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TEXTO3
"O nosso primeiro natal de família, depois da morte de meu pai acontecida cinco meses antes, foi de
consequências decisivas pra a felicidade familiar. Nós sempre fôramos familiarmente felizes, nesse
sentido muito abstrato da felicidade: gente honesta, sem crimes, lar sem brigas internas nem graves
dificuldades econômicas. Mas, devido principalmente à natureza cinzenta de meu pai, ser desprovido de
qualquer lirismo, duma exemplaridade incapaz, alcoachoada no medríocre, sempre nos faltara aquele
aproveitamento da vida, aquele gosto pelas coisas materiais, um vinho bom, uma estação de águas,
aquisição de geladeira, coisas assim. Meu pai de um bom errado, quase dramático, o puro sangue do
desmancha-prazeres."
(Andrade, Mario. O peru de natal. In: Contos novos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015, p.74)
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TEXTO3
"O nosso primeiro natal de família, depois da morte de meu pai acontecida cinco meses antes, foi de
consequências decisivas pra a felicidade familiar. Nós sempre fôramos familiarmente felizes, nesse
sentido muito abstrato da felicidade: gente honesta, sem crimes, lar sem brigas internas nem graves
dificuldades econômicas. Mas, devido principalmente à natureza cinzenta de meu pai, ser desprovido de
qualquer lirismo, duma exemplaridade incapaz, alcoachoada no medríocre, sempre nos faltara aquele
aproveitamento da vida, aquele gosto pelas coisas materiais, um vinho bom, uma estação de águas,
aquisição de geladeira, coisas assim. Meu pai de um bom errado, quase dramático, o puro sangue do
desmancha-prazeres."
(Andrade, Mario. O peru de natal. In: Contos novos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015, p.74)
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TEXTO3
"O nosso primeiro natal de família, depois da morte de meu pai acontecida cinco meses antes, foi de
consequências decisivas pra a felicidade familiar. Nós sempre fôramos familiarmente felizes, nesse
sentido muito abstrato da felicidade: gente honesta, sem crimes, lar sem brigas internas nem graves
dificuldades econômicas. Mas, devido principalmente à natureza cinzenta de meu pai, ser desprovido de
qualquer lirismo, duma exemplaridade incapaz, alcoachoada no medríocre, sempre nos faltara aquele
aproveitamento da vida, aquele gosto pelas coisas materiais, um vinho bom, uma estação de águas,
aquisição de geladeira, coisas assim. Meu pai de um bom errado, quase dramático, o puro sangue do
desmancha-prazeres."
(Andrade, Mario. O peru de natal. In: Contos novos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015, p.74)
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TEXTO2
"O analfabetismo não é uma chaga, nem uma erva daninha que se deve extirpar, mas uma das
expressões concretas de uma realidade social injusta. Erradicar o analfabetismo significa muito mais do
que ensinar a ler e a escrever: significa transformar as condições sociais que o produzem."
(Freire, Paulo, A importância do ato de ler: em três artigos que se completam, São Paulo: Cortez, 1989.)
I. O pronome "o" refere-se ao termo "analfabetismo".
II. A forma verbal "transformar" encontra-se no particípio.
III. O vocábulo que exerce a função de pronome relativo.
IV. A forma verbal produzem encontra-se no presente do subjuntivo.
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TEXTO2
"O analfabetismo não é uma chaga, nem uma erva daninha que se deve extirpar, mas uma das
expressões concretas de uma realidade social injusta. Erradicar o analfabetismo significa muito mais do
que ensinar a ler e a escrever: significa transformar as condições sociais que o produzem."
(Freire, Paulo, A importância do ato de ler: em três artigos que se completam, São Paulo: Cortez, 1989.)
I. Apresenta linguagem denotativa.
II. A palavra analfabetismo é formada por derivação prefixal e sufixal.
III. A palavra nem exerce a função gramatical de advérbio.
IV. As expressões chaga e erva daninha têm sentido metafórico.
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TEXTO2
"O analfabetismo não é uma chaga, nem uma erva daninha que se deve extirpar, mas uma das
expressões concretas de uma realidade social injusta. Erradicar o analfabetismo significa muito mais do
que ensinar a ler e a escrever: significa transformar as condições sociais que o produzem."
