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- ProlegômenosPrincípios da Administração PúblicaPrincípios Expressos
- ProlegômenosRegime Jurídico Administrativo
Como uma das formas de orientar a ação do administrador
na prática dos atos administrativos, podemos citar seus
princípios. Nesse sentido, é CORRETO afirmar ser um dos
princípios fundamentais da administração pública:
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2840583
Ano: 2022
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: IBADE
Orgão: Pref. Colíder-MT
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: IBADE
Orgão: Pref. Colíder-MT
Provas:
Analise as assertivas e responda.
I – Universalidade. II – Unidade. III – Tipicidade. IV – Anualidade.
Considerando o expresso pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, a Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo. Nesse sentido, é CORRETO afirmar que, das assertivas dispostas, a Lei do Orçamento obedecerá aos princípios:
I – Universalidade. II – Unidade. III – Tipicidade. IV – Anualidade.
Considerando o expresso pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, a Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo. Nesse sentido, é CORRETO afirmar que, das assertivas dispostas, a Lei do Orçamento obedecerá aos princípios:
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Um professor de matemática fez a seguinte pergunta à sua
turma como desafio:
"No lançamento de um dado não viciado, qual a probabilidade de se obter um número quadrado perfeito?".
Com base na resposta CORRETA de algum dos seus alunos, qual resposta ele espera obter?
"No lançamento de um dado não viciado, qual a probabilidade de se obter um número quadrado perfeito?".
Com base na resposta CORRETA de algum dos seus alunos, qual resposta ele espera obter?
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Admita $ 0,32 como o preço do litro de certo produto. Esse
produto é guardado em recipientes no formato de
paralelepípedo reto retângulo cujas dimensões são x dm, y
dm e z dm. Sabe-se que x representa a raiz quadrada de
144 acrescido de meio, y representa a metade de 240 e z é
igual a 80 dm. Sendo assim, qual preço se pagará para
encher todo o recipiente?
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Sabe-se que x livros foram distribuídos para três livrarias
distintas. A livraria T recebeu a metade do total de livros, a
livraria L recebeu 1/3 do restante recebido por T, e a
livraria U recebeu 100 livros. Dessa forma, qual o produto
dos algarismos de x?
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- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Modo
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Tempo
- Interpretação de Textos
Leia o texto a seguir para responder a questão.
EU ME DEMITO:
fenômeno da grande resignação chega ao Brasil.
Camuflados por uma fila de 13 milhões de desempregados,
brasileiros pedem demissão em ritmo recorde:
meio milhão por mês.
Por Marcelo Soares
Edição: Tássia Kastner
11/02/2022
Pedir demissão no meio de uma crise econômica e
sanitária parece aquele tipo de luxo reservado a
trabalhadores ricos de países desenvolvidos. Todo mês,
mais de 4 milhões de americanos passaram a deixar seus
empregos voluntariamente, num fenômeno que ganhou
nome próprio: Great Resignation (“grande resignação”).
Trata-se de um exército de trabalhadores urbanos,
majoritariamente jovens – com menos de 30 anos – e do
setor de serviços. Fica mais fácil para quem mora em um
país cujo índice de desemprego é virtualmente zero: lá a
desocupação está em 3,9%. É o oposto do cenário
brasileiro. Aqui, 13 milhões estão em busca de trabalho, e
a taxa de desemprego, ainda que em queda, continua
acima dos dois dígitos, ao redor de 13%.
E, mesmo assim, o Brasil também vive sua grande
resignação. Todos os meses, quase 500 mil trabalhadores
jogam seus crachás pela janela e dão fim ao emprego que
tinham – sem levar nenhuma vantagem além de sair da
empresa, pois essa modalidade de demissão não libera o
FGTS. É o dobro do registrado nos anos anteriores à
pandemia, de acordo com o estudo encomendado pela
Você S/A ao estúdio de inteligência de dados Lagom Data.
A Lagom analisou quase 188 milhões de registros de
movimentações trabalhistas do Caged (Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados), entre 2016 e novembro
de 2021, dado mais recente disponível na conclusão desta
reportagem.
E os números mostram que Brasil e EUA viveram um
movimento semelhante: antes de 2020, havia uma certa
estabilidade no número de pedidos de demissão
voluntária. Logo após o início da pandemia, trabalhadores
se seguraram nos seus empregos – até porque as
empresas estavam demitindo a rodo à medida que
fechavam as portas de forma temporária ou definitiva.
Mas tão logo a fase aguda da crise passou, trabalhadores
decidiram assumir as rédeas de suas carreiras e deram
adeus a seus chefes.
