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4098858
Ano: 2026
Disciplina: Ética na Administração Pública
Banca: IGEDUC
Orgão: Pref. Serraria-PB
Disciplina: Ética na Administração Pública
Banca: IGEDUC
Orgão: Pref. Serraria-PB
Provas:
O exercício da função pública exige postura ativa na
preservação da integridade administrativa e no zelo pelo
bom funcionamento institucional. Ao tomar conhecimento
de irregularidade ocorrida no âmbito de suas atribuições,
assinale a alternativa CORRETA que indica a conduta
compatível com os deveres funcionais do servidor.
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A disciplina e a impessoalidade no ambiente institucional
exigem que o servidor mantenha postura compatível com
o respeito à Administração e aos demais agentes
públicos. Considerando as vedações funcionais
relacionadas à conduta no local de trabalho, é
CORRETO afirmar que:
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4098856
Ano: 2026
Disciplina: Ética na Administração Pública
Banca: IGEDUC
Orgão: Pref. Serraria-PB
Disciplina: Ética na Administração Pública
Banca: IGEDUC
Orgão: Pref. Serraria-PB
Provas:
A ética administrativa impõe ao servidor público padrões
de conduta que superam a mera observância formal da
Lei, exigindo comportamento compatível com a
moralidade, a lealdade institucional e o respeito à
coletividade.
Em situação na qual determinada conduta é formalmente permitida, mas provoca favorecimento indevido ou abalo na confiança social, assinale a alternativa CORRETA que indica a postura eticamente adequada do servidor público.
Em situação na qual determinada conduta é formalmente permitida, mas provoca favorecimento indevido ou abalo na confiança social, assinale a alternativa CORRETA que indica a postura eticamente adequada do servidor público.
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Durante a organização de uma feira comunitária, uma
comissão ficou responsável por registrar entradas e
saídas de valores ao longo de um único dia. Pela manhã,
o caixa registrava R$ 2.350,00. No decorrer do dia,
ocorreram as seguintes movimentações:
• Foram arrecadados R$ 780,00 com vendas; • Houve o pagamento de R$ 425,00 referentes à locação de equipamentos; • No período da tarde, novas vendas totalizaram R$ 610,00; • Ao final do evento, foram pagas as despesas adicionais no valor de R$ 515,00.
Com base nessas informações, analise as afirmativas a seguir:
I. Após a arrecadação das vendas da manhã, o saldo do caixa passou a ser de R$ 3.130,00.
II. Considerando apenas as despesas pagas no dia, o valor total gasto foi de R$ 940,00.
III. O saldo final do caixa, após todas as movimentações, foi de R$ 2.800,00.
IV. Se as despesas da tarde não tivessem ocorrido, o saldo final seria superior a R$ 3.600,00.
V. A diferença entre o total arrecadado e o total gasto ao longo do dia foi de R$ 650,00.
Assinale a alternativa correta:
• Foram arrecadados R$ 780,00 com vendas; • Houve o pagamento de R$ 425,00 referentes à locação de equipamentos; • No período da tarde, novas vendas totalizaram R$ 610,00; • Ao final do evento, foram pagas as despesas adicionais no valor de R$ 515,00.
Com base nessas informações, analise as afirmativas a seguir:
I. Após a arrecadação das vendas da manhã, o saldo do caixa passou a ser de R$ 3.130,00.
II. Considerando apenas as despesas pagas no dia, o valor total gasto foi de R$ 940,00.
III. O saldo final do caixa, após todas as movimentações, foi de R$ 2.800,00.
IV. Se as despesas da tarde não tivessem ocorrido, o saldo final seria superior a R$ 3.600,00.
V. A diferença entre o total arrecadado e o total gasto ao longo do dia foi de R$ 650,00.
Assinale a alternativa correta:
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Numa campanha solidária, uma escola recebeu 1.728
cadernos, que deveriam ser distribuídos de forma
equilibrada entre algumas turmas. Inicialmente,
pensou-se em dividir todo o material igualmente entre 12
turmas, porém verificou-se que 96 cadernos precisariam
ser separados para reserva técnica. Após essa
separação, a quantidade restante foi distribuída
igualmente entre as mesmas 12 turmas, sem sobras.
Com base nessa situação, assinale a alternativa correta.
