Foram encontradas 720 questões.
De acordo com Ingedore Koch (Desvendando os segredos do texto, 2018), os hiperlinks, uma das principais
inovações do texto eletrônico, exercem diversas funções
no texto. Entre elas, há a função cognitiva do hiperlink,
que corresponde ao papel de
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Foi apresentada a professores-estudantes de Ciências
da Educação a seguinte pergunta: “Você é professor(a)
(ou imagina ser). No programa está previsto o ensino
de oral (expressão e compreensão). O que é o oral
para você? Responda em cerca de 10 linhas.” Foram
recebidas 25 respostas, que foram agrupadas em três
diferentes grupos, por abordarem temas diversos.
(Schneuwly, em Schneuwly e Dolz, Gêneros orais e escritos na escola, 2004)
De acordo com Schneuwly, são respostas que consideram o oral como “espontaneidade”:
(Schneuwly, em Schneuwly e Dolz, Gêneros orais e escritos na escola, 2004)
De acordo com Schneuwly, são respostas que consideram o oral como “espontaneidade”:
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Leia o post do cartunista Jean Galvão a seguir:
(Disponível em: https://www.instagram.com/jeangalvao)
O Currículo Paulista: etapa Ensino Médio (2020) retoma a BNCC, que afirma: “Considerando que uma semiose é um sistema de signos em sua organização própria, é importante que os jovens, ao explorarem as possibilidades expressivas das diversas linguagens, possam realizar reflexões que envolvam o exercício de análise de elementos discursivos, composicionais e formais de enunciados nas diferentes semioses visuais (imagens estáticas e em movimento), sonoras (música, ruídos, sonoridades), verbais (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita) e corporais (gestuais, cênicas, dança).”
Com base nessas informações, conclui-se que a grafia de “da-que-las” e a repetição de “Conta!” têm, correta e respectivamente, o efeito de indicar
(Disponível em: https://www.instagram.com/jeangalvao)
O Currículo Paulista: etapa Ensino Médio (2020) retoma a BNCC, que afirma: “Considerando que uma semiose é um sistema de signos em sua organização própria, é importante que os jovens, ao explorarem as possibilidades expressivas das diversas linguagens, possam realizar reflexões que envolvam o exercício de análise de elementos discursivos, composicionais e formais de enunciados nas diferentes semioses visuais (imagens estáticas e em movimento), sonoras (música, ruídos, sonoridades), verbais (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita) e corporais (gestuais, cênicas, dança).”
Com base nessas informações, conclui-se que a grafia de “da-que-las” e a repetição de “Conta!” têm, correta e respectivamente, o efeito de indicar
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Considere os seguintes versos de Raimundo Correia:
• As cabeleiras líquidas ondulam (“Missa universal”), • Por céus de ouro e de púrpuras raiados (“Anoitecer”), • O sangrento perfil traço por traço (“Luz e treva”), • Ilha isolada como um dorso de baleia (“A ilha e o mar”), • De um sanguinoso abutre a rubra garra viva (“O povo”), • Dos cabelos a surda catadupa (“Americana”), • A pomba da volúpia, a treva densa (“Na penumbra”), • Na extrema raia do horizonte infindo (“Despedida”).
(Alfredo Bosi, História concisa da literatura brasileira, 2015)
Alfredo Bosi (História concisa da literatura brasileira, 2015) considera que esses versos, mesmo fora de contexto, resistem por seu poder de transmitir
• As cabeleiras líquidas ondulam (“Missa universal”), • Por céus de ouro e de púrpuras raiados (“Anoitecer”), • O sangrento perfil traço por traço (“Luz e treva”), • Ilha isolada como um dorso de baleia (“A ilha e o mar”), • De um sanguinoso abutre a rubra garra viva (“O povo”), • Dos cabelos a surda catadupa (“Americana”), • A pomba da volúpia, a treva densa (“Na penumbra”), • Na extrema raia do horizonte infindo (“Despedida”).
