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Foram encontradas 90 questões.

4129043 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Para responder a questão, leia o soneto do poeta barroco Gregório de Matos (1633-1696).

 

Discreta e formosíssima Maria,

Enquanto estamos vendo a qualquer horaB),

Em tuas faces a rosada Aurora1C),

Em teus olhos e boca, o Sol e o dia;

 

Enquanto com gentil descortesia2A)

O ar, que fresco Adônis3 te namora,

Te espalha a rica trança voadoraD),

Quando vem passear-te pela fria4;

 

Goza, goza da flor da mocidade,

Que o tempo trota5 a toda a ligeireza

E imprime em toda a flor sua pisada.

 

Oh, não aguardes que a madura idadeE)

Te converta essa flor, essa beleza,

Em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada.

 

(Gregório de Matos. Poemas escolhidos, 2010. Adaptado)

 

GLOSSÁRIO:

1 Aurora: personificação do nascer do dia, ou seja, do início da manhã.

2 descortesia: falta de cortesia, de polidez; incivilidade, grosseria.

3 Adônis: divindade mitológica, protótipo da beleza masculina.

4 pela fria: pela madrugada

5 trotar: andar a trote.

 

Com finalidade expressiva, o eu lírico associa duas palavras contraditórias entre si, configurando assim um paradoxo, em:

 

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4129042 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Para responder a questão, leia o soneto do poeta barroco Gregório de Matos (1633-1696).

 

Discreta e formosíssima Maria,

Enquanto estamos vendo a qualquer hora,

Em tuas faces a rosada Aurora1,

Em teus olhos e boca, o Sol e o dia;

 

Enquanto com gentil descortesia2

O ar, que fresco Adônis3 te namora,

Te espalha a rica trança voadora,

Quando vem passear-te pela fria4;

 

Goza, goza da flor da mocidade,

Que o tempo trota5 a toda a ligeireza

E imprime em toda a flor sua pisada.

 

Oh, não aguardes que a madura idade

Te converta essa flor, essa beleza,

Em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada.

 

(Gregório de Matos. Poemas escolhidos, 2010. Adaptado)

 

GLOSSÁRIO:

1 Aurora: personificação do nascer do dia, ou seja, do início da manhã.

2 descortesia: falta de cortesia, de polidez; incivilidade, grosseria.

3 Adônis: divindade mitológica, protótipo da beleza masculina.

4 pela fria: pela madrugada

5 trotar: andar a trote.

 

O soneto de Gregório de Matos caracteriza-se, sobretudo, pelo seu teor

 

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4129041 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Para responder a questão, leia o soneto do poeta barroco Gregório de Matos (1633-1696).

 

Discreta e formosíssima Maria,

Enquanto estamos vendo a qualquer hora,

Em tuas faces a rosada Aurora1,

Em teus olhos e boca, o Sol e o dia;

 

Enquanto com gentil descortesia2

O ar, que fresco Adônis3 te namora,

Te espalha a rica trança voadora,

Quando vem passear-te pela fria4;

 

Goza, goza da flor da mocidade,

Que o tempo trota5 a toda a ligeireza

E imprime em toda a flor sua pisada.

 

Oh, não aguardes que a madura idade

Te converta essa flor, essa beleza,

Em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada.

 

(Gregório de Matos. Poemas escolhidos, 2010. Adaptado)

 

GLOSSÁRIO:

1 Aurora: personificação do nascer do dia, ou seja, do início da manhã.

2 descortesia: falta de cortesia, de polidez; incivilidade, grosseria.

3 Adônis: divindade mitológica, protótipo da beleza masculina.

4 pela fria: pela madrugada

5 trotar: andar a trote.

 

No soneto, o eu lírico explora o tema

 

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4129040 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Para responder a questão, leia o comentário do escritor Márcio Cotrim sobre a origem da expressão “santo do pau oco”.

