Foram encontradas 30 questões.
Texto para a questão.
Hanseníase e as histórias de um Brasil que está na Idade Média
Por André Biernath
(...)
Você sabia que o Brasil é um dos únicos países do
mundo que ainda registra casos de hanseníse? Nós só
ficamos atrás da Índia num inglório ranking mundial e
respondemos por 90% das ocorrências dela no
continente americano. Por ano, 27 mil indivíduos
recebem o diagnóstico por aqui. Roraima, Pará, Mato
Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins são os estados
com as estatísticas mais graves.
A hanseníase é causada por uma bactéria chamada
Mycobacterium leprae, transmitida de um indivíduo para
outro por meio de gotículas de saliva, que entram pela
boca e pelo nariz. O micro-organismo se instala nos
nervos periféricos do corpo, bem próximo à pele, e fica
ali durante anos, sem dar sintomas. Ele demora muito
tempo para se reproduzir: a título de comparação, ele
leva 15 dias para dar origem a um novo bacilo, enquanto
a bactéria da tuberculose, por exemplo, se replica a cada
24 horas. Mas chega um momento em que sua presença
na região diminui a sensibilidade e desemboca em sérias
lesões.
Acontece que cerca de 90% das pessoas possuem
defesa natural contra o agente infeccioso. Mas há 10%
que estão vulneráveis a ele e podem vir a desenvolver o
problema. Outro dado que mostra a perplexidade do
quadro brasileiro: o diagnóstico da condição é fácil, feito
no consultório do médico, sem necessidade de exames
mais complexos. O tratamento, por sua vez, é simples e
consiste no uso de dois ou três antibióticos por alguns
meses. Depois desse tempo, a bactéria acaba extirpada
do organismo e a cura está garantida.
(...)
A dermatologista Letícia Maria Edit, de Porto Alegre,
publicou um artigo em que rememora episódios da
hanseníase no Brasil. Durante vários séculos, os
portadores da doença foram tratados com extremo
preconceito por aqui. Eles eram proibidos de comer,
dormir ou casar com pessoas saudáveis, não podiam
tocar em comidas nos mercados e nem entrar em
algumas cidades, como São Paulo. “Os filhos dos
leprosos não podiam ser batizados como as outras
crianças pelo risco de poluírem as águas da pia
batismal”, escreve.
No texto de Letícia, um episódio com hansenianos
brasileiros chama atenção pela similaridade com The
Walking Dead, série norte-americana de zumbis
produzida pelo canal de televisão AMC. Nos idos de 1800,
uma lenda dizia que o doente ficaria curado da doença se
fosse capaz de infectar outras sete pessoas. Na tentativa
de se livrar da encrenca, um grupo de leprosos resolveu
invadir uma cidade no norte do estado de São Paulo (não
se sabe qual município ao certo) e atacou os moradores,
que, assustados, responderam com armas e porretes.
Aqueles que conseguiram fugir saíram correndo por uma
estrada e encontraram uma criança, que foi agredida a
dentadas até sangrar.
Infelizmente, desse episódio bárbaro para os dias de hoje
o cenário pouco mudou. O preconceito é tão grande que
preferimos esquecer e ignorar a existência da doença e
dos indivíduos acometidos por ela. A troca de nome de
lepra para hanseníase parece ter mais confundido do que
ajudado a aplacar a intolerância.
(...)
Segundo o dermatologista Marco Andrey Cipriani,
presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia, os
principais sintomas da condição:
“Nas formas iniciais, a hanseníase se manifesta por anos
através de dormências, cãibras e formigamentos em
áreas definidas do corpo. Esses sinais ficam mais
comuns nos meses frios do ano. Depois, surgem lesões
de pele esbranquiçadas e avermelhadas, ou nódulos
espalhados pelo corpo, na face e nas orelhas. Todas
essas lesões vêm acompanhadas de alterações de
sensibilidade. Um bom teste é tocar com a mão ou com
algum objeto no local machucado e, depois, numa região
próxima. Se você sentir diferença no tato, é
importantíssimo procurar o médico o quanto antes”.