(Alfredo Bosi, História concisa da literatura brasileira, 2015)
Alfredo Bosi (História concisa da literatura brasileira, 2015) considera que esses versos, mesmo fora de contexto, resistem por seu poder de transmitir
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Leia o texto a seguir para responder a questão:
Medo e cautela nas escolas
O Brasil assiste a uma escalada de violência nas escolas, segundo levantamento publicado na revista Pesquisa
Fapesp, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de
São Paulo. A conclusão, perturbadora, decorre dos registros
oficiais de incidentes num período de dez anos, com dados
do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania: em
2013, foram registradas 3,7 mil vítimas de violência interpessoal nas escolas, incluindo estudantes, professores e outros
membros da comunidade escolar; em 2023, esse número
subiu para 13,1 mil.
Números como esses ajudam a modular a sensação de
medo, insegurança e impotência de pais, alunos, professores e profissionais em geral que atuam com ensino, infância
e adolescência. Também são essenciais para pavimentar o
caminho da busca de soluções preventivas, incluindo melhor
qualificação na identificação de comportamentos e sinais
que possam levar a práticas violentas. Revelam-se igualmente relevantes no despertar de autoridades para o sentido
de urgência por um maior preparo do País para enfrentar a
violência dentro das escolas e em seu entorno. E se transformam, por fim, num elemento a mais de alerta para um
público já em sobressalto – o que explica a impressionante
repercussão de obras como A geração ansiosa, que detalha
os efeitos nefastos do mundo hiperconectado para a saúde
mental dos jovens, ou a minissérie Adolescência, que se tornou a mais vista na plataforma Netflix ao gerar debates sobre
temas como ódio online, machismo e o impacto de discursos
radicais em adolescentes.
Convém cautela, contudo, para não espalhar brasas
onde já existe fogo. Se, por um lado, a arte e os números
servem para reduzir o abismo existente entre dois mundos
– o dos adultos e dos adolescentes – e, sobretudo, não deixar que a inércia, a incerteza e o desconhecimento deixem
prosperar a ideia de que a escola é lugar de perigos e não
de aprendizagem e convivência, por outro lado, o risco é
de que um caldeirão de conclusões simplificadoras termine por produzir uma espécie de pânico moral, como são
chamadas as reações desproporcionais a problemas vistos
como ameaça à ordem social.
Antes, portanto, de inspirar medo generalizado e medidas
drásticas – como vigilância e punitivismo em excesso –, os
estudos e os debates deles decorrentes precisam fortalecer
diagnósticos e soluções baseados em evidências. Assim como
os problemas têm natureza múltipla, as respostas também
implicam uma soma de complexidades e ações intersetoriais
que não comportam vaticínios simplistas. Mas, com ou sem
excessos, há pelo menos uma grande certeza: o País não pode
ignorar o debate do que fazer com a escola e seus jovens.
(O Estado de S.Paulo, Editorial, 24.04.2025. Adaptado)
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Leia o texto a seguir para responder a questão:
Medo e cautela nas escolas
O Brasil assiste a uma escalada de violência nas escolas, segundo levantamento publicado na revista Pesquisa
Fapesp, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de
São Paulo. A conclusão, perturbadora, decorre dos registros
oficiais de incidentes num período de dez anos, com dados
do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania: em
2013, foram registradas 3,7 mil vítimas de violência interpessoal nas escolas, incluindo estudantes, professores e outros
membros da comunidade escolar; em 2023, esse número
subiu para 13,1 mil.
Números como esses ajudam a modular a sensação de
medo, insegurança e impotência de pais, alunos, professores e profissionais em geral que atuam com ensino, infância
e adolescência. Também são essenciais para pavimentar o
caminho da busca de soluções preventivas, incluindo melhor
qualificação na identificação de comportamentos e sinais
que possam levar a práticas violentas. Revelam-se igualmente relevantes no despertar de autoridades para o sentido
de urgência por um maior preparo do País para enfrentar a
violência dentro das escolas e em seu entorno. E se transformam, por fim, num elemento a mais de alerta para um
público já em sobressalto – o que explica a impressionante
repercussão de obras como A geração ansiosa, que detalha
os efeitos nefastos do mundo hiperconectado para a saúde
mental dos jovens, ou a minissérie Adolescência, que se tornou a mais vista na plataforma Netflix ao gerar debates sobre
temas como ódio online, machismo e o impacto de discursos
radicais em adolescentes.
