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Quando chegar o feliz momento da abolição, não será devido nunca à inclinação sincera do povo ou do governo, a menos que venham a sofrer grande mudança. Pois quase me aventuraria a dizer que não há dez pessoas em todo o Império que considerem esse comércio um crime ou o encarem sob outro aspecto que não seja o de ganho e perda, de simples especulação mercantil, que deve continuar ou cessar conforme for vantajoso ou não. Acostumados a não fazer nada, os brasileiros em geral estão convencidos de que os escravos são necessários como animais de carga, sem os quais os brancos não poderiam viver.
HENRY CHAMBERLAIN, agente diplomático britânico, em 31/12/1823. Adaptado de SOUSA, O. T.
Fatos e personagens em torno de um regime. Rio de Janeiro: José Olympio, 1960.
Após a emancipação política do Império do Brasil, o debate sobre o fim do tráfico intercontinental de escravos e da escravidão esteve em pauta, como abordado por Henry Chamberlain em 1823.
Naquele contexto, de acordo com o diplomata britânico, as resistências à abolição do tráfico e da escravidão estavam associadas à conjuntura de:
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Três teses sobre o avanço da febre amarela
Como a febre amarela rompeu os limites da Floresta Amazônica e alcançou o Sudeste, atingindo os grandes centros urbanos? A partir do ano passado, o número de casos da doença alcançou níveis sem precedentes nos últimos cinquenta anos. Desde o início de 2017, foram confirmados 779 casos, 262 deles resultando em mortes. Trata-se do maior surto da forma silvestre da doença já registrado no país.(a) Outros 435 registros ainda estão sob investigação.
Como tudo começou? Os navios portugueses vindos da África nos séculos XVII e XVIII não trouxeram ao Brasil somente escravos e mercadorias. Dois inimigos silenciosos vieram junto: o vírus da febre amarela e o mosquito Aedes aegypti. A consequência foi uma série de surtos de febre amarela urbana no Brasil, com milhares de mortos.(b) Por volta de 1940, a febre amarela urbana foi erradicada. Mas o vírus migrou, pelo trânsito de pessoas infectadas, para zonas de floresta na região Amazônica. No início dos anos 2000, a febre amarela ressurgiu em áreas da Mata Atlântica.
Três teses tentam explicar o fenômeno.
Segundo o professor Aloísio Falqueto, da Universidade Federal do Espírito Santo, “uma pessoa pegou o vírus na Amazônia e entrou na Mata Atlântica depois, possivelmente na altura de Montes Claros, em Minas Gerais, onde surgiram casos de macacos e pessoas infectadas”. O vírus teria se espalhado porque os primatas da mata eram vulneráveis: como o vírus desaparece da região na década de 1940, não desenvolveram anticorpos. Logo os macacos passaram a ser mortos por seres humanos que temem contrair a doença. O massacre desses bichos, porém, é um “tiro no pé”, o que faz crescer a chance de contaminação de pessoas. Sem primatas para picar na copa das árvores, os mosquitos procuram sangue humano.(c)
De acordo com o pesquisador Ricardo Lourenço, do Instituto Oswaldo Cruz, os mosquitos transmissores da doença se deslocaram do Norte para o Sudeste, voando ao longo de rios e corredores de mata. Estima-se que um mosquito seja capaz de voar 3 km por dia. Tanto o homem quanto o macaco, quando picados, só carregam o vírus da febre amarela por cerca de três dias.
Depois disso, o organismo produz anticorpos.(d) Em cerca de dez dias, primatas e humanos ou morrem ou se curam, tornando-se imunes à doença.
Para o infectologista Eduardo Massad, professor da Universidade de São Paulo, o rompimento da barragem da Samarco, em Mariana (MG), em 2015, teve papel relevante na disseminação acelerada da doença no Sudeste. A destruição do habitat natural de diferentes espécies teria reduzido significativamente os predadores naturais dos mosquitos. A tragédia ambiental ainda teria afetado o sistema imunológico dos macacos, tornando-os mais suscetíveis ao vírus.
Por que é importante determinar a “viagem” do vírus? Basicamente, para orientar as campanhas de vacinação. Em 2014, Eduardo Massad elaborou um plano de imunização depois que 11 pessoas morreram vítimas de febre amarela em Botucatu (SP): “Eu fiz cálculos matemáticos para determinar qual seria a proporção da população nas áreas não vacinadas que deveria ser imunizada, considerando os riscos de efeitos adversos da vacina. Infelizmente, a Secretaria de Saúde não adotou essa estratégia. Os casos acontecem exatamente nas áreas onde eu havia recomendado a vacinação. A Secretaria está correndo atrás do prejuízo”. Desde julho de 2017, mais de 100 pessoas foram contaminadas em São Paulo e mais de 40 morreram.
O Ministério da Saúde afirmou em nota que, desde 2016, os estados e municípios vêm sendo orientados para a necessidade de intensificar as medidas de prevenção. A orientação é que pessoas em áreas de risco se vacinem.
NATHALIA PASSARINHO Adaptado de bbc.com,
06/02/2018.