(Freire, Paulo, A importância do ato de ler: em três artigos que se completam, São Paulo: Cortez, 1989.)
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TEXTO1
Falando em leitura, podemos ter em mente alguém lendo jornal, revista, folheto, mas o mais comum é
pensarmos na leitura de livros. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler, "vive lendo", talvez seja
rato de biblioteca ou consumidor de romances, histórias em quadrinhos, fotonovelas. Se "passa em
cima dos livros", na certa estuda muito. Sem dúvida, o ato de ler é usualmente relacionado com a
escrita, e o leitor visto como decodificador da letra. Bastará, porém, decifrar palavras para acontecer a
leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente "fazer a leitura" de um gesto, de uma
situação, "ler a mão", "ler o olhar de alguém", "ler o tempo", "ler o espaço", indicando que o ato de ler vai
além da escrita?
(Martins, Maria Helena. Falando em leitura. In:O que é leitura. São Paulo: Brasiliense, 2000, p.7)
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TEXTO1
Falando em leitura, podemos ter em mente alguém lendo jornal, revista, folheto, mas o mais comum é
pensarmos na leitura de livros. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler, "vive lendo", talvez seja
rato de biblioteca ou consumidor de romances, histórias em quadrinhos, fotonovelas. Se "passa em
cima dos livros", na certa estuda muito. Sem dúvida, o ato de ler é usualmente relacionado com a
escrita, e o leitor visto como decodificador da letra. Bastará, porém, decifrar palavras para acontecer a
leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente "fazer a leitura" de um gesto, de uma
situação, "ler a mão", "ler o olhar de alguém", "ler o tempo", "ler o espaço", indicando que o ato de ler vai
além da escrita?
(Martins, Maria Helena. Falando em leitura. In:O que é leitura. São Paulo: Brasiliense, 2000, p.7)
I. Provocar reflexão sobre o verdadeiro sentido do ato de ler.
II. Insinuar que a leitura ocorre apenas com o domínio da escrita.
III. Introduzir a ideia de que ler não se limita a decodificar.
IV. Reforçar a ideia de que ler se restringe ao livro.
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TEXTO1
Falando em leitura, podemos ter em mente alguém lendo jornal, revista, folheto, mas o mais comum é
pensarmos na leitura de livros. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler, "vive lendo", talvez seja
rato de biblioteca ou consumidor de romances, histórias em quadrinhos, fotonovelas. Se "passa em
cima dos livros", na certa estuda muito. Sem dúvida, o ato de ler é usualmente relacionado com a
escrita, e o leitor visto como decodificador da letra. Bastará, porém, decifrar palavras para acontecer a
leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente "fazer a leitura" de um gesto, de uma
situação, "ler a mão", "ler o olhar de alguém", "ler o tempo", "ler o espaço", indicando que o ato de ler vai
além da escrita?
(Martins, Maria Helena. Falando em leitura. In:O que é leitura. São Paulo: Brasiliense, 2000, p.7)
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A infernalização da colônia e sua inserção no conjunto dos mitos edênicos elaborados pelos europeus
caminharam juntas. Céu e Inferno se alternavam no horizonte do colonizador, passando paulatinamente
a integrar, também o universo dos colonos e dando ainda espaço para o Purgatório. Durante todo o
processo de colonização, desenvolveu-se, pois, uma justificação ideológica ancorada na Fé e na sua
negação, utilizando e reelaborando as imagens do Céu, do Inferno e do Purgatório.
SOUZA, Laura de Mello e. O diabo e a terra de Santa Cruz: feitiçaria e religiosidade popular no Brasil Colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1986. p. 372.
Os mitos construídos acerca da América, como apontados no texto, podem ser também explicados pela
SOUZA, Laura de Mello e. O diabo e a terra de Santa Cruz: feitiçaria e religiosidade popular no Brasil Colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1986. p. 372.
Os mitos construídos acerca da América, como apontados no texto, podem ser também explicados pela
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