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Leia:
Um estudo coordenado pela Fundação Getúlio Vargas aponta que, enquanto 80% dos professores de educação infantil da rede pública do país têm nível superior completo, 65,6% dos docentes dessa mesma etapa na rede privada têm igual escolaridade.
Os dados correspondem ao ano de 2014 e mostram que a formação dos professores das instituições públicas continua melhor que a dos professores da rede privada nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais dessa etapa, a proporção de docentes com formação adequada muda: 92% dos docentes na rede privada e 89% na pública. No ensino médio, a formação é praticamente igual.
Deve-se ressaltar que o fato de que o nível superior completo, sem se considerar a qualidade do conteúdo aprendido nas licenciaturas, não garante excelência no trabalho docente e, consequentemente, no ensino.
Internet: <revistaeducação.com.br> (com adaptações).
Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto anteriormente apresentado, nota-se como válido que:
Um estudo coordenado pela Fundação Getúlio Vargas aponta que, enquanto 80% dos professores de educação infantil da rede pública do país têm nível superior completo, 65,6% dos docentes dessa mesma etapa na rede privada têm igual escolaridade.
Os dados correspondem ao ano de 2014 e mostram que a formação dos professores das instituições públicas continua melhor que a dos professores da rede privada nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais dessa etapa, a proporção de docentes com formação adequada muda: 92% dos docentes na rede privada e 89% na pública. No ensino médio, a formação é praticamente igual.
Deve-se ressaltar que o fato de que o nível superior completo, sem se considerar a qualidade do conteúdo aprendido nas licenciaturas, não garante excelência no trabalho docente e, consequentemente, no ensino.
Internet: <revistaeducação.com.br> (com adaptações).
Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto anteriormente apresentado, nota-se como válido que:
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Leia o fragmento abaixo antes de avaliar o que se pede:
Qualquer língua, escrita ou não, tem uma gramática que é
complexa. Do ponto de vista naturalista, não faz sentido afirmar
que há gramáticas melhores e gramáticas piores. Não é certo,
por exemplo, dizer que a gramática que produz “Os meninos
saíram” é melhor do que a que produz “Os menino saiu”. Ambas
as frases cumprem a sua função, que é transmitir um certo
conteúdo. São duas maneiras de chegar ao mesmo lugar. São
duas gramáticas distintas, uma em que a pluralidade é marcada
em todos os termos da oração, outra em que o plural aparece
marcado apenas no artigo.
Mas esses dois modos de falar não são avaliados socialmente da mesma maneira. O valor social de cada um deles é muito diferente. Aquele que fala “Os menino saiu” não sabe falar, diz a voz que define qual variedade está correta. Só que há línguas, como o inglês, em que o plural só ocorre em um dos termos: The tall boys left (tradução literal possível, desconsiderada a marca de plural: O alto meninos saiu). É claro que a gramática do inglês não é a mesma gramática do português, mas o nosso ponto é que o plural só está em um lugar na oração do inglês e isso não recebe uma avaliação negativa. No português do dia a dia, é possível marcar o plural em apenas um dos elementos, mas isso é avaliado negativamente.
Roberta Pires de Oliveira e Sandra Quarezemin. Gramáticas na escola. Petrópolis: Vozes, 2016, p. 44 (com adaptações).
A partir da exposição das ideias do texto, é correto afirmar que:
Mas esses dois modos de falar não são avaliados socialmente da mesma maneira. O valor social de cada um deles é muito diferente. Aquele que fala “Os menino saiu” não sabe falar, diz a voz que define qual variedade está correta. Só que há línguas, como o inglês, em que o plural só ocorre em um dos termos: The tall boys left (tradução literal possível, desconsiderada a marca de plural: O alto meninos saiu). É claro que a gramática do inglês não é a mesma gramática do português, mas o nosso ponto é que o plural só está em um lugar na oração do inglês e isso não recebe uma avaliação negativa. No português do dia a dia, é possível marcar o plural em apenas um dos elementos, mas isso é avaliado negativamente.
Roberta Pires de Oliveira e Sandra Quarezemin. Gramáticas na escola. Petrópolis: Vozes, 2016, p. 44 (com adaptações).
A partir da exposição das ideias do texto, é correto afirmar que:
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Sobre a Diversidade de textos, os Parâmetros
Curriculares Nacionais (PCNs) sustentam que:
( ) Toda educação verdadeiramente comprometida com o exercício da cidadania precisa criar condições para o desenvolvimento da capacidade de uso eficaz da linguagem que satisfaça necessidades pessoais.
( ) Cabe à escola viabilizar o acesso do aluno ao universo dos textos que circulam socialmente, ensinar a produzi-los e a interpretá-los.
( ) Por entender que o estudo textual deva se restringir às ações de Língua Portuguesa, tal processo exclui os textos das diferentes disciplinas, com os quais o aluno se defronta sistematicamente no cotidiano escolar.
( ) A capacidade múltipla de análise de diferentes textos, a qual permite o acesso à informação escrita com autonomia, é condição para o bom aprendizado, pois dela depende a possibilidade de aprender os diferentes conteúdos.
Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, analise as afirmações feitas e assinale a alternativa que, pela ordem, apresenta a sequência correta:
( ) Toda educação verdadeiramente comprometida com o exercício da cidadania precisa criar condições para o desenvolvimento da capacidade de uso eficaz da linguagem que satisfaça necessidades pessoais.
