Foram encontradas 50 questões.
Texto 1
Pensar o corpo como algo produzido na e pela cultura é,
simultaneamente, um desafio e uma necessidade. Um desafio
porque rompe, de certa forma, com o olhar naturalista sobre o
qual muitas vezes o corpo é observado, explicado, classificado
e tratado. Uma necessidade porque ao desnaturalizá-lo revela,
sobretudo, que o corpo é histórico. Isto é, mais do que um dado
natural cuja materialidade nos presentifica no mundo, o corpo é
uma construção sobre a qual são conferidas diferentes marcas
em diferentes tempos, espaços, conjunturas econômicas,
grupos sociais, étnicos, etc. Não é, portanto, algo dado a priori
nem mesmo é universal: o corpo é provisório, mutável e
mutante, suscetível a inúmeras intervenções consoante o
desenvolvimento científico e tecnológico de cada cultura, bem
como suas leis, seus códigos morais, as representações que
cria sobre os corpos, os discursos que sobre ele produz e
reproduz.
Um corpo não é apenas um corpo. É também o seu
entorno. Mais do que um conjunto de músculos, ossos,
vísceras, reflexos e sensações, o corpo é também a roupa e os
acessórios que o adornam, as intervenções que nele se
operam, a imagem que dele se produz, as máquinas que nele
se acoplam, os sentidos que nele se incorporam, os silêncios
que por ele falam, os vestígios que nele se exibem, a educação
de seus gestos... enfim, é um sem limite de possibilidades
sempre reinventadas e a serem descobertas. Não são, portanto,
as semelhanças biológicas que o definem, mas,
fundamentalmente, os significados culturais e sociais que a ele
se atribuem.
GOELLNER, Silvana Vilodre. A produção cultural do corpo. In: LOURO,
Guacira Lopes (org.). Corpo, gênero e sexualidade; um debate contemporâneo
na educação. Petrópolis: Vozes, 2003. p. 28-29.
Leia o texto a seguir.

Nesse texto, a intertextualidade com o conto de fadas e com o ditado popular contribui para a construção do humor ao
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Texto 3
Por que diabos “merda” é palavrão? Aliás, por que a
palavra “diabos”, indizível décadas atrás, deixou de ser um?
Outra: você já deve ter tropeçado numa pedra e, para revidar,
xingou-a de algo como “filha-da-puta”, mesmo sabendo que a
dita nem mãe tem.
Pois é: há mais mistérios no universo dos palavrões do
que o senso comum imagina. Mas a ciência ajuda a desvendá-los. Pesquisas recentes mostram que as palavras sujas nascem
em um mundo à parte dentro do cérebro. Enquanto a linguagem
comum e o pensamento consciente ficam a cargo da parte mais
sofisticada da massa cinzenta, o neocórtex, os palavrões
“moram” nos porões da cabeça. Mais exatamente no sistema
límbico. É o fundo do cérebro, a parte que controla nossas
emoções. Trata-se de uma zona primitiva: se o nosso neocórtex
é mais avantajado que o dos outros mamíferos, o sistema
límbico é bem parecido. Nossa parte animal fica lá.
BURGOS, A ciência do palavrão: o que está por trás dos xingamentos mais
comuns. Superinteressante [edição virtual], São Paulo, 31 jan. 2008.
Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/a-ciencia-do-palavrao/.
Acesso em: 04 jun. 2026.
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Texto 3
Por que diabos “merda” é palavrão? Aliás, por que a
palavra “diabos”, indizível décadas atrás, deixou de ser um?
Outra: você já deve ter tropeçado numa pedra e, para revidar,
xingou-a de algo como “filha-da-puta”, mesmo sabendo que a
dita nem mãe tem.
Pois é: há mais mistérios no universo dos palavrões do
que o senso comum imagina. Mas a ciência ajuda a desvendá-los. Pesquisas recentes mostram que as palavras sujas nascem
em um mundo à parte dentro do cérebro. Enquanto a linguagem
comum e o pensamento consciente ficam a cargo da parte mais
sofisticada da massa cinzenta, o neocórtex, os palavrões
“moram” nos porões da cabeça. Mais exatamente no sistema
límbico. É o fundo do cérebro, a parte que controla nossas
emoções. Trata-se de uma zona primitiva: se o nosso neocórtex
é mais avantajado que o dos outros mamíferos, o sistema
límbico é bem parecido. Nossa parte animal fica lá.
BURGOS, A ciência do palavrão: o que está por trás dos xingamentos mais
comuns. Superinteressante [edição virtual], São Paulo, 31 jan. 2008.
Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/a-ciencia-do-palavrao/.
Acesso em: 04 jun. 2026.
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Texto 3
Por que diabos “merda” é palavrão? Aliás, por que a
palavra “diabos”, indizível décadas atrás, deixou de ser um?
Outra: você já deve ter tropeçado numa pedra e, para revidar,
xingou-a de algo como “filha-da-puta”, mesmo sabendo que a
dita nem mãe tem.
