Magna Concursos

Foram encontradas 819 questões.

324900 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Palmeira Índios-AL
Provas:
Leia as afirmativas a seguir:
I. As figuras de linguagem podem relacionar-se com aspectos semânticos, fonológicos ou sintáticos das palavras afetadas. A comparação, por exemplo, é uma figura de linguagem que faz a ligação do significado de dois ou mais elementos com uso de termos comparativos. II. Na escola, as atividades de ensino da Língua Portuguesa devem proporcionar condições para que o aluno possa utilizar a linguagem oral nas diversas situações comunicativas, especialmente nas mais formais, como no planejamento e na realização de entrevistas, em debates, em seminários etc. Trata-se de propor situações didáticas nas quais essas atividades façam sentido de fato para o educando.
Marque a alternativa CORRETA:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
324897 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Palmeira Índios-AL
Higiene básica em hospitais

A falta de práticas básicas de higiene como a lavagem das mãos em ambiente hospitalar é apontada como a principal causa para a disseminação de bactérias multirresistentes como a Klebsiella pneumoniae, que ganhou as manchetes por causar mortes em Brasília e na Paraíba.

O contato direto por pele com pacientes colonizados - portadores das bactérias capazes de desenvolver a infecção - ou que já tenham desenvolvido a infecção é o que deve ser evitado, segundo especialistas em enfermagem, reunidos em debate sobre infecção hospitalar realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) semana passada, na capital paulista.

A superbactéria é resistente a antibióticos por causa de uma enzima conhecida como KPC, podendo ir de pessoa a pessoa por um mecanismo conhecido como contaminação cruzada.

"A gente tem que investir nas medidas de prevenção, pois há risco de transmissão do paciente positivo para aquele sem KPC", afirma Luciana de Oliveira Matias, enfermeira e integrante do Centro de Controle de Infecções Hospitalares da Unifesp. "Se o profissional examina alguém com a bactéria, mas não higieniza as mãos, não limpa o instrumental, a possibilidade de transmissão aparece."

Segundo a especialista, é preciso reforçar a diferença entre portar a bactéria e desenvolver a doença. "A pessoa pode estar colonizada, mas não necessariamente desenvolver a doença", diz a enfermeira. "Fatores como idade, uso de antibióticos e a condição da defesa do corpo da pessoa pesam para a doença se desenvolver ou não."

A diretora de Enfermagem do Hospital São Paulo, Maria Isabel Carmagnani, chama a atenção para a responsabilidade com aqueles mais vulneráveis a infecções hospitalares. "É aquele mais debilitado que irá sofrer. A maioria de nós pode ser colonizada, mas o paciente com imunidade reduzida é mais fraco. Mesmo que o portador não desenvolva o problema, pode passá-lo a outra pessoa", afirma.

Qualquer pessoa em ambiente hospitalar está sujeita a ter contato com bactérias, porém é possível identificar grupos de risco. "Soropositivos, pacientes recebendo quimioterapia, transplantados e aqueles hospedados em UTIs são mais suscetíveis a contrair a KPC", afirma Luciana.

PREVENÇÃO X TRATAMENTO

A atenção para medidas de barreira para diminuir o contato de pele entre o portador da bactéria produtora de KPC e pessoas não colonizadas é o principal desafio das equipes hospitalares, pelo menos enquanto a capacidade dos antibióticos atuais não é aumentada.

"Para quem trabalha na área, é fundamental observar as precauções de contato. Lavar as mãos antes de entrar em contato com o paciente. No caso da KPC, especificamente, usar luvas e avental de manga longa", diz Luciana.

Para Sonia Regina Ferreira, professora de enfermagem no Hospital São Paulo, a segurança dos pacientes dentro de hospitais é uma questão corporativa. "Ao adotar uma política de instituição, por exemplo, não sair do ambiente hospitalar com o avental, com o tempo os funcionários passam a saber que precisam tomar cuidado."

"Infecções são quase sempre tratáveis, há bom investimento no tratamento de infecções. O problema é quanto à prevenção. Falta focar nas medidas de prevenção como não deixar faltar material básico, higienização", afirma Luciana. "O perigo está na transmissão de infecção. Ao entrar no ambiente hospitalar, já corro esse risco. Se o profissional que se aproximar também não fizer a higienização das mãos, é possível pegar infecção de outro paciente."