Convém cautela, contudo, para não espalhar brasas
onde já existe fogo. Se, por um lado, a arte e os números
servem para reduzir o abismo existente entre dois mundos
– o dos adultos e dos adolescentes – e, sobretudo, não deixar que a inércia, a incerteza e o desconhecimento deixem
prosperar a ideia de que a escola é lugar de perigos e não
de aprendizagem e convivência, por outro lado, o risco é
de que um caldeirão de conclusões simplificadoras termine por produzir uma espécie de pânico moral, como são
chamadas as reações desproporcionais a problemas vistos
como ameaça à ordem social.
Antes, portanto, de inspirar medo generalizado e medidas
drásticas – como vigilância e punitivismo em excesso –, os
estudos e os debates deles decorrentes precisam fortalecer
diagnósticos e soluções baseados em evidências. Assim como
os problemas têm natureza múltipla, as respostas também
implicam uma soma de complexidades e ações intersetoriais
que não comportam vaticínios simplistas. Mas, com ou sem
excessos, há pelo menos uma grande certeza: o País não pode
ignorar o debate do que fazer com a escola e seus jovens.
(O Estado de S.Paulo, Editorial, 24.04.2025. Adaptado)
Casos de introdução de referentes de forma ancorada constituem anáforas indiretas, uma vez que não existe no cotexto um antecedente explícito, mas, sim, um elemento de relação que se pode denominar de âncora e que é decisivo para a interpretação.
(Ingedore Koch e Vanda Maria Elias, Ler e escrever: estratégias de produção textual, 2011. Adaptado)
A explicação das autoras está corretamente exemplificada com a expressão destacada em:
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Leia o texto a seguir para responder a questão:
Medo e cautela nas escolas
O Brasil assiste a uma escalada de violência nas escolas, segundo levantamento publicado na revista Pesquisa
Fapesp, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de
São Paulo. A conclusão, perturbadora, decorre dos registros
oficiais de incidentes num período de dez anos, com dados
do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania: em
2013, foram registradas 3,7 mil vítimas de violência interpessoal nas escolas, incluindo estudantes, professores e outros
membros da comunidade escolar; em 2023, esse número
subiu para 13,1 mil.
Números como esses ajudam a modular a sensação de
medo, insegurança e impotência de pais, alunos, professores e profissionais em geral que atuam com ensino, infância
e adolescência. Também são essenciais para pavimentar o
caminho da busca de soluções preventivas, incluindo melhor
qualificação na identificação de comportamentos e sinais
que possam levar a práticas violentas. Revelam-se igualmente relevantes no despertar de autoridades para o sentido
de urgência por um maior preparo do País para enfrentar a
violência dentro das escolas e em seu entorno. E se transformam, por fim, num elemento a mais de alerta para um
público já em sobressalto – o que explica a impressionante
repercussão de obras como A geração ansiosa, que detalha
os efeitos nefastos do mundo hiperconectado para a saúde
mental dos jovens, ou a minissérie Adolescência, que se tornou a mais vista na plataforma Netflix ao gerar debates sobre
temas como ódio online, machismo e o impacto de discursos
radicais em adolescentes.
Convém cautela, contudo, para não espalhar brasas
onde já existe fogo. Se, por um lado, a arte e os números
servem para reduzir o abismo existente entre dois mundos
– o dos adultos e dos adolescentes – e, sobretudo, não deixar que a inércia, a incerteza e o desconhecimento deixem
prosperar a ideia de que a escola é lugar de perigos e não
de aprendizagem e convivência, por outro lado, o risco é
de que um caldeirão de conclusões simplificadoras termine por produzir uma espécie de pânico moral, como são
chamadas as reações desproporcionais a problemas vistos
como ameaça à ordem social.
Antes, portanto, de inspirar medo generalizado e medidas
drásticas – como vigilância e punitivismo em excesso –, os
estudos e os debates deles decorrentes precisam fortalecer
diagnósticos e soluções baseados em evidências. Assim como
os problemas têm natureza múltipla, as respostas também
implicam uma soma de complexidades e ações intersetoriais
que não comportam vaticínios simplistas. Mas, com ou sem
excessos, há pelo menos uma grande certeza: o País não pode
ignorar o debate do que fazer com a escola e seus jovens.