 

Santo do pau oco

 

A expressão, que designa o sujeito falso, fingido, surgiu em Minas Gerais nos tempos do Brasil colonial.A) Naquela época, auge da mineração, eram elevadíssimos os impostos cobrados pelo rei de Portugal, nosso avozinho, tão bonzinho...C)

 

Para escapar dos escorchantes1 tributos, os donos de minas e os grandes senhores de terras colocavam ouro em pó, pedras preciosas e outras riquezas no interior de imagens ocas de santos, feitas de madeira.B) Aí as deixavam guardadas, longe dos vorazes2 fiscais.

 

Muitas vezes, desse hábito insólito nascia o contrabando entre Brasil e Portugal.D) As imagens maiores, devidamente recheadas, eram enviadas a parentes distantes, inclusive de além-mar, como se fossem presentes.A) Quanta devoção no exterior da peça, quanto pecado por dentro.

 

(Márcio Cotrim. O pulo do gato: o berço das palavras, 2005. Adaptado)

 

GLOSSÁRIO:

1 escorchantes: abusivos, exorbitantes.

2 vorazes: ambiciosos, mesquinhos.

 

O segmento sublinhado exerce a função sintática de sujeito da forma verbal destacada em:

 

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4129039 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Para responder a questão, leia o comentário do escritor Márcio Cotrim sobre a origem da expressão “santo do pau oco”.

 

Santo do pau oco

 

A expressão, que designa o sujeito falso, fingido, surgiu em Minas GeraisE) nos tempos do Brasil colonial. Naquela época, auge da mineração, eram elevadíssimos os impostos cobrados pelo reiC) de Portugal, nosso avozinho, tão bonzinho...

 

Para escapar dos escorchantes1 tributos, os donos de minas e os grandes senhores de terras colocavam ouro em pó, pedras preciosas e outras riquezas no interior de imagens ocas de santos, feitas de madeira. Aí as deixavam guardadas, longe dos vorazes2 fiscais.B)

 

Muitas vezes, desse hábito insólito nascia o contrabando entre Brasil e Portugal.D) As imagens maiores, devidamente recheadas, eram enviadas a parentes distantes,A) inclusive de além-mar, como se fossem presentes. Quanta devoção no exterior da peça, quanto pecado por dentro.

 

(Márcio Cotrim. O pulo do gato: o berço das palavras, 2005. Adaptado)

 

GLOSSÁRIO:

1 escorchantes: abusivos, exorbitantes.

2 vorazes: ambiciosos, mesquinhos.

 

Retoma uma expressão mencionada anteriormente no texto o termo destacado em:

 

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4129038 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Para responder a questão, leia o comentário do escritor Márcio Cotrim sobre a origem da expressão “santo do pau oco”.

 

Santo do pau oco

 

A expressão, que designa o sujeito falso, fingido, surgiu em Minas Gerais nos tempos do Brasil colonial.D) Naquela época, auge da mineração, eram elevadíssimos os impostos cobrados pelo rei de Portugal, nosso avozinho, tão bonzinho...E)

 

Para escapar dos escorchantes1 tributos, os donos de minas e os grandes senhores de terras colocavam ouro em pó, pedras preciosas e outras riquezas no interior de imagens ocas de santos, feitas de madeira.C) Aí as deixavam guardadas, longe dos vorazes2 fiscaisA).

 

Muitas vezes, desse hábito insólito nascia o contrabando entre Brasil e Portugal. As imagens maiores, devidamente recheadas, eram enviadas a parentes distantes, inclusive de além-mar, como se fossem presentes.B) Quanta devoção no exterior da peça, quanto pecado por dentro.

 

(Márcio Cotrim. O pulo do gato: o berço das palavras, 2005. Adaptado)

 

GLOSSÁRIO:

1 escorchantes: abusivos, exorbitantes.

2 vorazes: ambiciosos, mesquinhos.

 

Considerando o contexto, está empregado em sentido irônico a palavra destacada em:

 

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4129037 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Para responder a questão, leia a cantiga “Ai, dona fea, foste-vos queixar” do trovador João Garcia de Guilhade (1239-1288).

