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Em relação à fisiopatologia e ao manejo clínico da síndrome de angústia respiratória aguda (SARA), condição que reflete lesão alveolar difusa com comprometimento severo da troca gasosa e que está associada a altas taxas de mortalidade em unidades de terapia intensiva, considere os preceitos atuais de ventilação protetora e conduta baseada em evidências. Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma medida terapêutica comprovadamente benéfica para o manejo inicial da SARA moderada a grave, conforme os protocolos internacionais atualizados, como o ARDSNet.
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Um homem de 65 anos, tabagista há 40 anos, com histórico de hipertensão controlada, procura atendimento com queixa de dispneia progressiva há 2 meses, acompanhada de tosse produtiva matinal com escarro mucopurulento, episódios de ortopneia e sibilância noturna. Refere perda ponderal não intencional de 5 kg nos últimos 3 meses. Ao exame físico, apresenta frequência respiratória de 24 irpm, uso de musculatura acessória e ausculta com roncos difusos e sibilos expiratórios bilaterais. A gasometria arterial em ar ambiente revelou pH 7,36; PaCO₂ 52 mmHg; PaO₂ 60 mmHg; HCO₃⁻ 29 mEq/L. A radiografia de tórax mostrou hipertransparência pulmonar difusa, retificação de arcos costais e aumento do espaço retroesternal. A espirometria demonstrou relação VEF1/CVF de 58% e VEF1 de 41% do previsto, sem resposta significativa ao broncodilatador.
Com base nesse quadro clínico e nos critérios diagnósticos estabelecidos, qual a conduta mais apropriada a ser instituída como parte do manejo inicial?
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Um paciente de 72 anos, previamente hipertenso e diabético, é admitido na unidade de terapia intensiva com quadro de oligúria progressiva, creatinina sérica de 3,6 mg/dL (valores prévios desconhecidos), e ureia de 105 mg/dL. Ao exame físico, apresenta turgência jugular, estertores crepitantes bilaterais e edema de membros inferiores. Considerando os conhecimentos atuais sobre insuficiência renal aguda, analise os itens abaixo:
I. A diferenciação entre IRA pré-renal e necrose tubular aguda pode ser auxiliada pela análise da fração excretada de sódio (FeNa), sendo que valores inferiores a 1% sugerem IRA pré-renal, enquanto valores superiores a 2% indicam lesão tubular.
II. A presença de cilindros granulosos ou epiteliais no sedimento urinário é sugestiva de necrose tubular aguda e reforça a hipótese de injúria renal estrutural.
III. Em pacientes com IRA associada a congestão sistêmica, a administração de diuréticos de alça pode ser indicada com fins terapêuticos e diagnósticos.
IV. A ultrassonografia renal é pouco útil na IRA, sendo recomendada apenas quando houver suspeita clínica evidente de nefrolitíase ou pielonefrite.
V. A IRA é definida pela elevação de creatinina sérica ≥0,3 mg/dL em até 48 horas ou pela redução do volume urinário para menos de 0,5 mL/kg/h por pelo menos 6 horas, segundo os critérios KDIGO.
Assinale a alternativa correta:
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A síndrome de angústia respiratória aguda (SARA), definida por critérios clínico-radiológicos e gasométricos conforme o consenso de Berlim, caracteriza-se por inflamação pulmonar difusa não cardiogênica com aumento da permeabilidade alveolocapilar e hipoxemia refratária. À luz da literatura especializada e das diretrizes de ventilação protetora, assinale a alternativa que apresenta corretamente a fisiopatologia, diagnóstico e principais estratégias terapêuticas dessa condição:
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Em relação à fisiopatologia da dispneia aguda associada ao edema agudo de pulmão de origem cardiogênica, considere os pressupostos contemporâneos sobre insuficiência cardíaca esquerda descompensada. O aumento da pressão hidrostática nos capilares pulmonares promove extravasamento de líquido para o interstício e alvéolos, culminando em hipoxemia e insuficiência ventilatória. À luz desses fundamentos e das diretrizes clínicas atuais, qual das alternativas a seguir descreve de forma mais acurada os mecanismos fisiopatológicos e condutas iniciais recomendadas para essa condição?
