Texto 3
Por que diabos “merda” é palavrão? Aliás, por que a
palavra “diabos”, indizível décadas atrás, deixou de ser um?
Outra: você já deve ter tropeçado numa pedra e, para revidar,
xingou-a de algo como “filha-da-puta”, mesmo sabendo que a
dita nem mãe tem.
Pois é: há mais mistérios no universo dos palavrões do
que o senso comum imagina. Mas a ciência ajuda a desvendá-los. Pesquisas recentes mostram que as palavras sujas nascem
em um mundo à parte dentro do cérebro. Enquanto a linguagem
comum e o pensamento consciente ficam a cargo da parte mais
sofisticada da massa cinzenta, o neocórtex, os palavrões
“moram” nos porões da cabeça. Mais exatamente no sistema
límbico. É o fundo do cérebro, a parte que controla nossas
emoções. Trata-se de uma zona primitiva: se o nosso neocórtex
é mais avantajado que o dos outros mamíferos, o sistema
límbico é bem parecido. Nossa parte animal fica lá.
BURGOS, A ciência do palavrão: o que está por trás dos xingamentos mais
comuns. Superinteressante [edição virtual], São Paulo, 31 jan. 2008.
Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/a-ciencia-do-palavrao/.
Acesso em: 04 jun. 2026.
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