 

[Texto original]

 

Ai, dona fea, fostes-vos queixar

que vos nunca louvo em meu cantar;

mais ora quero fazer un cantar

em que vos loarei toda via;

e vedes como vos quero loar:

dona fea, velha e sandia!

 

Dona fea, se Deus mi pardon,

pois avedes tan gran coraçon

que vos eu loe, en esta razon

vos quero já loar toda via;

e vedes qual será a loaçon:

dona fea, velha e sandia!

 

Dona fea, nunca vos eu loei

em meu trobar, pero muito trobei;

mais ora já un bon cantar farei,

en que vos loarei toda via;

e direi-vos como vos loarei:

dona fea, velha e sandia!

 

[Texto em linguagem atual]

 

Ai, mulher feia, você se queixou

de que eu nunca a louvei em minha poesia;

mas agora eu vou fazer uma cantiga

em que eu a louvarei completamente;

e veja como a quero louvar:

mulher feia, velha e louca!

 

Mulher feia, Deus me perdoe,

pois você tem tão grande desejo

de que eu a louve, por este motivo

quero agora louvá-la completamente;

e veja qual será a louvação:

mulher feia, velha e louca!

 

Mulher feia, nunca a louvei

em minha poesia, e muito escrevi;

mas agora farei uma bela cantiga,

em que a louvarei completamente;

e vou dizer a você como a louvarei:

mulher feia, velha e louca!

 

(Lênia Mongelli (org.). Fremosos cantares: antologia da lírica galego-portuguesa, 2009)

 

Depreende-se da cantiga de João Garcia de Guilhade que a mulher retratada reclamou com o eu lírico porque

 

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4129036 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Para responder a questão, leia a cantiga “Ai, dona fea, foste-vos queixar” do trovador João Garcia de Guilhade (1239-1288).

 

[Texto original]

 

Ai, dona fea, fostes-vos queixar

que vos nunca louvo em meu cantar;

mais ora quero fazer un cantar

em que vos loarei toda via;

e vedes como vos quero loar:

dona fea, velha e sandia!

 

Dona fea, se Deus mi pardon,

pois avedes tan gran coraçon

que vos eu loe, en esta razon

vos quero já loar toda via;

e vedes qual será a loaçon:

dona fea, velha e sandia!

 

Dona fea, nunca vos eu loei

em meu trobar, pero muito trobei;

mais ora já un bon cantar farei,

en que vos loarei toda via;

e direi-vos como vos loarei:

dona fea, velha e sandia!

 

[Texto em linguagem atual]

 

Ai, mulher feia, você se queixou

de que eu nunca a louvei em minha poesia;

mas agora eu vou fazer uma cantiga

em que eu a louvarei completamente;

e veja como a quero louvar:

mulher feia, velha e louca!

 

Mulher feia, Deus me perdoe,

pois você tem tão grande desejo

de que eu a louve, por este motivo

quero agora louvá-la completamente;

e veja qual será a louvação:

mulher feia, velha e louca!

 

Mulher feia, nunca a louvei

em minha poesia, e muito escrevi;

mas agora farei uma bela cantiga,

em que a louvarei completamente;

e vou dizer a você como a louvarei:

mulher feia, velha e louca!

 

(Lênia Mongelli (org.). Fremosos cantares: antologia da lírica galego-portuguesa, 2009)

 

A cantiga de João Garcia de Guilhade deixa-se caracterizar como

 

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4129035 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Para responder a questão, examine a tirinha.

 

Enunciado 4648608-1

(Fernando Gonsales, https://www.instagram.com/niquel.nausea/. 23.08.2024)

 

Ao se adaptar a fala do menino no 1º quadrinho para o discurso indireto, chega-se ao seguinte texto:

 

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4129034 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Para responder a questão, examine a tirinha.

 

Enunciado 4648607-1

(Fernando Gonsales, https://www.instagram.com/niquel.nausea/. 23.08.2024)

 

O efeito de humor da tirinha está centrado na ambiguidade da palavra

 

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