FONTE: https://saude.abril.com.br/blog/tunel-do-tempo/hanseniase-e-as-historias-deum-brasil-que-esta-na-idade-media/ - com adaptações.
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Hanseníase e as histórias de um Brasil que está na Idade Média
Por André Biernath
(...)
Você sabia que o Brasil é um dos únicos países do
mundo que ainda registra casos de hanseníse? Nós só
ficamos atrás da Índia num inglório ranking mundial e
respondemos por 90% das ocorrências dela no
continente americano. Por ano, 27 mil indivíduos
recebem o diagnóstico por aqui. Roraima, Pará, Mato
Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins são os estados
com as estatísticas mais graves.
A hanseníase é causada por uma bactéria chamada
Mycobacterium leprae, transmitida de um indivíduo para
outro por meio de gotículas de saliva, que entram pela
boca e pelo nariz. O micro-organismo se instala nos
nervos periféricos do corpo, bem próximo à pele, e fica
ali durante anos, sem dar sintomas. Ele demora muito
tempo para se reproduzir: a título de comparação, ele
leva 15 dias para dar origem a um novo bacilo, enquanto
a bactéria da tuberculose, por exemplo, se replica a cada
24 horas. Mas chega um momento em que sua presença
na região diminui a sensibilidade e desemboca em sérias
lesões.
Acontece que cerca de 90% das pessoas possuem
defesa natural contra o agente infeccioso. Mas há 10%
que estão vulneráveis a ele e podem vir a desenvolver o
problema. Outro dado que mostra a perplexidade do
quadro brasileiro: o diagnóstico da condição é fácil, feito
no consultório do médico, sem necessidade de exames
mais complexos. O tratamento, por sua vez, é simples e
consiste no uso de dois ou três antibióticos por alguns
meses. Depois desse tempo, a bactéria acaba extirpada
do organismo e a cura está garantida.
(...)
A dermatologista Letícia Maria Edit, de Porto Alegre,
publicou um artigo em que rememora episódios da
hanseníase no Brasil. Durante vários séculos, os
portadores da doença foram tratados com extremo
preconceito por aqui. Eles eram proibidos de comer,
dormir ou casar com pessoas saudáveis, não podiam
tocar em comidas nos mercados e nem entrar em
algumas cidades, como São Paulo. “Os filhos dos
leprosos não podiam ser batizados como as outras
crianças pelo risco de poluírem as águas da pia
batismal”, escreve.
No texto de Letícia, um episódio com hansenianos
brasileiros chama atenção pela similaridade com The
Walking Dead, série norte-americana de zumbis
produzida pelo canal de televisão AMC. Nos idos de 1800,
uma lenda dizia que o doente ficaria curado da doença se
fosse capaz de infectar outras sete pessoas. Na tentativa
de se livrar da encrenca, um grupo de leprosos resolveu
invadir uma cidade no norte do estado de São Paulo (não
se sabe qual município ao certo) e atacou os moradores,
que, assustados, responderam com armas e porretes.
Aqueles que conseguiram fugir saíram correndo por uma
estrada e encontraram uma criança, que foi agredida a
dentadas até sangrar.
Infelizmente, desse episódio bárbaro para os dias de hoje
o cenário pouco mudou. O preconceito é tão grande que
preferimos esquecer e ignorar a existência da doença e
dos indivíduos acometidos por ela. A troca de nome de
lepra para hanseníase parece ter mais confundido do que
ajudado a aplacar a intolerância.
(...)
Segundo o dermatologista Marco Andrey Cipriani,
presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia, os
principais sintomas da condição:
“Nas formas iniciais, a hanseníase se manifesta por anos
através de dormências, cãibras e formigamentos em
áreas definidas do corpo. Esses sinais ficam mais
comuns nos meses frios do ano. Depois, surgem lesões
de pele esbranquiçadas e avermelhadas, ou nódulos
espalhados pelo corpo, na face e nas orelhas. Todas
essas lesões vêm acompanhadas de alterações de
sensibilidade. Um bom teste é tocar com a mão ou com
algum objeto no local machucado e, depois, numa região
próxima. Se você sentir diferença no tato, é
importantíssimo procurar o médico o quanto antes”.