( ) Cabe à escola viabilizar o acesso do aluno ao universo dos textos que circulam socialmente, ensinar a produzi-los e a interpretá-los.
( ) Por entender que o estudo textual deva se restringir às ações de Língua Portuguesa, tal processo exclui os textos das diferentes disciplinas, com os quais o aluno se defronta sistematicamente no cotidiano escolar.
( ) A capacidade múltipla de análise de diferentes textos, a qual permite o acesso à informação escrita com autonomia, é condição para o bom aprendizado, pois dela depende a possibilidade de aprender os diferentes conteúdos.
Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, analise as afirmações feitas e assinale a alternativa que, pela ordem, apresenta a sequência correta:
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O TEXTO II A SEGUIR SERVIRÁ DE BASE PARA A
RESOLUÇÃO DA QUESTÃO
32 dentes
(Titãs)
Eu nunca mais vou dizer o que realmente penso!
Eu nunca mais vou dizer o que realmente sinto!
Eu juro, Eu juro... Eu juro por Deus!
Não confio em ninguém
Não confio em ninguém
Não confio em ninguém com mais de 30
Não confio em ninguém com 32 Dentes....
Meu pai um dia me pediu
para que eu nunca mentisse
mas ele se esqueceu de dizer a verdade!
Eu não sei fazer música,
mas eu faço
Eu não sei cantar as músicas que eu faço,
mas eu canto
Ninguém sabe nada
Ninguém sabe nada
https://vagalume.com.br/titas/32-dentes.html
( ) O texto II se apresenta em forma de verso e tem como uma de suas temáticas o cerceamento da liberdade de expressão.
( ) O verso “Eu nunca mais vou dizer o que realmente penso!” apresenta a temática entre os dois textos de modo tênue e análogo.
( ) Um dos aspectos nítidos da mensagem da letra da música é a “contradição”, seja no que se refere à noção de confiança nos outros ou à própria capacidade do eu-lírico em expressar ironicamente seu inconformismo.
( ) Nota-se que o eu-lírico do texto II prescinde de espírito de inconformismo e de rebeldia diante da realidade que lhe causa revolta.
Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, analise, a partir das ideias expostas na letra da canção do texto II, pela ordem, o que se afirmou acima:
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O TEXTO I A SEGUIR SERVIRÁ DE BASE PARA A
RESOLUÇÃO DA QUESTÃO
CENSURA É LIBERDADE

Ilustração: Shutterstock
Os que dizem combater a desinformação alegam que é
para proteger direitos fundamentais. Ora, um dos direitos
mais fundamentais é a liberdade de expressão
por Alexandre Garcia
No julgamento sobre censura na internet, o ministro do
Supremo André Mendonça, num voto que precisou de dois dias
para ser lido, pronunciou uma aula magna sobre liberdade,
ordem institucional e democracia. Escolheram para retomar o
julgamento de recursos contra o artigo 19 do Marco Civil da
Internet o dia 4 de junho. Há 36 anos, num 4 de junho, na Praça
da Paz Celestial, o Exército Chinês massacrava o povo que
queria liberdade de expressão. Na sessão do Supremo do dia
4 de junho, o ministro Barroso citou a comunista alemã Rosa
Luxemburgo: “Liberdade é sempre a de quem pensa diferente”.
Aqui, os que pensam diferente têm que ser presos.
Nossa Constituição considera a liberdade de expressão
cláusula pétrea, ou seja, nem o Congresso pode modificar o
artigo 5º. “É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado
o anonimato”. Não diz “salvo se”, que tampouco está no artigo
53, o qual garante a inviolabilidade de deputados e senadores
por quaisquer palavras.
A censura é o objetivo de todos os totalitários. Primeiro,
censuram as palavras; a consequência é censurar o
pensamento; e a liberdade, então, estará censurada. Tudo fica
relativo, como na “democracia relativa” da Venezuela
bolivariana. Vale qualquer pretexto, como faziam os tribunais na
Alemanha de Hitler e na União Soviética de Stalin, onde as
pessoas já estavam condenadas antes dos julgamentos, que só
serviam como ritual, na tentativa de mostrar que um processo
kafkiano é um processo justo. O terrível, numa situação assim,
é o silêncio dos censuráveis, os quais agem como ovelhas indo
passivamente para a tosquia. A lã das ovelhas estará crescida
no ano seguinte, mas a liberdade perdida só renascerá se os
servos aprenderem a agir como cidadãos.
O totalitarismo aboliu a liberdade de pensamento em um
grau jamais visto. Ele não apenas proíbe que você se expresse,
mas dita o que você deve pensar, cria uma ideologia para impor
a você, tenta governar sua vida emocional, além de estabelecer
um código de conduta. Na medida do possível, ele isola você
do mundo, o fecha em um universo artificial em que você não
tem padrões de comparação. Na verdade, esse período anterior
deveria vir entre aspas, mas eu queria que você, leitor, fosse
livre para pensar que essa seria uma conclusão minha, sobre a
atualidade brasileira. Na verdade, isso foi dito na BBC, em
Londres, por George Orwell, em 1941! Imagino que ele se
referia à Europa com Stalin, Hitler e Mussolini. Quanta
semelhança com o mundo woke de hoje e com nosso Brasil...
