Um ambulatório de especialidades do SUS, reconhecido
por boa produtividade assistencial, passou a registrar ao
mesmo tempo aumento do absenteísmo e de retornos
precoces, crescimento de demandas encaminhadas à
ouvidoria e maior frequência de usuários com problemas
clínicos e sociais complexos sendo frequentemente reencaminhados entre profissionais do próprio ambulatório.
No serviço, os fluxos assistenciais e as mudanças organizacionais costumam ser definidos pela coordenação
especializada em gestão de serviços de saúde e posteriormente comunicados às equipes. Em reuniões recentes, surgiram diferentes interpretações sobre as causas
desse cenário e propostas distintas de reorganização do
trabalho no serviço.
Considerando a Política Nacional de Humanização, assinale a alternativa que apresenta corretamente a proposta
mais adequada.
Em um município com filas prolongadas para atenção
especializada, a gestão propõe um novo protocolo de
acesso. Pelo desenho apresentado, os casos com maior
gravidade clínica continuariam tendo prioridade, mas,
entre os pacientes de mesma prioridade assistencial,
teriam preferência os trabalhadores com vínculo formal
e contribuição regular à previdência, sob a justificativa de
que essa medida “preserva a sustentabilidade do sistema
sem abandonar critérios técnicos”.
Considerando a Reforma Sanitária Brasileira, que funda
mentou o SUS, essa proposta é
Em uma UPA, uma criança de 6 anos dá entrada com
febre alta há quatro dias, exantema maculopapular de
progressão cefalocaudal, tosse, coriza e conjuntivite.
A enfermeira comunica o caso ao médico plantonista,
que solicita sorologia e orienta a enfermeira a realizar
a notificação imediatamente. Em seguida, o gerente da
unidade afirma que a vigilância só deveria ser acionada
após o resultado do exame e apenas se a família confirmasse que a criança não passou por outro serviço de
saúde no mesmo dia.
Segundo as normas vigentes relacionadas à notificação
compulsória, assinale a alternativa correta sobre essa
sequência de ações.
Em uma UBS localizada em território com alta frequência
de consumo abusivo de álcool, a equipe multiprofissional discute diferentes estratégias para reduzir agravos
relacionados à dependência alcoólica. Durante a reunião, foram propostas as seguintes ações: articular com
a secretaria de desportos e lazer a ampliação de espaços comunitários de convivência no território; realizar
atividades educativas na escola com adolescentes sobre
fatores de risco para uso nocivo de álcool; aplicar rotineiramente instrumento de rastreamento em adultos com
padrão de uso de risco; articular ações de reabilitação
junto ao CAPS e reinserção social de usuários diagnosticados com consumo abusivo do álcool e com perda funcional importante.
Considerando os níveis de prevenção de Leavell e Clark,
a ação que melhor exemplifica prevenção secundária é:
Sobre a utilidade prática do indicador DALY (disability-adjusted life year – ano de vida ajustado por incapacidade) na gestão em saúde, é correto afirmar que esse
indicador
Considerando a disponibilidade no Programa Nacional
de Imunizações (PNI) do SUS da vacina contra a dengue
(atenuada), produzida pelo laboratório Takeda (Qdenga),
em qual das situações a seguir a conduta está correta em
relação à sua indicação?
Ao iniciar a elaboração do Plano Municipal de Saúde, a
gestão de um município identificou aumento das filas para
atenção especializada, piora de indicadores de saúde
mental e ampliação das desigualdades entre territórios.
A gestora da pasta defendeu a realização de um amplo
processo participativo para discutir esses problemas com
usuários, trabalhadores e gestores, com o objetivo de
definir prioridades e diretrizes gerais para a política de
saúde dos próximos anos.
Considerando o escopo das instâncias de participação
social no SUS, qual é a estratégia correta nesse caso?
Em um município de 180.000 habitantes, a Secreta
ria Municipal de Saúde ampliou o número de consultas
médicas nas UBS e passou a divulgar esse dado como
principal evidência de fortalecimento da Atenção Primária. No entanto, ao analisar os indicadores dos últimos
dois anos, a equipe técnica identificou aumento das internações por complicações do diabetes, crises asmáticas
e insuficiência cardíaca descompensada, especialmente
em bairros com maior vulnerabilidade social. Também foi
observado alto absenteísmo em consultas programadas
nas UBS, baixa integração entre APS e atenção especializada e rotatividade frequente de profissionais das equipes de APS.
João, de 68 anos, é portador de hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2 e DPOC. Nos últimos oito meses,
passou por consultas com clínico da UPA, cardiologista,
pneumologista e endocrinologista, recebeu prescrições
parcialmente divergentes, realizou exames repetidos em
serviços diferentes e teve três atendimentos de urgência
por descompensações clínicas. Durante visita domiciliar,
a agente comunitária de saúde identifica que o paciente
e a esposa não sabem exatamente quais medicamentos estão em uso, e relatam que “cada médico fala uma
coisa”. Na reunião de equipe, surgem diferentes propostas para reorganizar o cuidado de João na rede.
Considerando a organização e as ações esperadas da
atenção primária no SUS, o que a equipe deve fazer?
Em uma reunião da Comissão Intergestores Bipartite, a
Secretaria Estadual de Saúde apresenta a adesão ao
Programa Agora Tem Especialistas, instituído para ampliar o acesso e reduzir o tempo de espera por consultas,
exames, tratamentos e cirurgias eletivas no SUS. Duran
te a discussão, um secretário municipal afirma que o pro
grama deve ser entendido apenas como uma estratégia
de expansão da oferta de procedimentos especializados,
sem implicações relevantes sobre os princípios e as diretrizes do SUS, já que seu foco central é “andar mais
rápido com a fila”.
Considerando a Portaria GM/MS no 7.266/2025 e os princípios e as diretrizes do SUS, é correto afirmar que a afirmação do secretário está