Pois é: há mais mistérios no universo dos palavrões do
que o senso comum imagina. Mas a ciência ajuda a desvendá-los. Pesquisas recentes mostram que as palavras sujas nascem
em um mundo à parte dentro do cérebro. Enquanto a linguagem
comum e o pensamento consciente ficam a cargo da parte mais
sofisticada da massa cinzenta, o neocórtex, os palavrões
“moram” nos porões da cabeça. Mais exatamente no sistema
límbico. É o fundo do cérebro, a parte que controla nossas
emoções. Trata-se de uma zona primitiva: se o nosso neocórtex
é mais avantajado que o dos outros mamíferos, o sistema
límbico é bem parecido. Nossa parte animal fica lá.
BURGOS, A ciência do palavrão: o que está por trás dos xingamentos mais
comuns. Superinteressante [edição virtual], São Paulo, 31 jan. 2008.
Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/a-ciencia-do-palavrao/.
Acesso em: 04 jun. 2026.
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Texto 2
Desde que começou a envelhecer realmente começou a
querer ficar em casa.
Parece-me que achava feio passear quando não se era
mais jovem: o ar tão limpo, o corpo sujo de gordura e rugas.
Sobretudo a claridade do mar como desnuda. Não era para os
outros que era feio ela passear, todos admitem que os outros
sejam velhos. Mas para si mesma. Que ânsia, que cuidado com
o corpo perdido, o espírito aflito nos olhos, ah, mas as pupilas
essas límpidas.
Outra coisa: antigamente no seu rosto não se via o que
ela pensava, era só aquela face destacada, em oferta. Agora,
quando se vê sem querer ao espelho, quase grita horrorizada:
mas eu não estava pensando nisso! Embora fosse impossível
e inútil dizer em que rosto parecia pensar, e também impossível
e inútil dizer no que ela mesma pensava.
Ao redor as coisas frescas, uma história para a frente, e
o vento, o vento... Enquanto seu ventre crescia e as pernas
engrossavam, e os cabelos se haviam acomodado num
penteado natural e modesto que se formara sozinho.
LISPECTOR, Clarice. A não aceitação. In: LISPECTOR, Clarice. A
descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 291.
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Texto 2
Desde que começou a envelhecer realmente começou a
querer ficar em casa.
Parece-me que achava feio passear quando não se era
mais jovem: o ar tão limpo, o corpo sujo de gordura e rugas.
Sobretudo a claridade do mar como desnuda. Não era para os
outros que era feio ela passear, todos admitem que os outros
sejam velhos. Mas para si mesma. Que ânsia, que cuidado com
o corpo perdido, o espírito aflito nos olhos, ah, mas as pupilas
essas límpidas.
Outra coisa: antigamente no seu rosto não se via o que
ela pensava, era só aquela face destacada, em oferta. Agora,
quando se vê sem querer ao espelho, quase grita horrorizada:
mas eu não estava pensando nisso! Embora fosse impossível
e inútil dizer em que rosto parecia pensar, e também impossível
e inútil dizer no que ela mesma pensava.
Ao redor as coisas frescas, uma história para a frente, e
o vento, o vento... Enquanto seu ventre crescia e as pernas
engrossavam, e os cabelos se haviam acomodado num
penteado natural e modesto que se formara sozinho.
LISPECTOR, Clarice. A não aceitação. In: LISPECTOR, Clarice. A
descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 291.
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Desde que começou a envelhecer realmente começou a
querer ficar em casa.
Parece-me que achava feio passear quando não se era
mais jovem: o ar tão limpo, o corpo sujo de gordura e rugas.
Sobretudo a claridade do mar como desnuda. Não era para os
outros que era feio ela passear, todos admitem que os outros
sejam velhos. Mas para si mesma. Que ânsia, que cuidado com
o corpo perdido, o espírito aflito nos olhos, ah, mas as pupilas
essas límpidas.
Outra coisa: antigamente no seu rosto não se via o que
ela pensava, era só aquela face destacada, em oferta. Agora,
quando se vê sem querer ao espelho, quase grita horrorizada:
mas eu não estava pensando nisso! Embora fosse impossível
e inútil dizer em que rosto parecia pensar, e também impossível
e inútil dizer no que ela mesma pensava.
Ao redor as coisas frescas, uma história para a frente, e
o vento, o vento... Enquanto seu ventre crescia e as pernas
engrossavam, e os cabelos se haviam acomodado num
penteado natural e modesto que se formara sozinho.
LISPECTOR, Clarice. A não aceitação. In: LISPECTOR, Clarice. A
descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 291.
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Texto 1
Pensar o corpo como algo produzido na e pela cultura é,
simultaneamente, um desafio e uma necessidade. Um desafio
porque rompe, de certa forma, com o olhar naturalista sobre o
qual muitas vezes o corpo é observado, explicado, classificado
e tratado. Uma necessidade porque ao desnaturalizá-lo revela,
sobretudo, que o corpo é histórico. Isto é, mais do que um dado
natural cuja materialidade nos presentifica no mundo, o corpo é
uma construção sobre a qual são conferidas diferentes marcas
em diferentes tempos, espaços, conjunturas econômicas,
grupos sociais, étnicos, etc. Não é, portanto, algo dado a priori
nem mesmo é universal: o corpo é provisório, mutável e
mutante, suscetível a inúmeras intervenções consoante o
desenvolvimento científico e tecnológico de cada cultura, bem
como suas leis, seus códigos morais, as representações que
cria sobre os corpos, os discursos que sobre ele produz e
reproduz.