FONTE: https://saude.abril.com.br/blog/tunel-do-tempo/hanseniase-e-as-historias-deum-brasil-que-esta-na-idade-media/ - com adaptações.
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Hanseníase e as histórias de um Brasil que está na Idade Média
Por André Biernath
(...)
Você sabia que o Brasil é um dos únicos países do
mundo que ainda registra casos de hanseníse? Nós só
ficamos atrás da Índia num inglório ranking mundial e
respondemos por 90% das ocorrências dela no
continente americano. Por ano, 27 mil indivíduos
recebem o diagnóstico por aqui. Roraima, Pará, Mato
Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins são os estados
com as estatísticas mais graves.
A hanseníase é causada por uma bactéria chamada
Mycobacterium leprae, transmitida de um indivíduo para
outro por meio de gotículas de saliva, que entram pela
boca e pelo nariz. O micro-organismo se instala nos
nervos periféricos do corpo, bem próximo à pele, e fica
ali durante anos, sem dar sintomas. Ele demora muito
tempo para se reproduzir: a título de comparação, ele
leva 15 dias para dar origem a um novo bacilo, enquanto
a bactéria da tuberculose, por exemplo, se replica a cada
24 horas. Mas chega um momento em que sua presença
na região diminui a sensibilidade e desemboca em sérias
lesões.
Acontece que cerca de 90% das pessoas possuem
defesa natural contra o agente infeccioso. Mas há 10%
que estão vulneráveis a ele e podem vir a desenvolver o
problema. Outro dado que mostra a perplexidade do
quadro brasileiro: o diagnóstico da condição é fácil, feito
no consultório do médico, sem necessidade de exames
mais complexos. O tratamento, por sua vez, é simples e
consiste no uso de dois ou três antibióticos por alguns
meses. Depois desse tempo, a bactéria acaba extirpada
do organismo e a cura está garantida.
(...)
A dermatologista Letícia Maria Edit, de Porto Alegre,
publicou um artigo em que rememora episódios da
hanseníase no Brasil. Durante vários séculos, os
portadores da doença foram tratados com extremo
preconceito por aqui. Eles eram proibidos de comer,
dormir ou casar com pessoas saudáveis, não podiam
tocar em comidas nos mercados e nem entrar em
algumas cidades, como São Paulo. “Os filhos dos
leprosos não podiam ser batizados como as outras
crianças pelo risco de poluírem as águas da pia
batismal”, escreve.
No texto de Letícia, um episódio com hansenianos
brasileiros chama atenção pela similaridade com The
Walking Dead, série norte-americana de zumbis
produzida pelo canal de televisão AMC. Nos idos de 1800,
uma lenda dizia que o doente ficaria curado da doença se
fosse capaz de infectar outras sete pessoas. Na tentativa
de se livrar da encrenca, um grupo de leprosos resolveu
invadir uma cidade no norte do estado de São Paulo (não
se sabe qual município ao certo) e atacou os moradores,
que, assustados, responderam com armas e porretes.
Aqueles que conseguiram fugir saíram correndo por uma
estrada e encontraram uma criança, que foi agredida a
dentadas até sangrar.
Infelizmente, desse episódio bárbaro para os dias de hoje
o cenário pouco mudou. O preconceito é tão grande que
preferimos esquecer e ignorar a existência da doença e
dos indivíduos acometidos por ela. A troca de nome de
lepra para hanseníase parece ter mais confundido do que
ajudado a aplacar a intolerância.
(...)
Segundo o dermatologista Marco Andrey Cipriani,
presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia, os
principais sintomas da condição:
“Nas formas iniciais, a hanseníase se manifesta por anos
através de dormências, cãibras e formigamentos em
áreas definidas do corpo. Esses sinais ficam mais
comuns nos meses frios do ano. Depois, surgem lesões
de pele esbranquiçadas e avermelhadas, ou nódulos
espalhados pelo corpo, na face e nas orelhas. Todas
essas lesões vêm acompanhadas de alterações de
sensibilidade. Um bom teste é tocar com a mão ou com
algum objeto no local machucado e, depois, numa região
próxima. Se você sentir diferença no tato, é
importantíssimo procurar o médico o quanto antes”.