(O Estado de S.Paulo, Editorial, 24.04.2025. Adaptado)
Tal recurso está presente na seguinte passagem do texto:
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Medo e cautela nas escolas
O Brasil assiste a uma escalada de violência nas escolas, segundo levantamento publicado na revista Pesquisa
Fapesp, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de
São Paulo. A conclusão, perturbadora, decorre dos registros
oficiais de incidentes num período de dez anos, com dados
do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania: em
2013, foram registradas 3,7 mil vítimas de violência interpessoal nas escolas, incluindo estudantes, professores e outros
membros da comunidade escolar; em 2023, esse número
subiu para 13,1 mil.
Números como esses ajudam a modular a sensação de
medo, insegurança e impotência de pais, alunos, professores e profissionais em geral que atuam com ensino, infância
e adolescência. Também são essenciais para pavimentar o
caminho da busca de soluções preventivas, incluindo melhor
qualificação na identificação de comportamentos e sinais
que possam levar a práticas violentas. Revelam-se igualmente relevantes no despertar de autoridades para o sentido
de urgência por um maior preparo do País para enfrentar a
violência dentro das escolas e em seu entorno. E se transformam, por fim, num elemento a mais de alerta para um
público já em sobressalto – o que explica a impressionante
repercussão de obras como A geração ansiosa, que detalha
os efeitos nefastos do mundo hiperconectado para a saúde
mental dos jovens, ou a minissérie Adolescência, que se tornou a mais vista na plataforma Netflix ao gerar debates sobre
temas como ódio online, machismo e o impacto de discursos
radicais em adolescentes.
Convém cautela, contudo, para não espalhar brasas
onde já existe fogo. Se, por um lado, a arte e os números
servem para reduzir o abismo existente entre dois mundos
– o dos adultos e dos adolescentes – e, sobretudo, não deixar que a inércia, a incerteza e o desconhecimento deixem
prosperar a ideia de que a escola é lugar de perigos e não
de aprendizagem e convivência, por outro lado, o risco é
de que um caldeirão de conclusões simplificadoras termine por produzir uma espécie de pânico moral, como são
chamadas as reações desproporcionais a problemas vistos
como ameaça à ordem social.
Antes, portanto, de inspirar medo generalizado e medidas
drásticas – como vigilância e punitivismo em excesso –, os
estudos e os debates deles decorrentes precisam fortalecer
diagnósticos e soluções baseados em evidências. Assim como
os problemas têm natureza múltipla, as respostas também
implicam uma soma de complexidades e ações intersetoriais
que não comportam vaticínios simplistas. Mas, com ou sem
excessos, há pelo menos uma grande certeza: o País não pode
ignorar o debate do que fazer com a escola e seus jovens.
(O Estado de S.Paulo, Editorial, 24.04.2025. Adaptado)
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Medo e cautela nas escolas
O Brasil assiste a uma escalada de violência nas escolas, segundo levantamento publicado na revista Pesquisa
Fapesp, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de
São Paulo. A conclusão, perturbadora, decorre dos registros
oficiais de incidentes num período de dez anos, com dados
do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania: em
2013, foram registradas 3,7 mil vítimas de violência interpessoal nas escolas, incluindo estudantes, professores e outros
membros da comunidade escolar; em 2023, esse número
subiu para 13,1 mil.
Números como esses ajudam a modular a sensação de
medo, insegurança e impotência de pais, alunos, professores e profissionais em geral que atuam com ensino, infância
e adolescência. Também são essenciais para pavimentar o
caminho da busca de soluções preventivas, incluindo melhor
qualificação na identificação de comportamentos e sinais
que possam levar a práticas violentas. Revelam-se igualmente relevantes no despertar de autoridades para o sentido
de urgência por um maior preparo do País para enfrentar a
violência dentro das escolas e em seu entorno. E se transformam, por fim, num elemento a mais de alerta para um
público já em sobressalto – o que explica a impressionante
repercussão de obras como A geração ansiosa, que detalha
os efeitos nefastos do mundo hiperconectado para a saúde
mental dos jovens, ou a minissérie Adolescência, que se tornou a mais vista na plataforma Netflix ao gerar debates sobre
temas como ódio online, machismo e o impacto de discursos
radicais em adolescentes.
