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Depois da imprensa marrom, a imprensa rosa
O saudoso jornalista Alberto Dines gostava de lembrar que o termo "imprensa marrom" se popularizou no Brasil em 1959 por obra do Diário da Noite,
jornal do Rio de Janeiro. Na época, Dines escrevia uma matéria sobre a revista
"Escândalo", que extorquia dinheiro de pessoas fotografadas em situações comprometedoras.
Dines queria usar o termo "imprensa amarela", comum nos Estados Unidos. Mas o editor achou o amarelo inofensivo demais para a matéria, que tratava
de um cineasta levado ao suicídio por causa da revista. No fim a manchete ficou
como "Imprensa marrom leva cineasta ao suicídio", e o termo se consolidou no
país.
Corte para 2024. Uma nova cor aparece para designar um novo tipo de
imprensa sem qualquer compromisso com a ética. Dessa vez a cor é o "rosa". Para
ser preciso, o termo em inglês é "pink slime press" (impressa da gosma rosa). O
termo se refere àquele tipo de carne ultraprocessada industrialmente vendida em
lata, que tem aparência rósea e valor nutritivo miserável.
Esse tipo de imprensa é um dos temas do livro "A Morte da Verdade", que
o jornalista e advogado americano Steven Brill lançou no dia 4 de junho. Brill define
o fenômeno como "publicações que se apresentam como se fossem veículos legítimos de imprensa, mas que seguem objetivos ocultos". Eles são em geral financiados por entidades ou pessoas que querem fazer avançar seus interesses políticos
ou econômicos. Para aumentar as chances de sucesso e disfarçar que tudo não
passa de propaganda, assumem a aparência de veículos de mídia independentes.
Brill alerta que, em um momento em que há um declínio da imprensa no
mundo todo, o vácuo está sendo preenchido pela imprensa "pink slime". Para se
ter uma ideia, de 2005 a 2021, mais de 2.000 jornais encerraram suas atividades
nos EUA. Ao mesmo tempo, no final de 2023 havia cerca de 1.200 veículos de
imprensa rosa na atividade no país.
Diga-se o que quiser da imprensa verdadeira, mas ela produz artigos assinados, com os autores visíveis, possui endereço físico, conselhos editoriais, ombudsman e preserva a separação entre o que é propaganda e o que é jornalismo.
Não por acaso é chamada de "o Quarto Estado", por sua importância para a democracia. E não por acaso também os veículos da imprensa "pink slime" querem
justamente se parecer com ela, copiar sua aparência, estilo e reputação, mas só
na superfície.
Brill dá como exemplo o "Copper Courier", do Arizona, ou o "Main Street
Sentinel", do Michigan. Os nomes parecem com os de jornais de verdade. No entanto, ambos são operações de propaganda. Sua principal estratégia é publicar
artigos que são então impulsionados agressivamente nas mídias sociais para ganhar alcance, com aparência de legitimidade. O Brasil não está imune à imprensa
"pink slime". Muito ao contrário. São muitos os exemplos desse tipo de publicação
entre nós. Enxergá-los pelo que eles são é fundamental.
Já sobre a revista “Escândalo”, ela acabou encerrando as atividades depois que as matérias de Dines — publicadas na imprensa — levaram a luz do sol
para as suas práticas.
LEMOS, Ronaldo. Depois da imprensa marrom, a imprensa
rosa. Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 junho 2023, Caderno
Mercado, p. 3. Disponível em: https://acervo.folha.uol.com.br/digital/leitor.do?numero=
50678&maxTouch=0&anchor=6496390&pd=a46b47224fba3c97b65aa2141a1eb9bb.
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Depois da imprensa marrom, a imprensa rosa
O saudoso jornalista Alberto Dines gostava de lembrar que o termo "imprensa marrom" se popularizou no Brasil em 1959 por obra do Diário da Noite,
jornal do Rio de Janeiro. Na época, Dines escrevia uma matéria sobre a revista
"Escândalo", que extorquia dinheiro de pessoas fotografadas em situações comprometedoras.
Dines queria usar o termo "imprensa amarela", comum nos Estados Unidos. Mas o editor achou o amarelo inofensivo demais para a matéria, que tratava
de um cineasta levado ao suicídio por causa da revista. No fim a manchete ficou
como "Imprensa marrom leva cineasta ao suicídio", e o termo se consolidou no
país.