São tempos em que o Supremo decide modificar uma lei
que foi discutida pelo Congresso com a nação por três anos. A
Lei nº 12.965 foi sancionada por Dilma em 2014. Depois de dez
anos em vigor, surgiu, em véspera de ano eleitoral, o desejo de obrigar as plataformas a irem além das regras já existentes, que
evitam pornografia, pedofilia, imagens obscenas. Mas insistem
que é preciso combater a desinformação. Ora, combate-se a
desinformação não dando audiência ao desinformador, assim
como ao odiento – ademais rotular de desinformação é muito
subjetivo, pois pode se tratar apenas de uma informação com a
qual não se concorde. Paradoxalmente, os que dizem combater
a desinformação alegam que é para proteger direitos
fundamentais. Ora, um dos direitos mais fundamentais é a
liberdade de expressão.
O Supremo, a despeito da lição contida no voto de André
Mendonça, vai dizer que o que o Legislativo decidiu, no artigo
19, é inconstitucional. Pode o STF redigir outro artigo? André
Mendonça ensinou que só o Legislativo tem poder para redigir
leis. E como responsabilizar as plataformas? Tornando-as
censoras? Se alguém duvidar da Justiça Eleitoral, é crime? Mas
não é crime nem duvidar de Deus – como lembrou André
Mendonça. Ter a responsabilidade de censurar o que julgam
mentira ou discurso de ódio? Se já é impossível identificar quem
chama o juiz de ladrão num estádio lotado, será impossível
tarefa humana fiscalizar bilhões de postagens diárias. Um robô
vai decidir? A pedra angular da democracia e da humanidade,
a liberdade de expressão, será entregue a uma máquina?
Orwell, no seu 1984, previa para aquele ano, em ficção, o
totalitarismo mudando significados: “Guerra é Paz; Liberdade é
Escravidão; Ignorância é Força”. No século seguinte, nos anos
2020, no Brasil se procura implantar novas verdades:
manifestação popular é golpe; crítica é ato antidemocrático;
opinião contrária é fake news; contrapor-se a uma feminista é
misoginia, a um esquerdista é fascismo. E censura é liberdade.
https://revistaoeste.com/revista/edicao-272/censura-e-liberdade/ Adaptado
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O TEXTO I A SEGUIR SERVIRÁ DE BASE PARA A
RESOLUÇÃO DA QUESTÃO
CENSURA É LIBERDADE

Ilustração: Shutterstock
Os que dizem combater a desinformação alegam que é
para proteger direitos fundamentais. Ora, um dos direitos
mais fundamentais é a liberdade de expressão
por Alexandre Garcia
No julgamento sobre censura na internet, o ministro do
Supremo André Mendonça, num voto que precisou de dois dias
para ser lido, pronunciou uma aula magna sobre liberdade,
ordem institucional e democracia. Escolheram para retomar o
julgamento de recursos contra o artigo 19 do Marco Civil da
Internet o dia 4 de junho. Há 36 anos, num 4 de junho, na Praça
da Paz Celestial, o Exército Chinês massacrava o povo que
queria liberdade de expressão. Na sessão do Supremo do dia
4 de junho, o ministro Barroso citou a comunista alemã Rosa
Luxemburgo: “Liberdade é sempre a de quem pensa diferente”.
Aqui, os que pensam diferente têm que ser presos.
Nossa Constituição considera a liberdade de expressão
cláusula pétrea, ou seja, nem o Congresso pode modificar o
artigo 5º. “É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado
o anonimato”. Não diz “salvo se”, que tampouco está no artigo
53, o qual garante a inviolabilidade de deputados e senadores
por quaisquer palavras.
A censura é o objetivo de todos os totalitários. Primeiro,
censuram as palavras; a consequência é censurar o
pensamento; e a liberdade, então, estará censurada. Tudo fica
relativo, como na “democracia relativa” da Venezuela
bolivariana. Vale qualquer pretexto, como faziam os tribunais na
Alemanha de Hitler e na União Soviética de Stalin, onde as
pessoas já estavam condenadas antes dos julgamentos, que só
serviam como ritual, na tentativa de mostrar que um processo
kafkiano é um processo justo. O terrível, numa situação assim,
é o silêncio dos censuráveis, os quais agem como ovelhas indo
passivamente para a tosquia. A lã das ovelhas estará crescida
no ano seguinte, mas a liberdade perdida só renascerá se os
servos aprenderem a agir como cidadãos.
O totalitarismo aboliu a liberdade de pensamento em um
grau jamais visto. Ele não apenas proíbe que você se expresse,
mas dita o que você deve pensar, cria uma ideologia para impor
a você, tenta governar sua vida emocional, além de estabelecer
um código de conduta. Na medida do possível, ele isola você
do mundo, o fecha em um universo artificial em que você não
tem padrões de comparação. Na verdade, esse período anterior
deveria vir entre aspas, mas eu queria que você, leitor, fosse
livre para pensar que essa seria uma conclusão minha, sobre a
atualidade brasileira. Na verdade, isso foi dito na BBC, em
Londres, por George Orwell, em 1941! Imagino que ele se
referia à Europa com Stalin, Hitler e Mussolini. Quanta
semelhança com o mundo woke de hoje e com nosso Brasil...