A frase que contém uma explicação do conteúdo da frase anterior está sublinhada em:
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Epidemias en Guatemala en los últimos diez años
La Organización Mundial de la Salud (OMS) ha declarado una emergencia sanitaria a nivel mundial por el virus del zika, originario de Uganda. Indicios de que posiblemente es el responsable de causar microcefalia en fetos durante la gestación han saltado las alarmas.
El dengue apareció en Guatemala a finales de los años setenta. Se cree que la enfermedad ingresó a la región centroamericana a través de Honduras. Ya en el siglo XVII se reportaban casos de una epidemia similar en el Caribe, pero en los años sesenta se produjo un brote extenso en las islas.
En agosto de 1978 se informaba de que surgían, en aquel año, en Honduras, un promedio de 100 a 150 casos diarios de personas infectadas de dengue.
El doctor Ramón Pereira, de la secretaría de salud pública de dicho país, se dirigió a la región de las islas de la bahía ubicadas al norte del país en el mar Caribe. Ahí pudieron estimar que el virus original provino de una persona enferma que ingresó a territorio hondureño procedente de Jamaica o Puerto Rico.
Pese a los esfuerzos, en septiembre de 1978 se encontraron hasta 22 mil casos de dengue en el país. El ministro de salud pública de la época, Roquelino Recinos, afirmaba que la enfermedad estaba totalmente controlada en el país.
En los años ochenta la epidemia estuvo controlada y la mortalidad era casi nula. Sin embargo, en 1987 apareció un nuevo brote en Lívingston, Izabal; luego en Santa Lucía Coztumalguapa, Escuintla, y en Jalpatagua, Jutiapa. Ya entrada la década de 1990 los casos aumentaron y cada año se conocían nuevos, especialmente en asentamientos y áreas rurales donde no había control sanitario. Cada invierno se hacía conciencia de evitar los criaderos de zancudos en las casas como medida de prevención.
Algunas alteraciones climáticas, inundaciones y otros fenómenos contribuyeron a que la enfermedad se propagara a todo el territorio nacional. Luego de un desastre natural, el temor de un brote del dengue era inminente en las poblaciones afectadas.
La chikungunya es, por su parte, una de las más recientes enfermedades de origen extranjero que han ingresado al país. En diciembre del 2013, la Organización Panamericana de la Salud recibió los primeros informes de contagio de la enfermedad en América, que hasta entonces era reportada únicamente en Asia y África.
El temor que provoca la expansión del dengue y la chikungunya por la vulnerabilidad de la población se vio fortalecido con la entrada del virus del zika en el país a finales del año pasado.
En noviembre último se reportó, en efecto, el primer caso confirmado de una persona con zika en Zacapa. Los síntomas de esta enfermedad son similares a los del dengue y chikungunya, aunque son más severos.
prensalibre.com
Según el texto, el principal motivo de la preocupación de las autoridades internacionales sobre el virus zika es el siguiente:
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Em um equipamento industrial, duas engrenagens, A e B, giram 100 vezes por segundo e 6000 vezes por minuto, respectivamente. O período da engrenagem A equivale a TA e o da engrenagem B, a TB.
A razão !$ { \large T_A \over T_B} !$ é igual a:
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Soneto de separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Uma série de transformações é apresentada pelo verbo fazer acompanhado da palavra se.
Na cena construída no poema, essa estrutura linguística produz o seguinte efeito:
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A origem operária do 8 de março
Para muitos, o 8 de março é apenas um dia para dar flores e fazer homenagens às mulheres.
Mas, diferentemente de outras datas comemorativas, esta não foi criada pelo comércio.
Oficializado pela Organização das Nações Unidas em 1975, o chamado Dia Internacional da Mulher era celebrado muito tempo antes, desde o início do século XX. E se hoje a data é lembrada como um pedido de igualdade de gênero e com protestos ao redor do mundo, no passado nasceu principalmente de uma raiz trabalhista. Foram as mulheres das fábricas nos Estados Unidos e em alguns países da Europa que começaram uma campanha dentro do movimento socialista para reivindicar seus direitos – as condições de trabalho delas eram ainda piores do que as dos homens à época.
Adaptado de bbc.com.
Com base na reportagem, a criação do Dia Internacional da Mulher tem origem nas manifestações sociais em defesa de:
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Macromoléculas polares são capazes de atravessar a membrana plasmática celular, passando do meio externo para o meio interno da célula.
Essa passagem é possibilitada pela presença do seguinte componente na membrana plasmática:
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MUDANÇA NO COMÉRCIO DE BENS DOS ESTADOS UNIDOS:
IMPORTAÇÕES POR PAÍSES

