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810612 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRF-4
Bakhtin entende o signo como sendo uma entidade necessariamente ideológica. A significação pertence a uma palavra
enquanto traço de união entre os interlocutores, ela só se realiza no processo da compreensão em que há ação e interação. Sob este
prisma, o signo, ideológico, se realiza, então, na Enunciado 810612-1 . Há que se compreender que cada palavra emitida, segundo Bakhtin (1981,
p.113), "é determinada tanto pelo fato de que precede de alguém, como pelo fato de que se dirige para alguém". A significação é
efeito da interação do locutor e do receptor, produzido através do material de um determinado complexo sonoro.
Podemos ainda nos reportar à Bakhtin, quando este nos mostra que a realidade da consciência é a linguagem, que os
conteúdos da consciência são linguísticos. Portanto, sem linguagem não se pode falar em psiquismo humano, mas somente em
processos fisiológicos ou processos do sistema nervoso, pois não há uma atividade mental independente da linguagem.

(Adaptado de Ribeiro, O. M. "Direito e linguística: uma relação de complementaridade". Revista Jurídica Unijus vol. 3, n. 1, Nov. 2000,
Uberaba, UNIUBE. p. 85)
A palavra que denomina o conceito bakhtiniano explicado e preenche corretamente a lacuna Y é
 

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810610 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRF-4
Os chamados mal-entendidos, ou problemas de comunicação, surgem, geralmente, nas interações verbais do dia-a-dia, nas
quais a diversidade linguística atua como um recurso comunicativo de forma a permitir que os interlocutores se baseiem em
conhecimentos e paradigmas relativos às diferentes maneiras de articulação da língua para categorizar eventos, inferir intenções e
antever situações que poderão ocorrer. Se, de acordo com GOFFMAN (1974), retomado em GUMPERS (1989), uma elocução pode
ser entendida de diferentes modos, as pessoas podem interpretar uma determinada elocução Enunciado 810610-1
do que está acontecendo no
momento da interação, num dado contexto histórico-social.
GUMPERS (1989), em seus trabalhos, propôs alguns procedimentos que serviram para identificar estratégias de interpretações
disponíveis aos falantes, seguindo as pistas de contextualização, que se apresentam na forma dos traços linguísticos ou não
linguísticos que contribuem para assinalar as pressuposições contextuais. Assim, de acordo com esse autor, é possível, a partir
dessas pistas, conhecer as causas do mal-entendido, ou os problemas de comunicação.
(Extraído de Kappel, I. B. de A., Parreira, M. S., Ribeiro, O. M. Construção, destruição e (re)construção do sentido: uma análise do malentendido
na interpretação de um texto legal. Revista Jurídica Unijus. vol. 3, n. 1, Nov. 2000, Uberaba, UNIUBE. p. 45)
A frase que completa corretamente a lacuna X, no texto, é:
 

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810603 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRF-4
A literatura é necessária à política quando ela dá voz
àquilo que não tem voz, quando dá um nome àquilo que ainda
não tem um nome, e especialmente àquilo que a linguagem política
exclui ou tenta excluir. Refiro-me, pois, aos aspectos, situações,
linguagens tanto do mundo exterior como do mundo
interior; às tendências reprimidas no indivíduo e na sociedade.
A literatura é como um ouvido que pode escutar além daquela
linguagem que a política entende; é como um olho que pode ver
além da escala cromática que a política percebe. Ao escritor,
precisamente por causa do individualismo solitário do seu trabalho,
pode acontecer explorar regiões que ninguém explorou
antes, dentro ou fora de si; fazer descobertas que cedo ou tarde
resultarão em campos essenciais para a consciência coletiva.
Essa ainda é uma utilidade muito indireta, não intencional,
casual. O escritor segue o seu caminho, e o acaso ou as
determinações sociais e psicológicas levam-no a descobrir alguma
coisa que pode se tornar importante também para a ação
política e social.
Mas há também, acredito eu, outro tipo de influência,
não sei se mais direta, mas decerto mais intencional por parte
da literatura, isto é, a capacidade de impor modelos de linguagem,
de visão, de imaginação, de trabalho mental, de correlação
dos fatos, em suma, a criação (e por criação entendo
organização e escolha) daquele gênero de valores modelares
que são a um tempo estéticos e éticos, essenciais em todo
projeto de ação, especialmente na vida política.
Se outrora a literatura era vista como espelho do mundo,
ou como uma expressão direta dos sentimentos, agora nós não
conseguimos mais esquecer que os livros são feitos de palavras,
de signos, de procedimentos de construção; não podemos
esquecer que o que os livros comunicam por vezes permanece
inconsciente para o próprio autor, que em todo livro há uma
parte que é do autor e uma parte que é obra anônima e coletiva.
(Adaptado de Ítalo Calvino, Assunto encerrado)
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:
 

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810602 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRF-4
Analise as proposições:

I. A Análise do Discurso estabelece uma tipologia das diferentes formações discursivas, de modo a destacar constantes de articulação entre o linguístico e o social.

II. O termo sociolinguística recobre trabalhos diversos, tais como: etnografia da comunicação, variação linguística, variação fonética e mantém interface até mesmo com a Análise de Discurso.

III. Segundo Benveniste, a "linguagem está de tal forma organizada que permite a cada locutor apropriar-se da língua toda designando-se como eu".