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Analise as proposições abaixo, referentes aos aspectos clínicos, fisiopatológicos e terapêuticos do infarto agudo do miocárdio (IAM), conforme diretrizes contemporâneas da cardiologia baseada em evidências, e assinale V (verdadeiro) ou F (falso):
( ) A elevação persistente do segmento ST em duas derivações contíguas, associada à dor torácica retroesternal e enzimas cardíacas elevadas, configura critério diagnóstico clássico de IAM com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST).
( ) A administração precoce de betabloqueadores está contraindicada nas primeiras 24 horas de um IAMCSST, mesmo na ausência de hipotensão, bradicardia ou sinais de insuficiência cardíaca.
( ) O uso de dupla antiagregação plaquetária (ácido acetilsalicílico e inibidor do receptor P2Y12) é preconizado na fase aguda do IAM, principalmente quando houver indicação de intervenção coronariana percutânea.
( ) A dor torácica atípica, em pacientes diabéticos e idosos, é frequentemente acompanhada de sintomas inespecíficos como sudorese fria, náuseas ou dispneia, o que dificulta o diagnóstico precoce do IAM.
( ) O uso de trombolíticos em até 12 horas do início dos sintomas é reservado exclusivamente para hospitais com serviço de hemodinâmica disponível, conforme diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
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Paciente do sexo masculino, 63 anos, ex-tabagista, com histórico de hipertensão arterial sistêmica de longa data e insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, apresenta-se ao serviço de emergência com quadro de dispneia progressiva, ortopneia e episódios de paroxismos noturnos há 3 dias. Ao exame físico, encontra-se taquipneico, com estertores crepitantes bibasais, turgência jugular e S3 audível. A pressão arterial está em 160x90 mmHg, frequência cardíaca de 112 bpm, saturação de O₂ em 88% em ar ambiente. O ecocardiograma mostra disfunção sistólica grave do ventrículo esquerdo (fração de ejeção de 28%) e aumento das pressões sistólicas na artéria pulmonar. À luz da literatura especializada e dos consensos atuais de manejo da insuficiência cardíaca descompensada, qual é a conduta inicial mais adequada?
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A febre reumática representa uma manifestação tardia, imunomediada, resultante da infecção faríngea por estreptococos beta-hemolíticos do grupo A. Sua incidência, embora reduzida em regiões com adequado controle sanitário, ainda configura relevante desafio em áreas endêmicas. À luz dos critérios revisados de Jones e dos avanços na compreensão da patogênese, assinale a alternativa que expressa corretamente uma manifestação clínica maior da febre reumática e sua respectiva conduta inicial indicada.
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A dor abdominal aguda é um dos principais motivos de atendimento emergencial e sua abordagem exige integração entre conhecimentos semiológicos, fisiopatológicos e epidemiológicos. A correta interpretação da topografia da dor, das manifestações associadas e dos sinais de irritação peritoneal é decisiva para o diagnóstico diferencial de afecções cirúrgicas e clínicas. À luz dos critérios atuais de avaliação clínica e condutas terapêuticas baseadas em evidências, assinale a alternativa que melhor representa um quadro compatível com apendicite aguda em evolução.
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As cefaleias, enquanto manifestação clínica comum na prática médica, abrangem um espectro nosológico extenso, cuja classificação exige correlação minuciosa entre sintomas, fatores desencadeantes, resposta terapêutica e exclusão de sinais de alarme. A Classificação Internacional das Cefaleias (ICHD-3), proposta pela International Headache Society, fornece os critérios diagnósticos mais aceitos internacionalmente. Com base nesse arcabouço conceitual e nas características clínicas envolvidas, assinale a alternativa que melhor descreve um quadro compatível com enxaqueca sem aura.
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