FONTE: https://saude.abril.com.br/blog/tunel-do-tempo/hanseniase-e-as-historias-deum-brasil-que-esta-na-idade-media/ - com adaptações.
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Hanseníase e as histórias de um Brasil que está na Idade Média
Por André Biernath
(...)
Você sabia que o Brasil é um dos únicos países do
mundo que ainda registra casos de hanseníse? Nós só
ficamos atrás da Índia num inglório ranking mundial e
respondemos por 90% das ocorrências dela no
continente americano. Por ano, 27 mil indivíduos
recebem o diagnóstico por aqui. Roraima, Pará, Mato
Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins são os estados
com as estatísticas mais graves.
A hanseníase é causada por uma bactéria chamada
Mycobacterium leprae, transmitida de um indivíduo para
outro por meio de gotículas de saliva, que entram pela
boca e pelo nariz. O micro-organismo se instala nos
nervos periféricos do corpo, bem próximo à pele, e fica
ali durante anos, sem dar sintomas. Ele demora muito
tempo para se reproduzir: a título de comparação, ele
leva 15 dias para dar origem a um novo bacilo, enquanto
a bactéria da tuberculose, por exemplo, se replica a cada
24 horas. Mas chega um momento em que sua presença
na região diminui a sensibilidade e desemboca em sérias
lesões.
Acontece que cerca de 90% das pessoas possuem
defesa natural contra o agente infeccioso. Mas há 10%
que estão vulneráveis a ele e podem vir a desenvolver o
problema. Outro dado que mostra a perplexidade do
quadro brasileiro: o diagnóstico da condição é fácil, feito
no consultório do médico, sem necessidade de exames
mais complexos. O tratamento, por sua vez, é simples e
consiste no uso de dois ou três antibióticos por alguns
meses. Depois desse tempo, a bactéria acaba extirpada
do organismo e a cura está garantida.
(...)
A dermatologista Letícia Maria Edit, de Porto Alegre,
publicou um artigo em que rememora episódios da
hanseníase no Brasil. Durante vários séculos, os
portadores da doença foram tratados com extremo
preconceito por aqui. Eles eram proibidos de comer,
dormir ou casar com pessoas saudáveis, não podiam
tocar em comidas nos mercados e nem entrar em
algumas cidades, como São Paulo. “Os filhos dos
leprosos não podiam ser batizados como as outras
crianças pelo risco de poluírem as águas da pia
batismal”, escreve.
No texto de Letícia, um episódio com hansenianos
brasileiros chama atenção pela similaridade com The
Walking Dead, série norte-americana de zumbis
produzida pelo canal de televisão AMC. Nos idos de 1800,
uma lenda dizia que o doente ficaria curado da doença se
fosse capaz de infectar outras sete pessoas. Na tentativa
de se livrar da encrenca, um grupo de leprosos resolveu
invadir uma cidade no norte do estado de São Paulo (não
se sabe qual município ao certo) e atacou os moradores,
que, assustados, responderam com armas e porretes.
Aqueles que conseguiram fugir saíram correndo por uma
estrada e encontraram uma criança, que foi agredida a
dentadas até sangrar.
Infelizmente, desse episódio bárbaro para os dias de hoje
o cenário pouco mudou. O preconceito é tão grande que
preferimos esquecer e ignorar a existência da doença e
dos indivíduos acometidos por ela. A troca de nome de
lepra para hanseníase parece ter mais confundido do que
ajudado a aplacar a intolerância.
(...)
Segundo o dermatologista Marco Andrey Cipriani,
presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia, os
principais sintomas da condição:
“Nas formas iniciais, a hanseníase se manifesta por anos
através de dormências, cãibras e formigamentos em
áreas definidas do corpo. Esses sinais ficam mais
comuns nos meses frios do ano. Depois, surgem lesões
de pele esbranquiçadas e avermelhadas, ou nódulos
espalhados pelo corpo, na face e nas orelhas. Todas
essas lesões vêm acompanhadas de alterações de
sensibilidade. Um bom teste é tocar com a mão ou com
algum objeto no local machucado e, depois, numa região
próxima. Se você sentir diferença no tato, é
importantíssimo procurar o médico o quanto antes”.