Adaptado. Disponível em: https://glo.bo/2VOzBYG (acesso em 15/10/2019).
Com base no texto 'Higiene básica em hospitais', leia as afirmativas a seguir:
I. No texto, Luciana de Oliveira Matias afirma que, se o profissional examina alguém com a bactéria Klebsiella pneumoniae, mas não higieniza as mãos, não limpa o instrumental, a possibilidade de transmissão aparece. II. O texto informa que, para Luciana de Oliveira Matias, ao entrar no ambiente hospitalar, o indivíduo corre o risco de ser infectado pela bactéria Klebsiella pneumoniae. Assim, ainda que um profissional que se aproximar fizer a higienização das mãos ele irá, necessariamente, contrair a infecção de outro paciente. III. O autor do texto diz que, segundo Luciana de Oliveira Matias, existe uma diferença entre portar a bactéria e desenvolver a doença, pois a pessoa pode estar colonizada, mas não necessariamente desenvolver a doença.
Marque a alternativa CORRETA:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
VIOLÊNCIA NO BRASIL, OUTRO OLHAR
A violência se manifesta por meio da tirania, da opressão e do abuso da força. Ocorre do constrangimento exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a fazer ou deixar de fazer um ato qualquer. Existem diversas formas de violência, tais como as guerras, conflitos étnico-religiosos e banditismo.
A violência, em seus mais variados contornos, é um fenômeno histórico na constituição da sociedade brasileira. A escravidão (primeiro com os índios e depois, e especialmente, com a mão de obra africana), a colonização mercantilista, o coronelismo, as oligarquias antes e depois da independência, somados a um Estado caracterizado pelo autoritarismo burocrático, contribuíram enormemente para o aumento da violência que atravessa a história do Brasil.
Diversos fatores colaboram para aumentar a violência, tais como a urbanização acelerada, que traz um grande fluxo de pessoas para as áreas urbanas e assim contribui para um crescimento desordenado e desorganizado das cidades. Contribuem também para esse recrudescimento as fortes aspirações de consumo, em parte frustradas pelas dificuldades de inserção no mercado de trabalho.
Por outro lado, o poder público, especialmente no Brasil, tem se mostrado incapaz de enfrentar essa calamidade social. Pior que tudo isso é constatar que a violência existe com a conivência de grupos das polícias, representantes do Legislativo de todos os níveis e, inclusive, de autoridades do poder judiciário. A corrupção, uma das piores chagas brasileiras, está associada à violência, uma aumentando a outra, faces da mesma moeda.
As causas dessa cólera são associadas, em parte, a problemas sociais como miséria, fome, desemprego. Mas nem todos os tipos de criminalidade derivam das condições econômicas. Além disso, um Estado ineficiente e sem programas de políticas públicas de segurança contribui para aumentar a sensação de injustiça e impunidade, que é, talvez, a principal causa da violência. Esta se apresenta nas mais diversas configurações e pode ser caracterizada como violência contra a mulher, a criança, o idoso, violência sexual, política, violência psicológica, física, verbal, dentre outras.
Em um Estado democrático, a repressão controlada e a polícia têm um papel crucial no controle da criminalidade. Porém, essa repressão controlada deve ser simultaneamente apoiada e vigiada pela sociedade civil.
Conforme sustenta o antropólogo e ex-Secretário Nacional de Segurança Pública, Luiz Eduardo Soares: "Temos de conceber, divulgar, defender e implantar uma política de segurança pública, sem prejuízo da preservação de nossos compromissos históricos com a defesa de políticas econômico-sociais. Os dois não são contraditórios”.
A solução para a questão da violência no Brasil envolve os mais diversos setores da sociedade, não só a segurança pública e um judiciário eficiente, mas também demanda com urgência, profundidade e extensão a melhoria do sistema educacional, saúde, habitação, oportunidades de emprego, dentre outros fatores. Requer principalmente uma grande mudança nas políticas públicas e uma participação maior da sociedade nas discussões e soluções desse problema de abrangência nacional.
(Adaptado. Revisão linguística. CAMARGO, Orson. Violência no Brasil, outro olhar. Disponível em: http://bit.ly/2oc0KaW)
Com base no texto 'VIOLÊNCIA NO BRASIL, OUTRO OLHAR', leia as afirmativas a seguir:
I. Um dos agravantes da questão da violência no Brasil é a corrupção que atinge alguns setores da sociedade. Logo, uma alternativa de solução para o problema, segundo o texto, além da segurança pública eficaz e um judiciário eficiente, é a extensão e melhoria do sistema educacional, saúde, habitação, oportunidades de emprego, dentre outros fatores. II. A violência é tida, no texto, como uma calamidade social, pois o poder público tem se mostrado ineficaz em combatê-la, principalmente no Brasil. Um dos fatores que contribuem para essa situação é a corrupção que atravessa setores que, na prática, seriam responsáveis pelo controle da violência.
Marque a alternativa CORRETA:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
324879 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Palmeira Índios-AL
Provas:
Aids: como prevenir?
Quando se pensava em Aids, as pessoas acreditavam que era uma doença restrita aos chamados grupos de risco, como os profissionais do sexo ou os homossexuais. Mas a epidemia mostrou que todos têm que se prevenir: homens e mulheres, casados ou solteiros, jovens e idosos, todos, independente de cor, raça, situação econômica ou orientação sexual.
Para se prevenir, deve-se usar corretamente a camisinha em todas as relações sexuais e apenas agulhas e seringas descartáveis. Para evitar que a Aids passe da mãe para o filho, todas as gestantes devem começar o pré-natal o mais cedo possível e fazer o teste de Aids.
Outro cuidado importante, é com as doenças sexualmente transmissíveis, as DST. Elas podem trazer sérios problemas de saúde e aumentam em até 18 vezes a chance de contrair o HIV.A prevenção das DST é igual à da Aids e o tratamento costuma ser muito simples.
CAMISINHA
A camisinha é a maneira mais fácil e mais eficiente de impedir o contato com o sangue, esperma e secreção vaginal, evitando a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DST) e da Aids. Deve ser usada sempre, em todas as relações sexuais, desde o começo. Para guardá-la, prefira locais frios e secos. Deixá-la por muito tempo na carteira, por exemplo, pode danificá-la.
Veja nossas recomendações sobre o uso correto da camisinha: • verifique a data de validade na embalagem;
• abra a embalagem com cuidado - nunca com os dentes - para não furar a camisinha;
• só use lubrificantes à base de água, evite vaselina e outros lubrificantes que contenham óleo;
• coloque-a somente quando o pênis estiver ereto;
• desenrole o preservativo até a base do pênis, mas antes aperte a ponta para retirar todo o ar, para que ela não rasgue durante o ato sexual;
• após a ejaculação, retire-a fechando com a mão a abertura para evitar que o esperma vaze da camisinha;
• jogue o preservativo usado no lixo, pois ele não é reutilizável.
DROGAS INJETÁVEIS
O uso de drogas injetáveis é uma das principais formas de infecção pelo vírus da Aids. Os programas de redução de danos, que incluem a troca de seringas, são uma estratégia de saúde pública que busca dar resposta a este crescimento.
Cuidados básicos para usuários de drogas injetáveis:
• nunca compartilhe seringas, agulhas, colheres, copos, ou qualquer outro instrumento associado ao uso de drogas injetáveis. Todos eles oferecem riscos de infecção;
• usuários de crack não devem compartilhar o cachimbo;
• não compartilhe o local no qual a dose é preparada;
• não reutilize agulhas;
• use agulhas bem pequenas;
• use pequenas quantidades de água para dissolvê-las;
• limpe o local com álcool antes de aplicar;
• pressione o local aplicado com o polegar;
• não repita a dose com a mesma seringa;
• não repita a dose na mesma veia;
• tome cuidado ao descartar seu equipamento de injeção. Coloque os instrumentos numa lata de refrigerante vazia ou numa caixa segura, por exemplo, pois a droga com impurezas pode causar infecção das válvulas do coração e dos vasos sanguíneos, feridas na pele e infecção generalizada;
• para fortalecer as veias, pressione com as mãos uma bolinha de borracha ou de papel. Repita sempre este exercício.
Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2OXMfDl (acesso em 14/10/2019).
Com base no texto 'AIDS: como prevenir?', leia as afirmativas a seguir:
I. O autor aponta que é recomendável usar apenas lubrificantes à base de água, evitando vaselina e outros lubrificantes que contenham óleo. O texto afirma, ainda, que a camisinha deve ser colocada somente quando o pênis estiver ereto. II. É possível subentender-se a partir do texto que é necessário ter um cuidado com as doenças sexualmente transmissíveis, as DST. Pois, de acordo com o texto, elas podem trazer sérios problemas de saúde e aumentam em até 18 vezes a chance de um indivíduo contrair o HIV. A prevenção das demais DST é igual à da Aids e o tratamento costuma ser muito simples. III. Depreende-se do texto que, para se prevenir da Aids, deve-se usar corretamente a camisinha em todas as relações sexuais e usar apenas agulhas e seringas compartilhadas. O texto afirma, ainda, que para evitar que a Aids passe da mãe para o filho, todas as gestantes devem começar o pré-natal o mais cedo possível e fazer o teste de Aids.
Marque a alternativa CORRETA:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
O que é resiliência?
A palavra resiliência vem do latim: Resilire, que significa “voltar atrás”. Está associada à capacidade que cada pessoa tem de lidar com seus próprios problemas, de sobreviver e superar momentos difíceis, diante de situações adversas e não ceder à pressão independente da situação.
Os problemas e as dificuldades são inerentes à vida humana. Estudiosos no assunto afirmam que precisamos dessa desordem, desse caos, para sobrevivermos e crescermos. O benefício advindo da experiência do estresse torna o ser humano melhor que antes.
E você, o que faz em tempos de adversidades? O que você faz quando os problemas parecem te perseguir? Você é o tipo que diante de um contratempo chora, foge ou enfrenta? Saiba que existem pessoas que além de enfrentar os problemas, ainda são capazes de se beneficiarem com eles, aprender e crescer emocionalmente. Elas possuem razões para nunca desistir de suas metas e objetivos. Pessoas com essas capacidades são consideradas pessoas resilientes.
A resiliência demonstra se uma pessoa sabe ou não trabalhar bem sob pressão. É mais que educação, experiência, treinamento. O nível de resiliência de uma pessoa determina quem terá sucesso e quem se perderá pelo caminho. Quanto mais resiliente é uma pessoa, mais forte e preparada ela estará para lidar com as adversidades da vida.
O sucesso é resultado de inúmeras quedas e derrotas que o indivíduo pode ver como oportunidade de aprendizado e crescimento. E a resiliência é resultado de aprendizagens de vida, o que torna possível qualquer pessoa desenvolvê-la.
Quem possui maior resiliência produz melhor, é mais focado e feliz. Responde às adversidades da vida com maior rapidez e flexibilidade, sai de um momento de crise com muito mais facilidade do que uma pessoa com baixa taxa de resiliência. Quem tem maior resiliência vai encontrando meios de se renovar para chegar ao seu objetivo maior.
VANTAGENS DE SER UMA PESSOA RESILIENTE
O termo resiliência veio da física para designar a capacidade que alguns materiais têm de absorver o impacto e retornar a forma original.
Já se tratando de comportamento humano, resiliência está ligada à capacidade, à habilidade que cada pessoa tem de lidar e superar as adversidades. De transformar experiências não tão boas em aprendizado e oportunidade de mudança, de dar a volta por cima.
Uma pessoa resiliente é capaz de enfrentar crises, traumas, perdas, graves adversidades, transformações, desafios e muito mais, elaborando as situações e recuperando-se diante delas. A pessoa resiliente, além de suportar a pressão, ainda aprende com suas dificuldades e desafios, usa da sua flexibilidade para se adaptar e sua criatividade para encontrar soluções alternativas.
CONCEITOS
De acordo com o dicionário online Michaelis, o termo resiliência, em física, refere-se à elasticidade que faz com que certos corpos deformados voltem à sua forma original. Em linguagem figurada, refere-se à capacidade de rápida adaptação ou recuperação.
A Wikipédia afirma que o termo resiliência é um conceito oriundo da física, que se refere à propriedade de que são dotados alguns materiais de acumular energia, quando submetidos a estresse, sem ocorrer ruptura. Após a tensão cessar, poderá ou não haver uma deformação residual causada pelo estresse do material.
Um exemplo de resiliência em materiais pode ser observado com um elástico ou uma vara de salto em altura, que verga-se até um certo limite sem se quebrar e depois retorna à forma original, dissipando a energia acumulada e lançando o atleta para o alto.
Em relação às atividades ligadas ao corpo humano, a Wikipédia afirma que o conceito de resiliência está relacionado à capacidade de manter o tônus tensional, ou seja, de permanecer em equilíbrio numa faixa central de uma escala que tem em uma das extremidades a contração (tensão), e no outro o relaxamento ou soltura total (distensão). Assim, para certas atividades físicas, como algumas práticas orientais (Tai Chi Chuan e Chi Kun) e na dança, a resiliência é de grande importância para a perfeição do movimento.
A Wikipédia afirma, ainda, que atualmente o termo resiliência é utilizado no mundo dos negócios para caracterizar pessoas que têm a capacidade de retornar ao seu equilíbrio emocional após sofrer grandes pressões ou estresse, ou seja, são dotadas de habilidades que lhes permitem lidar com problemas sob pressão ou estresse mantendo o equilíbrio emocional.
Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2VHbz1z (acesso em 14/10/2019).
Com base no texto 'O que é resiliência?', leia as afirmativas a seguir:
I. O texto informa que a resiliência é uma habilidade que permite transformar experiências não tão boas em aprendizado e oportunidade de mudança, de dar a volta por cima. II. O autor do texto diz que o termo "resiliência", na física, é utilizado para designar a capacidade que alguns materiais têm de absorver o impacto e retornar a forma original. III. Conclui-se do texto que, na perspectiva de muitos estudiosos, os seres humanos não precisam de desordem ou de caos para crescerem. O benefício advindo da experiência do estresse, afirma o autor, torna o ser humano frágil e exposto aos riscos da sociedade.
Marque a alternativa CORRETA:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
324873 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Palmeira Índios-AL
Provas:

PLANEJAMENTO FAMILIAR


O planejamento familiar é o conjunto de ações e serviços que têm, como finalidade, contribuir para a saúde da mulher, da família e da criança. O planejamento familiar pode envolver a consideração do número de filhos que uma mulher deseja ter, incluindo a opção de não ter filhos, bem como a idade em que ela deseja tê-los e o espaçamento entre o nascimento dos filhos. Esses assuntos são influenciados por fatores externos, como a situação conjugal, considerações de carreira, posição financeira e quaisquer deficiências que possam afetar sua capacidade de ter filhos e criá-los. O planejamento familiar pode envolver o uso de métodos contraceptivos e outras técnicas para controlar o tempo da reprodução.

Prestar orientações práticas e atualizadas sobre planejamento familiar é uma forma de ajudar os usuários dos serviços públicos de saúde a melhorar a própria qualidade de vida. Ou seja, o profissional de saúde pode auxiliar a mulher ou a família a escolher o método de planejamento familiar mais adequado, assim como dar apoio à utilização eficaz desse método e a resolver os problemas dos usuários dos serviços.

MÉTODOS CONTRACEPTIVOS

Praticamente qualquer pessoa pode usar, com segurança, algum método contraceptivo. O oferecimento da maioria desses métodos não é, em geral, algo complicado. Assim, os métodos contraceptivos podem ser amplamente apresentados e disponibilizados mesmo nos locais em que os recursos de atendimento de saúde à população sejam limitados.