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Uma cooperativa de agricultores familiares organizou a
entrega semanal de caixas de hortaliças para escolas da
região. Cada caixa contém 18 maços de verduras. Em
determinado mês, foram entregues 7 caixas por semana,
durante 4 semanas consecutivas. Considerando apenas
esse período e mantendo a mesma quantidade por
caixa, assinale a alternativa que indica corretamente o
total de maços de verduras entregues no mês.
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O miado das onças-pintadas: registros inéditos
mostram como mães se comunicam com filhotes
sem atrair machos
O som registrado não correspondia ao que se esperava
— e foi exatamente essa diferença que despertou o
interesse dos pesquisadores. Câmeras instaladas no
Parque Nacional do Iguaçu flagraram onças-pintadas
emitindo vocalizações curtas, agudas e repetidas, muito
semelhantes a miados.
O achado é inédito. Até então, predominava na literatura
científica a ideia de que esses animais se comunicavam
apenas por meio do esturro, vocalização grave e
característica da espécie. De acordo com a bióloga
Vânia Foster, do projeto Onças do Iguaçu, que monitora
onças-pintadas desde a década de 1990, a bibliografia
sempre indicou que as espécies do gênero Panthera não
teriam capacidade de miar, em razão da conformação da
traqueia e da laringe, o que restringiria sua comunicação
sonora ao esturro.
O avanço tecnológico, contudo, trouxe novos dados. O
uso de câmeras com monitoramento contínuo e
microfones permitiu aos pesquisadores constatar que o
esturro não é a única forma de comunicação das onças.
Foster relata que o primeiro registro ocorreu em 2020,
quando os equipamentos captaram uma fêmea emitindo
miados enquanto chamava seu filhote. Posteriormente,
novos áudios da mesma fêmea foram gravados em
situações em que ela parecia não saber onde o filhote
estava. Já em 2023, os papéis se inverteram: foi o filhote
que passou a miar para chamar a mãe.
A constatação causou estranhamento na equipe, pois
esse tipo de vocalização não estava descrito na
bibliografia, tampouco havia informações sobre sua
variação ou sobre a possibilidade de um mesmo
indivíduo emitir diferentes tipos de miado. Diante disso,
os pesquisadores buscaram apoio especializado para
descrever e compreender melhor esses sons.
O grupo passou a trabalhar com a pesquisadora Marina
Duarte, da Universidade de Salford, no Reino Unido,
especialista em bioacústica — área que estuda a
comunicação sonora dos animais. Com o auxílio de
ferramentas analíticas, a equipe conseguiu converter os
sons gravados em dados numéricos, o que permitiu
compará-los com outras vocalizações conhecidas das
onças.
A análise revelou um dado surpreendente: havia pelo
menos três tipos distintos de miados. Segundo Duarte,
além de comprovar de forma matemática e estatística
que essas vocalizações diferem daquelas já descritas na
literatura, o estudo demonstrou que o repertório vocal
relacionado ao miado é mais complexo do que se
supunha.
Ao longo da pesquisa, os miados foram observados exclusivamente em contextos de comunicação entre
mães e filhotes. Foster explica que há uma razão
funcional para isso. O esturro é uma vocalização típica
de onças adultas, tanto machos quanto fêmeas,
enquanto os filhotes não são capazes de produzi-lo, pois
ainda não possuem as cordas vocais plenamente
desenvolvidas.
Para evitar chamar a atenção de machos adultos, as
fêmeas utilizam os miados como forma de comunicação
com os filhotes, em uma espécie de comunicação
maternal. Caso a fêmea esturrasse na presença dos
filhotes, poderia atrair outros machos para a região.
Como esses animais apresentam comportamento de
infanticídio, a aproximação representaria um risco real de
morte para os filhotes.
Duarte acrescenta que essa ameaça pode ter funcionado
como uma pressão seletiva, favorecendo a evolução
desse tipo de comunicação específica entre mãe e
filhote. Na bioacústica, esse processo é chamado de
modulação: mesmo sem possuir um aparato vocal
originalmente adaptado ao miado, a fêmea consegue
ajustar a vocalização de modo a torná-la adequada à
comunicação com os filhotes.
A pesquisadora observa que esse mecanismo se
assemelha ao que ocorre entre humanos, quando
adultos modulam a voz ao falar com bebês, utilizando
entonação diferenciada para facilitar a interação. Essa
analogia, segundo ela, torna ainda mais expressivo o
significado dos registros e reforça o caráter singular da
descoberta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre208z8l80o.adaptado.