Corte para 2024. Uma nova cor aparece para designar um novo tipo de
imprensa sem qualquer compromisso com a ética. Dessa vez a cor é o "rosa". Para
ser preciso, o termo em inglês é "pink slime press" (impressa da gosma rosa). O
termo se refere àquele tipo de carne ultraprocessada industrialmente vendida em
lata, que tem aparência rósea e valor nutritivo miserável.
Esse tipo de imprensa é um dos temas do livro "A Morte da Verdade", que
o jornalista e advogado americano Steven Brill lançou no dia 4 de junho. Brill define
o fenômeno como "publicações que se apresentam como se fossem veículos legítimos de imprensa, mas que seguem objetivos ocultos". Eles são em geral financiados por entidades ou pessoas que querem fazer avançar seus interesses políticos
ou econômicos. Para aumentar as chances de sucesso e disfarçar que tudo não
passa de propaganda, assumem a aparência de veículos de mídia independentes.
Brill alerta que, em um momento em que há um declínio da imprensa no
mundo todo, o vácuo está sendo preenchido pela imprensa "pink slime". Para se
ter uma ideia, de 2005 a 2021, mais de 2.000 jornais encerraram suas atividades
nos EUA. Ao mesmo tempo, no final de 2023 havia cerca de 1.200 veículos de
imprensa rosa na atividade no país.
Diga-se o que quiser da imprensa verdadeira, mas ela produz artigos assinados, com os autores visíveis, possui endereço físico, conselhos editoriais, ombudsman e preserva a separação entre o que é propaganda e o que é jornalismo.
Não por acaso é chamada de "o Quarto Estado", por sua importância para a democracia. E não por acaso também os veículos da imprensa "pink slime" querem
justamente se parecer com ela, copiar sua aparência, estilo e reputação, mas só
na superfície.
Brill dá como exemplo o "Copper Courier", do Arizona, ou o "Main Street
Sentinel", do Michigan. Os nomes parecem com os de jornais de verdade. No entanto, ambos são operações de propaganda. Sua principal estratégia é publicar
artigos que são então impulsionados agressivamente nas mídias sociais para ganhar alcance, com aparência de legitimidade. O Brasil não está imune à imprensa
"pink slime". Muito ao contrário. São muitos os exemplos desse tipo de publicação
entre nós. Enxergá-los pelo que eles são é fundamental.
Já sobre a revista “Escândalo”, ela acabou encerrando as atividades depois que as matérias de Dines — publicadas na imprensa — levaram a luz do sol
para as suas práticas.
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rosa. Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 junho 2023, Caderno
Mercado, p. 3. Disponível em: https://acervo.folha.uol.com.br/digital/leitor.do?numero=
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"Escândalo", que extorquia dinheiro de pessoas fotografadas em situações comprometedoras.
Dines queria usar o termo "imprensa amarela", comum nos Estados Unidos. Mas o editor achou o amarelo inofensivo demais para a matéria, que tratava
de um cineasta levado ao suicídio por causa da revista. No fim a manchete ficou
como "Imprensa marrom leva cineasta ao suicídio", e o termo se consolidou no
país.
Corte para 2024. Uma nova cor aparece para designar um novo tipo de
imprensa sem qualquer compromisso com a ética. Dessa vez a cor é o "rosa". Para
ser preciso, o termo em inglês é "pink slime press" (impressa da gosma rosa). O
termo se refere àquele tipo de carne ultraprocessada industrialmente vendida em
lata, que tem aparência rósea e valor nutritivo miserável.
Esse tipo de imprensa é um dos temas do livro "A Morte da Verdade", que
o jornalista e advogado americano Steven Brill lançou no dia 4 de junho. Brill define
o fenômeno como "publicações que se apresentam como se fossem veículos legítimos de imprensa, mas que seguem objetivos ocultos". Eles são em geral financiados por entidades ou pessoas que querem fazer avançar seus interesses políticos
ou econômicos. Para aumentar as chances de sucesso e disfarçar que tudo não
passa de propaganda, assumem a aparência de veículos de mídia independentes.
Brill alerta que, em um momento em que há um declínio da imprensa no
mundo todo, o vácuo está sendo preenchido pela imprensa "pink slime". Para se
ter uma ideia, de 2005 a 2021, mais de 2.000 jornais encerraram suas atividades
nos EUA. Ao mesmo tempo, no final de 2023 havia cerca de 1.200 veículos de
imprensa rosa na atividade no país.
