Foram encontradas 50 questões.
Leia as afirmativas a seguir:
I. Um número N é divisível por 4 quando seus dois últimos
algarismos formam um número divisível por 4, ou seja, quando o
número formado pelos algarismos das dezenas e das unidades de
N é divisível por 4.
II. Os números 2014, 1622, 1500, 416 e 888 são divisíveis por 2,
pois são pares. Os números 1777, 2015, 456789, 41253 e 111 não
são divisíveis por 2, pois são ímpares.
III. São números primos, entre outros, os seguintes: 109, 113, 126,
131.
Marque a alternativa CORRETA:
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- FundamentosOperações Fundamentais
- FundamentosUnidades de Medida
- FundamentosFrações e Números Decimais
Leia as afirmativas a seguir:
I. O preço de um produto na loja 1 é R$ 19,80, na loja 2 é R$ 22,50 e
na loja 3 é R$ 26,70. Assim, considerando exclusivamente as
informações apresentadas, é correto afirmar que o preço médio
desse produto, nessas três lojas, é superior a R$ 21,45 e inferior a
R$ 24,55.
II. A fração 7/9 corresponde a um número decimal e irracional cujo
valor é menor que 0,73.
Marque a alternativa CORRETA:
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Leia as afirmativas a seguir:
I. São números primos, entre outros, os seguintes: 73, 78, 83 e 89. II. Considere 5 marcas de feijão: A, B, C, D e E. A marca "A" custa R$
389 por 250 quilos de feijão. A marca "B" custa R$ 481 por 270
quilos do produto. A marca "C" custa R$ 517 por 300 quilos de
feijão. A marca "D" custa R$ 462 por 250 quilos do produto. A
marca "E" custa R$ 444 por 320 quilos de feijão. Assim,
considerando exclusivamente o critério preço, é correto afirmar que
a marca “E” é a mais barata, pois o quilo do seu produto custa
menos de R$ 1,47.
Marque a alternativa CORRETA:
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Leia as afirmativas a seguir:
I. O resultado da multiplicação de 1,3 por 3,7 é um número ímpar,
cujo valor é maior que 4,92 e menor que 5,17.
II. O resultado da multiplicação de 0,6 por 1,6 é um número par e
racional, cujo valor está compreendido no intervalo entre 0,81 e
0,93.
III. Há um mês, o preço do produto X era R$ 5,40. Há uma semana,
o seu preço era de R$ 5,85. Atualmente, seu preço é R$ 6,45.
Assim, considerando exclusivamente as informações
apresentadas, é correto afirmar que o preço médio desse produto,
no período considerado, é superior a R$ 5,66 e inferior a R$ 6,13.
Marque a alternativa CORRETA:
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Leia as afirmativas a seguir:
I. A série de dados representada pelos números 55, 63, 91, 42 e 27
possui como média um número maior que 56 e menor que 58.
II. No último mês, um restaurante vendeu 456 refeições do tipo "A"
a um preço de R$ 38,40, cada. Nesse mesmo período, também
foram vendidas 291 refeições do tipo "B", por R$ 33,70, cada.
Assim, considerando exclusivamente as informações
apresentadas, é correto afirmar que a arrecadação com as vendas
da refeição do tipo “A” representa mais de 63,2% e menos de 65,9%
do total arrecadado com as vendas das refeições mencionadas, no
período considerado.
III. Um triângulo com medidas iguais a 91 m de base e 99 m de
altura terá uma área correspondente a mais de 4.345 m² e menos
de 4.458 m².
Marque a alternativa CORRETA:
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A Orientação Social do Enunciado
Nós sabemos que todo discurso é um discurso dialógico orientado em direção a alguém que seja capaz de compreendê-lo e dar-lhe uma resposta, real ou virtual. Esta orientação em direção ao “outro”, em direção ao ouvinte, conduz necessariamente a se levar em conta a relação social e hierárquica que existe entre os interlocutores. Nós já mostramos, em nosso artigo precedente, as modificações que se produzem na forma do enunciado de acordo com a situação do locutor e do ouvinte, e de acordo com o todo do contexto social do enunciado. Nós propomos chamar de “orientação social” do enunciado, esta dependência do enunciado face ao peso hierárquico e social do auditório (isto é, tendo em vista a(s) classe(s) social(is) a qual pertence(m) os interlocutores, sua situação financeira, sua profissão, sua função; ou ainda, como era o caso da Rússia anterior à reforma de 1861, em face do número de camponeses que eles possuíam, seu capital etc.).
