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Foram encontradas 285 questões.

4220220 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Verbena
Orgão: Pref. Porangatu-GO
Texto 2
     Desde que começou a envelhecer realmente começou a querer ficar em casa.
    Parece-me que achava feio passear quando não se era mais jovem: o ar tão limpo, o corpo sujo de gordura e rugas. Sobretudo a claridade do mar como desnuda. Não era para os outros que era feio ela passear, todos admitem que os outros sejam velhos. Mas para si mesma. Que ânsia, que cuidado com o corpo perdido, o espírito aflito nos olhos, ah, mas as pupilas essas límpidas.
     Outra coisa: antigamente no seu rosto não se via o que ela pensava, era só aquela face destacada, em oferta. Agora, quando se vê sem querer ao espelho, quase grita horrorizada: mas eu não estava pensando nisso! Embora fosse impossível e inútil dizer em que rosto parecia pensar, e também impossível e inútil dizer no que ela mesma pensava.
     Ao redor as coisas frescas, uma história para a frente, e o vento, o vento... Enquanto seu ventre crescia e as pernas engrossavam, e os cabelos se haviam acomodado num penteado natural e modesto que se formara sozinho.
LISPECTOR, Clarice. A não aceitação. In: LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 291.
Considerando a construção de sentidos do texto como um todo, a coerência textual é organizada principalmente pela relação entre o(a)
 

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4220219 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Verbena
Orgão: Pref. Porangatu-GO
Texto 2
     Desde que começou a envelhecer realmente começou a querer ficar em casa.
    Parece-me que achava feio passear quando não se era mais jovem: o ar tão limpo, o corpo sujo de gordura e rugas. Sobretudo a claridade do mar como desnuda. Não era para os outros que era feio ela passear, todos admitem que os outros sejam velhos. Mas para si mesma. Que ânsia, que cuidado com o corpo perdido, o espírito aflito nos olhos, ah, mas as pupilas essas límpidas.
     Outra coisa: antigamente no seu rosto não se via o que ela pensava, era só aquela face destacada, em oferta. Agora, quando se vê sem querer ao espelho, quase grita horrorizada: mas eu não estava pensando nisso! Embora fosse impossível e inútil dizer em que rosto parecia pensar, e também impossível e inútil dizer no que ela mesma pensava.
     Ao redor as coisas frescas, uma história para a frente, e o vento, o vento... Enquanto seu ventre crescia e as pernas engrossavam, e os cabelos se haviam acomodado num penteado natural e modesto que se formara sozinho.
LISPECTOR, Clarice. A não aceitação. In: LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 291.
Releia este trecho da crônica: “Parece-me que achava feio passear quando não se era mais jovem: o ar tão limpo, o corpo sujo de gordura e rugas. Sobretudo a claridade do mar como desnuda.” Nesse excerto, a expressão “a claridade do mar como desnuda” produz efeito expressivo ao
 

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4220218 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Verbena
Orgão: Pref. Porangatu-GO
Texto 1
    Pensar o corpo como algo produzido na e pela cultura é, simultaneamente, um desafio e uma necessidade. Um desafio porque rompe, de certa forma, com o olhar naturalista sobre o qual muitas vezes o corpo é observado, explicado, classificado e tratado. Uma necessidade porque ao desnaturalizá-lo revela, sobretudo, que o corpo é histórico. Isto é, mais do que um dado natural cuja materialidade nos presentifica no mundo, o corpo é uma construção sobre a qual são conferidas diferentes marcas em diferentes tempos, espaços, conjunturas econômicas, grupos sociais, étnicos, etc. Não é, portanto, algo dado a priori nem mesmo é universal: o corpo é provisório, mutável e mutante, suscetível a inúmeras intervenções consoante o desenvolvimento científico e tecnológico de cada cultura, bem como suas leis, seus códigos morais, as representações que cria sobre os corpos, os discursos que sobre ele produz e reproduz.
     Um corpo não é apenas um corpo. É também o seu entorno. Mais do que um conjunto de músculos, ossos, vísceras, reflexos e sensações, o corpo é também a roupa e os acessórios que o adornam, as intervenções que nele se operam, a imagem que dele se produz, as máquinas que nele se acoplam, os sentidos que nele se incorporam, os silêncios que por ele falam, os vestígios que nele se exibem, a educação de seus gestos... enfim, é um sem limite de possibilidades sempre reinventadas e a serem descobertas. Não são, portanto, as semelhanças biológicas que o definem, mas, fundamentalmente, os significados culturais e sociais que a ele se atribuem.
GOELLNER, Silvana Vilodre. A produção cultural do corpo. In: LOURO, Guacira Lopes (org.). Corpo, gênero e sexualidade; um debate contemporâneo na educação. Petrópolis: Vozes, 2003. p. 28-29.
Considerando as características e funcionalidades de diferentes gêneros e tipologias textuais, o segundo parágrafo apresenta predominância da tipologia
 