Diga-se o que quiser da imprensa verdadeira, mas ela produz artigos assinados, com os autores visíveis, possui endereço físico, conselhos editoriais, ombudsman e preserva a separação entre o que é propaganda e o que é jornalismo.
Não por acaso é chamada de "o Quarto Estado", por sua importância para a democracia. E não por acaso também os veículos da imprensa "pink slime" querem
justamente se parecer com ela, copiar sua aparência, estilo e reputação, mas só
na superfície.
Brill dá como exemplo o "Copper Courier", do Arizona, ou o "Main Street
Sentinel", do Michigan. Os nomes parecem com os de jornais de verdade. No entanto, ambos são operações de propaganda. Sua principal estratégia é publicar
artigos que são então impulsionados agressivamente nas mídias sociais para ganhar alcance, com aparência de legitimidade. O Brasil não está imune à imprensa
"pink slime". Muito ao contrário. São muitos os exemplos desse tipo de publicação
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"Escândalo", que extorquia dinheiro de pessoas fotografadas em situações comprometedoras.
Dines queria usar o termo "imprensa amarela", comum nos Estados Unidos. Mas o editor achou o amarelo inofensivo demais para a matéria, que tratava
de um cineasta levado ao suicídio por causa da revista. No fim a manchete ficou
como "Imprensa marrom leva cineasta ao suicídio", e o termo se consolidou no
país.
Corte para 2024. Uma nova cor aparece para designar um novo tipo de
imprensa sem qualquer compromisso com a ética. Dessa vez a cor é o "rosa". Para
ser preciso, o termo em inglês é "pink slime press" (impressa da gosma rosa). O
termo se refere àquele tipo de carne ultraprocessada industrialmente vendida em
lata, que tem aparência rósea e valor nutritivo miserável.
Esse tipo de imprensa é um dos temas do livro "A Morte da Verdade", que
o jornalista e advogado americano Steven Brill lançou no dia 4 de junho. Brill define
o fenômeno como "publicações que se apresentam como se fossem veículos legítimos de imprensa, mas que seguem objetivos ocultos". Eles são em geral financiados por entidades ou pessoas que querem fazer avançar seus interesses políticos
ou econômicos. Para aumentar as chances de sucesso e disfarçar que tudo não
passa de propaganda, assumem a aparência de veículos de mídia independentes.
Brill alerta que, em um momento em que há um declínio da imprensa no
mundo todo, o vácuo está sendo preenchido pela imprensa "pink slime". Para se
ter uma ideia, de 2005 a 2021, mais de 2.000 jornais encerraram suas atividades
nos EUA. Ao mesmo tempo, no final de 2023 havia cerca de 1.200 veículos de
imprensa rosa na atividade no país.
Diga-se o que quiser da imprensa verdadeira, mas ela produz artigos assinados, com os autores visíveis, possui endereço físico, conselhos editoriais, ombudsman e preserva a separação entre o que é propaganda e o que é jornalismo.
Não por acaso é chamada de "o Quarto Estado", por sua importância para a democracia. E não por acaso também os veículos da imprensa "pink slime" querem
justamente se parecer com ela, copiar sua aparência, estilo e reputação, mas só
na superfície.
Brill dá como exemplo o "Copper Courier", do Arizona, ou o "Main Street
Sentinel", do Michigan. Os nomes parecem com os de jornais de verdade. No entanto, ambos são operações de propaganda. Sua principal estratégia é publicar
artigos que são então impulsionados agressivamente nas mídias sociais para ganhar alcance, com aparência de legitimidade. O Brasil não está imune à imprensa
"pink slime". Muito ao contrário. São muitos os exemplos desse tipo de publicação
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- OrtografiaAcentuação GráficaProparoxítonas, Paraxítonas, Oxítonas e Hiatos
- SintaxeConcordância
- Morfologia
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de um cineasta levado ao suicídio por causa da revista. No fim a manchete ficou
como "Imprensa marrom leva cineasta ao suicídio", e o termo se consolidou no
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imprensa sem qualquer compromisso com a ética. Dessa vez a cor é o "rosa". Para
ser preciso, o termo em inglês é "pink slime press" (impressa da gosma rosa). O
termo se refere àquele tipo de carne ultraprocessada industrialmente vendida em
lata, que tem aparência rósea e valor nutritivo miserável.