Convém cautela, contudo, para não espalhar brasas
onde já existe fogo. Se, por um lado, a arte e os números
servem para reduzir o abismo existente entre dois mundos
– o dos adultos e dos adolescentes – e, sobretudo, não deixar que a inércia, a incerteza e o desconhecimento deixem
prosperar a ideia de que a escola é lugar de perigos e não
de aprendizagem e convivência, por outro lado, o risco é
de que um caldeirão de conclusões simplificadoras termine por produzir uma espécie de pânico moral, como são
chamadas as reações desproporcionais a problemas vistos
como ameaça à ordem social.
Antes, portanto, de inspirar medo generalizado e medidas
drásticas – como vigilância e punitivismo em excesso –, os
estudos e os debates deles decorrentes precisam fortalecer
diagnósticos e soluções baseados em evidências. Assim como
os problemas têm natureza múltipla, as respostas também
implicam uma soma de complexidades e ações intersetoriais
que não comportam vaticínios simplistas. Mas, com ou sem
excessos, há pelo menos uma grande certeza: o País não pode
ignorar o debate do que fazer com a escola e seus jovens.
(O Estado de S.Paulo, Editorial, 24.04.2025. Adaptado)
• O Brasil assiste a uma escalada de violência nas escolas, segundo levantamento publicado na revista Pesquisa Fapesp... (1º parágrafo)
• Também são essenciais para pavimentar o caminho da busca de soluções preventivas... (2º parágrafo)
• Convém cautela, contudo, para não espalhar brasas onde já existe fogo. (3º parágrafo)
• Antes, portanto, de inspirar medo generalizado e medidas drásticas – como vigilância e punitivismo em excesso... (4º parágrafo)
Com base em Ingedore Koch e Vanda Maria Elias (Ler e compreender: os sentidos do texto, 2011), os articuladores destacados estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de
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Medo e cautela nas escolas
O Brasil assiste a uma escalada de violência nas escolas, segundo levantamento publicado na revista Pesquisa
Fapesp, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de
São Paulo. A conclusão, perturbadora, decorre dos registros
oficiais de incidentes num período de dez anos, com dados
do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania: em
2013, foram registradas 3,7 mil vítimas de violência interpessoal nas escolas, incluindo estudantes, professores e outros
membros da comunidade escolar; em 2023, esse número
subiu para 13,1 mil.
Números como esses ajudam a modular a sensação de
medo, insegurança e impotência de pais, alunos, professores e profissionais em geral que atuam com ensino, infância
e adolescência. Também são essenciais para pavimentar o
caminho da busca de soluções preventivas, incluindo melhor
qualificação na identificação de comportamentos e sinais
que possam levar a práticas violentas. Revelam-se igualmente relevantes no despertar de autoridades para o sentido
de urgência por um maior preparo do País para enfrentar a
violência dentro das escolas e em seu entorno. E se transformam, por fim, num elemento a mais de alerta para um
público já em sobressalto – o que explica a impressionante
repercussão de obras como A geração ansiosa, que detalha
os efeitos nefastos do mundo hiperconectado para a saúde
mental dos jovens, ou a minissérie Adolescência, que se tornou a mais vista na plataforma Netflix ao gerar debates sobre
temas como ódio online, machismo e o impacto de discursos
radicais em adolescentes.
Convém cautela, contudo, para não espalhar brasas
onde já existe fogo. Se, por um lado, a arte e os números
servem para reduzir o abismo existente entre dois mundos
– o dos adultos e dos adolescentes – e, sobretudo, não deixar que a inércia, a incerteza e o desconhecimento deixem
prosperar a ideia de que a escola é lugar de perigos e não
de aprendizagem e convivência, por outro lado, o risco é
de que um caldeirão de conclusões simplificadoras termine por produzir uma espécie de pânico moral, como são
chamadas as reações desproporcionais a problemas vistos
como ameaça à ordem social.
Antes, portanto, de inspirar medo generalizado e medidas
drásticas – como vigilância e punitivismo em excesso –, os
estudos e os debates deles decorrentes precisam fortalecer
diagnósticos e soluções baseados em evidências. Assim como
os problemas têm natureza múltipla, as respostas também
implicam uma soma de complexidades e ações intersetoriais
que não comportam vaticínios simplistas. Mas, com ou sem
excessos, há pelo menos uma grande certeza: o País não pode
ignorar o debate do que fazer com a escola e seus jovens.
(O Estado de S.Paulo, Editorial, 24.04.2025. Adaptado)
O último caso citado pela autora pode ser constatado na seguinte passagem:
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