São tempos em que o Supremo decide modificar uma lei
que foi discutida pelo Congresso com a nação por três anos. A
Lei nº 12.965 foi sancionada por Dilma em 2014. Depois de dez
anos em vigor, surgiu, em véspera de ano eleitoral, o desejo de obrigar as plataformas a irem além das regras já existentes, que
evitam pornografia, pedofilia, imagens obscenas. Mas insistem
que é preciso combater a desinformação. Ora, combate-se a
desinformação não dando audiência ao desinformador, assim
como ao odiento – ademais rotular de desinformação é muito
subjetivo, pois pode se tratar apenas de uma informação com a
qual não se concorde. Paradoxalmente, os que dizem combater
a desinformação alegam que é para proteger direitos
fundamentais. Ora, um dos direitos mais fundamentais é a
liberdade de expressão.
O Supremo, a despeito da lição contida no voto de André
Mendonça, vai dizer que o que o Legislativo decidiu, no artigo
19, é inconstitucional. Pode o STF redigir outro artigo? André
Mendonça ensinou que só o Legislativo tem poder para redigir
leis. E como responsabilizar as plataformas? Tornando-as
censoras? Se alguém duvidar da Justiça Eleitoral, é crime? Mas
não é crime nem duvidar de Deus – como lembrou André
Mendonça. Ter a responsabilidade de censurar o que julgam
mentira ou discurso de ódio? Se já é impossível identificar quem
chama o juiz de ladrão num estádio lotado, será impossível
tarefa humana fiscalizar bilhões de postagens diárias. Um robô
vai decidir? A pedra angular da democracia e da humanidade,
a liberdade de expressão, será entregue a uma máquina?
Orwell, no seu 1984, previa para aquele ano, em ficção, o
totalitarismo mudando significados: “Guerra é Paz; Liberdade é
Escravidão; Ignorância é Força”. No século seguinte, nos anos
2020, no Brasil se procura implantar novas verdades:
manifestação popular é golpe; crítica é ato antidemocrático;
opinião contrária é fake news; contrapor-se a uma feminista é
misoginia, a um esquerdista é fascismo. E censura é liberdade.
https://revistaoeste.com/revista/edicao-272/censura-e-liberdade/ Adaptado
I. “Paradoxalmente” (5º par.) é uma classe morfológica que se vale de um sufixo utilizado de modo exclusivo na formação de Advérbios, significando no contexto “De modo contraditório”.
II. O Substantivo “desinformador” (5º par.) é um neologismo que se vale do prefixo de negação juntamente ao radical mais o sufixo para indicar o indivíduo que comete a “desinformação”.
III. No contexto, “totalitários” (3º par.) é um substantivo derivado do adjetivo primitivo “total” cujo valor sinonímico é referente a “autocráticos”.
IV. Os vocábulos “proíbe” e “possível” (4º par.), por serem, enquanto tonicidade silábica, palavras paroxítonas, são acentuadas por este mesmo motivo.
A partir da análise gramatical das afirmações acima, pode-se dizer que está correto o que se diz em:
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CENSURA É LIBERDADE

Ilustração: Shutterstock
Os que dizem combater a desinformação alegam que é
para proteger direitos fundamentais. Ora, um dos direitos
mais fundamentais é a liberdade de expressão
por Alexandre Garcia
No julgamento sobre censura na internet, o ministro do
Supremo André Mendonça, num voto que precisou de dois dias
para ser lido, pronunciou uma aula magna sobre liberdade,
ordem institucional e democracia. Escolheram para retomar o
julgamento de recursos contra o artigo 19 do Marco Civil da
Internet o dia 4 de junho. Há 36 anos, num 4 de junho, na Praça
da Paz Celestial, o Exército Chinês massacrava o povo que
queria liberdade de expressão. Na sessão do Supremo do dia
4 de junho, o ministro Barroso citou a comunista alemã Rosa
Luxemburgo: “Liberdade é sempre a de quem pensa diferente”.
Aqui, os que pensam diferente têm que ser presos.
Nossa Constituição considera a liberdade de expressão
cláusula pétrea, ou seja, nem o Congresso pode modificar o
artigo 5º. “É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado
o anonimato”. Não diz “salvo se”, que tampouco está no artigo
53, o qual garante a inviolabilidade de deputados e senadores
por quaisquer palavras.
A censura é o objetivo de todos os totalitários. Primeiro,
censuram as palavras; a consequência é censurar o
pensamento; e a liberdade, então, estará censurada. Tudo fica
relativo, como na “democracia relativa” da Venezuela
bolivariana. Vale qualquer pretexto, como faziam os tribunais na
Alemanha de Hitler e na União Soviética de Stalin, onde as
pessoas já estavam condenadas antes dos julgamentos, que só
serviam como ritual, na tentativa de mostrar que um processo
kafkiano é um processo justo. O terrível, numa situação assim,
é o silêncio dos censuráveis, os quais agem como ovelhas indo
passivamente para a tosquia. A lã das ovelhas estará crescida
no ano seguinte, mas a liberdade perdida só renascerá se os
servos aprenderem a agir como cidadãos.
O totalitarismo aboliu a liberdade de pensamento em um
grau jamais visto. Ele não apenas proíbe que você se expresse,
mas dita o que você deve pensar, cria uma ideologia para impor
a você, tenta governar sua vida emocional, além de estabelecer
um código de conduta. Na medida do possível, ele isola você
do mundo, o fecha em um universo artificial em que você não
tem padrões de comparação. Na verdade, esse período anterior
deveria vir entre aspas, mas eu queria que você, leitor, fosse
livre para pensar que essa seria uma conclusão minha, sobre a
atualidade brasileira. Na verdade, isso foi dito na BBC, em
Londres, por George Orwell, em 1941! Imagino que ele se
referia à Europa com Stalin, Hitler e Mussolini. Quanta
semelhança com o mundo woke de hoje e com nosso Brasil...