Esse tipo de imprensa é um dos temas do livro "A Morte da Verdade", que
o jornalista e advogado americano Steven Brill lançou no dia 4 de junho. Brill define
o fenômeno como "publicações que se apresentam como se fossem veículos legítimos de imprensa, mas que seguem objetivos ocultos". Eles são em geral financiados por entidades ou pessoas que querem fazer avançar seus interesses políticos
ou econômicos. Para aumentar as chances de sucesso e disfarçar que tudo não
passa de propaganda, assumem a aparência de veículos de mídia independentes.
Brill alerta que, em um momento em que há um declínio da imprensa no
mundo todo, o vácuo está sendo preenchido pela imprensa "pink slime". Para se
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Diga-se o que quiser da imprensa verdadeira, mas ela produz artigos assinados, com os autores visíveis, possui endereço físico, conselhos editoriais, ombudsman e preserva a separação entre o que é propaganda e o que é jornalismo.
Não por acaso é chamada de "o Quarto Estado", por sua importância para a democracia. E não por acaso também os veículos da imprensa "pink slime" querem
justamente se parecer com ela, copiar sua aparência, estilo e reputação, mas só
na superfície.
Brill dá como exemplo o "Copper Courier", do Arizona, ou o "Main Street
Sentinel", do Michigan. Os nomes parecem com os de jornais de verdade. No entanto, ambos são operações de propaganda. Sua principal estratégia é publicar
artigos que são então impulsionados agressivamente nas mídias sociais para ganhar alcance, com aparência de legitimidade. O Brasil não está imune à imprensa
"pink slime". Muito ao contrário. São muitos os exemplos desse tipo de publicação
entre nós. Enxergá-los pelo que eles são é fundamental.
Já sobre a revista “Escândalo”, ela acabou encerrando as atividades depois que as matérias de Dines — publicadas na imprensa — levaram a luz do sol
para as suas práticas.
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"Escândalo", que extorquia dinheiro de pessoas fotografadas em situações comprometedoras.
Dines queria usar o termo "imprensa amarela", comum nos Estados Unidos. Mas o editor achou o amarelo inofensivo demais para a matéria, que tratava
de um cineasta levado ao suicídio por causa da revista. No fim a manchete ficou
como "Imprensa marrom leva cineasta ao suicídio", e o termo se consolidou no
país.
Corte para 2024. Uma nova cor aparece para designar um novo tipo de
imprensa sem qualquer compromisso com a ética. Dessa vez a cor é o "rosa". Para
ser preciso, o termo em inglês é "pink slime press" (impressa da gosma rosa). O
termo se refere àquele tipo de carne ultraprocessada industrialmente vendida em
lata, que tem aparência rósea e valor nutritivo miserável.
Esse tipo de imprensa é um dos temas do livro "A Morte da Verdade", que
o jornalista e advogado americano Steven Brill lançou no dia 4 de junho. Brill define
o fenômeno como "publicações que se apresentam como se fossem veículos legítimos de imprensa, mas que seguem objetivos ocultos". Eles são em geral financiados por entidades ou pessoas que querem fazer avançar seus interesses políticos
ou econômicos. Para aumentar as chances de sucesso e disfarçar que tudo não
passa de propaganda, assumem a aparência de veículos de mídia independentes.
Brill alerta que, em um momento em que há um declínio da imprensa no
mundo todo, o vácuo está sendo preenchido pela imprensa "pink slime". Para se
ter uma ideia, de 2005 a 2021, mais de 2.000 jornais encerraram suas atividades
nos EUA. Ao mesmo tempo, no final de 2023 havia cerca de 1.200 veículos de
imprensa rosa na atividade no país.
Diga-se o que quiser da imprensa verdadeira, mas ela produz artigos assinados, com os autores visíveis, possui endereço físico, conselhos editoriais, ombudsman e preserva a separação entre o que é propaganda e o que é jornalismo.
Não por acaso é chamada de "o Quarto Estado", por sua importância para a democracia. E não por acaso também os veículos da imprensa "pink slime" querem
justamente se parecer com ela, copiar sua aparência, estilo e reputação, mas só
na superfície.