É tanta gente pedindo as contas no Brasil que, em um ano,
os pedidos de demissão representam uma rotatividade de
15% nas vagas com carteira. O número total é ainda maior,
já que o estudo foi feito com base exclusivamente nos
desligamentos a pedido. Existem ainda as demissões por
comum acordo, autorizadas pela reforma trabalhista de
2017 – e essas não ficam contabilizadas como voluntárias.
Os dados oficiais são apenas numéricos. Não registram os
motivos que levam tanta gente a pedir demissão. Para
entender melhor o que se passa, ouvimos especialistas – e
também trabalhadores que decidiram pedir as contas em
meio à nossa “grande resignação”.
Dá para resumir em três pontos o que leva uma pessoa a
se demitir: ganhar um salário melhor, mudar-se para um
ambiente de trabalho mais saudável e dar um upgrade na
qualidade de vida. Os três pontos não são excludentes.
Mas essas motivações são mais frequentes quando
existem mais vagas disponíveis do que gente para
trabalhar. E Ana Cristina Limongi-França, professora de
economia da FEA/USP e da FIA, detectou foi o seguinte: o
advento do home office deu uma força para quem sonha
com mais dinheiro ou mais tempo livre, mesmo que numa
realidade de desemprego em alta.
“Houve mais oportunidades de trabalho [remoto]
especialmente no setor de serviços e atendimento”, diz
Ana Cristina. Ela é coautora de um estudo sobre o impacto
da qualidade de vida no trabalho, e como esse fator leva a
pedidos de demissão.
[...]
Proporcionalmente, a atividade com maior volume de
saídas voluntárias foi o telemarketing, em que o número
de pedidos de demissão representa 18,7% do total de
vagas formais ao final de 2020. [...]
https://vocesa.abril.com.br/economia
Nessa frase, o modo e o tempo do verbo sublinhado indicam
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Leia o texto a seguir para responder a questão.
EU ME DEMITO:
fenômeno da grande resignação chega ao Brasil.
Camuflados por uma fila de 13 milhões de desempregados,
brasileiros pedem demissão em ritmo recorde:
meio milhão por mês.
Por Marcelo Soares
Edição: Tássia Kastner
11/02/2022
Pedir demissão no meio de uma crise econômica e
sanitária parece aquele tipo de luxo reservado a
trabalhadores ricos de países desenvolvidos. Todo mês,
mais de 4 milhões de americanos passaram a deixar seus
empregos voluntariamente, num fenômeno que ganhou
nome próprio: Great Resignation (“grande resignação”).
Trata-se de um exército de trabalhadores urbanos,
majoritariamente jovens – com menos de 30 anos – e do
setor de serviços. Fica mais fácil para quem mora em um
país cujo índice de desemprego é virtualmente zero: lá a
desocupação está em 3,9%. É o oposto do cenário
brasileiro. Aqui, 13 milhões estão em busca de trabalho, e
a taxa de desemprego, ainda que em queda, continua
acima dos dois dígitos, ao redor de 13%.
E, mesmo assim, o Brasil também vive sua grande
resignação. Todos os meses, quase 500 mil trabalhadores
jogam seus crachás pela janela e dão fim ao emprego que
tinham – sem levar nenhuma vantagem além de sair da
empresa, pois essa modalidade de demissão não libera o
FGTS. É o dobro do registrado nos anos anteriores à
pandemia, de acordo com o estudo encomendado pela
Você S/A ao estúdio de inteligência de dados Lagom Data.
A Lagom analisou quase 188 milhões de registros de
movimentações trabalhistas do Caged (Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados), entre 2016 e novembro
de 2021, dado mais recente disponível na conclusão desta
reportagem.
E os números mostram que Brasil e EUA viveram um
movimento semelhante: antes de 2020, havia uma certa
estabilidade no número de pedidos de demissão
voluntária. Logo após o início da pandemia, trabalhadores
se seguraram nos seus empregos – até porque as
empresas estavam demitindo a rodo à medida que
fechavam as portas de forma temporária ou definitiva.
Mas tão logo a fase aguda da crise passou, trabalhadores
decidiram assumir as rédeas de suas carreiras e deram
adeus a seus chefes.
É tanta gente pedindo as contas no Brasil que, em um ano,
os pedidos de demissão representam uma rotatividade de
15% nas vagas com carteira. O número total é ainda maior,
já que o estudo foi feito com base exclusivamente nos
desligamentos a pedido. Existem ainda as demissões por
comum acordo, autorizadas pela reforma trabalhista de
2017 – e essas não ficam contabilizadas como voluntárias.