São tempos em que o Supremo decide modificar uma lei
que foi discutida pelo Congresso com a nação por três anos. A
Lei nº 12.965 foi sancionada por Dilma em 2014. Depois de dez
anos em vigor, surgiu, em véspera de ano eleitoral, o desejo de obrigar as plataformas a irem além das regras já existentes, que
evitam pornografia, pedofilia, imagens obscenas. Mas insistem
que é preciso combater a desinformação. Ora, combate-se a
desinformação não dando audiência ao desinformador, assim
como ao odiento – ademais rotular de desinformação é muito
subjetivo, pois pode se tratar apenas de uma informação com a
qual não se concorde. Paradoxalmente, os que dizem combater
a desinformação alegam que é para proteger direitos
fundamentais. Ora, um dos direitos mais fundamentais é a
liberdade de expressão.
O Supremo, a despeito da lição contida no voto de André
Mendonça, vai dizer que o que o Legislativo decidiu, no artigo
19, é inconstitucional. Pode o STF redigir outro artigo? André
Mendonça ensinou que só o Legislativo tem poder para redigir
leis. E como responsabilizar as plataformas? Tornando-as
censoras? Se alguém duvidar da Justiça Eleitoral, é crime? Mas
não é crime nem duvidar de Deus – como lembrou André
Mendonça. Ter a responsabilidade de censurar o que julgam
mentira ou discurso de ódio? Se já é impossível identificar quem
chama o juiz de ladrão num estádio lotado, será impossível
tarefa humana fiscalizar bilhões de postagens diárias. Um robô
vai decidir? A pedra angular da democracia e da humanidade,
a liberdade de expressão, será entregue a uma máquina?
Orwell, no seu 1984, previa para aquele ano, em ficção, o
totalitarismo mudando significados: “Guerra é Paz; Liberdade é
Escravidão; Ignorância é Força”. No século seguinte, nos anos
2020, no Brasil se procura implantar novas verdades:
manifestação popular é golpe; crítica é ato antidemocrático;
opinião contrária é fake news; contrapor-se a uma feminista é
misoginia, a um esquerdista é fascismo. E censura é liberdade.
https://revistaoeste.com/revista/edicao-272/censura-e-liberdade/ Adaptado
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Ilustração: Shutterstock
Os que dizem combater a desinformação alegam que é
para proteger direitos fundamentais. Ora, um dos direitos
mais fundamentais é a liberdade de expressão
por Alexandre Garcia
No julgamento sobre censura na internet, o ministro do
Supremo André Mendonça, num voto que precisou de dois dias
para ser lido, pronunciou uma aula magna sobre liberdade,
ordem institucional e democracia. Escolheram para retomar o
julgamento de recursos contra o artigo 19 do Marco Civil da
Internet o dia 4 de junho. Há 36 anos, num 4 de junho, na Praça
da Paz Celestial, o Exército Chinês massacrava o povo que
queria liberdade de expressão. Na sessão do Supremo do dia
4 de junho, o ministro Barroso citou a comunista alemã Rosa
Luxemburgo: “Liberdade é sempre a de quem pensa diferente”.
Aqui, os que pensam diferente têm que ser presos.
Nossa Constituição considera a liberdade de expressão
cláusula pétrea, ou seja, nem o Congresso pode modificar o
artigo 5º. “É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado
o anonimato”. Não diz “salvo se”, que tampouco está no artigo
53, o qual garante a inviolabilidade de deputados e senadores
por quaisquer palavras.
A censura é o objetivo de todos os totalitários. Primeiro,
censuram as palavras; a consequência é censurar o
pensamento; e a liberdade, então, estará censurada. Tudo fica
relativo, como na “democracia relativa” da Venezuela
bolivariana. Vale qualquer pretexto, como faziam os tribunais na
Alemanha de Hitler e na União Soviética de Stalin, onde as
pessoas já estavam condenadas antes dos julgamentos, que só
serviam como ritual, na tentativa de mostrar que um processo
kafkiano é um processo justo. O terrível, numa situação assim,
é o silêncio dos censuráveis, os quais agem como ovelhas indo
passivamente para a tosquia. A lã das ovelhas estará crescida
no ano seguinte, mas a liberdade perdida só renascerá se os
servos aprenderem a agir como cidadãos.
O totalitarismo aboliu a liberdade de pensamento em um
grau jamais visto. Ele não apenas proíbe que você se expresse,
mas dita o que você deve pensar, cria uma ideologia para impor
a você, tenta governar sua vida emocional, além de estabelecer
um código de conduta. Na medida do possível, ele isola você
do mundo, o fecha em um universo artificial em que você não
tem padrões de comparação. Na verdade, esse período anterior
deveria vir entre aspas, mas eu queria que você, leitor, fosse
livre para pensar que essa seria uma conclusão minha, sobre a
atualidade brasileira. Na verdade, isso foi dito na BBC, em
Londres, por George Orwell, em 1941! Imagino que ele se
referia à Europa com Stalin, Hitler e Mussolini. Quanta
semelhança com o mundo woke de hoje e com nosso Brasil...