Os métodos contraceptivos podem ser eficazes se forem fornecidos corretamente. Para obter maior eficiência, alguns métodos tais como as pílulas e os preservativos requerem a ação consciente por parte de quem os utiliza. O auxílio e apoio por parte do serviço de saúde aos usuários podem, frequentemente, fazer a diferença no uso desses métodos. Um exemplo disso ocorre quando se discutem os possíveis efeitos colaterais mais comuns dos métodos contraceptivos.

Alguns métodos exigem a correta execução de um procedimento por parte do serviço de saúde, como é o caso de uma esterilização ou a colocação de um DIU.

Novas usuárias desses métodos geralmente chegam aos serviços de saúde com um método já em mente e este pode ser, eventualmente, a melhor opção para elas. Na ampla gama de métodos que uma usuária dos serviços pode usar com segurança, os objetivos e as preferências da mesma devem comandar as decisões de planejamento familiar. Para encontrar e utilizar o método mais adequado, uma usuária precisa de boas informações e, frequentemente, auxílio para analisar e escolher a melhor opção.

Muitas usuárias regulares desses métodos precisam de pouco apoio e, para elas, o acesso conveniente ao método e aos recursos é essencial. Para usuárias permanentes que se deparam com problemas ou preocupações, a ajuda e o apoio da equipe de saúde são vitais.

Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/32ytMAi (acesso em 09/11/2019).

Com base no texto 'PLANEJAMENTO FAMILIAR', leia as afirmativas a seguir: I. O autor do texto diz que praticamente qualquer pessoa pode usar, com segurança, algum método contraceptivo.
II. Depreende-se do texto que qualquer método contraceptivo apenas deve começar a ser usado por uma mulher ou pelo casal após uma consulta médico e a realização dos devidos exames. Marque a alternativa CORRETA:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
324871 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Palmeira Índios-AL
Provas:
SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