Os dados oficiais são apenas numéricos. Não registram os
motivos que levam tanta gente a pedir demissão. Para
entender melhor o que se passa, ouvimos especialistas – e
também trabalhadores que decidiram pedir as contas em
meio à nossa “grande resignação”.
Dá para resumir em três pontos o que leva uma pessoa a
se demitir: ganhar um salário melhor, mudar-se para um
ambiente de trabalho mais saudável e dar um upgrade na
qualidade de vida. Os três pontos não são excludentes.
Mas essas motivações são mais frequentes quando
existem mais vagas disponíveis do que gente para
trabalhar. E Ana Cristina Limongi-França, professora de
economia da FEA/USP e da FIA, detectou foi o seguinte: o
advento do home office deu uma força para quem sonha
com mais dinheiro ou mais tempo livre, mesmo que numa
realidade de desemprego em alta.
“Houve mais oportunidades de trabalho [remoto]
especialmente no setor de serviços e atendimento”, diz
Ana Cristina. Ela é coautora de um estudo sobre o impacto
da qualidade de vida no trabalho, e como esse fator leva a
pedidos de demissão.
[...]
Proporcionalmente, a atividade com maior volume de
saídas voluntárias foi o telemarketing, em que o número
de pedidos de demissão representa 18,7% do total de
vagas formais ao final de 2020. [...]
https://vocesa.abril.com.br/economia
“[...] em meio à nossa ‘grande resignação’.” 7º§
Das alterações feitas no fragmento acima, há erro no emprego do acento indicativo da crase em:
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EU ME DEMITO:
fenômeno da grande resignação chega ao Brasil.
Camuflados por uma fila de 13 milhões de desempregados,
brasileiros pedem demissão em ritmo recorde:
meio milhão por mês.
Por Marcelo Soares
Edição: Tássia Kastner
11/02/2022
Pedir demissão no meio de uma crise econômica e
sanitária parece aquele tipo de luxo reservado a
trabalhadores ricos de países desenvolvidos. Todo mês,
mais de 4 milhões de americanos passaram a deixar seus
empregos voluntariamente, num fenômeno que ganhou
nome próprio: Great Resignation (“grande resignação”).
Trata-se de um exército de trabalhadores urbanos,
majoritariamente jovens – com menos de 30 anos – e do
setor de serviços. Fica mais fácil para quem mora em um
país cujo índice de desemprego é virtualmente zero: lá a
desocupação está em 3,9%. É o oposto do cenário
brasileiro. Aqui, 13 milhões estão em busca de trabalho, e
a taxa de desemprego, ainda que em queda, continua
acima dos dois dígitos, ao redor de 13%.
E, mesmo assim, o Brasil também vive sua grande
resignação. Todos os meses, quase 500 mil trabalhadores
jogam seus crachás pela janela e dão fim ao emprego que
tinham – sem levar nenhuma vantagem além de sair da
empresa, pois essa modalidade de demissão não libera o
FGTS. É o dobro do registrado nos anos anteriores à
pandemia, de acordo com o estudo encomendado pela
Você S/A ao estúdio de inteligência de dados Lagom Data.
A Lagom analisou quase 188 milhões de registros de
movimentações trabalhistas do Caged (Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados), entre 2016 e novembro
de 2021, dado mais recente disponível na conclusão desta
reportagem.
E os números mostram que Brasil e EUA viveram um
movimento semelhante: antes de 2020, havia uma certa
estabilidade no número de pedidos de demissão
voluntária. Logo após o início da pandemia, trabalhadores
se seguraram nos seus empregos – até porque as
empresas estavam demitindo a rodo à medida que
fechavam as portas de forma temporária ou definitiva.
Mas tão logo a fase aguda da crise passou, trabalhadores
decidiram assumir as rédeas de suas carreiras e deram
adeus a seus chefes.
É tanta gente pedindo as contas no Brasil que, em um ano,
os pedidos de demissão representam uma rotatividade de
15% nas vagas com carteira. O número total é ainda maior,
já que o estudo foi feito com base exclusivamente nos
desligamentos a pedido. Existem ainda as demissões por
comum acordo, autorizadas pela reforma trabalhista de
2017 – e essas não ficam contabilizadas como voluntárias.
Os dados oficiais são apenas numéricos. Não registram os
motivos que levam tanta gente a pedir demissão. Para
entender melhor o que se passa, ouvimos especialistas – e
também trabalhadores que decidiram pedir as contas em
meio à nossa “grande resignação”.
Dá para resumir em três pontos o que leva uma pessoa a
se demitir: ganhar um salário melhor, mudar-se para um
ambiente de trabalho mais saudável e dar um upgrade na
qualidade de vida. Os três pontos não são excludentes.