É correto o que consta em
 

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810600 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRF-4
Considere:

A língua pode ser estudada a partir de três planos de análise, tomando em consideração os diferentes tipos de vinculações que os signos mantêm entre si: com Enunciado 810600-1; com Enunciado 810600-2; com Enunciado 810600-3. "A primeira vinculação é chamada sintaxe; a segunda, semântica; a terceira, pragmática. (....) Mediante tais níveis, tenta-se estabelecer regras que, apesar de não serem inerentes às linguagens, permitem sua análise".

(Adaptado de Kozick, K. "Semiologia jurídica: da semiologia política à semiologia do desejo". Revista do Instituto de Pesquisas e Estudos, Bauru, n. 25, p. 63-75, abr./jul. 1999, p. 65)

As lacunas X, Y e Z são, correta e respectivamente, preenchidas por:
 

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810590 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRF-4
A literatura é necessária à política quando ela dá voz
àquilo que não tem voz, quando dá um nome àquilo que ainda
não tem um nome, e especialmente àquilo que a linguagem política
exclui ou tenta excluir. Refiro-me, pois, aos aspectos, situações,
linguagens tanto do mundo exterior como do mundo
interior; às tendências reprimidas no indivíduo e na sociedade.
A literatura é como um ouvido que pode escutar além daquela
linguagem que a política entende; é como um olho que pode ver
além da escala cromática que a política percebe. Ao escritor,
precisamente por causa do individualismo solitário do seu trabalho,
pode acontecer explorar regiões que ninguém explorou
antes, dentro ou fora de si; fazer descobertas que cedo ou tarde
resultarão em campos essenciais para a consciência coletiva.
Essa ainda é uma utilidade muito indireta, não intencional,
casual. O escritor segue o seu caminho, e o acaso ou as
determinações sociais e psicológicas levam-no a descobrir alguma
coisa que pode se tornar importante também para a ação
política e social.
Mas há também, acredito eu, outro tipo de influência,
não sei se mais direta, mas decerto mais intencional por parte
da literatura, isto é, a capacidade de impor modelos de linguagem,
de visão, de imaginação, de trabalho mental, de correlação
dos fatos, em suma, a criação (e por criação entendo
organização e escolha) daquele gênero de valores modelares
que são a um tempo estéticos e éticos, essenciais em todo
projeto de ação, especialmente na vida política.
Se outrora a literatura era vista como espelho do mundo,
ou como uma expressão direta dos sentimentos, agora nós não
conseguimos mais esquecer que os livros são feitos de palavras,
de signos, de procedimentos de construção; não podemos
esquecer que o que os livros comunicam por vezes permanece
inconsciente para o próprio autor, que em todo livro há uma
parte que é do autor e uma parte que é obra anônima e coletiva.
(Adaptado de Ítalo Calvino, Assunto encerrado)
Para Ítalo Calvino, a relação entre política e literatura ocorre de modo produtivo quando
 

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810587 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRF-4
A literatura é necessária à política quando ela dá voz
àquilo que não tem voz, quando dá um nome àquilo que ainda
não tem um nome, e especialmente àquilo que a linguagem política
exclui ou tenta excluir. Refiro-me, pois, aos aspectos, situações,
linguagens tanto do mundo exterior como do mundo
interior; às tendências reprimidas no indivíduo e na sociedade.
A literatura é como um ouvido que pode escutar além daquela
linguagem que a política entende; é como um olho que pode ver
além da escala cromática que a política percebe. Ao escritor,
precisamente por causa do individualismo solitário do seu trabalho,
pode acontecer explorar regiões que ninguém explorou
antes, dentro ou fora de si; fazer descobertas que cedo ou tarde
resultarão em campos essenciais para a consciência coletiva.
Essa ainda é uma utilidade muito indireta, não intencional,
casual. O escritor segue o seu caminho, e o acaso ou as
determinações sociais e psicológicas levam-no a descobrir alguma
coisa que pode se tornar importante também para a ação
política e social.
Mas há também, acredito eu, outro tipo de influência,
não sei se mais direta, mas decerto mais intencional por parte
da literatura, isto é, a capacidade de impor modelos de linguagem,
de visão, de imaginação, de trabalho mental, de correlação
dos fatos, em suma, a criação (e por criação entendo
organização e escolha) daquele gênero de valores modelares
que são a um tempo estéticos e éticos, essenciais em todo
projeto de ação, especialmente na vida política.
Se outrora a literatura era vista como espelho do mundo,
ou como uma expressão direta dos sentimentos, agora nós não
conseguimos mais esquecer que os livros são feitos de palavras,
de signos, de procedimentos de construção; não podemos
esquecer que o que os livros comunicam por vezes permanece
inconsciente para o próprio autor, que em todo livro há uma
parte que é do autor e uma parte que é obra anônima e coletiva.
(Adaptado de Ítalo Calvino, Assunto encerrado)
Está plenamente adequada a correlação entre tempos e modos verbais na frase:
 

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810583 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRF-4
Constitui exemplo de uso de linguagem figurada o elemento sublinhado na frase:

I. Foi acusado de ser o cabeça do movimento.

II. Ele emprega sempre a palavra literalmente atribuindo- lhe um sentido inteiramente inadequado.

III. Ignoro o porquê de você se aborrecer comigo.

IV. Seus pensamentos são fantasmagorias que não o deixam em paz.

Atende ao enunciado APENAS o que está em
 

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810931 Ano: 2010
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FCC
Orgão: TRF-4
A Constituição Federal NÃO assegura aos trabalhadores domésticos o direito
Questão Anulada

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No âmbito do regime disciplinar do servidor público federal,
Questão Anulada

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