A política de assistência social se constitui em direito de cidadania e dever estatal, imprescindível ao atendimento das necessidades humanas próprias à vida digna. Para a sua consecução, instituiu-se no Brasil o Sistema Único da Assistência Social (SUAS), cuja implementação ocorre junto aos municípios, os quais devem atender certas condições para alcançar níveis de gestão cada vez mais autônomos.
O SUAS é um sistema constituído nacionalmente com direção única, caracterizado pela gestão compartilhada e cofinanciamento das ações pelos três entes federados e pelo controle social exercido pelos Conselhos de Assistência Social dos municípios, estados e da União. No SUAS, as ações da assistência social são organizadas tendo como referência o território onde as pessoas moram, considerando suas demandas e necessidades. Seus programas, projetos, serviços e benefícios devem ser desenvolvidos nas regiões mais vulneráveis, tendo a família como foco de atenção.
As ações da assistência social no SUAS são organizadas em dois tipos de proteção: básica e especial, e desenvolvidas e/ou coordenadas pelas unidades públicas: Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) e Centros de Referência Especializado para a População em Situação de Rua (Centro POP) e de forma complementar, pela Rede Socioassistencial Privada do SUAS.
LEI Nº 12.435, DE 6 DE JULHO DE 2011.
De acordo com a lei federal nº 12.435, de 6 de julho de 2011, a assistência social deve promover a proteção social, que visa à garantia da vida, à redução de danos e à prevenção da incidência de riscos. De acordo com essa lei, entre os objetivos da assistência social, incluem-se o de prestar a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice; amparar as crianças e os adolescentes carentes; promover a integração ao mercado de trabalho; habilitar e reabilitar as pessoas com deficiência; e promover a sua integração à vida comunitária.
A lei federal nº 12.435, de 2011, determina que a vigilância socioassistencial visa a analisar territorialmente a capacidade protetiva das famílias e nela a ocorrência de vulnerabilidades, de ameaças, de vitimizações e danos. Visa, também, garantir o pleno acesso aos direitos no conjunto das provisões socioassistenciais.
Para o enfrentamento da pobreza, lei federal nº 12.435, de 2011, determina que a assistência social deve ser realizada de forma integrada às políticas setoriais, garantindo mínimos sociais e provimento de condições para atender contingências sociais e promovendo a universalização dos direitos sociais.
Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2NwBkiv (acesos em: 09/11/2019).
Com base no texto 'SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL', leia as afirmativas a seguir: I. O autor do texto diz que, de acordo com a lei federal nº 12.435, de 6 de julho de 2011, entre os objetivos da assistência social, incluise o de amparar as crianças e os adolescentes carentes. II. Segundo o autor, a lei federal nº 12.435, de 2011, determina que a vigilância socioassistencial visa a analisar territorialmente a capacidade protetiva das famílias com renda superior a meio salário mínimo por indivíduo e nela a ocorrência de vulnerabilidades, de ameaças, de vitimizações e danos. III. No texto, é possível identificar a ideia de que os serviços assistenciais já atendem à totalidade dos brasileiros, garantir o acesso à saúde e à educação gratuitamente, além de contribuir com o planejamento familiar e com a eliminação da violência em muitas capitais do país. Marque a alternativa CORRETA:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
VIOLÊNCIA NO BRASIL, OUTRO OLHAR
A violência se manifesta por meio da tirania, da opressão e do abuso da força. Ocorre do constrangimento exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a fazer ou deixar de fazer um ato qualquer. Existem diversas formas de violência, tais como as guerras, conflitos étnico-religiosos e banditismo.
A violência, em seus mais variados contornos, é um fenômeno histórico na constituição da sociedade brasileira. A escravidão (primeiro com os índios e depois, e especialmente, com a mão de obra africana), a colonização mercantilista, o coronelismo, as oligarquias antes e depois da independência, somados a um Estado caracterizado pelo autoritarismo burocrático, contribuíram enormemente para o aumento da violência que atravessa a história do Brasil.
Diversos fatores colaboram para aumentar a violência, tais como a urbanização acelerada, que traz um grande fluxo de pessoas para as áreas urbanas e assim contribui para um crescimento desordenado e desorganizado das cidades. Contribuem também para esse recrudescimento as fortes aspirações de consumo, em parte frustradas pelas dificuldades de inserção no mercado de trabalho.
Por outro lado, o poder público, especialmente no Brasil, tem se mostrado incapaz de enfrentar essa calamidade social. Pior que tudo isso é constatar que a violência existe com a conivência de grupos das polícias, representantes do Legislativo de todos os níveis e, inclusive, de autoridades do poder judiciário. A corrupção, uma das piores chagas brasileiras, está associada à violência, uma aumentando a outra, faces da mesma moeda.
As causas dessa cólera são associadas, em parte, a problemas sociais como miséria, fome, desemprego. Mas nem todos os tipos de criminalidade derivam das condições econômicas. Além disso, um Estado ineficiente e sem programas de políticas públicas de segurança contribui para aumentar a sensação de injustiça e impunidade, que é, talvez, a principal causa da violência. Esta se apresenta nas mais diversas configurações e pode ser caracterizada como violência contra a mulher, a criança, o idoso, violência sexual, política, violência psicológica, física, verbal, dentre outras.
Em um Estado democrático, a repressão controlada e a polícia têm um papel crucial no controle da criminalidade. Porém, essa repressão controlada deve ser simultaneamente apoiada e vigiada pela sociedade civil.
Conforme sustenta o antropólogo e ex-Secretário Nacional de Segurança Pública, Luiz Eduardo Soares: "Temos de conceber, divulgar, defender e implantar uma política de segurança pública, sem prejuízo da preservação de nossos compromissos históricos com a defesa de políticas econômico-sociais. Os dois não são contraditórios”.
A solução para a questão da violência no Brasil envolve os mais diversos setores da sociedade, não só a segurança pública e um judiciário eficiente, mas também demanda com urgência, profundidade e extensão a melhoria do sistema educacional, saúde, habitação, oportunidades de emprego, dentre outros fatores. Requer principalmente uma grande mudança nas políticas públicas e uma participação maior da sociedade nas discussões e soluções desse problema de abrangência nacional.
(Adaptado. Revisão linguística. CAMARGO, Orson. Violência no Brasil, outro olhar. Disponível em: http://bit.ly/2oc0KaW)
Com base no texto 'VIOLÊNCIA NO BRASIL, OUTRO OLHAR', leia as afirmativas a seguir:
I. É possível inferir, a partir do texto, que a violência no Brasil se converteu em um estado de calamidade pública e que compete ao Estado a resolução desse problema. Todavia, somente com uma ação ligada à participação popular e medidas tirânicas o sucesso será atingido. II. Pode-se dizer, a partir do texto, que alguns aspectos da história do Brasil como a escravidão (primeiro com os índios e depois, e especialmente, com a mão de obra africana), a colonização mercantilista, o coronelismo, entre outros, foram responsáveis pelo agravamento do estado de violência em que nos encontramos hoje.
Marque a alternativa CORRETA:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
324867 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Palmeira Índios-AL
Provas:

DA VARÍOLA AO ANTI-VAXX: POR QUE PRECISAMOS DE VACINAS?

Em 1904, a cidade do Rio de Janeiro foi palco de uma rebelião inusitada, posteriormente batizada de Revolta da Vacina. A situação sanitária da capital era tão desastrosa na época, que o Brasil era conhecido internacionalmente como o “túmulo de estrangeiros”. Entre as doenças em circulação na época, destaca-se a varíola. Calcula-se que a varíola matava cerca de 400.000 pessoas por ano na Europa do século XVIII. Numa tentativa de erradicar a doença no Rio de Janeiro, o sanitarista Oswaldo Cruz conseguiu que o Congresso aprovasse a “Lei da Vacina Obrigatória”, que autorizava a invasão de domicílios e vacinação forçada.

