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Foram encontradas 170 questões.

Leia as afirmações sobre o romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, indique se são (F) falsas ou (V) verdadeiras e marque a alternativa correta.
( ) Na ópera, as personagens secundárias são chamadas comprimárias. Em Dom Casmurro, podemos encontrá-las no “coro” daqueles que habitam ou circulam pela casa de D. Glória, mãe de Bentinho. São familiares, (Tio Cosme e Prima Justina), agregados, (José Dias), Padre Cabral, vizinhos, (Pádua), escravos.
( ) Há muito valor para o grupo do salão de D. Glória, a atribuição do cargo de “protonotário apostólico” ao Padre Cabral: mesmo que não saiba do que se trata, o grupo imprime a essas palavras uma conotação de prestígio social; elas remetem, na escala miúda do cotidiano, ao culto das aparências. 
( ) O cacoete linguístico do agregado José Dias: os superlativos exageram o real e procuram conferir a todas as coisas um aspecto superior àquele que elas têm, (como se exprimissem um desejo não satisfeito de ascender). José Dias concilia fidelidade á D. Glória e a Bentinho, com a fidelidade secreta a seus próprios desejos de satisfação pessoal, que na verdade nunca se explicitam, (como o de retornar à Europa, sob pretexto de encaminhar Bentinho ao Papa).
( ) Nessa pequena sociedade representada pelo círculo da casa de D. Glória, as relações de cortesia, respeito e desprendimento convencionais recobrem muitas vezes interesses velados e obsessivos: de ascensão, de ostentação, de autossatisfação. A ironia machadiana na visão dessas personagens se caracteriza com grandes obsessões, pretensões ou empostações, contrastam com a pequena capacidade humana de realizar os projetos ambicionados.
 

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Quanto às funções da linguagem, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correta.
Coluna I.
A- Função referencial, informativa ou cognitiva.
B- Função emotiva ou expressiva.
C- Função conativa ou apelativa.
Coluna II.
1- O Sol é o centro do nosso sistema planetário.
2- Você acha que o mundo possa um dia viver em paz?
3- Meu maior sonho é ver o mundo viver em paz.
 

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Referindo-se a discurso, defina se as assertivas são (V) verdadeiras ou (F) falsas e aponte a alternativa correta.
( ) Discurso indireto: é o narrador falando pela personagem.
( ) No discurso indireto, o verbo dicendi vem seguido de uma oração subordinada substantiva, iniciada pelo conectivo que ou se.
( ) Discurso indireto livre, (ou semi-indireto): é o narrador reproduzindo o pensamento da personagem.
( ) O pensamento da personagem no discurso indireto livre, se confunde com a própria linguagem do narrador. Não se usa verbo dicendi nem conectivos. Trata-se de um tipo de discurso que aproxima o narrador da personagem.
 

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Reportando-se à Língua, coloque nos parênteses (V) verdadeiro ou (F) falso e indique a alternativa devida.
( ) Norma culta: forma linguística que todo povo civilizado possui, é a que assegura a unidade da língua nacional. É justamente em nome dessa unidade, tão importante do ponto de vista político-cultural, que é ensinada nas escolas e difundida nas gramáticas. Por isso, é a forma linguística utilizada pelo segmento mais culto e influente de uma sociedade. Por consideraremna “elitista”, há hoje uma corrente de professores e linguistas contrários ao ensino da norma culta nas escolas. Esquecem-se de que as escolas buscam formar exatamente a elite da sociedade, segmento que contribui mais (e melhor) para o progresso do país.
( ) Existem basicamente duas modalidades de língua, ou seja, duas línguas funcionais: Língua funcional de modalidade culta, língua culta ou língua padrão e Língua funcional de modalidade popular, língua popular ou língua cotidiana.
( ) Língua funcional de modalidade culta, língua culta ou língua padrão, compreende a língua literária e tem por base a norma culta. É a língua utilizada pelos veículos de comunicação de massa (emissoras de rádio e televisão, jornais, revistas, painéis, anúncios, etc.), cuja função é justamente a de serem aliados da escola, prestando serviço à sociedade, colaborando na educação e não justamente o contrário.
( ) Língua funcional de modalidade popular, língua popular ou língua cotidiana, apresenta gradações as mais diversas e tem o seu limite na gíria e no calão. Sendo mais espontânea e criativa, a língua popular se afigura mais expressiva e dinâmica.
 

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Quanto ao uso de há, (verbo) e a, (preposição), marque a alternativa incorreta.
 

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Dadas as orações:
I- Aprendendo um porquê, você pode aprender todos os porquês.
II- Porque você não vai jogar?
III- Você sabe por que rodovia eles viajaram?
IV- Todo mundo ria e ninguém me dizia o por que.
O uso dos porquês está correto:
 

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Identifique a opção que só traz palavras corretas, quanto ao uso ou omissão do hífen.
 