FONTE: https://saude.abril.com.br/blog/tunel-do-tempo/hanseniase-e-as-historias-deum-brasil-que-esta-na-idade-media/ - com adaptações.
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Hanseníase e as histórias de um Brasil que está na Idade Média
Por André Biernath
(...)
Você sabia que o Brasil é um dos únicos países do
mundo que ainda registra casos de hanseníse? Nós só
ficamos atrás da Índia num inglório ranking mundial e
respondemos por 90% das ocorrências dela no
continente americano. Por ano, 27 mil indivíduos
recebem o diagnóstico por aqui. Roraima, Pará, Mato
Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins são os estados
com as estatísticas mais graves.
A hanseníase é causada por uma bactéria chamada
Mycobacterium leprae, transmitida de um indivíduo para
outro por meio de gotículas de saliva, que entram pela
boca e pelo nariz. O micro-organismo se instala nos
nervos periféricos do corpo, bem próximo à pele, e fica
ali durante anos, sem dar sintomas. Ele demora muito
tempo para se reproduzir: a título de comparação, ele
leva 15 dias para dar origem a um novo bacilo, enquanto
a bactéria da tuberculose, por exemplo, se replica a cada
24 horas. Mas chega um momento em que sua presença
na região diminui a sensibilidade e desemboca em sérias
lesões.
Acontece que cerca de 90% das pessoas possuem
defesa natural contra o agente infeccioso. Mas há 10%
que estão vulneráveis a ele e podem vir a desenvolver o
problema. Outro dado que mostra a perplexidade do
quadro brasileiro: o diagnóstico da condição é fácil, feito
no consultório do médico, sem necessidade de exames
mais complexos. O tratamento, por sua vez, é simples e
consiste no uso de dois ou três antibióticos por alguns
meses. Depois desse tempo, a bactéria acaba extirpada
do organismo e a cura está garantida.
(...)
A dermatologista Letícia Maria Edit, de Porto Alegre,
publicou um artigo em que rememora episódios da
hanseníase no Brasil. Durante vários séculos, os
portadores da doença foram tratados com extremo
preconceito por aqui. Eles eram proibidos de comer,
dormir ou casar com pessoas saudáveis, não podiam
tocar em comidas nos mercados e nem entrar em
algumas cidades, como São Paulo. “Os filhos dos
leprosos não podiam ser batizados como as outras
crianças pelo risco de poluírem as águas da pia
batismal”, escreve.
No texto de Letícia, um episódio com hansenianos
brasileiros chama atenção pela similaridade com The
Walking Dead, série norte-americana de zumbis
produzida pelo canal de televisão AMC. Nos idos de 1800,
uma lenda dizia que o doente ficaria curado da doença se
fosse capaz de infectar outras sete pessoas. Na tentativa
de se livrar da encrenca, um grupo de leprosos resolveu
invadir uma cidade no norte do estado de São Paulo (não
se sabe qual município ao certo) e atacou os moradores,
que, assustados, responderam com armas e porretes.
Aqueles que conseguiram fugir saíram correndo por uma
estrada e encontraram uma criança, que foi agredida a
dentadas até sangrar.
Infelizmente, desse episódio bárbaro para os dias de hoje
o cenário pouco mudou. O preconceito é tão grande que
preferimos esquecer e ignorar a existência da doença e
dos indivíduos acometidos por ela. A troca de nome de
lepra para hanseníase parece ter mais confundido do que
ajudado a aplacar a intolerância.
(...)
Segundo o dermatologista Marco Andrey Cipriani,
presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia, os
principais sintomas da condição:
“Nas formas iniciais, a hanseníase se manifesta por anos
através de dormências, cãibras e formigamentos em
áreas definidas do corpo. Esses sinais ficam mais
comuns nos meses frios do ano. Depois, surgem lesões
de pele esbranquiçadas e avermelhadas, ou nódulos
espalhados pelo corpo, na face e nas orelhas. Todas
essas lesões vêm acompanhadas de alterações de
sensibilidade. Um bom teste é tocar com a mão ou com
algum objeto no local machucado e, depois, numa região
próxima. Se você sentir diferença no tato, é
importantíssimo procurar o médico o quanto antes”.