Brill dá como exemplo o "Copper Courier", do Arizona, ou o "Main Street
Sentinel", do Michigan. Os nomes parecem com os de jornais de verdade. No entanto, ambos são operações de propaganda. Sua principal estratégia é publicar
artigos que são então impulsionados agressivamente nas mídias sociais para ganhar alcance, com aparência de legitimidade. O Brasil não está imune à imprensa
"pink slime". Muito ao contrário. São muitos os exemplos desse tipo de publicação
entre nós. Enxergá-los pelo que eles são é fundamental.
Já sobre a revista “Escândalo”, ela acabou encerrando as atividades depois que as matérias de Dines — publicadas na imprensa — levaram a luz do sol
para as suas práticas.
LEMOS, Ronaldo. Depois da imprensa marrom, a imprensa
rosa. Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 junho 2023, Caderno
Mercado, p. 3. Disponível em: https://acervo.folha.uol.com.br/digital/leitor.do?numero=
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I. ... Dines escrevia uma matéria sobre a revista "Escândalo", que extorquia dinheiro de pessoas fotografadas em situações comprometedoras.
II. Mas o editor achou o amarelo inofensivo demais para a matéria, que tratava de um cineasta levado ao suicídio por causa da revista.
III. Não por acaso é chamada de "o Quarto Estado", por sua importância para a democracia.
A exclusão da vírgula altera o sentido do que se enuncia em:
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"Escândalo", que extorquia dinheiro de pessoas fotografadas em situações comprometedoras.
Dines queria usar o termo "imprensa amarela", comum nos Estados Unidos. Mas o editor achou o amarelo inofensivo demais para a matéria, que tratava
de um cineasta levado ao suicídio por causa da revista. No fim a manchete ficou
como "Imprensa marrom leva cineasta ao suicídio", e o termo se consolidou no
país.
Corte para 2024. Uma nova cor aparece para designar um novo tipo de
imprensa sem qualquer compromisso com a ética. Dessa vez a cor é o "rosa". Para
ser preciso, o termo em inglês é "pink slime press" (impressa da gosma rosa). O
termo se refere àquele tipo de carne ultraprocessada industrialmente vendida em
lata, que tem aparência rósea e valor nutritivo miserável.
Esse tipo de imprensa é um dos temas do livro "A Morte da Verdade", que
o jornalista e advogado americano Steven Brill lançou no dia 4 de junho. Brill define
o fenômeno como "publicações que se apresentam como se fossem veículos legítimos de imprensa, mas que seguem objetivos ocultos". Eles são em geral financiados por entidades ou pessoas que querem fazer avançar seus interesses políticos
ou econômicos. Para aumentar as chances de sucesso e disfarçar que tudo não
passa de propaganda, assumem a aparência de veículos de mídia independentes.
Brill alerta que, em um momento em que há um declínio da imprensa no
mundo todo, o vácuo está sendo preenchido pela imprensa "pink slime". Para se
ter uma ideia, de 2005 a 2021, mais de 2.000 jornais encerraram suas atividades
nos EUA. Ao mesmo tempo, no final de 2023 havia cerca de 1.200 veículos de
imprensa rosa na atividade no país.
Diga-se o que quiser da imprensa verdadeira, mas ela produz artigos assinados, com os autores visíveis, possui endereço físico, conselhos editoriais, ombudsman e preserva a separação entre o que é propaganda e o que é jornalismo.
Não por acaso é chamada de "o Quarto Estado", por sua importância para a democracia. E não por acaso também os veículos da imprensa "pink slime" querem
justamente se parecer com ela, copiar sua aparência, estilo e reputação, mas só
na superfície.
Brill dá como exemplo o "Copper Courier", do Arizona, ou o "Main Street
Sentinel", do Michigan. Os nomes parecem com os de jornais de verdade. No entanto, ambos são operações de propaganda. Sua principal estratégia é publicar
artigos que são então impulsionados agressivamente nas mídias sociais para ganhar alcance, com aparência de legitimidade. O Brasil não está imune à imprensa
"pink slime". Muito ao contrário. São muitos os exemplos desse tipo de publicação
entre nós. Enxergá-los pelo que eles são é fundamental.
Já sobre a revista “Escândalo”, ela acabou encerrando as atividades depois que as matérias de Dines — publicadas na imprensa — levaram a luz do sol
para as suas práticas.
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"Escândalo", que extorquia dinheiro de pessoas fotografadas em situações comprometedoras.