Naturalmente a maioria da população não tinha nenhum conhecimento sobre vacinas e temia os possíveis efeitos do tratamento desconhecido. Houve protestos e, por razões políticas, a rebelião saiu do controle. O governo foi obrigado a amenizar suas práticas, mas retomou a vacinação e eventualmente a varíola foi eliminada da capital. Ao longo do século XX, a varíola ainda mataria 300 milhões de pessoas no mundo; o triplo das mortes por todos os conflitos do período, incluindo as duas guerras mundiais. O Brasil acabou sendo um dos últimos países onde a doença foi erradicada, na década de 1970, encerrando uma iniciativa global iniciada pela Organização Mundial da Saúde em 1967.

A história da varíola é marcante. Tanto pelo impacto devastador da doença ao longo dos séculos, como pelo inequívoco triunfo da ciência sobre a doença. Evidentemente existem aspectos biológicos deste vírus que facilitaram sua eliminação. Mas a meta só foi alcançada graças a uma campanha global de vacinação. A introdução das vacinas, assim como mais tarde, dos antibióticos, revolucionou a medicina e aumentou drasticamente nossa expectativa de vida. Não há dúvidas sobre o impacto positivo das vacinas e das campanhas de vacinação.

Vivemos hoje na época mais segura da história do ponto de vista de doenças infecciosas. Basta comparar o Rio de Janeiro atual com a descrição de 1904. O problema é que, para algumas camadas da população, o medo das doenças infecciosas acabou ficando no passado, parecendo proporcionalmente pequeno quando comparado ao medo de outros temas mais modernos.

Nós também vivemos um desequilíbrio entre o acesso fácil à informação e a falta de uma base educacional sólida, que nos permitiria filtrar criticamente o excesso de informação e tomar decisões fundamentadas cientificamente. Isso não significa, de maneira alguma, ser um especialista: é ter a capacidade de identificar fontes confiáveis de informação, de diferenciar fatos de teorias conspiratórias, de aprender com a história. E aqui cabe salientar a responsabilidade dos cientistas profissionais em comunicar bem a ciência, com uso de linguagem clara e acessível.

Esse desequilíbrio nos traz ao fenômeno que alguns veículos brasileiros estão chamando de a “nova revolta da vacina”. Ao contrário da original, em que a suspeita em relação às vacinas partia principalmente da população mais pobre e com menos acesso à informação, o medo, agora, atinge principalmente as classes mais altas. Estas pessoas acreditam que basta se ter uma alimentação saudável (e usar produtos naturais), para se estar protegido contra doenças. Além disso, a ideia de que as vacinas podem conter “químicos” danosos à saúde acaba complementando perfeitamente uma visão de mundo de que devemos priorizar produtos naturais e tratamentos alternativos.

Infelizmente, essas pessoas estão predispostas a apoiar qualquer teoria que valide esta visão de mundo – o que acaba sendo uma receita para o desastre. Não basta ser saudável para se proteger de doenças infecciosas. A varíola é causada por um vírus. A vacina estimula o sistema imunológico a produzir defesas contra este vírus, agindo de forma preventiva. Quando o vírus entra no organismo vacinado, ele é imediatamente eliminado pela resposta imunológica.

O movimento anti-vacinação (ou anti-vaxx) ganhou notoriedade nos Estados Unidos, apoiado em dados sem credibilidade científica e teorias conspiratórias que se espalharam por redes sociais. A consequência foi um grande surto de sarampo em 2014 (doença que havia sido eliminada nos EUA em 2000). Agora a mesma coisa ocorre na Europa, com uma epidemia de sarampo que já infectou 7,5 mil pessoas. Logo será a vez do Brasil, onde a adesão a campanhas de vacinação também vem caindo em vários grupos. Mais do que um risco às crianças não vacinadas, este é um risco para toda a população. O controle da doença depende da cobertura da vacinação. Mais do que isso, cada pessoa infectada é uma roleta-russa para a comunidade. Durante a infecção, milhões de novas partículas virais são criadas, com diversas mutações. Estas mutações aleatórias podem deixar o vírus subitamente mais agressivo – ou até mesmo resistente à vacina.

O Brasil tem um excelente programa público de vacinação e as vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde são seguras e essenciais. Elas permitem a proteção preventivamente, mas não ajudam depois da infecção. Negar vacinação a seus filhos é um ato irresponsável e perigoso que afeta a todos. Felizmente, podemos aprender com a história e com a ciência contemporânea. Apenas com educação e vacinação será possível controlar esta “nova revolta da vacina” e garantir a nossa contínua proteção contra as doenças infecciosas.

