, mas não se confunde com nenhum dos dois, porque possui características que ambos, isoladamente, não têm”, afirma. Inclui, por exemplo, condomínios fechados, hotéis-fazenda, luz elétrica, sistema viário e telefonia, além de condições de produção e de consumo que eram próprias da cidade.
Pressionado por essa configuração social, o que restou do campo está diante de duas opções: “Ou se industrializa ou se urbaniza”, decreta Monte-Mór. Na primeira hipótese, passa a se subordinar a uma lógica típica da produção industrial e do agronegócio, regida pelo grande capital. A segunda opção inclui os sítios de lazer e as atividades do pequeno produtor que trabalha sem a perspectiva de enriquecer, mas quer garantir aos filhos aquilo que já possui. “Fazem parte do que se tem chamado do 'novo rural' as pousadas, casas de campo, segunda residência ou até aqueles que se mudam para regiões ditas rurais, mas que na verdade são uma clara extensão do urbano”, enumera Monte-Mór.
Coexistência
Os dois caminhos – urbanização e industrialização –, no entanto, não são antagônicos. “Em muitas situações eles coexistem, até porque na grande produção agrícola muitas vezes a mão de obra vem desses bolsões de pequenos produtores. Mas tende a haver sempre um embate, posto com muita força pela questão ambiental”, alerta o pesquisador. Se as atividades classificadas como urbanização têm compromisso com as condições de vida, já que dependem da preservação do meio ambiente, a industrialização utiliza os recursos naturais apenas para viabilizar a produção.
A entrada do urbano em cena, na década de 1970, também redefine as cidades, pois permite a emergência de uma metrópole diferente daquela moderna e industrial que conhecemos. “É uma metrópole muito mais fragmentada e estendida, onde a necessidade de outras centralidades se faz necessária”, explica o professor. Belo Horizonte vive hoje um processo que bem exemplifica as reflexões de Monte-Mór. A transferência do centro administrativo do governo estadual para uma das regiões mais pobres da cidade e, no outro extremo, a expansão de espaços de galerias de arte e a instalação do Instituto Cultural Inhotim abrem novas fronteiras e permitem à população deslocamentos diferenciados, para atividades específicas.
Fonte: Disponível em <http://www.ufmg.br/diversa/17>. Acesso em: 04 mar. 2013. (adaptado)
Para compor o artigo, a autora integra a seu texto ideias de outrem. Nesse contexto,
I - as aspas são usadas na demarcação das falas atribuídas ao especialista consultado.
II - os verbos afirma e decreta indiciam o grau de certeza com que Monte-Mór se posiciona em relação ao que declara.
III - o verbo alerta deixa evidente que, nesta parte do texto, registra-se uma discordância entre a autora e o especialista quanto à urbanização do campo.
Está(ão) correta(s)
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Considere as seguintes informações sobre a creatinina e a taxa de filtração glomerular (TFG):
I - A maioria dos métodos para a dosagem de creatinina baseia-se na reação de Jaffe, porém uma de suas principais limitações é a falta de especificidade para a creatinina.
II - A bilirrubina é um interferente na reação de Jaffe, sendo os resultados séricos de creatinina falsamente elevados na presença de elevadas concentrações de bilirrubina.
III - A TFG pode ser estimada a partir de fórmulas baseadas na concentração plasmática de creatinina, como a fórmula “Modificação da Dieta na Doença Renal” (MDRD), mas essa fórmula é inadequada para a determinação da TFG em pacientes com insuficiência renal aguda.
Está(ão) correta(s)
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Marcadores tumorais são utilizados em laboratórios clínicos para triagem, prognóstico e monitoramento do tratamento e acompanhamento da patologia. Relacione o marcador tumoral com sua indicação mais frequente.
| 1ª coluna | 2ª coluna |
| 1. B-HCG | ( ) Carcinoma do trato digestivo |
| 2. CA 125 | ( ) Câncer testicular |
| 3. Calcitonina | ( ) Câncer ovariano |
| 4. CA 19-9 | ( ) Câncer medular de tireoide |
A sequência correta é
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Considere as seguintes informações sobre os marcadores bioquímicos utilizados para o diagnóstico do infarto do miocárdio:
I - A mioglobina eleva-se no sangue mais precocemente do que outros marcadores, como creatinoquinase fração MB e troponina T; porém, não há diferença estrutural entre a mioglobina encontrada no coração e a mioglobina originária do músculo esquelético.
II - As troponinas cardíacas (I ou T) são os marcadores preferidos para o diagnóstico do infarto do miocárdio, sendo liberadas pelas células lesadas do músculo cardíaco dentro de 8-10 horas após o início do infarto.
III - As troponinas cardíacas são marcadores altamente sensíveis e específicos para a detecção do dano do miocárdio;
porém, aumentos em suas concentrações séricas podem ser observados em pacientes com doença renal terminal.
Está(ão) correta(s)
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