São tempos em que o Supremo decide modificar uma lei
que foi discutida pelo Congresso com a nação por três anos. A
Lei nº 12.965 foi sancionada por Dilma em 2014. Depois de dez
anos em vigor, surgiu, em véspera de ano eleitoral, o desejo de obrigar as plataformas a irem além das regras já existentes, que
evitam pornografia, pedofilia, imagens obscenas. Mas insistem
que é preciso combater a desinformação. Ora, combate-se a
desinformação não dando audiência ao desinformador, assim
como ao odiento – ademais rotular de desinformação é muito
subjetivo, pois pode se tratar apenas de uma informação com a
qual não se concorde. Paradoxalmente, os que dizem combater
a desinformação alegam que é para proteger direitos
fundamentais. Ora, um dos direitos mais fundamentais é a
liberdade de expressão.
O Supremo, a despeito da lição contida no voto de André
Mendonça, vai dizer que o que o Legislativo decidiu, no artigo
19, é inconstitucional. Pode o STF redigir outro artigo? André
Mendonça ensinou que só o Legislativo tem poder para redigir
leis. E como responsabilizar as plataformas? Tornando-as
censoras? Se alguém duvidar da Justiça Eleitoral, é crime? Mas
não é crime nem duvidar de Deus – como lembrou André
Mendonça. Ter a responsabilidade de censurar o que julgam
mentira ou discurso de ódio? Se já é impossível identificar quem
chama o juiz de ladrão num estádio lotado, será impossível
tarefa humana fiscalizar bilhões de postagens diárias. Um robô
vai decidir? A pedra angular da democracia e da humanidade,
a liberdade de expressão, será entregue a uma máquina?
Orwell, no seu 1984, previa para aquele ano, em ficção, o
totalitarismo mudando significados: “Guerra é Paz; Liberdade é
Escravidão; Ignorância é Força”. No século seguinte, nos anos
2020, no Brasil se procura implantar novas verdades:
manifestação popular é golpe; crítica é ato antidemocrático;
opinião contrária é fake news; contrapor-se a uma feminista é
misoginia, a um esquerdista é fascismo. E censura é liberdade.
https://revistaoeste.com/revista/edicao-272/censura-e-liberdade/ Adaptado
( ) Em “Escolheram para retomar o julgamento de recursos contra o artigo 19 do Marco Civil da Internet o dia 4 de junho.”, nota-se um erro gramatical quanto ao fato de não se ter isolado uma oração subordinada adverbial final.
( ) Na sessão do Supremo do dia 4 de junho, o ministro Barroso citou a comunista alemã Rosa Luxemburgo: “Liberdade é sempre a de quem pensa diferente”. Nota-se, no fragmento anterior, que todos os sinais de pontuação foram utilizados de modo facultativo: a vírgula para isolar um termo deslocado, enquanto os dois pontos anunciam o discurso direto, e as aspas isolam a fala mencionada.
( ) Em “Aqui, os que pensam diferente têm que ser presos.”, nota-se, em termos de concordância com um sujeito, a presença do acento diferencial no verbo “têm”; além disso, graças ao valor semântico de obrigação no contexto, o vocábulo “que” funciona como preposição acidental.
( ) Em “Vale qualquer pretexto, como faziam os tribunais na Alemanha de Hitler e na União Soviética de Stalin, onde as pessoas já estavam condenadas antes dos julgamentos, que só serviam como ritual, na tentativa de mostrar que um processo kafkiano é um processo justo.”, o elemento coesivo destacado possui valor morfológico pronominal ao recuperar “tribunais” quanto a dois topônimos no contexto.
Considerando-se V para as considerações verdadeiras e F para as falsas, analise gramaticalmente cada afirmação acima no seu respectivo contexto e, pela ordem, aponte a sequência correta:
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CENSURA É LIBERDADE

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Os que dizem combater a desinformação alegam que é
para proteger direitos fundamentais. Ora, um dos direitos
mais fundamentais é a liberdade de expressão
por Alexandre Garcia
No julgamento sobre censura na internet, o ministro do
Supremo André Mendonça, num voto que precisou de dois dias
para ser lido, pronunciou uma aula magna sobre liberdade,
ordem institucional e democracia. Escolheram para retomar o
julgamento de recursos contra o artigo 19 do Marco Civil da
Internet o dia 4 de junho. Há 36 anos, num 4 de junho, na Praça
da Paz Celestial, o Exército Chinês massacrava o povo que
queria liberdade de expressão. Na sessão do Supremo do dia
4 de junho, o ministro Barroso citou a comunista alemã Rosa
Luxemburgo: “Liberdade é sempre a de quem pensa diferente”.
Aqui, os que pensam diferente têm que ser presos.
Nossa Constituição considera a liberdade de expressão
cláusula pétrea, ou seja, nem o Congresso pode modificar o
artigo 5º. “É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado
o anonimato”. Não diz “salvo se”, que tampouco está no artigo
53, o qual garante a inviolabilidade de deputados e senadores
por quaisquer palavras.
