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2903667 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: Pref. São Gonçalo Amarante-RN
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Texto II


Rita


No meio da noite despertei sonhando com minha filha Rita. E a via nitidamente, na graça de seus cinco anos.

Seus cabelos castanhos – a fita azul – o nariz reto, correto, os olhos de água, o riso fino, engraçado, brusco...

Depois de um instante de seriedade; minha filha Rita encarando a vida sem medo, mas séria, com dignidade.

Rita ouvindo música; vendo campos, mares, montanhas; ouvindo de seu pai o pouco, o nada que ele sabe das coisas, mas pegando dele seu jeito de amar

– sério, quieto, devagar.

Eu lhe traria cajus amarelos e vermelhos, seus olhos brilhariam de prazer. Eu lhe ensinaria a palavra cica, e também a amar os bichos tristes, a anta e a pequena cutia; e o córrego; e a nuvem tangida pela viração.

Minha filha Rita em meu sonho me sorria – com pena deste seu pai, que nunca a teve.

(BRAGA, Rubem. O verão e as mulheres. São Paulo: Editora

Record, 2008, p.108)

Considere a próclise na passagem “que nunca a teve” (6º§). Assinale a alternativa em que o pronome, de acordo com a Norma Padrão, não deveria estar proclítico.

 

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2903666 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: Pref. São Gonçalo Amarante-RN
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Texto II


Rita


No meio da noite despertei sonhando com minha filha Rita. E a via nitidamente, na graça de seus cinco anos.

Seus cabelos castanhos – a fita azul – o nariz reto, correto, os olhos de água, o riso fino, engraçado, brusco...

Depois de um instante de seriedade; minha filha Rita encarando a vida sem medo, mas séria, com dignidade.

Rita ouvindo música; vendo campos, mares, montanhas; ouvindo de seu pai o pouco, o nada que ele sabe das coisas, mas pegando dele seu jeito de amar

– sério, quieto, devagar.

Eu lhe traria cajus amarelos e vermelhos, seus olhos brilhariam de prazer. Eu lhe ensinaria a palavra cica, e também a amar os bichos tristes, a anta e a pequena cutia; e o córrego; e a nuvem tangida pela viração.

Minha filha Rita em meu sonho me sorria – com pena deste seu pai, que nunca a teve.

(BRAGA, Rubem. O verão e as mulheres. São Paulo: Editora

Record, 2008, p.108)

No último parágrafo, em “Minha filha Rita em meu sonho me sorria”, o pronome destacado revela:

 

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2903665 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: Pref. São Gonçalo Amarante-RN
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Texto II


Rita


No meio da noite despertei sonhando com minha filha Rita. E a via nitidamente, na graça de seus cinco anos.

Seus cabelos castanhos – a fita azul – o nariz reto, correto, os olhos de água, o riso fino, engraçado, brusco...

Depois de um instante de seriedade; minha filha Rita encarando a vida sem medo, mas séria, com dignidade.

Rita ouvindo música; vendo campos, mares, montanhas; ouvindo de seu pai o pouco, o nada que ele sabe das coisas, mas pegando dele seu jeito de amar

– sério, quieto, devagar.

Eu lhe traria cajus amarelos e vermelhos, seus olhos brilhariam de prazer. Eu lhe ensinaria a palavra cica, e também a amar os bichos tristes, a anta e a pequena cutia; e o córrego; e a nuvem tangida pela viração.

Minha filha Rita em meu sonho me sorria – com pena deste seu pai, que nunca a teve.

(BRAGA, Rubem. O verão e as mulheres. São Paulo: Editora

Record, 2008, p.108)

O texto apresenta a recorrência de pronomes na primeira e na terceira pessoas do discurso. Considerando sua leitura atenta do texto e esse uso pronominal, é correto afirmar que:

 

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2903664 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: Pref. São Gonçalo Amarante-RN
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Texto II


Rita


No meio da noite despertei sonhando com minha filha Rita. E a via nitidamente, na graça de seus cinco anos.

Seus cabelos castanhos – a fita azul – o nariz reto, correto, os olhos de água, o riso fino, engraçado, brusco...

Depois de um instante de seriedade; minha filha Rita encarando a vida sem medo, mas séria, com dignidade.

Rita ouvindo música; vendo campos, mares, montanhas; ouvindo de seu pai o pouco, o nada que ele sabe das coisas, mas pegando dele seu jeito de amar

– sério, quieto, devagar.

Eu lhe traria cajus amarelos e vermelhos, seus olhos brilhariam de prazer. Eu lhe ensinaria a palavra cica, e também a amar os bichos tristes, a anta e a pequena cutia; e o córrego; e a nuvem tangida pela viração.