À luz desse enfoque, é CORRETO afirmar que o texto explica o uso dos miados pelas fêmeas principalmente como resultado de:
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O miado das onças-pintadas: registros inéditos
mostram como mães se comunicam com filhotes
sem atrair machos
O som registrado não correspondia ao que se esperava
— e foi exatamente essa diferença que despertou o
interesse dos pesquisadores. Câmeras instaladas no
Parque Nacional do Iguaçu flagraram onças-pintadas
emitindo vocalizações curtas, agudas e repetidas, muito
semelhantes a miados.
O achado é inédito. Até então, predominava na literatura
científica a ideia de que esses animais se comunicavam
apenas por meio do esturro, vocalização grave e
característica da espécie. De acordo com a bióloga
Vânia Foster, do projeto Onças do Iguaçu, que monitora
onças-pintadas desde a década de 1990, a bibliografia
sempre indicou que as espécies do gênero Panthera não
teriam capacidade de miar, em razão da conformação da
traqueia e da laringe, o que restringiria sua comunicação
sonora ao esturro.
O avanço tecnológico, contudo, trouxe novos dados. O
uso de câmeras com monitoramento contínuo e
microfones permitiu aos pesquisadores constatar que o
esturro não é a única forma de comunicação das onças.
Foster relata que o primeiro registro ocorreu em 2020,
quando os equipamentos captaram uma fêmea emitindo
miados enquanto chamava seu filhote. Posteriormente,
novos áudios da mesma fêmea foram gravados em
situações em que ela parecia não saber onde o filhote
estava. Já em 2023, os papéis se inverteram: foi o filhote
que passou a miar para chamar a mãe.
A constatação causou estranhamento na equipe, pois
esse tipo de vocalização não estava descrito na
bibliografia, tampouco havia informações sobre sua
variação ou sobre a possibilidade de um mesmo
indivíduo emitir diferentes tipos de miado. Diante disso,
os pesquisadores buscaram apoio especializado para
descrever e compreender melhor esses sons.
O grupo passou a trabalhar com a pesquisadora Marina
Duarte, da Universidade de Salford, no Reino Unido,
especialista em bioacústica — área que estuda a
comunicação sonora dos animais. Com o auxílio de
ferramentas analíticas, a equipe conseguiu converter os
sons gravados em dados numéricos, o que permitiu
compará-los com outras vocalizações conhecidas das
onças.
A análise revelou um dado surpreendente: havia pelo
menos três tipos distintos de miados. Segundo Duarte,
além de comprovar de forma matemática e estatística
que essas vocalizações diferem daquelas já descritas na
literatura, o estudo demonstrou que o repertório vocal
relacionado ao miado é mais complexo do que se
supunha.
Ao longo da pesquisa, os miados foram observados exclusivamente em contextos de comunicação entre
mães e filhotes. Foster explica que há uma razão
funcional para isso. O esturro é uma vocalização típica
de onças adultas, tanto machos quanto fêmeas,
enquanto os filhotes não são capazes de produzi-lo, pois
ainda não possuem as cordas vocais plenamente
desenvolvidas.
Para evitar chamar a atenção de machos adultos, as
fêmeas utilizam os miados como forma de comunicação
com os filhotes, em uma espécie de comunicação
maternal. Caso a fêmea esturrasse na presença dos
filhotes, poderia atrair outros machos para a região.
Como esses animais apresentam comportamento de
infanticídio, a aproximação representaria um risco real de
morte para os filhotes.
Duarte acrescenta que essa ameaça pode ter funcionado
como uma pressão seletiva, favorecendo a evolução
desse tipo de comunicação específica entre mãe e
filhote. Na bioacústica, esse processo é chamado de
modulação: mesmo sem possuir um aparato vocal
originalmente adaptado ao miado, a fêmea consegue
ajustar a vocalização de modo a torná-la adequada à
comunicação com os filhotes.
A pesquisadora observa que esse mecanismo se
assemelha ao que ocorre entre humanos, quando
adultos modulam a voz ao falar com bebês, utilizando
entonação diferenciada para facilitar a interação. Essa
analogia, segundo ela, torna ainda mais expressivo o
significado dos registros e reforça o caráter singular da
descoberta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre208z8l80o.adaptado.