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Em relação à versificação, assinale a alternativa incorreta.
 

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Leia o texto para responder à questão.

Crônica, de Martha Medeiros.
Se eu fosse eu, reagiria. Diria exatamente o que eu penso e sinto quando alguém me agride sem perceber. Deixaria minhas lágrimas rolarem livremente, não regularia o tom de voz, nem pensaria duas vezes antes de bronquear, mesmo que mexicanizasse a cena. Reclamaria em vez de perdoar e esquecer, em vez de deixar o tempo passar a fim de que a amizade resista, em vez de sofrer quieta no meu canto.
Se eu fosse eu, não providenciaria almoço nem jantar, comeria quando tivesse fome, dormiria quando tivesse sono, e isso seria lá pelas nove da noite, quando cai minha chave-geral. Acordaria então às cinco, com toda a energia do mundo, para recepcionar o sol com um sorriso mais iluminado que o dele, e caminharia a cidade inteira, até perder o rumo de casa, até encontrar o rumo de dentro.
Se eu fosse eu, riria abertamente do que acho mais graça: pessoas prepotentes, que pensam saber mais do que os outros, e encorajaria os que pensam que sabem pouco, e sabem tanto. Eu faço isso às vezes, mas não faço sempre, então nem sempre sou eu.
Se eu fosse eu, não evitaria dizer palavrões, não iria em missa de sétimo dia, não fingiria sentir certas emoções que não sinto, nem fingiria não sentir certas raivas que disfarço, certos soluços que engulo. Se eu fosse eu, precisaria ser sozinha.
Se eu fosse eu, agiria como gata no cio, diria muito mais sim.
Se eu fosse eu, falaria muito, muito menos.
E menos mal que sou eu na maior parte do dia e da noite, que sou eu mesma quando escrevo e choro, quando rio e sonho, quando ofendo e peço perdão. Sou eu mesma quando acerto e erro, e faço isso no espaço de poucas horas, mal consigo me acompanhar. Se eu fosse indecentemente eu, aquele eu que refuta a Bíblia e a primeira comunhão, aquele eu que não organiza sua trajetória e se deixa levar pela intuição, aquele eu que prescinde de qualquer um, de qualquer sim e não, enlouqueceria, eu.
Referindo-se a encontros vocálicos, as palavras do texto, (energia, trajetória, intuição), são respectivamente:
 

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Leia o texto para responder à questão.

Crônica, de Martha Medeiros.
Se eu fosse eu, reagiria. Diria exatamente o que eu penso e sinto quando alguém me agride sem perceber. Deixaria minhas lágrimas rolarem livremente, não regularia o tom de voz, nem pensaria duas vezes antes de bronquear, mesmo que mexicanizasse a cena. Reclamaria em vez de perdoar e esquecer, em vez de deixar o tempo passar a fim de que a amizade resista, em vez de sofrer quieta no meu canto.
Se eu fosse eu, não providenciaria almoço nem jantar, comeria quando tivesse fome, dormiria quando tivesse sono, e isso seria lá pelas nove da noite, quando cai minha chave-geral. Acordaria então às cinco, com toda a energia do mundo, para recepcionar o sol com um sorriso mais iluminado que o dele, e caminharia a cidade inteira, até perder o rumo de casa, até encontrar o rumo de dentro.
Se eu fosse eu, riria abertamente do que acho mais graça: pessoas prepotentes, que pensam saber mais do que os outros, e encorajaria os que pensam que sabem pouco, e sabem tanto. Eu faço isso às vezes, mas não faço sempre, então nem sempre sou eu.
Se eu fosse eu, não evitaria dizer palavrões, não iria em missa de sétimo dia, não fingiria sentir certas emoções que não sinto, nem fingiria não sentir certas raivas que disfarço, certos soluços que engulo. Se eu fosse eu, precisaria ser sozinha.
Se eu fosse eu, agiria como gata no cio, diria muito mais sim.
Se eu fosse eu, falaria muito, muito menos.
E menos mal que sou eu na maior parte do dia e da noite, que sou eu mesma quando escrevo e choro, quando rio e sonho, quando ofendo e peço perdão. Sou eu mesma quando acerto e erro, e faço isso no espaço de poucas horas, mal consigo me acompanhar. Se eu fosse indecentemente eu, aquele eu que refuta a Bíblia e a primeira comunhão, aquele eu que não organiza sua trajetória e se deixa levar pela intuição, aquele eu que prescinde de qualquer um, de qualquer sim e não, enlouqueceria, eu.
Analise o texto e marque a alternativa incorreta.
 

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