Dines queria usar o termo "imprensa amarela", comum nos Estados Unidos. Mas o editor achou o amarelo inofensivo demais para a matéria, que tratava
de um cineasta levado ao suicídio por causa da revista. No fim a manchete ficou
como "Imprensa marrom leva cineasta ao suicídio", e o termo se consolidou no
país.
Corte para 2024. Uma nova cor aparece para designar um novo tipo de
imprensa sem qualquer compromisso com a ética. Dessa vez a cor é o "rosa". Para
ser preciso, o termo em inglês é "pink slime press" (impressa da gosma rosa). O
termo se refere àquele tipo de carne ultraprocessada industrialmente vendida em
lata, que tem aparência rósea e valor nutritivo miserável.
Esse tipo de imprensa é um dos temas do livro "A Morte da Verdade", que
o jornalista e advogado americano Steven Brill lançou no dia 4 de junho. Brill define
o fenômeno como "publicações que se apresentam como se fossem veículos legítimos de imprensa, mas que seguem objetivos ocultos". Eles são em geral financiados por entidades ou pessoas que querem fazer avançar seus interesses políticos
ou econômicos. Para aumentar as chances de sucesso e disfarçar que tudo não
passa de propaganda, assumem a aparência de veículos de mídia independentes.
Brill alerta que, em um momento em que há um declínio da imprensa no
mundo todo, o vácuo está sendo preenchido pela imprensa "pink slime". Para se
ter uma ideia, de 2005 a 2021, mais de 2.000 jornais encerraram suas atividades
nos EUA. Ao mesmo tempo, no final de 2023 havia cerca de 1.200 veículos de
imprensa rosa na atividade no país.
Diga-se o que quiser da imprensa verdadeira, mas ela produz artigos assinados, com os autores visíveis, possui endereço físico, conselhos editoriais, ombudsman e preserva a separação entre o que é propaganda e o que é jornalismo.
Não por acaso é chamada de "o Quarto Estado", por sua importância para a democracia. E não por acaso também os veículos da imprensa "pink slime" querem
justamente se parecer com ela, copiar sua aparência, estilo e reputação, mas só
na superfície.
Brill dá como exemplo o "Copper Courier", do Arizona, ou o "Main Street
Sentinel", do Michigan. Os nomes parecem com os de jornais de verdade. No entanto, ambos são operações de propaganda. Sua principal estratégia é publicar
artigos que são então impulsionados agressivamente nas mídias sociais para ganhar alcance, com aparência de legitimidade. O Brasil não está imune à imprensa
"pink slime". Muito ao contrário. São muitos os exemplos desse tipo de publicação
entre nós. Enxergá-los pelo que eles são é fundamental.
Já sobre a revista “Escândalo”, ela acabou encerrando as atividades depois que as matérias de Dines — publicadas na imprensa — levaram a luz do sol
para as suas práticas.
LEMOS, Ronaldo. Depois da imprensa marrom, a imprensa
rosa. Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 junho 2023, Caderno
Mercado, p. 3. Disponível em: https://acervo.folha.uol.com.br/digital/leitor.do?numero=
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I. contribui para o constante processo de democratização dos países americanos. II. beneficia-se do declínio da imprensa verdadeira para se instaurar na sociedade. III. apropria-se de aspectos formais da imprensa séria para criar uma falsa legitimidade. IV. recorre a ações midiáticas agressivas para impulsionar matérias jornalísticas rentáveis.
É CORRETO o que se afirma em:
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jornal do Rio de Janeiro. Na época, Dines escrevia uma matéria sobre a revista
"Escândalo", que extorquia dinheiro de pessoas fotografadas em situações comprometedoras.
Dines queria usar o termo "imprensa amarela", comum nos Estados Unidos. Mas o editor achou o amarelo inofensivo demais para a matéria, que tratava
de um cineasta levado ao suicídio por causa da revista. No fim a manchete ficou
como "Imprensa marrom leva cineasta ao suicídio", e o termo se consolidou no
país.
Corte para 2024. Uma nova cor aparece para designar um novo tipo de
imprensa sem qualquer compromisso com a ética. Dessa vez a cor é o "rosa". Para
ser preciso, o termo em inglês é "pink slime press" (impressa da gosma rosa). O
termo se refere àquele tipo de carne ultraprocessada industrialmente vendida em
lata, que tem aparência rósea e valor nutritivo miserável.