De acordo com essa perspectiva inicial apresentada no texto, é CORRETO afirmar que o interesse dos pesquisadores foi despertado principalmente pelo fato de:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O miado das onças-pintadas: registros inéditos
mostram como mães se comunicam com filhotes
sem atrair machos
O som registrado não correspondia ao que se esperava
— e foi exatamente essa diferença que despertou o
interesse dos pesquisadores. Câmeras instaladas no
Parque Nacional do Iguaçu flagraram onças-pintadas
emitindo vocalizações curtas, agudas e repetidas, muito
semelhantes a miados.
O achado é inédito. Até então, predominava na literatura
científica a ideia de que esses animais se comunicavam
apenas por meio do esturro, vocalização grave e
característica da espécie. De acordo com a bióloga
Vânia Foster, do projeto Onças do Iguaçu, que monitora
onças-pintadas desde a década de 1990, a bibliografia
sempre indicou que as espécies do gênero Panthera não
teriam capacidade de miar, em razão da conformação da
traqueia e da laringe, o que restringiria sua comunicação
sonora ao esturro.
O avanço tecnológico, contudo, trouxe novos dados. O
uso de câmeras com monitoramento contínuo e
microfones permitiu aos pesquisadores constatar que o
esturro não é a única forma de comunicação das onças.
Foster relata que o primeiro registro ocorreu em 2020,
quando os equipamentos captaram uma fêmea emitindo
miados enquanto chamava seu filhote. Posteriormente,
novos áudios da mesma fêmea foram gravados em
situações em que ela parecia não saber onde o filhote
estava. Já em 2023, os papéis se inverteram: foi o filhote
que passou a miar para chamar a mãe.
A constatação causou estranhamento na equipe, pois
esse tipo de vocalização não estava descrito na
bibliografia, tampouco havia informações sobre sua
variação ou sobre a possibilidade de um mesmo
indivíduo emitir diferentes tipos de miado. Diante disso,
os pesquisadores buscaram apoio especializado para
descrever e compreender melhor esses sons.
O grupo passou a trabalhar com a pesquisadora Marina
Duarte, da Universidade de Salford, no Reino Unido,
especialista em bioacústica — área que estuda a
comunicação sonora dos animais. Com o auxílio de
ferramentas analíticas, a equipe conseguiu converter os
sons gravados em dados numéricos, o que permitiu
compará-los com outras vocalizações conhecidas das
onças.
A análise revelou um dado surpreendente: havia pelo
menos três tipos distintos de miados. Segundo Duarte,
além de comprovar de forma matemática e estatística
que essas vocalizações diferem daquelas já descritas na
literatura, o estudo demonstrou que o repertório vocal
relacionado ao miado é mais complexo do que se
supunha.
Ao longo da pesquisa, os miados foram observados exclusivamente em contextos de comunicação entre
mães e filhotes. Foster explica que há uma razão
funcional para isso. O esturro é uma vocalização típica
de onças adultas, tanto machos quanto fêmeas,
enquanto os filhotes não são capazes de produzi-lo, pois
ainda não possuem as cordas vocais plenamente
desenvolvidas.
Para evitar chamar a atenção de machos adultos, as
fêmeas utilizam os miados como forma de comunicação
com os filhotes, em uma espécie de comunicação
maternal. Caso a fêmea esturrasse na presença dos
filhotes, poderia atrair outros machos para a região.
Como esses animais apresentam comportamento de
infanticídio, a aproximação representaria um risco real de
morte para os filhotes.
Duarte acrescenta que essa ameaça pode ter funcionado
como uma pressão seletiva, favorecendo a evolução
desse tipo de comunicação específica entre mãe e
filhote. Na bioacústica, esse processo é chamado de
modulação: mesmo sem possuir um aparato vocal
originalmente adaptado ao miado, a fêmea consegue
ajustar a vocalização de modo a torná-la adequada à
comunicação com os filhotes.
A pesquisadora observa que esse mecanismo se
assemelha ao que ocorre entre humanos, quando
adultos modulam a voz ao falar com bebês, utilizando
entonação diferenciada para facilitar a interação. Essa
analogia, segundo ela, torna ainda mais expressivo o
significado dos registros e reforça o caráter singular da
descoberta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre208z8l80o.adaptado.