Mas essas motivações são mais frequentes quando
existem mais vagas disponíveis do que gente para
trabalhar. E Ana Cristina Limongi-França, professora de
economia da FEA/USP e da FIA, detectou foi o seguinte: o
advento do home office deu uma força para quem sonha
com mais dinheiro ou mais tempo livre, mesmo que numa
realidade de desemprego em alta.
“Houve mais oportunidades de trabalho [remoto]
especialmente no setor de serviços e atendimento”, diz
Ana Cristina. Ela é coautora de um estudo sobre o impacto
da qualidade de vida no trabalho, e como esse fator leva a
pedidos de demissão.
[...]
Proporcionalmente, a atividade com maior volume de
saídas voluntárias foi o telemarketing, em que o número
de pedidos de demissão representa 18,7% do total de
vagas formais ao final de 2020. [...]
https://vocesa.abril.com.br/economia
O emprego da vírgula, nesse período do texto, justifica-se em função de que:
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EU ME DEMITO:
fenômeno da grande resignação chega ao Brasil.
Camuflados por uma fila de 13 milhões de desempregados,
brasileiros pedem demissão em ritmo recorde:
meio milhão por mês.
Por Marcelo Soares
Edição: Tássia Kastner
11/02/2022
Pedir demissão no meio de uma crise econômica e
sanitária parece aquele tipo de luxo reservado a
trabalhadores ricos de países desenvolvidos. Todo mês,
mais de 4 milhões de americanos passaram a deixar seus
empregos voluntariamente, num fenômeno que ganhou
nome próprio: Great Resignation (“grande resignação”).
Trata-se de um exército de trabalhadores urbanos,
majoritariamente jovens – com menos de 30 anos – e do
setor de serviços. Fica mais fácil para quem mora em um
país cujo índice de desemprego é virtualmente zero: lá a
desocupação está em 3,9%. É o oposto do cenário
brasileiro. Aqui, 13 milhões estão em busca de trabalho, e
a taxa de desemprego, ainda que em queda, continua
acima dos dois dígitos, ao redor de 13%.
E, mesmo assim, o Brasil também vive sua grande
resignação. Todos os meses, quase 500 mil trabalhadores
jogam seus crachás pela janela e dão fim ao emprego que
tinham – sem levar nenhuma vantagem além de sair da
empresa, pois essa modalidade de demissão não libera o
FGTS. É o dobro do registrado nos anos anteriores à
pandemia, de acordo com o estudo encomendado pela
Você S/A ao estúdio de inteligência de dados Lagom Data.
A Lagom analisou quase 188 milhões de registros de
movimentações trabalhistas do Caged (Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados), entre 2016 e novembro
de 2021, dado mais recente disponível na conclusão desta
reportagem.
E os números mostram que Brasil e EUA viveram um
movimento semelhante: antes de 2020, havia uma certa
estabilidade no número de pedidos de demissão
voluntária. Logo após o início da pandemia, trabalhadores
se seguraram nos seus empregos – até porque as
empresas estavam demitindo a rodo à medida que
fechavam as portas de forma temporária ou definitiva.
Mas tão logo a fase aguda da crise passou, trabalhadores
decidiram assumir as rédeas de suas carreiras e deram
adeus a seus chefes.
É tanta gente pedindo as contas no Brasil que, em um ano,
os pedidos de demissão representam uma rotatividade de
15% nas vagas com carteira. O número total é ainda maior,
já que o estudo foi feito com base exclusivamente nos
desligamentos a pedido. Existem ainda as demissões por
comum acordo, autorizadas pela reforma trabalhista de
2017 – e essas não ficam contabilizadas como voluntárias.
Os dados oficiais são apenas numéricos. Não registram os
motivos que levam tanta gente a pedir demissão. Para
entender melhor o que se passa, ouvimos especialistas – e
também trabalhadores que decidiram pedir as contas em
meio à nossa “grande resignação”.
Dá para resumir em três pontos o que leva uma pessoa a
se demitir: ganhar um salário melhor, mudar-se para um
ambiente de trabalho mais saudável e dar um upgrade na
qualidade de vida. Os três pontos não são excludentes.
Mas essas motivações são mais frequentes quando
existem mais vagas disponíveis do que gente para
trabalhar. E Ana Cristina Limongi-França, professora de
economia da FEA/USP e da FIA, detectou foi o seguinte: o
advento do home office deu uma força para quem sonha
com mais dinheiro ou mais tempo livre, mesmo que numa
realidade de desemprego em alta.