Adaptado de piie.com.
O processo de globalização das últimas décadas vem redefinindo os fluxos de bens entre os países.
A partir do gráfico, a mudança dos locais de origem dos bens pode ser explicada pela seguinte característica do processo de globalização:
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Um poema de Vinicius de Moraes
A flutuação do gosto em relação aos poetas é normal, como é normal a sucessão dos modos de fazer poesia. Pelo visto, Vinicius de Moraes anda em baixa acentuada. Talvez o seu prestígio tenha diminuído porque se tornou cantor e compositor, levando a opinião a considerá-lo mais letrista do que poeta. Mas deve ter sido também porque encarnou um tipo de poesia oposto a certas modalidades para as quais cada palavra tende a ser objeto autônomo, portador de maneira isolada (ou quase) do significado poético.
Na história da literatura brasileira ele é um poeta de continuidades, não de rupturas; e o nosso é um tempo que tende à ruptura, ao triunfo do ritmo e mesmo do ruído sobre a melodia, assim como tende a suprimir as manifestações da afetividade. Ora, Vinicius é melodioso e não tem medo de manifestar sentimentos, com uma naturalidade que deve desgostar as poéticas de choque.
Por vezes, ele chega mesmo a cometer o pecado maior para o nosso tempo: o sentimentalismo.
Isso lhe permitiu dar estatuto de poesia a coisas, sentimentos e palavras extraídos do mais singelo cotidiano, do coloquial mais familiar e até piegas, de maneira a parecer muitas vezes um seresteiro milagrosamente transformado em poeta maior. João Cabral disse mais de uma vez que sua própria poesia remava contra a maré da tradição lírica de língua portuguesa. Vinicius seria, ao contrário, alguém integrado no fluxo da sua corrente, porque se dispôs a atualizar a tradição. Isso foi possível devido à maestria com que dominou o verso, jogando com todas as suas possibilidades.
Ele consegue ser moderno usando metrificação e cultivando a melodia, com uma imaginação renovadora e uma liberdade que quebram as convenções e conseguem preservar os valores coloquiais. Rigoroso como Olavo Bilac, fluido como o Manuel Bandeira dos versos regulares, terra a terra como os poemas conversados de Mário de Andrade, esse mestre do soneto e da crônica é um raro malabarista.
ANTONIO CANDIDO
Adaptado de Teoria e debate, nº 49. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, out-dez, 2001.
A articulação do primeiro com o segundo parágrafo revela o seguinte eixo principal da argumentação do crítico:
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WASHINGTON, OUTUBRO DE 1967

Jan Rose Kasmire, contra a Guerra do Vietnã.
blogs.weta.org
PARIS, MAIO DE 1968

Na faixa: “estudantes, professores, trabalhadores, solidários”.
drapeaurouge.fr
RIO DE JANEIRO, JUNHO DE 1968

Passeata dos Cem Mil
racismoambiental.net.br
CIDADE DO MÉXICO, AGOSTO DE 1968

Estudantes na praça da Constituição.
commons.wikimedia.org
Entre 1967 e 1968, com destaque para o ano de 1968, ocorreram em vários países movimentos de contestação de grandes proporções e com motivações variadas, como retratado nas fotos.
Um dos aspectos comuns entre esses movimentos foi:
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