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Questão presente nas seguintes provas
2004351
Ano: 2020
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. Campos do Jordão-SP
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. Campos do Jordão-SP
Provas:
" O ano de 2019 foi conturbado para os membros do
Supremo Tribunal Federal (STF). Em meio a diversas
votações controversas, como a derrubada da prisão em
segunda instância e a criminalização da homofobia, e
protestos de rua que os colocaram como alvo, o número
de pedidos de impeachment dos magistrados atingiu
neste ano um patamar recorde. Desde janeiro, foram 14
representações contra integrantes da Corte, cinco a mais
do que no ano passado. O presidente do STF é o mais
visado. Metade das tentativas protocoladas neste ano
foram para que ele perdesse o cargo. No entanto, o
Senado, responsável por dar continuidade aos pedidos,
engavetou todos os pedidos de destituição dos
magistrados. Veja a seguir os sete julgamentos com
maior repercussão neste ano: 1. Criminalização da
homofobia; 2. Competência da Justiça eleitoral; 3.
Crédito tributário da Zona Franca de Manaus; 4.
Privatização de subsidiárias; 5. Ordem das alegações em
casos de delação premiada; 6. Fim da prisão em 2ª
instância; 7. Compartilhamento de dados pelo Coaf."
Fonte: CERIONI, Clara. "Relembre as 7 votações no STF que definiram 2019", Exame, 28/12/2019. Disponível em < https://tinyurl.com/qrct7l4>
Quem era o presidente do Supremo Tribunal Federal em 2019?
Fonte: CERIONI, Clara. "Relembre as 7 votações no STF que definiram 2019", Exame, 28/12/2019. Disponível em < https://tinyurl.com/qrct7l4>
Quem era o presidente do Supremo Tribunal Federal em 2019?
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Questão presente nas seguintes provas
2004347
Ano: 2020
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. Campos do Jordão-SP
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. Campos do Jordão-SP
Provas:
"Após entrevista coletiva concedida a jornalistas nesta
manhã na residência oficial, o presidente da Câmara dos
Deputados fez um balanço positivo da agenda da Casa
neste ano. Ele destacou a aprovação da reforma da
Previdência e do novo marco legal do saneamento
básico. A reforma da Previdência aprovada pelo
Congresso aumenta o tempo para se aposentar, limita o
benefício à média de todos os salários, eleva as alíquotas
de contribuição para quem ganha acima do teto do INSS
e estabelece regras de transição para os atuais
assalariados. Já o marco do saneamento aprovado pelos
deputados facilita a privatização de estatais do setor,
exige licitação para a contratação desses serviços e
prorroga o prazo para o fim dos lixões."
Fonte: Agência Câmara Notícias, 19/12/2019. Disponível em <https://tinyurl.com/yx4s2tjb>
Quem foi o presidente da Câmara Federal em 2019?
Fonte: Agência Câmara Notícias, 19/12/2019. Disponível em <https://tinyurl.com/yx4s2tjb>
Quem foi o presidente da Câmara Federal em 2019?
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Questão presente nas seguintes provas
1982560
Ano: 2020
Disciplina: Direito Tributário
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. Campos do Jordão-SP
Disciplina: Direito Tributário
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. Campos do Jordão-SP
Provas:
São matérias próprias de Lei Complementar, em matéria
tributária:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Assinale a alternativa incorreta:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
2017264
Ano: 2020
Disciplina: Direito Processual Civil
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. Campos do Jordão-SP
Disciplina: Direito Processual Civil
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. Campos do Jordão-SP
Provas:
- CPCAplicação das Normas Processuais (arts. 13 a 15)
- CPCAtos ProcessuaisConceito e Princípios dos Atos Processuais
Sobre o tema “atos processuais” apenas uma das
alternativas abaixo está correta. Assinale-a:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
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