Esta orientação social estará presente em todo enunciado verbal
ou gestual – a mímica, por exemplo –, qualquer que seja a forma
que ele adote: o monólogo – um homem falando para si mesmo
– ou o diálogo – duas ou mais pessoas participando de uma
conversa. A orientação social é precisamente uma das forças
vivas e constitutivas que, ao mesmo tempo em que organizam o
contexto do enunciado – a situação –, determinam também a
sua forma estilística e sua estrutura estritamente gramatical.
E é justamente na orientação social que se encontra refletido o
auditório do enunciado, seja ele realmente presente ou
simplesmente pressuposto, fora do qual nenhum ato de
comunicação verbal se desenvolve nem pode se desenvolver.
O escritor que não cria unicamente os enunciados de seus
personagens, mas cria igualmente o seu aspecto exterior, tem
interesse em observar que aquilo a que se chama de “boas
maneiras” – o modo de comportar-se em sociedade – nada mais
realiza do que “a expressão gestual da orientação social do
enunciado”.
Esta manifestação exterior e física da conduta social – o
movimento das mãos, a pose, o tom da voz –, que acompanham habitualmente o discurso, é, antes de mais nada, determinado
pela consideração do auditório e pela sua avaliação. O que
significam as “boas maneiras” de Tchitchkov – maneiras que,
inclusive, tomam diferentes formas se ele se encontra com
Korobotchka, com Pliouchkine ou com o general Betrichtchev -,
senão que elas são a impressão gestual de uma constante
consideração do auditório, de uma avaliação sutil da situação
social do seu interlocutor, que são a própria essência do seu
caráter e representam a condição necessária ao sucesso de
suas iniciativas?
A palavra, o gesto da mão, a expressão do rosto e a postura do
corpo são igualmente submissos à orientação e por ela
estruturados; as “más maneiras” refletem o fato de que não se
leva em conta o interlocutor, refletem a ignorância acerca do laço
social e hierárquico existente entre o locutor e o ouvinte, e o
hábito, quase sempre inconsciente, de não se modificar a
orientação social dos seus enunciados – sejam expressos em
palavra ou em gesto – enquanto as condições sociais e o
auditório se encontram modificados.
Esta a razão pela qual o escritor, quando decide dotar um de
seus personagens de “boas” ou “más” maneiras, deve sempre
considerar que estas maneiras não são explicáveis como mero
resultado de “algumas particularidades inatas” ou como
expressão do seu “caráter”. Pode-se afirmar que, a rigor, o
personagem é devedor de sua educação, mas não se pode
esquecer que a educação corresponde ao esforço por habituar a
pessoa a sempre levar em conta seu auditório – dá-se a isto o
nome de “saber se comportar socialmente” -, a exprimir pelo
gesto ou pela mímica, mas de modo conforme e prudente, a
orientação social dos seus enunciados.
(BAKHTIN, M. M.; VOLOSHINOV, V. N. Discourse in life and
discourse in art–concerning sociological poetics. In:
VOLOSHINOV, V.N. Freudism. New York: Academic Press, 1976.
Tradução de Carlos Alberto Faraco e Cristóvão Tezza (uso
didático)).
NOTA: Pável Ivánovitch Tchítchicov (ou Tchitchkov) é o
personagem central da obra “Almas Mortas”, clássico russo e a
grande obra-prima de Nikolai Gógol (1809-1852). A narrativa traz
a história de um especulador de São Petersburgo que chega a
uma cidade de província e procura conquistar, com suas boas
maneiras, a simpatia da sociedade e dos senhores de terras
locais. Seu objetivo: comprar "almas mortas", ou seja, servos já
falecidos, mas que ainda não haviam sido declarados como tal
no último censo. É em torno desse tema - que lhe teria sido
sugerido por Púchkin - que Gógol tece um dos retratos mais
certeiros, a um só tempo satírico e afetuoso, do povo russo. O
protagonista buscava vantagens, respeito, circulava entre o alto
escalão da sociedade e utilizava estratégias fora do comum. O
exemplo foi apenas usado pelos autores do texto em questão
para referir-se à percepções sobre a linguagem. (Adaptado.