Minha filha Rita em meu sonho me sorria – com pena deste seu pai, que nunca a teve.

(BRAGA, Rubem. O verão e as mulheres. São Paulo: Editora

Record, 2008, p.108)

O penúltimo parágrafo do texto é marcado pelo emprego reiterado de um tempo verbal. Em relação ao seu valor semântico, pode-se afirmar que se refere a uma ação:

 

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2903663 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: Pref. São Gonçalo Amarante-RN
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Texto I

A gripe espanhola: uma doença com muitos nomes (fragmento)


Há quem diga que se pode avaliar a importância de uma doença pela quantidade de nomes que ela recebe. É o caso da gripe espanhola, que impingiu um verdadeiro flagelo mundial, de 1918 até o início de 1920. A moléstia foi chamada também de “bailarina” – porque dançava e se disseminava em larga escala, e porque o vírus deslizava com facilidade para o interior das células do hospedeiro e se alterava ao longo do tempo e nos vários lugares em que incidia -, de “gripe pneumônica”, “peste pneumônica”, “grande influenza”, ou, simplesmente, de “espanhola”. Foi ainda alcunhada, mais popularmente, de “praga”, numa referência bíblica ao episódio em que Moisés teria conjurado uma série de maldições contra os egípcios. E não faltou quem a denominasse apenas de “peste”, o nome que se dava desde a Antiguidade às doenças epidêmicas de origem desconhecida no momento de sua eclosão e que, nesses contextos dramáticos, viraram, de pronto, sinal de “fim de mundo”, uma resposta divina aos descaminhos da humanidade.

(SCHWARCZ, Lilia Moritz. A bailarina da morte: a gripe

espanhola no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020, p.25-6)

Na relação de nomes encontrados no texto para a doença, nota-se uma certa regularidade na posição das classes gramaticais que os constituem. Assinale a alternativa cuja estrutura dos nomes diferencia-se da dos demais.

 

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2903662 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: Pref. São Gonçalo Amarante-RN
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Texto I

A gripe espanhola: uma doença com muitos nomes (fragmento)


Há quem diga que se pode avaliar a importância de uma doença pela quantidade de nomes que ela recebe. É o caso da gripe espanhola, que impingiu um verdadeiro flagelo mundial, de 1918 até o início de 1920. A moléstia foi chamada também de “bailarina” – porque dançava e se disseminava em larga escala, e porque o vírus deslizava com facilidade para o interior das células do hospedeiro e se alterava ao longo do tempo e nos vários lugares em que incidia -, de “gripe pneumônica”, “peste pneumônica”, “grande influenza”, ou, simplesmente, de “espanhola”. Foi ainda alcunhada, mais popularmente, de “praga”, numa referência bíblica ao episódio em que Moisés teria conjurado uma série de maldições contra os egípcios. E não faltou quem a denominasse apenas de “peste”, o nome que se dava desde a Antiguidade às doenças epidêmicas de origem desconhecida no momento de sua eclosão e que, nesses contextos dramáticos, viraram, de pronto, sinal de “fim de mundo”, uma resposta divina aos descaminhos da humanidade.

(SCHWARCZ, Lilia Moritz. A bailarina da morte: a gripe

espanhola no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020, p.25-6)

Considere a passagem abaixo para responder às questões 5 e 6 seguintes.

“nesses contextos dramáticos, viraram, de pronto, sinal de “fim de mundo”, uma resposta divina aos descaminhos da humanidade.”

O termo preposicionado “aos descaminhos da humanidade” supre a exigência de regência do seguinte termo:

 

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2903661 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: Pref. São Gonçalo Amarante-RN
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Texto I

A gripe espanhola: uma doença com muitos nomes (fragmento)


Há quem diga que se pode avaliar a importância de uma doença pela quantidade de nomes que ela recebe. É o caso da gripe espanhola, que impingiu um verdadeiro flagelo mundial, de 1918 até o início de 1920. A moléstia foi chamada também de “bailarina” – porque dançava e se disseminava em larga escala, e porque o vírus deslizava com facilidade para o interior das células do hospedeiro e se alterava ao longo do tempo e nos vários lugares em que incidia -, de “gripe pneumônica”, “peste pneumônica”, “grande influenza”, ou, simplesmente, de “espanhola”. Foi ainda alcunhada, mais popularmente, de “praga”, numa referência bíblica ao episódio em que Moisés teria conjurado uma série de maldições contra os egípcios. E não faltou quem a denominasse apenas de “peste”, o nome que se dava desde a Antiguidade às doenças epidêmicas de origem desconhecida no momento de sua eclosão e que, nesses contextos dramáticos, viraram, de pronto, sinal de “fim de mundo”, uma resposta divina aos descaminhos da humanidade.