“Houve mais oportunidades de trabalho [remoto]
especialmente no setor de serviços e atendimento”, diz
Ana Cristina. Ela é coautora de um estudo sobre o impacto
da qualidade de vida no trabalho, e como esse fator leva a
pedidos de demissão.
[...]
Proporcionalmente, a atividade com maior volume de
saídas voluntárias foi o telemarketing, em que o número
de pedidos de demissão representa 18,7% do total de
vagas formais ao final de 2020. [...]
https://vocesa.abril.com.br/economia
A palavra sublinhada na frase acima corresponde à locução “de boa vontade”. Marque a alternativa em que a locução adjetiva não corresponde ao adjetivo destacado.
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EU ME DEMITO:
fenômeno da grande resignação chega ao Brasil.
Camuflados por uma fila de 13 milhões de desempregados,
brasileiros pedem demissão em ritmo recorde:
meio milhão por mês.
Por Marcelo Soares
Edição: Tássia Kastner
11/02/2022
Pedir demissão no meio de uma crise econômica e
sanitária parece aquele tipo de luxo reservado a
trabalhadores ricos de países desenvolvidos. Todo mês,
mais de 4 milhões de americanos passaram a deixar seus
empregos voluntariamente, num fenômeno que ganhou
nome próprio: Great Resignation (“grande resignação”).
Trata-se de um exército de trabalhadores urbanos,
majoritariamente jovens – com menos de 30 anos – e do
setor de serviços. Fica mais fácil para quem mora em um
país cujo índice de desemprego é virtualmente zero: lá a
desocupação está em 3,9%. É o oposto do cenário
brasileiro. Aqui, 13 milhões estão em busca de trabalho, e
a taxa de desemprego, ainda que em queda, continua
acima dos dois dígitos, ao redor de 13%.
E, mesmo assim, o Brasil também vive sua grande
resignação. Todos os meses, quase 500 mil trabalhadores
jogam seus crachás pela janela e dão fim ao emprego que
tinham – sem levar nenhuma vantagem além de sair da
empresa, pois essa modalidade de demissão não libera o
FGTS. É o dobro do registrado nos anos anteriores à
pandemia, de acordo com o estudo encomendado pela
Você S/A ao estúdio de inteligência de dados Lagom Data.
A Lagom analisou quase 188 milhões de registros de
movimentações trabalhistas do Caged (Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados), entre 2016 e novembro
de 2021, dado mais recente disponível na conclusão desta
reportagem.
E os números mostram que Brasil e EUA viveram um
movimento semelhante: antes de 2020, havia uma certa
estabilidade no número de pedidos de demissão
voluntária. Logo após o início da pandemia, trabalhadores
se seguraram nos seus empregos – até porque as
empresas estavam demitindo a rodo à medida que
fechavam as portas de forma temporária ou definitiva.
Mas tão logo a fase aguda da crise passou, trabalhadores
decidiram assumir as rédeas de suas carreiras e deram
adeus a seus chefes.
É tanta gente pedindo as contas no Brasil que, em um ano,
os pedidos de demissão representam uma rotatividade de
15% nas vagas com carteira. O número total é ainda maior,
já que o estudo foi feito com base exclusivamente nos
desligamentos a pedido. Existem ainda as demissões por
comum acordo, autorizadas pela reforma trabalhista de
2017 – e essas não ficam contabilizadas como voluntárias.
Os dados oficiais são apenas numéricos. Não registram os
motivos que levam tanta gente a pedir demissão. Para
entender melhor o que se passa, ouvimos especialistas – e
também trabalhadores que decidiram pedir as contas em
meio à nossa “grande resignação”.
Dá para resumir em três pontos o que leva uma pessoa a
se demitir: ganhar um salário melhor, mudar-se para um
ambiente de trabalho mais saudável e dar um upgrade na
qualidade de vida. Os três pontos não são excludentes.
Mas essas motivações são mais frequentes quando
existem mais vagas disponíveis do que gente para
trabalhar. E Ana Cristina Limongi-França, professora de
economia da FEA/USP e da FIA, detectou foi o seguinte: o
advento do home office deu uma força para quem sonha
com mais dinheiro ou mais tempo livre, mesmo que numa
realidade de desemprego em alta.
“Houve mais oportunidades de trabalho [remoto]
especialmente no setor de serviços e atendimento”, diz
Ana Cristina. Ela é coautora de um estudo sobre o impacto
da qualidade de vida no trabalho, e como esse fator leva a
pedidos de demissão.
[...]
Proporcionalmente, a atividade com maior volume de
saídas voluntárias foi o telemarketing, em que o número
de pedidos de demissão representa 18,7% do total de
vagas formais ao final de 2020. [...]
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