A partir desse enfoque, é CORRETO afirmar que a contribuição da análise bioacústica para a pesquisa consistiu em:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O miado das onças-pintadas: registros inéditos
mostram como mães se comunicam com filhotes
sem atrair machos
O som registrado não correspondia ao que se esperava
— e foi exatamente essa diferença que despertou o
interesse dos pesquisadores. Câmeras instaladas no
Parque Nacional do Iguaçu flagraram onças-pintadas
emitindo vocalizações curtas, agudas e repetidas, muito
semelhantes a miados.
O achado é inédito. Até então, predominava na literatura
científica a ideia de que esses animais se comunicavam
apenas por meio do esturro, vocalização grave e
característica da espécie. De acordo com a bióloga
Vânia Foster, do projeto Onças do Iguaçu, que monitora
onças-pintadas desde a década de 1990, a bibliografia
sempre indicou que as espécies do gênero Panthera não
teriam capacidade de miar, em razão da conformação da
traqueia e da laringe, o que restringiria sua comunicação
sonora ao esturro.
O avanço tecnológico, contudo, trouxe novos dados. O
uso de câmeras com monitoramento contínuo e
microfones permitiu aos pesquisadores constatar que o
esturro não é a única forma de comunicação das onças.
Foster relata que o primeiro registro ocorreu em 2020,
quando os equipamentos captaram uma fêmea emitindo
miados enquanto chamava seu filhote. Posteriormente,
novos áudios da mesma fêmea foram gravados em
situações em que ela parecia não saber onde o filhote
estava. Já em 2023, os papéis se inverteram: foi o filhote
que passou a miar para chamar a mãe.
A constatação causou estranhamento na equipe, pois
esse tipo de vocalização não estava descrito na
bibliografia, tampouco havia informações sobre sua
variação ou sobre a possibilidade de um mesmo
indivíduo emitir diferentes tipos de miado. Diante disso,
os pesquisadores buscaram apoio especializado para
descrever e compreender melhor esses sons.
O grupo passou a trabalhar com a pesquisadora Marina
Duarte, da Universidade de Salford, no Reino Unido,
especialista em bioacústica — área que estuda a
comunicação sonora dos animais. Com o auxílio de
ferramentas analíticas, a equipe conseguiu converter os
sons gravados em dados numéricos, o que permitiu
compará-los com outras vocalizações conhecidas das
onças.
A análise revelou um dado surpreendente: havia pelo
menos três tipos distintos de miados. Segundo Duarte,
além de comprovar de forma matemática e estatística
que essas vocalizações diferem daquelas já descritas na
literatura, o estudo demonstrou que o repertório vocal
relacionado ao miado é mais complexo do que se
supunha.
Ao longo da pesquisa, os miados foram observados exclusivamente em contextos de comunicação entre
mães e filhotes. Foster explica que há uma razão
funcional para isso. O esturro é uma vocalização típica
de onças adultas, tanto machos quanto fêmeas,
enquanto os filhotes não são capazes de produzi-lo, pois
ainda não possuem as cordas vocais plenamente
desenvolvidas.
Para evitar chamar a atenção de machos adultos, as
fêmeas utilizam os miados como forma de comunicação
com os filhotes, em uma espécie de comunicação
maternal. Caso a fêmea esturrasse na presença dos
filhotes, poderia atrair outros machos para a região.
Como esses animais apresentam comportamento de
infanticídio, a aproximação representaria um risco real de
morte para os filhotes.
Duarte acrescenta que essa ameaça pode ter funcionado
como uma pressão seletiva, favorecendo a evolução
desse tipo de comunicação específica entre mãe e
filhote. Na bioacústica, esse processo é chamado de
modulação: mesmo sem possuir um aparato vocal
originalmente adaptado ao miado, a fêmea consegue
ajustar a vocalização de modo a torná-la adequada à
comunicação com os filhotes.
A pesquisadora observa que esse mecanismo se
assemelha ao que ocorre entre humanos, quando
adultos modulam a voz ao falar com bebês, utilizando
entonação diferenciada para facilitar a interação. Essa
analogia, segundo ela, torna ainda mais expressivo o
significado dos registros e reforça o caráter singular da
descoberta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre208z8l80o.adaptado.
Considerando esse recorte do texto, é CORRETO afirmar que a ampliação do conhecimento sobre a comunicação das onças-pintadas decorreu:
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