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4220217 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Verbena
Orgão: Pref. Porangatu-GO
Texto 1
    Pensar o corpo como algo produzido na e pela cultura é, simultaneamente, um desafio e uma necessidade. Um desafio porque rompe, de certa forma, com o olhar naturalista sobre o qual muitas vezes o corpo é observado, explicado, classificado e tratado. Uma necessidade porque ao desnaturalizá-lo revela, sobretudo, que o corpo é histórico. Isto é, mais do que um dado natural cuja materialidade nos presentifica no mundo, o corpo é uma construção sobre a qual são conferidas diferentes marcas em diferentes tempos, espaços, conjunturas econômicas, grupos sociais, étnicos, etc. Não é, portanto, algo dado a priori nem mesmo é universal: o corpo é provisório, mutável e mutante, suscetível a inúmeras intervenções consoante o desenvolvimento científico e tecnológico de cada cultura, bem como suas leis, seus códigos morais, as representações que cria sobre os corpos, os discursos que sobre ele produz e reproduz.
     Um corpo não é apenas um corpo. É também o seu entorno. Mais do que um conjunto de músculos, ossos, vísceras, reflexos e sensações, o corpo é também a roupa e os acessórios que o adornam, as intervenções que nele se operam, a imagem que dele se produz, as máquinas que nele se acoplam, os sentidos que nele se incorporam, os silêncios que por ele falam, os vestígios que nele se exibem, a educação de seus gestos... enfim, é um sem limite de possibilidades sempre reinventadas e a serem descobertas. Não são, portanto, as semelhanças biológicas que o definem, mas, fundamentalmente, os significados culturais e sociais que a ele se atribuem.
GOELLNER, Silvana Vilodre. A produção cultural do corpo. In: LOURO, Guacira Lopes (org.). Corpo, gênero e sexualidade; um debate contemporâneo na educação. Petrópolis: Vozes, 2003. p. 28-29.
No terceiro período do primeiro parágrafo, o pronome oblíquo “lo”, em “desnaturalizá-lo”, atua como recurso de coesão textual ao referir-se ao sintagma
 