Disponível em: http://bit.ly/2CiZC9i)
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Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
Educação como direito social necessita de parâmetros,
diretrizes e normativas que orientem sua constituição e
assegurem minimamente possibilidades de efetivação. Nesse
contexto, observa-se que a constituição da Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional (LDB), Lei nº 9.394/96, permitiu a
organização, de modo mais claro, do sistema educacional do
Brasil. Muitos programas, projetos e ações se efetivaram a partir
das prescrições oriundas nesse documento institucional
brasileiro. Em todas as etapas e modalidades educativas houve
crescimento não simplesmente em números, mas na qualidade
do ensino e da aprendizagem da população, em especial, para as
camadas populacionais menos favorecidas economicamente na
história do Brasil.
HISTÓRICO
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394,
sancionada pelo ex-presidente da república Fernando Henrique
Cardoso, em 20 de dezembro de 1996, tem por objetivo definir e
regularizar o sistema de educação brasileiro com base nos
princípios presentes na Constituição Nacional de 1988. É por
meio desse documento que encontramos os princípios gerais da
educação do país, bem como as finalidades, os recursos
financeiros, a formação e diretrizes para a carreira dos
profissionais da educação.
ESTRUTURA
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96
possui 92 artigos, estando organizados em nove títulos, cinco
capítulos e cinco seções, os quais definem os marcos legais da
educação brasileira.
O Título I nominado “Da Educação” apresenta no artigo 1º o
conceito de Educação, sua abrangência e os lócus de efetivação.
Nesse artigo 1º há dois incisos que esclarecem os objetivos da lei, sua proposta para a educação escolar, que deverá se vincular
a prática social e ao mundo do trabalho.
O Título II “Dos princípios e fins da Educação Nacional” referencia
em sua discussão a defesa do pluralismo de ideias, da liberdade
de aprender, de ensinar, de pesquisar e de divulgar o
pensamento, da igualdade de condições para acesso à escola,
do respeito aos profissionais de ensino, da gestão democrática e
da consideração com a diversidade étnico-racial, dentre outros.
Quanto ao Título III “Do Direito à Educação e do Dever de Educar”,
discorre sobre a obrigatoriedade do poder público em oferecer
igualdade de condições de acesso às escolas e gratuidade e
obrigatoriedade da educação básica dos 4 (quatro) aos 17
(dezessete) anos de idade. Nesse fragmento da lei, o artigo 7º
afirma que o ensino é livre à iniciativa privada, atendidas
algumas condições.
A segunda seção “Educação infantil” estrutura em termos gerais
a primeira etapa da educação básica. O artigo 29º pontifica que a
educação infantil tem como propósito o desenvolvimento
integral da criança de até 5 (cinco) anos, em seus aspectos
físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação
da família e da comunidade.
Adaptado. Por Emerson Augusto de Medeiros, disponível em:
http://bit.ly/33cynJj (acesso em 03/11/2019).
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A Orientação Social do Enunciado
Nós sabemos que todo discurso é um discurso dialógico orientado em direção a alguém que seja capaz de compreendê-lo e dar-lhe uma resposta, real ou virtual. Esta orientação em direção ao “outro”, em direção ao ouvinte, conduz necessariamente a se levar em conta a relação social e hierárquica que existe entre os interlocutores. Nós já mostramos, em nosso artigo precedente, as modificações que se produzem na forma do enunciado de acordo com a situação do locutor e do ouvinte, e de acordo com o todo do contexto social do enunciado. Nós propomos chamar de “orientação social” do enunciado, esta dependência do enunciado face ao peso hierárquico e social do auditório (isto é, tendo em vista a(s) classe(s) social(is) a qual pertence(m) os interlocutores, sua situação financeira, sua profissão, sua função; ou ainda, como era o caso da Rússia anterior à reforma de 1861, em face do número de camponeses que eles possuíam, seu capital etc.).