Esse tipo de imprensa é um dos temas do livro "A Morte da Verdade", que
o jornalista e advogado americano Steven Brill lançou no dia 4 de junho. Brill define
o fenômeno como "publicações que se apresentam como se fossem veículos legítimos de imprensa, mas que seguem objetivos ocultos". Eles são em geral financiados por entidades ou pessoas que querem fazer avançar seus interesses políticos
ou econômicos. Para aumentar as chances de sucesso e disfarçar que tudo não
passa de propaganda, assumem a aparência de veículos de mídia independentes.
Brill alerta que, em um momento em que há um declínio da imprensa no
mundo todo, o vácuo está sendo preenchido pela imprensa "pink slime". Para se
ter uma ideia, de 2005 a 2021, mais de 2.000 jornais encerraram suas atividades
nos EUA. Ao mesmo tempo, no final de 2023 havia cerca de 1.200 veículos de
imprensa rosa na atividade no país.
Diga-se o que quiser da imprensa verdadeira, mas ela produz artigos assinados, com os autores visíveis, possui endereço físico, conselhos editoriais, ombudsman e preserva a separação entre o que é propaganda e o que é jornalismo.
Não por acaso é chamada de "o Quarto Estado", por sua importância para a democracia. E não por acaso também os veículos da imprensa "pink slime" querem
justamente se parecer com ela, copiar sua aparência, estilo e reputação, mas só
na superfície.
Brill dá como exemplo o "Copper Courier", do Arizona, ou o "Main Street
Sentinel", do Michigan. Os nomes parecem com os de jornais de verdade. No entanto, ambos são operações de propaganda. Sua principal estratégia é publicar
artigos que são então impulsionados agressivamente nas mídias sociais para ganhar alcance, com aparência de legitimidade. O Brasil não está imune à imprensa
"pink slime". Muito ao contrário. São muitos os exemplos desse tipo de publicação
entre nós. Enxergá-los pelo que eles são é fundamental.
Já sobre a revista “Escândalo”, ela acabou encerrando as atividades depois que as matérias de Dines — publicadas na imprensa — levaram a luz do sol
para as suas práticas.
LEMOS, Ronaldo. Depois da imprensa marrom, a imprensa
rosa. Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 junho 2023, Caderno
Mercado, p. 3. Disponível em: https://acervo.folha.uol.com.br/digital/leitor.do?numero=
50678&maxTouch=0&anchor=6496390&pd=a46b47224fba3c97b65aa2141a1eb9bb.
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A RDC nº 15, de 15 de março de 2012, aprovada pela ANVISA, dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde.
Sobre a limpeza e desinfecção de produtos de saúde, leia as afirmações a seguir:
I. Produtos de saúde classificados como não críticos devem ser submetidos, no mínimo, ao processo de limpeza.
II. Produtos de saúde classificados como críticos devem ser submetidos ao processo de desinfecção de alto nível, após a limpeza.
III. Produtos de saúde classificados como semicríticos devem ser submetidos ao processo de esterilização, após a limpeza e demais etapas do processo.
IV. Produtos para saúde semicríticos utilizados na assistência ventilatória, anestesia e inaloterapia devem ser submetidos à limpeza e, no mínimo, à desinfecção de nível intermediário, com produtos saneantes, em conformidade com a normatização sanitária, ou por processo físico de termodesinfecção, antes da utilização em outro paciente.
É CORRETO o que se afirma em:
Sobre a limpeza e desinfecção de produtos de saúde, leia as afirmações a seguir:
I. Produtos de saúde classificados como não críticos devem ser submetidos, no mínimo, ao processo de limpeza.
II. Produtos de saúde classificados como críticos devem ser submetidos ao processo de desinfecção de alto nível, após a limpeza.
III. Produtos de saúde classificados como semicríticos devem ser submetidos ao processo de esterilização, após a limpeza e demais etapas do processo.
IV. Produtos para saúde semicríticos utilizados na assistência ventilatória, anestesia e inaloterapia devem ser submetidos à limpeza e, no mínimo, à desinfecção de nível intermediário, com produtos saneantes, em conformidade com a normatização sanitária, ou por processo físico de termodesinfecção, antes da utilização em outro paciente.
É CORRETO o que se afirma em:
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