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4220216 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Verbena
Orgão: Pref. Porangatu-GO
Texto 1
    Pensar o corpo como algo produzido na e pela cultura é, simultaneamente, um desafio e uma necessidade. Um desafio porque rompe, de certa forma, com o olhar naturalista sobre o qual muitas vezes o corpo é observado, explicado, classificado e tratado. Uma necessidade porque ao desnaturalizá-lo revela, sobretudo, que o corpo é histórico. Isto é, mais do que um dado natural cuja materialidade nos presentifica no mundo, o corpo é uma construção sobre a qual são conferidas diferentes marcas em diferentes tempos, espaços, conjunturas econômicas, grupos sociais, étnicos, etc. Não é, portanto, algo dado a priori nem mesmo é universal: o corpo é provisório, mutável e mutante, suscetível a inúmeras intervenções consoante o desenvolvimento científico e tecnológico de cada cultura, bem como suas leis, seus códigos morais, as representações que cria sobre os corpos, os discursos que sobre ele produz e reproduz.
     Um corpo não é apenas um corpo. É também o seu entorno. Mais do que um conjunto de músculos, ossos, vísceras, reflexos e sensações, o corpo é também a roupa e os acessórios que o adornam, as intervenções que nele se operam, a imagem que dele se produz, as máquinas que nele se acoplam, os sentidos que nele se incorporam, os silêncios que por ele falam, os vestígios que nele se exibem, a educação de seus gestos... enfim, é um sem limite de possibilidades sempre reinventadas e a serem descobertas. Não são, portanto, as semelhanças biológicas que o definem, mas, fundamentalmente, os significados culturais e sociais que a ele se atribuem.
GOELLNER, Silvana Vilodre. A produção cultural do corpo. In: LOURO, Guacira Lopes (org.). Corpo, gênero e sexualidade; um debate contemporâneo na educação. Petrópolis: Vozes, 2003. p. 28-29.
No primeiro parágrafo, a progressão temática ocorre por meio da
 

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4220215 Ano: 2026
Disciplina: Saúde Pública
Banca: Verbena
Orgão: Pref. Porangatu-GO
Uma equipe de Saúde da Família (eSF) acompanhou a ocorrência de obesidade entre adultos de sua área de abrangência durante quatro anos. Ao analisar os indicadores, verificou que a incidência de novos casos apresentou redução gradual nesse período. Entretanto, a prevalência de obesidade permaneceu elevada e com pouca variação. Considerando as características desses indicadores, a interpretação mais adequada é que a
 

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4220214 Ano: 2026
Disciplina: Saúde Pública
Banca: Verbena
Orgão: Pref. Porangatu-GO
Após um período de chuvas intensas, uma comunidade foi afetada por alagamentos que comprometeram o abastecimento de água, provocaram o acúmulo de resíduos e obrigaram diversas famílias a se deslocarem para abrigos temporários. Diante desse cenário, a equipe de saúde passou a monitorar possíveis impactos à saúde da população. A preocupação da vigilância em saúde nesse contexto justifica-se porque desastres dessa natureza podem favorecer a
 

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4220213 Ano: 2026
Disciplina: Saúde Pública
Banca: Verbena
Orgão: Pref. Porangatu-GO
Durante visitas domiciliares após um período de chuvas intensas, um Agente Comunitário de Saúde (ACS) observou acúmulo de água em recipientes descobertos em diversos quintais de sua microárea. A situação foi informada à equipe de saúde, que passou a orientar os moradores sobre medidas preventivas. Nesse contexto, a relevância da atuação do ACS para a Vigilância Ambiental em Saúde está relacionada à
 

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4220212 Ano: 2026
Disciplina: Saúde Pública
Banca: Verbena
Orgão: Pref. Porangatu-GO
Durante a análise periódica dos indicadores de imunização, uma equipe de Saúde da Família (eSF) verificou aumento da proporção de crianças com esquemas vacinais incompletos em sua área de abrangência. Embora não houvesse registro recente de casos de doenças imunopreveníveis, a situação foi considerada relevante para a vigilância em saúde. A importância epidemiológica desse achado decorre do fato de que a redução da cobertura vacinal pode
 

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4220211 Ano: 2026
Disciplina: Saúde Pública
Banca: Verbena
Orgão: Pref. Porangatu-GO
Ao analisar os registros das visitas domiciliares realizadas nos últimos seis meses, uma equipe de Saúde da Família (eSF) identificou redução da cobertura vacinal infantil em determinada microárea, acompanhada do aumento do número de crianças com esquemas vacinais incompletos. O Agente Comunitário de Saúde registrou essas informações durante as visitas domiciliares e as encaminhou à equipe conforme os fluxos da Atenção Primária à Saúde. Nesse contexto, a contribuição do Agente Comunitário de Saúde para a vigilância epidemiológica está relacionada ao
 

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