A censura é o objetivo de todos os totalitários. Primeiro,
censuram as palavras; a consequência é censurar o
pensamento; e a liberdade, então, estará censurada. Tudo fica
relativo, como na “democracia relativa” da Venezuela
bolivariana. Vale qualquer pretexto, como faziam os tribunais na
Alemanha de Hitler e na União Soviética de Stalin, onde as
pessoas já estavam condenadas antes dos julgamentos, que só
serviam como ritual, na tentativa de mostrar que um processo
kafkiano é um processo justo. O terrível, numa situação assim,
é o silêncio dos censuráveis, os quais agem como ovelhas indo
passivamente para a tosquia. A lã das ovelhas estará crescida
no ano seguinte, mas a liberdade perdida só renascerá se os
servos aprenderem a agir como cidadãos.
O totalitarismo aboliu a liberdade de pensamento em um
grau jamais visto. Ele não apenas proíbe que você se expresse,
mas dita o que você deve pensar, cria uma ideologia para impor
a você, tenta governar sua vida emocional, além de estabelecer
um código de conduta. Na medida do possível, ele isola você
do mundo, o fecha em um universo artificial em que você não
tem padrões de comparação. Na verdade, esse período anterior
deveria vir entre aspas, mas eu queria que você, leitor, fosse
livre para pensar que essa seria uma conclusão minha, sobre a
atualidade brasileira. Na verdade, isso foi dito na BBC, em
Londres, por George Orwell, em 1941! Imagino que ele se
referia à Europa com Stalin, Hitler e Mussolini. Quanta
semelhança com o mundo woke de hoje e com nosso Brasil...
São tempos em que o Supremo decide modificar uma lei
que foi discutida pelo Congresso com a nação por três anos. A
Lei nº 12.965 foi sancionada por Dilma em 2014. Depois de dez
anos em vigor, surgiu, em véspera de ano eleitoral, o desejo de obrigar as plataformas a irem além das regras já existentes, que
evitam pornografia, pedofilia, imagens obscenas. Mas insistem
que é preciso combater a desinformação. Ora, combate-se a
desinformação não dando audiência ao desinformador, assim
como ao odiento – ademais rotular de desinformação é muito
subjetivo, pois pode se tratar apenas de uma informação com a
qual não se concorde. Paradoxalmente, os que dizem combater
a desinformação alegam que é para proteger direitos
fundamentais. Ora, um dos direitos mais fundamentais é a
liberdade de expressão.
O Supremo, a despeito da lição contida no voto de André
Mendonça, vai dizer que o que o Legislativo decidiu, no artigo
19, é inconstitucional. Pode o STF redigir outro artigo? André
Mendonça ensinou que só o Legislativo tem poder para redigir
leis. E como responsabilizar as plataformas? Tornando-as
censoras? Se alguém duvidar da Justiça Eleitoral, é crime? Mas
não é crime nem duvidar de Deus – como lembrou André
Mendonça. Ter a responsabilidade de censurar o que julgam
mentira ou discurso de ódio? Se já é impossível identificar quem
chama o juiz de ladrão num estádio lotado, será impossível
tarefa humana fiscalizar bilhões de postagens diárias. Um robô
vai decidir? A pedra angular da democracia e da humanidade,
a liberdade de expressão, será entregue a uma máquina?
Orwell, no seu 1984, previa para aquele ano, em ficção, o
totalitarismo mudando significados: “Guerra é Paz; Liberdade é
Escravidão; Ignorância é Força”. No século seguinte, nos anos
2020, no Brasil se procura implantar novas verdades:
manifestação popular é golpe; crítica é ato antidemocrático;
opinião contrária é fake news; contrapor-se a uma feminista é
misoginia, a um esquerdista é fascismo. E censura é liberdade.
https://revistaoeste.com/revista/edicao-272/censura-e-liberdade/ Adaptado
( ) No 1º parágrafo, em “Escolheram para retomar o julgamento de recursos contra o artigo 19 do Marco Civil da Internet o dia 4 de junho.”, a forma verbal em destaque encontra-se conjugada no Pretérito perfeito do Indicativo possuindo Sujeito Elíptico.
( ) No 1º parágrafo, em “Há 36 anos, num 4 de junho, na Praça da Paz Celestial, o Exército Chinês massacrava o povo que queria liberdade de expressão.”, nota-se que os verbos em destaque foram conjugados em tempos distintos: o primeiro, no Presente do Indicativo, podendo ser substituído pelo verbo “Faz”; já o segundo, no Pretérito imperfeito do Indicativo, podendo ser substituído por “desejava”.
( ) No 2º parágrafo, em “Nossa Constituição considera a liberdade de expressão cláusula pétrea, ou seja, nem o Congresso pode modificar o artigo 5º. ‘É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato’. Não diz “salvo se”, que tampouco está no artigo 53, o qual garante a inviolabilidade de deputados e senadores por quaisquer palavras.”, todos os verbos em destaque se encontram conjugados no mesmo tempo verbal, a fim de transmitirem uma ideia de verdade absoluta, diante da inviolabilidade legal do que se afirma.
( ) No 3º parágrafo, em “Tudo fica relativo, como na ‘democracia relativa’ da Venezuela bolivariana. Vale qualquer pretexto, como faziam os tribunais na Alemanha de Hitler e na União Soviética de Stalin, onde as pessoas já estavam condenadas antes dos julgamentos, que só serviam como ritual, na tentativa de mostrar que um processo kafkiano é um processo justo.”, as formas verbais destacadas encontram-se no Pretérito imperfeito do Indicativo e foram assim conjugadas a fim de expor um hábito que repetia no passado.
Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, analise gramatical e contextualmente cada elaboração acima e, pela ordem, aponte a sequência correta:
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O TEXTO I A SEGUIR SERVIRÁ DE BASE PARA A
RESOLUÇÃO DA QUESTÃO
CENSURA É LIBERDADE

Ilustração: Shutterstock
Os que dizem combater a desinformação alegam que é
para proteger direitos fundamentais. Ora, um dos direitos
mais fundamentais é a liberdade de expressão
por Alexandre Garcia
No julgamento sobre censura na internet, o ministro do
Supremo André Mendonça, num voto que precisou de dois dias
para ser lido, pronunciou uma aula magna sobre liberdade,
ordem institucional e democracia. Escolheram para retomar o
julgamento de recursos contra o artigo 19 do Marco Civil da
Internet o dia 4 de junho. Há 36 anos, num 4 de junho, na Praça
da Paz Celestial, o Exército Chinês massacrava o povo que
queria liberdade de expressão. Na sessão do Supremo do dia
4 de junho, o ministro Barroso citou a comunista alemã Rosa
Luxemburgo: “Liberdade é sempre a de quem pensa diferente”.
Aqui, os que pensam diferente têm que ser presos.
Nossa Constituição considera a liberdade de expressão
cláusula pétrea, ou seja, nem o Congresso pode modificar o
artigo 5º. “É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado
o anonimato”. Não diz “salvo se”, que tampouco está no artigo
53, o qual garante a inviolabilidade de deputados e senadores
por quaisquer palavras.
A censura é o objetivo de todos os totalitários. Primeiro,
censuram as palavras; a consequência é censurar o
pensamento; e a liberdade, então, estará censurada. Tudo fica
relativo, como na “democracia relativa” da Venezuela
bolivariana. Vale qualquer pretexto, como faziam os tribunais na
Alemanha de Hitler e na União Soviética de Stalin, onde as
pessoas já estavam condenadas antes dos julgamentos, que só
serviam como ritual, na tentativa de mostrar que um processo
kafkiano é um processo justo. O terrível, numa situação assim,
é o silêncio dos censuráveis, os quais agem como ovelhas indo
passivamente para a tosquia. A lã das ovelhas estará crescida
no ano seguinte, mas a liberdade perdida só renascerá se os
servos aprenderem a agir como cidadãos.
O totalitarismo aboliu a liberdade de pensamento em um
grau jamais visto. Ele não apenas proíbe que você se expresse,
mas dita o que você deve pensar, cria uma ideologia para impor
a você, tenta governar sua vida emocional, além de estabelecer
um código de conduta. Na medida do possível, ele isola você
do mundo, o fecha em um universo artificial em que você não
tem padrões de comparação. Na verdade, esse período anterior
deveria vir entre aspas, mas eu queria que você, leitor, fosse
livre para pensar que essa seria uma conclusão minha, sobre a
atualidade brasileira. Na verdade, isso foi dito na BBC, em
Londres, por George Orwell, em 1941! Imagino que ele se
referia à Europa com Stalin, Hitler e Mussolini. Quanta
semelhança com o mundo woke de hoje e com nosso Brasil...
São tempos em que o Supremo decide modificar uma lei
que foi discutida pelo Congresso com a nação por três anos. A
Lei nº 12.965 foi sancionada por Dilma em 2014. Depois de dez
anos em vigor, surgiu, em véspera de ano eleitoral, o desejo de obrigar as plataformas a irem além das regras já existentes, que
evitam pornografia, pedofilia, imagens obscenas. Mas insistem
que é preciso combater a desinformação. Ora, combate-se a
desinformação não dando audiência ao desinformador, assim
como ao odiento – ademais rotular de desinformação é muito
subjetivo, pois pode se tratar apenas de uma informação com a
qual não se concorde. Paradoxalmente, os que dizem combater
a desinformação alegam que é para proteger direitos
fundamentais. Ora, um dos direitos mais fundamentais é a
liberdade de expressão.
O Supremo, a despeito da lição contida no voto de André
Mendonça, vai dizer que o que o Legislativo decidiu, no artigo
19, é inconstitucional. Pode o STF redigir outro artigo? André
Mendonça ensinou que só o Legislativo tem poder para redigir
leis. E como responsabilizar as plataformas? Tornando-as
censoras? Se alguém duvidar da Justiça Eleitoral, é crime? Mas
não é crime nem duvidar de Deus – como lembrou André
Mendonça. Ter a responsabilidade de censurar o que julgam
mentira ou discurso de ódio? Se já é impossível identificar quem
chama o juiz de ladrão num estádio lotado, será impossível
tarefa humana fiscalizar bilhões de postagens diárias. Um robô
vai decidir? A pedra angular da democracia e da humanidade,
a liberdade de expressão, será entregue a uma máquina?
Orwell, no seu 1984, previa para aquele ano, em ficção, o
totalitarismo mudando significados: “Guerra é Paz; Liberdade é
Escravidão; Ignorância é Força”. No século seguinte, nos anos
2020, no Brasil se procura implantar novas verdades:
manifestação popular é golpe; crítica é ato antidemocrático;
opinião contrária é fake news; contrapor-se a uma feminista é
misoginia, a um esquerdista é fascismo. E censura é liberdade.
https://revistaoeste.com/revista/edicao-272/censura-e-liberdade/ Adaptado
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