Esta orientação social estará presente em todo enunciado verbal
ou gestual – a mímica, por exemplo –, qualquer que seja a forma
que ele adote: o monólogo – um homem falando para si mesmo
– ou o diálogo – duas ou mais pessoas participando de uma
conversa. A orientação social é precisamente uma das forças
vivas e constitutivas que, ao mesmo tempo em que organizam o
contexto do enunciado – a situação –, determinam também a
sua forma estilística e sua estrutura estritamente gramatical.
E é justamente na orientação social que se encontra refletido o
auditório do enunciado, seja ele realmente presente ou
simplesmente pressuposto, fora do qual nenhum ato de
comunicação verbal se desenvolve nem pode se desenvolver.
O escritor que não cria unicamente os enunciados de seus
personagens, mas cria igualmente o seu aspecto exterior, tem
interesse em observar que aquilo a que se chama de “boas
maneiras” – o modo de comportar-se em sociedade – nada mais
realiza do que “a expressão gestual da orientação social do
enunciado”.
Esta manifestação exterior e física da conduta social – o
movimento das mãos, a pose, o tom da voz –, que acompanham habitualmente o discurso, é, antes de mais nada, determinado
pela consideração do auditório e pela sua avaliação. O que
significam as “boas maneiras” de Tchitchkov – maneiras que,
inclusive, tomam diferentes formas se ele se encontra com
Korobotchka, com Pliouchkine ou com o general Betrichtchev -,
senão que elas são a impressão gestual de uma constante
consideração do auditório, de uma avaliação sutil da situação
social do seu interlocutor, que são a própria essência do seu
caráter e representam a condição necessária ao sucesso de
suas iniciativas?
A palavra, o gesto da mão, a expressão do rosto e a postura do
corpo são igualmente submissos à orientação e por ela
estruturados; as “más maneiras” refletem o fato de que não se
leva em conta o interlocutor, refletem a ignorância acerca do laço
social e hierárquico existente entre o locutor e o ouvinte, e o
hábito, quase sempre inconsciente, de não se modificar a
orientação social dos seus enunciados – sejam expressos em
palavra ou em gesto – enquanto as condições sociais e o
auditório se encontram modificados.
Esta a razão pela qual o escritor, quando decide dotar um de
seus personagens de “boas” ou “más” maneiras, deve sempre
considerar que estas maneiras não são explicáveis como mero
resultado de “algumas particularidades inatas” ou como
expressão do seu “caráter”. Pode-se afirmar que, a rigor, o
personagem é devedor de sua educação, mas não se pode
esquecer que a educação corresponde ao esforço por habituar a
pessoa a sempre levar em conta seu auditório – dá-se a isto o
nome de “saber se comportar socialmente” -, a exprimir pelo
gesto ou pela mímica, mas de modo conforme e prudente, a
orientação social dos seus enunciados.
(BAKHTIN, M. M.; VOLOSHINOV, V. N. Discourse in life and
discourse in art–concerning sociological poetics. In:
VOLOSHINOV, V.N. Freudism. New York: Academic Press, 1976.
Tradução de Carlos Alberto Faraco e Cristóvão Tezza (uso
didático)).
NOTA: Pável Ivánovitch Tchítchicov (ou Tchitchkov) é o
personagem central da obra “Almas Mortas”, clássico russo e a
grande obra-prima de Nikolai Gógol (1809-1852). A narrativa traz
a história de um especulador de São Petersburgo que chega a
uma cidade de província e procura conquistar, com suas boas
maneiras, a simpatia da sociedade e dos senhores de terras
locais. Seu objetivo: comprar "almas mortas", ou seja, servos já
falecidos, mas que ainda não haviam sido declarados como tal
no último censo. É em torno desse tema - que lhe teria sido
sugerido por Púchkin - que Gógol tece um dos retratos mais
certeiros, a um só tempo satírico e afetuoso, do povo russo. O
protagonista buscava vantagens, respeito, circulava entre o alto
escalão da sociedade e utilizava estratégias fora do comum. O
exemplo foi apenas usado pelos autores do texto em questão
para referir-se à percepções sobre a linguagem. (Adaptado.