Um corpo não é apenas um corpo. É também o seu
entorno. Mais do que um conjunto de músculos, ossos,
vísceras, reflexos e sensações, o corpo é também a roupa e os
acessórios que o adornam, as intervenções que nele se
operam, a imagem que dele se produz, as máquinas que nele
se acoplam, os sentidos que nele se incorporam, os silêncios
que por ele falam, os vestígios que nele se exibem, a educação
de seus gestos... enfim, é um sem limite de possibilidades
sempre reinventadas e a serem descobertas. Não são, portanto,
as semelhanças biológicas que o definem, mas,
fundamentalmente, os significados culturais e sociais que a ele
se atribuem.
GOELLNER, Silvana Vilodre. A produção cultural do corpo. In: LOURO,
Guacira Lopes (org.). Corpo, gênero e sexualidade; um debate contemporâneo
na educação. Petrópolis: Vozes, 2003. p. 28-29.
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- SintaxeTermos Integrantes da Oração
- MorfologiaPronomesPronomes PessoaisPronomes Pessoais Oblíquos
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
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Pensar o corpo como algo produzido na e pela cultura é,
simultaneamente, um desafio e uma necessidade. Um desafio
porque rompe, de certa forma, com o olhar naturalista sobre o
qual muitas vezes o corpo é observado, explicado, classificado
e tratado. Uma necessidade porque ao desnaturalizá-lo revela,
sobretudo, que o corpo é histórico. Isto é, mais do que um dado
natural cuja materialidade nos presentifica no mundo, o corpo é
uma construção sobre a qual são conferidas diferentes marcas
em diferentes tempos, espaços, conjunturas econômicas,
grupos sociais, étnicos, etc. Não é, portanto, algo dado a priori
nem mesmo é universal: o corpo é provisório, mutável e
mutante, suscetível a inúmeras intervenções consoante o
desenvolvimento científico e tecnológico de cada cultura, bem
como suas leis, seus códigos morais, as representações que
cria sobre os corpos, os discursos que sobre ele produz e
reproduz.
Um corpo não é apenas um corpo. É também o seu
entorno. Mais do que um conjunto de músculos, ossos,
vísceras, reflexos e sensações, o corpo é também a roupa e os
acessórios que o adornam, as intervenções que nele se
operam, a imagem que dele se produz, as máquinas que nele
se acoplam, os sentidos que nele se incorporam, os silêncios
que por ele falam, os vestígios que nele se exibem, a educação
de seus gestos... enfim, é um sem limite de possibilidades
sempre reinventadas e a serem descobertas. Não são, portanto,
as semelhanças biológicas que o definem, mas,
fundamentalmente, os significados culturais e sociais que a ele
se atribuem.
GOELLNER, Silvana Vilodre. A produção cultural do corpo. In: LOURO,
Guacira Lopes (org.). Corpo, gênero e sexualidade; um debate contemporâneo
na educação. Petrópolis: Vozes, 2003. p. 28-29.
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Pensar o corpo como algo produzido na e pela cultura é,
simultaneamente, um desafio e uma necessidade. Um desafio
porque rompe, de certa forma, com o olhar naturalista sobre o
qual muitas vezes o corpo é observado, explicado, classificado
e tratado. Uma necessidade porque ao desnaturalizá-lo revela,
sobretudo, que o corpo é histórico. Isto é, mais do que um dado
natural cuja materialidade nos presentifica no mundo, o corpo é
uma construção sobre a qual são conferidas diferentes marcas
em diferentes tempos, espaços, conjunturas econômicas,
grupos sociais, étnicos, etc. Não é, portanto, algo dado a priori
nem mesmo é universal: o corpo é provisório, mutável e
mutante, suscetível a inúmeras intervenções consoante o
desenvolvimento científico e tecnológico de cada cultura, bem
como suas leis, seus códigos morais, as representações que
cria sobre os corpos, os discursos que sobre ele produz e
reproduz.
Um corpo não é apenas um corpo. É também o seu
entorno. Mais do que um conjunto de músculos, ossos,
vísceras, reflexos e sensações, o corpo é também a roupa e os
acessórios que o adornam, as intervenções que nele se
operam, a imagem que dele se produz, as máquinas que nele
se acoplam, os sentidos que nele se incorporam, os silêncios
que por ele falam, os vestígios que nele se exibem, a educação
de seus gestos... enfim, é um sem limite de possibilidades
sempre reinventadas e a serem descobertas. Não são, portanto,
as semelhanças biológicas que o definem, mas,
fundamentalmente, os significados culturais e sociais que a ele
se atribuem.
GOELLNER, Silvana Vilodre. A produção cultural do corpo. In: LOURO,
Guacira Lopes (org.). Corpo, gênero e sexualidade; um debate contemporâneo
na educação. Petrópolis: Vozes, 2003. p. 28-29.
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