(SCHWARCZ, Lilia Moritz. A bailarina da morte: a gripe

espanhola no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020, p.25-6)

Considere a passagem abaixo para responder às questões 5 e 6 seguintes.

“nesses contextos dramáticos, viraram, de pronto, sinal de “fim de mundo”, uma resposta divina aos descaminhos da humanidade.”

A expressão destacada no trecho encontra-se entre vírgulas e possui caráter:

 

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2903660 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: Pref. São Gonçalo Amarante-RN
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Texto I

A gripe espanhola: uma doença com muitos nomes (fragmento)


Há quem diga que se pode avaliar a importância de uma doença pela quantidade de nomes que ela recebe. É o caso da gripe espanhola, que impingiu um verdadeiro flagelo mundial, de 1918 até o início de 1920. A moléstia foi chamada também de “bailarina” – porque dançava e se disseminava em larga escala, e porque o vírus deslizava com facilidade para o interior das células do hospedeiro e se alterava ao longo do tempo e nos vários lugares em que incidia -, de “gripe pneumônica”, “peste pneumônica”, “grande influenza”, ou, simplesmente, de “espanhola”. Foi ainda alcunhada, mais popularmente, de “praga”, numa referência bíblica ao episódio em que Moisés teria conjurado uma série de maldições contra os egípcios. E não faltou quem a denominasse apenas de “peste”, o nome que se dava desde a Antiguidade às doenças epidêmicas de origem desconhecida no momento de sua eclosão e que, nesses contextos dramáticos, viraram, de pronto, sinal de “fim de mundo”, uma resposta divina aos descaminhos da humanidade.

(SCHWARCZ, Lilia Moritz. A bailarina da morte: a gripe

espanhola no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020, p.25-6)

O vocábulo destacado, em “pela quantidade de nomes que ela recebe”, relaciona ideias e deve ser classificado, morfologicamente, como:

 

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2903659 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: Pref. São Gonçalo Amarante-RN
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Texto I

A gripe espanhola: uma doença com muitos nomes (fragmento)


Há quem diga que se pode avaliar a importância de uma doença pela quantidade de nomes que ela recebe. É o caso da gripe espanhola, que impingiu um verdadeiro flagelo mundial, de 1918 até o início de 1920. A moléstia foi chamada também de “bailarina” – porque dançava e se disseminava em larga escala, e porque o vírus deslizava com facilidade para o interior das células do hospedeiro e se alterava ao longo do tempo e nos vários lugares em que incidia -, de “gripe pneumônica”, “peste pneumônica”, “grande influenza”, ou, simplesmente, de “espanhola”. Foi ainda alcunhada, mais popularmente, de “praga”, numa referência bíblica ao episódio em que Moisés teria conjurado uma série de maldições contra os egípcios. E não faltou quem a denominasse apenas de “peste”, o nome que se dava desde a Antiguidade às doenças epidêmicas de origem desconhecida no momento de sua eclosão e que, nesses contextos dramáticos, viraram, de pronto, sinal de “fim de mundo”, uma resposta divina aos descaminhos da humanidade.

(SCHWARCZ, Lilia Moritz. A bailarina da morte: a gripe

espanhola no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020, p.25-6)

A expressão “Há quem diga”, que introduz o texto, revela um sentido indeterminador do agente que é construído:

 

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2903656 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: Pref. São Gonçalo Amarante-RN
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Texto I

A gripe espanhola: uma doença com muitos nomes (fragmento)


Há quem diga que se pode avaliar a importância de uma doença pela quantidade de nomes que ela recebe. É o caso da gripe espanhola, que impingiu um verdadeiro flagelo mundial, de 1918 até o início de 1920. A moléstia foi chamada também de “bailarina” – porque dançava e se disseminava em larga escala, e porque o vírus deslizava com facilidade para o interior das células do hospedeiro e se alterava ao longo do tempo e nos vários lugares em que incidia -, de “gripe pneumônica”, “peste pneumônica”, “grande influenza”, ou, simplesmente, de “espanhola”. Foi ainda alcunhada, mais popularmente, de “praga”, numa referência bíblica ao episódio em que Moisés teria conjurado uma série de maldições contra os egípcios. E não faltou quem a denominasse apenas de “peste”, o nome que se dava desde a Antiguidade às doenças epidêmicas de origem desconhecida no momento de sua eclosão e que, nesses contextos dramáticos, viraram, de pronto, sinal de “fim de mundo”, uma resposta divina aos descaminhos da humanidade.

(SCHWARCZ, Lilia Moritz. A bailarina da morte: a gripe

espanhola no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020, p.25-6)

De acordo com o texto, a profusão de nomes em relação a uma determinada doença pode ser entendida como:

 

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