Disponível em: http://bit.ly/2CiZC9i)
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Questão presente nas seguintes provas
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
Educação como direito social necessita de parâmetros,
diretrizes e normativas que orientem sua constituição e
assegurem minimamente possibilidades de efetivação. Nesse
contexto, observa-se que a constituição da Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional (LDB), Lei nº 9.394/96, permitiu a
organização, de modo mais claro, do sistema educacional do
Brasil. Muitos programas, projetos e ações se efetivaram a partir
das prescrições oriundas nesse documento institucional
brasileiro. Em todas as etapas e modalidades educativas houve
crescimento não simplesmente em números, mas na qualidade
do ensino e da aprendizagem da população, em especial, para as
camadas populacionais menos favorecidas economicamente na
história do Brasil.
HISTÓRICO
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394,
sancionada pelo ex-presidente da república Fernando Henrique
Cardoso, em 20 de dezembro de 1996, tem por objetivo definir e
regularizar o sistema de educação brasileiro com base nos
princípios presentes na Constituição Nacional de 1988. É por
meio desse documento que encontramos os princípios gerais da
educação do país, bem como as finalidades, os recursos
financeiros, a formação e diretrizes para a carreira dos
profissionais da educação.
ESTRUTURA
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96
possui 92 artigos, estando organizados em nove títulos, cinco
capítulos e cinco seções, os quais definem os marcos legais da
educação brasileira.
O Título I nominado “Da Educação” apresenta no artigo 1º o
conceito de Educação, sua abrangência e os lócus de efetivação.
Nesse artigo 1º há dois incisos que esclarecem os objetivos da lei, sua proposta para a educação escolar, que deverá se vincular
a prática social e ao mundo do trabalho.
O Título II “Dos princípios e fins da Educação Nacional” referencia
em sua discussão a defesa do pluralismo de ideias, da liberdade
de aprender, de ensinar, de pesquisar e de divulgar o
pensamento, da igualdade de condições para acesso à escola,
do respeito aos profissionais de ensino, da gestão democrática e
da consideração com a diversidade étnico-racial, dentre outros.
Quanto ao Título III “Do Direito à Educação e do Dever de Educar”,
discorre sobre a obrigatoriedade do poder público em oferecer
igualdade de condições de acesso às escolas e gratuidade e
obrigatoriedade da educação básica dos 4 (quatro) aos 17
(dezessete) anos de idade. Nesse fragmento da lei, o artigo 7º
afirma que o ensino é livre à iniciativa privada, atendidas
algumas condições.
A segunda seção “Educação infantil” estrutura em termos gerais
a primeira etapa da educação básica. O artigo 29º pontifica que a
educação infantil tem como propósito o desenvolvimento
integral da criança de até 5 (cinco) anos, em seus aspectos
físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação
da família e da comunidade.
Adaptado. Por Emerson Augusto de Medeiros, disponível em:
http://bit.ly/33cynJj (acesso em 03/11/2019).
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A Orientação Social do Enunciado
Nós sabemos que todo discurso é um discurso dialógico orientado em direção a alguém que seja capaz de compreendê-lo e dar-lhe uma resposta, real ou virtual. Esta orientação em direção ao “outro”, em direção ao ouvinte, conduz necessariamente a se levar em conta a relação social e hierárquica que existe entre os interlocutores. Nós já mostramos, em nosso artigo precedente, as modificações que se produzem na forma do enunciado de acordo com a situação do locutor e do ouvinte, e de acordo com o todo do contexto social do enunciado. Nós propomos chamar de “orientação social” do enunciado, esta dependência do enunciado face ao peso hierárquico e social do auditório (isto é, tendo em vista a(s) classe(s) social(is) a qual pertence(m) os interlocutores, sua situação financeira, sua profissão, sua função; ou ainda, como era o caso da Rússia anterior à reforma de 1861, em face do número de camponeses que eles possuíam, seu capital etc.).
Esta orientação social estará presente em todo enunciado verbal
ou gestual – a mímica, por exemplo –, qualquer que seja a forma
que ele adote: o monólogo – um homem falando para si mesmo
– ou o diálogo – duas ou mais pessoas participando de uma
conversa. A orientação social é precisamente uma das forças
vivas e constitutivas que, ao mesmo tempo em que organizam o
contexto do enunciado – a situação –, determinam também a
sua forma estilística e sua estrutura estritamente gramatical.
E é justamente na orientação social que se encontra refletido o
auditório do enunciado, seja ele realmente presente ou
simplesmente pressuposto, fora do qual nenhum ato de
comunicação verbal se desenvolve nem pode se desenvolver.
O escritor que não cria unicamente os enunciados de seus
personagens, mas cria igualmente o seu aspecto exterior, tem
interesse em observar que aquilo a que se chama de “boas
maneiras” – o modo de comportar-se em sociedade – nada mais
realiza do que “a expressão gestual da orientação social do
enunciado”.
Esta manifestação exterior e física da conduta social – o
movimento das mãos, a pose, o tom da voz –, que acompanham habitualmente o discurso, é, antes de mais nada, determinado
pela consideração do auditório e pela sua avaliação. O que
significam as “boas maneiras” de Tchitchkov – maneiras que,
inclusive, tomam diferentes formas se ele se encontra com
Korobotchka, com Pliouchkine ou com o general Betrichtchev -,
senão que elas são a impressão gestual de uma constante
consideração do auditório, de uma avaliação sutil da situação
social do seu interlocutor, que são a própria essência do seu
caráter e representam a condição necessária ao sucesso de
suas iniciativas?
A palavra, o gesto da mão, a expressão do rosto e a postura do
corpo são igualmente submissos à orientação e por ela
estruturados; as “más maneiras” refletem o fato de que não se
leva em conta o interlocutor, refletem a ignorância acerca do laço
social e hierárquico existente entre o locutor e o ouvinte, e o
hábito, quase sempre inconsciente, de não se modificar a
orientação social dos seus enunciados – sejam expressos em
palavra ou em gesto – enquanto as condições sociais e o
auditório se encontram modificados.
Esta a razão pela qual o escritor, quando decide dotar um de
seus personagens de “boas” ou “más” maneiras, deve sempre
considerar que estas maneiras não são explicáveis como mero
resultado de “algumas particularidades inatas” ou como
expressão do seu “caráter”. Pode-se afirmar que, a rigor, o
personagem é devedor de sua educação, mas não se pode
esquecer que a educação corresponde ao esforço por habituar a
pessoa a sempre levar em conta seu auditório – dá-se a isto o
nome de “saber se comportar socialmente” -, a exprimir pelo
gesto ou pela mímica, mas de modo conforme e prudente, a
orientação social dos seus enunciados.
(BAKHTIN, M. M.; VOLOSHINOV, V. N. Discourse in life and
discourse in art–concerning sociological poetics. In:
VOLOSHINOV, V.N. Freudism. New York: Academic Press, 1976.
Tradução de Carlos Alberto Faraco e Cristóvão Tezza (uso
didático)).
NOTA: Pável Ivánovitch Tchítchicov (ou Tchitchkov) é o
personagem central da obra “Almas Mortas”, clássico russo e a
grande obra-prima de Nikolai Gógol (1809-1852). A narrativa traz
a história de um especulador de São Petersburgo que chega a
uma cidade de província e procura conquistar, com suas boas
maneiras, a simpatia da sociedade e dos senhores de terras
locais. Seu objetivo: comprar "almas mortas", ou seja, servos já
falecidos, mas que ainda não haviam sido declarados como tal
no último censo. É em torno desse tema - que lhe teria sido
sugerido por Púchkin - que Gógol tece um dos retratos mais
certeiros, a um só tempo satírico e afetuoso, do povo russo. O
protagonista buscava vantagens, respeito, circulava entre o alto
escalão da sociedade e utilizava estratégias fora do comum. O
exemplo foi apenas usado pelos autores do texto em questão
para referir-se à percepções sobre a linguagem. (Adaptado.
Disponível em: http://bit.ly/2CiZC9i)
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