(Adaptado. Revisão linguística. ANTUNES, Dinler Amaral. Da varíola ao anti-vaxx: Por que precisamos de vacinas? Disponível em: http://bit.ly/2VPVlmG)

Com base no texto 'DA VARÍOLA AO ANTI-VAXX: POR QUE PRECISAMOS DE VACINAS?', leia as afirmativas a seguir:
I. Pode-se deduzir que a “nova revolta da vacina”, encabeçada pela população mais pobre e com menos acesso à informação, consiste no apoio a teorias que validam a ideia de que basta alimentar-se bem para se proteger de doenças. II. No último parágrafo do texto, o autor aponta o papel de destaque que o Brasil tem em relação aos programas públicos de vacinação, além de ser austero quando o assunto é garantir a nossa contínua proteção contra as doenças infecciosas.
Marque a alternativa CORRETA:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
324866 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Palmeira Índios-AL
Provas:
QUANDO O LUTO SE TRANSFORMA EM DOENÇA
Lidar com a perda de um ente querido não é tarefa fácil. Entretanto, o luto é um processo pelo qual – infelizmente – todas as pessoas deverão passar a fim de amenizar o sofrimento gerado pela ausência do outro. O problema ocorre quando essafase natural se torna mais difícil que o habitual: o que os especialistas chamam de “luto complicado”.
A psicóloga Juliana Batista, do HCor (Hospital do Coração), em São Paulo, explica que todo processo de luto tem um começo, um meio e um fim. “Diversas reações emocionais são despertadas [com a morte de alguém], como tristeza, ansiedade, culpa e raiva. Isso é muito comum. A pessoa também pode, num primeiro momento, querer se isolar do convívio social. Em relação às alterações físicas, podem ocorrer sudorese, palpitação e fraqueza, já que o corpo fica sob estresse. A reação varia de pessoa para pessoa, mas não há como evitar o processo de luto.”
Todo mundo se pergunta quanto tempo esse processo vai durar. Segundo a psicóloga, é bastante comum ouvir a queixa: “faz tanto tempo que fulano faleceu e a esposa ainda não superou a perda”. Na verdade, não existe um tempo certo para superar a perda de alguém, isso depende de cada pessoa, do modo como ela enfrenta e aceita a situação. Para alguns pode demorar meses; para outros, anos.
“O primeiro ano após a perda é o mais difícil, porque é nesse ano que ocorrem todos os primeiros aniversários sem a pessoa próxima. Isso não significa que seja necessário um ano exato para superar a morte. Um processo de luto é bem-sucedido e finalizado quando a pessoa consegue superar a perda e seguir em frente. Não é que ela vai esquecer a pessoa, pois as lembranças e a ausência continuarão. Entretanto, a perda não vai mais ocupar um lugar de destaque [na vida dela]”, explica a psicóloga.
Quando por algum motivo o indivíduo não consegue passar por essa fase, ele entra no chamado “luto complicado”. Geralmente, isso acontece com pessoas que perderam entes de maneira abrupta, como em acidentes, tragédias e casos de suicídio e na morte precoce de um filho. “Nesses casos, todo pensamento e ato estarão associados à perda, a pessoa não consegue se desligar. Ela deixa de realizar as atividades costumeiras, como ir ao trabalho e ao supermercado. O problema é que, diante de um enlutado crônico, muitas vezes as pessoas querem medicá-lo para sanar os sintomas quando, na verdade, ele precisa ser ouvido”, completa a médica.
Em contrapartida, há aqueles que agem como se nada tivesse acontecido e, alguns dias depois da morte, voltam a trabalhar e lotam a agenda de compromissos. Mas, ainda segundo a especialista, indivíduos que agem assim, na verdade, precisam de cuidados especiais, pois ocupar-se excessivamente é uma maneira de fugir do problema.
“É uma forma de luto inibido. A pessoa não manifesta as formas de reação mais frequentes, como tristeza e raiva. Ou, então, de luto adiado, quando a pessoa só começa a se dar conta da perda depois de uns quinze dias”, diz Batista.
Aqueles que têm algum familiar ou amigo muito doente podem começar a vivenciar o processo de luto antecipatório, antes da morte do ente. “Dependendo do caso, esse pode ser um fator de proteção para que o familiar, de repente, não entre num luto complicado. Porque as perdas progressivas vão acontecendo num intervalo de tempo considerável e assim ele vai se acostumando com a ideia de não ter mais aquela pessoa ao lado”, esclarece.
Em relação às cinco fases do luto (negação, raiva, barganha, depressão e aceitação), que já foram amplamente divulgadas, a psicóloga esclarece que é difícil enquadrar o paciente em uma delas, pois às vezes ele pode passar por todas as fases ao mesmo tempo ou simplesmente não passar por nenhuma.
(CONTE, Juliana. Quando o luto se transforma em doença. Disponível em: http://bit.ly/2VR44Fa)
Com base no texto 'QUANDO O LUTO SE TRANSFORMA EM DOENÇA', leia as afirmativas a seguir:
I. Como mostra o texto, o processo de luto é subjetivo, individual e pode apresentar diferenças, dependendo de cada pessoa, do modo como ela enfrenta e aceita a situação. Isso quer dizer que, para alguns, pode demorar meses; para outros, anos.
II. A maneira como entes queridos morrem (de maneira abrupta, como em acidentes, tragédias ou em casos de suicídio) é definidora do chamado “luto complicado”. Essa fase dura geralmente um ano, sendo o gatilho para saber quando a pessoa precisará ou não de auxílio profissional.
Marque a alternativa CORRETA:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas